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	<title>
	Comentários sobre: Dos perigos do ecologismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Joker		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-749394</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joker]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 18:25:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Fernando, 

A questão é que é na flor onde o reside o seu conteúdo entorpecente. Na minha adolescência eu nunca cheguei perto desses &quot;skunk&quot; (flor da canábis) que as classes médias conseguem através de seus contatos. Meu comentário é técnico, minha experiência na verdade está mais próxima do que você descreveu. Lembro das dores de cabeça e das náuseas dessas sementes e galhos até hoje. Provavelmente uma revolta da mãe-terra por eu ter fumado besouros e pernas de barata junto. 

Sobre o seu debate com a aluna, acho que você está completamente certo. Só acrescento que existem molhos especiais para saborear esses genocídios da melhor maneira possível. Alguns usam mostardas especiais, eu prefiro simplesmente um molho barbecue mesmo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Fernando, </p>
<p>A questão é que é na flor onde o reside o seu conteúdo entorpecente. Na minha adolescência eu nunca cheguei perto desses &#8220;skunk&#8221; (flor da canábis) que as classes médias conseguem através de seus contatos. Meu comentário é técnico, minha experiência na verdade está mais próxima do que você descreveu. Lembro das dores de cabeça e das náuseas dessas sementes e galhos até hoje. Provavelmente uma revolta da mãe-terra por eu ter fumado besouros e pernas de barata junto. </p>
<p>Sobre o seu debate com a aluna, acho que você está completamente certo. Só acrescento que existem molhos especiais para saborear esses genocídios da melhor maneira possível. Alguns usam mostardas especiais, eu prefiro simplesmente um molho barbecue mesmo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-749334</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 16:06:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Joker, no Brasil tem que ter muita grana para fumar flor. A gente comum fuma o famoso prensado, e nele tem de tudo, folhas, flores, galhos, sementes...
No início de 2017 comecei a trabalhar em uma escola de riquinhos e lá a modinha do veganismo estava em alta. Quase toda semana tinha um aluno querendo debater direito dos animais, indústria da carne, experiências com animais, entre outras coisas, e querendo mostrar que ele havia feito a opção ética melhor e que a sua moral era superior a de todos os outros que, por exemplo, comiam carne. Lembro de uma aluna, numa dessas conversas, dizendo que se ela conseguiu parar de comer carne, qualquer pessoa no mundo conseguiria. Cansei daqueles grandes debates e adotei, já no início da conversa, a seguinte postura: &quot;Você acha errado matar uma animal para comer a carne dele? Saiba você que eu acho certo!&quot; Foram umas três conversas assim e fiquei lá até 2019 sem que ninguém mais viesse me encher o saco com sua suposta moral superior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joker, no Brasil tem que ter muita grana para fumar flor. A gente comum fuma o famoso prensado, e nele tem de tudo, folhas, flores, galhos, sementes&#8230;<br />
No início de 2017 comecei a trabalhar em uma escola de riquinhos e lá a modinha do veganismo estava em alta. Quase toda semana tinha um aluno querendo debater direito dos animais, indústria da carne, experiências com animais, entre outras coisas, e querendo mostrar que ele havia feito a opção ética melhor e que a sua moral era superior a de todos os outros que, por exemplo, comiam carne. Lembro de uma aluna, numa dessas conversas, dizendo que se ela conseguiu parar de comer carne, qualquer pessoa no mundo conseguiria. Cansei daqueles grandes debates e adotei, já no início da conversa, a seguinte postura: &#8220;Você acha errado matar uma animal para comer a carne dele? Saiba você que eu acho certo!&#8221; Foram umas três conversas assim e fiquei lá até 2019 sem que ninguém mais viesse me encher o saco com sua suposta moral superior.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Joker		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-749306</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joker]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 14:10:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antonio,

Os que fumam (eu não o faço pois reivindico o Estacionamento Vegetal) fumam a flor {onde reside o Tetrahidrocanabinol (THC)}, ao contrário do que pensam não é a Cannabis Sativa que fumamos, é a sua flor, que só a espécime do gênero feminino produz. Isso nos deixa refletir por que as feministas não manifestam sua sororidade com as pobres coitadas. Voltando à flor, creio que ela equivalha à placenta da mulher, ou uma amígdala, pois é possível retirar a flor sem interromper a vida do organismo. Não é um genocídio que opera nas biqueiras/bocas de fumo de todo o país, mas um exemplo bem claro de escravidão senão tortura operada por esses nóias. E a que custo essa atrocidade ocorre? usuários de maconha aumentam exponencialmente o apetite ao fumar a flor. Quantas outras vidas terão de ser mastigadas para pôr fim a esta crueldade? O comentário de João Bernardo me alegra, pois estamos alinhados para o bem da natureza. Eu que gostava muito de um alface com azeite e vinagre, hoje tomo só o vinagre em minha caneca com duas pedrinhas de gelo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antonio,</p>
<p>Os que fumam (eu não o faço pois reivindico o Estacionamento Vegetal) fumam a flor {onde reside o Tetrahidrocanabinol (THC)}, ao contrário do que pensam não é a Cannabis Sativa que fumamos, é a sua flor, que só a espécime do gênero feminino produz. Isso nos deixa refletir por que as feministas não manifestam sua sororidade com as pobres coitadas. Voltando à flor, creio que ela equivalha à placenta da mulher, ou uma amígdala, pois é possível retirar a flor sem interromper a vida do organismo. Não é um genocídio que opera nas biqueiras/bocas de fumo de todo o país, mas um exemplo bem claro de escravidão senão tortura operada por esses nóias. E a que custo essa atrocidade ocorre? usuários de maconha aumentam exponencialmente o apetite ao fumar a flor. Quantas outras vidas terão de ser mastigadas para pôr fim a esta crueldade? O comentário de João Bernardo me alegra, pois estamos alinhados para o bem da natureza. Eu que gostava muito de um alface com azeite e vinagre, hoje tomo só o vinagre em minha caneca com duas pedrinhas de gelo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio de Odilon Brito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-749078</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio de Odilon Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 22:46:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário do Joker foi preciso, apesar de ter sido feito em tom de brincadeira. Mas tomando o conteúdo do comentário como sério, o cerne é exatamente esse mesmo. Desde o micro-organismo unicelular mais &quot;simples&quot; até os organismos pluricelulares mais &quot;complexos&quot;, o que vemos é uma constante batalha pela vida: umas formas de vida contra outras e umas em aliança com outras; nesse sentido, a “violência” (para usar um termo que o Joker usou) seria inevitável, e por mais que os vegetarianos se vangloriem de sua superioridade moral, eles no entanto são exatamente iguais a todos os outros reles mortais pelos motivos que eu explicitei ali em cima. É nesse sentido que Nietzsche, com seu conceito de vontade de poder, e Spinoza, com seu conceito de potência de agir, compreendiam a ordem (ou falta de ordem, no caso do primeiro) do todo, do mundo, do universo, como quiser chamar. Nietzsche, inclusive, apesar de ter tecido críticas a Darwin, na verdade foi bastante influenciado pelas pesquisas na área da Biologia evolutiva levadas a cabo pelo inglês. O problema, a meu ver, é que Nietzsche aplica esse lado específico do conceito vontade de poder (um conceito com muitos lados, aplicações possíveis e extremamente multifacetado, como tudo em Nietzsche) para as relações humanas, como se a violência de uns seres humanos contra outros fosse não apenas algo necessário para a construção de uma humanidade mais forte, mas também inevitável (não foi à toa que os fascistas nutriram – e nutrem – tanto apreço por Nietzsche). Nesse sentido, Spinoza me apetece muito mais, visto que ele era, pelo menos na minha interpretação, um democrata.


Em suma: onde devemos puxar o freio de mão? No ser humano. Quem não devemos matar, quem devemos proteger, quem deve estar no topo das nossas prioridades? O humano. Precisamos construir uma humanidade igualitária e livre, construir relações sociais harmônicas entre seres humanos; o restante das outras vidas podem até ser respeitadas, mas são secundárias. Se entrarmos nessa coisa ridícula de “direitos dos animais” (e eu concordo com JMC que é algo ridículo mesmo, e aliás ri muito com o caso do PAN logo quando li o comentário), então eu sugiro que incluamos também os “direitos das plantas”, pois é o passo lógico. O próximo passo lógico seria falar também em “direito protista”, “direito monera” e “direito fungi”, e assim precisaremos nos limitar a comer apenas pedras, como o João Bernardo bem falou. Aliás, João (e conte comigo para fazer parte do Estacionamento Vegetal!), pensando melhor, nem isso é ético, pois as pedras frequentemente servem como lares para insetos, fungos e formas de vida unicelulares. Por sinal, precisaremos parar de tomar água também, já que tantos micro-organismos as habitam. E além disso, precisaremos também parar de tomar antibióticos, pois isso também é uma forma de violência quando pegamos a lógica por trás do vegetarianismo e a levamos à sua consequência lógica: antibiótico é o mesmo que anti-bio, e bio = vida; o antibiótico é um remédio utilizado pra matar uma vida (ou milhões delas, pra ser mais exato – comete-se um verdadeiro genocídio ao tomar um comprimido de antibiótico!), que no caso é a bactéria ou o fungo. Seria necessário, portanto, deixar que as coitadas das bactérias e dos fungos (que só querem viver, se alimentar) se alimentem do nosso corpo, tomem conta dele e nos matem, oras. Mas ninguém em sã consciência fará uma imbecilidade dessas, e mesmo que o faça, isso mais uma vez reforça a tese da “sua vida depende da morte de outras vidas” que eu elucidei. Vejam quão profunda é a questão depois que a levamos às suas consequências lógicas. (Talvez devêssemos aprender a fazer fotossíntese – é um caminho que deixo como mais uma alternativa, somando àquela oferecida por JMC.)

Mas ainda sobre os direitos das plantas, dando um google aqui vi algo inusitado, mas que se pararmos pra pensar faz bastante sentido se comprarmos o raciocínio que expus, e a mim particularmente não me espantou nenhum pouco: existe uma página da wikipedia chamada “Plant Rights” (“Direitos das Plantas”), e existem pensadores (incluindo o Michael Marder, que citei lá em cima) realmente discutindo isso: https://en.wikipedia.org/wiki/Plant_rights Aliás, na Suíça já se está discutindo a questão da “dignidade das plantas”, e eu acho que isso é o contraponto lógico a essa questão desse amor todo dedicado a animaizinhos, bichinhos, e todo esse mundo Disney aí que alguns acham ser real: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2634081/ Afinal de contas, há pesquisas apontando que plantas comunicam perigo umas às outras utilizando sua própria forma de sistema nervoso: https://www.sciencemag.org/news/2018/09/plants-communicate-distress-using-their-own-kind-nervous-system#:~:text=Plants%20may%20lack%20brains%2C%20but,the%20same%20signals%20as%20animals

Sobre o comentário do Joker, algo me veio à mente: restaria saber se a parte da maconha que está sendo queimada é a parte da planta que ela quer que seja comida (o fruto), ou não (o corpo ou a semente). Pois, vejam vocês que interessante, na medida em que as plantas são vidas estacionárias, necessitam de outros meios que não as pernas/patas (que elas não possuem) para espalhar sua prole por aí; e é aí que entra o fruto, que propositadamente possui um gosto doce para atrair animais que eventualmente o comam e engulam junto o bebê da planta, que é a semente. Aliás, na tentativa de proteger sua prole e preservar a continuação de sua espécie, a planta inunda as sementes (seus bebês) com mecanismos protetores, ao ponto de haver alguns profissionais da saúde (por exemplo, https://www.youtube.com/watch?v=DJ57neiSdaA) que recomendam que não se comam grãos, mas essa é uma outra discussão. De qualquer maneira, compreendemos agora a estratégia de deixar o feijão de molho por 12 horas, pois esse processo anula boa parte dos mecanismos de defesa para que nós, cruéis humanos, possamos comer os bebês das coitadas das plantas. É como se a planta estivesse dizendo: “Coma o fruto que eu criei, mas não triture o meu bebê que está lá dentro, pois do contrário você irá se dar mal.” Agora compreendemos como as plantas se aproveitam dos pássaros defecarem por aí tanto suas fezes, como as sementes que não foram digeridas. Enfim, o comentário do Joker não apenas me instigou a reforçar mais ainda meu argumento com mais esse exemplo, como também me incentivou a dizer: Joker, se é violência, depende; se a parte que está sendo queimada é alguma espécie de fruto da maconha, não é violência; se é o “corpo” da planta, é violência sujeita a 10 anos de prisão por homicídio; se é a semente da planta da maconha, é não apenas violência, como também é infanticídio, sujeito ou a prisão perpétua (caso o usuário não tenha consciência de estar cometendo infanticídio), ou pena de morte (caso o usuário tenha consciência). Hahahaha

Leo V, artigo em questão é sobre ecologismo e a questão dos direitos dos animais foi apenas um dos elementos que surgiram no artigo do Aníbal. Em seu primeiro comentário você disse que não se deveria confundir direitos dos animais com ecologismo, e que os animais que você elencou são “seres que sofrem e têm consciência de si mesmo de modo semelhante aos seres humanos”. O Fagner Enrique recomendou um livro (que eu por sinal irei adquirir) no qual ele disse que haveria ali um argumento que estabeleceria uma conexão entre uma coisa e outra, mas eu, particularmente, embora saiba da existência de ecologistas que frequentemente defendem os direitos dos animais (e vice-versa), não sei se há uma continuação lógica entre uma coisa e outra (acredito que há), pois me falta leitura nesse aspecto específico da ecologia, então não tenho condições de argumentar acerca disso. Mas talvez um caminho seja aquele que eu já tracei: os animais devem ser defendidos dos cruéis humanos, mas também as plantas devem ser defendidas pelos motivos que já elenquei, assim como todos os seres vivos, além das pedras etc etc. Por que isso? Porque a Terra é um “organismo vivo” e são os cruéis humanos que estão a destruí-la. Portanto, não modifiquemos a natureza de maneira alguma e a deixemos a mais intacta possível, afinal de contas seríamos uma praga. E assim, dos direitos dos animais e do direito de todas as vidas a viverem, chegamos à questão ecológica. Não sei se o argumento presente no livro “A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem” recomendado por Fagner Enrique é esse, mas tive este insight e resolvi compartilhá-lo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário do Joker foi preciso, apesar de ter sido feito em tom de brincadeira. Mas tomando o conteúdo do comentário como sério, o cerne é exatamente esse mesmo. Desde o micro-organismo unicelular mais &#8220;simples&#8221; até os organismos pluricelulares mais &#8220;complexos&#8221;, o que vemos é uma constante batalha pela vida: umas formas de vida contra outras e umas em aliança com outras; nesse sentido, a “violência” (para usar um termo que o Joker usou) seria inevitável, e por mais que os vegetarianos se vangloriem de sua superioridade moral, eles no entanto são exatamente iguais a todos os outros reles mortais pelos motivos que eu explicitei ali em cima. É nesse sentido que Nietzsche, com seu conceito de vontade de poder, e Spinoza, com seu conceito de potência de agir, compreendiam a ordem (ou falta de ordem, no caso do primeiro) do todo, do mundo, do universo, como quiser chamar. Nietzsche, inclusive, apesar de ter tecido críticas a Darwin, na verdade foi bastante influenciado pelas pesquisas na área da Biologia evolutiva levadas a cabo pelo inglês. O problema, a meu ver, é que Nietzsche aplica esse lado específico do conceito vontade de poder (um conceito com muitos lados, aplicações possíveis e extremamente multifacetado, como tudo em Nietzsche) para as relações humanas, como se a violência de uns seres humanos contra outros fosse não apenas algo necessário para a construção de uma humanidade mais forte, mas também inevitável (não foi à toa que os fascistas nutriram – e nutrem – tanto apreço por Nietzsche). Nesse sentido, Spinoza me apetece muito mais, visto que ele era, pelo menos na minha interpretação, um democrata.</p>
<p>Em suma: onde devemos puxar o freio de mão? No ser humano. Quem não devemos matar, quem devemos proteger, quem deve estar no topo das nossas prioridades? O humano. Precisamos construir uma humanidade igualitária e livre, construir relações sociais harmônicas entre seres humanos; o restante das outras vidas podem até ser respeitadas, mas são secundárias. Se entrarmos nessa coisa ridícula de “direitos dos animais” (e eu concordo com JMC que é algo ridículo mesmo, e aliás ri muito com o caso do PAN logo quando li o comentário), então eu sugiro que incluamos também os “direitos das plantas”, pois é o passo lógico. O próximo passo lógico seria falar também em “direito protista”, “direito monera” e “direito fungi”, e assim precisaremos nos limitar a comer apenas pedras, como o João Bernardo bem falou. Aliás, João (e conte comigo para fazer parte do Estacionamento Vegetal!), pensando melhor, nem isso é ético, pois as pedras frequentemente servem como lares para insetos, fungos e formas de vida unicelulares. Por sinal, precisaremos parar de tomar água também, já que tantos micro-organismos as habitam. E além disso, precisaremos também parar de tomar antibióticos, pois isso também é uma forma de violência quando pegamos a lógica por trás do vegetarianismo e a levamos à sua consequência lógica: antibiótico é o mesmo que anti-bio, e bio = vida; o antibiótico é um remédio utilizado pra matar uma vida (ou milhões delas, pra ser mais exato – comete-se um verdadeiro genocídio ao tomar um comprimido de antibiótico!), que no caso é a bactéria ou o fungo. Seria necessário, portanto, deixar que as coitadas das bactérias e dos fungos (que só querem viver, se alimentar) se alimentem do nosso corpo, tomem conta dele e nos matem, oras. Mas ninguém em sã consciência fará uma imbecilidade dessas, e mesmo que o faça, isso mais uma vez reforça a tese da “sua vida depende da morte de outras vidas” que eu elucidei. Vejam quão profunda é a questão depois que a levamos às suas consequências lógicas. (Talvez devêssemos aprender a fazer fotossíntese – é um caminho que deixo como mais uma alternativa, somando àquela oferecida por JMC.)</p>
<p>Mas ainda sobre os direitos das plantas, dando um google aqui vi algo inusitado, mas que se pararmos pra pensar faz bastante sentido se comprarmos o raciocínio que expus, e a mim particularmente não me espantou nenhum pouco: existe uma página da wikipedia chamada “Plant Rights” (“Direitos das Plantas”), e existem pensadores (incluindo o Michael Marder, que citei lá em cima) realmente discutindo isso: <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Plant_rights" rel="nofollow ugc">https://en.wikipedia.org/wiki/Plant_rights</a> Aliás, na Suíça já se está discutindo a questão da “dignidade das plantas”, e eu acho que isso é o contraponto lógico a essa questão desse amor todo dedicado a animaizinhos, bichinhos, e todo esse mundo Disney aí que alguns acham ser real: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2634081/" rel="nofollow ugc">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2634081/</a> Afinal de contas, há pesquisas apontando que plantas comunicam perigo umas às outras utilizando sua própria forma de sistema nervoso: <a href="https://www.sciencemag.org/news/2018/09/plants-communicate-distress-using-their-own-kind-nervous-system#:~:text=Plants%20may%20lack%20brains%2C%20but,the%20same%20signals%20as%20animals" rel="nofollow ugc">https://www.sciencemag.org/news/2018/09/plants-communicate-distress-using-their-own-kind-nervous-system#:~:text=Plants%20may%20lack%20brains%2C%20but,the%20same%20signals%20as%20animals</a></p>
<p>Sobre o comentário do Joker, algo me veio à mente: restaria saber se a parte da maconha que está sendo queimada é a parte da planta que ela quer que seja comida (o fruto), ou não (o corpo ou a semente). Pois, vejam vocês que interessante, na medida em que as plantas são vidas estacionárias, necessitam de outros meios que não as pernas/patas (que elas não possuem) para espalhar sua prole por aí; e é aí que entra o fruto, que propositadamente possui um gosto doce para atrair animais que eventualmente o comam e engulam junto o bebê da planta, que é a semente. Aliás, na tentativa de proteger sua prole e preservar a continuação de sua espécie, a planta inunda as sementes (seus bebês) com mecanismos protetores, ao ponto de haver alguns profissionais da saúde (por exemplo, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DJ57neiSdaA" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=DJ57neiSdaA</a>) que recomendam que não se comam grãos, mas essa é uma outra discussão. De qualquer maneira, compreendemos agora a estratégia de deixar o feijão de molho por 12 horas, pois esse processo anula boa parte dos mecanismos de defesa para que nós, cruéis humanos, possamos comer os bebês das coitadas das plantas. É como se a planta estivesse dizendo: “Coma o fruto que eu criei, mas não triture o meu bebê que está lá dentro, pois do contrário você irá se dar mal.” Agora compreendemos como as plantas se aproveitam dos pássaros defecarem por aí tanto suas fezes, como as sementes que não foram digeridas. Enfim, o comentário do Joker não apenas me instigou a reforçar mais ainda meu argumento com mais esse exemplo, como também me incentivou a dizer: Joker, se é violência, depende; se a parte que está sendo queimada é alguma espécie de fruto da maconha, não é violência; se é o “corpo” da planta, é violência sujeita a 10 anos de prisão por homicídio; se é a semente da planta da maconha, é não apenas violência, como também é infanticídio, sujeito ou a prisão perpétua (caso o usuário não tenha consciência de estar cometendo infanticídio), ou pena de morte (caso o usuário tenha consciência). Hahahaha</p>
<p>Leo V, artigo em questão é sobre ecologismo e a questão dos direitos dos animais foi apenas um dos elementos que surgiram no artigo do Aníbal. Em seu primeiro comentário você disse que não se deveria confundir direitos dos animais com ecologismo, e que os animais que você elencou são “seres que sofrem e têm consciência de si mesmo de modo semelhante aos seres humanos”. O Fagner Enrique recomendou um livro (que eu por sinal irei adquirir) no qual ele disse que haveria ali um argumento que estabeleceria uma conexão entre uma coisa e outra, mas eu, particularmente, embora saiba da existência de ecologistas que frequentemente defendem os direitos dos animais (e vice-versa), não sei se há uma continuação lógica entre uma coisa e outra (acredito que há), pois me falta leitura nesse aspecto específico da ecologia, então não tenho condições de argumentar acerca disso. Mas talvez um caminho seja aquele que eu já tracei: os animais devem ser defendidos dos cruéis humanos, mas também as plantas devem ser defendidas pelos motivos que já elenquei, assim como todos os seres vivos, além das pedras etc etc. Por que isso? Porque a Terra é um “organismo vivo” e são os cruéis humanos que estão a destruí-la. Portanto, não modifiquemos a natureza de maneira alguma e a deixemos a mais intacta possível, afinal de contas seríamos uma praga. E assim, dos direitos dos animais e do direito de todas as vidas a viverem, chegamos à questão ecológica. Não sei se o argumento presente no livro “A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem” recomendado por Fagner Enrique é esse, mas tive este insight e resolvi compartilhá-lo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-749045</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 20:43:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leio hoje no Twitter a seguinte pérola: &quot;Consumo de carne no Brasil cai pra menor nível em 25 anos: é o preço que tá alto ou os consumidores que estão mais conscientes?&quot; E há quem diga que o Ministro da Economia Paulo Guedes não fez nada de bom pro Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leio hoje no Twitter a seguinte pérola: &#8220;Consumo de carne no Brasil cai pra menor nível em 25 anos: é o preço que tá alto ou os consumidores que estão mais conscientes?&#8221; E há quem diga que o Ministro da Economia Paulo Guedes não fez nada de bom pro Brasil.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-748913</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 15:24:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138319#comment-748913</guid>

					<description><![CDATA[Antonio de Odilon Brito e demais comentadores que repetiram algo parecido fugindo da questão,

Sim, já ouvi falar das pesquisas que apontam que os vegetais tem algum tipo de &quot;sistema nervoso&quot;, algum nível de &quot;sentimento&quot; etc. Mas o que isso tem a ver com a discussão de não misturar direitos dos animais com ecologismo?

A discussão aqui não é sobre a validade da defesa dos direitos dos animais. Dizer que não se deve confundir islamismo com cristianismo não é argumentar em defesa do islamismo nem do cristianismo. Embora eu seja contra experiências com animais não humanos, contra a industria da carne etc.

Fagner Henrique,

Não li o livro que você sugere. Li apenas uma sinopse agora, que não me diz muita coisa. Não sei se no livro ele trata de direitos dos animais como indivíduos sencientes, que é a base da defesa dos direitos dos animais hoje em dia, e implícita na atuação da Xuxa citada no artigo.
Agora, você simplesmente lançar um livro com título “A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem” para querer dizer que ecologia tem a ver com direitos dos animais, então pela lógica você tem que dizer que ecologia tem a ver com direitos do homem também, já que essa espécie aparece no título também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antonio de Odilon Brito e demais comentadores que repetiram algo parecido fugindo da questão,</p>
<p>Sim, já ouvi falar das pesquisas que apontam que os vegetais tem algum tipo de &#8220;sistema nervoso&#8221;, algum nível de &#8220;sentimento&#8221; etc. Mas o que isso tem a ver com a discussão de não misturar direitos dos animais com ecologismo?</p>
<p>A discussão aqui não é sobre a validade da defesa dos direitos dos animais. Dizer que não se deve confundir islamismo com cristianismo não é argumentar em defesa do islamismo nem do cristianismo. Embora eu seja contra experiências com animais não humanos, contra a industria da carne etc.</p>
<p>Fagner Henrique,</p>
<p>Não li o livro que você sugere. Li apenas uma sinopse agora, que não me diz muita coisa. Não sei se no livro ele trata de direitos dos animais como indivíduos sencientes, que é a base da defesa dos direitos dos animais hoje em dia, e implícita na atuação da Xuxa citada no artigo.<br />
Agora, você simplesmente lançar um livro com título “A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem” para querer dizer que ecologia tem a ver com direitos dos animais, então pela lógica você tem que dizer que ecologia tem a ver com direitos do homem também, já que essa espécie aparece no título também.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Zé Pinduca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-748884</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé Pinduca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 13:39:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138319#comment-748884</guid>

					<description><![CDATA[Esse mesmo pressuposto de uma desejada harmonia entre homem e natureza está presente nas franjas de grupos de extrema esquerda que defendem hoje a ruralização da economia e o retorno ao campo. 
São os neoruralistas.

A ideia do bom camponês vivendo em harmonia com a natureza, cultivando alimentos &#039;saudáveis&#039; em esquemas de agroflorestas contra o mau agronegócio, destruidor do bioma e produtor de commodities habita a mentalidade destes camaradas.

Em outro comentário, defenderam aqui que produtividade é um conceito burguês e indesejado, já que os neoruralistas estariam a produzir apenas valores de uso.

Ecologia pode ser usada pra muita coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse mesmo pressuposto de uma desejada harmonia entre homem e natureza está presente nas franjas de grupos de extrema esquerda que defendem hoje a ruralização da economia e o retorno ao campo.<br />
São os neoruralistas.</p>
<p>A ideia do bom camponês vivendo em harmonia com a natureza, cultivando alimentos &#8216;saudáveis&#8217; em esquemas de agroflorestas contra o mau agronegócio, destruidor do bioma e produtor de commodities habita a mentalidade destes camaradas.</p>
<p>Em outro comentário, defenderam aqui que produtividade é um conceito burguês e indesejado, já que os neoruralistas estariam a produzir apenas valores de uso.</p>
<p>Ecologia pode ser usada pra muita coisa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JMC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-748804</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 09:55:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138319#comment-748804</guid>

					<description><![CDATA[Geralmente, os amantes desta variante ecologista dedicada à protecção dos animais esquecem-se da superior inteligência dos vegetais e não os nomeia entre os seus protegidos. Não sei se a sua incapacidade de se alimentarem de pedras, como foi sugerido, e poderem existir, foi o que os conduziu à máxima crueldade, tornando-se vegetarianos (vegan, na versão moderna mais sofisticada), sacrificando assim essa parte dos seus protegidos incluídos na Natureza. 

Mas ela nem se dá conta desse seu ridículo e até cria partidos políticos para actuarem como porta-vozes dos interesses dos animais e da Natureza. Em Portugal, por exemplo, criaram o PAN, inicialmente designado Partido Animais e Natureza, já com representação parlamentar nacional (que de um deputado passou para uns três ou quatro) e no parlamento europeu. Aperceberam-se de uma pequeníssima parte do ridículo, que lhes apontavam por não nomearem a classe superior dos animais, a que pertencem, e na passagem da primeira legislatura alteraram o nome do partido para Pessoas, Animais e Natureza (PAN, na mesma). 

É caso para dizer-se: se o ridículo pagasse imposto, esta gente estaria falida. Mas não é o caso e, como se vê, prospera. Resta saber como irá desenvencilhar-se do imbróglio. Talvez expurgando a “sopa de pedra” (um prato típico português) dos ingredientes não minerais. É um caminho…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Geralmente, os amantes desta variante ecologista dedicada à protecção dos animais esquecem-se da superior inteligência dos vegetais e não os nomeia entre os seus protegidos. Não sei se a sua incapacidade de se alimentarem de pedras, como foi sugerido, e poderem existir, foi o que os conduziu à máxima crueldade, tornando-se vegetarianos (vegan, na versão moderna mais sofisticada), sacrificando assim essa parte dos seus protegidos incluídos na Natureza. </p>
<p>Mas ela nem se dá conta desse seu ridículo e até cria partidos políticos para actuarem como porta-vozes dos interesses dos animais e da Natureza. Em Portugal, por exemplo, criaram o PAN, inicialmente designado Partido Animais e Natureza, já com representação parlamentar nacional (que de um deputado passou para uns três ou quatro) e no parlamento europeu. Aperceberam-se de uma pequeníssima parte do ridículo, que lhes apontavam por não nomearem a classe superior dos animais, a que pertencem, e na passagem da primeira legislatura alteraram o nome do partido para Pessoas, Animais e Natureza (PAN, na mesma). </p>
<p>É caso para dizer-se: se o ridículo pagasse imposto, esta gente estaria falida. Mas não é o caso e, como se vê, prospera. Resta saber como irá desenvencilhar-se do imbróglio. Talvez expurgando a “sopa de pedra” (um prato típico português) dos ingredientes não minerais. É um caminho…</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-748785</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 08:52:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138319#comment-748785</guid>

					<description><![CDATA[Esta sequência de comentários elucidou-me muito. Se os animais são tão ou mais inteligentes do que os humanos e os vegetais mais inteligentes ainda, nada nos resta senão comer pedra. E o comentário de Joker fez-me recordar um texto jocoso que publiquei em Junho de 2015 no blog &lt;em&gt;Vias de Facto&lt;/em&gt;. Copio aqui:

«&lt;strong&gt;ESTACIONAMENTO VEGETAL&lt;/strong&gt;

Em nome da protecção aos animais tem havido muitas pessoas, e em número crescente, que apelam para o genocídio dos vegetais. Apresentam-se com orgulho sob o título de vegetarianos e pretendem estar na vanguarda dos bons sentimentos, quando na realidade se divertem a sacrificar os mais débeis de entre nós, aqueles que não podem fugir.

Para cúmulo do sarcasmo, essa gente funda &lt;em&gt;movimentos&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Movimento&lt;/em&gt; dos direitos dos animais, &lt;em&gt;movimento&lt;/em&gt; de defesa dos cães, &lt;em&gt;movimento&lt;/em&gt; de protecção aos caracóis, &lt;em&gt;movimento&lt;/em&gt; disto e mais daquilo, quando na verdade a própria noção de movimento carrega consigo toda a agressividade e petulância do reino animal.

Por isso nós, os defensores dos vegetais, decidimos fundar não um movimento mas um estacionamento. Um estacionamento porque pretendemos aprender com os vegetais a ter raízes. Pretendemos aprender com as flores a fazer amor à distância e sem sair do lugar, soprando o nosso pólen. Pretendemos aprender com as árvores a lançar a sombra em nosso redor, sem a impor mais longe. O estacionamento vegetal é uma escola de respeito pela tradição e de respeito mútuo. Por isso o estacionamento vegetal corresponde ao leque de ambições do multiculturalismo.

Chegou a hora de dizermos: Basta! Chegou a hora de pôr fim às atrocidades de um reino animal que, directa ou indirectamente, sustenta o seu parasitismo à custa dos vegetais. Numa primeira fase, trata-se de eliminar os animais que se alimentam de vegetais. Numa segunda fase, bastarão os animais carnívoros para resolver o resto do problema.

Vivam as saladas!

&lt;em&gt;Estacionamento Vegetal&lt;/em&gt;»
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta sequência de comentários elucidou-me muito. Se os animais são tão ou mais inteligentes do que os humanos e os vegetais mais inteligentes ainda, nada nos resta senão comer pedra. E o comentário de Joker fez-me recordar um texto jocoso que publiquei em Junho de 2015 no blog <em>Vias de Facto</em>. Copio aqui:</p>
<p>«<strong>ESTACIONAMENTO VEGETAL</strong></p>
<p>Em nome da protecção aos animais tem havido muitas pessoas, e em número crescente, que apelam para o genocídio dos vegetais. Apresentam-se com orgulho sob o título de vegetarianos e pretendem estar na vanguarda dos bons sentimentos, quando na realidade se divertem a sacrificar os mais débeis de entre nós, aqueles que não podem fugir.</p>
<p>Para cúmulo do sarcasmo, essa gente funda <em>movimentos</em>. <em>Movimento</em> dos direitos dos animais, <em>movimento</em> de defesa dos cães, <em>movimento</em> de protecção aos caracóis, <em>movimento</em> disto e mais daquilo, quando na verdade a própria noção de movimento carrega consigo toda a agressividade e petulância do reino animal.</p>
<p>Por isso nós, os defensores dos vegetais, decidimos fundar não um movimento mas um estacionamento. Um estacionamento porque pretendemos aprender com os vegetais a ter raízes. Pretendemos aprender com as flores a fazer amor à distância e sem sair do lugar, soprando o nosso pólen. Pretendemos aprender com as árvores a lançar a sombra em nosso redor, sem a impor mais longe. O estacionamento vegetal é uma escola de respeito pela tradição e de respeito mútuo. Por isso o estacionamento vegetal corresponde ao leque de ambições do multiculturalismo.</p>
<p>Chegou a hora de dizermos: Basta! Chegou a hora de pôr fim às atrocidades de um reino animal que, directa ou indirectamente, sustenta o seu parasitismo à custa dos vegetais. Numa primeira fase, trata-se de eliminar os animais que se alimentam de vegetais. Numa segunda fase, bastarão os animais carnívoros para resolver o resto do problema.</p>
<p>Vivam as saladas!</p>
<p><em>Estacionamento Vegetal</em>»</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Joker		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/05/138319/#comment-748679</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joker]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 01:23:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138319#comment-748679</guid>

					<description><![CDATA[Já pensaram na violência que envolve o ato de incendiar e tragar a flor de uma plantinha canábica em prol de um curto prazer? Mas não vejo os maconheiros lutando pelos direitos das folhas. Isso a Globo não mostra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já pensaram na violência que envolve o ato de incendiar e tragar a flor de uma plantinha canábica em prol de um curto prazer? Mas não vejo os maconheiros lutando pelos direitos das folhas. Isso a Globo não mostra.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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