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	Comentários sobre: 7 de Setembro: para todos os gostos?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139945/#comment-780738</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 23:52:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E o front está tão pesado que só da gente na viração, ora se matando de trabalhar, sem tempo ou força para mais nada, ora se matando para encontrar um trabalho, e também sem tempo ou força para mais nada... Todos na mesma canoa, ninguém aguenta mais, só que ninguém pode parar de remar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o front está tão pesado que só da gente na viração, ora se matando de trabalhar, sem tempo ou força para mais nada, ora se matando para encontrar um trabalho, e também sem tempo ou força para mais nada&#8230; Todos na mesma canoa, ninguém aguenta mais, só que ninguém pode parar de remar.</p>
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		<title>
		Por: Mimimimésis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139945/#comment-780714</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mimimimésis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 22:29:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom mesmo sou eu, que faço poeminha blasè nos comentários do pepê]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom mesmo sou eu, que faço poeminha blasè nos comentários do pepê</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mimésis poiésis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139945/#comment-780699</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mimésis poiésis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 21:21:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O bolsonarismo cria sua parada do orgulho conservador na Paulista,
A esquerda &quot;oldschool&quot; reforça sua identidade no Anhangaba,
A esquerda &quot;alterna&quot; elege o novo centro da treta: os entregadores
Só para poderem esquecer das suas próprias tretas...
A socióloga faz o nome por ter cunhado um novo termo: viração
E o povo vai se virando no front]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bolsonarismo cria sua parada do orgulho conservador na Paulista,<br />
A esquerda &#8220;oldschool&#8221; reforça sua identidade no Anhangaba,<br />
A esquerda &#8220;alterna&#8221; elege o novo centro da treta: os entregadores<br />
Só para poderem esquecer das suas próprias tretas&#8230;<br />
A socióloga faz o nome por ter cunhado um novo termo: viração<br />
E o povo vai se virando no front</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: C.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139945/#comment-780486</link>

		<dc:creator><![CDATA[C.]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 03:07:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Panfletando para a paralisação do dia 11 em São Paulo, encontrei mais entregadores falando que iam no protesto contra Bolsonaro do dia 12 (chamado pelo MBL, que está fazendo uma campanha bem intensa de adesivos e panfletos nas ruas) do que ao ato do dia 7. Nos grupos de WhatsApp, não vi nada sobre entregadores se organizando para ir ao ato de hoje aqui. E também não tive notícias de “esquentas” para a greve hoje em nenhuma cidade. É verdade que, quando a convocatória do 7 de setembro apareceu — inicialmente, como uma “greve de caminhoneiros” —, a ideia de unir as lutas ganhou eco entre os entregadores que preparam o dia 11. Nesse caso, expressava até um bom sinal: juntar com a greve de outra categoria, uma união não corporativista. Conforme foi ficando claro que o dia 7 era simplesmente uma data política do Bolsonaro, a conversa foi sumindo. Tem a ver com o princípio de “não envolver política”, mas ainda mais com a falta de apelo de um chamado para defender esse governo.

Nesse sentido, acho que o texto se baseia em boa parte numa impressão apressada. Que os debates e a linguagem dessa categoria estejam mais próximos das discussões traduzidas pelo campo da direita (isso sim um fato) não quer dizer que os entregadores apoiem ativamente o Bolsonaro. O comentário do colega motorista acima ajuda a pensar esses nexos mais complexos, que vem da própria forma de trabalho. Essa análise do processo de trabalho é fundamental também para entender porque o quadro de propostas da esquerda dificilmente consegue penetração nesses setores — seria mais simples se fosse simplesmente um problema de ressentimento, personalismo dos militantes, falta de diálogo, como sugere o texto. O risco aí é apostar que uma versão dos Entregadores Antifascistas que fizesse “trabalho de base” direito daria conta do recado. O problema contudo não está tanto na pessoa Galo, mas nos próprios pressupostos — como o motorista comentou acima, seus colegas não estavam muito interessados na CLT.

Abraço aos autores,
C.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Panfletando para a paralisação do dia 11 em São Paulo, encontrei mais entregadores falando que iam no protesto contra Bolsonaro do dia 12 (chamado pelo MBL, que está fazendo uma campanha bem intensa de adesivos e panfletos nas ruas) do que ao ato do dia 7. Nos grupos de WhatsApp, não vi nada sobre entregadores se organizando para ir ao ato de hoje aqui. E também não tive notícias de “esquentas” para a greve hoje em nenhuma cidade. É verdade que, quando a convocatória do 7 de setembro apareceu — inicialmente, como uma “greve de caminhoneiros” —, a ideia de unir as lutas ganhou eco entre os entregadores que preparam o dia 11. Nesse caso, expressava até um bom sinal: juntar com a greve de outra categoria, uma união não corporativista. Conforme foi ficando claro que o dia 7 era simplesmente uma data política do Bolsonaro, a conversa foi sumindo. Tem a ver com o princípio de “não envolver política”, mas ainda mais com a falta de apelo de um chamado para defender esse governo.</p>
<p>Nesse sentido, acho que o texto se baseia em boa parte numa impressão apressada. Que os debates e a linguagem dessa categoria estejam mais próximos das discussões traduzidas pelo campo da direita (isso sim um fato) não quer dizer que os entregadores apoiem ativamente o Bolsonaro. O comentário do colega motorista acima ajuda a pensar esses nexos mais complexos, que vem da própria forma de trabalho. Essa análise do processo de trabalho é fundamental também para entender porque o quadro de propostas da esquerda dificilmente consegue penetração nesses setores — seria mais simples se fosse simplesmente um problema de ressentimento, personalismo dos militantes, falta de diálogo, como sugere o texto. O risco aí é apostar que uma versão dos Entregadores Antifascistas que fizesse “trabalho de base” direito daria conta do recado. O problema contudo não está tanto na pessoa Galo, mas nos próprios pressupostos — como o motorista comentou acima, seus colegas não estavam muito interessados na CLT.</p>
<p>Abraço aos autores,<br />
C.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Um motoristas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139945/#comment-780338</link>

		<dc:creator><![CDATA[Um motoristas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Sep 2021 17:58:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em relação ao apoio de entregadores de aplicativo a alguma forma de bolsonarismo, acho que alguns exemplos vindos de conversas com motoristas de Uber dão uma ideia. Em 2018 e principalmente nas eleições, muitos no meu grupo apoiavam o voto em Bolsonaro devido às promessas de diminuir o número de radares, aumentar o número de pontos na carteira e mesmo mudar regras e valores de multas. Afinal, a fiscalização no trânsito podia literalmente acabar com todo um dia de trabalho. Outro fator muito importante era a questão da segurança, com muitos motoristas achando que um aumento da repressão policial iria diminuir o número de “vagabundos” (o número de assaltos, roubo de carro e ouros estava crescendo, inclusive com assassinatos de motoristas -  tem no relato aqui no passa), com os mais radicais defendendo o armamento dos motoristas. As empresas não estavam e não estão nem aí para esse aspecto do trabalho dos entregadores/motoristas. E a dita esquerda não conseguia dialogar com esses trabalhadores porque não lhes interessava muito a carteira assinada, mas sim o valor das corridas, o valor da taxa abocanhada pelas empresas e principalmente o preço dos combustíveis. Talvez muito disso se repita entre caminhoneiros também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em relação ao apoio de entregadores de aplicativo a alguma forma de bolsonarismo, acho que alguns exemplos vindos de conversas com motoristas de Uber dão uma ideia. Em 2018 e principalmente nas eleições, muitos no meu grupo apoiavam o voto em Bolsonaro devido às promessas de diminuir o número de radares, aumentar o número de pontos na carteira e mesmo mudar regras e valores de multas. Afinal, a fiscalização no trânsito podia literalmente acabar com todo um dia de trabalho. Outro fator muito importante era a questão da segurança, com muitos motoristas achando que um aumento da repressão policial iria diminuir o número de “vagabundos” (o número de assaltos, roubo de carro e ouros estava crescendo, inclusive com assassinatos de motoristas &#8211;  tem no relato aqui no passa), com os mais radicais defendendo o armamento dos motoristas. As empresas não estavam e não estão nem aí para esse aspecto do trabalho dos entregadores/motoristas. E a dita esquerda não conseguia dialogar com esses trabalhadores porque não lhes interessava muito a carteira assinada, mas sim o valor das corridas, o valor da taxa abocanhada pelas empresas e principalmente o preço dos combustíveis. Talvez muito disso se repita entre caminhoneiros também.</p>
]]></content:encoded>
		
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