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	Comentários sobre: Prioridade para os trabalhadores do transporte?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: O tal funcionário do Metrô de São Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137604/#comment-736760</link>

		<dc:creator><![CDATA[O tal funcionário do Metrô de São Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2021 20:06:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um dia após a publicação do meu texto, &lt;a href=&quot;https://noticias.r7.com/sao-paulo/secretario-quis-vacinar-funcionarios-do-transporte-antes-de-paralisacao-15042021&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;reportagem do R7&lt;/a&gt; repercurtia o posicionamento do Secretário de Transportes, Alexandre Baldy, favorável à vacinação dos trabalhadores do transporte. Em resposta à acusação de que o Metrô havia reduzido a frota de trens por conta da redução no número de passageiros transportados, o secretário afirmou:

&lt;em&gt;&quot;Não reduzimos frota por haver menos passageiros. Mas exclusivamente a redução se dá por não termos pessoas para operarem os trens&quot;&lt;/em&gt;

Dois dias após a reportagem o governo de São Paulo anunciou a inclusão dos funcionários do Metrô e da CPTM (trens urbanos) no grupo prioritário da vacinação:

&lt;em&gt;&quot;Serão imunizadas no grupo, ao todo, 9.500 pessoas, incluindo todos os operadores de trens, independentemente da idade, e demais funcionários da operação, como seguranças, técnicos de manutenção e trabalhadores da limpeza, que lidam diretamente com o público, acima dos 47 anos.&quot;&lt;/em&gt; &lt;a href=&quot;https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/04/sp-vacinara-operadores-do-metro-e-da-cptm-a-partir-de-11-de-maio.shtml&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;(Folha de São Paulo, 17/04/2021)&lt;/a&gt;

Desta forma, a Secretaria de Transportes conseguiu resolver o problema da falta de funcionários para operar os trens e ainda logrou criar uma cisão entre os trabalhadores do transporte: os &quot;com vacina&quot; e os &quot;sem vacina&quot;. Se argumentos não eram suficientes para convencer, espero que os fatos possam esclarecer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia após a publicação do meu texto, <a href="https://noticias.r7.com/sao-paulo/secretario-quis-vacinar-funcionarios-do-transporte-antes-de-paralisacao-15042021" rel="nofollow ugc">reportagem do R7</a> repercurtia o posicionamento do Secretário de Transportes, Alexandre Baldy, favorável à vacinação dos trabalhadores do transporte. Em resposta à acusação de que o Metrô havia reduzido a frota de trens por conta da redução no número de passageiros transportados, o secretário afirmou:</p>
<p><em>&#8220;Não reduzimos frota por haver menos passageiros. Mas exclusivamente a redução se dá por não termos pessoas para operarem os trens&#8221;</em></p>
<p>Dois dias após a reportagem o governo de São Paulo anunciou a inclusão dos funcionários do Metrô e da CPTM (trens urbanos) no grupo prioritário da vacinação:</p>
<p><em>&#8220;Serão imunizadas no grupo, ao todo, 9.500 pessoas, incluindo todos os operadores de trens, independentemente da idade, e demais funcionários da operação, como seguranças, técnicos de manutenção e trabalhadores da limpeza, que lidam diretamente com o público, acima dos 47 anos.&#8221;</em> <a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/04/sp-vacinara-operadores-do-metro-e-da-cptm-a-partir-de-11-de-maio.shtml" rel="nofollow ugc">(Folha de São Paulo, 17/04/2021)</a></p>
<p>Desta forma, a Secretaria de Transportes conseguiu resolver o problema da falta de funcionários para operar os trens e ainda logrou criar uma cisão entre os trabalhadores do transporte: os &#8220;com vacina&#8221; e os &#8220;sem vacina&#8221;. Se argumentos não eram suficientes para convencer, espero que os fatos possam esclarecer.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137604/#comment-736014</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Apr 2021 17:34:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acabo de ler no UOL que um estudo feito por pesquisadores da USP e da UFRJ aponta que a pressão política pela ampliação dos grupos prioritários na vacinação tem sido uma das causa do atraso na vacinação dos idosos.



&lt;em&gt;&quot;Os pesquisadores citam que &#039;em contexto de insuficiência de vacinas, os critérios de priorização adotados pela maioria dos países focam na diminuição da mortalidade&#039; e, por isso, &#039;têm sido priorizados os trabalhadores da saúde (...) idosos, pessoas com comorbidades e grupos em extrema vulnerabilidade&#039;.

&#039;No Brasil, o Ministério da Saúde incluiu mais de 77 milhões de pessoas nos grupos populacionais prioritários a serem vacinados. Este número vem aumentando constantemente por pressões políticas e corporativas, acrescentando demandas a uma oferta notoriamente escassa de vacinas&#039;&quot;.
&lt;/em&gt;
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/04/17/covid-19-coronavirus-vacinacao-de-idosos-pressao-politica.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler no UOL que um estudo feito por pesquisadores da USP e da UFRJ aponta que a pressão política pela ampliação dos grupos prioritários na vacinação tem sido uma das causa do atraso na vacinação dos idosos.</p>
<p><em>&#8220;Os pesquisadores citam que &#8216;em contexto de insuficiência de vacinas, os critérios de priorização adotados pela maioria dos países focam na diminuição da mortalidade&#8217; e, por isso, &#8216;têm sido priorizados os trabalhadores da saúde (&#8230;) idosos, pessoas com comorbidades e grupos em extrema vulnerabilidade&#8217;.</p>
<p>&#8216;No Brasil, o Ministério da Saúde incluiu mais de 77 milhões de pessoas nos grupos populacionais prioritários a serem vacinados. Este número vem aumentando constantemente por pressões políticas e corporativas, acrescentando demandas a uma oferta notoriamente escassa de vacinas'&#8221;.<br />
</em><br />
<a href="https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/04/17/covid-19-coronavirus-vacinacao-de-idosos-pressao-politica.htm" rel="nofollow ugc">https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2021/04/17/covid-19-coronavirus-vacinacao-de-idosos-pressao-politica.htm</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137604/#comment-735252</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 11:49:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não acho que  reivindicar a aquisição dessa máscara corre risco proporcional à vacinação exclusiva. Uma coisa é a luta da categoria por EPIs para não morrer diante o trabalho. Outra é, o que tem sido nosso obstáculo desde abril do ano passado, nos organizarmos de tal maneira para como conjunto da classe trabalhadora impor que estados e municípios façam lockdowns eficientes. Diminuindo o fluxo dos transportes públicos assegura necessariamente a segurança dos trabalhadores metroviários. É verdade que vacina e tratamento precoce possuem o mesmo efeito psicológico, mas não estou convencido de que a máscara cumpre igualmente esse papel. Concordo que não basta só [reivindicar] o EPI, é que nesse caso não são pautas excludentes, como o é &quot;vacina para nós X vacina para todos&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não acho que  reivindicar a aquisição dessa máscara corre risco proporcional à vacinação exclusiva. Uma coisa é a luta da categoria por EPIs para não morrer diante o trabalho. Outra é, o que tem sido nosso obstáculo desde abril do ano passado, nos organizarmos de tal maneira para como conjunto da classe trabalhadora impor que estados e municípios façam lockdowns eficientes. Diminuindo o fluxo dos transportes públicos assegura necessariamente a segurança dos trabalhadores metroviários. É verdade que vacina e tratamento precoce possuem o mesmo efeito psicológico, mas não estou convencido de que a máscara cumpre igualmente esse papel. Concordo que não basta só [reivindicar] o EPI, é que nesse caso não são pautas excludentes, como o é &#8220;vacina para nós X vacina para todos&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137604/#comment-735137</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 00:47:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=137604#comment-735137</guid>

					<description><![CDATA[Gostei bastante das reflexões do texto.
Concordo com o comentário do Rodrigo.

A reivindicação da máscara pff2 faz sentido no contexto... assim como também faz sentido pedir vacina pra categoria. A pff2 evita essa luta entre categorias por recursos escassos (a vacina no caso). Porém reivindicar EPI corre o risco também de virar a nova cloroquina, como bem apontou o texto que pra Bolsonaro a vacinação virou. A vacinação foi mistificado, como se ela fosse suficiente quando na verdade é apenas condição necessária para combater a pandemia.

Tem que ter clareza que reivindicar pff2 é uma reivindicação recuada, e bem mais recuada que a greve sanitária. Para a saúde dos trabalhadores o certo é não se expor ao agente nocivo e não usar EPI estando exposto. Corre-se o risco de uma vez reivindicando e conseguindo o EPI a categoria perca a capacidade e sentido de reivindicar algo mais efetivo. A tendência é que se pare no EPI, pois se afinal o EPI não era suficiente por que se reivindicou apenas isso?

Esqueci de comentar sobre a nota do artigo.

O caso dos profissionais de saúde que estão na linha de frente não é diferente apenas porque a morte deles pode acarretar morte de mais pacientes. na verdade o principal não é isso que determina eles terem prioridade de vacinação. Mas exatamente por estarem na linha de frente. Linha de frente nesse caso significa lidar com os infectados e ter um nível de exposição muito maior que qualquer outro trabalhador. Maior em termos de tempo e maior em termos de carga viral a que estão expostos. O risco que eles correm, pela atividade, é muito maior que qualquer outra categoria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei bastante das reflexões do texto.<br />
Concordo com o comentário do Rodrigo.</p>
<p>A reivindicação da máscara pff2 faz sentido no contexto&#8230; assim como também faz sentido pedir vacina pra categoria. A pff2 evita essa luta entre categorias por recursos escassos (a vacina no caso). Porém reivindicar EPI corre o risco também de virar a nova cloroquina, como bem apontou o texto que pra Bolsonaro a vacinação virou. A vacinação foi mistificado, como se ela fosse suficiente quando na verdade é apenas condição necessária para combater a pandemia.</p>
<p>Tem que ter clareza que reivindicar pff2 é uma reivindicação recuada, e bem mais recuada que a greve sanitária. Para a saúde dos trabalhadores o certo é não se expor ao agente nocivo e não usar EPI estando exposto. Corre-se o risco de uma vez reivindicando e conseguindo o EPI a categoria perca a capacidade e sentido de reivindicar algo mais efetivo. A tendência é que se pare no EPI, pois se afinal o EPI não era suficiente por que se reivindicou apenas isso?</p>
<p>Esqueci de comentar sobre a nota do artigo.</p>
<p>O caso dos profissionais de saúde que estão na linha de frente não é diferente apenas porque a morte deles pode acarretar morte de mais pacientes. na verdade o principal não é isso que determina eles terem prioridade de vacinação. Mas exatamente por estarem na linha de frente. Linha de frente nesse caso significa lidar com os infectados e ter um nível de exposição muito maior que qualquer outro trabalhador. Maior em termos de tempo e maior em termos de carga viral a que estão expostos. O risco que eles correm, pela atividade, é muito maior que qualquer outra categoria.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Rodrigo Lima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/04/137604/#comment-735100</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 22:07:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom! Mas acho que, para além das reivindicações sobre os materiais de segurança sanitária, é bem vindo e necessário que as categorias que tenham condições de se organizar para paralisar as atividades e mesmo decretar greve (com os sentidos expostos pelo texto: critérios epidemiológicos para o controle do contágio e pandemia, manutenção das atividades que possam ser realizadas remotamente, por um lockdonw e por auxílio que consiga garantir uma quarentena efetiva, etc) que o façam. Nesse sentido a luta por uma greve sanitária (que não coloque como pauta central a luta entre trabalhadores por vacinação prioritária e que, obviamente, não secundarize outras tantas demandas específicas dos trabalhadores de cada categoria) é uma arma importante dos trabalhadores.

Ah e outro ponto que acabei não comentando: uma vez que o desespero e uma certa revolta se instaura entre as mais variadas categorias, empurrando-as para ações focadas nessa bandeira que comunga com os interesses patronais (da prioridade da vacina ou mesmo da flexibilização para a compra de vacinas por empresas) qual seria a melhor postura das organizações combativas e dos militantes? Em minha opinião, caso eclodam manifestaçoes desse tipo não me parece que devemos simplesmente repreende-las de “longe”, ainda que seja necessário as criticar, mas me parece que, caso seja possível, disputá-las com a perspectiva de uma solidariedade de classe talvez seja o melhor caminho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom! Mas acho que, para além das reivindicações sobre os materiais de segurança sanitária, é bem vindo e necessário que as categorias que tenham condições de se organizar para paralisar as atividades e mesmo decretar greve (com os sentidos expostos pelo texto: critérios epidemiológicos para o controle do contágio e pandemia, manutenção das atividades que possam ser realizadas remotamente, por um lockdonw e por auxílio que consiga garantir uma quarentena efetiva, etc) que o façam. Nesse sentido a luta por uma greve sanitária (que não coloque como pauta central a luta entre trabalhadores por vacinação prioritária e que, obviamente, não secundarize outras tantas demandas específicas dos trabalhadores de cada categoria) é uma arma importante dos trabalhadores.</p>
<p>Ah e outro ponto que acabei não comentando: uma vez que o desespero e uma certa revolta se instaura entre as mais variadas categorias, empurrando-as para ações focadas nessa bandeira que comunga com os interesses patronais (da prioridade da vacina ou mesmo da flexibilização para a compra de vacinas por empresas) qual seria a melhor postura das organizações combativas e dos militantes? Em minha opinião, caso eclodam manifestaçoes desse tipo não me parece que devemos simplesmente repreende-las de “longe”, ainda que seja necessário as criticar, mas me parece que, caso seja possível, disputá-las com a perspectiva de uma solidariedade de classe talvez seja o melhor caminho.</p>
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