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	Comentários sobre: Lockdown: o problema e o falso problema	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: delito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-727080</link>

		<dc:creator><![CDATA[delito]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 15:04:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Isadora, por Deserção me referia por exemplo ao Movimento Zapatista, que vem organizando -nos limites de uma agenda de Estado Paramilitar-um conjunto de movimentos/ações de organização da vida &quot;em contra&quot; as injunções de Estado. Desde a saúde das mulheres em Chiapas, passando por forma de ocupação de Territórios e Autonomias várias. Tudo isso contrapondo a justa definição que você deu para as redes assistencialistas, bem ao gosto de empreendedorismo vigente. Outro exemplo recente,podemos citar, são as Okupas de vilarejos na Espanha pela agroecologia. No Brasil, o que ainda se aproxima de uma ação real longe das franjas apontadas seria, talvez, o Teia dos Povos com a iniciativa de ocupação de Territórios Pretos, Indígenas e mais recentemente, chamando precários de outras bandas.

&lt;strong&gt;***&lt;/strong&gt;

Correção: Com a iniciativa de ocupação de Territórios, e a organização de Pretos, Indígenas e mais recentemente de desempregados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isadora, por Deserção me referia por exemplo ao Movimento Zapatista, que vem organizando -nos limites de uma agenda de Estado Paramilitar-um conjunto de movimentos/ações de organização da vida &#8220;em contra&#8221; as injunções de Estado. Desde a saúde das mulheres em Chiapas, passando por forma de ocupação de Territórios e Autonomias várias. Tudo isso contrapondo a justa definição que você deu para as redes assistencialistas, bem ao gosto de empreendedorismo vigente. Outro exemplo recente,podemos citar, são as Okupas de vilarejos na Espanha pela agroecologia. No Brasil, o que ainda se aproxima de uma ação real longe das franjas apontadas seria, talvez, o Teia dos Povos com a iniciativa de ocupação de Territórios Pretos, Indígenas e mais recentemente, chamando precários de outras bandas.</p>
<p><strong>***</strong></p>
<p>Correção: Com a iniciativa de ocupação de Territórios, e a organização de Pretos, Indígenas e mais recentemente de desempregados.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rute Roxa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-727073</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rute Roxa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 14:26:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Versão resumida de Esopo, traduzida pela brasileira Ruth Rocha em 2010:

    A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos.

    Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer.

    A formiga então perguntou a ela:
    — E o que é que você fez durante todo o verão?
    — Durante o verão eu cantei — disse a cigarra.
    E a formiga respondeu:— Muito bem, pois agora dance!

    MORAL DA HISTÓRIA: Trabalhemos para nos livrarmos do suplício da cigarra, e não aturarmos a zombaria das formigas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Versão resumida de Esopo, traduzida pela brasileira Ruth Rocha em 2010:</p>
<p>    A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos.</p>
<p>    Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer.</p>
<p>    A formiga então perguntou a ela:<br />
    — E o que é que você fez durante todo o verão?<br />
    — Durante o verão eu cantei — disse a cigarra.<br />
    E a formiga respondeu:— Muito bem, pois agora dance!</p>
<p>    MORAL DA HISTÓRIA: Trabalhemos para nos livrarmos do suplício da cigarra, e não aturarmos a zombaria das formigas.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Isadora Guerreiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-727039</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isadora Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 11:49:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agradeço aos comentários! Ando extremamente pessimista e escrever este texto foi importante para dar forma a várias angústias. Compartilhá-las e encontrar ressonância é uma maneira de atravessarmos coletivamente este período, e agradeço ao Passa Palavra pelas tantas reflexões que tem possibilitado neste espaço. 

Alan, escrevi no início da quarentena (https://passapalavra.info/2020/04/130963/) sobre as contradições dos movimentos de solidariedade nos territórios populares. O alarde sobre a falta de condições urbanas daquele período, olhando agora em retrospectiva, de fato demonstrou ao que veio: conformação de grandes redes de assistencialismo e empreendedorismo (o G10 Favelas como grande expressão nacional), articulando o capital com lideranças comunitárias e mercantilizando cada vez mais as comunidades. Em vez de cortar os mecanismos de espoliação, os atualizaram. No entanto, há muitos outros em andamento que, como você disse, “não conseguem dialogar com outros a nível de iniciar um Movimento Social pela vida”. Parece-me que uma coisa tenha a ver com a outra: há uma disputa dos territórios em curso, sendo cada vez mais difícil ter espaço entre a ideologia da prosperidade (que o Bento chamou a atenção, e que tem total relação com a vida-para-o-trabalho), as redes de sociabilidade e proteção ligadas a grupos de controle territorial e uma série de ilegalismos, além dessas grandes articulações empreendedoras junto ao capital (dito “social”). Não ajuda o fato da esquerda partidária permanecer no discurso da “falta”, com as políticas públicas como epopeia do bem contra o mal – sem adentrar nas contradições desse território disputado. Na articulação que fazem “por cima” é muito mais difícil de costurar um movimento maior “pela vida”, pois não se apoiam no movimento real de como a vida tem se reproduzido. Neste ponto, perdem espaço para a ideologia do trabalho-para-a-liberdade que tem alimentado o fascismo. 

Delito, gostaria de entender melhor o que você quis dizer com “deserção”. Entendo que seria a negação desta vida-para-o-trabalho e, portanto, das formas políticas que ela engendra. É isso? Tenho uma impressão que o sentimento de “ruptura” a qual você se refere está presente, mas tem sido capitalizado pela extrema-direita, responsável por atualizar a reprodução capitalista ao invés de interrompê-la. Nesse sentido, Delito, como dar caráter transformador à “deserção”?

No mais, pessoal, não há resposta pronta para os desafios históricos que temos passado... nunca há, não é mesmo? Vamos aqui tateando...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço aos comentários! Ando extremamente pessimista e escrever este texto foi importante para dar forma a várias angústias. Compartilhá-las e encontrar ressonância é uma maneira de atravessarmos coletivamente este período, e agradeço ao Passa Palavra pelas tantas reflexões que tem possibilitado neste espaço. </p>
<p>Alan, escrevi no início da quarentena (<a href="https://passapalavra.info/2020/04/130963/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/04/130963/</a>) sobre as contradições dos movimentos de solidariedade nos territórios populares. O alarde sobre a falta de condições urbanas daquele período, olhando agora em retrospectiva, de fato demonstrou ao que veio: conformação de grandes redes de assistencialismo e empreendedorismo (o G10 Favelas como grande expressão nacional), articulando o capital com lideranças comunitárias e mercantilizando cada vez mais as comunidades. Em vez de cortar os mecanismos de espoliação, os atualizaram. No entanto, há muitos outros em andamento que, como você disse, “não conseguem dialogar com outros a nível de iniciar um Movimento Social pela vida”. Parece-me que uma coisa tenha a ver com a outra: há uma disputa dos territórios em curso, sendo cada vez mais difícil ter espaço entre a ideologia da prosperidade (que o Bento chamou a atenção, e que tem total relação com a vida-para-o-trabalho), as redes de sociabilidade e proteção ligadas a grupos de controle territorial e uma série de ilegalismos, além dessas grandes articulações empreendedoras junto ao capital (dito “social”). Não ajuda o fato da esquerda partidária permanecer no discurso da “falta”, com as políticas públicas como epopeia do bem contra o mal – sem adentrar nas contradições desse território disputado. Na articulação que fazem “por cima” é muito mais difícil de costurar um movimento maior “pela vida”, pois não se apoiam no movimento real de como a vida tem se reproduzido. Neste ponto, perdem espaço para a ideologia do trabalho-para-a-liberdade que tem alimentado o fascismo. </p>
<p>Delito, gostaria de entender melhor o que você quis dizer com “deserção”. Entendo que seria a negação desta vida-para-o-trabalho e, portanto, das formas políticas que ela engendra. É isso? Tenho uma impressão que o sentimento de “ruptura” a qual você se refere está presente, mas tem sido capitalizado pela extrema-direita, responsável por atualizar a reprodução capitalista ao invés de interrompê-la. Nesse sentido, Delito, como dar caráter transformador à “deserção”?</p>
<p>No mais, pessoal, não há resposta pronta para os desafios históricos que temos passado&#8230; nunca há, não é mesmo? Vamos aqui tateando&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Bento Guerreiro Jr		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-726682</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bento Guerreiro Jr]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2021 02:38:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na jugular! Tomei para mim mesmo! Tenho refletido demais sobre o que sobrou da minha própria vida aos 66 anos, incluindo a militância politica em 1/3 deles. Sobrou um sentimento que a minha querida Isadora expôs muito bem, de &quot;morto-vivo&quot;! Uma tremenda desilusão com o quê eu mesmo ajudei a construir, governos &quot;de esquerda&quot;! E uma estupefação com com &quot;o feitiço&quot;, hoje neopentecostalizado, tornado ideologia dominante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na jugular! Tomei para mim mesmo! Tenho refletido demais sobre o que sobrou da minha própria vida aos 66 anos, incluindo a militância politica em 1/3 deles. Sobrou um sentimento que a minha querida Isadora expôs muito bem, de &#8220;morto-vivo&#8221;! Uma tremenda desilusão com o quê eu mesmo ajudei a construir, governos &#8220;de esquerda&#8221;! E uma estupefação com com &#8220;o feitiço&#8221;, hoje neopentecostalizado, tornado ideologia dominante.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: pedalante depressivo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-726667</link>

		<dc:creator><![CDATA[pedalante depressivo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 16:29:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Que texto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que texto</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-726661</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vera]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Mar 2021 12:16:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Isadora, absolutamente precisa!! Contundente!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isadora, absolutamente precisa!! Contundente!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Thiago Santos Moreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-726463</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thiago Santos Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 13:48:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom Isadora! Uma pedrada teórica para a reflexão nos movimentos sociais, políticos e sindicais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom Isadora! Uma pedrada teórica para a reflexão nos movimentos sociais, políticos e sindicais!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: nadiaK		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-726187</link>

		<dc:creator><![CDATA[nadiaK]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 18:07:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agora que a a luta de classes se resume a vaquinhas,, Lives, Instagram e YouTube, o que restou das rebeliões camaradas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que a a luta de classes se resume a vaquinhas,, Lives, Instagram e YouTube, o que restou das rebeliões camaradas?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: delito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-725490</link>

		<dc:creator><![CDATA[delito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2021 16:28:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alan, noves fora seu total desentendimento do comentário anterior, para mim a centralidade das lutas só faz sentido para Rupturas do modo de organização do Capital,qualquer outro gesto de normalização é não puro reboco no edifício que está aí. Lutas que não organizam rupturas, agora, se parecem mais e mais com o reino dos céus do messianismo da esquerda hegemônica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alan, noves fora seu total desentendimento do comentário anterior, para mim a centralidade das lutas só faz sentido para Rupturas do modo de organização do Capital,qualquer outro gesto de normalização é não puro reboco no edifício que está aí. Lutas que não organizam rupturas, agora, se parecem mais e mais com o reino dos céus do messianismo da esquerda hegemônica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/03/136800/#comment-725475</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2021 15:27:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Já acrescento outra dificuldade na conjuntura atual. A imbecilidade na previsão de grande parte da extrema-esquerda em apostar em um socialismo de mortos-vivos, como bem identificado no comentário acima. A luta contra o capital não passa por uma luta contra o trabalho? É com esses olhos que eu vejo a análise de Isadora, na medida em que faz um contraponto ao &quot;viver para produzir&quot;. o delito parece apostar no &quot;produzir para lutar&quot;, fazendo como outros autores fizeram noutras vezes em retirar de grande parcela do proletariado a sua &quot;centralidade&quot; nas lutas. Ainda juram se distanciar do leninismo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já acrescento outra dificuldade na conjuntura atual. A imbecilidade na previsão de grande parte da extrema-esquerda em apostar em um socialismo de mortos-vivos, como bem identificado no comentário acima. A luta contra o capital não passa por uma luta contra o trabalho? É com esses olhos que eu vejo a análise de Isadora, na medida em que faz um contraponto ao &#8220;viver para produzir&#8221;. o delito parece apostar no &#8220;produzir para lutar&#8221;, fazendo como outros autores fizeram noutras vezes em retirar de grande parcela do proletariado a sua &#8220;centralidade&#8221; nas lutas. Ainda juram se distanciar do leninismo!</p>
]]></content:encoded>
		
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