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	<title>
	Comentários sobre: Arte e espelho. 1	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-723429</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2021 14:47:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irado,

Os leitores agradecerão certamente o seu comentário, tal como eu agradeço.

Para me cingir ao que para mim é o mais importante, a questão da forma é um dos eixos deste ensaio e atravessa-o todo, até à última parte. Em vez de lhe ter chamado &lt;em&gt;Arte e espelho&lt;/em&gt; podia ter-lhe chamado &lt;em&gt;Forma e olhar&lt;/em&gt;. Sucede que a arte é o principal interesse da minha vida, desde criança, com dez ou onze anos, até hoje. O primeiro texto que escrevi, em 1965-1966, tinha então dezanove anos, trata precisamente da questão da forma na pintura. Durante muito tempo julguei que esse texto estava perdido, depois publiquei-o pela primeira vez no Passa Palavra, &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2017/10/115371/&quot; rel=&quot;noopener noreferrer&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Assim, a noção de que a forma é o principal conteúdo da forma, que depois começou a presidir às minhas análises das lutas sociais e em boa medida à definição da existência de uma classe de gestores e à crítica ao capitalismo sindical, nasceu na análise estética. Para quem já considerava que mesmo na pintura figurativa a forma é o principal, não era difícil concluir que a forma de relacionamento dos trabalhadores nas lutas sociais prevalece sobre o conteúdo programático dessas lutas. Stalin, Zhdanov e meia dúzia de outros sabiam muito bem que o formalismo constituía um risco político de primeiríssima ordem. Por isso o proibiram e expulsarem ou mataram os formalistas. Só o coro dos adeptos é que se iludia, e continua a iludir-se, ao considerar o formalismo como um alheamento da política. Este é talvez o ensaio mais político que eu escrevi, e assim posso também definir o que entendo por &lt;em&gt;político&lt;/em&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irado,</p>
<p>Os leitores agradecerão certamente o seu comentário, tal como eu agradeço.</p>
<p>Para me cingir ao que para mim é o mais importante, a questão da forma é um dos eixos deste ensaio e atravessa-o todo, até à última parte. Em vez de lhe ter chamado <em>Arte e espelho</em> podia ter-lhe chamado <em>Forma e olhar</em>. Sucede que a arte é o principal interesse da minha vida, desde criança, com dez ou onze anos, até hoje. O primeiro texto que escrevi, em 1965-1966, tinha então dezanove anos, trata precisamente da questão da forma na pintura. Durante muito tempo julguei que esse texto estava perdido, depois publiquei-o pela primeira vez no Passa Palavra, <a href="https://passapalavra.info/2017/10/115371/" rel="noopener noreferrer" target="_blank">aqui</a>. Assim, a noção de que a forma é o principal conteúdo da forma, que depois começou a presidir às minhas análises das lutas sociais e em boa medida à definição da existência de uma classe de gestores e à crítica ao capitalismo sindical, nasceu na análise estética. Para quem já considerava que mesmo na pintura figurativa a forma é o principal, não era difícil concluir que a forma de relacionamento dos trabalhadores nas lutas sociais prevalece sobre o conteúdo programático dessas lutas. Stalin, Zhdanov e meia dúzia de outros sabiam muito bem que o formalismo constituía um risco político de primeiríssima ordem. Por isso o proibiram e expulsarem ou mataram os formalistas. Só o coro dos adeptos é que se iludia, e continua a iludir-se, ao considerar o formalismo como um alheamento da política. Este é talvez o ensaio mais político que eu escrevi, e assim posso também definir o que entendo por <em>político</em>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-723249</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2021 00:24:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Da relação entre Sujeito e Objeto estabelecida por Kant deriva a relação entre Forma e Matéria, sendo está última, tão infinita enquanto forem infinitos os objetos possíveis. Tais objetos, númenos, portanto incognosciveis para Kant, são apreendidos pelo sujeito pela sensibilidade e pelo entendimento. Eis a Forma, um apriori imposto ao objeto pelo sujeito, e é invariável, é imanente a nossa atividade mental. A forma é dada pelo sujeito no uso de suas capacidades cerebrais. Podemos sentir essa influência kantiana claramente, por exemplo, na escola psicológica da Gestalt, surgida do contexto do neokantismo do século XIX e, por que não, no próprio estruturalismo. Caberia pesquisar se o formalismo russo bebeu em Kant, ou em outras referências, agora não me lembro. Enfim...

Agora, sem me colocar no papel de &quot;patrulha epistemológica&quot;, temos então um JB kantiano em matéria de arte... Não havia lido Economia dos conflitos nesta chave, entendia apenas uma tentativa de mostrar a evolução da teoria da praxis de uma perspectiva prosaica em Kant, colocando o elemento ativo no ato subjetivo de conhecer, e avançada em Marx, o que já é conceder bastante a Kant, em tempos onde seu pensamento é reivindicado há séculos por setores politicamente bastante conservadores, para dizer o mínimo... Mas, talvez esteja sendo eu o conservador, rejeitando Kant em nome do materialismo histórico dialético. Não nos termos de Lenin e sua citada e péssima obra, Materialismo e Empiriocriticismo, pois existe marxismo para além disso, basta ler Lenin Filósofo, de Pannekoek para entender do que estou falando...

Com razão, JB preza a necessidade de uma teoria da recepção em arte. O psicólogo industrial neokantiano Hugo Münsterberg, que escreveu tbm sobre arte e cinema desenvolveu justamente essa teoria com base na perspectiva subjetivista , de que o aspecto significativo da arte encontra-se no sujeito, não no objeto, em virtude do que tentei explicar acima, mesmo eu estando bem longe de ser um filósofo. Trata-se de uma teoria da recepção fenomenológica, portanto. Uma das primeiras na área, acredito eu.

Sobre a Gestalt, quem a questionou em profundidade, com base em Marx, foi Vigotski, que colocou em cheque justamente essa estruturalidade conferida ao aparato cognitivo humano, por desconsiderar a dimensão historico-cultural, proporcionada justamente pelo caráter pratico-social do trabalho. Há muito que se debater sobre tudo isso, temas instigantes que só JB no proporciona…

Deixei escapar que, no polo oposto ao subjetivismo de um Münsterberg, temos o “realismo socialista”, que se baseia na teoria do reflexo de Lenin, para quem o “real transposto para a cabeça do homem”, como queria Marx, assumiu um caráter totalmente mecanicista, sem espaço para qualquer mediação dos sentidos e da subjetividade. O que pode existir entre esses extremos de subjetivismo neokantiano e objetivismo stalinista? Todo um universo a ser explorado pela dialética materialista… Encerro por aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da relação entre Sujeito e Objeto estabelecida por Kant deriva a relação entre Forma e Matéria, sendo está última, tão infinita enquanto forem infinitos os objetos possíveis. Tais objetos, númenos, portanto incognosciveis para Kant, são apreendidos pelo sujeito pela sensibilidade e pelo entendimento. Eis a Forma, um apriori imposto ao objeto pelo sujeito, e é invariável, é imanente a nossa atividade mental. A forma é dada pelo sujeito no uso de suas capacidades cerebrais. Podemos sentir essa influência kantiana claramente, por exemplo, na escola psicológica da Gestalt, surgida do contexto do neokantismo do século XIX e, por que não, no próprio estruturalismo. Caberia pesquisar se o formalismo russo bebeu em Kant, ou em outras referências, agora não me lembro. Enfim&#8230;</p>
<p>Agora, sem me colocar no papel de &#8220;patrulha epistemológica&#8221;, temos então um JB kantiano em matéria de arte&#8230; Não havia lido Economia dos conflitos nesta chave, entendia apenas uma tentativa de mostrar a evolução da teoria da praxis de uma perspectiva prosaica em Kant, colocando o elemento ativo no ato subjetivo de conhecer, e avançada em Marx, o que já é conceder bastante a Kant, em tempos onde seu pensamento é reivindicado há séculos por setores politicamente bastante conservadores, para dizer o mínimo&#8230; Mas, talvez esteja sendo eu o conservador, rejeitando Kant em nome do materialismo histórico dialético. Não nos termos de Lenin e sua citada e péssima obra, Materialismo e Empiriocriticismo, pois existe marxismo para além disso, basta ler Lenin Filósofo, de Pannekoek para entender do que estou falando&#8230;</p>
<p>Com razão, JB preza a necessidade de uma teoria da recepção em arte. O psicólogo industrial neokantiano Hugo Münsterberg, que escreveu tbm sobre arte e cinema desenvolveu justamente essa teoria com base na perspectiva subjetivista , de que o aspecto significativo da arte encontra-se no sujeito, não no objeto, em virtude do que tentei explicar acima, mesmo eu estando bem longe de ser um filósofo. Trata-se de uma teoria da recepção fenomenológica, portanto. Uma das primeiras na área, acredito eu.</p>
<p>Sobre a Gestalt, quem a questionou em profundidade, com base em Marx, foi Vigotski, que colocou em cheque justamente essa estruturalidade conferida ao aparato cognitivo humano, por desconsiderar a dimensão historico-cultural, proporcionada justamente pelo caráter pratico-social do trabalho. Há muito que se debater sobre tudo isso, temas instigantes que só JB no proporciona…</p>
<p>Deixei escapar que, no polo oposto ao subjetivismo de um Münsterberg, temos o “realismo socialista”, que se baseia na teoria do reflexo de Lenin, para quem o “real transposto para a cabeça do homem”, como queria Marx, assumiu um caráter totalmente mecanicista, sem espaço para qualquer mediação dos sentidos e da subjetividade. O que pode existir entre esses extremos de subjetivismo neokantiano e objetivismo stalinista? Todo um universo a ser explorado pela dialética materialista… Encerro por aqui.</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-723073</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 14:09:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PARA ABOLIR O IMPÉRIO DA DESFAÇATEZ: https://we.riseup.net/assets/716728/gci-icg.zip.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PARA ABOLIR O IMPÉRIO DA DESFAÇATEZ: <a href="https://we.riseup.net/assets/716728/gci-icg.zip" rel="nofollow ugc">https://we.riseup.net/assets/716728/gci-icg.zip</a>.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-722864</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2021 13:14:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo, 

Na verdade, não só me interessa, como foi este capítulo que me remeteu ao estudo de Kant em meados de 2019. Por problemas pessoais não avancei na leitura da Crítica da Razão Prática, mas imagino que seja lá que você encontrou a razão de ser de um &#039;a priori prático&#039;, não? 

Por fim, obrigado pela resposta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, </p>
<p>Na verdade, não só me interessa, como foi este capítulo que me remeteu ao estudo de Kant em meados de 2019. Por problemas pessoais não avancei na leitura da Crítica da Razão Prática, mas imagino que seja lá que você encontrou a razão de ser de um &#8216;a priori prático&#8217;, não? </p>
<p>Por fim, obrigado pela resposta!</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-722829</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2021 10:43:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alan,

Nos estudos de arte existe uma variedade de perspectivas filosóficas tão grande como em quaisquer outros estudos, e até há aqueles que julgam que não seguem perspectivas nenhumas. A perspectiva kantiana que você notou — e muitíssimo bem — logo desde início neste ensaio é, em termos gerais, aquela que eu adopto, e que, aliás, me parece mais eficaz neste assunto. Para o caso de você se interessar, na primeira parte de um livro intitulado &lt;em&gt;Economia dos Conflitos Sociais&lt;/em&gt;, que se encontra facilmente na internet, explico com certo detalhe a minha posição na herança deixada por Kant.

De resto, esse gesto de virar a cara relaciona-se com um puritanismo que é generalizado na extrema-esquerda e tem raízes históricas muito profundas. Reformadores políticos e religiosos que tiveram na sua época uma posição a que nós hoje, apesar do anacronismo, chamaríamos de esquerda, por exemplo Savonarola ou Calvino, consideraram o ataque à arte como uma componente indispensável das reformas que se esforçaram por impor. Voltamos agora a sofrer isso, porque os identitarismos são essencialmente formas de puritanismo. Eu costumo dizer que os identitarismos são a adequação do nacionalismo à época de transnacionalização do capital, mas o velho nacionalismo não era puritano, enquanto o identitarismo é. Assim, os identitarismos acrescentam ao carácter nocivo do nacionalismo o carácter nocivo dos reformadores puritanos. Ora, a arte implica, por ela própria, uma ruptura com o puritanismo. A arte é o prazer. Mas este é um tema que se integra na última parte do ensaio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alan,</p>
<p>Nos estudos de arte existe uma variedade de perspectivas filosóficas tão grande como em quaisquer outros estudos, e até há aqueles que julgam que não seguem perspectivas nenhumas. A perspectiva kantiana que você notou — e muitíssimo bem — logo desde início neste ensaio é, em termos gerais, aquela que eu adopto, e que, aliás, me parece mais eficaz neste assunto. Para o caso de você se interessar, na primeira parte de um livro intitulado <em>Economia dos Conflitos Sociais</em>, que se encontra facilmente na internet, explico com certo detalhe a minha posição na herança deixada por Kant.</p>
<p>De resto, esse gesto de virar a cara relaciona-se com um puritanismo que é generalizado na extrema-esquerda e tem raízes históricas muito profundas. Reformadores políticos e religiosos que tiveram na sua época uma posição a que nós hoje, apesar do anacronismo, chamaríamos de esquerda, por exemplo Savonarola ou Calvino, consideraram o ataque à arte como uma componente indispensável das reformas que se esforçaram por impor. Voltamos agora a sofrer isso, porque os identitarismos são essencialmente formas de puritanismo. Eu costumo dizer que os identitarismos são a adequação do nacionalismo à época de transnacionalização do capital, mas o velho nacionalismo não era puritano, enquanto o identitarismo é. Assim, os identitarismos acrescentam ao carácter nocivo do nacionalismo o carácter nocivo dos reformadores puritanos. Ora, a arte implica, por ela própria, uma ruptura com o puritanismo. A arte é o prazer. Mas este é um tema que se integra na última parte do ensaio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-722726</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2021 00:41:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Que ótimo artigo. Fiquei especialmente cativado porque o que diz da relação entre o sujeito e a obra me lembrou dos meses em que estudei Kant, o que me leva a perguntar: em que sentido os estudos da arte, hoje, beberam da Estética Transcedental kantiana? Me parece que quando diz que a estética é a &quot;maneira como&quot;, o significado do objeto se dá na representação, não na coisa-em-si. Ou estou enganado? Por fim, acho que estou dentre aqueles da esquerda que pouco entende de arte, faço essa mea culpa, mas acho importante que não sejamos aqueles que viram o rosto. Um abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que ótimo artigo. Fiquei especialmente cativado porque o que diz da relação entre o sujeito e a obra me lembrou dos meses em que estudei Kant, o que me leva a perguntar: em que sentido os estudos da arte, hoje, beberam da Estética Transcedental kantiana? Me parece que quando diz que a estética é a &#8220;maneira como&#8221;, o significado do objeto se dá na representação, não na coisa-em-si. Ou estou enganado? Por fim, acho que estou dentre aqueles da esquerda que pouco entende de arte, faço essa mea culpa, mas acho importante que não sejamos aqueles que viram o rosto. Um abraço!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: miguel serras pereira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-722660</link>

		<dc:creator><![CDATA[miguel serras pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Mar 2021 18:44:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, 

Veremos. Mas, para já, as questões que levantas e anuncias respondem-me na perfeição. A prova é que me levaram já a pôr outras que, a seu tempo, talvez venha a propósito trazer aqui para as cruzar com as tuas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, </p>
<p>Veremos. Mas, para já, as questões que levantas e anuncias respondem-me na perfeição. A prova é que me levaram já a pôr outras que, a seu tempo, talvez venha a propósito trazer aqui para as cruzar com as tuas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-722552</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Mar 2021 10:06:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=136286#comment-722552</guid>

					<description><![CDATA[Miguel,

As tuas questões antecipam o percurso deste ensaio, que passará por elas todas. Se as minhas respostas te deixarão ou não satisfeito, isso é outra coisa. Para já, pretendi apenas definir a estética como uma categoria genérica, o mais ampla possível, e a arte como uma categoria específica, decorrente sempre da sua concretização num objecto artístico, material ou imaterial. A partir daqui poderei, sem pressa, averiguar o que se passa entre a palavra como som, como música ou mesmo como caligrafia e a palavra como imagem ou como conceito. De certo modo, todo o resto do ensaio oscilará entre este problema e o problema da ampliação do olhar e do ouvido. Mas previno-te desde já — não esperes um &lt;em&gt;happy end&lt;/em&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel,</p>
<p>As tuas questões antecipam o percurso deste ensaio, que passará por elas todas. Se as minhas respostas te deixarão ou não satisfeito, isso é outra coisa. Para já, pretendi apenas definir a estética como uma categoria genérica, o mais ampla possível, e a arte como uma categoria específica, decorrente sempre da sua concretização num objecto artístico, material ou imaterial. A partir daqui poderei, sem pressa, averiguar o que se passa entre a palavra como som, como música ou mesmo como caligrafia e a palavra como imagem ou como conceito. De certo modo, todo o resto do ensaio oscilará entre este problema e o problema da ampliação do olhar e do ouvido. Mas previno-te desde já — não esperes um <em>happy end</em>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miguel Serras Pereira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136286/#comment-722415</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miguel Serras Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 21:20:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=136286#comment-722415</guid>

					<description><![CDATA[João Bernardo

Prometedora esta abertura — ou, para dizer a verdade, muito mais do que só prometedora. É já um ensaio de parte inteira e que revela novas luzes na &quot;maneira como&quot; da tua arte de pensar. Uma questão complementar que gostaria de te pôr é a seguinte: que ligação ou dimensão comum têm a estética e a poética — e/ou a arte e a(s) arte(s) da palavra? Perguntado de outro modo: em que medida a poética e as artes da palavra são apenas a estética e a arte da linguagem, ou requerem uma abordagem à parte? Como articular as primeiras e as segundas no quadro de uma estética mais geral e no quadro de qualquer coisa como as artes do sentido no seu conjunto? Enfim, a minha ideia não é obrigar-te a escreveres novo ensaio antes ainda de conhecer este no seu todo, mas não te posso esconder que, se as questões que te ponho te animarem a fazê-lo, me sentirei feliz por ter escrito este comentário…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo</p>
<p>Prometedora esta abertura — ou, para dizer a verdade, muito mais do que só prometedora. É já um ensaio de parte inteira e que revela novas luzes na &#8220;maneira como&#8221; da tua arte de pensar. Uma questão complementar que gostaria de te pôr é a seguinte: que ligação ou dimensão comum têm a estética e a poética — e/ou a arte e a(s) arte(s) da palavra? Perguntado de outro modo: em que medida a poética e as artes da palavra são apenas a estética e a arte da linguagem, ou requerem uma abordagem à parte? Como articular as primeiras e as segundas no quadro de uma estética mais geral e no quadro de qualquer coisa como as artes do sentido no seu conjunto? Enfim, a minha ideia não é obrigar-te a escreveres novo ensaio antes ainda de conhecer este no seu todo, mas não te posso esconder que, se as questões que te ponho te animarem a fazê-lo, me sentirei feliz por ter escrito este comentário…</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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