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	Comentários sobre: Entrevista com o Movimento Transparência	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140939/#comment-831333</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2022 11:31:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado Aulete,

Agradecemos pelo comentário. Fizemos a correção.

Cordialmente,
Coletivo Passa Palavra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Aulete,</p>
<p>Agradecemos pelo comentário. Fizemos a correção.</p>
<p>Cordialmente,<br />
Coletivo Passa Palavra.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Aulete		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140939/#comment-831223</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aulete]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2022 02:23:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na nota 2, quem escreveu &quot;sussinta&quot; queria dizer &quot;sucinta&quot;: https://www.aulete.com.br/sucinto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na nota 2, quem escreveu &#8220;sussinta&#8221; queria dizer &#8220;sucinta&#8221;: <a href="https://www.aulete.com.br/sucinto" rel="nofollow ugc">https://www.aulete.com.br/sucinto</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Anônima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/11/140939/#comment-811934</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anônima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Nov 2021 17:11:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A iniciativa de movimentação coletiva dos trabalhadores músicos e a entrevista com eles são muito pertinentes, entre vários outros pontos porque se insere numa das linhas dos melhores textos, análises e intervenções do Passa Palavra, a meu ver, mais coladas no deserto do real, ressaltando a própria responsabilidade das esquerdas e das próprias formas de organização (que pressupõe a sobrevivência e a autodefesa), de uma perspectiva de dentro, autocrítica tb, num mar de contradições ou antagonismos limites, incontornáveis, no qual estamos todos jogados, via de regra à deriva, sujeitados às marés. Tudo menos autonomia. O recente artigo de Pablo Polese sobre a &quot;política identitária da empresa IFood&quot;, um dos melhores publicados nos últimos meses por aqui, vai nessa mesma linha. Não cede ao apontamento de dedo e fiscalização de terceiros, mesmo quando apontando a fiscalização alheia. Se auto reconhece.

No caso dessa entrevista, o pano de fundo é a maior crise para o setor cultural em décadas aqui no Brasil, pela sobreposição de todas as crises que se pode imaginar: da guerra aberta do fascismo à brasileira contra a categoria dos trabalhadores da cultura em especial, à crise sanitária e socioeconômica decorrente da pandemia, tornada sindemia, da Covid-19, que paralisou boa parte do setor por 20 longos meses, forçando em parte uma ultradigitalizacao e virtualização de algumas atividades/alternativas de sobrevivência, hiper precarizadas e instáveis, em ambientes controlados/administrados, somente para uma parte dos trabalhadores (linguagens e segmentos) que conseguiram acessá-las. E aqui há segmentos e linguagens dentro do setor, como a cultura de rua ou o circo, para ficar em dois exemplos, que sofreram e seguem sofrendo ainda mais os efeitos desta crise, do que a música e os trabalhadores músicos. As alternativas, quando elas existem, são os UBERs ou IFoods da vida, ou a morte em vida: o abandono de seus ofícios nas artes, fechamento de espaços culturais, para não morrer de fome, adoecimentos diversos, depressão, desespero, não raro suicídio...

Desde o início desta pandemia têm sido inumeráveis os casos e as circunstâncias limites que temos acompanhado de muito perto, daqueles e daquelas que não suportaram essas várias ondas e se foram, e daqueles familiares, amigos e tb os ex-companheiros de trabalho nas artes, que ficamos, esfrangalhadas. Centenas e centenas...

Está semana, aqui em SP, se foi mais um performer autônomo, popular; 2 semanas atrás foi Jaider Esbell; há exato um mês atrás o escritor e capoeirista Lewis, biógrafo tb de Marielle Franco - sobre cuja morte, tb assassinado, pouco ou quase nada as ditas esquerdas escreveram ou debateram a respeito, menos ainda qualquer atitude prática efetiva, pra tentar evitar novas mortes afins, e estar junto de fato das pessoas próximas a esses muitos, trabalhadores artistas com destaque, que estão simplesmente sumindo deste mundo... Sejam grandes mestres da cultura popular, vulneráveis por N razões, sejam muitos e muitos bem jovens: não suportando as ondas.

No início de 2018 o Passa Palavra escreveu outro artigo, logo após a morte de Marielle, cujo texto abria dizendo: &quot;O assassinato de uma militante por sua atuação política é sempre uma derrota coletiva. Falhamos em não construir as redes de solidariedade e resistência fortes o suficiente para proteger uma das nossas, para garantir que ela continuasse pautando suas ideias e construindo práticas, seja na cidade em que nasceu ou em outra qualquer. Essa falha não é de tal ou qual grupo político, mas do conjunto dos trabalhadores que, em suas lutas sociais, não conseguiram assegurar as condições de segurança, necessidade prévia para que qualquer embate político e ideológico transcorra.&quot;

Reler tais palavras cerca de três anos e meio depois, ainda numa sindemia e um Genocídio múltiplo que já nos tirou mais de 600 mil pessoas só diretamente pela Covid e, no caso do setor cultural e dos trabalhadores das artes e cultura em geral, dos mais atingidos, sob todos os aspectos (da paralisação do trabalho aos adoecimentos diversos), pela crise que persiste... 

Relembrar aqui agora, de forma vertiginosa, quantos e quantas temos perdido ao longo desses últimos meses: toda semana um novo caso terrível, como o desaparecimento do Macalé aqui em SP, há cerca de 3 meses, reforça o diagnóstico do quanto seguimos falhando, a começar por aquele que é de fato o desafio primeiro: garantir a sobrevivência (autodefesas e a sanidade) dos nossos e nossas camaradas.

Eu acredito que este tipo de análise e contribuição, como as presentes nesta entrevista, noticiam e nos apontam e apoiam de fato muito mais as nossas lutas cotidianas, aquelas mais chãs, do que uma série de outras abordagens que, num próximo comentário, assim que tiver um tempinho a mais, retomo e tento desenrolar melhor. Valeu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A iniciativa de movimentação coletiva dos trabalhadores músicos e a entrevista com eles são muito pertinentes, entre vários outros pontos porque se insere numa das linhas dos melhores textos, análises e intervenções do Passa Palavra, a meu ver, mais coladas no deserto do real, ressaltando a própria responsabilidade das esquerdas e das próprias formas de organização (que pressupõe a sobrevivência e a autodefesa), de uma perspectiva de dentro, autocrítica tb, num mar de contradições ou antagonismos limites, incontornáveis, no qual estamos todos jogados, via de regra à deriva, sujeitados às marés. Tudo menos autonomia. O recente artigo de Pablo Polese sobre a &#8220;política identitária da empresa IFood&#8221;, um dos melhores publicados nos últimos meses por aqui, vai nessa mesma linha. Não cede ao apontamento de dedo e fiscalização de terceiros, mesmo quando apontando a fiscalização alheia. Se auto reconhece.</p>
<p>No caso dessa entrevista, o pano de fundo é a maior crise para o setor cultural em décadas aqui no Brasil, pela sobreposição de todas as crises que se pode imaginar: da guerra aberta do fascismo à brasileira contra a categoria dos trabalhadores da cultura em especial, à crise sanitária e socioeconômica decorrente da pandemia, tornada sindemia, da Covid-19, que paralisou boa parte do setor por 20 longos meses, forçando em parte uma ultradigitalizacao e virtualização de algumas atividades/alternativas de sobrevivência, hiper precarizadas e instáveis, em ambientes controlados/administrados, somente para uma parte dos trabalhadores (linguagens e segmentos) que conseguiram acessá-las. E aqui há segmentos e linguagens dentro do setor, como a cultura de rua ou o circo, para ficar em dois exemplos, que sofreram e seguem sofrendo ainda mais os efeitos desta crise, do que a música e os trabalhadores músicos. As alternativas, quando elas existem, são os UBERs ou IFoods da vida, ou a morte em vida: o abandono de seus ofícios nas artes, fechamento de espaços culturais, para não morrer de fome, adoecimentos diversos, depressão, desespero, não raro suicídio&#8230;</p>
<p>Desde o início desta pandemia têm sido inumeráveis os casos e as circunstâncias limites que temos acompanhado de muito perto, daqueles e daquelas que não suportaram essas várias ondas e se foram, e daqueles familiares, amigos e tb os ex-companheiros de trabalho nas artes, que ficamos, esfrangalhadas. Centenas e centenas&#8230;</p>
<p>Está semana, aqui em SP, se foi mais um performer autônomo, popular; 2 semanas atrás foi Jaider Esbell; há exato um mês atrás o escritor e capoeirista Lewis, biógrafo tb de Marielle Franco &#8211; sobre cuja morte, tb assassinado, pouco ou quase nada as ditas esquerdas escreveram ou debateram a respeito, menos ainda qualquer atitude prática efetiva, pra tentar evitar novas mortes afins, e estar junto de fato das pessoas próximas a esses muitos, trabalhadores artistas com destaque, que estão simplesmente sumindo deste mundo&#8230; Sejam grandes mestres da cultura popular, vulneráveis por N razões, sejam muitos e muitos bem jovens: não suportando as ondas.</p>
<p>No início de 2018 o Passa Palavra escreveu outro artigo, logo após a morte de Marielle, cujo texto abria dizendo: &#8220;O assassinato de uma militante por sua atuação política é sempre uma derrota coletiva. Falhamos em não construir as redes de solidariedade e resistência fortes o suficiente para proteger uma das nossas, para garantir que ela continuasse pautando suas ideias e construindo práticas, seja na cidade em que nasceu ou em outra qualquer. Essa falha não é de tal ou qual grupo político, mas do conjunto dos trabalhadores que, em suas lutas sociais, não conseguiram assegurar as condições de segurança, necessidade prévia para que qualquer embate político e ideológico transcorra.&#8221;</p>
<p>Reler tais palavras cerca de três anos e meio depois, ainda numa sindemia e um Genocídio múltiplo que já nos tirou mais de 600 mil pessoas só diretamente pela Covid e, no caso do setor cultural e dos trabalhadores das artes e cultura em geral, dos mais atingidos, sob todos os aspectos (da paralisação do trabalho aos adoecimentos diversos), pela crise que persiste&#8230; </p>
<p>Relembrar aqui agora, de forma vertiginosa, quantos e quantas temos perdido ao longo desses últimos meses: toda semana um novo caso terrível, como o desaparecimento do Macalé aqui em SP, há cerca de 3 meses, reforça o diagnóstico do quanto seguimos falhando, a começar por aquele que é de fato o desafio primeiro: garantir a sobrevivência (autodefesas e a sanidade) dos nossos e nossas camaradas.</p>
<p>Eu acredito que este tipo de análise e contribuição, como as presentes nesta entrevista, noticiam e nos apontam e apoiam de fato muito mais as nossas lutas cotidianas, aquelas mais chãs, do que uma série de outras abordagens que, num próximo comentário, assim que tiver um tempinho a mais, retomo e tento desenrolar melhor. Valeu.</p>
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