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	Comentários sobre: Daniel Silveira, o bolsonarismo e a conquista do Estado	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2021 00:02:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[J, é verdade, &quot;a democracia burguesa é o limite, para a esquerda eleitoreira&quot;. Mas a que custo! Não é, digamos, apenas uma questão de consciência e de vontade. Não é por causa de &quot;gente má&quot; -- ao menos não somente. É o resultado de décadas de conflito dentro da da própria esquerda, seja ela eleitoreira ou não. Fosse isso, digamos, uma questão de consciência e de vontade, a revolução já teria sido feita pelas menores organizações dentro da esquerda, aquelas mesmas que mantém a pureza do ideal revolucionário em seus veículos de imprensa. A revolução já teria acontecido, e sua &quot;vanguarda&quot; teria sido gente da nobre linhagem da &lt;a href=&quot;http://www.scientific-socialism.de/&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Escola de Agitadores e Instrutores -- Universidade e Diversidade Jakob M. Sverdlov&lt;/a&gt;, que há pelo menos vinte e dois anos mantém seu infatigável labor propagandístico e doutrinário na internet, ou da &lt;a href=&quot;http://www.dialectics.org/&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Fundação Encyclopedia Dialectica&lt;/a&gt;. Para a esquerda, o eleitoralismo é a face distorcida de sua relação com as amplas massas, com as multidões de trabalhadores de cujos interesses se dizem intérpretes legítimos.

J, é verdade, &quot;para o bolsonarismo, não&quot;, a democracia burguesa não é o limite. Mas a que custo! Não é, digamos, apenas uma questão de forças sociais anônimas. Não é por causa de &quot;gente má&quot; -- talvez principalmente, mas não somente. É o resultado de décadas de expectativas frustradas de mobilidade social ascendente, de gente querendo &quot;chegar lá&quot; sem conseguir, de ressentimento transformado em método de ação política. Fosse isso, digamos, uma questão de forças sociais anônimas, haveria bolsonarismo (que é uma espécie muito particular, historicamente situada e conjunturalmente efêmera de fascismo) onde quer que houvesse capitalismo. Mas não, o bolsonarismo é esse amálgama de enjeitados sociais que surfaram no descontentamento das massas com os limites da esquerda eleitoreira, fizeram do ressentimento uma identidade (&quot;olha lá, ele está revoltado com esses corruptos, é como nós!&quot;) e agora vivem do apelo às mesmas massas que desprezam. Para o bolsonarismo, o desprezo à democracia burguesa é a face distorcida de sua relação com as amplas massas, essas mesmas massas que guardam um profundo desprezo à &quot;ordem&quot; mas sentem-se incapazes de derrubá-la, nas poucas vezes em que sonham em fazê-lo.

A meu ver são esses os limites, não outros. Limites que, gostemos ou não, também são nossos. Que tragédia!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>J, é verdade, &#8220;a democracia burguesa é o limite, para a esquerda eleitoreira&#8221;. Mas a que custo! Não é, digamos, apenas uma questão de consciência e de vontade. Não é por causa de &#8220;gente má&#8221; &#8212; ao menos não somente. É o resultado de décadas de conflito dentro da da própria esquerda, seja ela eleitoreira ou não. Fosse isso, digamos, uma questão de consciência e de vontade, a revolução já teria sido feita pelas menores organizações dentro da esquerda, aquelas mesmas que mantém a pureza do ideal revolucionário em seus veículos de imprensa. A revolução já teria acontecido, e sua &#8220;vanguarda&#8221; teria sido gente da nobre linhagem da <a href="http://www.scientific-socialism.de/" rel="nofollow ugc">Escola de Agitadores e Instrutores &#8212; Universidade e Diversidade Jakob M. Sverdlov</a>, que há pelo menos vinte e dois anos mantém seu infatigável labor propagandístico e doutrinário na internet, ou da <a href="http://www.dialectics.org/" rel="nofollow ugc">Fundação Encyclopedia Dialectica</a>. Para a esquerda, o eleitoralismo é a face distorcida de sua relação com as amplas massas, com as multidões de trabalhadores de cujos interesses se dizem intérpretes legítimos.</p>
<p>J, é verdade, &#8220;para o bolsonarismo, não&#8221;, a democracia burguesa não é o limite. Mas a que custo! Não é, digamos, apenas uma questão de forças sociais anônimas. Não é por causa de &#8220;gente má&#8221; &#8212; talvez principalmente, mas não somente. É o resultado de décadas de expectativas frustradas de mobilidade social ascendente, de gente querendo &#8220;chegar lá&#8221; sem conseguir, de ressentimento transformado em método de ação política. Fosse isso, digamos, uma questão de forças sociais anônimas, haveria bolsonarismo (que é uma espécie muito particular, historicamente situada e conjunturalmente efêmera de fascismo) onde quer que houvesse capitalismo. Mas não, o bolsonarismo é esse amálgama de enjeitados sociais que surfaram no descontentamento das massas com os limites da esquerda eleitoreira, fizeram do ressentimento uma identidade (&#8220;olha lá, ele está revoltado com esses corruptos, é como nós!&#8221;) e agora vivem do apelo às mesmas massas que desprezam. Para o bolsonarismo, o desprezo à democracia burguesa é a face distorcida de sua relação com as amplas massas, essas mesmas massas que guardam um profundo desprezo à &#8220;ordem&#8221; mas sentem-se incapazes de derrubá-la, nas poucas vezes em que sonham em fazê-lo.</p>
<p>A meu ver são esses os limites, não outros. Limites que, gostemos ou não, também são nossos. Que tragédia!</p>
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		Por: j		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/02/136156/#comment-719244</link>

		<dc:creator><![CDATA[j]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 23:16:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom ensaio. Valeu. A democracia burguesa é o limite, para a esquerda eleitoreira; para o bolsonarismo, não. O que ajuda a explicar porque este está em vantagem sobre aquela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom ensaio. Valeu. A democracia burguesa é o limite, para a esquerda eleitoreira; para o bolsonarismo, não. O que ajuda a explicar porque este está em vantagem sobre aquela.</p>
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