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	Comentários sobre: A política identitária do iFood	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Outro Bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-993727</link>

		<dc:creator><![CDATA[Outro Bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jan 2025 15:58:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais uma empresa encerra o seu assim chamado programa de diversidade inclusão, nada menos que a Meta, de Zuckerberg.
Soma-se assim a uma lista que inclui Walmart, McDonald&#039;s, Ford e John Deere.
O embaraçoso é que,  sendo uma resposta à direita, ela argumenta assentada numa tradicional bandeira da esquerda: a igualdade.
Por um lado ou por outro, são respostas do capital. Responderão os trabalhadores com ações de solidariedade e combate às discriminações? Isso é que é mais interessante.

Meta, de Mark Zuckerberg, põe fim a programa de diversidade e inclusão dentro da empresa
https://www.estadao.com.br/link/meta-zuckerberg-fim-programa-diversidade-inclusao/?utm_source=estadao:app&#038;utm_medium=noticia:compartilhamento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma empresa encerra o seu assim chamado programa de diversidade inclusão, nada menos que a Meta, de Zuckerberg.<br />
Soma-se assim a uma lista que inclui Walmart, McDonald&#8217;s, Ford e John Deere.<br />
O embaraçoso é que,  sendo uma resposta à direita, ela argumenta assentada numa tradicional bandeira da esquerda: a igualdade.<br />
Por um lado ou por outro, são respostas do capital. Responderão os trabalhadores com ações de solidariedade e combate às discriminações? Isso é que é mais interessante.</p>
<p>Meta, de Mark Zuckerberg, põe fim a programa de diversidade e inclusão dentro da empresa<br />
<a href="https://www.estadao.com.br/link/meta-zuckerberg-fim-programa-diversidade-inclusao/?utm_source=estadao:app&#038;utm_medium=noticia:compartilhamento" rel="nofollow ugc">https://www.estadao.com.br/link/meta-zuckerberg-fim-programa-diversidade-inclusao/?utm_source=estadao:app&#038;utm_medium=noticia:compartilhamento</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-984763</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 05:46:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A resposta ao identitarismo está vindo. Só que à direita.
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/walmart-antes-ansioso-para-promover-a-diversidade-recua-sob-pressao-conservadora.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A resposta ao identitarismo está vindo. Só que à direita.<br />
<a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/walmart-antes-ansioso-para-promover-a-diversidade-recua-sob-pressao-conservadora.shtml" rel="nofollow ugc">https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/11/walmart-antes-ansioso-para-promover-a-diversidade-recua-sob-pressao-conservadora.shtml</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Luciana Trulk		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-840754</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luciana Trulk]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2022 01:13:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais uma canalhice deles: 
https://www.youtube.com/watch?v=vZd_0SiDVkk (vídeo do Meteoro Br)
https://apublica.org/2022/04/a-maquina-oculta-de-propaganda-do-ifood/ (reportagem da agência Pública, que descobriu um esquema profissional de desmobilização do movimento dos entregadores)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma canalhice deles:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=vZd_0SiDVkk" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=vZd_0SiDVkk</a> (vídeo do Meteoro Br)<br />
<a href="https://apublica.org/2022/04/a-maquina-oculta-de-propaganda-do-ifood/" rel="nofollow ugc">https://apublica.org/2022/04/a-maquina-oculta-de-propaganda-do-ifood/</a> (reportagem da agência Pública, que descobriu um esquema profissional de desmobilização do movimento dos entregadores)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JULIANA MARQUES RESENDE		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-805047</link>

		<dc:creator><![CDATA[JULIANA MARQUES RESENDE]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 00:42:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://www.instagram.com/p/CV1NO6Jt-Cz/?utm_medium=copy_link

Sobre a desmonetização e as pautas identitárias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/p/CV1NO6Jt-Cz/?utm_medium=copy_link" rel="nofollow ugc">https://www.instagram.com/p/CV1NO6Jt-Cz/?utm_medium=copy_link</a></p>
<p>Sobre a desmonetização e as pautas identitárias.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-805043</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 00:37:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=140796#comment-805043</guid>

					<description><![CDATA[Me parece importante ter em mente que também essa ressignificação da ideia de desigualdade social partiu da esquerda &quot;pós-68&quot;, e não das próprias empresas. Claro, houve e há simultaneamente (e confluindo) um movimento de ressignificação da desigualdade por parte de macro-instituições como a ONU, num movimento que no Brasil ganha relevo a partir de ações dos governos neoliberais de FHC, especialmente encabeçadas pela esposa do presidente (o movimento de prevalência das empresas e das ONGs no trato da pobreza, a imposição da agenda do desenvolvimento sustentável e da questão ecológica etc), mas fundamentalmente esse ajuste de contas com a desigualdade social por meio de uma ressignificação da desigualdade (ampliando o leque para as múltiplas formas de manifestação da desigualdade: de gênero, de raça, etc) parte das esquerdas e &quot;novas esquerdas&quot;, com seus focos nas denúncias das artimanhas do poder, do simbólico, do micropoder, das opressões, das narrativas etc. 

Quando LeoV diz que os departamentos de ideologia da empresa se adaptam às necessidades da luta de classes penso que a luta em questão é a luta de classes que a esquerda construiu e tem construído, e que é uma luta de classes pretensamente sem classe ou mesmo contra a classe, focadas nas identidades e no reconhecimento. Não por acaso esse inteligente modo empresarial de lidar com a luta social e demandas identitárias fornece munição para a empresa rebater simbólica e ideologicamente até mesmo a luta social de demandas classistas, quando ela estoura por exemplo em greves de entregadores etc. Graças a construir uma imagem sólida de empresa socialmente comprometida a empresa se blinda de uma visão negativa em um cenário de greves e lutas dos entregadores. A população vê e apoia a luta, mas sem que isso implique negatividade em relação à empresa exploradora, o que inclusive dificulta qualquer construção de greves de solidariedade e muito menos uma tomada do poder da empresa, por exemplo em uma ocupação ou autogestão. É quase como se quem explorasse fosse um fantasma, talvez a &quot;mão do mercado&quot;, mas não a empresa real, geridas por gestores reais, afinal a empresa eticamente responsável é bacana e lá não existe discriminação, então se estão pagando pouco, ou não dando segurança aos funcionários etc, &quot;deve ser porque precisam&quot;. Por meio de políticas identitárias as empresam ganham um atestado de bom senso, que as capacita a responder mais eficazmente às pressões da lutas sociais: toda luta, independente da demanda ou forma de organização, carrega um componente simbólico e ideológico que é importante para a luta ganhar apoio social fora dos muros da empresa. Esse apoio é sempre importante na configuração do sucesso ou fracasso da luta em marcha. A inserção de mulheres, negros e LGBTs em cargos de comando e o setor de I&#038;D do capitalismo identitário atuam de modo a capacitar as empresas a neutralizar esse componente simbólico e ideológico, revertendo-o em um componente de defesa da empresa, e não de ataque dos trabalhadores.

E se a logística da produção resulta em segregação racial, como na hipótese do LeoV, a empresa também se prepara para rebater a acusação, ao ter inúmeras medidas visando igualdade racial. Tudo isso me lembra essa tirinha de Andre Dahmer: [[https://i2.wp.com/cienciaeclima.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Marcas-andre-dahmer.png?w=474&#038;ssl=1]]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me parece importante ter em mente que também essa ressignificação da ideia de desigualdade social partiu da esquerda &#8220;pós-68&#8221;, e não das próprias empresas. Claro, houve e há simultaneamente (e confluindo) um movimento de ressignificação da desigualdade por parte de macro-instituições como a ONU, num movimento que no Brasil ganha relevo a partir de ações dos governos neoliberais de FHC, especialmente encabeçadas pela esposa do presidente (o movimento de prevalência das empresas e das ONGs no trato da pobreza, a imposição da agenda do desenvolvimento sustentável e da questão ecológica etc), mas fundamentalmente esse ajuste de contas com a desigualdade social por meio de uma ressignificação da desigualdade (ampliando o leque para as múltiplas formas de manifestação da desigualdade: de gênero, de raça, etc) parte das esquerdas e &#8220;novas esquerdas&#8221;, com seus focos nas denúncias das artimanhas do poder, do simbólico, do micropoder, das opressões, das narrativas etc. </p>
<p>Quando LeoV diz que os departamentos de ideologia da empresa se adaptam às necessidades da luta de classes penso que a luta em questão é a luta de classes que a esquerda construiu e tem construído, e que é uma luta de classes pretensamente sem classe ou mesmo contra a classe, focadas nas identidades e no reconhecimento. Não por acaso esse inteligente modo empresarial de lidar com a luta social e demandas identitárias fornece munição para a empresa rebater simbólica e ideologicamente até mesmo a luta social de demandas classistas, quando ela estoura por exemplo em greves de entregadores etc. Graças a construir uma imagem sólida de empresa socialmente comprometida a empresa se blinda de uma visão negativa em um cenário de greves e lutas dos entregadores. A população vê e apoia a luta, mas sem que isso implique negatividade em relação à empresa exploradora, o que inclusive dificulta qualquer construção de greves de solidariedade e muito menos uma tomada do poder da empresa, por exemplo em uma ocupação ou autogestão. É quase como se quem explorasse fosse um fantasma, talvez a &#8220;mão do mercado&#8221;, mas não a empresa real, geridas por gestores reais, afinal a empresa eticamente responsável é bacana e lá não existe discriminação, então se estão pagando pouco, ou não dando segurança aos funcionários etc, &#8220;deve ser porque precisam&#8221;. Por meio de políticas identitárias as empresam ganham um atestado de bom senso, que as capacita a responder mais eficazmente às pressões da lutas sociais: toda luta, independente da demanda ou forma de organização, carrega um componente simbólico e ideológico que é importante para a luta ganhar apoio social fora dos muros da empresa. Esse apoio é sempre importante na configuração do sucesso ou fracasso da luta em marcha. A inserção de mulheres, negros e LGBTs em cargos de comando e o setor de I&amp;D do capitalismo identitário atuam de modo a capacitar as empresas a neutralizar esse componente simbólico e ideológico, revertendo-o em um componente de defesa da empresa, e não de ataque dos trabalhadores.</p>
<p>E se a logística da produção resulta em segregação racial, como na hipótese do LeoV, a empresa também se prepara para rebater a acusação, ao ter inúmeras medidas visando igualdade racial. Tudo isso me lembra essa tirinha de Andre Dahmer: [[https://i2.wp.com/cienciaeclima.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Marcas-andre-dahmer.png?w=474&amp;ssl=1]]</p>
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-805006</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 23:01:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esses dias o iFood soltou uma nota, em função de uma polêmica com um programa que a empresa patrocinava e que envolvia discussão sobre racismo. Na nota se pode ler: &quot;Não é mais possível ser parte de uma sociedade desigual&quot;. https://propmark.com.br/anunciantes/flow-podcast-perde-parceria-com-ifood-apos-posts-de-monark/

Fica bastante claro que nesses departamentos de ideologia da empresa (como o tal I&#038;D), trata-se talvez mais do que se adaptar às necessidades do mercado, se adaptar às necessidades da luta de classes.

Se no início do século XIX o movimento operário ressignificou a ideia de igualdade, de classe produtiva, entre outras, parece claro que o que está em curso na política identitária, ou no &quot;capitalismo identitário&quot;, é a ressignificação da ideia de desigualdade social (e obviamente a de igualdade social).

A desigualdade deixa de se ter referência ao trabalho, ao econômico, ou seja, o campo que verdadeiramente importa a uma empresa capitalista, para se reduzir à não discriminação direta de indivíduos (por cor de pele, gênero etc.).

Talvez tanto mais importante para o iFood é o investimento nessa ideologia (no sentido marxiano de encobrir a realidade da desigualdade social nas relações de trabalho), quanto o seu negócio depende de uma ampliação da desigualdade econômica e trabalhista (algo que não vou discorrer aqui embora seja bastante evidente por se negarem a conceder os direitos trabalhistas aos entregadores, pagarem cada vez menos e serem uma empresa que ainda hoje não conseguiu ser lucrativa). Um pouco sobre isso aqui: https://diplomatique.org.br/ifood-a-heranca-do-apartheid-no-brasil/

A empresa que vive do aprofundamento da segregação social (os entregadores não são considerados sujeitos de diretos trabalhistas e previdenciários) precisa, talvez mais do que outras, esconder esse fato ressignificando a desigualdade social. O caso da Uber nos EUA é bastante parecido também (ver o livro Uberland, da Alex Rosemblat).

Seria útil nesse sentido mostrar que a segregação social que o iFood fomenta através da relação de trabalho com os entregadores repercute também em termos de segregação racial.

Pra fechar, as políticas identitárias parecem ganhar força numa época de horizonte de expectativa decrescente (ou de fim dele). É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo, como é dito. Nesse contexto trata-se de afirmar o que se é no presente, sem projeções num futuro, sem expectativas de mudanças de fato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias o iFood soltou uma nota, em função de uma polêmica com um programa que a empresa patrocinava e que envolvia discussão sobre racismo. Na nota se pode ler: &#8220;Não é mais possível ser parte de uma sociedade desigual&#8221;. <a href="https://propmark.com.br/anunciantes/flow-podcast-perde-parceria-com-ifood-apos-posts-de-monark/" rel="nofollow ugc">https://propmark.com.br/anunciantes/flow-podcast-perde-parceria-com-ifood-apos-posts-de-monark/</a></p>
<p>Fica bastante claro que nesses departamentos de ideologia da empresa (como o tal I&amp;D), trata-se talvez mais do que se adaptar às necessidades do mercado, se adaptar às necessidades da luta de classes.</p>
<p>Se no início do século XIX o movimento operário ressignificou a ideia de igualdade, de classe produtiva, entre outras, parece claro que o que está em curso na política identitária, ou no &#8220;capitalismo identitário&#8221;, é a ressignificação da ideia de desigualdade social (e obviamente a de igualdade social).</p>
<p>A desigualdade deixa de se ter referência ao trabalho, ao econômico, ou seja, o campo que verdadeiramente importa a uma empresa capitalista, para se reduzir à não discriminação direta de indivíduos (por cor de pele, gênero etc.).</p>
<p>Talvez tanto mais importante para o iFood é o investimento nessa ideologia (no sentido marxiano de encobrir a realidade da desigualdade social nas relações de trabalho), quanto o seu negócio depende de uma ampliação da desigualdade econômica e trabalhista (algo que não vou discorrer aqui embora seja bastante evidente por se negarem a conceder os direitos trabalhistas aos entregadores, pagarem cada vez menos e serem uma empresa que ainda hoje não conseguiu ser lucrativa). Um pouco sobre isso aqui: <a href="https://diplomatique.org.br/ifood-a-heranca-do-apartheid-no-brasil/" rel="nofollow ugc">https://diplomatique.org.br/ifood-a-heranca-do-apartheid-no-brasil/</a></p>
<p>A empresa que vive do aprofundamento da segregação social (os entregadores não são considerados sujeitos de diretos trabalhistas e previdenciários) precisa, talvez mais do que outras, esconder esse fato ressignificando a desigualdade social. O caso da Uber nos EUA é bastante parecido também (ver o livro Uberland, da Alex Rosemblat).</p>
<p>Seria útil nesse sentido mostrar que a segregação social que o iFood fomenta através da relação de trabalho com os entregadores repercute também em termos de segregação racial.</p>
<p>Pra fechar, as políticas identitárias parecem ganhar força numa época de horizonte de expectativa decrescente (ou de fim dele). É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo, como é dito. Nesse contexto trata-se de afirmar o que se é no presente, sem projeções num futuro, sem expectativas de mudanças de fato.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-804749</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 12:51:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Intuição quântica, ritmanálise e micropolítica, juntas e intromisturadas à Polese, evisceraram o tecnofeudalismo algoritmizado…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Intuição quântica, ritmanálise e micropolítica, juntas e intromisturadas à Polese, evisceraram o tecnofeudalismo algoritmizado…</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140796/#comment-804521</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Nov 2021 21:05:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto. Eu fiquei espantado com a velocidade que as pautas identitárias tomaram conta da esquerda como um todo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto. Eu fiquei espantado com a velocidade que as pautas identitárias tomaram conta da esquerda como um todo.</p>
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