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	Comentários sobre: A massa e os gestores ideológicos: considerações sobre um tema inacabado	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/07/138902/#comment-763014</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2021 03:52:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[compartilho aqui um vídeo em inglês do Financial Times, que mostra como a internet é o canal privilegiado de pressão das massas sobre os gestores, num sistema econômico gerido por estes últimos. A democracia do Estado Amplo vai ganhando um dinamismo enorme, numa época de intensas campanhas de descrédito contra os processos eleitorais do Estado Restrito.
https://www.ft.com/video/c8ce22cd-464b-4543-ae59-9746d25923a9?playlist-name=editors-picks&#038;playlist-offset=2]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>compartilho aqui um vídeo em inglês do Financial Times, que mostra como a internet é o canal privilegiado de pressão das massas sobre os gestores, num sistema econômico gerido por estes últimos. A democracia do Estado Amplo vai ganhando um dinamismo enorme, numa época de intensas campanhas de descrédito contra os processos eleitorais do Estado Restrito.<br />
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		<title>
		Por: JMC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/07/138902/#comment-762456</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMC]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 15:34:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No conjunto de textos relacionados existe uma reflexão, ainda incipiente e confusa, sobre questões interessantes, nomeadamente, sobre os fundamentos, as funções e os instrumentos da produção e da gestão da ideologia. Algumas limitações foram já apontadas por outros comentadores. Limito-me a apontar ao de leve mais algumas.

A ideologia respeita ao conjunto de concepções, de valores e de interesses que dão sentido às interpretações do que percepcionamos e designamos por realidade, da que é exterior às sociedades humanas e da totalidade que a integra. A produção da ideologia, a cargo dos ideólogos, é efectuada por múltiplas formas e agentes, não se resume à sua gestão, realizada em instituições diversas e difundidas por outras cada vez mais diversas. Algumas dessas instituições são dirigidas e administradas por gestores, que poderão ser designados por gestores ideológicos, por similitude com a designação de gestores empresariais e de gestores estatais, os dois grupos principais em que se divide a classe social dos gestores, embora aqueles possam constituir fracções de qualquer destes, atendendo aos sectores em que aquelas instituições se integrem.

Os fundamentos, as funções e os instrumentos da produção ideológica são igualmente muito diversos. São explicativos, prospectivos e activos, essencialmente visando a transformação da realidade percepcionada, pela sua intervenção na política, na economia e nesse campo mais difuso e amplo da cultura. Reduzir os seus instrumentos ao irracionalismo que caracteriza certas ideologias ou por se distinguir metodologicamente do racionalismo científico é abusivo. A metodologia especulativa em que se baseia muita da produção ideológica diferencia-se da metodologia experimental da produção científica, assim como o idealismo voluntarista de muitas das suas prescrições se distingue da prospectiva replicativa das prescrições científicas, mas não isso permite amalgamá-las no irracionalismo.

O racionalismo, por seu lado, não é coisa já construída e acabada, a chave para explicar o que foi, é e será a realidade; é uma caminhada sem fim para irmos ultrapassando as nossas limitações cognitivas, incapacidades instrumentais e metodológicas e restrições de dados necessárias para a compreensão da complicada, imensa e complexa realidade que vamos apreendendo parcelada, desde sempre polvilhada de mistérios indecifráveis. Esforça-te um pouco mais. Verás que te será mais fácil do que foi abandonares o estalinismo e do que será saíres do refúgio pouco recomendável do auto designado “marxismo heterodoxo” em que procuraste guarida. Tens ainda muito tempo à tua frente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No conjunto de textos relacionados existe uma reflexão, ainda incipiente e confusa, sobre questões interessantes, nomeadamente, sobre os fundamentos, as funções e os instrumentos da produção e da gestão da ideologia. Algumas limitações foram já apontadas por outros comentadores. Limito-me a apontar ao de leve mais algumas.</p>
<p>A ideologia respeita ao conjunto de concepções, de valores e de interesses que dão sentido às interpretações do que percepcionamos e designamos por realidade, da que é exterior às sociedades humanas e da totalidade que a integra. A produção da ideologia, a cargo dos ideólogos, é efectuada por múltiplas formas e agentes, não se resume à sua gestão, realizada em instituições diversas e difundidas por outras cada vez mais diversas. Algumas dessas instituições são dirigidas e administradas por gestores, que poderão ser designados por gestores ideológicos, por similitude com a designação de gestores empresariais e de gestores estatais, os dois grupos principais em que se divide a classe social dos gestores, embora aqueles possam constituir fracções de qualquer destes, atendendo aos sectores em que aquelas instituições se integrem.</p>
<p>Os fundamentos, as funções e os instrumentos da produção ideológica são igualmente muito diversos. São explicativos, prospectivos e activos, essencialmente visando a transformação da realidade percepcionada, pela sua intervenção na política, na economia e nesse campo mais difuso e amplo da cultura. Reduzir os seus instrumentos ao irracionalismo que caracteriza certas ideologias ou por se distinguir metodologicamente do racionalismo científico é abusivo. A metodologia especulativa em que se baseia muita da produção ideológica diferencia-se da metodologia experimental da produção científica, assim como o idealismo voluntarista de muitas das suas prescrições se distingue da prospectiva replicativa das prescrições científicas, mas não isso permite amalgamá-las no irracionalismo.</p>
<p>O racionalismo, por seu lado, não é coisa já construída e acabada, a chave para explicar o que foi, é e será a realidade; é uma caminhada sem fim para irmos ultrapassando as nossas limitações cognitivas, incapacidades instrumentais e metodológicas e restrições de dados necessárias para a compreensão da complicada, imensa e complexa realidade que vamos apreendendo parcelada, desde sempre polvilhada de mistérios indecifráveis. Esforça-te um pouco mais. Verás que te será mais fácil do que foi abandonares o estalinismo e do que será saíres do refúgio pouco recomendável do auto designado “marxismo heterodoxo” em que procuraste guarida. Tens ainda muito tempo à tua frente.</p>
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		<title>
		Por: João Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/07/138902/#comment-762450</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 14:51:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[LL,

Concordo com a sua avaliação do caráter descentralizado das redes sociais. Mas a estrutura das redes sociais permite, apesar de tudo, centralizar informação proveniente de todos os domínios segmentados/fragmentários existentes. A questão da venda/partilha de dados de milhões e milhões de perfis lembra-nos que, apesar de ser verdade que a rede é descentralizada, é possível absorver num ponto mais elevado da estrutura dados e informações que ficam na posse de poucas mãos. 
Outro aspeto que me parece importante é o da captação de novos gestores ideológicos, e aí a descentralização da estrutura é capital. Se os gestores clássicos foram buscar muitos quadros às chamadas organizações do movimento operário (sindicatos, etc), os gestores ideológicos podem recrutar futuros &quot;correligionários&quot; neste campo. 

Primo Jonas,
Sobre o Elon Musk. Muito sinceramente não tenho dados suficientes para me pronunciar de um modo mais rigoroso mas, à primeira vista, e sublinho este &quot;à primeira vista&quot;, ele corresponde a alguém excêntrico mas dentro dos gestores clássicos. Porém, apesar da diferença indesmentível relativamente aos dias de hoje, no nazismo os capitalistas de algumas das maiores empresas alemãs também recorreram a trabalho forçado e chegaram a ser consideradas piores as condições nos campos de trabalho ao seu serviço, do que no caso das SS. Quero com este exemplo procurar colocar o ângulo de abordagem nas estruturas, nas instituições e nas relações sociais e não tanto nos indivíduos. Mas o exemplo fornecido é, sem dúvida, muito bem lembrado e algumas dificuldades na sua classificação demonstram os pontos de articulação, mas também de tensão, entre as dinâmicas capitalistas e as dinâmicas irracionalistas dos gestores ideológicos. Aliás, é bom lembrar que os nacionais-socialistas tinham um ideário primitivista e em defesa do decrescimento - para o Leste europeu - mas recorriam a tecnologia de ponta. Ou seja, nada impede os gestores ideológicos, independentemente da sua grande diversidade interna, de utilizarem meios tecnológicos para fazerem avançar agendas irracionalistas.

Sobre as vacinas. Existem coisas, inclusive medicamentos e procedimentos cirúrgicos, com muitos mais riscos do que qualquer diminuto risco das vacinas e ninguém se preocupa com isso. O R(0) da Covid, sem qualquer medida de contenção, proteção ou de isolamento deverá ser, nas atuais variantes, em torno do 5 e 6. A gripe anda em torno dos 1,5. Isso significa que a covid é quase 4 vezes mais contagiosa, portanto muito fácil de se disseminar. E se for verdade que, sem intervenção das vacinas, mata 1% dos infetados, só me resta lembrar que 1% de 7 mil milhões é muita gente... Sem vacinação, o excesso de mortes relativamente à média dos anos transatos seria uma permanência por muitos e muitos anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>LL,</p>
<p>Concordo com a sua avaliação do caráter descentralizado das redes sociais. Mas a estrutura das redes sociais permite, apesar de tudo, centralizar informação proveniente de todos os domínios segmentados/fragmentários existentes. A questão da venda/partilha de dados de milhões e milhões de perfis lembra-nos que, apesar de ser verdade que a rede é descentralizada, é possível absorver num ponto mais elevado da estrutura dados e informações que ficam na posse de poucas mãos.<br />
Outro aspeto que me parece importante é o da captação de novos gestores ideológicos, e aí a descentralização da estrutura é capital. Se os gestores clássicos foram buscar muitos quadros às chamadas organizações do movimento operário (sindicatos, etc), os gestores ideológicos podem recrutar futuros &#8220;correligionários&#8221; neste campo. </p>
<p>Primo Jonas,<br />
Sobre o Elon Musk. Muito sinceramente não tenho dados suficientes para me pronunciar de um modo mais rigoroso mas, à primeira vista, e sublinho este &#8220;à primeira vista&#8221;, ele corresponde a alguém excêntrico mas dentro dos gestores clássicos. Porém, apesar da diferença indesmentível relativamente aos dias de hoje, no nazismo os capitalistas de algumas das maiores empresas alemãs também recorreram a trabalho forçado e chegaram a ser consideradas piores as condições nos campos de trabalho ao seu serviço, do que no caso das SS. Quero com este exemplo procurar colocar o ângulo de abordagem nas estruturas, nas instituições e nas relações sociais e não tanto nos indivíduos. Mas o exemplo fornecido é, sem dúvida, muito bem lembrado e algumas dificuldades na sua classificação demonstram os pontos de articulação, mas também de tensão, entre as dinâmicas capitalistas e as dinâmicas irracionalistas dos gestores ideológicos. Aliás, é bom lembrar que os nacionais-socialistas tinham um ideário primitivista e em defesa do decrescimento &#8211; para o Leste europeu &#8211; mas recorriam a tecnologia de ponta. Ou seja, nada impede os gestores ideológicos, independentemente da sua grande diversidade interna, de utilizarem meios tecnológicos para fazerem avançar agendas irracionalistas.</p>
<p>Sobre as vacinas. Existem coisas, inclusive medicamentos e procedimentos cirúrgicos, com muitos mais riscos do que qualquer diminuto risco das vacinas e ninguém se preocupa com isso. O R(0) da Covid, sem qualquer medida de contenção, proteção ou de isolamento deverá ser, nas atuais variantes, em torno do 5 e 6. A gripe anda em torno dos 1,5. Isso significa que a covid é quase 4 vezes mais contagiosa, portanto muito fácil de se disseminar. E se for verdade que, sem intervenção das vacinas, mata 1% dos infetados, só me resta lembrar que 1% de 7 mil milhões é muita gente&#8230; Sem vacinação, o excesso de mortes relativamente à média dos anos transatos seria uma permanência por muitos e muitos anos.</p>
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		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/07/138902/#comment-761806</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 17:24:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se bem de forma geral concordo com a polarização entre racionalismo e irracionalismo, como tendências, trago a colação duas questões para complicar um pouco o esquema.
Em primeiro lugar, o fenômeno &quot;anti-vacina&quot; certamente conta com finaciamento e militância de setores abertamente anti-racionalistas. No entanto existem pesquisas qualitativas sendo feitas que indicam que muitos dos argumentos expostos pelas pessoas comuns que têm um pé atrás com as vacinas estão dentro de certa lógica científica. E isso é lógico, pois a ciência não é monolítica. Um problema surge quando ocorre a politização de medidas sanitárias, pois se é fácil para um setor &quot;rebelde&quot; desqualificar os protocolos como &quot;autoritários&quot;, por outro também é fácil cair em uma defesa acrítica dos especialistas, como se o conhecimento fosse construído de forma unilinear e até mesmo sem o processo de questionamento e contra-provas, etc. Parte do fenômeno da internet é que qualquer pessoa se sente capacitada para opinar ou criticar pesquisadores consagrados. Não seria essa uma integração um pouco &quot;transviada&quot; do espírito científico nas massas? É bastante lógico que um pai e uma mãe tenham medo de que seu filho seja parte do 0,5% dos que sofrem efeitos adversos graves com uma vacina, é inclusive um medo com bases racionais. Acredito que aqui entra em jogo o tipo de laço social, a forma como os indivíduos entendem uma técnica sanitária, se a vacina é uma estratégia social ou se é uma resposta individual a um problema que se vive de forma individual. Acho que é nessa zona do &quot;centro&quot; que as correntes irracionalistas atuam, gerando medo e dúvidas, com sua agenda própria, e seu objetivo é alcançado independentemente de se nas pessoas subjaz uma crença irracional.

O segundo caso é o do personagem Elon Musk, e o que ele representa. Dentro da fauna de ideias colapsistas, aqueles que podemos chamar de &quot;utopistas tecnológicos&quot; acreditam justamente que a tecnologia pode servir para redimir ou salvar a humanidade. Claro, já não se trata de uma ciência a serviço do bem-estar e da saúde, senão algo sempre espetacular e completamente distante da vida concreta, como por exemplo a colonização de marte. Vemos que este personagem está inclusive interferindo de maneira direta nas flutuações das criptomoedas. Se trata de um gestor clássico ou ideológico? Criou e gestiona empresas enormes, centrais no desenvolvimento de tecnologias básicas para os mercados futuros (baterías de lítio, exploração espacial, inteligência artificial dos carros, moeda digitais, etc); ao mesmo tempo seu comportamento errático e a fantasia que ele ajuda a criar nas redes apontam ao público mais deslumbrado com a utopia tecnológica, colapsista tanto do ambiente como das instituições financeiras. Como entender este tipo de personagens no cenário atual?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se bem de forma geral concordo com a polarização entre racionalismo e irracionalismo, como tendências, trago a colação duas questões para complicar um pouco o esquema.<br />
Em primeiro lugar, o fenômeno &#8220;anti-vacina&#8221; certamente conta com finaciamento e militância de setores abertamente anti-racionalistas. No entanto existem pesquisas qualitativas sendo feitas que indicam que muitos dos argumentos expostos pelas pessoas comuns que têm um pé atrás com as vacinas estão dentro de certa lógica científica. E isso é lógico, pois a ciência não é monolítica. Um problema surge quando ocorre a politização de medidas sanitárias, pois se é fácil para um setor &#8220;rebelde&#8221; desqualificar os protocolos como &#8220;autoritários&#8221;, por outro também é fácil cair em uma defesa acrítica dos especialistas, como se o conhecimento fosse construído de forma unilinear e até mesmo sem o processo de questionamento e contra-provas, etc. Parte do fenômeno da internet é que qualquer pessoa se sente capacitada para opinar ou criticar pesquisadores consagrados. Não seria essa uma integração um pouco &#8220;transviada&#8221; do espírito científico nas massas? É bastante lógico que um pai e uma mãe tenham medo de que seu filho seja parte do 0,5% dos que sofrem efeitos adversos graves com uma vacina, é inclusive um medo com bases racionais. Acredito que aqui entra em jogo o tipo de laço social, a forma como os indivíduos entendem uma técnica sanitária, se a vacina é uma estratégia social ou se é uma resposta individual a um problema que se vive de forma individual. Acho que é nessa zona do &#8220;centro&#8221; que as correntes irracionalistas atuam, gerando medo e dúvidas, com sua agenda própria, e seu objetivo é alcançado independentemente de se nas pessoas subjaz uma crença irracional.</p>
<p>O segundo caso é o do personagem Elon Musk, e o que ele representa. Dentro da fauna de ideias colapsistas, aqueles que podemos chamar de &#8220;utopistas tecnológicos&#8221; acreditam justamente que a tecnologia pode servir para redimir ou salvar a humanidade. Claro, já não se trata de uma ciência a serviço do bem-estar e da saúde, senão algo sempre espetacular e completamente distante da vida concreta, como por exemplo a colonização de marte. Vemos que este personagem está inclusive interferindo de maneira direta nas flutuações das criptomoedas. Se trata de um gestor clássico ou ideológico? Criou e gestiona empresas enormes, centrais no desenvolvimento de tecnologias básicas para os mercados futuros (baterías de lítio, exploração espacial, inteligência artificial dos carros, moeda digitais, etc); ao mesmo tempo seu comportamento errático e a fantasia que ele ajuda a criar nas redes apontam ao público mais deslumbrado com a utopia tecnológica, colapsista tanto do ambiente como das instituições financeiras. Como entender este tipo de personagens no cenário atual?</p>
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		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/07/138902/#comment-761786</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 14:53:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=138902#comment-761786</guid>

					<description><![CDATA[Estou com acesso restrito à internet, por isso não desenvolverei o comentário tanto quanto seria adequado.
Gosto bastante da discussão e das hipóteses que tem sido tratadas, no entanto há um reparo a se fazer.

A estrutura atual das redes sociais não me parece ter sido criada por iniciativa dos gestores. Até o fim do século passado a estrutura dos sites era focada apenas no emissor centralizado, foi a partir da atuação em lutas feitas nos movimentos altermundistas que isso se alterou. O cmi criou o primeiro site de publicação aberta, onde todos poderiam publicar a sua própria versão das manifestações, posteriormente o próprio Twitter foi criado com esse objetivo.
Me parece que parte do que chama-se de gestores ideológicos foram pessoas formadas nesse caldo de cultura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou com acesso restrito à internet, por isso não desenvolverei o comentário tanto quanto seria adequado.<br />
Gosto bastante da discussão e das hipóteses que tem sido tratadas, no entanto há um reparo a se fazer.</p>
<p>A estrutura atual das redes sociais não me parece ter sido criada por iniciativa dos gestores. Até o fim do século passado a estrutura dos sites era focada apenas no emissor centralizado, foi a partir da atuação em lutas feitas nos movimentos altermundistas que isso se alterou. O cmi criou o primeiro site de publicação aberta, onde todos poderiam publicar a sua própria versão das manifestações, posteriormente o próprio Twitter foi criado com esse objetivo.<br />
Me parece que parte do que chama-se de gestores ideológicos foram pessoas formadas nesse caldo de cultura.</p>
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