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	Comentários sobre: Lula está voltando?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Liv		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 23:46:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E o capitalismo movimenta as pessoas de forma consentida? Enquanto vivermos imerso no capitalismo há qualquer possibilidade real de liberdade? Não estou dizendo que um êxodo rural é sinônimo de libertação. Essa observação serve apenas lembrar aos companheiros que nem aqui nem lá os nossos corpos são movimentados com o nosso consentimento. O que difere a lenda baseada em fatos do passado com os fatos do presente é uma questão de data e de forma. Me refiro a forma com que o sangue foi e é jorrado. Essa diferença de forma não significa que em algum momento o sangue deixou de ser jorrado.
Sobre a sugestão dada por Arkx, não acho que a resposta é o retorno a natureza. E tampouco concordo com os argumentos utilizados para atacar os espíritos iluministas, associando de forma superficialmente a decadência dos guardiões do iluminismo aos paradigmas do “desenvolvimento, da urbanização, da industrialização e do progresso” a ponto de parecer estar com isso negando os benefícios que obtemos com esses avanços. Marx não diz apenas que a Igreja cumpriu seu papel histórico. Diz também que a burguesia também cumpriu. O ideário iluminista também deu sua dose de contribuição. Quando Arkx acusa os iluministas de negar a natureza, sem perceber acaba também negando a natureza mesmo que em termos diferentes. A natureza humana. A natureza humana e, com isso, sua capacidade intelectual. Nega ao homem o que é do homem, ou melhor, o que é o homem*. Não significa que o acuso de buscar um mundo cercado pela ignorância, o capital por si já cumpre seu papel de estupidificar o trabalhador. Apenas considero que esse não é o argumento correto para quem deseja desmanchar o culto ao ideário iluminista. Isso porque o risco desse tipo de argumento é justamente fazer apologia a um retrocesso que exigiria do homem um apartamento do conhecimento que já consta produzido (que já é riqueza), assim como de sua capacidade de produzir uma imensidade outra de conhecimento em espectros ainda hoje inéditos.
Arkx faz isso na tentativa de defender “uma medida concreta para aliviar o sofrimento atroz da população abandonada à própria sorte”. Para ele essa medida deve envolver a “assistência imediata aos vulneráveis” e o “acolhimento dos sem condições de se manterem vivos em sua localização atual”. Mas eu não vejo a razão de associar essas medidas ao rural, e não também ao urbano. Seria mais interessante fazer uso de um outro argumento. Interessante, mas ainda sim frágil.  Vou dar um exemplo. Existe uma diferença importante entre as ocupações do MST e as ocupações do MTST. O lema do MST é “Ocupar, Resistir, Produzir” aqui. Em simetria, o lema do MTST seria “Ocupar, Resistir e Morar aqui”. Veja, existe um salto gigantesco entre ‘produzir aqui’ e ‘morar aqui’: o MST mobiliza o trabalho e o MTST mobiliza o habitar. Teoricamente, um acampado do MST mora e trabalha na ocupação. Na prática, um acampado do MTST não apenas não trabalha na ocupação, como também raramente mora na ocupação. É verdade que alguns acampados do MTST trabalham nas ocupações, mas, considerando a proporção, não passam de raras exceções. Estes que trabalham, que se responsabilizam pelas cozinhas, pela infraestrutura, pelas trilhas noturnas e pela vigilância diurna são, em geral, os desempregados (grupo majoritariamente formado por mães pretas periféricas) mobilizados pela fé e/ou pela necessidade desesperadora. Entre trabalhar e não trabalhar há, entre outras coisas, uma diferença de blindagem. A consciência que permanece initerruptamente submetida a prática coletiva tem mais chances de prosperar do que a consciência que transita a todo o tempo entre as necessidades do patrão e as necessidades das cozinhas coletivas**. Nesse sentido, é possível justificar a reunião dos explorados em ambiente isolado e protegido da exploração capitalista. Mas apenas nesse sentido. O argumento que vem em seguida disso é o de que para se isolar não é preciso se esconder no matagal, como os escravos fugidos se viram obrigados a fazer no passado. Os mosteiros, por exemplo, não existem em regime de isolamento e ao mesmo tempo cercado pelo urbano? Se a questão é meramente garantir segurança alimentar, não seria possível pensar em uma integração de territórios para que todos consigam comer, vestir e morar? E em seguida a este argumento é possível apresentar um outro mais: o que garante que esse isolamento em meio ao matagal é suficiente para romper as relações de opressão? Me diga uma coisa Arkx, como as famílias se organizam nessa comunidade que você romanticamente tenta apresentar em ares tão convidativos? Existe uma mãe e um pai? Existe uma relação de posse entre essa mãe e esse pai e seus filhos? Existe uma casa onde mora um pai, uma mãe, um filho e outros parentes consanguíneos? Ou os filhos são filhos de mil humanos criados entre e por mil humanos? Caro companheiro, enquanto houver essa concepção de família, enquanto não houver um desejo real de romper com os laços de coerção alicerçados no narcisismo e na posse dos filhos, não haverá possiblidades reais de emancipação das consciências. Tampouco de supressão das opressões, o capital é só uma das formas possíveis de opressão (e arrisco dizer que é que o sentido que aponta para o futuro nos guarda formas ainda mais avassaladoras, ‘o sentido’ enquanto indicação e não ‘o destino’ enquanto condenação). Para quem quer resistir, fugir jamais deveria ser suficiente. Quer um exemplo quanto a questão da família? Nas ocupações do MTST há sempre um gestor que os acampados apelidam carinhosamente de mãe. E, ocasionalmente, há sempre um segundo gestor que atende por pai. O fracasso do MTST começa aqui.
Quer outro exemplo? A disputa do sentido de família nos primeiros anos da URSS se encaminhou dessa forma:
1) “As crianças deviam ser educadas pela família ou, ao contrário, em locais apropriados e sob a direção de especialistas? Muitos educadores e militantes políticos inclinavam-se por essa segunda fórmula. Além de melhor qualidade da educação que pensavam obter assim, consideravam também as vantagens de uma ruptura com o meio familiar portador de hábitos antigos e retrógrados. Mas outros dirigentes opunham-se a esses métodos, como por exemplo N. Kroupskaia, a viúva de Lenin, que toda sua vida ocupou-se das questões da educação e do ensino.”;
2) “Alexandra Kollontai, membro do comitê central e futura dirigente da Oposição Operaria, defendia, em relação a política familiar, teses radicais que, aliás, colocava em prática em sua vida pessoal. Ela escreveu: ‘É tempo de lembrar que a integração do código da moral sexual às tarefas fundamentais da classe (operária) pode ser uma arma para a consolidação da posição de combate da classe ascendente (...) O que nos impede de utilizar o ensino de história no interesse da classe operária em luta por um regime comunista e por novas relações entre os sexos, mais completas e mais felizes?’.”; “em 1920, Alexandra Kollontai questionara o sentido tradicional da família e evocara relacionamentos de pais-filhos que correspondia aos programas das Residências Comunais: ‘A trabalhadora consciente de seu papel social deve se educar para não mais diferenciar entre os teus e os meus; ela deve se lembrar de que existem apenas os nossos filhos, os da sociedade comunista, comuns a todos os trabalhadores.’.”;
3) “Era na relação dos camponeses e em todos aqueles que ainda estavam ligados à moral antiga que Lunatcharcki pensava quanto em sua conferência já citada, ele insistia sobre o fato de que as leis já adotadas pelo governo em relação à família constituíam o limite extremo do que era aceitável do ponto de vista da opinião pública, e possível do ponto de vista da economia. Do ponto de vista da opinião, o direito ao divórcio, a aceitação do ‘casamento de fato’, do aborto livre, etc. já constituíam medidas ultrarevolucionárias contra as quais os defensores da moral antiga, a Igreja e todos os que se opunham ao poder mobilizaram-se, apoiados pelo obscurantismo e pelos preconceitos das massas.” [KOPP, Antonele. Quanto o moderno não era um estilo e sim uma causa.]

*Para contribuir com a crítica ao ideário iluminista: “Contudo, o homem moderno sente-se inquieto e cada vez mais perplexo. Ele labuta e lida, mas tem uma vaga consciência da futilidade de seus esforços. Enquanto cresce seu poder sobre a matéria, sente-se impotente em sua vida individual e em sociedade. Embora tenha criado maneiras novas e melhores para dominar a natureza, tornou-se enleado em uma teia desses meios e perdeu de vista o fim que lhes dá significado – o próprio homem. Embora tenha-se tornado senhor da natureza, converteu-se em escravo da máquina construída por suas próprias mãos. Com todos os seus conhecimentos a respeito da matéria, ele ignora o que se prende às questões mais importantes e fundamentais da existência humana: que é o homem, como é que ele deve viver, e como as tremendas energias que há dentro dele podem ser liberadas e usadas produtivamente.” / “A crise humana contemporânea conduziu a um recuo em relação às esperanças e ideias do Iluminismo (...) A ideia de dignidade e poder do homem (...) é contestada ao alvitrar-se que temos de voltar a conformar-nos com sua absoluta impotência e insignificância.” / “A dúvida crescente sobre a autonomia e a razão do homem, criou um estado de confusão moral em que o homem se vê desprovido de orientação, seja da revelação seja da razão. O resultado é a aceitação de uma posição relativista segundo a qual os juízes de valor e as normas éticas são puramente questões de gosto ou preferência arbitrária, e de que neste setor não é possível fazer nenhuma afirmação com validade objetiva. Porém, como o homem não pode viver sem valores e normas, este relativismo torna-o fácil presa de sistemas irracionais de valores. Ele reverte a uma posição que já fora ultrapassada pelo Iluminismo Grego, pela Cristandade, pelo Renascimento e pelo Iluminismo oitocentista. As exigências do Estado, o entusiasmo pelas qualidades mágicas de líderes poderosos, máquinas potentes e sucesso material, tornaram-se as fontes de suas normas e juízes de valores.” [FROMM, Erich. Análise do homem.]
** “no que diz respeito às massas populares, que mais dificilmente mudam de concepção e que, em todo caso, jamais a mudam aceitando-a em sua forma ‘pura’, por assim dizer, mas, apenas e sempre, como combinação mais ou menos heteróclita e bizarra” GRAMSCI, A. Concepção dialética da História.
*** Vacilei na regra do limite de caracteres socialmente aceito em um comentário. Sinceras desculpas. Eu ainda não avancei na minha capacidade de síntese.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o capitalismo movimenta as pessoas de forma consentida? Enquanto vivermos imerso no capitalismo há qualquer possibilidade real de liberdade? Não estou dizendo que um êxodo rural é sinônimo de libertação. Essa observação serve apenas lembrar aos companheiros que nem aqui nem lá os nossos corpos são movimentados com o nosso consentimento. O que difere a lenda baseada em fatos do passado com os fatos do presente é uma questão de data e de forma. Me refiro a forma com que o sangue foi e é jorrado. Essa diferença de forma não significa que em algum momento o sangue deixou de ser jorrado.<br />
Sobre a sugestão dada por Arkx, não acho que a resposta é o retorno a natureza. E tampouco concordo com os argumentos utilizados para atacar os espíritos iluministas, associando de forma superficialmente a decadência dos guardiões do iluminismo aos paradigmas do “desenvolvimento, da urbanização, da industrialização e do progresso” a ponto de parecer estar com isso negando os benefícios que obtemos com esses avanços. Marx não diz apenas que a Igreja cumpriu seu papel histórico. Diz também que a burguesia também cumpriu. O ideário iluminista também deu sua dose de contribuição. Quando Arkx acusa os iluministas de negar a natureza, sem perceber acaba também negando a natureza mesmo que em termos diferentes. A natureza humana. A natureza humana e, com isso, sua capacidade intelectual. Nega ao homem o que é do homem, ou melhor, o que é o homem*. Não significa que o acuso de buscar um mundo cercado pela ignorância, o capital por si já cumpre seu papel de estupidificar o trabalhador. Apenas considero que esse não é o argumento correto para quem deseja desmanchar o culto ao ideário iluminista. Isso porque o risco desse tipo de argumento é justamente fazer apologia a um retrocesso que exigiria do homem um apartamento do conhecimento que já consta produzido (que já é riqueza), assim como de sua capacidade de produzir uma imensidade outra de conhecimento em espectros ainda hoje inéditos.<br />
Arkx faz isso na tentativa de defender “uma medida concreta para aliviar o sofrimento atroz da população abandonada à própria sorte”. Para ele essa medida deve envolver a “assistência imediata aos vulneráveis” e o “acolhimento dos sem condições de se manterem vivos em sua localização atual”. Mas eu não vejo a razão de associar essas medidas ao rural, e não também ao urbano. Seria mais interessante fazer uso de um outro argumento. Interessante, mas ainda sim frágil.  Vou dar um exemplo. Existe uma diferença importante entre as ocupações do MST e as ocupações do MTST. O lema do MST é “Ocupar, Resistir, Produzir” aqui. Em simetria, o lema do MTST seria “Ocupar, Resistir e Morar aqui”. Veja, existe um salto gigantesco entre ‘produzir aqui’ e ‘morar aqui’: o MST mobiliza o trabalho e o MTST mobiliza o habitar. Teoricamente, um acampado do MST mora e trabalha na ocupação. Na prática, um acampado do MTST não apenas não trabalha na ocupação, como também raramente mora na ocupação. É verdade que alguns acampados do MTST trabalham nas ocupações, mas, considerando a proporção, não passam de raras exceções. Estes que trabalham, que se responsabilizam pelas cozinhas, pela infraestrutura, pelas trilhas noturnas e pela vigilância diurna são, em geral, os desempregados (grupo majoritariamente formado por mães pretas periféricas) mobilizados pela fé e/ou pela necessidade desesperadora. Entre trabalhar e não trabalhar há, entre outras coisas, uma diferença de blindagem. A consciência que permanece initerruptamente submetida a prática coletiva tem mais chances de prosperar do que a consciência que transita a todo o tempo entre as necessidades do patrão e as necessidades das cozinhas coletivas**. Nesse sentido, é possível justificar a reunião dos explorados em ambiente isolado e protegido da exploração capitalista. Mas apenas nesse sentido. O argumento que vem em seguida disso é o de que para se isolar não é preciso se esconder no matagal, como os escravos fugidos se viram obrigados a fazer no passado. Os mosteiros, por exemplo, não existem em regime de isolamento e ao mesmo tempo cercado pelo urbano? Se a questão é meramente garantir segurança alimentar, não seria possível pensar em uma integração de territórios para que todos consigam comer, vestir e morar? E em seguida a este argumento é possível apresentar um outro mais: o que garante que esse isolamento em meio ao matagal é suficiente para romper as relações de opressão? Me diga uma coisa Arkx, como as famílias se organizam nessa comunidade que você romanticamente tenta apresentar em ares tão convidativos? Existe uma mãe e um pai? Existe uma relação de posse entre essa mãe e esse pai e seus filhos? Existe uma casa onde mora um pai, uma mãe, um filho e outros parentes consanguíneos? Ou os filhos são filhos de mil humanos criados entre e por mil humanos? Caro companheiro, enquanto houver essa concepção de família, enquanto não houver um desejo real de romper com os laços de coerção alicerçados no narcisismo e na posse dos filhos, não haverá possiblidades reais de emancipação das consciências. Tampouco de supressão das opressões, o capital é só uma das formas possíveis de opressão (e arrisco dizer que é que o sentido que aponta para o futuro nos guarda formas ainda mais avassaladoras, ‘o sentido’ enquanto indicação e não ‘o destino’ enquanto condenação). Para quem quer resistir, fugir jamais deveria ser suficiente. Quer um exemplo quanto a questão da família? Nas ocupações do MTST há sempre um gestor que os acampados apelidam carinhosamente de mãe. E, ocasionalmente, há sempre um segundo gestor que atende por pai. O fracasso do MTST começa aqui.<br />
Quer outro exemplo? A disputa do sentido de família nos primeiros anos da URSS se encaminhou dessa forma:<br />
1) “As crianças deviam ser educadas pela família ou, ao contrário, em locais apropriados e sob a direção de especialistas? Muitos educadores e militantes políticos inclinavam-se por essa segunda fórmula. Além de melhor qualidade da educação que pensavam obter assim, consideravam também as vantagens de uma ruptura com o meio familiar portador de hábitos antigos e retrógrados. Mas outros dirigentes opunham-se a esses métodos, como por exemplo N. Kroupskaia, a viúva de Lenin, que toda sua vida ocupou-se das questões da educação e do ensino.”;<br />
2) “Alexandra Kollontai, membro do comitê central e futura dirigente da Oposição Operaria, defendia, em relação a política familiar, teses radicais que, aliás, colocava em prática em sua vida pessoal. Ela escreveu: ‘É tempo de lembrar que a integração do código da moral sexual às tarefas fundamentais da classe (operária) pode ser uma arma para a consolidação da posição de combate da classe ascendente (&#8230;) O que nos impede de utilizar o ensino de história no interesse da classe operária em luta por um regime comunista e por novas relações entre os sexos, mais completas e mais felizes?’.”; “em 1920, Alexandra Kollontai questionara o sentido tradicional da família e evocara relacionamentos de pais-filhos que correspondia aos programas das Residências Comunais: ‘A trabalhadora consciente de seu papel social deve se educar para não mais diferenciar entre os teus e os meus; ela deve se lembrar de que existem apenas os nossos filhos, os da sociedade comunista, comuns a todos os trabalhadores.’.”;<br />
3) “Era na relação dos camponeses e em todos aqueles que ainda estavam ligados à moral antiga que Lunatcharcki pensava quanto em sua conferência já citada, ele insistia sobre o fato de que as leis já adotadas pelo governo em relação à família constituíam o limite extremo do que era aceitável do ponto de vista da opinião pública, e possível do ponto de vista da economia. Do ponto de vista da opinião, o direito ao divórcio, a aceitação do ‘casamento de fato’, do aborto livre, etc. já constituíam medidas ultrarevolucionárias contra as quais os defensores da moral antiga, a Igreja e todos os que se opunham ao poder mobilizaram-se, apoiados pelo obscurantismo e pelos preconceitos das massas.” [KOPP, Antonele. Quanto o moderno não era um estilo e sim uma causa.]</p>
<p>*Para contribuir com a crítica ao ideário iluminista: “Contudo, o homem moderno sente-se inquieto e cada vez mais perplexo. Ele labuta e lida, mas tem uma vaga consciência da futilidade de seus esforços. Enquanto cresce seu poder sobre a matéria, sente-se impotente em sua vida individual e em sociedade. Embora tenha criado maneiras novas e melhores para dominar a natureza, tornou-se enleado em uma teia desses meios e perdeu de vista o fim que lhes dá significado – o próprio homem. Embora tenha-se tornado senhor da natureza, converteu-se em escravo da máquina construída por suas próprias mãos. Com todos os seus conhecimentos a respeito da matéria, ele ignora o que se prende às questões mais importantes e fundamentais da existência humana: que é o homem, como é que ele deve viver, e como as tremendas energias que há dentro dele podem ser liberadas e usadas produtivamente.” / “A crise humana contemporânea conduziu a um recuo em relação às esperanças e ideias do Iluminismo (&#8230;) A ideia de dignidade e poder do homem (&#8230;) é contestada ao alvitrar-se que temos de voltar a conformar-nos com sua absoluta impotência e insignificância.” / “A dúvida crescente sobre a autonomia e a razão do homem, criou um estado de confusão moral em que o homem se vê desprovido de orientação, seja da revelação seja da razão. O resultado é a aceitação de uma posição relativista segundo a qual os juízes de valor e as normas éticas são puramente questões de gosto ou preferência arbitrária, e de que neste setor não é possível fazer nenhuma afirmação com validade objetiva. Porém, como o homem não pode viver sem valores e normas, este relativismo torna-o fácil presa de sistemas irracionais de valores. Ele reverte a uma posição que já fora ultrapassada pelo Iluminismo Grego, pela Cristandade, pelo Renascimento e pelo Iluminismo oitocentista. As exigências do Estado, o entusiasmo pelas qualidades mágicas de líderes poderosos, máquinas potentes e sucesso material, tornaram-se as fontes de suas normas e juízes de valores.” [FROMM, Erich. Análise do homem.]<br />
** “no que diz respeito às massas populares, que mais dificilmente mudam de concepção e que, em todo caso, jamais a mudam aceitando-a em sua forma ‘pura’, por assim dizer, mas, apenas e sempre, como combinação mais ou menos heteróclita e bizarra” GRAMSCI, A. Concepção dialética da História.<br />
*** Vacilei na regra do limite de caracteres socialmente aceito em um comentário. Sinceras desculpas. Eu ainda não avancei na minha capacidade de síntese.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-735054</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 19:22:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estou falando sobre o Ujamaa, doutrina idealizada por Nyerere da Tanzânia que governou de 1962/1985. É um socialismo rural baseado baseado em aldeamentos. Não passou da agricultura de subsistência e deixou a Tanzânia atrasada tecnologicamente. Com o tempo o aldeamento passou a ser forçado. Encontra-se na internet muitos artigos em inglês a respeito. Na Amazon é possível encontra um livro de Nyerere chamado &#039;Ujamaa - ensaios sobre o socialismo&#039;, em inglês. 

&#039;&#039;Política &quot;Ujamaa&quot;
Por fazer parte de uma grande família, Nyerere acreditava que o caminho para alcançar a prosperidade económica era através da união. Por isso, desenvolveu no país um sistema de socialismo africano denominado &quot;Ujamaa&quot; - um modo de vida coletivo. Para implementar esta política, Nyerere moveu as pessoas das suas comunidades para aldeias artificiais Ujamaa, nem sempre com o consentimento dos moradores.&#039;&#039;
https://www.dw.com/pt-002/julius-nyerere-o-l%C3%ADder-africano-incans%C3%A1vel/a-40623711]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou falando sobre o Ujamaa, doutrina idealizada por Nyerere da Tanzânia que governou de 1962/1985. É um socialismo rural baseado baseado em aldeamentos. Não passou da agricultura de subsistência e deixou a Tanzânia atrasada tecnologicamente. Com o tempo o aldeamento passou a ser forçado. Encontra-se na internet muitos artigos em inglês a respeito. Na Amazon é possível encontra um livro de Nyerere chamado &#8216;Ujamaa &#8211; ensaios sobre o socialismo&#8217;, em inglês. </p>
<p>&#8221;Política &#8220;Ujamaa&#8221;<br />
Por fazer parte de uma grande família, Nyerere acreditava que o caminho para alcançar a prosperidade económica era através da união. Por isso, desenvolveu no país um sistema de socialismo africano denominado &#8220;Ujamaa&#8221; &#8211; um modo de vida coletivo. Para implementar esta política, Nyerere moveu as pessoas das suas comunidades para aldeias artificiais Ujamaa, nem sempre com o consentimento dos moradores.&#8221;<br />
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-735022</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 17:26:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-735022</guid>

					<description><![CDATA[Nessa discussão o arkx Brasil tem muito mais razão. 
Fizeram um espantalgo do que ele escreveu para criticarem e continuarem criticando. Eu não li em lugar nenhum política de aldeamento forçado e nem idealização de vida rural nem nada do tipo. Vi opção de apropriação de riqueza e de meio de produção.
Estão enxergando fantasmas.
Aliás, conversando com um companheiros que milita em movimentos indígenas, ele dizia que aqueles com mais autonomia (nao dpeendem do mercado) seriam os mais seguros. Conseguem ficar distantes do vírus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa discussão o arkx Brasil tem muito mais razão.<br />
Fizeram um espantalgo do que ele escreveu para criticarem e continuarem criticando. Eu não li em lugar nenhum política de aldeamento forçado e nem idealização de vida rural nem nada do tipo. Vi opção de apropriação de riqueza e de meio de produção.<br />
Estão enxergando fantasmas.<br />
Aliás, conversando com um companheiros que milita em movimentos indígenas, ele dizia que aqueles com mais autonomia (nao dpeendem do mercado) seriam os mais seguros. Conseguem ficar distantes do vírus.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: pergunta		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-735000</link>

		<dc:creator><![CDATA[pergunta]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 16:11:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-735000</guid>

					<description><![CDATA[Gogol, bem pertinente seu comentário. Você saberia me indicar artigos/livros/links que remetam para esse estudo dos aldeamentos forçados? Um abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gogol, bem pertinente seu comentário. Você saberia me indicar artigos/livros/links que remetam para esse estudo dos aldeamentos forçados? Um abraço!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-734979</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 15:02:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-734979</guid>

					<description><![CDATA[Uma coisa interessante a se observar é que aqueles que se demonstram mais arredios ao fato da existência do progresso, do desenvolvimento histórico, se vêem em um período histórico em decadência. Se o capitalismo está a morrer e se encontra em um momento final de sua existência, independentemente do conflito de classes e das ameaças do proletariado a ordem capitalista, pois o seu fim inevitável, é determinado pelo próprios mecanismos de acumulação, se é assim, não há o que falar em progresso, o progresso some da perspectiva, o futuro no capitalismo é a involução. Se o mundo caminha para trás, involutivamente, o futuro será o passado. Então voltemos ao quilombo, a aldeia.
Arkx Brasil deveria pesquisar sobre a política de aldeamentos forçados na Tanzânia durante a década de 80, alguns se atrevem a chamar de socialismo africano, e descobrirá que a fome na África não foi somente por causa da herança dos colonizadores mas muito também das experiências mal sucedidas dos ex colonizados, que em nome de uma identidade &#039;&#039;originária&#039;&#039; foram levados a situações catastróficas.
Arkx Brasil é tão antiquado que já não vê mais o trabalho em geral como categoria produtora de riqueza, de vida, retrocedi a um fisiocratismo da terra prometida. Já que o homem veio do pó retornará ao pó.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa interessante a se observar é que aqueles que se demonstram mais arredios ao fato da existência do progresso, do desenvolvimento histórico, se vêem em um período histórico em decadência. Se o capitalismo está a morrer e se encontra em um momento final de sua existência, independentemente do conflito de classes e das ameaças do proletariado a ordem capitalista, pois o seu fim inevitável, é determinado pelo próprios mecanismos de acumulação, se é assim, não há o que falar em progresso, o progresso some da perspectiva, o futuro no capitalismo é a involução. Se o mundo caminha para trás, involutivamente, o futuro será o passado. Então voltemos ao quilombo, a aldeia.<br />
Arkx Brasil deveria pesquisar sobre a política de aldeamentos forçados na Tanzânia durante a década de 80, alguns se atrevem a chamar de socialismo africano, e descobrirá que a fome na África não foi somente por causa da herança dos colonizadores mas muito também das experiências mal sucedidas dos ex colonizados, que em nome de uma identidade &#8221;originária&#8221; foram levados a situações catastróficas.<br />
Arkx Brasil é tão antiquado que já não vê mais o trabalho em geral como categoria produtora de riqueza, de vida, retrocedi a um fisiocratismo da terra prometida. Já que o homem veio do pó retornará ao pó.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-734882</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 09:31:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-734882</guid>

					<description><![CDATA[A quase totalidade da Esquerda abandonou completamente o contato com a população habitando o inferno das favelas e periferias urbanas. 

Intelectuais e acadêmicos, sindicalistas burocratas e políticos profissionais se fecharam em bolhas, virtuais ou não, hermeticamente blindadas.

Por isto não tem propostas concretas e encaminhamentos práticos para enfrentar o genocídio da pandemia.

Ao serem defrontados com a necessária, e inevitável, reconexão com a Terra, acompanhada do êxodo urbano, reagem com desconforto, irritação e até raiva agressiva.

Permanecem prisioneiros do paradigma da sujeição colonial, no qual a natureza é uma fera selvagem a ser domada a serviço do antropocentrismo. 

Povos originários vistos como primitivos a serem convertidos à religião da ciência e tecnologia. 

Quilombolas nada além de arcaísmos a serem modernizados pelo desenvolvimento.

Em crise sistêmica, o Capital já não consegue mais homogeneizar os vários mundos no mundo único da mercadoria, sem a este levar à destruição.

No âmbito da Esquerda, também os mundos se separaram.

O mundo dos sindicatos, dos partidos, das eleições, das instituições, do Estado e da tomada do poder.

E o mundo da Terra, do Território, das Comunidades, da Natureza e da construção do poder dos Povos. 

Cada qual seguirá seu caminho. Boa viagem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A quase totalidade da Esquerda abandonou completamente o contato com a população habitando o inferno das favelas e periferias urbanas. </p>
<p>Intelectuais e acadêmicos, sindicalistas burocratas e políticos profissionais se fecharam em bolhas, virtuais ou não, hermeticamente blindadas.</p>
<p>Por isto não tem propostas concretas e encaminhamentos práticos para enfrentar o genocídio da pandemia.</p>
<p>Ao serem defrontados com a necessária, e inevitável, reconexão com a Terra, acompanhada do êxodo urbano, reagem com desconforto, irritação e até raiva agressiva.</p>
<p>Permanecem prisioneiros do paradigma da sujeição colonial, no qual a natureza é uma fera selvagem a ser domada a serviço do antropocentrismo. </p>
<p>Povos originários vistos como primitivos a serem convertidos à religião da ciência e tecnologia. </p>
<p>Quilombolas nada além de arcaísmos a serem modernizados pelo desenvolvimento.</p>
<p>Em crise sistêmica, o Capital já não consegue mais homogeneizar os vários mundos no mundo único da mercadoria, sem a este levar à destruição.</p>
<p>No âmbito da Esquerda, também os mundos se separaram.</p>
<p>O mundo dos sindicatos, dos partidos, das eleições, das instituições, do Estado e da tomada do poder.</p>
<p>E o mundo da Terra, do Território, das Comunidades, da Natureza e da construção do poder dos Povos. </p>
<p>Cada qual seguirá seu caminho. Boa viagem.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-734774</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 20:48:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-734774</guid>

					<description><![CDATA[Eu dispenso registro das minhas atividades, ou a bater ponto nas lutas sociais que me envolvi ou não. No que pesa o debate, ele tomou rumos curiosos.

&quot;A quase totalidade da Esquerda(...) se acostumou a operar com modelos prontos e fechados, a serem aplicados unilateralmente ao conjunto da sociedade. Além de obviamente se colocarem na posição de vanguarda a liderar os povos e trabalhadores, seja em que rumo for.&quot;

--- Mas não há modelos prontos e fechados paralelo ao que você propôs. Há, sim, críticas diretas a essa perspectiva tomada. Você preferiu desviar-se dela. Fala de programas &quot;prontos e fechados&quot; vomitando um programa político nos comentários. 

 &quot;sempre encaminham as questões em termos abstratos e desvinculados da situação concreta.&quot;

--- A menos que estejamos todos em um delírio coletivo o Khmer vermelho, aliás, as consequências econômicas de programas políticos desastrosos existem. São um dado da realidade. Antes de digitados ou escritos nos livros de história eles mancharam o solo em que vivemos com sangue. 

&quot;num cenário de milhares de mortes diárias, quais as propostas e encaminhamentos existentes?&quot;

--- Arkx deve notar que seu primeiro comentário veio com dois títulos. É o segundo, --- que defende abertamente um êxodo abrupto para o campo --- que é aqui questionado nos comentários. Ora, o camarada despeja um programa político no Passa Palavra na seção de comentários, onde é uma seção relativamente livre para debates, e não acha de bom tom que haja questionamento sobre essas teses? 

&quot;como algo tão óbvio e necessário foi confundido com resgate do genocídio praticado pelo Khmer Vermelho?&quot;

--- Porque os autores, cientes disso ou não, escrevem um texto defendendo a dispersão das cidades, isso me parece contraditório à noção de &quot;se manterem vivos em sua localização atual&quot;. Retomo o apelo de vocês. Vamos debater as lutas concretas. Como barrar o genocídio nas cidades? deixando as cidades? defendendo que todos os assalariados --- esses precários que vocês mencionam, inclusive --- desfaçam-se dos seus empregos e tentem sorte nas áreas rurais? Como livrar-se da exploração, se demitindo? É um alívio que esse tipo de pauta não encontra eco nas lutas concretas. 

Por fim, é curioso que esse discurso sempre repulsivo com o conhecimento teórico receba também tanto eco, principalmente, na academia. É que isso que chamam &quot;academicismo&quot; é frequentemente confundido, por má fé ou não, com os conhecimentos adquiridos através de estudo, sejam eles dentro ou fora da academia. Não atentar para essa diferença é que repousa em negacionismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu dispenso registro das minhas atividades, ou a bater ponto nas lutas sociais que me envolvi ou não. No que pesa o debate, ele tomou rumos curiosos.</p>
<p>&#8220;A quase totalidade da Esquerda(&#8230;) se acostumou a operar com modelos prontos e fechados, a serem aplicados unilateralmente ao conjunto da sociedade. Além de obviamente se colocarem na posição de vanguarda a liderar os povos e trabalhadores, seja em que rumo for.&#8221;</p>
<p>&#8212; Mas não há modelos prontos e fechados paralelo ao que você propôs. Há, sim, críticas diretas a essa perspectiva tomada. Você preferiu desviar-se dela. Fala de programas &#8220;prontos e fechados&#8221; vomitando um programa político nos comentários. </p>
<p> &#8220;sempre encaminham as questões em termos abstratos e desvinculados da situação concreta.&#8221;</p>
<p>&#8212; A menos que estejamos todos em um delírio coletivo o Khmer vermelho, aliás, as consequências econômicas de programas políticos desastrosos existem. São um dado da realidade. Antes de digitados ou escritos nos livros de história eles mancharam o solo em que vivemos com sangue. </p>
<p>&#8220;num cenário de milhares de mortes diárias, quais as propostas e encaminhamentos existentes?&#8221;</p>
<p>&#8212; Arkx deve notar que seu primeiro comentário veio com dois títulos. É o segundo, &#8212; que defende abertamente um êxodo abrupto para o campo &#8212; que é aqui questionado nos comentários. Ora, o camarada despeja um programa político no Passa Palavra na seção de comentários, onde é uma seção relativamente livre para debates, e não acha de bom tom que haja questionamento sobre essas teses? </p>
<p>&#8220;como algo tão óbvio e necessário foi confundido com resgate do genocídio praticado pelo Khmer Vermelho?&#8221;</p>
<p>&#8212; Porque os autores, cientes disso ou não, escrevem um texto defendendo a dispersão das cidades, isso me parece contraditório à noção de &#8220;se manterem vivos em sua localização atual&#8221;. Retomo o apelo de vocês. Vamos debater as lutas concretas. Como barrar o genocídio nas cidades? deixando as cidades? defendendo que todos os assalariados &#8212; esses precários que vocês mencionam, inclusive &#8212; desfaçam-se dos seus empregos e tentem sorte nas áreas rurais? Como livrar-se da exploração, se demitindo? É um alívio que esse tipo de pauta não encontra eco nas lutas concretas. </p>
<p>Por fim, é curioso que esse discurso sempre repulsivo com o conhecimento teórico receba também tanto eco, principalmente, na academia. É que isso que chamam &#8220;academicismo&#8221; é frequentemente confundido, por má fé ou não, com os conhecimentos adquiridos através de estudo, sejam eles dentro ou fora da academia. Não atentar para essa diferença é que repousa em negacionismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-734773</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 20:04:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-734773</guid>

					<description><![CDATA[Acompanho com um misto de indignação e tristeza, mas não exatamente surpresa, as reações e comentários à proposta concreta em relação à catástrofe atual da pandemia no Brasil, aqui por mim apresentada.
A quase totalidade da Esquerda, tanto a eleitoral-institucional quanto a revolucionária, se acostumou a operar com modelos prontos e fechados, a serem aplicados unilateralmente ao conjunto da sociedade. 
Além de obviamente se colocarem na posição de vanguarda a liderar os povos e trabalhadores, seja em que rumo for.
Por isto sempre encaminham as questões em termos abstratos e desvinculados da situação concreta.
Exemplo: num cenário de milhares de mortes diárias, quais as propostas e encaminhamentos existentes?
Alguém sabe? Alguém viu? Alguma medida concreta para aliviar o sofrimento atroz da população abandonada à própria sorte? Alguma perspectiva de curto prazo articulada a um projeto de amplo alcance?
Enquanto uns permanecem obcecados com 2022, os outros continuam hipnotizados pela Revolução. Tanto uns quanto os outros sem atuação presente num genocídio acontecendo aqui e agora.
Estamos propondo e encaminhando em duas frentes:
• assistência imediata aos vulneráveis. 
• acolhimento dos sem condições de se manterem vivos em sua localização atual.
É de se indagar: 
• como algo tão óbvio e necessário foi confundido com resgate do genocídio praticado pelo Khmer Vermelho?
• como a necessária crítica ao desenvolvimentismo, assim como a bandeira da Terra, Território e Comunidades, pode ser tomada como defesa de &quot;primitivismo&quot;, &quot;decrescimento&quot;, &quot;identitarismo&quot;, &quot;volta ao neolítico&quot;, &quot;aversão à civilização urbana&quot;?
De um modo geral, intelectuais, acadêmicos, e mesmo militantes burocratizados, se afastaram tanto da prática cotidiana e do contato direto com favelas, periferias e trabalhadores precarizados, que jazem perdidos em bolhas hermeticamente blindadas.
As redes sociais e o ambiente virtual veio somente exacerbar antigos vícios, há muito tempo já inviabilizando o diálogo presencial e a atividade com os pés no chão.
O que organiza os povos e sela a aliança entre todos aqueles participando da luta é a prática. Só a luta concreta nos mantém unidos e faz avançar o processo emancipatório.
Nossa prática e nossa luta concreta aqui está colocada. Críticas são absolutamente necessárias e sempre agregadoras.
Por outro lado, resta também saber qual a prática e a luta concreta de nossos críticos. Especialmente em relação à pandemia.
Não para deslegitimar suas críticas a nós, mas para adequadamente se caracterizarem. E talvez até aprender com eles.
Agradeço.
.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanho com um misto de indignação e tristeza, mas não exatamente surpresa, as reações e comentários à proposta concreta em relação à catástrofe atual da pandemia no Brasil, aqui por mim apresentada.<br />
A quase totalidade da Esquerda, tanto a eleitoral-institucional quanto a revolucionária, se acostumou a operar com modelos prontos e fechados, a serem aplicados unilateralmente ao conjunto da sociedade.<br />
Além de obviamente se colocarem na posição de vanguarda a liderar os povos e trabalhadores, seja em que rumo for.<br />
Por isto sempre encaminham as questões em termos abstratos e desvinculados da situação concreta.<br />
Exemplo: num cenário de milhares de mortes diárias, quais as propostas e encaminhamentos existentes?<br />
Alguém sabe? Alguém viu? Alguma medida concreta para aliviar o sofrimento atroz da população abandonada à própria sorte? Alguma perspectiva de curto prazo articulada a um projeto de amplo alcance?<br />
Enquanto uns permanecem obcecados com 2022, os outros continuam hipnotizados pela Revolução. Tanto uns quanto os outros sem atuação presente num genocídio acontecendo aqui e agora.<br />
Estamos propondo e encaminhando em duas frentes:<br />
• assistência imediata aos vulneráveis.<br />
• acolhimento dos sem condições de se manterem vivos em sua localização atual.<br />
É de se indagar:<br />
• como algo tão óbvio e necessário foi confundido com resgate do genocídio praticado pelo Khmer Vermelho?<br />
• como a necessária crítica ao desenvolvimentismo, assim como a bandeira da Terra, Território e Comunidades, pode ser tomada como defesa de &#8220;primitivismo&#8221;, &#8220;decrescimento&#8221;, &#8220;identitarismo&#8221;, &#8220;volta ao neolítico&#8221;, &#8220;aversão à civilização urbana&#8221;?<br />
De um modo geral, intelectuais, acadêmicos, e mesmo militantes burocratizados, se afastaram tanto da prática cotidiana e do contato direto com favelas, periferias e trabalhadores precarizados, que jazem perdidos em bolhas hermeticamente blindadas.<br />
As redes sociais e o ambiente virtual veio somente exacerbar antigos vícios, há muito tempo já inviabilizando o diálogo presencial e a atividade com os pés no chão.<br />
O que organiza os povos e sela a aliança entre todos aqueles participando da luta é a prática. Só a luta concreta nos mantém unidos e faz avançar o processo emancipatório.<br />
Nossa prática e nossa luta concreta aqui está colocada. Críticas são absolutamente necessárias e sempre agregadoras.<br />
Por outro lado, resta também saber qual a prática e a luta concreta de nossos críticos. Especialmente em relação à pandemia.<br />
Não para deslegitimar suas críticas a nós, mas para adequadamente se caracterizarem. E talvez até aprender com eles.<br />
Agradeço.<br />
.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Riben		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-734771</link>

		<dc:creator><![CDATA[Riben]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 18:35:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-734771</guid>

					<description><![CDATA[Muita gente apareceu para expressar repúdio ao fato de o Passa Palavra ter se aberto para textos pró-capitalistas em defesa de um estatistas de esquerda (sem aspas, pois já não cabem mais ilusões a respeito do caráter ambíguo do que é “ser de esquerda”). Não há engano a respeito disso e, de fato, dois princípios do coletivo editorial se chocaram. Quando isso acontece, tem que saber entender o contexto e tomar a decisão mais acertada, e entre se tornar um identitário (ou essencialista) do anticapitalismo ou abrir um amplo debate, o segundo caminho é o mais acertado.

Mas esse debate aberto pelo Passa Palavra, que não trouxe novidade nenhuma a respeito de quem é Lula, acabou revelando o caráter identitário do anticapitalismo de esquerda. Causou muita comoção os textos ruins aqui publicados em defesa de Lula, mas pouca gente ficou horrorizada com o anticapitalismo (sem aspas, pois se ainda há ilusões a respeito do caráter ambíguo do “ser anticapitalista” precisamos superá-las) de sujeitos como Arkx Brasil. Prefiro mil vezes ficar lendo esse lenga-lenga a respeito dos poderes sobrenaturais de Lula, que ainda acha que vai colocar o país em outro patamar oferecendo cerveja e picanha para quem se fode cotidianamente com a polícia e com o transporte público, do que as sandices dos teóricos do primitivismo e do decrescimento, mais genocidas do que o próprio Bolsonaro. Oxalá que a classe trabalhadora – negra ou branca, homem ou mulher, homo ou hétero, das zonas ainda rurais ou das periferias urbanas – continue desprezando esse tipo de gente. Mas para isso acontecer, nos nossos meios precisamos não deixar esse tipo de sandice genocida se espalhar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente apareceu para expressar repúdio ao fato de o Passa Palavra ter se aberto para textos pró-capitalistas em defesa de um estatistas de esquerda (sem aspas, pois já não cabem mais ilusões a respeito do caráter ambíguo do que é “ser de esquerda”). Não há engano a respeito disso e, de fato, dois princípios do coletivo editorial se chocaram. Quando isso acontece, tem que saber entender o contexto e tomar a decisão mais acertada, e entre se tornar um identitário (ou essencialista) do anticapitalismo ou abrir um amplo debate, o segundo caminho é o mais acertado.</p>
<p>Mas esse debate aberto pelo Passa Palavra, que não trouxe novidade nenhuma a respeito de quem é Lula, acabou revelando o caráter identitário do anticapitalismo de esquerda. Causou muita comoção os textos ruins aqui publicados em defesa de Lula, mas pouca gente ficou horrorizada com o anticapitalismo (sem aspas, pois se ainda há ilusões a respeito do caráter ambíguo do “ser anticapitalista” precisamos superá-las) de sujeitos como Arkx Brasil. Prefiro mil vezes ficar lendo esse lenga-lenga a respeito dos poderes sobrenaturais de Lula, que ainda acha que vai colocar o país em outro patamar oferecendo cerveja e picanha para quem se fode cotidianamente com a polícia e com o transporte público, do que as sandices dos teóricos do primitivismo e do decrescimento, mais genocidas do que o próprio Bolsonaro. Oxalá que a classe trabalhadora – negra ou branca, homem ou mulher, homo ou hétero, das zonas ainda rurais ou das periferias urbanas – continue desprezando esse tipo de gente. Mas para isso acontecer, nos nossos meios precisamos não deixar esse tipo de sandice genocida se espalhar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137400/#comment-734767</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 15:57:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137400#comment-734767</guid>

					<description><![CDATA[O ser humano lutou, ao longo de vários milênios, para sobreviver à natureza e ir gradualmente dominando-a, abrindo caminho para a urbanização, a industrialização e o progresso tão criticados por arkx Brasil e confundido com os interesses da burguesia. E depois de tudo isso, a classe trabalhadora buscou, muitas vezes ao longo da história, partir dessa civilização urbano-industrial para transformá-la em outra, ainda urbano-industrial, mas também coletivista e igualitária, para o que colaboraram muitos filhos do tão maléfico Iluminismo. arkx Brasil quer, no entanto, voltar aos primórdios do neolítico ou quem sabe antes, porque a própria revolução neolítica foi um enorme progresso, implicou vastíssimas transformações operadas pelo ser humano na natureza e abriu caminho para todo o resto. A esquerda já quis ser moderna. Se depender de arkx Brasil e de outros como ele, passará a ser pré-histórica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ser humano lutou, ao longo de vários milênios, para sobreviver à natureza e ir gradualmente dominando-a, abrindo caminho para a urbanização, a industrialização e o progresso tão criticados por arkx Brasil e confundido com os interesses da burguesia. E depois de tudo isso, a classe trabalhadora buscou, muitas vezes ao longo da história, partir dessa civilização urbano-industrial para transformá-la em outra, ainda urbano-industrial, mas também coletivista e igualitária, para o que colaboraram muitos filhos do tão maléfico Iluminismo. arkx Brasil quer, no entanto, voltar aos primórdios do neolítico ou quem sabe antes, porque a própria revolução neolítica foi um enorme progresso, implicou vastíssimas transformações operadas pelo ser humano na natureza e abriu caminho para todo o resto. A esquerda já quis ser moderna. Se depender de arkx Brasil e de outros como ele, passará a ser pré-histórica.</p>
]]></content:encoded>
		
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