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	Comentários sobre: Identitarismo e captura pela elite	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Incendiário		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/08/139564/#comment-773622</link>

		<dc:creator><![CDATA[Incendiário]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 01:58:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando um não quer, dois não disputam perspicácia. Até porque, de inteligentes superperspicazes a irrelevância está cheia. De resto, miserável é o pensamento supostamente crítico que não encara certas complexidades e suas contradições onipresentes, por maiores ou menores que possam parecer/ser, e acredita que a retumbante derrota material e política em que estamos todos metidos não tem nada a ver com a disputa também pelo simbólico. Ou que a disputa por certos simbólicos seja irrelevante para avançar em reais conquistas materiais, sociais e políticas - historicamente. Enquanto isso, a extrema-direita e o bolso-fascismo brasileiro mobilizam diuturnamente símbolos e discursos em massa que nos incendeiam concretamente a todos, da Praça dos Três Poderes (com STF, com tudo) a mais de 600 mil vítimas num genocídio em curso, biomas inteiros num ecocídio também em curso - em um Brasil Paralelo do simbólico, até aqui, indisputado. Um domínio soberano. Mas só nos resta acatar aos velhos ou novos guias inteligentes dos povos, ainda q com um choro no fundo da boca, um nó na garganta, pés, mãos e demais revoltas atadas. (sentimentos, ademais, também irrelevantes, de pessoas e coletivos de uma estupidez monumental, com quem não há qualquer relevo se comunicar nem construir de forma alternativa absolutamente... nada). Reste-se em paz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um não quer, dois não disputam perspicácia. Até porque, de inteligentes superperspicazes a irrelevância está cheia. De resto, miserável é o pensamento supostamente crítico que não encara certas complexidades e suas contradições onipresentes, por maiores ou menores que possam parecer/ser, e acredita que a retumbante derrota material e política em que estamos todos metidos não tem nada a ver com a disputa também pelo simbólico. Ou que a disputa por certos simbólicos seja irrelevante para avançar em reais conquistas materiais, sociais e políticas &#8211; historicamente. Enquanto isso, a extrema-direita e o bolso-fascismo brasileiro mobilizam diuturnamente símbolos e discursos em massa que nos incendeiam concretamente a todos, da Praça dos Três Poderes (com STF, com tudo) a mais de 600 mil vítimas num genocídio em curso, biomas inteiros num ecocídio também em curso &#8211; em um Brasil Paralelo do simbólico, até aqui, indisputado. Um domínio soberano. Mas só nos resta acatar aos velhos ou novos guias inteligentes dos povos, ainda q com um choro no fundo da boca, um nó na garganta, pés, mãos e demais revoltas atadas. (sentimentos, ademais, também irrelevantes, de pessoas e coletivos de uma estupidez monumental, com quem não há qualquer relevo se comunicar nem construir de forma alternativa absolutamente&#8230; nada). Reste-se em paz.</p>
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		<title>
		Por: Miséria		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/08/139564/#comment-773184</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miséria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 21:43:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Após um destrambelhado incêndio de uma estátua, que apenas para letrados simbolizava algo e nem de longe afrontou forças políticas em disputa atual (como por exemplo rasgar uma placa de rua de Marielle Franco no calor das eleições, ou urinar e pixar nas estátuas de Rosa e Liebknecht no pré-nazismo), um incêndio que demais não a destruiu e resultou na prisão dos incendiários, avança um preexistente projeto de lei visando a implantação de algumas poucas estátuas de mulheres e negros de relevância cultural, em São Paulo. Diante de tal, vem um sujeito de sorriso de canto de boca se perguntar se tal fato constitui uma conquista ou captura, na &quot;disputa pelo simbólico&quot;. Provável ainda que o sujeito considere que a pergunta foi perspicaz, visto que ngm o respondeu. Quando a derrota material e política é aceita resta disputar o simbólico, o discursivo, o irrelevante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após um destrambelhado incêndio de uma estátua, que apenas para letrados simbolizava algo e nem de longe afrontou forças políticas em disputa atual (como por exemplo rasgar uma placa de rua de Marielle Franco no calor das eleições, ou urinar e pixar nas estátuas de Rosa e Liebknecht no pré-nazismo), um incêndio que demais não a destruiu e resultou na prisão dos incendiários, avança um preexistente projeto de lei visando a implantação de algumas poucas estátuas de mulheres e negros de relevância cultural, em São Paulo. Diante de tal, vem um sujeito de sorriso de canto de boca se perguntar se tal fato constitui uma conquista ou captura, na &#8220;disputa pelo simbólico&#8221;. Provável ainda que o sujeito considere que a pergunta foi perspicaz, visto que ngm o respondeu. Quando a derrota material e política é aceita resta disputar o simbólico, o discursivo, o irrelevante.</p>
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		<title>
		Por: Julio Guerra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/08/139564/#comment-773052</link>

		<dc:creator><![CDATA[Julio Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 14:21:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[pela matéria do Geledes que o Incendiário compartilhou em seu comentário, ficamos sabendo que o artista que fez a estátua do Borba Gato, o genocida racista misógino, é também o responsável pela única estátua de uma mulher negra em São Paulo. O detalhe é que isso não é mencionado na matéria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pela matéria do Geledes que o Incendiário compartilhou em seu comentário, ficamos sabendo que o artista que fez a estátua do Borba Gato, o genocida racista misógino, é também o responsável pela única estátua de uma mulher negra em São Paulo. O detalhe é que isso não é mencionado na matéria.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/08/139564/#comment-773027</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 13:10:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[REVIVAL
Dupla walking dead: Pareto &#038; Mosca...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>REVIVAL<br />
Dupla walking dead: Pareto &amp; Mosca&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Incendiário		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/08/139564/#comment-772733</link>

		<dc:creator><![CDATA[Incendiário]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 20:59:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Artigo bem interessante. Nessa linha, como/onde vocês enquadrariam este fato recentíssimo, desdobramento imediato do incêndio no Borba Gato? Conquista ou captura? Avanço na disputa pelo simbólico, ou retrocesso na institucionalização e monumentalização buscando incorporar e neutralizar significados históricos e ímpetos de revolta?

&quot;Geraldo Filme, Carolina Maria de Jesus e outras personalidades negras ganharão estátuas em São Paulo&quot; - https://www.geledes.org.br/carolina-de-jesus-geraldo-filme-e-outras-personalidades-negras-ganharao-estatuas-na-cidade-de-sp/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo bem interessante. Nessa linha, como/onde vocês enquadrariam este fato recentíssimo, desdobramento imediato do incêndio no Borba Gato? Conquista ou captura? Avanço na disputa pelo simbólico, ou retrocesso na institucionalização e monumentalização buscando incorporar e neutralizar significados históricos e ímpetos de revolta?</p>
<p>&#8220;Geraldo Filme, Carolina Maria de Jesus e outras personalidades negras ganharão estátuas em São Paulo&#8221; &#8211; <a href="https://www.geledes.org.br/carolina-de-jesus-geraldo-filme-e-outras-personalidades-negras-ganharao-estatuas-na-cidade-de-sp/" rel="nofollow ugc">https://www.geledes.org.br/carolina-de-jesus-geraldo-filme-e-outras-personalidades-negras-ganharao-estatuas-na-cidade-de-sp/</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/08/139564/#comment-772615</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 15:14:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho que o problema maior do identitarismo não é sua captura e desvirtuamento pelas elites econômicas ou políticas, como o texto leva a crer, e sim intrínseco ao próprio identitarismo como forma de 1) demanda e de 2) organização, pautadas em critérios (muitas vezes biológicos) de identidade, de vivência etc. 

Com isso não quero ressoar um velho bolchevismo e dizer que é preciso ter demandas ou formas de organização classista, mas que as lutas anti-opressão (de gênero, raça, sexualidade e outras formas de identidade) precisam ser críticas, ou seja, observar a raiz dos problemas de opressão e de exploração, e essa raiz passa necessariamente pela esfera econômica das estruturas de exploração capitalista. 

Mesmo que se torça o nariz para isso, por conta de lembrar o trato histórico stalinista das questões identitárias como se fossem questões de perfumaria, secundárias etc., é possível e necessário que os militantes e pessoas preocupadas com as questões de identidade, preconceito e discriminação observem os resultados práticos e reais das lutas, formas de organização e demandas identitárias, e nas últimas décadas estes resultados, sem sombra de dúvida, têm sido o fortalecimento do capitalismo, ao mesmo tempo em que tem sido inócuo o combate ao machismo, racismo, sexismo. 

Pior ainda, as formas de organização identitária, tal qual existem (e não após alguma apropriação ou  &quot;desvirtuamento&quot;, nem nada do tipo) têm reforçado a separação entre sujeitos que deveriam estar lutando juntos por causas semelhantes, potencializando a capacidade de resistência específica a cada uma dessas causas anti-opressão e anti-exploração. Ao invés de união e reforço das lutas, com trabalhadores e trabalahadoras e brancos e negros e homens e mulheres e gays e heteros formando juntos novas relações sociais e de resistência, o que temos é o enfraquecimento das lutas desses trabalhadores, seja nas pautas classistas, seja nas pautas identitárias, que inclusive se colocam como pautas autoexcludentes entre si. Embora em sua origem houvesse intenções de luta conjunta e não sectária, há décadas o identitarismo opera de modo nefasto e destrutivo para as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras. Não é preciso nenhum desvirtuamento ou apropriação por parte das elites, o identitarismo é em si mesmo um caminho errado construído pela esquerda.

O identitarismo é a própria organização sectária das lutas, visando a colocação hierárquica de seus membros, tanto internamente ao grupo, nas disputas por liderança e status, quanto externamente, no mundo econômico e político, nas disputas por melhores colocações nas estruturas de poder, ou seja, o identitarismo é essencialmente uma forma de organização formadora de gestores coloridos, o que beneficia não apenas as novas elites que daí surgem, mas essencialmente reforça a posição das empresas capitalistas e dá legitimidade à exploração capitalista. Trata-se, para os trabalhadores e trabalhadoras, infelizmente, de um inimigo interno, e digo infelizmente porque as pautas anti-opressão são absolutamente incontornáveis para qualquer um que centre sua atuação em pautas anti-exploração. 

Não é possível uma revolução contra o capital que não seja também uma revolução contra o machismo, sexismo e racismo, porém as principais formas existentes de manejo das chamadas &quot;questões de identidade&quot; e &quot;agenda da diversidade&quot; são hoje identitárias, o que significa que não possuem capacidade alguma de confluírem em lutas radicais que efetivamente contestem o racismo, machismo e sexismo. Pelo contrário, contribuem para a manutenção e reforço dessas estruturas opressivas de raiz profunda, enquanto tão somente operam uma ascensão de novas elites negras, lgbt e femininas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que o problema maior do identitarismo não é sua captura e desvirtuamento pelas elites econômicas ou políticas, como o texto leva a crer, e sim intrínseco ao próprio identitarismo como forma de 1) demanda e de 2) organização, pautadas em critérios (muitas vezes biológicos) de identidade, de vivência etc. </p>
<p>Com isso não quero ressoar um velho bolchevismo e dizer que é preciso ter demandas ou formas de organização classista, mas que as lutas anti-opressão (de gênero, raça, sexualidade e outras formas de identidade) precisam ser críticas, ou seja, observar a raiz dos problemas de opressão e de exploração, e essa raiz passa necessariamente pela esfera econômica das estruturas de exploração capitalista. </p>
<p>Mesmo que se torça o nariz para isso, por conta de lembrar o trato histórico stalinista das questões identitárias como se fossem questões de perfumaria, secundárias etc., é possível e necessário que os militantes e pessoas preocupadas com as questões de identidade, preconceito e discriminação observem os resultados práticos e reais das lutas, formas de organização e demandas identitárias, e nas últimas décadas estes resultados, sem sombra de dúvida, têm sido o fortalecimento do capitalismo, ao mesmo tempo em que tem sido inócuo o combate ao machismo, racismo, sexismo. </p>
<p>Pior ainda, as formas de organização identitária, tal qual existem (e não após alguma apropriação ou  &#8220;desvirtuamento&#8221;, nem nada do tipo) têm reforçado a separação entre sujeitos que deveriam estar lutando juntos por causas semelhantes, potencializando a capacidade de resistência específica a cada uma dessas causas anti-opressão e anti-exploração. Ao invés de união e reforço das lutas, com trabalhadores e trabalahadoras e brancos e negros e homens e mulheres e gays e heteros formando juntos novas relações sociais e de resistência, o que temos é o enfraquecimento das lutas desses trabalhadores, seja nas pautas classistas, seja nas pautas identitárias, que inclusive se colocam como pautas autoexcludentes entre si. Embora em sua origem houvesse intenções de luta conjunta e não sectária, há décadas o identitarismo opera de modo nefasto e destrutivo para as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras. Não é preciso nenhum desvirtuamento ou apropriação por parte das elites, o identitarismo é em si mesmo um caminho errado construído pela esquerda.</p>
<p>O identitarismo é a própria organização sectária das lutas, visando a colocação hierárquica de seus membros, tanto internamente ao grupo, nas disputas por liderança e status, quanto externamente, no mundo econômico e político, nas disputas por melhores colocações nas estruturas de poder, ou seja, o identitarismo é essencialmente uma forma de organização formadora de gestores coloridos, o que beneficia não apenas as novas elites que daí surgem, mas essencialmente reforça a posição das empresas capitalistas e dá legitimidade à exploração capitalista. Trata-se, para os trabalhadores e trabalhadoras, infelizmente, de um inimigo interno, e digo infelizmente porque as pautas anti-opressão são absolutamente incontornáveis para qualquer um que centre sua atuação em pautas anti-exploração. </p>
<p>Não é possível uma revolução contra o capital que não seja também uma revolução contra o machismo, sexismo e racismo, porém as principais formas existentes de manejo das chamadas &#8220;questões de identidade&#8221; e &#8220;agenda da diversidade&#8221; são hoje identitárias, o que significa que não possuem capacidade alguma de confluírem em lutas radicais que efetivamente contestem o racismo, machismo e sexismo. Pelo contrário, contribuem para a manutenção e reforço dessas estruturas opressivas de raiz profunda, enquanto tão somente operam uma ascensão de novas elites negras, lgbt e femininas.</p>
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