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	Comentários sobre: O imperialismo envergonhado	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: zomia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/02/142362/#comment-838619</link>

		<dc:creator><![CDATA[zomia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 10:12:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Guerra!!

Rússia invade Ucrânia e os especialístas em Tudômetro no Twitter despejam &quot;análises&quot;;
Na constelação de absurdos,todos esqueceram Petrópolis,Rojava, Portland, Brumadinho...
Quem se importa com a guerra de classes quando há uma Guerra para assistir?
Anarquistas e dissidentes russos contra a guerra são presos, moradores em despejo são presos,pretos são presos,indígenas são espoliados de seus territórios...
O Editor posta foto do novo zine
A influencer canta em live pela paz,sob patrocínio.
O movimento social se estilhaça em milhões de disputas,todos pedem paz na Ucrânia.
Como num conto de Kafka todos querem ir a praia.
Dona Dora perde um filho para bala perdida,quer paz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Guerra!!</p>
<p>Rússia invade Ucrânia e os especialístas em Tudômetro no Twitter despejam &#8220;análises&#8221;;<br />
Na constelação de absurdos,todos esqueceram Petrópolis,Rojava, Portland, Brumadinho&#8230;<br />
Quem se importa com a guerra de classes quando há uma Guerra para assistir?<br />
Anarquistas e dissidentes russos contra a guerra são presos, moradores em despejo são presos,pretos são presos,indígenas são espoliados de seus territórios&#8230;<br />
O Editor posta foto do novo zine<br />
A influencer canta em live pela paz,sob patrocínio.<br />
O movimento social se estilhaça em milhões de disputas,todos pedem paz na Ucrânia.<br />
Como num conto de Kafka todos querem ir a praia.<br />
Dona Dora perde um filho para bala perdida,quer paz.</p>
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		<title>
		Por: Terêncio T. D.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/02/142362/#comment-838615</link>

		<dc:creator><![CDATA[Terêncio T. D.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 05:58:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Jan Cenek...me ocorreu que seu artigo poderia levar o título de sentido oposto, &quot;imperialismo sem vergonha&quot;, sem prejuízo da relação forma x conteúdo. É que esse descolamento entre os enunciados de Moser e a realidade produz um discurso flutuante que transige sem impedimentos graves de sentido entre os campos subjetivo e objetivo. Não há vergonha em admitir seu imperialismo objetivamente (ou ela é, no mínimo, relativa) se puder enxergá-lo subjetivamente nos outros, sobretudo nas colônias. Trata-se de uma &quot;sem-vergonhice&quot; que não aparece como tal na autopercepção porquê é um processo inconsciente, formado junto à subjetividade do autor. Percebe-se que ele desloca o conceito de imperialismo do objetivo campo político-econômico para a dimensão privativa do modo de olhar. Acho que há, nesse modus operandi de Moser, uma aplicação negativamente pertinente do controverso conceito de “lugar de fala”, ligado à sua afirmação de que “mudar o olhar não muda a realidade. É o contrário. Para mudar o olhar é preciso mudar a realidade. Para evitar o olhar do negociante, do empreiteiro e do colonizador, é preciso construir um mundo sem negociantes, empreiteiros e colonizadores” na medida em que a noção está ligada à origem social do discurso, que é o que Moser parece desprezar abstraindo o olhar do empreiteiro, do negociante e do colonizador dos grupos sociais que estes conceitos nomeiam. Moser ignora que o fato bruto aí é o olhar, não o modo de olhar. Porquê não existe olhar que não seja modo de olhar. 

A afirmação de Moser de que “a ciência moderna decorre da liberdade intelectual do indivíduo”, apesar de não me parecer um completo desvario, tem um fundamento positivista porque, se é verdade, é preciso pôr na conta do imperialismo e do progresso da “liberdade intelectual do indivíduo” as bombas de Hiroshima e Nagasaki. Seria Moser, assim, vítima do diagnóstico dele mesmo sobre a obra de Niemeyer, de uma “forma progressista posta a serviço de um regime reacionário”?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jan Cenek&#8230;me ocorreu que seu artigo poderia levar o título de sentido oposto, &#8220;imperialismo sem vergonha&#8221;, sem prejuízo da relação forma x conteúdo. É que esse descolamento entre os enunciados de Moser e a realidade produz um discurso flutuante que transige sem impedimentos graves de sentido entre os campos subjetivo e objetivo. Não há vergonha em admitir seu imperialismo objetivamente (ou ela é, no mínimo, relativa) se puder enxergá-lo subjetivamente nos outros, sobretudo nas colônias. Trata-se de uma &#8220;sem-vergonhice&#8221; que não aparece como tal na autopercepção porquê é um processo inconsciente, formado junto à subjetividade do autor. Percebe-se que ele desloca o conceito de imperialismo do objetivo campo político-econômico para a dimensão privativa do modo de olhar. Acho que há, nesse modus operandi de Moser, uma aplicação negativamente pertinente do controverso conceito de “lugar de fala”, ligado à sua afirmação de que “mudar o olhar não muda a realidade. É o contrário. Para mudar o olhar é preciso mudar a realidade. Para evitar o olhar do negociante, do empreiteiro e do colonizador, é preciso construir um mundo sem negociantes, empreiteiros e colonizadores” na medida em que a noção está ligada à origem social do discurso, que é o que Moser parece desprezar abstraindo o olhar do empreiteiro, do negociante e do colonizador dos grupos sociais que estes conceitos nomeiam. Moser ignora que o fato bruto aí é o olhar, não o modo de olhar. Porquê não existe olhar que não seja modo de olhar. </p>
<p>A afirmação de Moser de que “a ciência moderna decorre da liberdade intelectual do indivíduo”, apesar de não me parecer um completo desvario, tem um fundamento positivista porque, se é verdade, é preciso pôr na conta do imperialismo e do progresso da “liberdade intelectual do indivíduo” as bombas de Hiroshima e Nagasaki. Seria Moser, assim, vítima do diagnóstico dele mesmo sobre a obra de Niemeyer, de uma “forma progressista posta a serviço de um regime reacionário”?</p>
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