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	<title>
	Comentários sobre: Arte e espelho. 5	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136433/#comment-1057461</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2025 16:05:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[UCRONIA PHUTURIVEL
Sá de Miranda ou Lope de Vega.
Sade mirando ou lobo vegano: comigo me desavim
ou eu mesmo me sucedo: WTF 4U2…
Subsiste o asco, ressaca da esbórnia.
ARTespelho &#038; espelhARTE – ad nauseam.
Os sobreviventes invejam os mortos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UCRONIA PHUTURIVEL<br />
Sá de Miranda ou Lope de Vega.<br />
Sade mirando ou lobo vegano: comigo me desavim<br />
ou eu mesmo me sucedo: WTF 4U2…<br />
Subsiste o asco, ressaca da esbórnia.<br />
ARTespelho &amp; espelhARTE – ad nauseam.<br />
Os sobreviventes invejam os mortos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136433/#comment-1056968</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 14:34:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda a propósito do silêncio, na casa onde habitou o compositor Luigi Nono, um dos maiores nomes da música do século XX, há uma placa que diz: &quot;Luigi Nono / maestro di suoni e silenzi / in questa casa nacque e mori / 1924-1990&quot;. &quot;Maestro di suoni e silenzi&quot;, mestre de sons e silêncios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda a propósito do silêncio, na casa onde habitou o compositor Luigi Nono, um dos maiores nomes da música do século XX, há uma placa que diz: &#8220;Luigi Nono / maestro di suoni e silenzi / in questa casa nacque e mori / 1924-1990&#8221;. &#8220;Maestro di suoni e silenzi&#8221;, mestre de sons e silêncios.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136433/#comment-928433</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 11:37:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Dante Gabrieli,

Há aquelas influências que vêm pelo ar que se respira numa cidade, pelas conversas em que participamos, por uma frase que se escuta, dita por alguém que nem sequer conhecemos, por uma citação lida num livro e que julgamos ter esquecido. Dessas influências não posso falar. Mas influência consciente de Roland Barthes certamente não existe, porque pouco li dele. O certo é que essa noção da arte como espelho do espectador ou do ouvinte me persegue há muito e assimilo-a a outra que enunciei &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2021/01/135582/&quot; rel=&quot;ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;: «Se uma pintura for uma obra de arte, uma obra de grande arte, deve ser vista estritamente como uma pintura abstracta. Quando numa pintura nada encontramos senão as figuras e a narrativa, então resume-se a uma ilustração, o que é outra coisa». Ver, não narrativas nem figuras, mas sempre a abstracção das formas é a condição para olhar a arte como um espelho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Dante Gabrieli,</p>
<p>Há aquelas influências que vêm pelo ar que se respira numa cidade, pelas conversas em que participamos, por uma frase que se escuta, dita por alguém que nem sequer conhecemos, por uma citação lida num livro e que julgamos ter esquecido. Dessas influências não posso falar. Mas influência consciente de Roland Barthes certamente não existe, porque pouco li dele. O certo é que essa noção da arte como espelho do espectador ou do ouvinte me persegue há muito e assimilo-a a outra que enunciei <a href="https://passapalavra.info/2021/01/135582/" rel="ugc">aqui</a>: «Se uma pintura for uma obra de arte, uma obra de grande arte, deve ser vista estritamente como uma pintura abstracta. Quando numa pintura nada encontramos senão as figuras e a narrativa, então resume-se a uma ilustração, o que é outra coisa». Ver, não narrativas nem figuras, mas sempre a abstracção das formas é a condição para olhar a arte como um espelho.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dante Gabrieli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136433/#comment-928385</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dante Gabrieli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 02:45:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Revisando tal série de ensaios, surgiu-me a curiosidade de inquirir se a tua tese, a qual assevera que «A arte que não for susceptível de ser tornada independente do criador não é arte, porque não serve de espelho ao espectador ou ao ouvinte», foi influenciada pelo notório escrito «A Morte do Autor» de Roland Barthes.

Saudações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Revisando tal série de ensaios, surgiu-me a curiosidade de inquirir se a tua tese, a qual assevera que «A arte que não for susceptível de ser tornada independente do criador não é arte, porque não serve de espelho ao espectador ou ao ouvinte», foi influenciada pelo notório escrito «A Morte do Autor» de Roland Barthes.</p>
<p>Saudações</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136433/#comment-779961</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Sep 2021 21:00:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João,

A canção inicialmente foi lançada apenas com as vozes do Paul Simon e do Archie Garfunkel e a guitarra acústica. Inicialmente a canção foi um fracasso comercial. Creio que o Paul Simon estava em Londres, conformado com o falhanço comercial, quando a Columbia Records aproveitou uma ligeira maior difusão por rádios locais da East Coast para relançar o single, contratando session musicians que acrescentariam guitarra elétrica, baixo e bateria. A dupla não gostou da nova versão, se bem que seria a partir desse ponto que se tornaram uma das duplas mais célebres da segunda metade do século 20. Pessoalmente, até sou capaz de concordar com o Simon e o Garfunkel, na medida em que a versão acústica foi construída de um modo mais subtil que permite realçar as harmonias vocais, o centro musical da canção e, na minha modesta opinião, responsável por 3 quartos do brilhantismo da dupla.

Para os ouvintes de hoje pode parecer ridícula a discussão entre o elétrico e o acústico, mas até aos anos 70 havia setores da música popular que não percebiam a inovação estética que então despontava no universo folk. O Bob Dylan passou por um processo de contestação do seu público quando incorporou a dimensão elétrica. 
Num segmento diferente, o mesmo se aplicou às técnicas eletrónicas.

Em jeito de conclusão, e aproveitando para dar uma colherada noutra discussão, o que vemos hoje como clássico, teve, quase sempre, uma maior ou menor dose de inovação. O Chopin não compunha músicas &quot;lindas&quot; per si, mas havia uma componente de incómodo pessoal e de busca de novas formas para, no seu caso, expressar a sua insatisfação. É por isso que os jdanovistas de todos os quadrantes políticos querem reduzir a arte a uma mera manifestação de conteúdos unívocos, quando a arte é inerentemente ambígua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João,</p>
<p>A canção inicialmente foi lançada apenas com as vozes do Paul Simon e do Archie Garfunkel e a guitarra acústica. Inicialmente a canção foi um fracasso comercial. Creio que o Paul Simon estava em Londres, conformado com o falhanço comercial, quando a Columbia Records aproveitou uma ligeira maior difusão por rádios locais da East Coast para relançar o single, contratando session musicians que acrescentariam guitarra elétrica, baixo e bateria. A dupla não gostou da nova versão, se bem que seria a partir desse ponto que se tornaram uma das duplas mais célebres da segunda metade do século 20. Pessoalmente, até sou capaz de concordar com o Simon e o Garfunkel, na medida em que a versão acústica foi construída de um modo mais subtil que permite realçar as harmonias vocais, o centro musical da canção e, na minha modesta opinião, responsável por 3 quartos do brilhantismo da dupla.</p>
<p>Para os ouvintes de hoje pode parecer ridícula a discussão entre o elétrico e o acústico, mas até aos anos 70 havia setores da música popular que não percebiam a inovação estética que então despontava no universo folk. O Bob Dylan passou por um processo de contestação do seu público quando incorporou a dimensão elétrica.<br />
Num segmento diferente, o mesmo se aplicou às técnicas eletrónicas.</p>
<p>Em jeito de conclusão, e aproveitando para dar uma colherada noutra discussão, o que vemos hoje como clássico, teve, quase sempre, uma maior ou menor dose de inovação. O Chopin não compunha músicas &#8220;lindas&#8221; per si, mas havia uma componente de incómodo pessoal e de busca de novas formas para, no seu caso, expressar a sua insatisfação. É por isso que os jdanovistas de todos os quadrantes políticos querem reduzir a arte a uma mera manifestação de conteúdos unívocos, quando a arte é inerentemente ambígua.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136433/#comment-779793</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Sep 2021 11:57:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ECCE HOMO 
A comovente generosidade do JB.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ECCE HOMO<br />
A comovente generosidade do JB.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136433/#comment-779484</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2021 15:57:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;em&gt;Mea culpa&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;mea maxima culpa&lt;/em&gt;, quando estava a escrever isto esqueci-me, e só agora me lembrei, de uma das canções icónicas dos anos sessenta, &lt;em&gt;The Sound of Silence&lt;/em&gt;, o som do silêncio, de Simon &#038; Garfunkel, que termina assim: «&lt;em&gt;The words of the prophets / Are written on the subway walls / And tenement halls / And whispered in the sound of silence&lt;/em&gt;».
A canção pode, ou deve, ser escutada &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=NAEppFUWLfc&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e o poema, acompanhado por uma má tradução, pode ser lido &lt;a href=&quot;https://www.letras.mus.br/disturbed/the-sound-of-silence/traducao.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mea culpa</em>, <em>mea maxima culpa</em>, quando estava a escrever isto esqueci-me, e só agora me lembrei, de uma das canções icónicas dos anos sessenta, <em>The Sound of Silence</em>, o som do silêncio, de Simon &amp; Garfunkel, que termina assim: «<em>The words of the prophets / Are written on the subway walls / And tenement halls / And whispered in the sound of silence</em>».<br />
A canção pode, ou deve, ser escutada <a href="https://www.youtube.com/watch?v=NAEppFUWLfc" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">aqui</a> e o poema, acompanhado por uma má tradução, pode ser lido <a href="https://www.letras.mus.br/disturbed/the-sound-of-silence/traducao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">aqui</a>.</p>
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