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	Comentários sobre: Sobre o movimento “anti-vaxx” e a crise do coronavírus	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Carioca do brejo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-838504</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carioca do brejo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 21:59:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda sem tradução para o português, o texto ILL WINDS FROM OTTAWA explora, ainda que talvez com uma dose extremada de otimismo (ou ingenuidade) alguns elementos dessa mistura entre esquerdas e direitas no protesto dos &quot;caminhoneiros&quot; no Canadá contra a exigência de comprovação de vacinação para transitar pela fronteira com o Canadá. Além dos aspectos mais salientes da discussão, como o certo apoio que esse &quot;protesto&quot; recebe das forças repressivas e a possibilidade de um fortalecimento dos liberais em contraposição ao discurso antivaxx, aponta a contradição dessa categoria também lá onde cai muita neve, AFINAL seriam os ditos &quot;caminhoneiros&quot; que estão protestando ou as empresas de transporte?

Segue o link: https://pt.crimethinc.com/2022/02/14/ill-winds-from-ottawa-thinking-through-the-threats-and-opportunities-as-a-far-right-initiative-gains-momentum]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sem tradução para o português, o texto ILL WINDS FROM OTTAWA explora, ainda que talvez com uma dose extremada de otimismo (ou ingenuidade) alguns elementos dessa mistura entre esquerdas e direitas no protesto dos &#8220;caminhoneiros&#8221; no Canadá contra a exigência de comprovação de vacinação para transitar pela fronteira com o Canadá. Além dos aspectos mais salientes da discussão, como o certo apoio que esse &#8220;protesto&#8221; recebe das forças repressivas e a possibilidade de um fortalecimento dos liberais em contraposição ao discurso antivaxx, aponta a contradição dessa categoria também lá onde cai muita neve, AFINAL seriam os ditos &#8220;caminhoneiros&#8221; que estão protestando ou as empresas de transporte?</p>
<p>Segue o link: <a href="https://pt.crimethinc.com/2022/02/14/ill-winds-from-ottawa-thinking-through-the-threats-and-opportunities-as-a-far-right-initiative-gains-momentum" rel="nofollow ugc">https://pt.crimethinc.com/2022/02/14/ill-winds-from-ottawa-thinking-through-the-threats-and-opportunities-as-a-far-right-initiative-gains-momentum</a></p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-838341</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Feb 2022 16:59:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na Roménia, um país onde pouco mais de 40% da população completou a vacinação contra a covid, as mais recentes sondagens colocam em segundo lugar, logo atrás dos sociais-democratas, a Aliança para a União dos Romenos (AUR, que significa &lt;em&gt;ouro&lt;/em&gt;, em romeno), chefiada por George Simion. Como os leitores de um e outro lado do mar entendem facilmente o espanhol, não será necessário traduzir &lt;a href=&quot;https://elpais.com/internacional/2022-02-17/la-ultraderecha-rumana-lanza-una-ofensiva-a-las-instituciones.html?event_log=go&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;esta notícia&lt;/a&gt; publicada hoje por &lt;em&gt;El País&lt;/em&gt;:

«Alineado con los postulados de los líderes ultraderechistas europeos como el primer ministro húngaro, Viktor Orbán, o la candidata presidencial francesa Marine Le Pen en favor de la soberanía nacional frente a la UE y la OTAN, AUR exhibe con este tipo de comportamiento belicoso su euforia tras subir en las encuestas. El partido pasó de un 1% en septiembre de 2020 a superar este mes el 20% en intención de voto en los sondeos, impulsado por una larga crisis política marcada por la pandemia y que se cerró con un pacto de Gobierno entre el Partido Social Demócrata (PSD) y el Partido Nacional Liberal (PNL). Y se propone escalar hasta convertirse en la primera fuerza en el Parlamento. [...] El líder radical [George Simion], cuyos mensajes se hacen virales en su cuenta de Facebook, se ve a sí mismo como el abanderado en la lucha contra la vacunación tras frenar en diciembre el pasaporte covid en algunos centros de trabajo. Primero, mediante el bloqueo parlamentario; y, después, a través de otro asalto con violencia, esta vez al Parlamento. La formación ultranacionalista concitó a unas 2.000 personas frente a la sede de las cámaras legislativas para expresar su rechazo al pase covid. La manifestación se descontroló después de que más de 200 personas invadieran el perímetro del recinto sin que interviniera la gendarmería, lo que derivó en actos vandálicos. Los manifestantes dibujaron una esvástica en una bandera de la Unión Europea.»

E é com gente desta que muitos esquerdistas na Europa — poucos em Portugal, pelo menos explicitamente, mas muitos em França, na Alemanha, na Holanda e noutros países da União Europeia — se proclamam solidários. «Na gênese do fascismo está a circulação de pautas, de formas de ação e de pessoas entre esquerda e direita», escreveu Leo V no seu último comentário, e prosseguiu: «Por isso quando esquerda e direita se misturam, quando tudo parece confuso, o fascismo está batendo à porta».

P.S.: Para quem não o saiba, «esvástica» significa &lt;em&gt;suástica&lt;/em&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Roménia, um país onde pouco mais de 40% da população completou a vacinação contra a covid, as mais recentes sondagens colocam em segundo lugar, logo atrás dos sociais-democratas, a Aliança para a União dos Romenos (AUR, que significa <em>ouro</em>, em romeno), chefiada por George Simion. Como os leitores de um e outro lado do mar entendem facilmente o espanhol, não será necessário traduzir <a href="https://elpais.com/internacional/2022-02-17/la-ultraderecha-rumana-lanza-una-ofensiva-a-las-instituciones.html?event_log=go" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">esta notícia</a> publicada hoje por <em>El País</em>:</p>
<p>«Alineado con los postulados de los líderes ultraderechistas europeos como el primer ministro húngaro, Viktor Orbán, o la candidata presidencial francesa Marine Le Pen en favor de la soberanía nacional frente a la UE y la OTAN, AUR exhibe con este tipo de comportamiento belicoso su euforia tras subir en las encuestas. El partido pasó de un 1% en septiembre de 2020 a superar este mes el 20% en intención de voto en los sondeos, impulsado por una larga crisis política marcada por la pandemia y que se cerró con un pacto de Gobierno entre el Partido Social Demócrata (PSD) y el Partido Nacional Liberal (PNL). Y se propone escalar hasta convertirse en la primera fuerza en el Parlamento. [&#8230;] El líder radical [George Simion], cuyos mensajes se hacen virales en su cuenta de Facebook, se ve a sí mismo como el abanderado en la lucha contra la vacunación tras frenar en diciembre el pasaporte covid en algunos centros de trabajo. Primero, mediante el bloqueo parlamentario; y, después, a través de otro asalto con violencia, esta vez al Parlamento. La formación ultranacionalista concitó a unas 2.000 personas frente a la sede de las cámaras legislativas para expresar su rechazo al pase covid. La manifestación se descontroló después de que más de 200 personas invadieran el perímetro del recinto sin que interviniera la gendarmería, lo que derivó en actos vandálicos. Los manifestantes dibujaron una esvástica en una bandera de la Unión Europea.»</p>
<p>E é com gente desta que muitos esquerdistas na Europa — poucos em Portugal, pelo menos explicitamente, mas muitos em França, na Alemanha, na Holanda e noutros países da União Europeia — se proclamam solidários. «Na gênese do fascismo está a circulação de pautas, de formas de ação e de pessoas entre esquerda e direita», escreveu Leo V no seu último comentário, e prosseguiu: «Por isso quando esquerda e direita se misturam, quando tudo parece confuso, o fascismo está batendo à porta».</p>
<p>P.S.: Para quem não o saiba, «esvástica» significa <em>suástica</em>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-838203</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 09:55:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na gênese do fascismo está a circulação de pautas, de formas de ação e de pessoas entre esquerda e direita.
A direita toma para si o ímpeto e formas de ação vindas da esquerda, pautas de direita começam a aparecer na esquerda. Militantes e intelectuais passam a circular de um a outro campo.

Por isso quando esquerda e direita se misturam, quando tudo parece confuso, o fascismo está batendo à porta. E haverá pessoas que tendo história de esquerdistas se juntarão e ajudarão com isso a ferver o caldo fascista, mesmo se dizendo e se firmando esquerdistas ainda.

E se você acha que a esquerda do Brasil está mal, espere até descobrir o quanto é comum na esquerda de países como França e Itália se colocaram contra o passaporte vacinal, ou achá-lo &quot;inútil&quot; (palavra sem sentido no contexto mas que é usada retoricamente, como poderia ser usada contra a vacina, contra a máscara...). É o que acha, por exemplo, Melenchon, o candidato a presidente da esquerda francesa. Ele que diz talvez apoiar o &#039;comboio pela liberdade&#039;, inspirado na manifestação dos caminhoneiros canadenses contra o passaporte vacinal.

Movimento esse que une em apoio e difusão a extrema-direita mundial, e que se colocam como lideranças, reconhecidas pelo governo canadense, pessoas conhecidas da extrema-direita canadense.

Os Coringas estão nas ruas e, como no filme, sua revolta é como a do fascismo histórico.

A novidade desse fascismo dos &quot;comboios pela liberdade&quot; é que, no lugar de um nacionalismo, o imaginário que está por trás é de uma &#039;liberdade&#039; que significa um ultraindividualismo que exclui qualquer senso de coletividade... é como se o dizer da Margaret Thatcher de que não existe sociedade, apenas indivíduos, ganhasse uma base popular.

Os fascistas de hoje, na sua revolta dentro da ordem do individualismo neoliberal, negam qualquer possibilidade de uma ação coletiva pelo bem-estar comum. São a negação de uma política pública que só pode ser eficaz se for coletiva.

Nesse mundo de ultraindividualismo fascista já não existe espaço para uma ação comum pelo bem comum.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na gênese do fascismo está a circulação de pautas, de formas de ação e de pessoas entre esquerda e direita.<br />
A direita toma para si o ímpeto e formas de ação vindas da esquerda, pautas de direita começam a aparecer na esquerda. Militantes e intelectuais passam a circular de um a outro campo.</p>
<p>Por isso quando esquerda e direita se misturam, quando tudo parece confuso, o fascismo está batendo à porta. E haverá pessoas que tendo história de esquerdistas se juntarão e ajudarão com isso a ferver o caldo fascista, mesmo se dizendo e se firmando esquerdistas ainda.</p>
<p>E se você acha que a esquerda do Brasil está mal, espere até descobrir o quanto é comum na esquerda de países como França e Itália se colocaram contra o passaporte vacinal, ou achá-lo &#8220;inútil&#8221; (palavra sem sentido no contexto mas que é usada retoricamente, como poderia ser usada contra a vacina, contra a máscara&#8230;). É o que acha, por exemplo, Melenchon, o candidato a presidente da esquerda francesa. Ele que diz talvez apoiar o &#8216;comboio pela liberdade&#8217;, inspirado na manifestação dos caminhoneiros canadenses contra o passaporte vacinal.</p>
<p>Movimento esse que une em apoio e difusão a extrema-direita mundial, e que se colocam como lideranças, reconhecidas pelo governo canadense, pessoas conhecidas da extrema-direita canadense.</p>
<p>Os Coringas estão nas ruas e, como no filme, sua revolta é como a do fascismo histórico.</p>
<p>A novidade desse fascismo dos &#8220;comboios pela liberdade&#8221; é que, no lugar de um nacionalismo, o imaginário que está por trás é de uma &#8216;liberdade&#8217; que significa um ultraindividualismo que exclui qualquer senso de coletividade&#8230; é como se o dizer da Margaret Thatcher de que não existe sociedade, apenas indivíduos, ganhasse uma base popular.</p>
<p>Os fascistas de hoje, na sua revolta dentro da ordem do individualismo neoliberal, negam qualquer possibilidade de uma ação coletiva pelo bem-estar comum. São a negação de uma política pública que só pode ser eficaz se for coletiva.</p>
<p>Nesse mundo de ultraindividualismo fascista já não existe espaço para uma ação comum pelo bem comum.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Repúdio à Nota Técnica 2/2022 - SCTIE/MS		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-835412</link>

		<dc:creator><![CDATA[Repúdio à Nota Técnica 2/2022 - SCTIE/MS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jan 2022 18:17:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141445#comment-835412</guid>

					<description><![CDATA[O abaixo-assinado em &quot;Repúdio à Nota Técnica 2/2022 - SCTIE/MS&quot;, acima citado, em pouco mais de 24 horas já atingiu mais de 60 mil assinaturas, numa velocidade crescente - mobilizando sobretudo pesquisadores e trabalhadores/as da saúde, bem como muita gente efetivamente solidária. LEIA, APOIE, ASSINE &#038; DIVULGUE POR AQUI: https://chng.it/xTtv6qZD 

Algumas outras medidas práticas também foram tomadas junto às quatro instituições acima citadas, começando pelo Ministério da Saúde, passando pelo Senado Federal - que por meio de alguns Senadores, como o sr. Randolfe Rodrigues (REDE-PA), entrou com uma notícia-crime, contra tal Nota e o seu infame Autor, no Supremo Tribunal Federal - em regime de urgência.

Esperamos que tais má orientações / desinformações - negacionistas e genocidas, repetimos - sejam revertidas imediatamente. 

A saúde e as vidas de nossa população agradecem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O abaixo-assinado em &#8220;Repúdio à Nota Técnica 2/2022 &#8211; SCTIE/MS&#8221;, acima citado, em pouco mais de 24 horas já atingiu mais de 60 mil assinaturas, numa velocidade crescente &#8211; mobilizando sobretudo pesquisadores e trabalhadores/as da saúde, bem como muita gente efetivamente solidária. LEIA, APOIE, ASSINE &amp; DIVULGUE POR AQUI: <a href="https://chng.it/xTtv6qZD" rel="nofollow ugc">https://chng.it/xTtv6qZD</a> </p>
<p>Algumas outras medidas práticas também foram tomadas junto às quatro instituições acima citadas, começando pelo Ministério da Saúde, passando pelo Senado Federal &#8211; que por meio de alguns Senadores, como o sr. Randolfe Rodrigues (REDE-PA), entrou com uma notícia-crime, contra tal Nota e o seu infame Autor, no Supremo Tribunal Federal &#8211; em regime de urgência.</p>
<p>Esperamos que tais má orientações / desinformações &#8211; negacionistas e genocidas, repetimos &#8211; sejam revertidas imediatamente. </p>
<p>A saúde e as vidas de nossa população agradecem&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo (PS 2)		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-835162</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo (PS 2)]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jan 2022 15:58:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141445#comment-835162</guid>

					<description><![CDATA[Não é brincadeira o novo grave momento da sindemia que o país está passando, neste início de 2022, com uma terceira onda muito contagiosa, sob predominância da nova variante Ômicron, ainda sob estudo e monitoramento. E a insistência de algumas pessoas, grupos sociais, uma parte significativa de &quot;médicos&quot;, além de uma ampla gama de &quot;autoridades&quot; federais, começando pelo miliciano que nos desgoverna, negando a importância urgente da vacinação em massa, tendendo à universalização, para todas as idades.

Ontem (22/01/22), o país bateu pelo quinto dia consecutivo o recorde de casos diários, testados e confirmados de Covid-19, de novo acima dos 200 mil em 24 horas, e sabemos que este número na realidade é muito maior, pois a maioria das pessoas infectadas não testam. E, mesmo se quiserem testar, a testagem já começa a rarear de novo. Isso somado ao apagão de dados confiáveis em partes dos sistemas do Ministério da Saúde e do SUS.

Neste contexto, também ontem, se por um lado foi dado início à vacinação infantil mais ampla em Estados populosos como São Paulo, por outro o presidente da república voltou a minimizar os riscos da doença para as crianças, convocando e insuflando de novo suas milícias físicas e digitais, municiando-as com as fake news de praxe, para seguirem sua espécie de cruzada contra a vacinação de forma geral, e a vacinação infantil em especial. O bolsonarismo precisa de uma mobilização permanente de suas bases sociais contra algum inimigo real ou imaginário, alguma forma de conspiração - como se não fosse o próprio que conspirasse cotidianamente contra a vida de nossa própria população.

Isso poderia parecer &quot;apenas&quot; mais uma bravata do fascista, mas a gravidade desse modus operandi recorrente vai muito além. Quem tem sentido o saldo mais letal dessas campanhas infodêmicas são, sobretudo, os estados e regiões do país onde o bolsonarismo e seu negacionismo necropolítico ainda tem muita força (especialmente as mais pobres, como por exemplo na Norte), inclusive entre profissionais da saúde. 

Porém mesmo em regiões crescentemente desiludidas em relação à sucessão de groselhas do capitão, não é raro você ouvir dúvidas em conversas cotidianas pelas ruas do tipo: &quot;as pessoas estão se vacinando várias vezes e continuam pegando, será que esta vacina funciona mesmo?&quot;; &quot;as crianças têm imunidade natural alta contra a Covid-19, por que obriga-las a se vacinar?&quot;; &quot;não é arriscada esta vacina produzida tão rápido, agora pra criança tb?&quot;; etc.

E tem método, técnico e oficial, essa “loucura”. Ontem também, por outro exemplo, ficamos sabendo da existência de: &quot;Nota técnica do MS coloca cloroquina como eficaz e vacina como não efetiva&quot;

Brasília

22/01/2022 14h52

A nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde para barrar as diretrizes que contraindicam o uso do chamado &quot;kit covid&quot; classifica a hidroxicloroquina como eficaz para o tratamento contra a covid-19 e afirma que as vacinas não demonstram a mesma efetividade, contrariando uma série de estudos e orientações sanitárias pelo mundo.

A nota é assinada apenas pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde da pasta, Hélio Angotti Neto. O documento barra as diretrizes que contraindicam o &quot;kit covid&quot; no tratamento ambulatorial e hospitalar da doença e outras duas normas, mantendo o País sem uma recomendação oficial de como tratar pacientes de covid com quase dois anos de pandemia.

(Conforme: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/agencia-estado/2022/01/22/nota-tecnica-do-ms-coloca-cloroquina-como-eficaz-e-vacina-como-nao-efetiva.htm )

É isto mesmo que está escrito acima: chegando a quase 2 looongos anos de sindemia no país, mais do que comprovadas a importância vital da vacinação em massa para prevenir e amenizar os impactos sanitários e vitais da crise, bem como a ineficiência criminosa dos chamados “kit covid”, também conhecidos como “tratamento precoce”, Uma Nota Técnica oficial (endereçada pra toda Rede SUS do país) publicada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério, insiste na orientação e promoção genocida de negar a eficiência da vacinação e, ao mesmo tempo, afirmar a eficácia do experimento eugênico dos “kit covids” (contraindicado pela quase totalidade dos estudos científicos mais sérios mundo afora).

*

Ato-contínuo, parte da Comunidade Científica e Médica Brasileira tem tentado se organizar para mais uma resposta prática, tanto técnica como política, ao crime continuado de genocídio praticado ativamente por muitos deste Governo Federal. Neste sentido, um esboço de Carta Pública foi feito ontem, e começa a circular nos grupos de enfrentamento da sindemia e apoio aos trabalhadores/trabalhadoras de saúde, às vítimas, seus familiares e amigos também. Segue o pré-documento:

“Nós, docentes, profissionais de saúde e pesquisadores brasileiros, vimos mostrar nosso repúdio à publicação da NOTA TÉCNICA Nº 2/2022-SCTIE/MS pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde, que trata da FUNDAMENTAÇÃO E DECISÃO ACERCA DAS DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA COVID-19 (HOSPITALAR E AMBULATORIAL):

a)	Os profissionais de saúde, que, unidos à população brasileira, mantivemos nosso País funcionando mesmo nas situações mais críticas, demos o melhor de nós frente ao desafio representado pelo enfrentamento da pandemia de COVID-19;

b)	Contribuímos significativamente para elaborar medidas voltadas ao manejo das pessoas adoecidas, para o desenvolvimento de protocolos eficazes de tratamento, para o desenvolvimento e teste de vacinas e para o entendimento dos efeitos da COVID-19 em diferentes órgãos e sistemas;
 
c)	Os esforços de nossos profissionais da linha de frente e de nossos pesquisadores tornaram possível o tratamento de milhares de pessoas afetadas, bem como auxiliaram a colocar nosso País entre os centros de pesquisa do mundo que mais contribuíram para o entendimento da COVID-19 (7287 publicações indexadas na plataforma Web of Science até 22/01/2022);

d)	Neste cenário, nos sentimos perplexos quando lemos a vasta lista de estultices apresentada pela nota técnica em epígrafe. Resumidamente, a nota rejeita as normas de tratamento recomendadas por pesquisadores e médicos com experiência no tema, em favor de tratamentos não validados. Para facilitar o leitor sugerimos ir ao documento original (http://conitec.gov.br/images/Audiencias_Publicas/Nota_tecnica_n2_2022_SCTIE-MS.pdf) e observar a tabela da página 24, que, em nosso entender, é um exemplo primoroso de desinformação em saúde, ao apontar evidências conclusivas de efeitos positivos da cloroquina e negar a certeza dos benefícios das vacinas. 

É espantoso que o Ministério da Saúde recuse normas propostas elaboradas por um grupo de pesquisadores, convocados pelo próprio Ministério, criando uma situação sem precedentes em nosso País. 

Causa enorme preocupação o fato de que as rédeas do Ministério da Saúde estejam sob a posse da ideologia, da desinformação e, principalmente, da ignorância. O comportamento do Ministério da Saúde transgride não somente os princípios da boa Ciência, mas avança a passos largos para consolidar a prática sistemática de destruição de todo um sistema de saúde;

e)	Considerando o acima exposto, solicitamos de forma urgente que as normas de tratamento hospitalar e ambulatorial da COVID-19, elaboradas pelo grupo representativo de especialistas convocados pelo Ministério da Saúde e aprovadas pela CONITEC, sejam adotadas pelo Ministério da Saúde em benefício da Saúde do povo brasileiro.”

*

A gravidade da situação, a perplexidade diante do inominável, junto à vergonha de fazer parte de uma Sociedade/Comunidade compartilhada por cidadãos, técnicos e políticos agindo com tamanha irresponsabilidade para com a vida de nossa população, e assim na prática aprofundando, sem maiores pudores, um processo genocida que já nos levou oficialmente mais de 623 mil pessoas, foi também resumida por esta breve declaração de outro médico, trabalhador da saúde à linha de frente no combate à sindemia, sem qualquer envolvimento “político”, como se lerá, mas cuja situação limite deveria nos sensibilizar, e levar a respostas (coletivas e políticas também) à esquerda:

&quot;Há tempos que eu prometi não escrever sobre temas políticos. Peço perdão por fazê-lo. A todas e todos que se sentirem incomodados me desculpo e peço que abandonem este espaço. Não quero causar a ninguém qualquer embaraço. Há tempos em que não se pode esconder na poesia, nem buscar consolo na memória do menino que um dia fui e que deixei perdido numa distante esquina do tempo. Escrevo por compulsão, quase um lamento por saber que hoje o Ministério da Saúde do Brasil não aprovou os protocolos de tratamento clínico da COVID-19. Sinto que devo uma satisfação às pessoas que ofereceram seus corpos para que eu estudasse a doença. Devo estar também ao lado das famílias com quem compartilhei a dor de perderem um ente amado. Falo particularmente em nome das crianças, cuja morte me fez recobrar, numa noite fria, a esperança de um encontro com Deus. Permitam-me falar também em meu nome, hoje como paciente e infectado. O dia de hoje é para esquecê-lo, de apagar da mente o pesadelo destes dias impregnados pela ignorância profunda, oriunda de gentes que pouco sabem, que não se compadecem dos aflitos, que desconhecem o amor, que se apegam a mitos. É uma ignorância convicta, presunçosa, pastosa e nefasta. Frente a este cenário, o silêncio dos órgãos de regulação médicos é ensurdecedor. Desde a minha janela, o dia de hoje foi quente e ensolarado. No interior da minha alma foi noite escura. Que vergonha senti hoje por ser médico&quot;.

[Texto de Paulo Saldiva, Professor Titular de Patologia da USP e membro titular da Academia Nacional de Medicina.]

Refletir responsavelmente e agir coletivamente de forma consequente sobre este contexto, com emergência limite renovada, é mais que preciso. Caso contrário, continuarão agindo…]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é brincadeira o novo grave momento da sindemia que o país está passando, neste início de 2022, com uma terceira onda muito contagiosa, sob predominância da nova variante Ômicron, ainda sob estudo e monitoramento. E a insistência de algumas pessoas, grupos sociais, uma parte significativa de &#8220;médicos&#8221;, além de uma ampla gama de &#8220;autoridades&#8221; federais, começando pelo miliciano que nos desgoverna, negando a importância urgente da vacinação em massa, tendendo à universalização, para todas as idades.</p>
<p>Ontem (22/01/22), o país bateu pelo quinto dia consecutivo o recorde de casos diários, testados e confirmados de Covid-19, de novo acima dos 200 mil em 24 horas, e sabemos que este número na realidade é muito maior, pois a maioria das pessoas infectadas não testam. E, mesmo se quiserem testar, a testagem já começa a rarear de novo. Isso somado ao apagão de dados confiáveis em partes dos sistemas do Ministério da Saúde e do SUS.</p>
<p>Neste contexto, também ontem, se por um lado foi dado início à vacinação infantil mais ampla em Estados populosos como São Paulo, por outro o presidente da república voltou a minimizar os riscos da doença para as crianças, convocando e insuflando de novo suas milícias físicas e digitais, municiando-as com as fake news de praxe, para seguirem sua espécie de cruzada contra a vacinação de forma geral, e a vacinação infantil em especial. O bolsonarismo precisa de uma mobilização permanente de suas bases sociais contra algum inimigo real ou imaginário, alguma forma de conspiração &#8211; como se não fosse o próprio que conspirasse cotidianamente contra a vida de nossa própria população.</p>
<p>Isso poderia parecer &#8220;apenas&#8221; mais uma bravata do fascista, mas a gravidade desse modus operandi recorrente vai muito além. Quem tem sentido o saldo mais letal dessas campanhas infodêmicas são, sobretudo, os estados e regiões do país onde o bolsonarismo e seu negacionismo necropolítico ainda tem muita força (especialmente as mais pobres, como por exemplo na Norte), inclusive entre profissionais da saúde. </p>
<p>Porém mesmo em regiões crescentemente desiludidas em relação à sucessão de groselhas do capitão, não é raro você ouvir dúvidas em conversas cotidianas pelas ruas do tipo: &#8220;as pessoas estão se vacinando várias vezes e continuam pegando, será que esta vacina funciona mesmo?&#8221;; &#8220;as crianças têm imunidade natural alta contra a Covid-19, por que obriga-las a se vacinar?&#8221;; &#8220;não é arriscada esta vacina produzida tão rápido, agora pra criança tb?&#8221;; etc.</p>
<p>E tem método, técnico e oficial, essa “loucura”. Ontem também, por outro exemplo, ficamos sabendo da existência de: &#8220;Nota técnica do MS coloca cloroquina como eficaz e vacina como não efetiva&#8221;</p>
<p>Brasília</p>
<p>22/01/2022 14h52</p>
<p>A nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde para barrar as diretrizes que contraindicam o uso do chamado &#8220;kit covid&#8221; classifica a hidroxicloroquina como eficaz para o tratamento contra a covid-19 e afirma que as vacinas não demonstram a mesma efetividade, contrariando uma série de estudos e orientações sanitárias pelo mundo.</p>
<p>A nota é assinada apenas pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde da pasta, Hélio Angotti Neto. O documento barra as diretrizes que contraindicam o &#8220;kit covid&#8221; no tratamento ambulatorial e hospitalar da doença e outras duas normas, mantendo o País sem uma recomendação oficial de como tratar pacientes de covid com quase dois anos de pandemia.</p>
<p>(Conforme: <a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/agencia-estado/2022/01/22/nota-tecnica-do-ms-coloca-cloroquina-como-eficaz-e-vacina-como-nao-efetiva.htm" rel="nofollow ugc">https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/agencia-estado/2022/01/22/nota-tecnica-do-ms-coloca-cloroquina-como-eficaz-e-vacina-como-nao-efetiva.htm</a> )</p>
<p>É isto mesmo que está escrito acima: chegando a quase 2 looongos anos de sindemia no país, mais do que comprovadas a importância vital da vacinação em massa para prevenir e amenizar os impactos sanitários e vitais da crise, bem como a ineficiência criminosa dos chamados “kit covid”, também conhecidos como “tratamento precoce”, Uma Nota Técnica oficial (endereçada pra toda Rede SUS do país) publicada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério, insiste na orientação e promoção genocida de negar a eficiência da vacinação e, ao mesmo tempo, afirmar a eficácia do experimento eugênico dos “kit covids” (contraindicado pela quase totalidade dos estudos científicos mais sérios mundo afora).</p>
<p>*</p>
<p>Ato-contínuo, parte da Comunidade Científica e Médica Brasileira tem tentado se organizar para mais uma resposta prática, tanto técnica como política, ao crime continuado de genocídio praticado ativamente por muitos deste Governo Federal. Neste sentido, um esboço de Carta Pública foi feito ontem, e começa a circular nos grupos de enfrentamento da sindemia e apoio aos trabalhadores/trabalhadoras de saúde, às vítimas, seus familiares e amigos também. Segue o pré-documento:</p>
<p>“Nós, docentes, profissionais de saúde e pesquisadores brasileiros, vimos mostrar nosso repúdio à publicação da NOTA TÉCNICA Nº 2/2022-SCTIE/MS pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde, que trata da FUNDAMENTAÇÃO E DECISÃO ACERCA DAS DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA COVID-19 (HOSPITALAR E AMBULATORIAL):</p>
<p>a)	Os profissionais de saúde, que, unidos à população brasileira, mantivemos nosso País funcionando mesmo nas situações mais críticas, demos o melhor de nós frente ao desafio representado pelo enfrentamento da pandemia de COVID-19;</p>
<p>b)	Contribuímos significativamente para elaborar medidas voltadas ao manejo das pessoas adoecidas, para o desenvolvimento de protocolos eficazes de tratamento, para o desenvolvimento e teste de vacinas e para o entendimento dos efeitos da COVID-19 em diferentes órgãos e sistemas;</p>
<p>c)	Os esforços de nossos profissionais da linha de frente e de nossos pesquisadores tornaram possível o tratamento de milhares de pessoas afetadas, bem como auxiliaram a colocar nosso País entre os centros de pesquisa do mundo que mais contribuíram para o entendimento da COVID-19 (7287 publicações indexadas na plataforma Web of Science até 22/01/2022);</p>
<p>d)	Neste cenário, nos sentimos perplexos quando lemos a vasta lista de estultices apresentada pela nota técnica em epígrafe. Resumidamente, a nota rejeita as normas de tratamento recomendadas por pesquisadores e médicos com experiência no tema, em favor de tratamentos não validados. Para facilitar o leitor sugerimos ir ao documento original (<a href="http://conitec.gov.br/images/Audiencias_Publicas/Nota_tecnica_n2_2022_SCTIE-MS.pdf" rel="nofollow ugc">http://conitec.gov.br/images/Audiencias_Publicas/Nota_tecnica_n2_2022_SCTIE-MS.pdf</a>) e observar a tabela da página 24, que, em nosso entender, é um exemplo primoroso de desinformação em saúde, ao apontar evidências conclusivas de efeitos positivos da cloroquina e negar a certeza dos benefícios das vacinas. </p>
<p>É espantoso que o Ministério da Saúde recuse normas propostas elaboradas por um grupo de pesquisadores, convocados pelo próprio Ministério, criando uma situação sem precedentes em nosso País. </p>
<p>Causa enorme preocupação o fato de que as rédeas do Ministério da Saúde estejam sob a posse da ideologia, da desinformação e, principalmente, da ignorância. O comportamento do Ministério da Saúde transgride não somente os princípios da boa Ciência, mas avança a passos largos para consolidar a prática sistemática de destruição de todo um sistema de saúde;</p>
<p>e)	Considerando o acima exposto, solicitamos de forma urgente que as normas de tratamento hospitalar e ambulatorial da COVID-19, elaboradas pelo grupo representativo de especialistas convocados pelo Ministério da Saúde e aprovadas pela CONITEC, sejam adotadas pelo Ministério da Saúde em benefício da Saúde do povo brasileiro.”</p>
<p>*</p>
<p>A gravidade da situação, a perplexidade diante do inominável, junto à vergonha de fazer parte de uma Sociedade/Comunidade compartilhada por cidadãos, técnicos e políticos agindo com tamanha irresponsabilidade para com a vida de nossa população, e assim na prática aprofundando, sem maiores pudores, um processo genocida que já nos levou oficialmente mais de 623 mil pessoas, foi também resumida por esta breve declaração de outro médico, trabalhador da saúde à linha de frente no combate à sindemia, sem qualquer envolvimento “político”, como se lerá, mas cuja situação limite deveria nos sensibilizar, e levar a respostas (coletivas e políticas também) à esquerda:</p>
<p>&#8220;Há tempos que eu prometi não escrever sobre temas políticos. Peço perdão por fazê-lo. A todas e todos que se sentirem incomodados me desculpo e peço que abandonem este espaço. Não quero causar a ninguém qualquer embaraço. Há tempos em que não se pode esconder na poesia, nem buscar consolo na memória do menino que um dia fui e que deixei perdido numa distante esquina do tempo. Escrevo por compulsão, quase um lamento por saber que hoje o Ministério da Saúde do Brasil não aprovou os protocolos de tratamento clínico da COVID-19. Sinto que devo uma satisfação às pessoas que ofereceram seus corpos para que eu estudasse a doença. Devo estar também ao lado das famílias com quem compartilhei a dor de perderem um ente amado. Falo particularmente em nome das crianças, cuja morte me fez recobrar, numa noite fria, a esperança de um encontro com Deus. Permitam-me falar também em meu nome, hoje como paciente e infectado. O dia de hoje é para esquecê-lo, de apagar da mente o pesadelo destes dias impregnados pela ignorância profunda, oriunda de gentes que pouco sabem, que não se compadecem dos aflitos, que desconhecem o amor, que se apegam a mitos. É uma ignorância convicta, presunçosa, pastosa e nefasta. Frente a este cenário, o silêncio dos órgãos de regulação médicos é ensurdecedor. Desde a minha janela, o dia de hoje foi quente e ensolarado. No interior da minha alma foi noite escura. Que vergonha senti hoje por ser médico&#8221;.</p>
<p>[Texto de Paulo Saldiva, Professor Titular de Patologia da USP e membro titular da Academia Nacional de Medicina.]</p>
<p>Refletir responsavelmente e agir coletivamente de forma consequente sobre este contexto, com emergência limite renovada, é mais que preciso. Caso contrário, continuarão agindo…</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Libitino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-834792</link>

		<dc:creator><![CDATA[Libitino]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 17:07:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141445#comment-834792</guid>

					<description><![CDATA[Esse mundo desmoronando, esfacelado e próximo da extinção é sintomático na esquerda apocalíptica, um perigo mortal nos ronda! 
O que fazer? Se insular na Ilha da Bem Aventurança entre os puros cheios de instintos heróicos (ou de mártires?)e munidos da palavra sagrada, esperarão um próximo século, pois são homens que não pertencem a esse tempo, quando a hora chegar e o mundo estiver em decomposição e o governo do anti-cristo estiver agonizando, os insulares Bem Aventurados aparecerão com a palavra sagrada, ou melhor, com o programa revolucionário e tirarão toda a humanidade da escuridão em que ela se encontra, conduzindo-os a um bom fim, ao Milênio,( ou o Reich de mil anos?)
O decadentismo da virada do séc. XIX para o XX, e que alimentou o imaginário fatalista dos fascismos, foi o último sopro de agonia da decadente aristocracia, que perdia irreversivelmente o poder político, o seu último bastião de poder a época. O que acontece agora com o decadentismo nas fileiras ditas marxistas é muito similar com o decadentismo conservador da virada do século, quem agoniza hoje é o apparatchik  bolchevique que decaiu no final dos anos 80 e vê na sua queda a decadência do capitalismo. Alguns são tão criativos e tão devotos, e para manter a sua devoção, usam a seu modo, uma nomenclatura marxista mínima para dar seriedade as suas palavras, esses &quot;marxistas&quot; acreditam que estamos em um desenvolvimento histórico regressivo, ou seja, que progressivamente o capitalismo está se desintegrando pelos seus próprios mecanismos, por um câncer maligno que tomou conta do seu corpo. (Já vi essa mesma tese em territórios nebulosos como: em Rene Guenon, o ocultista do tradicionalismo, &quot;A Crise do Mundo Moderno&quot;; ou podemos lembrar dos modernistas reacionários e a sua espiral em declínio. É curioso e tosco só conseguir entender o que pensa uma certa esquerda, extema-esquerda, ultra-esquerda, tomando como referência as Ciências Ocultas e a nova era(novo ciclo) do modernismo reacionário. Não entender os mecanismos de funcionamento do capitalismo acaba criando, dentro das fileiras do proletariado, os ideólogos do capitalismo, que confundi autocrítica do modo de produção em que vive com estar vivendo em um mundo em decadência. Mas assim como os aristocratas, os apparatchiks irreversivelmente não voltarão a idade de ouro perdida, vão construir somente espaços micros de vivências míticas e cheios de apetrechos místicos a espera das próxima revelações, que sempre chegarão, hoje é o coronavirus, amanhã um outro desastre comprovando o fim iminente de um corpo social doente, biologizando a história.
Acredito que o socialismo deva ser a superação do capitalismo pela subsunção revolucionária da classe trabalhadora daquilo que de melhor produziu a humanidade e através da luta de classes, e não restabelecer um mundo pre-capitalista em um território ideal livre das impurezas do capitalismo e de toda a história.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse mundo desmoronando, esfacelado e próximo da extinção é sintomático na esquerda apocalíptica, um perigo mortal nos ronda!<br />
O que fazer? Se insular na Ilha da Bem Aventurança entre os puros cheios de instintos heróicos (ou de mártires?)e munidos da palavra sagrada, esperarão um próximo século, pois são homens que não pertencem a esse tempo, quando a hora chegar e o mundo estiver em decomposição e o governo do anti-cristo estiver agonizando, os insulares Bem Aventurados aparecerão com a palavra sagrada, ou melhor, com o programa revolucionário e tirarão toda a humanidade da escuridão em que ela se encontra, conduzindo-os a um bom fim, ao Milênio,( ou o Reich de mil anos?)<br />
O decadentismo da virada do séc. XIX para o XX, e que alimentou o imaginário fatalista dos fascismos, foi o último sopro de agonia da decadente aristocracia, que perdia irreversivelmente o poder político, o seu último bastião de poder a época. O que acontece agora com o decadentismo nas fileiras ditas marxistas é muito similar com o decadentismo conservador da virada do século, quem agoniza hoje é o apparatchik  bolchevique que decaiu no final dos anos 80 e vê na sua queda a decadência do capitalismo. Alguns são tão criativos e tão devotos, e para manter a sua devoção, usam a seu modo, uma nomenclatura marxista mínima para dar seriedade as suas palavras, esses &#8220;marxistas&#8221; acreditam que estamos em um desenvolvimento histórico regressivo, ou seja, que progressivamente o capitalismo está se desintegrando pelos seus próprios mecanismos, por um câncer maligno que tomou conta do seu corpo. (Já vi essa mesma tese em territórios nebulosos como: em Rene Guenon, o ocultista do tradicionalismo, &#8220;A Crise do Mundo Moderno&#8221;; ou podemos lembrar dos modernistas reacionários e a sua espiral em declínio. É curioso e tosco só conseguir entender o que pensa uma certa esquerda, extema-esquerda, ultra-esquerda, tomando como referência as Ciências Ocultas e a nova era(novo ciclo) do modernismo reacionário. Não entender os mecanismos de funcionamento do capitalismo acaba criando, dentro das fileiras do proletariado, os ideólogos do capitalismo, que confundi autocrítica do modo de produção em que vive com estar vivendo em um mundo em decadência. Mas assim como os aristocratas, os apparatchiks irreversivelmente não voltarão a idade de ouro perdida, vão construir somente espaços micros de vivências míticas e cheios de apetrechos místicos a espera das próxima revelações, que sempre chegarão, hoje é o coronavirus, amanhã um outro desastre comprovando o fim iminente de um corpo social doente, biologizando a história.<br />
Acredito que o socialismo deva ser a superação do capitalismo pela subsunção revolucionária da classe trabalhadora daquilo que de melhor produziu a humanidade e através da luta de classes, e não restabelecer um mundo pre-capitalista em um território ideal livre das impurezas do capitalismo e de toda a história.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Horácio Encarnação		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-834788</link>

		<dc:creator><![CDATA[Horácio Encarnação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 16:56:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141445#comment-834788</guid>

					<description><![CDATA[É ignorância comparar a pandemia de COVID-19 com outras epidemias e pandemias históricas, de antes das medidas higienistas de saúde pública e da teoria microbiana das doenças. As duas combinadas atacam doenças infectocontagiosas com maior eficácia.

Antes delas, doenças como varíola, cólera, febre amarela e peste bubônica eram sentenças de morte. Existem dados sobre varíola em Salvador:

&quot;Um dos mais graves surtos epidêmicos [de varíola em Salvador] irrompeu em 1897, quando 4.575 pessoas foram acometidas pela varíola [2,62% da população soteropolitana em 1890] e 1.676 foram a óbito [36,63% dos casos]. As taxas continuaram altas no ano seguinte: foram 780 casos [0,45% pop. 1890] e 168 obitos [21,53% dos casos]. [...] A varíola retornou a Salvador em 1904, alcançou proporções epidêmicas entre 1908 e 1910 e assolou a cidade outra vez em 1919 e 1920. Só em 1909 os serviços municipais de saúde começaram uma campanha de vacinação, financiada com recursos do estado. Entretanto, as campanhas eram apenas esporádicas e grande parte da população permanecia sem vacinação. O ano de 1919 testemunhou uma devastadora epidemia de varíola, a mais trágica do estado. O governo federal interveio. Como a legislação federal de vacinação compulsória não vigorava devido à resistência popular, as autoridades federais anunciaram que só as pessoas portadoras de um certificado de vacinação seriam autorizadas a viajar entre os portos brasileiros.

Em 1919, nem bem a cidade descansou das turbulências causadas pela gripe espanhola (1918) e se deparou com outra epidemia de varíola. Essa epidemia matou muito mais pessoas do que a gripe espanhola, porém a gripe teve mais repercussão (talvez por seu caráter pandêmico) com uma posição de destaque em termos de produção histórica. Entre junho e dezembro daquele ano [1918], 4.612 pessoas [1,63% pop. 1920] foram acometidas pela varíola e 2.804 [60,79% dos casos] morreram pela doença. O primeiro posto federal de vacinação na Bahia foi aberto em setembro de 1919 e os casos de varíola desapareceram gradativamente do estado durante a década de 1920.&quot;

(Fonte: Museu Interativo da Saúde na Bahia - http://www.misba.org.br/epidemia/epidemias-em-salvador-bahia/epidemia-de-variola/)

Quem leu Capitães De Areia sabe como a população sentiu esses surtos.

Qualquer análise histórica sobre as epidemias e pandemias citadas revela padrão parecido: altas taxas de mortalidade antes da saúde pública moderna e da teoria microbiana; redução, ou mesmo erradicação dos casos de doenças infectocontagiosas endêmicas cujos agentes patogênicos foram estudados, e para os quais foi desenvolvida alguma vacina ou outra medida preventiva.

Hoje a taxa de mortalidade de COVID varia muito entre os países. O pior caso é o do Yemen, com taxa de mortalidade de 19% sobre o número de casos. Depois tem Peru (7,5%), México (6,7%), Sudão (6,3%), Síria (5,8%), Somália (5,5%), Egito (5,5%), Equador (5,4%), Taiwan (4,7%), Afeganistão (4,6%), Bósnia e Herzegovina (4,3%), China (4,2%), Libéria (4%), Bulgária (3,8%), Myanmar (3,6%), Níger (3.5%), Indonésia (3,4%), Paraguai (3,3%), Macedônia do Norte (3,3%) e Tunísia (3,2%). Os dados são da Johns Hopkins University: https://coronavirus.jhu.edu/data/mortality .

Estamos muito melhor hoje que no passado. Por favor, vamos debater com um mínimo de informação adequada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É ignorância comparar a pandemia de COVID-19 com outras epidemias e pandemias históricas, de antes das medidas higienistas de saúde pública e da teoria microbiana das doenças. As duas combinadas atacam doenças infectocontagiosas com maior eficácia.</p>
<p>Antes delas, doenças como varíola, cólera, febre amarela e peste bubônica eram sentenças de morte. Existem dados sobre varíola em Salvador:</p>
<p>&#8220;Um dos mais graves surtos epidêmicos [de varíola em Salvador] irrompeu em 1897, quando 4.575 pessoas foram acometidas pela varíola [2,62% da população soteropolitana em 1890] e 1.676 foram a óbito [36,63% dos casos]. As taxas continuaram altas no ano seguinte: foram 780 casos [0,45% pop. 1890] e 168 obitos [21,53% dos casos]. [&#8230;] A varíola retornou a Salvador em 1904, alcançou proporções epidêmicas entre 1908 e 1910 e assolou a cidade outra vez em 1919 e 1920. Só em 1909 os serviços municipais de saúde começaram uma campanha de vacinação, financiada com recursos do estado. Entretanto, as campanhas eram apenas esporádicas e grande parte da população permanecia sem vacinação. O ano de 1919 testemunhou uma devastadora epidemia de varíola, a mais trágica do estado. O governo federal interveio. Como a legislação federal de vacinação compulsória não vigorava devido à resistência popular, as autoridades federais anunciaram que só as pessoas portadoras de um certificado de vacinação seriam autorizadas a viajar entre os portos brasileiros.</p>
<p>Em 1919, nem bem a cidade descansou das turbulências causadas pela gripe espanhola (1918) e se deparou com outra epidemia de varíola. Essa epidemia matou muito mais pessoas do que a gripe espanhola, porém a gripe teve mais repercussão (talvez por seu caráter pandêmico) com uma posição de destaque em termos de produção histórica. Entre junho e dezembro daquele ano [1918], 4.612 pessoas [1,63% pop. 1920] foram acometidas pela varíola e 2.804 [60,79% dos casos] morreram pela doença. O primeiro posto federal de vacinação na Bahia foi aberto em setembro de 1919 e os casos de varíola desapareceram gradativamente do estado durante a década de 1920.&#8221;</p>
<p>(Fonte: Museu Interativo da Saúde na Bahia &#8211; <a href="http://www.misba.org.br/epidemia/epidemias-em-salvador-bahia/epidemia-de-variola/" rel="nofollow ugc">http://www.misba.org.br/epidemia/epidemias-em-salvador-bahia/epidemia-de-variola/</a>)</p>
<p>Quem leu Capitães De Areia sabe como a população sentiu esses surtos.</p>
<p>Qualquer análise histórica sobre as epidemias e pandemias citadas revela padrão parecido: altas taxas de mortalidade antes da saúde pública moderna e da teoria microbiana; redução, ou mesmo erradicação dos casos de doenças infectocontagiosas endêmicas cujos agentes patogênicos foram estudados, e para os quais foi desenvolvida alguma vacina ou outra medida preventiva.</p>
<p>Hoje a taxa de mortalidade de COVID varia muito entre os países. O pior caso é o do Yemen, com taxa de mortalidade de 19% sobre o número de casos. Depois tem Peru (7,5%), México (6,7%), Sudão (6,3%), Síria (5,8%), Somália (5,5%), Egito (5,5%), Equador (5,4%), Taiwan (4,7%), Afeganistão (4,6%), Bósnia e Herzegovina (4,3%), China (4,2%), Libéria (4%), Bulgária (3,8%), Myanmar (3,6%), Níger (3.5%), Indonésia (3,4%), Paraguai (3,3%), Macedônia do Norte (3,3%) e Tunísia (3,2%). Os dados são da Johns Hopkins University: <a href="https://coronavirus.jhu.edu/data/mortality" rel="nofollow ugc">https://coronavirus.jhu.edu/data/mortality</a> .</p>
<p>Estamos muito melhor hoje que no passado. Por favor, vamos debater com um mínimo de informação adequada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-834756</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 13:49:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141445#comment-834756</guid>

					<description><![CDATA[Eu sou daqueles que reconhecem os avanços irrefutáveis e irreversíveis do capitalismo relativamente aos modos de produção anteriores e que pretendem, partindo do atual estado de coisas, lutar por uma sociedade urbano-industrial da abundância, só que pós-capitalista, uma que permita o livre desenvolvimento de todos e de cada um mediante relações sociais coletivistas e igualitárias. Ou seja, sou daqueles amantes do progresso que, em vez de uma &quot;fábula da burguesia&quot;, é uma aspiração que guiou a ação revolucionária de milhares, milhões de trabalhadores ao longo da história do capitalismo. Este debate não é de bêbados que não se entendem, mas de pessoas deixando muito claro o abismo que as separa. Mas, enfim, o progresso depende da universalização da vacinação e da exigência de certificados e passaportes vacinais, bem como da testagem o mais ampla possível, do distanciamento social, do isolamento dos infectados e do tratamento dos doentes em unidades hospitalares bem equipadas e bem abastecidas de tudo aquilo que hoje são as empresas capitalistas quem fornece. Essa é a realidade imediata, que não será modificada por ilusões de regressão social e cultural nem pela nossa vontade pura e simples. Defender qualquer coisa que vá na direção contrária é ir na contramão da história e na contramão dos interesses da classe trabalhadora e da sociedade em geral. Aliás, seria bom que os anticapitalistas não se esquecessem de que uma revolução proletária só ocorre quando os interesses da classe trabalhadora em luta contra a exploração confundem-se com os anseios da maioria da população.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou daqueles que reconhecem os avanços irrefutáveis e irreversíveis do capitalismo relativamente aos modos de produção anteriores e que pretendem, partindo do atual estado de coisas, lutar por uma sociedade urbano-industrial da abundância, só que pós-capitalista, uma que permita o livre desenvolvimento de todos e de cada um mediante relações sociais coletivistas e igualitárias. Ou seja, sou daqueles amantes do progresso que, em vez de uma &#8220;fábula da burguesia&#8221;, é uma aspiração que guiou a ação revolucionária de milhares, milhões de trabalhadores ao longo da história do capitalismo. Este debate não é de bêbados que não se entendem, mas de pessoas deixando muito claro o abismo que as separa. Mas, enfim, o progresso depende da universalização da vacinação e da exigência de certificados e passaportes vacinais, bem como da testagem o mais ampla possível, do distanciamento social, do isolamento dos infectados e do tratamento dos doentes em unidades hospitalares bem equipadas e bem abastecidas de tudo aquilo que hoje são as empresas capitalistas quem fornece. Essa é a realidade imediata, que não será modificada por ilusões de regressão social e cultural nem pela nossa vontade pura e simples. Defender qualquer coisa que vá na direção contrária é ir na contramão da história e na contramão dos interesses da classe trabalhadora e da sociedade em geral. Aliás, seria bom que os anticapitalistas não se esquecessem de que uma revolução proletária só ocorre quando os interesses da classe trabalhadora em luta contra a exploração confundem-se com os anseios da maioria da população.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Verdades Reveladas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-834751</link>

		<dc:creator><![CDATA[Verdades Reveladas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 13:14:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141445#comment-834751</guid>

					<description><![CDATA[&quot;In the long run we are all dead&quot; - John Maynard Keynes

Daora arkx Brasil pagando de farol da revolução.

Tem uma pá interesses econômicos e geopolíticos por trás das vacinas, muita treta entre grandes farmacêuticas e governos pra ver quem sai por cima na pandemia.

Vacina não chega direito nos países mais pobres.

Tá viajando quem não manja disso. 

É o capitalismo, estúpido! 

Ninguém precisa de arkx Brasil botar a cara aqui com esse migué de &quot;capacidade de permanente questionamento&quot;, &quot;epidemiologia crítica&quot;, &quot;abordagem crítica&quot; e o iscambal pra saber.

Fazer o quê então? Colar com trabalhador da saúde, chegar junto dos parça que tão na linha de frente? Pressionar governos para darem vacinas a países pobres?

Não!

Olhar pra Chiapas, Curdistão e umas comunidades rurais, copiar o que tão fazendo e pronto. Partiu revolução!

Faz mili duque geral dizia &quot;olha pra União Soviética&quot;, &quot;olha pra Cuba&quot;, &quot;olha para a China&quot;, &quot;olha pro Vietnã&quot;, &quot;olha pra Coreia do Norte&quot;, &quot;olha pra Gana&quot;, &quot;olha pra Angola&quot;... Tava pronto o caminho da revolução! 

Quem meteu o loko de paga pau da revolução dos outros terminou se lascando. Miou tudo. arkx Brasil quer fazer a mesma coisa. Na revolução dele tem essa brisa de &quot;terra e território&quot; igualzinho o povo da Teia dos Povos que ele paga pau, mas a fita é igual, copiar a revolução dos outros.

Daora isso de ficar atrás do teclado vermelho cagando regra da revolução mundial, não é? Dá uma &quot;solução&quot;, depois mete o dedo na cara todo mundo chamando de &quot;capitalista&quot; porque geral não colou na sua fita. Assim até minha coroa é revolucionária!

Eu vou é dar linha na pipa porque, na real, farofeiro revolts causando na internet pra mim passa longe e eu tô na correria. Trocar ideia é bom, bater tambor pra maluco não.

arkx Brasil é antivax. Avestruz, mas antivax.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;In the long run we are all dead&#8221; &#8211; John Maynard Keynes</p>
<p>Daora arkx Brasil pagando de farol da revolução.</p>
<p>Tem uma pá interesses econômicos e geopolíticos por trás das vacinas, muita treta entre grandes farmacêuticas e governos pra ver quem sai por cima na pandemia.</p>
<p>Vacina não chega direito nos países mais pobres.</p>
<p>Tá viajando quem não manja disso. </p>
<p>É o capitalismo, estúpido! </p>
<p>Ninguém precisa de arkx Brasil botar a cara aqui com esse migué de &#8220;capacidade de permanente questionamento&#8221;, &#8220;epidemiologia crítica&#8221;, &#8220;abordagem crítica&#8221; e o iscambal pra saber.</p>
<p>Fazer o quê então? Colar com trabalhador da saúde, chegar junto dos parça que tão na linha de frente? Pressionar governos para darem vacinas a países pobres?</p>
<p>Não!</p>
<p>Olhar pra Chiapas, Curdistão e umas comunidades rurais, copiar o que tão fazendo e pronto. Partiu revolução!</p>
<p>Faz mili duque geral dizia &#8220;olha pra União Soviética&#8221;, &#8220;olha pra Cuba&#8221;, &#8220;olha para a China&#8221;, &#8220;olha pro Vietnã&#8221;, &#8220;olha pra Coreia do Norte&#8221;, &#8220;olha pra Gana&#8221;, &#8220;olha pra Angola&#8221;&#8230; Tava pronto o caminho da revolução! </p>
<p>Quem meteu o loko de paga pau da revolução dos outros terminou se lascando. Miou tudo. arkx Brasil quer fazer a mesma coisa. Na revolução dele tem essa brisa de &#8220;terra e território&#8221; igualzinho o povo da Teia dos Povos que ele paga pau, mas a fita é igual, copiar a revolução dos outros.</p>
<p>Daora isso de ficar atrás do teclado vermelho cagando regra da revolução mundial, não é? Dá uma &#8220;solução&#8221;, depois mete o dedo na cara todo mundo chamando de &#8220;capitalista&#8221; porque geral não colou na sua fita. Assim até minha coroa é revolucionária!</p>
<p>Eu vou é dar linha na pipa porque, na real, farofeiro revolts causando na internet pra mim passa longe e eu tô na correria. Trocar ideia é bom, bater tambor pra maluco não.</p>
<p>arkx Brasil é antivax. Avestruz, mas antivax.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/01/141445/#comment-834740</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 12:24:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=141445#comment-834740</guid>

					<description><![CDATA[Que tal postar uma comentário hoje, para somente alcançar seu objetivo ontem?

Talvez assim se possa considerar o que João Bernardo, ele mesmo, já nos mostrou:

《Cada modo de produção produz uma tecnologia específica, expressão e realização das suas contradições próprias.》

《Longe de serem independentes das determinações do capitalismo, as forças produtivas constituem, ao contrário, uma expressão material e direta das relações sociais do capital. 》

《Por isso a expansão de dadas forças produtivas  facilita e apressa o desenvolvimento das relações sociais que as condicionam, e não de quaisquer outras. O desenvolvimento, das relações sociais de tipo novo, antagônicas das hoje prevalecentes, vai por seu turno constituir a condição prévia ao aparecimento de uma nova tecnologia. 》

《É certo que elementos de uma tecnologia, tanto tipos particulares de organização como utensílios e máquinas, podem vir a ser isolados do contexto geral em que surgiram e a que haviam pertencido e passarem a integrar outras tecnologias, de que se tornam então elementos componentes. 
Porém, em primeiro lugar, isso acontece exclusivamente com técnicas particulares, e nunca com o sistema tecnológico globalmente considerado.  
Em segundo lugar, nem todas as técnicas são suscetíveis de tal processo de desestruturação e reestruturação, e a análise histórica mostra que isso tem até ocorrido com um  
número relativamente reduzido de técnicas particulares.
Em terceiro lugar, cada técnica não é uma forma estagnada e definitivamente fixada, mas caracteriza-se precisamente pela evolução e pelas mudanças que sofre, no interior das transformações globais do sistema tecnológico em que se integra. 
Isolada do sistema converte-se num fóssil. E, integrada em outro sistema, passa a desenvolver-se de outro modo, para em breve se tornar uma técnica diferente. 》

《 Não há qualquer caso de um modo de produção fundado sobre o sistema de forças produtivas do modo de produção anterior. 》

O Capitalismo não representa nenhum &quot;progresso&quot;, como as fábulas da burguesia nos fazem crer. 

Os dados e pesquisas mostram exatamente o inverso: nunca a desigualdade foi tão grande, disseminada e profunda.

Além de nunca ter havido tamanha e tão rápida destruição de recursos naturais, causando uma crise climática sem precedentes. 

Também é inédita a grande possibilidade de uma guerra (tão necessárias ao Capital para sua reciclagem) capaz de inviabilizar nossa existência no planeta.

O estudo da História é, de fato, nossa melhor arma. Contudo, tal estudo não pode ser seletivo, visando apenas corroborar antigas e calcificacas certezas. Pelo contrário, deve colocá-las à prova. Para serem feitas as devidas correções, se for o caso. 

Neste sentido, cabe pesquisar como foi debelada no séc. XIX (já sob o Capitalismo) a epidemia de Cólera na Europa. E antes destas, as epidemias de Escarlatina e Tifo.

Ou o surto de leptospirose em Cuba (2011).

No Brasil, temos os exemplos:

- febre amarela, na Bahia (1850 a 1852); 
- cólera, no Pará, Recife e Rio de Janeiro (1855); 
- febre amarela, no Rio de Janeiro (1870, 1873, 1875 e 1877)
- peste bubônica, Rio de Janeiro (1900); 
- varíola e tifo, Bahia (1918 e 1925);
- meningite meningocócica, Guaratinguetá (1974).
- leptospirose, Cuba (2011).
- dengue, São José do Rio Preto e Macaé (2007/2012).

A principal lição a ser aprendida com a pandemia de COVID, vem do óbvio apelo que a História nos faz: mudem!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que tal postar uma comentário hoje, para somente alcançar seu objetivo ontem?</p>
<p>Talvez assim se possa considerar o que João Bernardo, ele mesmo, já nos mostrou:</p>
<p>《Cada modo de produção produz uma tecnologia específica, expressão e realização das suas contradições próprias.》</p>
<p>《Longe de serem independentes das determinações do capitalismo, as forças produtivas constituem, ao contrário, uma expressão material e direta das relações sociais do capital. 》</p>
<p>《Por isso a expansão de dadas forças produtivas  facilita e apressa o desenvolvimento das relações sociais que as condicionam, e não de quaisquer outras. O desenvolvimento, das relações sociais de tipo novo, antagônicas das hoje prevalecentes, vai por seu turno constituir a condição prévia ao aparecimento de uma nova tecnologia. 》</p>
<p>《É certo que elementos de uma tecnologia, tanto tipos particulares de organização como utensílios e máquinas, podem vir a ser isolados do contexto geral em que surgiram e a que haviam pertencido e passarem a integrar outras tecnologias, de que se tornam então elementos componentes.<br />
Porém, em primeiro lugar, isso acontece exclusivamente com técnicas particulares, e nunca com o sistema tecnológico globalmente considerado.<br />
Em segundo lugar, nem todas as técnicas são suscetíveis de tal processo de desestruturação e reestruturação, e a análise histórica mostra que isso tem até ocorrido com um<br />
número relativamente reduzido de técnicas particulares.<br />
Em terceiro lugar, cada técnica não é uma forma estagnada e definitivamente fixada, mas caracteriza-se precisamente pela evolução e pelas mudanças que sofre, no interior das transformações globais do sistema tecnológico em que se integra.<br />
Isolada do sistema converte-se num fóssil. E, integrada em outro sistema, passa a desenvolver-se de outro modo, para em breve se tornar uma técnica diferente. 》</p>
<p>《 Não há qualquer caso de um modo de produção fundado sobre o sistema de forças produtivas do modo de produção anterior. 》</p>
<p>O Capitalismo não representa nenhum &#8220;progresso&#8221;, como as fábulas da burguesia nos fazem crer. </p>
<p>Os dados e pesquisas mostram exatamente o inverso: nunca a desigualdade foi tão grande, disseminada e profunda.</p>
<p>Além de nunca ter havido tamanha e tão rápida destruição de recursos naturais, causando uma crise climática sem precedentes. </p>
<p>Também é inédita a grande possibilidade de uma guerra (tão necessárias ao Capital para sua reciclagem) capaz de inviabilizar nossa existência no planeta.</p>
<p>O estudo da História é, de fato, nossa melhor arma. Contudo, tal estudo não pode ser seletivo, visando apenas corroborar antigas e calcificacas certezas. Pelo contrário, deve colocá-las à prova. Para serem feitas as devidas correções, se for o caso. </p>
<p>Neste sentido, cabe pesquisar como foi debelada no séc. XIX (já sob o Capitalismo) a epidemia de Cólera na Europa. E antes destas, as epidemias de Escarlatina e Tifo.</p>
<p>Ou o surto de leptospirose em Cuba (2011).</p>
<p>No Brasil, temos os exemplos:</p>
<p>&#8211; febre amarela, na Bahia (1850 a 1852); <br />
&#8211; cólera, no Pará, Recife e Rio de Janeiro (1855); <br />
&#8211; febre amarela, no Rio de Janeiro (1870, 1873, 1875 e 1877)<br />
&#8211; peste bubônica, Rio de Janeiro (1900); <br />
&#8211; varíola e tifo, Bahia (1918 e 1925);<br />
&#8211; meningite meningocócica, Guaratinguetá (1974).<br />
&#8211; leptospirose, Cuba (2011).<br />
&#8211; dengue, São José do Rio Preto e Macaé (2007/2012).</p>
<p>A principal lição a ser aprendida com a pandemia de COVID, vem do óbvio apelo que a História nos faz: mudem!</p>
]]></content:encoded>
		
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