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	Comentários sobre: Avanço da mineração no Brasil: fim da era institucional	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Mineiro frustado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/07/138831/#comment-762000</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mineiro frustado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jul 2021 14:43:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[José, de Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José, de Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>E agora, José?<br />
A festa acabou,<br />
a luz apagou,<br />
o povo sumiu,<br />
a noite esfriou,<br />
e agora, José?<br />
e agora, você?<br />
você que é sem nome,<br />
que zomba dos outros,<br />
você que faz versos,<br />
que ama, protesta?<br />
e agora, José?</p>
<p>Está sem mulher,<br />
está sem discurso,<br />
está sem carinho,<br />
já não pode beber,<br />
já não pode fumar,<br />
cuspir já não pode,<br />
a noite esfriou,<br />
o dia não veio,<br />
o bonde não veio,<br />
o riso não veio,<br />
não veio a utopia<br />
e tudo acabou<br />
e tudo fugiu<br />
e tudo mofou,<br />
e agora, José?<br />
E agora, José?<br />
Sua doce palavra,<br />
seu instante de febre,<br />
sua gula e jejum,<br />
sua biblioteca,<br />
sua lavra de ouro,<br />
seu terno de vidro,<br />
sua incoerência,<br />
seu ódio &#8211; e agora?</p>
<p>Com a chave na mão<br />
quer abrir a porta,<br />
não existe porta;<br />
quer morrer no mar,<br />
mas o mar secou;<br />
quer ir para Minas,<br />
Minas não há mais.<br />
José, e agora?<br />
Se você gritasse,<br />
se você gemesse,<br />
se você tocasse<br />
a valsa vienense,<br />
se você dormisse,<br />
se você cansasse,<br />
se você morresse&#8230;<br />
Mas você não morre,<br />
você é duro, José!</p>
<p>Sozinho no escuro<br />
qual bicho-do-mato,<br />
sem teogonia,<br />
sem parede nua<br />
para se encostar,<br />
sem cavalo preto<br />
que fuja a galope,<br />
você marcha, José!<br />
José, para onde?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sandoval Souza Pinto Filho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/07/138831/#comment-761400</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sandoval Souza Pinto Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2021 23:58:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138831#comment-761400</guid>

					<description><![CDATA[O brilhante artigo do professor Daniel Neri exprime com perfeição o sistema absurdo de chancela da imposição de empreendimentos danosos aos interesse e direitos metaindividuais. 
 Como bem destacado, Minas Gerais figura como polo dos arbítios e ilegalidades, começando pelas malfadadas Declarações de Conformidade assinadas pelos prefeitos, em grande parte sem minima leitura ( ou até sob inexistência) de estudos de impacto de vizinhança e de compatibilidade do empreendimentos com o ordenamento territórial e o respeito mínimo a que já habitava os territórios devastados. 
Guiada por interesses espúrios, ganância arrecadatória sem limites e busca absurda pelo lucro fácil e rápido, a terra de Tiradentes virou não um território sem lei, mas um lugar onde a segurança jurídica se presta mais à proteção de  benesses econômicas doadas aos &#039;parças&#039;, que os genuínos direitos de uma sociedade que se pretende civilizada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O brilhante artigo do professor Daniel Neri exprime com perfeição o sistema absurdo de chancela da imposição de empreendimentos danosos aos interesse e direitos metaindividuais.<br />
 Como bem destacado, Minas Gerais figura como polo dos arbítios e ilegalidades, começando pelas malfadadas Declarações de Conformidade assinadas pelos prefeitos, em grande parte sem minima leitura ( ou até sob inexistência) de estudos de impacto de vizinhança e de compatibilidade do empreendimentos com o ordenamento territórial e o respeito mínimo a que já habitava os territórios devastados.<br />
Guiada por interesses espúrios, ganância arrecadatória sem limites e busca absurda pelo lucro fácil e rápido, a terra de Tiradentes virou não um território sem lei, mas um lugar onde a segurança jurídica se presta mais à proteção de  benesses econômicas doadas aos &#8216;parças&#8217;, que os genuínos direitos de uma sociedade que se pretende civilizada.</p>
]]></content:encoded>
		
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