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	Comentários sobre: Da cortina de fumaça da guerra às drogas ao urbanismo miliciano	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138119/#comment-746154</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2021 15:04:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É só mais uma versão da chanchada gradual-possibilista ou &#039;longa marcha através das instituições&#039;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É só mais uma versão da chanchada gradual-possibilista ou &#8216;longa marcha através das instituições&#8217;.</p>
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		<title>
		Por: Vera		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2021 01:17:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Do ponto de vista da produção do espaço urbano, a análise é profícua. O ataque frontal ao Supremo - última &#039;pedrinha&#039; para o domínio completo institucional, está clara. Dois grandes coelhos com uma só cajadada, na &#039;produção expansiva do espaço miliciano&#039;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do ponto de vista da produção do espaço urbano, a análise é profícua. O ataque frontal ao Supremo &#8211; última &#8216;pedrinha&#8217; para o domínio completo institucional, está clara. Dois grandes coelhos com uma só cajadada, na &#8216;produção expansiva do espaço miliciano&#8217;.</p>
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		<title>
		Por: Isadora Guerreiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138119/#comment-743431</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isadora Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 May 2021 01:46:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pedro,
Muito obrigada pelos comentários. Não conhecia os links que você mandou, mas já li o primeiro texto e achei muito bom, principalmente pela leitura territorial e estratégica que o autor faz, como morador, do Jacarezinho. 
Sobre a relação entre milícias e tráfico, achei que estava suficientemente dito quando eu me referi ao TCP. Mas se não ficou claro, que bom que você reiterou. Acho importante esse ponto, pois explicita a cortina de fumaça da &quot;guerra às drogas&quot;.
Também acho que seria importante esse levantamento de organizações sociais nos diferentes territórios. O que sei, a partir do relato de conhecidos do RJ, é que tem sido cada vez mais difícil entrar nos territórios controlados pelas milícias para fazer qualquer coisa, algo muito diferente do que acontece nos territórios controlados pelo CV que, justamente, se beneficiam comercialmente da circulação de pessoas de fora.
Por último, gostaria apenas de fazer um retoque no seu comentário sobre o Estado (que acho que você até vai concordar comigo, dado o que escreveu em seguida): não acho que seja um &quot;vácuo&quot;, mas o contrário disso. É um Estado totalitário, sendo operado por agentes privados: daí a figura da relação público-privada que você mesmo levanta ser muito boa. Por isso no final do texto eu inclusive falo dessa lógica vir &quot;por cima&quot; e &quot;por baixo&quot;. Entendo quando você fala &quot;vácuo&quot;, que deve ser no sentido de falta de políticas públicas, equipamentos e infraestrutura. Mas ainda assim não concordo: veja que no texto eu reiterei (apoiada nas hipóteses do relatório) que os conjuntos do PMCMV são facilitadores da implantação dessa lógica miliciana. Sempre acho que temos que ter cuidado com os discursos da &quot;falta&quot;... falei disso em outro texto aqui no Passa Palavra: https://passapalavra.info/2020/04/130963/ 
Enfim, agradeço o diálogo e as referências!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro,<br />
Muito obrigada pelos comentários. Não conhecia os links que você mandou, mas já li o primeiro texto e achei muito bom, principalmente pela leitura territorial e estratégica que o autor faz, como morador, do Jacarezinho.<br />
Sobre a relação entre milícias e tráfico, achei que estava suficientemente dito quando eu me referi ao TCP. Mas se não ficou claro, que bom que você reiterou. Acho importante esse ponto, pois explicita a cortina de fumaça da &#8220;guerra às drogas&#8221;.<br />
Também acho que seria importante esse levantamento de organizações sociais nos diferentes territórios. O que sei, a partir do relato de conhecidos do RJ, é que tem sido cada vez mais difícil entrar nos territórios controlados pelas milícias para fazer qualquer coisa, algo muito diferente do que acontece nos territórios controlados pelo CV que, justamente, se beneficiam comercialmente da circulação de pessoas de fora.<br />
Por último, gostaria apenas de fazer um retoque no seu comentário sobre o Estado (que acho que você até vai concordar comigo, dado o que escreveu em seguida): não acho que seja um &#8220;vácuo&#8221;, mas o contrário disso. É um Estado totalitário, sendo operado por agentes privados: daí a figura da relação público-privada que você mesmo levanta ser muito boa. Por isso no final do texto eu inclusive falo dessa lógica vir &#8220;por cima&#8221; e &#8220;por baixo&#8221;. Entendo quando você fala &#8220;vácuo&#8221;, que deve ser no sentido de falta de políticas públicas, equipamentos e infraestrutura. Mas ainda assim não concordo: veja que no texto eu reiterei (apoiada nas hipóteses do relatório) que os conjuntos do PMCMV são facilitadores da implantação dessa lógica miliciana. Sempre acho que temos que ter cuidado com os discursos da &#8220;falta&#8221;&#8230; falei disso em outro texto aqui no Passa Palavra: <a href="https://passapalavra.info/2020/04/130963/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/04/130963/</a><br />
Enfim, agradeço o diálogo e as referências!</p>
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		<title>
		Por: Pedro Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138119/#comment-743418</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 May 2021 20:55:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Importante ressaltar uma coisa não dita: a milícia continua com o varejo de drogas, constituindo ainda uma fonte de renda considerável. Outra coisa sobre &quot;a centralização da gestão e produção territorial&quot; é a variedade de negócios, para além do mercado imobiliário e a taxa de segurança, que são transporte público (alternativo), botijão de gás, energia elétrica, água, internet, &quot;ICMS&quot; local, postos de gasolina, segurança privado, mercados locais, contrabando etc. Com a crescente ausência das obrigações do Estado sobre os espaços marginalizados, nesse vácuo se conforma o território miliciano sobre vista grossa do poder público que se confunde. A milícia é o Estado, como nos diz José Claudio Alves. Exemplificação disso é a invasão da comunidade do Rola em Santa Cruz com a ajuda do Caveirão (2019), é a encarnação pura, ou tipo ideal da ideologia do Estado. Ademais, todos os territórios se inserem na ideologia neopentecostal, com muitas igrejas sob a bandeira de Israel (outra questão que Paulo Arantes já nos avisou, sob o governo de ocupação), praticando terrorismo religioso. Há, recentemente, dois grandes complexos (um em processo) que ilustram esse domínio territorial: Complexo de Israel (TCP) e Complexo de Jerusalém (TCP), todos aliados a milícia.

Um elemento que seria interessante saber é a quantidade de trabalhos sociais realizados por movimentos sociais, coletivos, partidos e ongs em territórios dominados por cada facção. Esse dado ainda não foi realizado, mas temos algumas pistas visto os locais que surgiram iniciativas de frente de combate ao Covid. De toda forma, vemos se estabelecer uma nova relação público-privada no Rio de Janeiro que se alastra pelo Brasil em meio a crise institucional criada.

Um bom relato pra quem não é do Rio sobre a Chacina é a matéria do LadoB do Rio: https://ladobdorio.com.br/opiniao/caiobellandi/chacina-do-jacarezinho-nao-foi-uma-operacao-policial-qualquer/
Recomendo também fortemente a live da Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos:  https://youtu.be/cy5RHX2EaDU?t=1434]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Importante ressaltar uma coisa não dita: a milícia continua com o varejo de drogas, constituindo ainda uma fonte de renda considerável. Outra coisa sobre &#8220;a centralização da gestão e produção territorial&#8221; é a variedade de negócios, para além do mercado imobiliário e a taxa de segurança, que são transporte público (alternativo), botijão de gás, energia elétrica, água, internet, &#8220;ICMS&#8221; local, postos de gasolina, segurança privado, mercados locais, contrabando etc. Com a crescente ausência das obrigações do Estado sobre os espaços marginalizados, nesse vácuo se conforma o território miliciano sobre vista grossa do poder público que se confunde. A milícia é o Estado, como nos diz José Claudio Alves. Exemplificação disso é a invasão da comunidade do Rola em Santa Cruz com a ajuda do Caveirão (2019), é a encarnação pura, ou tipo ideal da ideologia do Estado. Ademais, todos os territórios se inserem na ideologia neopentecostal, com muitas igrejas sob a bandeira de Israel (outra questão que Paulo Arantes já nos avisou, sob o governo de ocupação), praticando terrorismo religioso. Há, recentemente, dois grandes complexos (um em processo) que ilustram esse domínio territorial: Complexo de Israel (TCP) e Complexo de Jerusalém (TCP), todos aliados a milícia.</p>
<p>Um elemento que seria interessante saber é a quantidade de trabalhos sociais realizados por movimentos sociais, coletivos, partidos e ongs em territórios dominados por cada facção. Esse dado ainda não foi realizado, mas temos algumas pistas visto os locais que surgiram iniciativas de frente de combate ao Covid. De toda forma, vemos se estabelecer uma nova relação público-privada no Rio de Janeiro que se alastra pelo Brasil em meio a crise institucional criada.</p>
<p>Um bom relato pra quem não é do Rio sobre a Chacina é a matéria do LadoB do Rio: <a href="https://ladobdorio.com.br/opiniao/caiobellandi/chacina-do-jacarezinho-nao-foi-uma-operacao-policial-qualquer/" rel="nofollow ugc">https://ladobdorio.com.br/opiniao/caiobellandi/chacina-do-jacarezinho-nao-foi-uma-operacao-policial-qualquer/</a><br />
Recomendo também fortemente a live da Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos:  <a href="https://youtu.be/cy5RHX2EaDU?t=1434" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/cy5RHX2EaDU?t=1434</a></p>
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