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	Comentários sobre: O futuro fugiu. 3	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Antônio		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 12:54:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João
O tempo andou mexendo com a gente

Sim]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João<br />
O tempo andou mexendo com a gente</p>
<p>Sim</p>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/10/139808/#comment-793007</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Oct 2021 20:56:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nos foi legado um método de análise, não uma bola de cristal.

Embora quase sempre a vidência seja compreendida como a capacidade de se antever o futuro, deste nada há para se ver, a não ser uma nuvem fugidia de possibilidades em incessante alteração.

Longe de ter a ver com o futuro, a vidência é &quot;a visão do que está tomando forma&quot; aqui e agora. Ver neste exato instante aquilo que apenas tarde demais todos acabarão também por perceber.

E para a vidência assim se manifestar, o principal meio é justamente o método de análise.

Qual futuro está prestes a se materializar no presente? Socalismo ou barbárie? Comunismo ou extinção?

Houve um tempo passado, e hoje poucos dele querem saber, ou dele desejam recordar, quando estivemos à beira de vencer.

Por exemplo, quando a Revolução Cultural propôs a transformação da China numa federação de comunas, com dirigentes livremente eleitos e com mandatos revogáveis. 

Para aqueles hoje sem rumo nas águas turvas que sucederam a derrota, onde julgam verem ilhéus perdidos estão os cumes de cordilheiras submersas.

O que restou, senão se indagar: o que é ser revolucionário numa época não revolucionária? 

《Num movimento, tanto pela terra como por teto, transporte ou por qualquer outro objetivo, a vida das pessoas tem de ser diferente desde o início, elas têm de se organizar de uma maneira que rompa com a sociedade dominante; em todas as dimensões de sua vida tem de haver mais autonomia e mais coletividade. Ou seja, as formas de organização coletiva têm desde o início de ser distintas das que vigoram no capitalismo.》

Onde encontrar no presente as aparentemente frágeis e diminutas ervas, entretanto poderosas a ponto de trincar e por abaixo as mais sólidas muralhas?

Nos trabalhadores precarizados e sem qualificação, mas peritos em manusear os sofisticados meios de comunicação contemporâneos?

Nos analfabetos funcionais, porém esbanjando criatividade?

Na juventude dos subúrbios da periferia, com sua insubmissa rejeição a um mundo que os trata como refugo e dotados da fúria incontrolável para destruí-lo?

Sendo o tempo a própria substância do modo de produção capitalista, e o presente a matéria-prima com a qual se deve engendrar a Revolução, entre um &quot;longo passado&quot; e um &quot;longo futuro&quot; agora toma forma um intervalo de dramática aceleração da História.

Quem a ele pode ver?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos foi legado um método de análise, não uma bola de cristal.</p>
<p>Embora quase sempre a vidência seja compreendida como a capacidade de se antever o futuro, deste nada há para se ver, a não ser uma nuvem fugidia de possibilidades em incessante alteração.</p>
<p>Longe de ter a ver com o futuro, a vidência é &#8220;a visão do que está tomando forma&#8221; aqui e agora. Ver neste exato instante aquilo que apenas tarde demais todos acabarão também por perceber.</p>
<p>E para a vidência assim se manifestar, o principal meio é justamente o método de análise.</p>
<p>Qual futuro está prestes a se materializar no presente? Socalismo ou barbárie? Comunismo ou extinção?</p>
<p>Houve um tempo passado, e hoje poucos dele querem saber, ou dele desejam recordar, quando estivemos à beira de vencer.</p>
<p>Por exemplo, quando a Revolução Cultural propôs a transformação da China numa federação de comunas, com dirigentes livremente eleitos e com mandatos revogáveis. </p>
<p>Para aqueles hoje sem rumo nas águas turvas que sucederam a derrota, onde julgam verem ilhéus perdidos estão os cumes de cordilheiras submersas.</p>
<p>O que restou, senão se indagar: o que é ser revolucionário numa época não revolucionária? </p>
<p>《Num movimento, tanto pela terra como por teto, transporte ou por qualquer outro objetivo, a vida das pessoas tem de ser diferente desde o início, elas têm de se organizar de uma maneira que rompa com a sociedade dominante; em todas as dimensões de sua vida tem de haver mais autonomia e mais coletividade. Ou seja, as formas de organização coletiva têm desde o início de ser distintas das que vigoram no capitalismo.》</p>
<p>Onde encontrar no presente as aparentemente frágeis e diminutas ervas, entretanto poderosas a ponto de trincar e por abaixo as mais sólidas muralhas?</p>
<p>Nos trabalhadores precarizados e sem qualificação, mas peritos em manusear os sofisticados meios de comunicação contemporâneos?</p>
<p>Nos analfabetos funcionais, porém esbanjando criatividade?</p>
<p>Na juventude dos subúrbios da periferia, com sua insubmissa rejeição a um mundo que os trata como refugo e dotados da fúria incontrolável para destruí-lo?</p>
<p>Sendo o tempo a própria substância do modo de produção capitalista, e o presente a matéria-prima com a qual se deve engendrar a Revolução, entre um &#8220;longo passado&#8221; e um &#8220;longo futuro&#8221; agora toma forma um intervalo de dramática aceleração da História.</p>
<p>Quem a ele pode ver?</p>
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