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	Comentários sobre: Classe e conflitos: prosseguindo o debate (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Hélio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-745249</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hélio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 20:06:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[os socialistas de hoje também dão um novo passo: há 50 anos atrás se tratava de criar uma industria nacional pujante. Soberania industrial! Como isso não funcionou, um novo passo para trás: nacionalismo agrário. Ou melhor, &quot;soberania alimentária&quot;. 

Agora, esse papo de que produtividade é um conceito do modo de produção capitalista... é um sentido comum tão tosco que você pode ouvi-lo de um extremo ao outro do espectro esquerdista, passando de estalinistas a este neorruralismo. Mas será mesmo que as diversas técnicas que foram sendo desenvolvidas pela humanidade e que permitiram o surgimento das comunidades sedentárias, aglomerações humanas, a escritura, as ciências, tudo isso não se deu exatamente porque tais técnicas permitiam um aumento de produtividade no trabalho agrário? O conceito pode ser recente, o interesse da humanidade nesta equação, não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>os socialistas de hoje também dão um novo passo: há 50 anos atrás se tratava de criar uma industria nacional pujante. Soberania industrial! Como isso não funcionou, um novo passo para trás: nacionalismo agrário. Ou melhor, &#8220;soberania alimentária&#8221;. </p>
<p>Agora, esse papo de que produtividade é um conceito do modo de produção capitalista&#8230; é um sentido comum tão tosco que você pode ouvi-lo de um extremo ao outro do espectro esquerdista, passando de estalinistas a este neorruralismo. Mas será mesmo que as diversas técnicas que foram sendo desenvolvidas pela humanidade e que permitiram o surgimento das comunidades sedentárias, aglomerações humanas, a escritura, as ciências, tudo isso não se deu exatamente porque tais técnicas permitiam um aumento de produtividade no trabalho agrário? O conceito pode ser recente, o interesse da humanidade nesta equação, não.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-745211</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 17:23:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao tomar conhecimento do comentário acima, o cadáver embalsamado de Lênin se contorceu em seu mausoléu eterno na Praça Vermelha.

Suavemente, mesmo assim bem perceptível para qualquer companheiro atento se dar conta.

Resmungou: &quot;- Mas a História já não mostrou que esta minha argumentação causou a Coletivização Forçada da Agricultura na URSS, resultando em milhões de mortes?&quot;

Como se não bastasse, também baseadas na mesma busca da alta produtividade agrícola, seguiram-se a tragédia da Grande Fome, promovida pelo Camarada Mao, e a medonha desgraça da ruralização, comandada pelo Khmer Vermelho.

Afinal, onde reside o problema? Como produzir alimentação em quantidade e qualidade para se ter soberania alimentar?

A leitura do artigo &quot;Socialismo da abundância, socialismo da miséria&quot;, publicado em 22/03/2011 no Passa Palavra, contribui para a resposta, muito embora o texto incorra no mesmo equívoco.

Trata-se da armadilha da produtividade. 

Produtividade é um conceito do modo de produção capitalista, fazendo a relação entre produto obtido e meios de produção utilizados.

Produtos são mercadorias. Meio de produção é Capital, seja  como máquinas e equipamentos ou como trabalho vivo. Sendo que apenas o trabalho produz valor de troca, sob a forma das mercadorias.

Aumentar a produtividade implica em extrair do trabalho maior mais-valia relativa: produzir mais por unidade de tempo.

Portanto, a relação entre produtividade e exploração do trabalho é diretamente proporcional.

Além disto, pela dinâmica intrínseca do Capital, o aumento de produtividade leva a uma inevitável queda da taxa de lucro por unidade produzida, gerando crises periódicas de superprodução e proporcional destruição de forças produtivas.

Este é o &quot;reino de abundância&quot; trazido pelo Capitalismo, ou por sua emulação em regimes auto-declarados como Socialistas.

Para superá-lo é preciso distinguir claramente entre:
• produzir mercadorias para serem consumidas sob a forma de alimentos (valor de troca).
• produzir comida para alimentar a população (valor de uso). 

Soberania Alimentar exige produção local, horizontal e descentralizada, mas não dispensa de modo algum capacitação técnica.

E aqui cabe também uma ressalva para diferenciar técnica de tecnologia, ficando esta como a seleção das técnicas mais adequadas à acumulação do Capital.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao tomar conhecimento do comentário acima, o cadáver embalsamado de Lênin se contorceu em seu mausoléu eterno na Praça Vermelha.</p>
<p>Suavemente, mesmo assim bem perceptível para qualquer companheiro atento se dar conta.</p>
<p>Resmungou: &#8220;- Mas a História já não mostrou que esta minha argumentação causou a Coletivização Forçada da Agricultura na URSS, resultando em milhões de mortes?&#8221;</p>
<p>Como se não bastasse, também baseadas na mesma busca da alta produtividade agrícola, seguiram-se a tragédia da Grande Fome, promovida pelo Camarada Mao, e a medonha desgraça da ruralização, comandada pelo Khmer Vermelho.</p>
<p>Afinal, onde reside o problema? Como produzir alimentação em quantidade e qualidade para se ter soberania alimentar?</p>
<p>A leitura do artigo &#8220;Socialismo da abundância, socialismo da miséria&#8221;, publicado em 22/03/2011 no Passa Palavra, contribui para a resposta, muito embora o texto incorra no mesmo equívoco.</p>
<p>Trata-se da armadilha da produtividade. </p>
<p>Produtividade é um conceito do modo de produção capitalista, fazendo a relação entre produto obtido e meios de produção utilizados.</p>
<p>Produtos são mercadorias. Meio de produção é Capital, seja  como máquinas e equipamentos ou como trabalho vivo. Sendo que apenas o trabalho produz valor de troca, sob a forma das mercadorias.</p>
<p>Aumentar a produtividade implica em extrair do trabalho maior mais-valia relativa: produzir mais por unidade de tempo.</p>
<p>Portanto, a relação entre produtividade e exploração do trabalho é diretamente proporcional.</p>
<p>Além disto, pela dinâmica intrínseca do Capital, o aumento de produtividade leva a uma inevitável queda da taxa de lucro por unidade produzida, gerando crises periódicas de superprodução e proporcional destruição de forças produtivas.</p>
<p>Este é o &#8220;reino de abundância&#8221; trazido pelo Capitalismo, ou por sua emulação em regimes auto-declarados como Socialistas.</p>
<p>Para superá-lo é preciso distinguir claramente entre:<br />
• produzir mercadorias para serem consumidas sob a forma de alimentos (valor de troca).<br />
• produzir comida para alimentar a população (valor de uso). </p>
<p>Soberania Alimentar exige produção local, horizontal e descentralizada, mas não dispensa de modo algum capacitação técnica.</p>
<p>E aqui cabe também uma ressalva para diferenciar técnica de tecnologia, ficando esta como a seleção das técnicas mais adequadas à acumulação do Capital.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Max		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744874</link>

		<dc:creator><![CDATA[Max]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 May 2021 20:04:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sem querer soprar velhos autores - como autoridade - na nuca de ninguém, mas compartilhando apenas porque é uma posição forçada pela fome generalizada. Escreveu Lenin: &#039;não podemos esconder aos camponeses (...) que o cultivo em pequena escala, enquanto se mantiver o mercado e o capitalismo, não é capaz de libertar a humanidade da miséria e que é necessário pensar numa transiçao para o cultivo em grande escala para fins sociais (...).&#039;

Diante da fome era isto que preocupava o velho Lenin: ensinar às massas camponesas a produzir em larga escala.

Hoje os socialistas pensam justamente o contrário: como ensinar as massas a cultivar em pequena escala sob regime de agricultura familiar, preferencialmente com agroflorestas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem querer soprar velhos autores &#8211; como autoridade &#8211; na nuca de ninguém, mas compartilhando apenas porque é uma posição forçada pela fome generalizada. Escreveu Lenin: &#8216;não podemos esconder aos camponeses (&#8230;) que o cultivo em pequena escala, enquanto se mantiver o mercado e o capitalismo, não é capaz de libertar a humanidade da miséria e que é necessário pensar numa transiçao para o cultivo em grande escala para fins sociais (&#8230;).&#8217;</p>
<p>Diante da fome era isto que preocupava o velho Lenin: ensinar às massas camponesas a produzir em larga escala.</p>
<p>Hoje os socialistas pensam justamente o contrário: como ensinar as massas a cultivar em pequena escala sob regime de agricultura familiar, preferencialmente com agroflorestas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Victor Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744757</link>

		<dc:creator><![CDATA[Victor Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 May 2021 13:44:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bem interessante o comentário sobre as bolhas de autocuidado. Escrevi um texto sobre como achava que os índices de isolamento e apoio inicial massivo à quarentena eram indícios de um amplo de subterrâneo movimento popular que foi destruído paulatinamente: https://passapalavra.info/2020/06/132281/

Acho interessante que no texto da &quot;Centralidade do conflito&quot; se coloque  que o número de mortos era a &quot;prova&quot; que não existe autodisciplina nem auto-organização para combater a pandemia. Quando, na verdade, as mortes nada mais são do que uma evidência de lutas que foram derrotadas, de pessoas que apesar de seus esforços para evitar isso foram infectadas e por aí vai. A derrota não quer dizer ausência de luta, nem de organização. E hoje ainda existe uma importante disputa no campo das escolas, das universidades e de alguns espaços de trabalho por um mínimo de proteções sanitárias. Nem se compara ao que tivemos em março e abril de 2020 como a onda de greves de call centers, mas ainda há resquícios e contradições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem interessante o comentário sobre as bolhas de autocuidado. Escrevi um texto sobre como achava que os índices de isolamento e apoio inicial massivo à quarentena eram indícios de um amplo de subterrâneo movimento popular que foi destruído paulatinamente: <a href="https://passapalavra.info/2020/06/132281/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/06/132281/</a></p>
<p>Acho interessante que no texto da &#8220;Centralidade do conflito&#8221; se coloque  que o número de mortos era a &#8220;prova&#8221; que não existe autodisciplina nem auto-organização para combater a pandemia. Quando, na verdade, as mortes nada mais são do que uma evidência de lutas que foram derrotadas, de pessoas que apesar de seus esforços para evitar isso foram infectadas e por aí vai. A derrota não quer dizer ausência de luta, nem de organização. E hoje ainda existe uma importante disputa no campo das escolas, das universidades e de alguns espaços de trabalho por um mínimo de proteções sanitárias. Nem se compara ao que tivemos em março e abril de 2020 como a onda de greves de call centers, mas ainda há resquícios e contradições.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744467</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 17:44:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para uma visão da agricultura familiar a partir dos dados dos Censos Agropecuários do IBGE, em contraponto à máquina de propaganda do agronegócio:

QUEM PRODUZ COMIDA PARA OS BRASILEIROS? 10 ANOS DO CENSO AGROPECUÁRIO 2006 
.https://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/view/5540]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para uma visão da agricultura familiar a partir dos dados dos Censos Agropecuários do IBGE, em contraponto à máquina de propaganda do agronegócio:</p>
<p>QUEM PRODUZ COMIDA PARA OS BRASILEIROS? 10 ANOS DO CENSO AGROPECUÁRIO 2006<br />
.<a href="https://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/view/5540" rel="nofollow ugc">https://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/view/5540</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744393</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 14:15:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os dados a respeito da agricultura familiar constam nos censos agropecuários do IBGE

A polêmica em relação a eles é conhecida e tem uma clara origem política: a máquina de propaganda do agronegócio.

Trata-se do mesmo tipo de manipulação feito por décadas pela indústria do tabaco, ao patrocinar todo tipo de campanha para negar o dano causado pelo fumo à saúde

O mesmo que ainda hoje é feito pela indústria petrolífera, ao minimizar os impactos causados pela queima de combustível fóssil.

O agronegócio chega a divulgar raciocínios de um contorcionismo inacreditável, mas inclusive com eco aqui nesta área de comentário.

Embora reconheça que a soja não é consumida como alimento no Brasil, e sim exportada para engordar criação de animais, principalmente na China - portanto, dessa forma a soja alimentaria indiretamente a população chinesa. 

Por esse mesmo raciocínio completamente enviesado também se poderia alegar que o minério de ferro alimenta a população chinesa.

Pois como matéria prima indispensável para o funcionamento das siderúrgicas, através de sua exportação são gerados empregos que possibilitam ao trabalhador chinês comprar sua  alimentação.

A verdade dos dados e dos fatos mostra que sob qualquer aspecto que se analise, o agronegócio não passa de um embuste. 

Sua alta lucratividade advém de isenção tributária, e do Estado arcar com o alto passivo ambiental por ele gerado, assim como assumir o custo de várias outras externalidades sociais. 

Além disto, contar com dilatado prazo para internalizar a renda das exportações, lhe permitindo jogar com arbitragem cambial, com a qual aufere um sobre-lucro.

Sendo que a parcela maior fica com as grandes operadoras internacionais, sendo o latifundiário brasileiro nada mais do que um sócio minoritário, encarregado da gestão local dos negócios. 

E nisto em nada difere do grande negócio colonial da cana-de-açúcar, através do qual o Brasil foi parido não como Nação,  e sim como empresa transnacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os dados a respeito da agricultura familiar constam nos censos agropecuários do IBGE</p>
<p>A polêmica em relação a eles é conhecida e tem uma clara origem política: a máquina de propaganda do agronegócio.</p>
<p>Trata-se do mesmo tipo de manipulação feito por décadas pela indústria do tabaco, ao patrocinar todo tipo de campanha para negar o dano causado pelo fumo à saúde</p>
<p>O mesmo que ainda hoje é feito pela indústria petrolífera, ao minimizar os impactos causados pela queima de combustível fóssil.</p>
<p>O agronegócio chega a divulgar raciocínios de um contorcionismo inacreditável, mas inclusive com eco aqui nesta área de comentário.</p>
<p>Embora reconheça que a soja não é consumida como alimento no Brasil, e sim exportada para engordar criação de animais, principalmente na China &#8211; portanto, dessa forma a soja alimentaria indiretamente a população chinesa. </p>
<p>Por esse mesmo raciocínio completamente enviesado também se poderia alegar que o minério de ferro alimenta a população chinesa.</p>
<p>Pois como matéria prima indispensável para o funcionamento das siderúrgicas, através de sua exportação são gerados empregos que possibilitam ao trabalhador chinês comprar sua  alimentação.</p>
<p>A verdade dos dados e dos fatos mostra que sob qualquer aspecto que se analise, o agronegócio não passa de um embuste. </p>
<p>Sua alta lucratividade advém de isenção tributária, e do Estado arcar com o alto passivo ambiental por ele gerado, assim como assumir o custo de várias outras externalidades sociais. </p>
<p>Além disto, contar com dilatado prazo para internalizar a renda das exportações, lhe permitindo jogar com arbitragem cambial, com a qual aufere um sobre-lucro.</p>
<p>Sendo que a parcela maior fica com as grandes operadoras internacionais, sendo o latifundiário brasileiro nada mais do que um sócio minoritário, encarregado da gestão local dos negócios. </p>
<p>E nisto em nada difere do grande negócio colonial da cana-de-açúcar, através do qual o Brasil foi parido não como Nação,  e sim como empresa transnacional.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744333</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 10:45:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Assis,

Sem que eu seja a pessoa que você interpelou, penso que o meu comentário, acima deste seu, responde à sua pergunta e confirma as suas objecções.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assis,</p>
<p>Sem que eu seja a pessoa que você interpelou, penso que o meu comentário, acima deste seu, responde à sua pergunta e confirma as suas objecções.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Assis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744325</link>

		<dc:creator><![CDATA[Assis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 10:21:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Arkx você poderia trazer a fonte que corrobora a afirmação de que a agricultura familiar produz 70% - 75% do que consumimos?  

Sempre achei essa afirmação genérica e exagerada. E nunca encontrei o estudo que concluiu isso (vi apenas afirmações de lideranças de esquerda). 

Ora, a base da alimentação brasileira é variada e assim também é a cultura de cada produto agrícola. Por exemplo, sabemos que o feijão - dadas as suas características - é produzido por pequenos produtores rurais; o mesmo não ocorre com o arroz - que exige areas alagadas - e é produzido extensivamemte pelo agronegócio. O trigo, por seu turno, tbm é priorizado pelo agro. Outras culturas como o chuchu e a abóbora talvez tenham na agricultura familiar seu principal gerador.
Por fim, a carne bovina - visto que a maioria esmagadora da população é não-vegana - também advem de grandes criadores.

Outro ponto é o seguinte: se a agricultura familiar doméstica produz 70 - 75% do que consumimos, por que o preço dos alimentos é tão influenciado pelo câmbio e pela aumento percentual do volume produzido pelo agro destinado à exportação? Ora, o preço dos alimentos no mercado interno - já que majoritariamente produzidos por  agricultores familiares em pequena escala com pequeno acesso a insumos e tecnologias - deveria oscilar menos e a inflação deveria ser menor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arkx você poderia trazer a fonte que corrobora a afirmação de que a agricultura familiar produz 70% &#8211; 75% do que consumimos?  </p>
<p>Sempre achei essa afirmação genérica e exagerada. E nunca encontrei o estudo que concluiu isso (vi apenas afirmações de lideranças de esquerda). </p>
<p>Ora, a base da alimentação brasileira é variada e assim também é a cultura de cada produto agrícola. Por exemplo, sabemos que o feijão &#8211; dadas as suas características &#8211; é produzido por pequenos produtores rurais; o mesmo não ocorre com o arroz &#8211; que exige areas alagadas &#8211; e é produzido extensivamemte pelo agronegócio. O trigo, por seu turno, tbm é priorizado pelo agro. Outras culturas como o chuchu e a abóbora talvez tenham na agricultura familiar seu principal gerador.<br />
Por fim, a carne bovina &#8211; visto que a maioria esmagadora da população é não-vegana &#8211; também advem de grandes criadores.</p>
<p>Outro ponto é o seguinte: se a agricultura familiar doméstica produz 70 &#8211; 75% do que consumimos, por que o preço dos alimentos é tão influenciado pelo câmbio e pela aumento percentual do volume produzido pelo agro destinado à exportação? Ora, o preço dos alimentos no mercado interno &#8211; já que majoritariamente produzidos por  agricultores familiares em pequena escala com pequeno acesso a insumos e tecnologias &#8211; deveria oscilar menos e a inflação deveria ser menor.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744291</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 08:48:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138146#comment-744291</guid>

					<description><![CDATA[Os erros perduram quando correspondem a ilusões, porque são úteis para a demagogia. Um destes erros é o de que a agricultura familiar produziria cerca de 75% da alimentação consumida no Brasil. Transcrevo em seguida o que escrevi no artigo &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/09/83203/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Contra a ecologia. 4) a agroecologia e a mais-valia absoluta&lt;/a&gt;, publicado em Setembro de 2013 no Passa Palavra.

«[...] um dos argumentos invocados pelos defensores brasileiros da agroecologia é o de que as explorações familiares, ocupando apenas 24,3% da área dedicada à agricultura e à pecuária, produziam a maior parte dos alimentos consumidos no país. É comum a afirmação de que a agricultura familiar é responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos, e o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário tomou-a como sua em Julho de 2011. No entanto, o que Caio Galvão de França &lt;em&gt;et al&lt;/em&gt;. escreveram numa obra editada por aquele Ministério é que «cerca de 70% a 75% da produção agropecuária do país destinou-se ao mercado doméstico», o que é muito diferente, e estes autores acrescentam, sem especificar a percentagem, que «a agricultura familiar é responsável por garantir boa parte da segurança alimentar do país, como importante fornecedora de alimentos para o mercado interno». Na tabela acima, no entanto, verifica-se que só na mandioca e no feijão é que mais de metade da produção se deveu à agricultura familiar.
«De qualquer modo, quem admite que a agricultura familiar produza a maior parte dos alimentos consumidos no Brasil está a esquecer-se de que aquela produção requer o esforço de 74,4% da mão-de-obra rural. Esta desproporção — 3/4 dos trabalhadores em 1/4 da superfície utilizada — confirma o baixo grau de produtividade da agricultura familiar. A desproporção pode ainda ser medida de outra forma, sabendo-se que nos estabelecimentos familiares, sempre segundo o Censo de 2006, existiam em média 17,9 pessoas ocupadas por cada 100 hectares de terra aproveitável para lavoura e pecuária, enquanto essa média se reduzia a 2,1 pessoas por 100 hectares nos estabelecimentos não familiares.»

Mas nem sequer são estas as consequências mais graves das ilusões em torno da agricultura familiar. Verdadeiramente trágico é o facto de que esse tipo de agricultura, tão enaltecido por pessoas sinceramente defensoras dos interesses dos trabalhadores, ser um dos lugares privilegiados da mais-valia absoluta. Acerca deste conjunto de aspectos, remeto para totalidade do meu artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os erros perduram quando correspondem a ilusões, porque são úteis para a demagogia. Um destes erros é o de que a agricultura familiar produziria cerca de 75% da alimentação consumida no Brasil. Transcrevo em seguida o que escrevi no artigo <a href="https://passapalavra.info/2013/09/83203/" rel="noopener" target="_blank">Contra a ecologia. 4) a agroecologia e a mais-valia absoluta</a>, publicado em Setembro de 2013 no Passa Palavra.</p>
<p>«[&#8230;] um dos argumentos invocados pelos defensores brasileiros da agroecologia é o de que as explorações familiares, ocupando apenas 24,3% da área dedicada à agricultura e à pecuária, produziam a maior parte dos alimentos consumidos no país. É comum a afirmação de que a agricultura familiar é responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos, e o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário tomou-a como sua em Julho de 2011. No entanto, o que Caio Galvão de França <em>et al</em>. escreveram numa obra editada por aquele Ministério é que «cerca de 70% a 75% da produção agropecuária do país destinou-se ao mercado doméstico», o que é muito diferente, e estes autores acrescentam, sem especificar a percentagem, que «a agricultura familiar é responsável por garantir boa parte da segurança alimentar do país, como importante fornecedora de alimentos para o mercado interno». Na tabela acima, no entanto, verifica-se que só na mandioca e no feijão é que mais de metade da produção se deveu à agricultura familiar.<br />
«De qualquer modo, quem admite que a agricultura familiar produza a maior parte dos alimentos consumidos no Brasil está a esquecer-se de que aquela produção requer o esforço de 74,4% da mão-de-obra rural. Esta desproporção — 3/4 dos trabalhadores em 1/4 da superfície utilizada — confirma o baixo grau de produtividade da agricultura familiar. A desproporção pode ainda ser medida de outra forma, sabendo-se que nos estabelecimentos familiares, sempre segundo o Censo de 2006, existiam em média 17,9 pessoas ocupadas por cada 100 hectares de terra aproveitável para lavoura e pecuária, enquanto essa média se reduzia a 2,1 pessoas por 100 hectares nos estabelecimentos não familiares.»</p>
<p>Mas nem sequer são estas as consequências mais graves das ilusões em torno da agricultura familiar. Verdadeiramente trágico é o facto de que esse tipo de agricultura, tão enaltecido por pessoas sinceramente defensoras dos interesses dos trabalhadores, ser um dos lugares privilegiados da mais-valia absoluta. Acerca deste conjunto de aspectos, remeto para totalidade do meu artigo.</p>
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		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138146/#comment-744195</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 01:09:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em meio a uma saraivada de vários outros equívocos e muitas outras distorções, mais vale destacar importantes pontos de consenso:

• o trágico dilema da luta pela terra: pequena burguesia rural x favelização do campo.

Este impasse é inevitável ao se pautar a luta pela terra nos marcos de uma Reforma Agrária de caráter liberal.

Foi por este caminho que o MST não só se paralisou, como acirrou a contradição ao formar suas milionárias cooperativas, nas quais o arroz é orgânico mas a exploração do trabalho continua convencional.

É justo para enfrentar este trágico dilema que os caros amigos da Teia dos Povos caminham através do Território e da Comunidade, não como &quot;biombos ideológicos&quot;, e sim como formas de organização capazes de superá-lo.

• a imensa importância das pequenas ações de resistência cotidiana.

A militância não está separada da vida, ao contrário: é um modo de viver.

Não existe trabalho político pequeno. Existe trabalho político necessário a partir das circunstâncias às quais estamos sujeitados.

Quem muda o mundo são as pessoas, e o que muda as pessoas são as experiências de vida compartilhadas na luta para mudar o mundo.

• Campo de Refugiados 1º de Maio

Não se trata de citar buscando &quot;efeito propagandístico&quot;, mas como inegável exemplo concreto dos temas deste debate sobre classe e conflitos.

Os caros amigos na linha de frente do Movimento do Povo estão dando encaminhamento prático às vitais questões aqui levantadas.

Temos todos uma rara oportunidade de construção coletiva de conhecimento a partir de ação direta em curso, com todas as suas contradições e desafios.

<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f449-1f3fd.png" alt="👉🏽" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> link: https://instagram.com/refugiados1maio?igshid=9hnzvbui814f]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio a uma saraivada de vários outros equívocos e muitas outras distorções, mais vale destacar importantes pontos de consenso:</p>
<p>• o trágico dilema da luta pela terra: pequena burguesia rural x favelização do campo.</p>
<p>Este impasse é inevitável ao se pautar a luta pela terra nos marcos de uma Reforma Agrária de caráter liberal.</p>
<p>Foi por este caminho que o MST não só se paralisou, como acirrou a contradição ao formar suas milionárias cooperativas, nas quais o arroz é orgânico mas a exploração do trabalho continua convencional.</p>
<p>É justo para enfrentar este trágico dilema que os caros amigos da Teia dos Povos caminham através do Território e da Comunidade, não como &#8220;biombos ideológicos&#8221;, e sim como formas de organização capazes de superá-lo.</p>
<p>• a imensa importância das pequenas ações de resistência cotidiana.</p>
<p>A militância não está separada da vida, ao contrário: é um modo de viver.</p>
<p>Não existe trabalho político pequeno. Existe trabalho político necessário a partir das circunstâncias às quais estamos sujeitados.</p>
<p>Quem muda o mundo são as pessoas, e o que muda as pessoas são as experiências de vida compartilhadas na luta para mudar o mundo.</p>
<p>• Campo de Refugiados 1º de Maio</p>
<p>Não se trata de citar buscando &#8220;efeito propagandístico&#8221;, mas como inegável exemplo concreto dos temas deste debate sobre classe e conflitos.</p>
<p>Os caros amigos na linha de frente do Movimento do Povo estão dando encaminhamento prático às vitais questões aqui levantadas.</p>
<p>Temos todos uma rara oportunidade de construção coletiva de conhecimento a partir de ação direta em curso, com todas as suas contradições e desafios.</p>
<p>👉🏽 link: <a href="https://instagram.com/refugiados1maio?igshid=9hnzvbui814f" rel="nofollow ugc">https://instagram.com/refugiados1maio?igshid=9hnzvbui814f</a></p>
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