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	Comentários sobre: 7 de setembro: balanço preliminar	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-783163</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Sep 2021 11:29:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Publicação de uma figura universitária conhecida em suas redes sociais:

&quot;Fiz um comentário aí embaixo sobre impunidade da corrupção. Um amigo petista comentou: “resultado do golpe” [de 2016]. 
É a memória seletiva em ação.
* * *
Golpes são movimento súbitos, violentos, que liberam grande energia, provocam uma ruptura e alteram a correlação de forças em algumas horas ou em poucos dias.
O golpe de 1964, no Brasil, foi chefiado pelo marechal Castelo Branco.
O golpe no Chile foi chefiado pelo general Pinochet.
O golpe na Argentina foi chefiado pelo general Videla.
Todos tinham posições de comando nas respectivas Forças Armadas.
As tentativas de resistência foram violentamente abafadas. No Chile e na Argentina, houve milhares de mortes nos primeiros dias.
Lá como cá, seguiram-se prisões, cassações de direitos políticos e exílio forçado de muita gente.
* * * 
O “golpe” de 2016, no Brasil, foi chefiado por Michel Temer, Moreira Franco e Geddel Vieira Lima, políticos bisonhos. Foi executado passo a passo, à luz do dia, seguindo mil e uma formalidades. Durou um ano e meio. 
No fim, prevaleceu a continuidade: todos os ministros do novo governo eram ou haviam sido ministros dos governos anteriores.
* * *
Se eu fosse do PT, evitaria falar em golpe para descrever um processo com tais características. Soa desmoralizante. 
Afinal, por que o partido não resistiu? Onde estavam as dezenas de milhões de famílias que haviam saído da pobreza? Onde a militância?
* * * 
Tamanha facilidade se explica: o ciclo do PT já havia acabado. 70% do povo brasileiro queriam ver Dilma Rousseff pelas costas, e o PT já era um partido anômico. Suas principais lideranças estavam muito ocupadas em enriquecer, como “palestrantes”, como “consultores” de grandes empresas ou sei lá como.
A memória seletiva sepultou tudo isso. O PT foi vítima de um golpe, e ponto final.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicação de uma figura universitária conhecida em suas redes sociais:</p>
<p>&#8220;Fiz um comentário aí embaixo sobre impunidade da corrupção. Um amigo petista comentou: “resultado do golpe” [de 2016].<br />
É a memória seletiva em ação.<br />
* * *<br />
Golpes são movimento súbitos, violentos, que liberam grande energia, provocam uma ruptura e alteram a correlação de forças em algumas horas ou em poucos dias.<br />
O golpe de 1964, no Brasil, foi chefiado pelo marechal Castelo Branco.<br />
O golpe no Chile foi chefiado pelo general Pinochet.<br />
O golpe na Argentina foi chefiado pelo general Videla.<br />
Todos tinham posições de comando nas respectivas Forças Armadas.<br />
As tentativas de resistência foram violentamente abafadas. No Chile e na Argentina, houve milhares de mortes nos primeiros dias.<br />
Lá como cá, seguiram-se prisões, cassações de direitos políticos e exílio forçado de muita gente.<br />
* * *<br />
O “golpe” de 2016, no Brasil, foi chefiado por Michel Temer, Moreira Franco e Geddel Vieira Lima, políticos bisonhos. Foi executado passo a passo, à luz do dia, seguindo mil e uma formalidades. Durou um ano e meio.<br />
No fim, prevaleceu a continuidade: todos os ministros do novo governo eram ou haviam sido ministros dos governos anteriores.<br />
* * *<br />
Se eu fosse do PT, evitaria falar em golpe para descrever um processo com tais características. Soa desmoralizante.<br />
Afinal, por que o partido não resistiu? Onde estavam as dezenas de milhões de famílias que haviam saído da pobreza? Onde a militância?<br />
* * *<br />
Tamanha facilidade se explica: o ciclo do PT já havia acabado. 70% do povo brasileiro queriam ver Dilma Rousseff pelas costas, e o PT já era um partido anômico. Suas principais lideranças estavam muito ocupadas em enriquecer, como “palestrantes”, como “consultores” de grandes empresas ou sei lá como.<br />
A memória seletiva sepultou tudo isso. O PT foi vítima de um golpe, e ponto final.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-782308</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Sep 2021 07:10:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É engraçado o Paulo Henrique criticar quem apontou e nomeou o golpe em 2016. Pois foi em geral quem apontou o golpe de 2016 que previu o caminho que se abria com ele, sem surpresa de onde estamos. Até mesmo a profundidade de ataque, nunca antes vistos no país, aos diretos e condições de vida da classe trabalhadora, os desdobramentos óbvios de ascensão de uma direita cada vez mais extrema, uma bagunça no tabuleiro político institucional que não beneficiaria a esquerda num contexto em que a derrubada era operada pela direita, tudo isso era tão óbvio e fora do curso normal dos últimos 30 anos que em si determinavam que se chamasse o esse evento disruptivo com o conceito que existe em política: golpe. Um corte, um desvio de caminho. Golpe também por manual de política como já apontei aqui em comentários a outros textos.

Falta explicar o que nomear golpe de golpe tem a ver com esconder contradições sociais. Muito pelo contrário, aquele golpe explicitou a forma que as contradições de classe estavam tomando no Brasil (mas evidentemente houve um componente de incapacidade política do governo de plantão para bloqueá-lo ou retardá-lo).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É engraçado o Paulo Henrique criticar quem apontou e nomeou o golpe em 2016. Pois foi em geral quem apontou o golpe de 2016 que previu o caminho que se abria com ele, sem surpresa de onde estamos. Até mesmo a profundidade de ataque, nunca antes vistos no país, aos diretos e condições de vida da classe trabalhadora, os desdobramentos óbvios de ascensão de uma direita cada vez mais extrema, uma bagunça no tabuleiro político institucional que não beneficiaria a esquerda num contexto em que a derrubada era operada pela direita, tudo isso era tão óbvio e fora do curso normal dos últimos 30 anos que em si determinavam que se chamasse o esse evento disruptivo com o conceito que existe em política: golpe. Um corte, um desvio de caminho. Golpe também por manual de política como já apontei aqui em comentários a outros textos.</p>
<p>Falta explicar o que nomear golpe de golpe tem a ver com esconder contradições sociais. Muito pelo contrário, aquele golpe explicitou a forma que as contradições de classe estavam tomando no Brasil (mas evidentemente houve um componente de incapacidade política do governo de plantão para bloqueá-lo ou retardá-lo).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-782133</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:03:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=139975#comment-782133</guid>

					<description><![CDATA[Desde o lançamento de sua candidatura em plena AMAN, em 2014 logo após a segunda eleição de Dilma, Bolsonaro é um desengonçado marionete manipulado pelos Generais herdeiros de Sílvio Frota.

Os Generais só reconquistaram protagonismo político por conta de uma Crise de Representação, sendo esta consequência da Crise de Hegemonia dilacerando o Brasil desde Junho de 2013.

A lumpenburguesia manda, mas não comanda. Não consegue viabilizar lideranças políticas próprias. E não o faz por incapacidade ideológica de apresentar seu interesse particular como sendo coletivo. 

Em outros termos: nenhum milagre, como após o AI-5, nenhum Plano Real, como com FHC, nenhuma nova classe média, como no Lulismo. 

Só lhe resta a ditadura: militar ou neo-fascista.

Nas manifestações de 7-SET ficou claro o alto risco do neo-fascismo para a classe dominante, e mesmo para seus gestores no aparato do Estado.

Movimentos de massa são literalmente incontroláveis ao ganharem dinâmica própria, a não ser com o alto custo político de uma brutal repressão.

Por isto foi preciso convocar os caminhoneiros de volta ao trabalho.

Os seguidores de base da extrema-direita querem o mesmo que nós deveríamos querer. Ou seja: mudar o Brasil. 

Os extremos se encontram, mas toda a diferença está no sentido da mudança. 

Frente ao cadáver apodrecido da Nova República se impõe a busca de uma solução anti-sistema. Não haverá qualquer saída  por dentro da ordem. É preciso mudar tudo.

Frente a esta constatação, uma expressiva parte da população vê a solução vindo através de uma liderança redentora: seja ela Bolsonaro ou Lula.

Mas tanto um quanto o outro são parte do problema, e só irão agravá-lo.

Após a frustração com o recuo programado do &quot;mito&quot;, tão somente em busca de salvo-conduto para si e a prole, a quem seus seguidores irão recorrer?

Abre-se um vácuo. Quem saberá ocupá-lo?

Com certeza nenhuma terceira via, o que a baixa adesão às manifestações do MBL são um indicativo.

O desejo por mudança vive intensamente na maioria dos brasileiros. Ele só pode se materializar em relações sociais através de uma Revolução. 

E uma Revolução exige o encontro dos coléricos com os exaustos, para juntos se dirigirem no mesmo sentido da emancipação.

Como agenciar esse fluxo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o lançamento de sua candidatura em plena AMAN, em 2014 logo após a segunda eleição de Dilma, Bolsonaro é um desengonçado marionete manipulado pelos Generais herdeiros de Sílvio Frota.</p>
<p>Os Generais só reconquistaram protagonismo político por conta de uma Crise de Representação, sendo esta consequência da Crise de Hegemonia dilacerando o Brasil desde Junho de 2013.</p>
<p>A lumpenburguesia manda, mas não comanda. Não consegue viabilizar lideranças políticas próprias. E não o faz por incapacidade ideológica de apresentar seu interesse particular como sendo coletivo. </p>
<p>Em outros termos: nenhum milagre, como após o AI-5, nenhum Plano Real, como com FHC, nenhuma nova classe média, como no Lulismo. </p>
<p>Só lhe resta a ditadura: militar ou neo-fascista.</p>
<p>Nas manifestações de 7-SET ficou claro o alto risco do neo-fascismo para a classe dominante, e mesmo para seus gestores no aparato do Estado.</p>
<p>Movimentos de massa são literalmente incontroláveis ao ganharem dinâmica própria, a não ser com o alto custo político de uma brutal repressão.</p>
<p>Por isto foi preciso convocar os caminhoneiros de volta ao trabalho.</p>
<p>Os seguidores de base da extrema-direita querem o mesmo que nós deveríamos querer. Ou seja: mudar o Brasil. </p>
<p>Os extremos se encontram, mas toda a diferença está no sentido da mudança. </p>
<p>Frente ao cadáver apodrecido da Nova República se impõe a busca de uma solução anti-sistema. Não haverá qualquer saída  por dentro da ordem. É preciso mudar tudo.</p>
<p>Frente a esta constatação, uma expressiva parte da população vê a solução vindo através de uma liderança redentora: seja ela Bolsonaro ou Lula.</p>
<p>Mas tanto um quanto o outro são parte do problema, e só irão agravá-lo.</p>
<p>Após a frustração com o recuo programado do &#8220;mito&#8221;, tão somente em busca de salvo-conduto para si e a prole, a quem seus seguidores irão recorrer?</p>
<p>Abre-se um vácuo. Quem saberá ocupá-lo?</p>
<p>Com certeza nenhuma terceira via, o que a baixa adesão às manifestações do MBL são um indicativo.</p>
<p>O desejo por mudança vive intensamente na maioria dos brasileiros. Ele só pode se materializar em relações sociais através de uma Revolução. </p>
<p>E uma Revolução exige o encontro dos coléricos com os exaustos, para juntos se dirigirem no mesmo sentido da emancipação.</p>
<p>Como agenciar esse fluxo?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-782116</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 20:02:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No link postado acima se lê: &quot;Trump passou meses disseminando dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral, numa espécie de golpe preventivo&quot;. O descrédito em relação às eleições burguesas, capitaneado à direita e à extrema direita, agora virou golpe. Há ainda os que acreditam que o golpe já foi dado (e pelo jeito ninguém ficou sabendo), como aqui, embora seu autor esteja fora do espectro político da esquerda: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/09/07/villa-golpe-esta-deflagrado-se-nao-fosse-o-stf-ja-estariamos-na-ditadura.htm
E tudo isso começou lá em 2016, com o esgarçamento do conceito de golpe, de fascismo, etc., como uma forma de esconder as contradições sociais que levaram à queda daquele governo capitaneado por um partido de esquerda, mas com uma gama de apoiadores (até o próprio Bolsonaro fez parte da base do governo por um tempo). E assim, de delírio em delírio, a esquerda vai galopando.
E aqui está uma definição rápida e sobre golpe de Estado, retirado em uma rápida busca na Wikipedia (sim, Wikipedia):
&quot;Golpe de Estado, também referido internacionalmente como coup d&#039;État (em francês) e Putsch ou Staatsstreich (em alemão), consiste no derrube ilegal, por parte de um órgão do Estado, da ordem constitucional legítima.[1] Os golpes de Estado podem ser violentos ou não, e podem corresponder aos interesses da maioria ou de uma minoria.

O ato do golpe de Estado pode consistir simplesmente na aprovação, por parte de um órgão de soberania, de um diploma que revogue a constituição e que confira todo o poder do Estado a uma só pessoa ou organização.

Tem este nome de golpe porque se caracteriza por uma ruptura institucional repentina, contrariando a normalidade da lei e da ordem e submetendo o controle do Estado (poder político institucionalizado) a pessoas que não haviam sido legalmente designadas (fosse por eleição, hereditariedade ou outro processo de transição legalista).&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No link postado acima se lê: &#8220;Trump passou meses disseminando dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral, numa espécie de golpe preventivo&#8221;. O descrédito em relação às eleições burguesas, capitaneado à direita e à extrema direita, agora virou golpe. Há ainda os que acreditam que o golpe já foi dado (e pelo jeito ninguém ficou sabendo), como aqui, embora seu autor esteja fora do espectro político da esquerda: <a href="https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/09/07/villa-golpe-esta-deflagrado-se-nao-fosse-o-stf-ja-estariamos-na-ditadura.htm" rel="nofollow ugc">https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/09/07/villa-golpe-esta-deflagrado-se-nao-fosse-o-stf-ja-estariamos-na-ditadura.htm</a><br />
E tudo isso começou lá em 2016, com o esgarçamento do conceito de golpe, de fascismo, etc., como uma forma de esconder as contradições sociais que levaram à queda daquele governo capitaneado por um partido de esquerda, mas com uma gama de apoiadores (até o próprio Bolsonaro fez parte da base do governo por um tempo). E assim, de delírio em delírio, a esquerda vai galopando.<br />
E aqui está uma definição rápida e sobre golpe de Estado, retirado em uma rápida busca na Wikipedia (sim, Wikipedia):<br />
&#8220;Golpe de Estado, também referido internacionalmente como coup d&#8217;État (em francês) e Putsch ou Staatsstreich (em alemão), consiste no derrube ilegal, por parte de um órgão do Estado, da ordem constitucional legítima.[1] Os golpes de Estado podem ser violentos ou não, e podem corresponder aos interesses da maioria ou de uma minoria.</p>
<p>O ato do golpe de Estado pode consistir simplesmente na aprovação, por parte de um órgão de soberania, de um diploma que revogue a constituição e que confira todo o poder do Estado a uma só pessoa ou organização.</p>
<p>Tem este nome de golpe porque se caracteriza por uma ruptura institucional repentina, contrariando a normalidade da lei e da ordem e submetendo o controle do Estado (poder político institucionalizado) a pessoas que não haviam sido legalmente designadas (fosse por eleição, hereditariedade ou outro processo de transição legalista).&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Baltazar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-782051</link>

		<dc:creator><![CDATA[Baltazar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 16:23:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda bem que alguma esquerda protesta contra a Lava Jato. 

Difícil mesmo é a esquerda que se deixa fotografar com o ex-Juiz Sergio Moro ou uma outra esquerda (que publicou textos neste site) defendendo que a Lava Jato estava a elevar o nível do capitalismo brasileiro aos protocolos anti-corrupção internacionais.

Mas deixando um pouco de lado aqueles cuja monomania pelo PTismo é maior que qualquer coisa, hoje saiu na Folha de Sao Paulo esta coluna assinada por Patricia Campos Mello:

https://outline.com/esznuh

Parece razoável crer que o caminho de Bolsonaro seja esse. Cumprindo a revolta na ordem, de avanços e recuos, Bolsonaro segue dimensionando, reconhecendo e organizando sua base para avançar.
O Presidente declarou suas intenções golpistas e de enfrentamento no 7 de setembro. Como diz Campos Mello: - quem irá evitar essa aventura?
Ou como diz Percival: o que ocorrerá quando os coléricos encontrarem os exaustos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda bem que alguma esquerda protesta contra a Lava Jato. </p>
<p>Difícil mesmo é a esquerda que se deixa fotografar com o ex-Juiz Sergio Moro ou uma outra esquerda (que publicou textos neste site) defendendo que a Lava Jato estava a elevar o nível do capitalismo brasileiro aos protocolos anti-corrupção internacionais.</p>
<p>Mas deixando um pouco de lado aqueles cuja monomania pelo PTismo é maior que qualquer coisa, hoje saiu na Folha de Sao Paulo esta coluna assinada por Patricia Campos Mello:</p>
<p><a href="https://outline.com/esznuh" rel="nofollow ugc">https://outline.com/esznuh</a></p>
<p>Parece razoável crer que o caminho de Bolsonaro seja esse. Cumprindo a revolta na ordem, de avanços e recuos, Bolsonaro segue dimensionando, reconhecendo e organizando sua base para avançar.<br />
O Presidente declarou suas intenções golpistas e de enfrentamento no 7 de setembro. Como diz Campos Mello: &#8211; quem irá evitar essa aventura?<br />
Ou como diz Percival: o que ocorrerá quando os coléricos encontrarem os exaustos?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-782007</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 13:53:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=139975#comment-782007</guid>

					<description><![CDATA[Em meu primeiro comentário alertei para a necessidade de comparar a situação brasileira com a de outros países, mas os defensores da tese do golpe de 2016 parecem incapazes de fazê-lo.

Fosse como dizem ter sido, igualmente poder-se-ia alegar ter havido um golpe na Coreia do Sul, para tirar Park Geun-hye do poder. E por que os ardorosos defensores de Lula não saem também em defesa do pobre Jacob Zuma, que pouco depois de deixar o poder foi também processado e preso por corrupção? A esquerda que protesta contra a Lava Jato e vê na operação uma tenebrosa conspiração dos Estados Unidos para privar los pueblos de latinoamérica de seus amados governantes talvez devesse fazer procissões ao túmulo de Alan García, que encurralado pelas autoridades resolver pôr um fim à própria vida.

Mas não. Preferem ignorar a realidade internacional e abraçar a tese do golpe de 2016 elaborada pelo PT.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meu primeiro comentário alertei para a necessidade de comparar a situação brasileira com a de outros países, mas os defensores da tese do golpe de 2016 parecem incapazes de fazê-lo.</p>
<p>Fosse como dizem ter sido, igualmente poder-se-ia alegar ter havido um golpe na Coreia do Sul, para tirar Park Geun-hye do poder. E por que os ardorosos defensores de Lula não saem também em defesa do pobre Jacob Zuma, que pouco depois de deixar o poder foi também processado e preso por corrupção? A esquerda que protesta contra a Lava Jato e vê na operação uma tenebrosa conspiração dos Estados Unidos para privar los pueblos de latinoamérica de seus amados governantes talvez devesse fazer procissões ao túmulo de Alan García, que encurralado pelas autoridades resolver pôr um fim à própria vida.</p>
<p>Mas não. Preferem ignorar a realidade internacional e abraçar a tese do golpe de 2016 elaborada pelo PT.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Baltazar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-781806</link>

		<dc:creator><![CDATA[Baltazar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2021 19:39:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=139975#comment-781806</guid>

					<description><![CDATA[A algumas pessoas duas coisas fariam bem: 1)Interpretação de texto e 2) uma leitura de Maquiavel.

Se Paulo Henrique estivesse casando sua filha, seria até aceitável (ainda que um tanto controlador e obsessivo) a preocupação sobre a ficha corrida do pretendente, mas aqui estamos discutindo política, território onde o moralismo fica recluso às seitas políticas irrevogavelmente irrelevantes.

A queda da Dilma explica-se pelo campo político (como disse no meu primeiro comentário). O Governo Dilma perdeu base de apoio no Parlamento e foi apeada com o impedimento - sem bases legais para tanto, já que crime de responsabilidade não houve. Ora, apear do poder uma PR eleita sem observar a legislação chama-se golpe.

Os próprios adversários políticos do PT reconhecem:

(1) https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-09-13/psdb-tasso-jereissati.html

(2) https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/ciro-gomes-sobre-impeachment-rasga-constituicao-e-repudia-supremacia-popular-69234/

Os adversários de direita e de centro-direita reconhecem que não havia base jurídica para o impeachment. 

Reiterando o que disse, discordando de Percival e concordando com Leo Vinicius: a essa gente (parlamentares) pouco importa o que está disposto na lei; o impedimento de Bolsonaro (a despeito dos crimes de responsabilidade cometidos) não acontece (e não acontecerá) por inexistir vontade política para tanto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A algumas pessoas duas coisas fariam bem: 1)Interpretação de texto e 2) uma leitura de Maquiavel.</p>
<p>Se Paulo Henrique estivesse casando sua filha, seria até aceitável (ainda que um tanto controlador e obsessivo) a preocupação sobre a ficha corrida do pretendente, mas aqui estamos discutindo política, território onde o moralismo fica recluso às seitas políticas irrevogavelmente irrelevantes.</p>
<p>A queda da Dilma explica-se pelo campo político (como disse no meu primeiro comentário). O Governo Dilma perdeu base de apoio no Parlamento e foi apeada com o impedimento &#8211; sem bases legais para tanto, já que crime de responsabilidade não houve. Ora, apear do poder uma PR eleita sem observar a legislação chama-se golpe.</p>
<p>Os próprios adversários políticos do PT reconhecem:</p>
<p>(1) <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-09-13/psdb-tasso-jereissati.html" rel="nofollow ugc">https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-09-13/psdb-tasso-jereissati.html</a></p>
<p>(2) <a href="https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/ciro-gomes-sobre-impeachment-rasga-constituicao-e-repudia-supremacia-popular-69234/" rel="nofollow ugc">https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/ciro-gomes-sobre-impeachment-rasga-constituicao-e-repudia-supremacia-popular-69234/</a></p>
<p>Os adversários de direita e de centro-direita reconhecem que não havia base jurídica para o impeachment. </p>
<p>Reiterando o que disse, discordando de Percival e concordando com Leo Vinicius: a essa gente (parlamentares) pouco importa o que está disposto na lei; o impedimento de Bolsonaro (a despeito dos crimes de responsabilidade cometidos) não acontece (e não acontecerá) por inexistir vontade política para tanto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-781794</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2021 18:56:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=139975#comment-781794</guid>

					<description><![CDATA[Segundo Baltazar, a derrubada da Dilma se explica pelo campo jurídico. Aliás, o campo jurídico constituído (ou seja, pelo aparato estatal estabelecido), e não um novo. Mas o pior é que o pessoal defensor da tese do golpe se perde no personagem que eles criaram.Ai falam em segunda fase do golpe, terceira fase do golpe, ducentésima fase do golpe. Tudo é golpe. E depois vão &quot;defender a democracia&quot; (mas essa não tinha sido derrubada?)... com os golpistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo Baltazar, a derrubada da Dilma se explica pelo campo jurídico. Aliás, o campo jurídico constituído (ou seja, pelo aparato estatal estabelecido), e não um novo. Mas o pior é que o pessoal defensor da tese do golpe se perde no personagem que eles criaram.Ai falam em segunda fase do golpe, terceira fase do golpe, ducentésima fase do golpe. Tudo é golpe. E depois vão &#8220;defender a democracia&#8221; (mas essa não tinha sido derrubada?)&#8230; com os golpistas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Baltazar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-781722</link>

		<dc:creator><![CDATA[Baltazar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2021 15:20:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Houve um golpe parlamentar em 2016, uma parlamentada. 

Inventaram uma tese jurídica para sustentar um crime de responsabilidade inexistente e apear uma presidente indesejada no establishment político e com índices de popularidade rastejantes.

Obviamente, como se vê pelo resultado, o PT no governo era uma contenção (mesmo que parcial) às políticas ultraliberais que os ricos queriam impor (e impuseram e ainda impõem) a nós todos. O que não significa apoiar o PT. É uma simples constatação.

Nesse sentido, concordo com Leo Vinicius quanto aos motivos para Lira não dar inicio ao impedimento do PR: não se trata de questão técnica. Aliás, eles estão se lixando para técnica jurídica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Houve um golpe parlamentar em 2016, uma parlamentada. </p>
<p>Inventaram uma tese jurídica para sustentar um crime de responsabilidade inexistente e apear uma presidente indesejada no establishment político e com índices de popularidade rastejantes.</p>
<p>Obviamente, como se vê pelo resultado, o PT no governo era uma contenção (mesmo que parcial) às políticas ultraliberais que os ricos queriam impor (e impuseram e ainda impõem) a nós todos. O que não significa apoiar o PT. É uma simples constatação.</p>
<p>Nesse sentido, concordo com Leo Vinicius quanto aos motivos para Lira não dar inicio ao impedimento do PR: não se trata de questão técnica. Aliás, eles estão se lixando para técnica jurídica.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/139975/#comment-781581</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2021 00:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Já passou da hora de superar essa tese de que em 2016 o PT foi vítima de um golpe de Estado. Tem que ser muito cego ou membro da seita petista (declarado ou não) para sustentar isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já passou da hora de superar essa tese de que em 2016 o PT foi vítima de um golpe de Estado. Tem que ser muito cego ou membro da seita petista (declarado ou não) para sustentar isso.</p>
]]></content:encoded>
		
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