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	Comentários sobre: Novos incêndios na extrema-esquerda?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/140354/#comment-789177</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 14:22:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[DIAGNÓSTICO PRECOCE
Piromaníacos &#038;/ autotélicos, ciclotímicos paradoxais (v.g. hiperativos catatônicos), toda uma fauna infoperformática militonta escreve (assina e publica) nimiedades sob a forma de comentários redundantes. Quando havia futuro, esse comportamento era tido como sintoma eventual de sífilis...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DIAGNÓSTICO PRECOCE<br />
Piromaníacos &amp;/ autotélicos, ciclotímicos paradoxais (v.g. hiperativos catatônicos), toda uma fauna infoperformática militonta escreve (assina e publica) nimiedades sob a forma de comentários redundantes. Quando havia futuro, esse comportamento era tido como sintoma eventual de sífilis&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/140354/#comment-789056</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 09:25:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Joker,

Você acertou no alvo. As redes sociais permitem a alguém, ou a um pequeno grupo, criar um movimento a partir de um espectáculo, real ou virtual, mobilizar esse movimento e orientá-lo, conduzir expurgos e marginalizar dissidentes e críticos, até angariar fundos e investi-los, e tudo isto prescindindo do contacto pessoal que caracteriza os antigos movimentos. E como não? Se o trabalho não presencial se tornou frequente, e pode sê-lo cada vez mais, o mesmo se aplica à intervenção política.

Mas há outra coisa que é necessário tomar em conta. &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2012/08/52523/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Jean-Paul Marat foi o anti-Maquiavel&lt;/a&gt;, porque enquanto Maquiavel considerara o Príncipe como o agente da tirania, para Marat era a desmobilização da plebe que permitia a tirania. Por isso a grande preocupação de Marat era agitar a plebe, como se agita um líquido para que as partículas permaneçam em suspensão, porque, se se formasse um sedimento, então a plebe deixava de estar mobilizada e a tirania constituía-se. Em suma, para Marat, ao contrário de Maquiavel, não é o Príncipe que cria a tirania, é a plebe que permite ao Príncipe ascender e tornar-se um tirano.

Os burocratas não presenciais — chamemos assim a essa nova estirpe — não se afirmam apenas graças às redes sociais. Afirmam-se graças ao misto de histeria e fragmentação que actualmente caracteriza essas redes. Existem milhares de &lt;em&gt;influencers&lt;/em&gt;, mas não são todos eles a converter-se em burocratas. Os &lt;em&gt;influencers&lt;/em&gt;, no entanto, são o sintoma da desmobilização de quem lhes permite ser influenciador. Veja uma fotografia ou um filme de Hitler a discursar à multidão. Os assistentes estão em filas bem alinhadas, todos juntos, mas cada um isolado perante o Führer. As redes sociais permitem — permitem, não obrigam — que o mesmo se passe virtualmente. Se existem milhões de pessoas a formar o caldo de cultura onde se geram os &lt;em&gt;inluencers&lt;/em&gt;, isto indica que estão criadas as condições para o aparecimento de burocracias não presenciais.

É esta a nova realidade a que devemos estar atentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joker,</p>
<p>Você acertou no alvo. As redes sociais permitem a alguém, ou a um pequeno grupo, criar um movimento a partir de um espectáculo, real ou virtual, mobilizar esse movimento e orientá-lo, conduzir expurgos e marginalizar dissidentes e críticos, até angariar fundos e investi-los, e tudo isto prescindindo do contacto pessoal que caracteriza os antigos movimentos. E como não? Se o trabalho não presencial se tornou frequente, e pode sê-lo cada vez mais, o mesmo se aplica à intervenção política.</p>
<p>Mas há outra coisa que é necessário tomar em conta. <a href="https://passapalavra.info/2012/08/52523/" rel="noopener" target="_blank">Jean-Paul Marat foi o anti-Maquiavel</a>, porque enquanto Maquiavel considerara o Príncipe como o agente da tirania, para Marat era a desmobilização da plebe que permitia a tirania. Por isso a grande preocupação de Marat era agitar a plebe, como se agita um líquido para que as partículas permaneçam em suspensão, porque, se se formasse um sedimento, então a plebe deixava de estar mobilizada e a tirania constituía-se. Em suma, para Marat, ao contrário de Maquiavel, não é o Príncipe que cria a tirania, é a plebe que permite ao Príncipe ascender e tornar-se um tirano.</p>
<p>Os burocratas não presenciais — chamemos assim a essa nova estirpe — não se afirmam apenas graças às redes sociais. Afirmam-se graças ao misto de histeria e fragmentação que actualmente caracteriza essas redes. Existem milhares de <em>influencers</em>, mas não são todos eles a converter-se em burocratas. Os <em>influencers</em>, no entanto, são o sintoma da desmobilização de quem lhes permite ser influenciador. Veja uma fotografia ou um filme de Hitler a discursar à multidão. Os assistentes estão em filas bem alinhadas, todos juntos, mas cada um isolado perante o Führer. As redes sociais permitem — permitem, não obrigam — que o mesmo se passe virtualmente. Se existem milhões de pessoas a formar o caldo de cultura onde se geram os <em>inluencers</em>, isto indica que estão criadas as condições para o aparecimento de burocracias não presenciais.</p>
<p>É esta a nova realidade a que devemos estar atentos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/140354/#comment-788939</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 05:03:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A palavra burocrata virou um xingamento e não um conceito com lastro. Para mim esse artigo mostra isso.

Acho que o arkx Brasil está correto na avaliação de que o texto é no fundo direcionado ao Galo. Não faria o menor sentido perder tantas linhas com a tal queima da estátua, quando mais de um texto publicado neste site já trataram do assunto. 

Pelo conceito de burocracia que na prática está sendo usado, os black blocs são burocratas, os punks também, e eu já fui um dia...

Enxergar burocrata onde existe alguém recém iniciado em atividade política, que se iniciou politicamente na contracultura (no caso através do rap e não do punk), e que a não ser pela projeção midiática que alcançou (sem que procurasse isso pelo que se pode saber) reflete um percurso muito comum que vai da contracultura até se encontrar em uma política mais consequente, é ver monstros onde não existem.

A grande questão é que encontrar monstros ao lado pode se tornar o sentido de existência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra burocrata virou um xingamento e não um conceito com lastro. Para mim esse artigo mostra isso.</p>
<p>Acho que o arkx Brasil está correto na avaliação de que o texto é no fundo direcionado ao Galo. Não faria o menor sentido perder tantas linhas com a tal queima da estátua, quando mais de um texto publicado neste site já trataram do assunto. </p>
<p>Pelo conceito de burocracia que na prática está sendo usado, os black blocs são burocratas, os punks também, e eu já fui um dia&#8230;</p>
<p>Enxergar burocrata onde existe alguém recém iniciado em atividade política, que se iniciou politicamente na contracultura (no caso através do rap e não do punk), e que a não ser pela projeção midiática que alcançou (sem que procurasse isso pelo que se pode saber) reflete um percurso muito comum que vai da contracultura até se encontrar em uma política mais consequente, é ver monstros onde não existem.</p>
<p>A grande questão é que encontrar monstros ao lado pode se tornar o sentido de existência.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: joker		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/140354/#comment-788815</link>

		<dc:creator><![CDATA[joker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 20:05:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Arkx Brasil matou a charada. Apesar de os exemplos serem abundantes, o espetáculo em cima da figura específica de Paulo Galo mostra como na nossa conjuntura parece ser fácil ser burocrata, nem é preciso mais disputar os movimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arkx Brasil matou a charada. Apesar de os exemplos serem abundantes, o espetáculo em cima da figura específica de Paulo Galo mostra como na nossa conjuntura parece ser fácil ser burocrata, nem é preciso mais disputar os movimentos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/09/140354/#comment-788774</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 18:26:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pelo lido, o PassaPalavra continua queimado com o fogo na estátua do Bandeirante, este símbolo da &quot;Raça Planaltina&quot; e de seu empreendedorismo na matança de indígenas, quilombolas e proletários.

Ainda assim, o PassaPalavra finda por reconhecer na ação sua《eficácia como ato performático》, afinal tudo o que declaradamente pretendeu ser.

Quanto ao seu sucesso em abrir um debate, um dos momentos altos, e hilários, foi a completa humilhação intelectual de um adepto do Quinto Movimento, vertente vinda da Esquerda para o atual neo-fascismo brasileiro.

(Link: https://aterraeredonda.com.br/bandeirantes-e-bandeiritismos/)

Apesar de se referir de modo tangencial a questões decisivas, o conjunto do artigo mal tenta disfarçar seu foco: uma crítica direta ao entregador Galo.

Neste sentido,  mesmo sendo pertinentes algumas das avaliações, o saldo inescapável é personalizante e sectário.

Afinal, como o artigo encerra indagando, qual o aprendizado vindo do incêndio e do breque? 

Dada a repercussão das chamas no Borba Gato, devemos considerar: por que o mesmo no monumento a Pedro Álvares Cabral não provocou reação semelhante? 

A resposta pode ser procurada na importância vital dos meios de comunicação para as lutas, pois são também as formas de organização (desde o clássico jornal leninista). Daí a necessidade de se ter meios próprios de comunicação. 

Os breques revelam como a precarização estrutural do trabalho  exige respostas e lutas igualmente radicais.

A conquista de toda e qualquer luta já não pode ser senão: a capacidade de se organizar para lutar mais e melhor.

Mas lutar pelo quê?

Por ganhos econômicos e direitos, ambos insustentáveis? Por apoio da Esquerda eleitoral-institucional? Por visibilidade na mídia? 

Ou por um processo revolucionário? 

E o que definiria um processo revolucionário, a não ser a autonomia como meio e fim, a partir da tomada dos meios de produção.

Quais são os meios de produção para os entregadores? No cotidiano de suas lutas e vidas como se expressa um processo revolucionário?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo lido, o PassaPalavra continua queimado com o fogo na estátua do Bandeirante, este símbolo da &#8220;Raça Planaltina&#8221; e de seu empreendedorismo na matança de indígenas, quilombolas e proletários.</p>
<p>Ainda assim, o PassaPalavra finda por reconhecer na ação sua《eficácia como ato performático》, afinal tudo o que declaradamente pretendeu ser.</p>
<p>Quanto ao seu sucesso em abrir um debate, um dos momentos altos, e hilários, foi a completa humilhação intelectual de um adepto do Quinto Movimento, vertente vinda da Esquerda para o atual neo-fascismo brasileiro.</p>
<p>(Link: <a href="https://aterraeredonda.com.br/bandeirantes-e-bandeiritismos/" rel="nofollow ugc">https://aterraeredonda.com.br/bandeirantes-e-bandeiritismos/</a>)</p>
<p>Apesar de se referir de modo tangencial a questões decisivas, o conjunto do artigo mal tenta disfarçar seu foco: uma crítica direta ao entregador Galo.</p>
<p>Neste sentido,  mesmo sendo pertinentes algumas das avaliações, o saldo inescapável é personalizante e sectário.</p>
<p>Afinal, como o artigo encerra indagando, qual o aprendizado vindo do incêndio e do breque? </p>
<p>Dada a repercussão das chamas no Borba Gato, devemos considerar: por que o mesmo no monumento a Pedro Álvares Cabral não provocou reação semelhante? </p>
<p>A resposta pode ser procurada na importância vital dos meios de comunicação para as lutas, pois são também as formas de organização (desde o clássico jornal leninista). Daí a necessidade de se ter meios próprios de comunicação. </p>
<p>Os breques revelam como a precarização estrutural do trabalho  exige respostas e lutas igualmente radicais.</p>
<p>A conquista de toda e qualquer luta já não pode ser senão: a capacidade de se organizar para lutar mais e melhor.</p>
<p>Mas lutar pelo quê?</p>
<p>Por ganhos econômicos e direitos, ambos insustentáveis? Por apoio da Esquerda eleitoral-institucional? Por visibilidade na mídia? </p>
<p>Ou por um processo revolucionário? </p>
<p>E o que definiria um processo revolucionário, a não ser a autonomia como meio e fim, a partir da tomada dos meios de produção.</p>
<p>Quais são os meios de produção para os entregadores? No cotidiano de suas lutas e vidas como se expressa um processo revolucionário?</p>
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