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	<title>
	Comentários sobre: Crônica de um mundo ausente	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-830076</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Jan 2022 17:36:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Exílio Mondrian, eu entendo também que a socialização se dá em várias esferas da vida, mas também acho que a família ainda exerce uma função importante (embora tenha seu papel tenha se modificado bastante nos últimos tempos, e é justamente esse embate - velha configuração familiar contra nova configuração familiar - que é um dos aspectos do que se convencionou chamar de &quot;guerras culturais). Num mundo onde as relações são cada vez mais superficiais, os laços de parentesco parecem ser muito mais estáveis do que amizades, por exemplo, que mudam na velocidade das redes sociais. Além disso, com o avanço da precarização, onde os novos ingressantes do mercado do trabalho, que são mais jovens, estão descobertos de qualquer proteção pelas leis trabalhistas, a família aparece como esse garantidor. É bastante comum a figura do entregador que tem como única fonte segura de renda a aposentadoria ou salário de algum parente. Nesse cenário, os laços familiares aparecem como única fonte de segurança e estabilidade. Além disso, há sentimentos que derivam do reconhecimento ou do agradecimento em relação aos cuidados prestados previamente, como a &quot;criação&quot;, doenças, etc. Diante desse cenário, aguentar o tio (ou pior, país ou avós) bolsonarista é o preço a se pagar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Exílio Mondrian, eu entendo também que a socialização se dá em várias esferas da vida, mas também acho que a família ainda exerce uma função importante (embora tenha seu papel tenha se modificado bastante nos últimos tempos, e é justamente esse embate &#8211; velha configuração familiar contra nova configuração familiar &#8211; que é um dos aspectos do que se convencionou chamar de &#8220;guerras culturais). Num mundo onde as relações são cada vez mais superficiais, os laços de parentesco parecem ser muito mais estáveis do que amizades, por exemplo, que mudam na velocidade das redes sociais. Além disso, com o avanço da precarização, onde os novos ingressantes do mercado do trabalho, que são mais jovens, estão descobertos de qualquer proteção pelas leis trabalhistas, a família aparece como esse garantidor. É bastante comum a figura do entregador que tem como única fonte segura de renda a aposentadoria ou salário de algum parente. Nesse cenário, os laços familiares aparecem como única fonte de segurança e estabilidade. Além disso, há sentimentos que derivam do reconhecimento ou do agradecimento em relação aos cuidados prestados previamente, como a &#8220;criação&#8221;, doenças, etc. Diante desse cenário, aguentar o tio (ou pior, país ou avós) bolsonarista é o preço a se pagar.</p>
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		<title>
		Por: Exílio Mondrian		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-830014</link>

		<dc:creator><![CDATA[Exílio Mondrian]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Jan 2022 14:32:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paulo Henrique: concordo contigo. No entanto, não só a família, como também todas as instâncias ou instituições são locais de socialização e tudo mais de qualidade que foi indicado por você. Perfeito, não podemos perder isso de vista. E também todas as instâncias e instituições são permeados por relações de poder e, no mundo em que vivemos, hierarquias.

Sei que a pergunta parece boba - até porque abordagens históricas, antropológicas e sociológicas (tabus, formação de clãs, disputas entre grupos) já responderiam tal aspecto com diversos exemplos -, mas por que nós de esquerda ainda aceitamos a consanguinidade como o determinante para manifestarmos nosso afeto em relação a alguns familiares que abominamos? 

Parece o trabalho - ou seja, um ambiente que tem seus laços determinado por uma certa obrigatoriedade. 

O Caetano Veloso - que deveria ser considerado apenas um compositor, com suas obras interessantes e outras de menor qualidade, e não a iluminação do caminho da esquerda cultural brasileira (ainda bem, por exemplo, que o PP mostrou aqui o debate importante sobre a indústria cultural, capitalismo atual, o que a Tropicália e o Fora do Eixo representam como desdobramento disso tudo) -, voltando, o Caetano Veloso tem um verso bem divergente (ou seria convergente?) com a fala do professor citado pelo Fernando:

&quot;Onde queres família, sou maluco&quot; (O quereres).

Dá o que pensar - até porque, contradição em movimento, Caetano Veloso hoje faz turnê com os filhos todos músicos. Deixemos o Caetano Veloso, foi só um exemplo. A pergunta sobre o tal &quot;engajamento&quot; na consanguinidade persiste.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Henrique: concordo contigo. No entanto, não só a família, como também todas as instâncias ou instituições são locais de socialização e tudo mais de qualidade que foi indicado por você. Perfeito, não podemos perder isso de vista. E também todas as instâncias e instituições são permeados por relações de poder e, no mundo em que vivemos, hierarquias.</p>
<p>Sei que a pergunta parece boba &#8211; até porque abordagens históricas, antropológicas e sociológicas (tabus, formação de clãs, disputas entre grupos) já responderiam tal aspecto com diversos exemplos -, mas por que nós de esquerda ainda aceitamos a consanguinidade como o determinante para manifestarmos nosso afeto em relação a alguns familiares que abominamos? </p>
<p>Parece o trabalho &#8211; ou seja, um ambiente que tem seus laços determinado por uma certa obrigatoriedade. </p>
<p>O Caetano Veloso &#8211; que deveria ser considerado apenas um compositor, com suas obras interessantes e outras de menor qualidade, e não a iluminação do caminho da esquerda cultural brasileira (ainda bem, por exemplo, que o PP mostrou aqui o debate importante sobre a indústria cultural, capitalismo atual, o que a Tropicália e o Fora do Eixo representam como desdobramento disso tudo) -, voltando, o Caetano Veloso tem um verso bem divergente (ou seria convergente?) com a fala do professor citado pelo Fernando:</p>
<p>&#8220;Onde queres família, sou maluco&#8221; (O quereres).</p>
<p>Dá o que pensar &#8211; até porque, contradição em movimento, Caetano Veloso hoje faz turnê com os filhos todos músicos. Deixemos o Caetano Veloso, foi só um exemplo. A pergunta sobre o tal &#8220;engajamento&#8221; na consanguinidade persiste.</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-829992</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Jan 2022 13:18:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na esbórnia voluntarista, a consigna heroica: OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!
Na subsequente ressaca derrotista,  a divisa estoica: TOLERA E TE ABSTÉM.
Nem Cila, nem Caríbdis. 
Salto quântico: terceira margem do rio, quarta pessoa do singular, beAMONGtween.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na esbórnia voluntarista, a consigna heroica: OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!<br />
Na subsequente ressaca derrotista,  a divisa estoica: TOLERA E TE ABSTÉM.<br />
Nem Cila, nem Caríbdis.<br />
Salto quântico: terceira margem do rio, quarta pessoa do singular, beAMONGtween.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-829676</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Dec 2021 21:08:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sim, Paulo. Também concordo contigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, Paulo. Também concordo contigo.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-829664</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Dec 2021 20:40:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fernando Paz, concordo em termos. A família também é um local de socialização, envolve sentimentos de gratidão, de segurança (ainda mais em um mundo cada vez mais instável), etc. É uma instituição permeada de contradições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Paz, concordo em termos. A família também é um local de socialização, envolve sentimentos de gratidão, de segurança (ainda mais em um mundo cada vez mais instável), etc. É uma instituição permeada de contradições.</p>
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		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-829299</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Dec 2021 03:42:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo o texto e os comentários lembrei de um professor que dizia em sala que a família é uma fábrica de fazer loucos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o texto e os comentários lembrei de um professor que dizia em sala que a família é uma fábrica de fazer loucos.</p>
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		<title>
		Por: Exílio Mondrian		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-829285</link>

		<dc:creator><![CDATA[Exílio Mondrian]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Dec 2021 23:52:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabenizo, é claro, pelo interessante artigo. Não tenho estudo ou conhecimento preciso sobre questões familiares e, nesse sentido, seria leviano de minha parte apresentar qualquer consideração teórica sobre o assunto.

Dito isso, solto aqui uma reflexão e espero que os comentários aqui no sítio do PP possam nos ajudar a pensar sobre o seguinte assunto: por que a família, algo tão insuportável e uma instituição construída em um sentido mais de relações insuportáveis e além de tudo desnecessárias como forma de sociabilidade crítica ao capitalismo, é tão aceita e venerada - ainda que de forma silenciosa, do tipo &quot;é assim mesmo&quot; - pela esquerda? 

Só a herança ou a hereditariedade justificam esse traço tão comum entre nós? Ou seja, uma grana que um parente deixa ou um passado comum servem para a permanência desse caminho tão chato que participa de nossa existência?

Não existe &quot;vida pura&quot; no capitalismo - isso é, ou deveria ser, óbvio. Mas outra coisa, bem diferente, é - após a maioridade e com autonomia em alguns campos de nossa existência - todos nós se sentirmos obrigados a ter &quot;carinho&quot; e tolerar as perspectivas e práticas absurdas de nossos familiares. Pode ser pai, mãe, irmão, primo - o que for.

Enfim, como disse, tenho pouco conhecimento - e até, sendo sincero, interesse - em relação a essas questões. Mesmo assim, seu texto me despertou a vontade de escrever esse comentário. As pessoas que acompanham e escrevam aqui no site devem saber sobre os processos históricos revolucionários e os debates na esquerda em relação a esses pontos e, por esse motivo, encerro aqui e deixo que os demais - se assim quiserem - também comentem sobre isso. 

Termino, então, nessa contradição: o assunto pouco me interessa, mas fez o meu pensamento caminhar. Obrigado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabenizo, é claro, pelo interessante artigo. Não tenho estudo ou conhecimento preciso sobre questões familiares e, nesse sentido, seria leviano de minha parte apresentar qualquer consideração teórica sobre o assunto.</p>
<p>Dito isso, solto aqui uma reflexão e espero que os comentários aqui no sítio do PP possam nos ajudar a pensar sobre o seguinte assunto: por que a família, algo tão insuportável e uma instituição construída em um sentido mais de relações insuportáveis e além de tudo desnecessárias como forma de sociabilidade crítica ao capitalismo, é tão aceita e venerada &#8211; ainda que de forma silenciosa, do tipo &#8220;é assim mesmo&#8221; &#8211; pela esquerda? </p>
<p>Só a herança ou a hereditariedade justificam esse traço tão comum entre nós? Ou seja, uma grana que um parente deixa ou um passado comum servem para a permanência desse caminho tão chato que participa de nossa existência?</p>
<p>Não existe &#8220;vida pura&#8221; no capitalismo &#8211; isso é, ou deveria ser, óbvio. Mas outra coisa, bem diferente, é &#8211; após a maioridade e com autonomia em alguns campos de nossa existência &#8211; todos nós se sentirmos obrigados a ter &#8220;carinho&#8221; e tolerar as perspectivas e práticas absurdas de nossos familiares. Pode ser pai, mãe, irmão, primo &#8211; o que for.</p>
<p>Enfim, como disse, tenho pouco conhecimento &#8211; e até, sendo sincero, interesse &#8211; em relação a essas questões. Mesmo assim, seu texto me despertou a vontade de escrever esse comentário. As pessoas que acompanham e escrevam aqui no site devem saber sobre os processos históricos revolucionários e os debates na esquerda em relação a esses pontos e, por esse motivo, encerro aqui e deixo que os demais &#8211; se assim quiserem &#8211; também comentem sobre isso. </p>
<p>Termino, então, nessa contradição: o assunto pouco me interessa, mas fez o meu pensamento caminhar. Obrigado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Paulo Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2021/12/141354/#comment-829131</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Dec 2021 15:28:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141354#comment-829131</guid>

					<description><![CDATA[Excelente relato sobre a situação atual de muitas pessoas. E o pior é quando isso acontece com parentes mais próximos, como pai, mãe, avô, avó, onde os laços de parentesco são mais intensos. O bolsonarismo vai deixar marcas que nunca mais serão apagadas na vida de muitas pessoas. É uma decadência civilizacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente relato sobre a situação atual de muitas pessoas. E o pior é quando isso acontece com parentes mais próximos, como pai, mãe, avô, avó, onde os laços de parentesco são mais intensos. O bolsonarismo vai deixar marcas que nunca mais serão apagadas na vida de muitas pessoas. É uma decadência civilizacional.</p>
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