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	Comentários sobre: Arte e espelho. 8	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136530/#comment-738433</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2021 13:32:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ENTRETENIMENTO CULTURAL &#038; VONTADE sive REPRESENTAÇÃO
No contrafluxo da iconoclastia situacionista, a iconolatria ocasional-idoneísta apresenta suas armas. Resumindo: &quot;é a materialização estética do universalismo&quot;. 
E quem não gostar que coma menos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ENTRETENIMENTO CULTURAL &amp; VONTADE sive REPRESENTAÇÃO<br />
No contrafluxo da iconoclastia situacionista, a iconolatria ocasional-idoneísta apresenta suas armas. Resumindo: &#8220;é a materialização estética do universalismo&#8221;.<br />
E quem não gostar que coma menos&#8230;</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136530/#comment-738124</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Apr 2021 15:37:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Só hoje, depois de completado este ensaio, comecei a ler a obra monumental de Matthi Forrer dedicada a Kuniyoshi (Munique, etc.: Prestel, 2020). O autor mostra a utilização de vários elementos da arte ocidental, nomeadamente a perspectiva linear, com a linha do horizonte situada ao nível da vista, e também, em algumas gravuras, o emprego do &lt;em&gt;chiaroscuro&lt;/em&gt;. E Matthi Forrer fornece numerosos exemplos dessa influência. Aliás, um testemunho da época revela que Kuniyoshi tinha conseguido coleccionar várias centenas de ilustrações ocidentais — tal como os europeus na mesma época, ou um pouco depois, procuravam reunir gravuras japonesas, e reflectiam sobre elas.

Aproveito para chamar aqui a atenção sobre algo que, se o tivesse dito no ensaio, desequilibraria a exposição, mas que talvez não passasse despercebido a um leitor atento — ainda acredito que os haja. Eu escrevi que nas últimas décadas a escultura africana assimilou novas maneiras de ver incorporadas na arte de raiz europeia e, em sentido inverso, afirmei na sétima parte que Gabo e Pevsner haviam encontrado nas máscaras africanas a solução para o problema estético que os preocupava, a substituição da massa pelos espaços, sugerindo o volume pela delimitação rítmica de vazios. Ora, a escultura de Bernard Matemera que aqui reproduzo, e que considero uma obra-prima, está no oposto daquelas preocupações, já que se trata de uma massa totalmente concentrada num volume compacto, atingindo uma forma sintética absoluta. No entanto, a escultura de Matemera é tão indubitavelmente africana como as esculturas de Gabo e Pevsner são inegavelmente ocidentais. É o triunfo das circularidades do olhar e das potencializações estéticas. É o desmentido artístico dos identitarismos. É a materialização estética do universalismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só hoje, depois de completado este ensaio, comecei a ler a obra monumental de Matthi Forrer dedicada a Kuniyoshi (Munique, etc.: Prestel, 2020). O autor mostra a utilização de vários elementos da arte ocidental, nomeadamente a perspectiva linear, com a linha do horizonte situada ao nível da vista, e também, em algumas gravuras, o emprego do <em>chiaroscuro</em>. E Matthi Forrer fornece numerosos exemplos dessa influência. Aliás, um testemunho da época revela que Kuniyoshi tinha conseguido coleccionar várias centenas de ilustrações ocidentais — tal como os europeus na mesma época, ou um pouco depois, procuravam reunir gravuras japonesas, e reflectiam sobre elas.</p>
<p>Aproveito para chamar aqui a atenção sobre algo que, se o tivesse dito no ensaio, desequilibraria a exposição, mas que talvez não passasse despercebido a um leitor atento — ainda acredito que os haja. Eu escrevi que nas últimas décadas a escultura africana assimilou novas maneiras de ver incorporadas na arte de raiz europeia e, em sentido inverso, afirmei na sétima parte que Gabo e Pevsner haviam encontrado nas máscaras africanas a solução para o problema estético que os preocupava, a substituição da massa pelos espaços, sugerindo o volume pela delimitação rítmica de vazios. Ora, a escultura de Bernard Matemera que aqui reproduzo, e que considero uma obra-prima, está no oposto daquelas preocupações, já que se trata de uma massa totalmente concentrada num volume compacto, atingindo uma forma sintética absoluta. No entanto, a escultura de Matemera é tão indubitavelmente africana como as esculturas de Gabo e Pevsner são inegavelmente ocidentais. É o triunfo das circularidades do olhar e das potencializações estéticas. É o desmentido artístico dos identitarismos. É a materialização estética do universalismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/136530/#comment-737431</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Apr 2021 13:08:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estava a ler a série e também a bela edição da poesia completa de Sophia Mello Breyner Andresen. 
Me deparei com esse poema que compartilho aqui:

&quot;Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.

Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava a ler a série e também a bela edição da poesia completa de Sophia Mello Breyner Andresen.<br />
Me deparei com esse poema que compartilho aqui:</p>
<p>&#8220;Às vezes julgo ver nos meus olhos<br />
A promessa de outros seres<br />
Que eu podia ter sido,<br />
Se a vida tivesse sido outra.</p>
<p>Mas dessa fabulosa descoberta<br />
Só me vem o terror e a mágoa<br />
De me sentir sem forma, vaga e incerta<br />
Como a água.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
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