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	Comentários sobre: Oito teses sobre o colapso da esquerda	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gianluca Elia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-971913</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gianluca Elia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 09:01:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ponto 2. As lutas anti coloniais, pela natureza militar da ocupação europeia, não poderiam ser diferente de uma luta contra nações, e nem todas foram populistas. 
Estava a ler os comentarios sobre Bucha, agora ficou claro que foi um false flag dos ucranianos.
Não faz sentido não apoiar o povo ucranianos, apoiamos os trabalhadores, mas não podemos apoia a classe dominante ucraniana, são nazis e totalmente submissos aos EUA e aliados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ponto 2. As lutas anti coloniais, pela natureza militar da ocupação europeia, não poderiam ser diferente de uma luta contra nações, e nem todas foram populistas.<br />
Estava a ler os comentarios sobre Bucha, agora ficou claro que foi um false flag dos ucranianos.<br />
Não faz sentido não apoiar o povo ucranianos, apoiamos os trabalhadores, mas não podemos apoia a classe dominante ucraniana, são nazis e totalmente submissos aos EUA e aliados.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-862730</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 00:46:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;strong&gt;Diante da estátua de Maiakovski&lt;/strong&gt;

Três poetas foram presos na Rússia por “incitação ao ódio com ameaça de uso da violência”. Artiom Kamardin, Egor Shtovba e Nikolai Daineko foram postos em prisão preventiva por dois meses.

No domingo, os três participaram da declamação de alguns versos em frente à estátua do poeta Vladimir Maiakovski, no centro de Moscou. No dia seguinte, Artiom Kamardin foi detido durante uma revista em sua residência. Segundo seu advogado, Leonid Solovev, citado pela imprensa independente russa, o jovem contou ter sido espancado e violentado com um haltere durante sua detenção.

O canal Telegram 112, próximo às forças de ordem russas, publicou um vídeo no qual o jovem aparece ajoelhado, pedindo perdão.

Ao tomar a palavra perante o tribunal nesta quarta-feira, segundo imagens gravadas pelo veículo independente SOTA, Artiom Kamardin disse que suas desculpas foram obtidas “sob tortura”. Ele apareceu na audiência com marcas e uma gaze no rosto.

https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/tres-poetas-sao-detidos-na-russia-apos-lerem-textos-contra-a-guerra-na-ucrania/

Abaixo, o vídeo de Artiom Kamardim declamando seu poema &quot;Mate-me, miliciano&quot; diante da estátua de Maiakovski:

https://www.youtube.com/watch?v=tkIizHbHcDU

E aqui o vídeo onde o jovem denuncia sua tortura e aparece com curativos:

https://www.youtube.com/watch?v=rcIF7rPFlu8]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diante da estátua de Maiakovski</strong></p>
<p>Três poetas foram presos na Rússia por “incitação ao ódio com ameaça de uso da violência”. Artiom Kamardin, Egor Shtovba e Nikolai Daineko foram postos em prisão preventiva por dois meses.</p>
<p>No domingo, os três participaram da declamação de alguns versos em frente à estátua do poeta Vladimir Maiakovski, no centro de Moscou. No dia seguinte, Artiom Kamardin foi detido durante uma revista em sua residência. Segundo seu advogado, Leonid Solovev, citado pela imprensa independente russa, o jovem contou ter sido espancado e violentado com um haltere durante sua detenção.</p>
<p>O canal Telegram 112, próximo às forças de ordem russas, publicou um vídeo no qual o jovem aparece ajoelhado, pedindo perdão.</p>
<p>Ao tomar a palavra perante o tribunal nesta quarta-feira, segundo imagens gravadas pelo veículo independente SOTA, Artiom Kamardin disse que suas desculpas foram obtidas “sob tortura”. Ele apareceu na audiência com marcas e uma gaze no rosto.</p>
<p><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/tres-poetas-sao-detidos-na-russia-apos-lerem-textos-contra-a-guerra-na-ucrania/" rel="nofollow ugc">https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/tres-poetas-sao-detidos-na-russia-apos-lerem-textos-contra-a-guerra-na-ucrania/</a></p>
<p>Abaixo, o vídeo de Artiom Kamardim declamando seu poema &#8220;Mate-me, miliciano&#8221; diante da estátua de Maiakovski:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tkIizHbHcDU" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=tkIizHbHcDU</a></p>
<p>E aqui o vídeo onde o jovem denuncia sua tortura e aparece com curativos:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rcIF7rPFlu8" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=rcIF7rPFlu8</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: RICARDO RONALDO PINTO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-858388</link>

		<dc:creator><![CDATA[RICARDO RONALDO PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2022 11:15:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O capitalismo Europa tem motivos reais para embarcar nesta canoa furada de apoio à Zelensky. Longe de aprofundar a crítica ao capitalismo e seu atual ecologismo, Passapalavra mergulha no antifascismo. O interessante é que adota um dos lados diretamente envolvidos no conflito em defesa de outro nesta abordagem que seria de qualquer forma equivocada. Ficam se perguntando se é fascista um governo que faz desfiles militares com apologia ao nazismo com outro que teria pretensões imperialistas. 
Tentando serem materialistas ao modo de Marx encontram justificativa para a adesão incondicional da UE ao governo ucraniano na sua propensão a se utilizar da mais-valia relativa, civilizatoria e democrática contra a mais-valia absoluta representada pelo imperialismo russo. Prefiro a sinceridade do racismo e da xenofobia colonialista.
O fato é que hoje a Europa paga o preço através da irracional busca da independência energética e o Passapalavra paga este preço com o silêncio sobre os fatos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O capitalismo Europa tem motivos reais para embarcar nesta canoa furada de apoio à Zelensky. Longe de aprofundar a crítica ao capitalismo e seu atual ecologismo, Passapalavra mergulha no antifascismo. O interessante é que adota um dos lados diretamente envolvidos no conflito em defesa de outro nesta abordagem que seria de qualquer forma equivocada. Ficam se perguntando se é fascista um governo que faz desfiles militares com apologia ao nazismo com outro que teria pretensões imperialistas.<br />
Tentando serem materialistas ao modo de Marx encontram justificativa para a adesão incondicional da UE ao governo ucraniano na sua propensão a se utilizar da mais-valia relativa, civilizatoria e democrática contra a mais-valia absoluta representada pelo imperialismo russo. Prefiro a sinceridade do racismo e da xenofobia colonialista.<br />
O fato é que hoje a Europa paga o preço através da irracional busca da independência energética e o Passapalavra paga este preço com o silêncio sobre os fatos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Outro Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-858207</link>

		<dc:creator><![CDATA[Outro Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2022 18:44:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Em Brest-Litovsk o leninismo desligara-se do processo revolucionário internacional que lhe havia permitido o triunfo. Não são as causas desta capitulação que aqui me importam, mas as suas consequências&quot;. Acredito que seria mais preciso falar em recuo tático ou aposta desesperada na revolução alemã, e não em capitulação. Mais do que somente descrever corretamente a visão de Lênin, isso ajudaria a iluminar o fosso que separa a geração de marxistas oriundos da ala radical da 2a Internacional do que passou a se chamar de marxismo dos anos 1930 em diante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Em Brest-Litovsk o leninismo desligara-se do processo revolucionário internacional que lhe havia permitido o triunfo. Não são as causas desta capitulação que aqui me importam, mas as suas consequências&#8221;. Acredito que seria mais preciso falar em recuo tático ou aposta desesperada na revolução alemã, e não em capitulação. Mais do que somente descrever corretamente a visão de Lênin, isso ajudaria a iluminar o fosso que separa a geração de marxistas oriundos da ala radical da 2a Internacional do que passou a se chamar de marxismo dos anos 1930 em diante.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JMC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-841006</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Apr 2022 18:14:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ContraJMC

Por que raio estes comentadores não têm coragem de comentarem com seu próprio nome? Têm receio de quê? De que alguém lhes dê palmadas no rabo via internet? São inócuas.

Você está longe, não terá grandes possibilidades de ajudar o martirizado povo ucraniano, e é pena. Faz bem condoer-se com ele. Como não lhe é possível muito mais, reze, reze muito por ele, que não botou palavra sobre o seu sacrifício e que foi vendido como carne para canhão pelo comediante Presidente e “sus muchachos” a outros interesses que não os seus. E faça muita força, ponha muitas velas no altar à sua santa predilecta, porque a procissão ainda vai no adro.

Você tem no blog (www.aparenciasdoreal.blogspot.com) outras vergonhas do dito cujo JMC. Pode aproveitar uma visita para depois chingar como merece o desgraçado. Embora ele, que também não foi tido nem achado para a guerra indirecta em que o governo português o meteu, se sinta também culpado, porque das guerras acabamos todos culpados, estejamos de um ou de outro lado. E o desgraçado acha que esta guerra de agressão, que não deveria ter começado, ainda poderá parar, sem derrota de qualquer das partes, único modo de salvar alguns milhares de vidas, principalmente dos não guerreiros ucranianos.

E você, acha que a guerra acaba pelos apelos inflamados à sua continuação e pela escalada do apoio armamentista ao agredido? Diga-nos de sua justiça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ContraJMC</p>
<p>Por que raio estes comentadores não têm coragem de comentarem com seu próprio nome? Têm receio de quê? De que alguém lhes dê palmadas no rabo via internet? São inócuas.</p>
<p>Você está longe, não terá grandes possibilidades de ajudar o martirizado povo ucraniano, e é pena. Faz bem condoer-se com ele. Como não lhe é possível muito mais, reze, reze muito por ele, que não botou palavra sobre o seu sacrifício e que foi vendido como carne para canhão pelo comediante Presidente e “sus muchachos” a outros interesses que não os seus. E faça muita força, ponha muitas velas no altar à sua santa predilecta, porque a procissão ainda vai no adro.</p>
<p>Você tem no blog (www.aparenciasdoreal.blogspot.com) outras vergonhas do dito cujo JMC. Pode aproveitar uma visita para depois chingar como merece o desgraçado. Embora ele, que também não foi tido nem achado para a guerra indirecta em que o governo português o meteu, se sinta também culpado, porque das guerras acabamos todos culpados, estejamos de um ou de outro lado. E o desgraçado acha que esta guerra de agressão, que não deveria ter começado, ainda poderá parar, sem derrota de qualquer das partes, único modo de salvar alguns milhares de vidas, principalmente dos não guerreiros ucranianos.</p>
<p>E você, acha que a guerra acaba pelos apelos inflamados à sua continuação e pela escalada do apoio armamentista ao agredido? Diga-nos de sua justiça.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Contra JMC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-840999</link>

		<dc:creator><![CDATA[Contra JMC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Apr 2022 16:23:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É uma vergonha ler o que escreve este JMC. Com uma população de 40 milhões de pessoas enfrentando todo tipo de privação e tendo que se locomover longas distâncias para fugir dos tiros e bombas, perdendo tudo que deixaram atrás, ele ainda quer invocar as &quot;complexidades&quot; do cenário para não ser solidário com este povo que não iniciou agressão alguma contra o país invasor e que só reivindica o direito de viver. Vamos esperar a posição do mesmo quando, se tiver azar suficiente, a água bater em sua bunda também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma vergonha ler o que escreve este JMC. Com uma população de 40 milhões de pessoas enfrentando todo tipo de privação e tendo que se locomover longas distâncias para fugir dos tiros e bombas, perdendo tudo que deixaram atrás, ele ainda quer invocar as &#8220;complexidades&#8221; do cenário para não ser solidário com este povo que não iniciou agressão alguma contra o país invasor e que só reivindica o direito de viver. Vamos esperar a posição do mesmo quando, se tiver azar suficiente, a água bater em sua bunda também.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JMC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-840989</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMC]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Apr 2022 11:58:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irado.

Ora bolas! Ainda pensei que você aproveitasse a embalagem para fustigar o que defende este apologista do fascismo russo sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Vejo que não tenho notoriedade suficiente para que você se desse a esse trabalho. Por isso, optou por dizer umas palermices sobre um meu texto sem nada que ver sobre o assunto em discussão. 

Agora, foi buscar um pobre coitado (sem desprimor para o direito da criatura debitar palermices) que defende a tese oposta à sua e do Bernardo, mas tão simplória e falaciosa quanto ela, como se nesta guerra com um agredido e um agressor não houvesse mais envolvidos e interessados, e porventura mais importantes, além dos protagonistas directos Ucrânia e Rússia.

Suspeito que a geopolítica seja areia demais para a sua camioneta. Se você nem conseguiu deslindar as baboseiras falaciosas do Marx sobre coisas simples, como poderia nesta questão complexa ir além da aplicação da tese do Bernardo sobre o conflito entre “nações plutocráticas” e “nações proletárias”, que em tempos foi teoria propagandística de alguns ideólogos fascistas?

Como se não chegassem os argumentos falaciosos da criatura, você ainda os distorce, forçando o encaixe dos contendores directos nesta guerra na tese do “típico antagonismo fascista”, invertendo os termos da dicotomia por ela usada (a Rússia, com economia em declínio, “nação plutocrática” vs Ucrânia rica, “nação proletária”).

À tese do Bernardo é que se aplica a do “antagonismo fascista” — Rússia, “nação plutocrática”, o agressor vs Ucrânia “nação proletária”, o agredido — e você e ele é que a defendem, tomando partido pela “nação proletária” contra a “nação plutocrática”, de caminho tomando partido pelo imperialismo americano dominante que a usa descaradamente contra o imperialismo russo decadente.

Conhecendo o reaccionarismo, já antigo, do Bernardo contra tudo o que é luta dos trabalhadores que não seja preparação para a imaginada revolução comunista, numa contradição pegada com o seu revolucionarismo de boca e o seu retórico auto proclamado “marxismo heterodoxo”, a apologia que ele faz do imperialismo americano não me surpreende, pelo que não me admira que você, como seu seguidor, faça coro com ele. 

Não comungo das concepções do &lt;i&gt;arkx Brasil&lt;/i&gt;, mas acompanho-o quando afirma nesta questão concreta a &lt;i&gt;“lamentável verdade: O PassaPalavra não é de extrema-esquerda, nem mesmo de esquerda e muito menos autonomista. Ao contrário, no limite se posiciona na defesa da Democracia Liberal e do Capitalismo, num alinhamento com a atual potência hegemónica”&lt;/i&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irado.</p>
<p>Ora bolas! Ainda pensei que você aproveitasse a embalagem para fustigar o que defende este apologista do fascismo russo sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Vejo que não tenho notoriedade suficiente para que você se desse a esse trabalho. Por isso, optou por dizer umas palermices sobre um meu texto sem nada que ver sobre o assunto em discussão. </p>
<p>Agora, foi buscar um pobre coitado (sem desprimor para o direito da criatura debitar palermices) que defende a tese oposta à sua e do Bernardo, mas tão simplória e falaciosa quanto ela, como se nesta guerra com um agredido e um agressor não houvesse mais envolvidos e interessados, e porventura mais importantes, além dos protagonistas directos Ucrânia e Rússia.</p>
<p>Suspeito que a geopolítica seja areia demais para a sua camioneta. Se você nem conseguiu deslindar as baboseiras falaciosas do Marx sobre coisas simples, como poderia nesta questão complexa ir além da aplicação da tese do Bernardo sobre o conflito entre “nações plutocráticas” e “nações proletárias”, que em tempos foi teoria propagandística de alguns ideólogos fascistas?</p>
<p>Como se não chegassem os argumentos falaciosos da criatura, você ainda os distorce, forçando o encaixe dos contendores directos nesta guerra na tese do “típico antagonismo fascista”, invertendo os termos da dicotomia por ela usada (a Rússia, com economia em declínio, “nação plutocrática” vs Ucrânia rica, “nação proletária”).</p>
<p>À tese do Bernardo é que se aplica a do “antagonismo fascista” — Rússia, “nação plutocrática”, o agressor vs Ucrânia “nação proletária”, o agredido — e você e ele é que a defendem, tomando partido pela “nação proletária” contra a “nação plutocrática”, de caminho tomando partido pelo imperialismo americano dominante que a usa descaradamente contra o imperialismo russo decadente.</p>
<p>Conhecendo o reaccionarismo, já antigo, do Bernardo contra tudo o que é luta dos trabalhadores que não seja preparação para a imaginada revolução comunista, numa contradição pegada com o seu revolucionarismo de boca e o seu retórico auto proclamado “marxismo heterodoxo”, a apologia que ele faz do imperialismo americano não me surpreende, pelo que não me admira que você, como seu seguidor, faça coro com ele. </p>
<p>Não comungo das concepções do <i>arkx Brasil</i>, mas acompanho-o quando afirma nesta questão concreta a <i>“lamentável verdade: O PassaPalavra não é de extrema-esquerda, nem mesmo de esquerda e muito menos autonomista. Ao contrário, no limite se posiciona na defesa da Democracia Liberal e do Capitalismo, num alinhamento com a atual potência hegemónica”</i>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-840943</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Apr 2022 18:59:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na análise geopolítica sobre essa guerra de um conhecido articulista da esquerda tradicional, parte-se de 2 pressupostos:

&quot;A) O PRIMEIRO é atentar para o fato de que toda movimentação do país das estepes na região é defensiva, se realizarmos uma análise de largo espectro. A suposta demanda da Ucrânia por autonomia tem por trás uma nada sutil ofensiva ocidental para estabelecer bases da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) às portas da Rússia. A chave das pautas da mídia tem sido inverter tal sentido, fazendo Moscou aparecer como parte agressora e Kiev como a parte que busca apenas o nobre objetivo da soberania e da independência.&quot;

Logo, houve um movimento ofensivo da Ucrânia no xadrez geopolítico, que justifica a invasão. Mas, principalmente:

&quot;B) O SEGUNDO é ver a Ucrânia como um país espremido por dois impérios. Entre Estados Unidos e Rússia, apenas o primeiro pode ser classificado como tal. Império é aquele Estado situado no topo da hierarquia do sistema internacional, capaz de exercer hegemonia e dominação pela dinâmica da expansão territorial ou do capital (no terreno das finanças). Após a queda do regime socialista, em 1991, a Rússia viveu uma década de profunda crise e virtual colapso econômico. Apenas para nos fixarmos num indicador, seu PIB atual é cerca de 12 vezes menor que o dos EUA. Não há o menor sentido falar em dois impérios nesse caso.&quot;

Eis aqui a tese de que apenas os EUA são imperialistas, mais ninguém, inclusive a Rússia. Fica bem ilustrada aqui a tese de João Bernardo de que o identitarismo reproduz o esquema dos nacionalismos, onde a &quot;branquitude&quot; equivale aos EUA, os únicos capazes de exercer seu racismo (ou imperialismo) sobre outras &quot;raças&quot; (nações) que por estarem subordinadas ao &quot;supremacismo branco&quot; (imperialismo) não podem elas mesmas ser racistas (imperialistas).

Em seguida, o autor traz outra informação para validar seu raciocínio: enquanto a Rússia estaria com sua economia em declínio, &quot;a Ucrânia é rica&quot;. O típico antagonismo fascista apresentado nos termos de &quot;nações pluocráticas&quot; X &quot;nações pobres&quot;. Como se não bastasse tudo isso, o autor ainda tira da cartola o argumento de que &quot;o chefe do Kremlin comanda um país que vive um insuperável trauma histórico, o das invasões externas&quot;, retornando até as invasões mongóis do ano 1000 para comprovar sua tese. Logo, nada mais justo que a assustada Rússia estabeleça &quot;cinturões de proteção&quot;, o que por si só justificaria qualquer invasão de países vizinhos. Com medo de ser invadida o autor autoriza a Rússia a invadir a Ucrânia, mas se revolta com a mídia internacional a mando de Washington que pinta injustamente a Rússia como a &quot;parte agressora&quot; e a Ucrânia como quem &quot;busca apenas o nobre objetivo da soberania e da independência&quot;. Neste libelo exemplar de geopolítica, o ataque é defensivo e a defesa é ofensiva...

Estas e outras pérolas de contorcionismo historiográfico e analítico encontram-se aqui: https://blogdaboitempo.com.br/2022/02/25/ucrania-enfrentamento-local-razoes-globais/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na análise geopolítica sobre essa guerra de um conhecido articulista da esquerda tradicional, parte-se de 2 pressupostos:</p>
<p>&#8220;A) O PRIMEIRO é atentar para o fato de que toda movimentação do país das estepes na região é defensiva, se realizarmos uma análise de largo espectro. A suposta demanda da Ucrânia por autonomia tem por trás uma nada sutil ofensiva ocidental para estabelecer bases da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) às portas da Rússia. A chave das pautas da mídia tem sido inverter tal sentido, fazendo Moscou aparecer como parte agressora e Kiev como a parte que busca apenas o nobre objetivo da soberania e da independência.&#8221;</p>
<p>Logo, houve um movimento ofensivo da Ucrânia no xadrez geopolítico, que justifica a invasão. Mas, principalmente:</p>
<p>&#8220;B) O SEGUNDO é ver a Ucrânia como um país espremido por dois impérios. Entre Estados Unidos e Rússia, apenas o primeiro pode ser classificado como tal. Império é aquele Estado situado no topo da hierarquia do sistema internacional, capaz de exercer hegemonia e dominação pela dinâmica da expansão territorial ou do capital (no terreno das finanças). Após a queda do regime socialista, em 1991, a Rússia viveu uma década de profunda crise e virtual colapso econômico. Apenas para nos fixarmos num indicador, seu PIB atual é cerca de 12 vezes menor que o dos EUA. Não há o menor sentido falar em dois impérios nesse caso.&#8221;</p>
<p>Eis aqui a tese de que apenas os EUA são imperialistas, mais ninguém, inclusive a Rússia. Fica bem ilustrada aqui a tese de João Bernardo de que o identitarismo reproduz o esquema dos nacionalismos, onde a &#8220;branquitude&#8221; equivale aos EUA, os únicos capazes de exercer seu racismo (ou imperialismo) sobre outras &#8220;raças&#8221; (nações) que por estarem subordinadas ao &#8220;supremacismo branco&#8221; (imperialismo) não podem elas mesmas ser racistas (imperialistas).</p>
<p>Em seguida, o autor traz outra informação para validar seu raciocínio: enquanto a Rússia estaria com sua economia em declínio, &#8220;a Ucrânia é rica&#8221;. O típico antagonismo fascista apresentado nos termos de &#8220;nações pluocráticas&#8221; X &#8220;nações pobres&#8221;. Como se não bastasse tudo isso, o autor ainda tira da cartola o argumento de que &#8220;o chefe do Kremlin comanda um país que vive um insuperável trauma histórico, o das invasões externas&#8221;, retornando até as invasões mongóis do ano 1000 para comprovar sua tese. Logo, nada mais justo que a assustada Rússia estabeleça &#8220;cinturões de proteção&#8221;, o que por si só justificaria qualquer invasão de países vizinhos. Com medo de ser invadida o autor autoriza a Rússia a invadir a Ucrânia, mas se revolta com a mídia internacional a mando de Washington que pinta injustamente a Rússia como a &#8220;parte agressora&#8221; e a Ucrânia como quem &#8220;busca apenas o nobre objetivo da soberania e da independência&#8221;. Neste libelo exemplar de geopolítica, o ataque é defensivo e a defesa é ofensiva&#8230;</p>
<p>Estas e outras pérolas de contorcionismo historiográfico e analítico encontram-se aqui: <a href="https://blogdaboitempo.com.br/2022/02/25/ucrania-enfrentamento-local-razoes-globais/" rel="nofollow ugc">https://blogdaboitempo.com.br/2022/02/25/ucrania-enfrentamento-local-razoes-globais/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-840877</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 13:46:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olhem as coincidências!

Na cidade ucraniana de Bucha (pronuncia-se Butcha) foram descobertos, nos primeiros dias deste mês, cerca de 300 cadáveres de civis assassinados pelas forças de ocupação russas. O semanário &lt;em&gt;Der Spiegel&lt;/em&gt; de hoje informa que ao lado do exército russo se encontrariam os mercenários da milícia Wagner, fundada por Dmitry Utkin, um ex-militar russo que se embelezou com tatuagens de símbolos nazis e de quem se conhece uma fotografia ao lado de Putin, num evento no Kremlin em Dezembro de 2016. A milícia Wagner está integrada na rede de interesses económicos de Yevgeny Prigozhin, um dos oligarcas mais próximos de Putin, e funciona como um exército ao serviço pessoal do presidente russo.

Ontem, Irado escrevia aqui num comentário: «A denúncia contra a falta de originalidade do nazismo, que supostamente só nos horroriza por ser uma violência contra brancos, em contraposição a um holocausto colonial sobre o qual o “supremacismo branco” que impera no mundo moderno não se importa, tem sido a desculpa para uma relativização da violência impetrada pela Rússia contra a Ucrânia, minando qualquer possibilidade de surgimento de uma solidariedade, especialmente a de classe. Quase que se diz o seguinte: “se os brancos não se importam com o holocausto colonial, que se matem entre si”».

Ora, no Mali, um dos países do Sahel que sofre as incursões de milícias islâmicas fundamentalistas, o governo — na verdade, uma ditadura militar resultante de uma sucessão de golpes de Estado, mas esta é outra história — decidiu há pouco tempo expulsar as tropas francesas que o auxiliavam naquele combate e recrutar as milícias Wagner. Mais um êxito da luta contra o imperialismo americano, dirão os apologistas de Putin, zarolhos que só vêem o imperialismo de um lado e não do outro. A coincidência, neste caso, é que no Mali, também em Março e Abril, centenas de civis foram assassinados pelas forças governamentais e pelas milícias Wagner, em muitos casos com o pretexto de que seriam «combatentes». Que dirão, agora, os devotos do anti-racismo racista? Que foram russos de pele branca a matar negros de pele negra? Porém, como isso se passou sob a égide de um governo africano e com a colaboração maioritária de um exército africano, talvez digam que, se não foi racismo o extermínio de judeus brancos e europeus sob as ordens de um nacional-socialismo branco e europeu, também não o é o assassinato em massa de africanos negros sob as ordens de uma ditadura militar africana negra.

Gostava de saber qual é a opinião dos mortos, mas eles ficam calados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhem as coincidências!</p>
<p>Na cidade ucraniana de Bucha (pronuncia-se Butcha) foram descobertos, nos primeiros dias deste mês, cerca de 300 cadáveres de civis assassinados pelas forças de ocupação russas. O semanário <em>Der Spiegel</em> de hoje informa que ao lado do exército russo se encontrariam os mercenários da milícia Wagner, fundada por Dmitry Utkin, um ex-militar russo que se embelezou com tatuagens de símbolos nazis e de quem se conhece uma fotografia ao lado de Putin, num evento no Kremlin em Dezembro de 2016. A milícia Wagner está integrada na rede de interesses económicos de Yevgeny Prigozhin, um dos oligarcas mais próximos de Putin, e funciona como um exército ao serviço pessoal do presidente russo.</p>
<p>Ontem, Irado escrevia aqui num comentário: «A denúncia contra a falta de originalidade do nazismo, que supostamente só nos horroriza por ser uma violência contra brancos, em contraposição a um holocausto colonial sobre o qual o “supremacismo branco” que impera no mundo moderno não se importa, tem sido a desculpa para uma relativização da violência impetrada pela Rússia contra a Ucrânia, minando qualquer possibilidade de surgimento de uma solidariedade, especialmente a de classe. Quase que se diz o seguinte: “se os brancos não se importam com o holocausto colonial, que se matem entre si”».</p>
<p>Ora, no Mali, um dos países do Sahel que sofre as incursões de milícias islâmicas fundamentalistas, o governo — na verdade, uma ditadura militar resultante de uma sucessão de golpes de Estado, mas esta é outra história — decidiu há pouco tempo expulsar as tropas francesas que o auxiliavam naquele combate e recrutar as milícias Wagner. Mais um êxito da luta contra o imperialismo americano, dirão os apologistas de Putin, zarolhos que só vêem o imperialismo de um lado e não do outro. A coincidência, neste caso, é que no Mali, também em Março e Abril, centenas de civis foram assassinados pelas forças governamentais e pelas milícias Wagner, em muitos casos com o pretexto de que seriam «combatentes». Que dirão, agora, os devotos do anti-racismo racista? Que foram russos de pele branca a matar negros de pele negra? Porém, como isso se passou sob a égide de um governo africano e com a colaboração maioritária de um exército africano, talvez digam que, se não foi racismo o extermínio de judeus brancos e europeus sob as ordens de um nacional-socialismo branco e europeu, também não o é o assassinato em massa de africanos negros sob as ordens de uma ditadura militar africana negra.</p>
<p>Gostava de saber qual é a opinião dos mortos, mas eles ficam calados.</p>
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		<title>
		Por: JMC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/03/142611/#comment-840876</link>

		<dc:creator><![CDATA[JMC]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 13:41:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irado.

Antes de mais, obrigado por se ter dado ao trabalho de ler esse meu texto que comenta ao de leve, um tanto ou quanto desfasado do tema em discussão. Após uma leitura tão rápida desse texto, você parece ter ficado fazendo jus ao nome. Acalme-se, que o caso não é para tanto.

Não vou contribuir para desviar mais a discussão do tema em apreço. Dou-lhe apenas duas ou três dicas, para você ir pensando um pouco melhor sobre as concepções do Marx, de que deduzo seja um adepto.

A primeira: Marx está refutado por aquilo que é o fundamental da sua concepção — a força de trabalho ser a mercadoria vendida pelo trabalhador assalariado (uma impossibilidade física, porque ninguém consegue fornecer a outro a força de trabalho que produz e consome) e a génese do lucro residir num mais-valor produzido pela força de trabalho em relação a um seu suposto próprio valor (outra impossibilidade física, porque nada, nem mesmo a prodigiosa mercadoria força de trabalho, produz mais do que contenha, seja do que for que contenha, valor ou outra coisa qualquer) — está errado e não tem ponta por onde se lhe pegue. A segunda: não sou um grande, nem pequeno refutador do Marx. Julgo que refutei o que considerei essencial e na medida em que me foi possível e julguei suficiente para o que me propus. Embora o tema tenha cada vez menos interesse, estou seguro de que outros e melhores refutadores surgirão. A terceira: surpreende-me que os marxistas continuem a recitar baboseiras tão infantis do Marx, e não tenham tido a capacidade de se interrogarem sobre coisas tão elementares. Mas compreendo que fazer a distinção entre os conceitos “valor do custo de produção” e “valor de troca” seja para eles tão difícil quanto o foi para o seu mentor.

Agora, siga a dança, que a opção entre fascismos é o que está a dar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irado.</p>
<p>Antes de mais, obrigado por se ter dado ao trabalho de ler esse meu texto que comenta ao de leve, um tanto ou quanto desfasado do tema em discussão. Após uma leitura tão rápida desse texto, você parece ter ficado fazendo jus ao nome. Acalme-se, que o caso não é para tanto.</p>
<p>Não vou contribuir para desviar mais a discussão do tema em apreço. Dou-lhe apenas duas ou três dicas, para você ir pensando um pouco melhor sobre as concepções do Marx, de que deduzo seja um adepto.</p>
<p>A primeira: Marx está refutado por aquilo que é o fundamental da sua concepção — a força de trabalho ser a mercadoria vendida pelo trabalhador assalariado (uma impossibilidade física, porque ninguém consegue fornecer a outro a força de trabalho que produz e consome) e a génese do lucro residir num mais-valor produzido pela força de trabalho em relação a um seu suposto próprio valor (outra impossibilidade física, porque nada, nem mesmo a prodigiosa mercadoria força de trabalho, produz mais do que contenha, seja do que for que contenha, valor ou outra coisa qualquer) — está errado e não tem ponta por onde se lhe pegue. A segunda: não sou um grande, nem pequeno refutador do Marx. Julgo que refutei o que considerei essencial e na medida em que me foi possível e julguei suficiente para o que me propus. Embora o tema tenha cada vez menos interesse, estou seguro de que outros e melhores refutadores surgirão. A terceira: surpreende-me que os marxistas continuem a recitar baboseiras tão infantis do Marx, e não tenham tido a capacidade de se interrogarem sobre coisas tão elementares. Mas compreendo que fazer a distinção entre os conceitos “valor do custo de produção” e “valor de troca” seja para eles tão difícil quanto o foi para o seu mentor.</p>
<p>Agora, siga a dança, que a opção entre fascismos é o que está a dar.</p>
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