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	Comentários sobre: Fascismo ou estupidez ?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841597</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 12:09:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alex André,

Penso que a nova versão do &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt; estará nas livrarias no próximo mês de Maio, mas não tive ainda confirmação da data.

A. James Gregor goza da reputação de conhecer a obra dos teóricos e políticos fascistas, nomeadamente italianos, o que revela o estado geral da historiografia sobre este tema. Com efeito, poderia presumir-se que a obrigação de um historiador fosse ler a bibliografia do tema que se propõe tratar, e é o que no geral se passa, mas o fascismo é a excepção.

Em primeiro lugar, obras clássicas do fascismo continuam a ser censuradas e a erguerem-se obstáculos à sua publicação. Ainda recentemente, perante o anúncio de que uma editora brasileira iria publicar o &lt;em&gt;Mein Kampf&lt;/em&gt;, de Hitler, ouviu-se um coro de protestos que, nos motivos que invocavam, mostravam que os escandalizados não tinham lido o livro. Historiadores reputados continuam a discorrer sobre o nacional-socialismo germânico sem terem lido, por exemplo, &lt;em&gt;O Mito do Século XX&lt;/em&gt;, de Alfred Rosenberg, para não citar outras obras igualmente indispensáveis. E o mesmo relativamente ao fascismo na Itália, na Grã-Bretanha, na Bélgica, em Espanha, na França e por aí adiante. Felizmente há historiadores como — além de A. James Gregor — Zeev Sternhell ou Stanley G. Payne ou Robert O. Paxton que, para tratarem do fascismo, lêem os autores fascistas. Não quero ser injusto, a lista não termina aqui, mas seria muito maior a lista dos que não os lêem.

Em segundo lugar, com esse tipo de censuras e exclusões divulga-se uma ideia errada do fascismo, e muita gente que se situa na esquerda, sobretudo na extrema-esquerda, descobriria com espanto que, afinal, é fascista. Estou a lembrar-me, por exemplo, de todos aqueles que ignoram as raízes da ecologia no pensamento fascista. Mas não só. Num comentário de há dois dias eu citei as declarações de Marine Le Pen num recente comício eleitoral. Os exemplos não parariam. O conhecimento das obras fascistas é indispensável não só para conhecer o fascismo, mas ainda para desvendar um fascismo que não se apresenta como tal. Lembro-me sempre do que, no começo da década de 1960, escreveu o notável fascista francês Maurice Bardèche, que depois de observar que existem «milhares de homens que são fascistas sem o saber», concluiu que «desde que a palavra &lt;em&gt;fascismo&lt;/em&gt; não seja pronunciada, não faltam os candidatos ao fascismo».

Voltando a A. James Gregor, creio que não li a obra que você cita, mas li outras cujo tema é certamente próximo. Devo explicar que o que sobretudo me interessa num historiador é o contraponto que ele faz entre a perspectiva que defende e os factos que cita. Quando o historiador se limita a enunciar teses e perspectivas, sem as passar pelo teste dos factos, ponho a obra de lado. É o que me sucedeu, por exemplo, com o livro de Nikos Poulantzas sobre o fascismo. Para o historiador, a história comparada e o teste dos factos funcionam como o laboratório para o cientista. Sem isso temos divagações, mais perto da teologia do que da historiografia.

No &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt; eu cito inúmeras vezes A. James Gregor, mas só em três ocasiões critico a perspectiva que ele adoptou. Se você consultar, por exemplo, &lt;a href=&quot;https://archive.org/details/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, por favor veja a pág. 73 n. 18, a pág. 293 n. 140 e a pág. 411 n. 9. Verificará que se trata sempre de questões concretas, relativas à interpretação de factos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alex André,</p>
<p>Penso que a nova versão do <em>Labirintos do Fascismo</em> estará nas livrarias no próximo mês de Maio, mas não tive ainda confirmação da data.</p>
<p>A. James Gregor goza da reputação de conhecer a obra dos teóricos e políticos fascistas, nomeadamente italianos, o que revela o estado geral da historiografia sobre este tema. Com efeito, poderia presumir-se que a obrigação de um historiador fosse ler a bibliografia do tema que se propõe tratar, e é o que no geral se passa, mas o fascismo é a excepção.</p>
<p>Em primeiro lugar, obras clássicas do fascismo continuam a ser censuradas e a erguerem-se obstáculos à sua publicação. Ainda recentemente, perante o anúncio de que uma editora brasileira iria publicar o <em>Mein Kampf</em>, de Hitler, ouviu-se um coro de protestos que, nos motivos que invocavam, mostravam que os escandalizados não tinham lido o livro. Historiadores reputados continuam a discorrer sobre o nacional-socialismo germânico sem terem lido, por exemplo, <em>O Mito do Século XX</em>, de Alfred Rosenberg, para não citar outras obras igualmente indispensáveis. E o mesmo relativamente ao fascismo na Itália, na Grã-Bretanha, na Bélgica, em Espanha, na França e por aí adiante. Felizmente há historiadores como — além de A. James Gregor — Zeev Sternhell ou Stanley G. Payne ou Robert O. Paxton que, para tratarem do fascismo, lêem os autores fascistas. Não quero ser injusto, a lista não termina aqui, mas seria muito maior a lista dos que não os lêem.</p>
<p>Em segundo lugar, com esse tipo de censuras e exclusões divulga-se uma ideia errada do fascismo, e muita gente que se situa na esquerda, sobretudo na extrema-esquerda, descobriria com espanto que, afinal, é fascista. Estou a lembrar-me, por exemplo, de todos aqueles que ignoram as raízes da ecologia no pensamento fascista. Mas não só. Num comentário de há dois dias eu citei as declarações de Marine Le Pen num recente comício eleitoral. Os exemplos não parariam. O conhecimento das obras fascistas é indispensável não só para conhecer o fascismo, mas ainda para desvendar um fascismo que não se apresenta como tal. Lembro-me sempre do que, no começo da década de 1960, escreveu o notável fascista francês Maurice Bardèche, que depois de observar que existem «milhares de homens que são fascistas sem o saber», concluiu que «desde que a palavra <em>fascismo</em> não seja pronunciada, não faltam os candidatos ao fascismo».</p>
<p>Voltando a A. James Gregor, creio que não li a obra que você cita, mas li outras cujo tema é certamente próximo. Devo explicar que o que sobretudo me interessa num historiador é o contraponto que ele faz entre a perspectiva que defende e os factos que cita. Quando o historiador se limita a enunciar teses e perspectivas, sem as passar pelo teste dos factos, ponho a obra de lado. É o que me sucedeu, por exemplo, com o livro de Nikos Poulantzas sobre o fascismo. Para o historiador, a história comparada e o teste dos factos funcionam como o laboratório para o cientista. Sem isso temos divagações, mais perto da teologia do que da historiografia.</p>
<p>No <em>Labirintos do Fascismo</em> eu cito inúmeras vezes A. James Gregor, mas só em três ocasiões critico a perspectiva que ele adoptou. Se você consultar, por exemplo, <a href="https://archive.org/details/jb-ldf-nedoedr/BERNARDO%2C%20Jo%C3%A3o.%20Labirintos%20do%20fascismo.%203%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o/" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">aqui</a>, por favor veja a pág. 73 n. 18, a pág. 293 n. 140 e a pág. 411 n. 9. Verificará que se trata sempre de questões concretas, relativas à interpretação de factos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alex André		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841568</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alex André]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2022 22:23:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João  Bernardo 

Qual sua opinião sobre a obra de A. James Gregor?

Lendo &quot;Marxismo, Fascismo e Totalitarismo: Capítulos na História Intelectual do Radicalismo&quot; achei um livro problemático, recheado de cherry picking e uma interpretação pobre do marxismo.

Qual a previsão para o lançamento de Labirintos do fascismo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João  Bernardo </p>
<p>Qual sua opinião sobre a obra de A. James Gregor?</p>
<p>Lendo &#8220;Marxismo, Fascismo e Totalitarismo: Capítulos na História Intelectual do Radicalismo&#8221; achei um livro problemático, recheado de cherry picking e uma interpretação pobre do marxismo.</p>
<p>Qual a previsão para o lançamento de Labirintos do fascismo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841463</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 13:31:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O artigo do João Bernardo em francês: http://mondialisme.org/spip.php?article3102]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo do João Bernardo em francês: <a href="http://mondialisme.org/spip.php?article3102" rel="nofollow ugc">http://mondialisme.org/spip.php?article3102</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841447</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 07:28:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O jornal &lt;em&gt;El País&lt;/em&gt; de 14 de Abril publicou &lt;a href=&quot;https://elpais.com/internacional/2022-04-14/marine-le-pen-apela-a-la-francia-del-pueblo-contra-la-casta-y-la-oligarquia.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener nofollow ugc&quot;&gt;uma notícia&lt;/a&gt; sobre um comício de Marine Le Pen nas actuais eleições presidenciais francesas. Creio que o artigo é de acesso livre, não reservado a assinantes. Peço aos frequentadores do Passa Palavra que leiam com atenção o discurso de Marine Le Pen. Ela é indubitavelmente fascista, ninguém duvida disso, nem ela mesma duvida. E é também indubitavelmente uma apoiante de Putin, como mostra com clareza nesse discurso. Mas a questão vai mais além. Quanto daquele discurso, daquelas ideias, daquelas frases pronunciadas por Marine Le Pen se lêem e se ouvem todos os dias emitidos por pessoas que são consideradas de extrema-esquerda e que a si mesmas se consideram assim? O fascismo gera-se sempre que a extrema-direita serve de câmara de eco à insatisfação social expressa pela extrema-esquerda e, ao mesmo tempo, esta extrema-esquerda serve de câmara de eco ao nacionalismo expresso pela extrema-direita. O fascismo é esse cruzamento, essa convergência do nacional e do social. Peço-vos que leiam com atenção o artigo de &lt;em&gt;El País&lt;/em&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal <em>El País</em> de 14 de Abril publicou <a href="https://elpais.com/internacional/2022-04-14/marine-le-pen-apela-a-la-francia-del-pueblo-contra-la-casta-y-la-oligarquia.html" target="_blank" rel="noopener nofollow ugc">uma notícia</a> sobre um comício de Marine Le Pen nas actuais eleições presidenciais francesas. Creio que o artigo é de acesso livre, não reservado a assinantes. Peço aos frequentadores do Passa Palavra que leiam com atenção o discurso de Marine Le Pen. Ela é indubitavelmente fascista, ninguém duvida disso, nem ela mesma duvida. E é também indubitavelmente uma apoiante de Putin, como mostra com clareza nesse discurso. Mas a questão vai mais além. Quanto daquele discurso, daquelas ideias, daquelas frases pronunciadas por Marine Le Pen se lêem e se ouvem todos os dias emitidos por pessoas que são consideradas de extrema-esquerda e que a si mesmas se consideram assim? O fascismo gera-se sempre que a extrema-direita serve de câmara de eco à insatisfação social expressa pela extrema-esquerda e, ao mesmo tempo, esta extrema-esquerda serve de câmara de eco ao nacionalismo expresso pela extrema-direita. O fascismo é esse cruzamento, essa convergência do nacional e do social. Peço-vos que leiam com atenção o artigo de <em>El País</em>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: RICARDO RONALDO PINTO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841442</link>

		<dc:creator><![CDATA[RICARDO RONALDO PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 06:45:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho como referência de análise da realidade o autor João Bernardo, por isto mesmo observo a tempo suas limitações. Se otenho em comum com o autor o repúdio a esta concepção de imperialismo capitalista, por outro lado coaduna com a visão de Fredy Pearlman de que há um &quot;persistente atrativo do nacionalismo e que vivemos uma época de nações.
Quando vejo o autor subestimar o papel que as nações e suas associações e conflitos jogam na estrutura mesma do capital e ao mesmo tempo tenta restaurar o antigo imperialismo para Rússia sou obrigado a desconfiar que o autor se perdeu.
É preciso desprendimento das particularidades e amplitude nas perspectivas para enxergar o quanto está guerra extrapola a Ucrânia é a Rússia, sendo apenas o palco da disputa econômica capitalista. Falta isto nas análises. 
Onde está a raiz da miopia nesta visão do que acontece no mundo e não na Ucrânia? 
Afinal a Ucrânia, que é apenas o epicentro dos acontecimentos e se fosse para circunscrever apenas a um campo bem pobre de análise teríamos que estender à Rússia e não a uma questão ucraniana. 
E assim,  partindo desta pergunta anterior, que pode ser respondida mas que é muito mais uma provocação, que convoco ao enriquecimento desta discussão indo além da geopolítica, tão repudiada aqui, mas da perspectiva de arranjos econômicos entre as nações que sacrificam os interesses das empresas transacionais a ponto de subordinar as cadeias de produção aos imperativos de sanções, bloqueios territoriais e disputas armadas.
Para mim o conceito de esquerda remete ao progressismo capitalista  e a caracterização do Passa como esquerdista não é por acaso. A insistência em um fetchismo das relações sociais em substituição ao fetichismo das forças produtivas que vieram apenas a retomar o mais abrangente fetchismo da mercadoria está no centro da perda de rumo. 
A expressão do erro na sua origem está na insistência de que há um automatismo na substituição da mais-valia absoluta pela mais-valia relativa. Claramente isto coloca a classe capitalista dos países vinculados à OTAN em uma espécie de vanguarda progressista do capital e remete ao progresso capitalista um caráter civilizatorio, seja lá o que for isto de civilizatorio. 
Se a produção de bens foi deslocada para a China por conta dis custos de produção, independente do tipo de mais-valia deste país, pode ser compreendido que isto acarretaria consequências para as populações dos países centrais, em particular os EUA. Não é de se admirar que Trump tenha ganhado a eleição com o discurso absurdo de trazer de volta a produção deslocada para a China. No entanto, após anos de desindustrialização os EUA não possui sequer mão de obra para realizar tão quixotesca empreitada e só lhe resta impor a subordinação que pretendia quando colocou a China a seu serviço.
Concluindo, é preciso sim sair da geopolítica, maz por outro lado é preciso trazer o homem conceeto e existente para o centro das análises ao invés de buscar estruturas fetchistas que substituam os relações vivas e feitas por homens em sua lutas sociais para sair deste imbróglio improdutivo em que se meteu o Passa.

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

Meu texto está um lixo, espero fico no conteúdo por favor. Escrevi em condições precárias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho como referência de análise da realidade o autor João Bernardo, por isto mesmo observo a tempo suas limitações. Se otenho em comum com o autor o repúdio a esta concepção de imperialismo capitalista, por outro lado coaduna com a visão de Fredy Pearlman de que há um &#8220;persistente atrativo do nacionalismo e que vivemos uma época de nações.<br />
Quando vejo o autor subestimar o papel que as nações e suas associações e conflitos jogam na estrutura mesma do capital e ao mesmo tempo tenta restaurar o antigo imperialismo para Rússia sou obrigado a desconfiar que o autor se perdeu.<br />
É preciso desprendimento das particularidades e amplitude nas perspectivas para enxergar o quanto está guerra extrapola a Ucrânia é a Rússia, sendo apenas o palco da disputa econômica capitalista. Falta isto nas análises.<br />
Onde está a raiz da miopia nesta visão do que acontece no mundo e não na Ucrânia?<br />
Afinal a Ucrânia, que é apenas o epicentro dos acontecimentos e se fosse para circunscrever apenas a um campo bem pobre de análise teríamos que estender à Rússia e não a uma questão ucraniana.<br />
E assim,  partindo desta pergunta anterior, que pode ser respondida mas que é muito mais uma provocação, que convoco ao enriquecimento desta discussão indo além da geopolítica, tão repudiada aqui, mas da perspectiva de arranjos econômicos entre as nações que sacrificam os interesses das empresas transacionais a ponto de subordinar as cadeias de produção aos imperativos de sanções, bloqueios territoriais e disputas armadas.<br />
Para mim o conceito de esquerda remete ao progressismo capitalista  e a caracterização do Passa como esquerdista não é por acaso. A insistência em um fetchismo das relações sociais em substituição ao fetichismo das forças produtivas que vieram apenas a retomar o mais abrangente fetchismo da mercadoria está no centro da perda de rumo.<br />
A expressão do erro na sua origem está na insistência de que há um automatismo na substituição da mais-valia absoluta pela mais-valia relativa. Claramente isto coloca a classe capitalista dos países vinculados à OTAN em uma espécie de vanguarda progressista do capital e remete ao progresso capitalista um caráter civilizatorio, seja lá o que for isto de civilizatorio.<br />
Se a produção de bens foi deslocada para a China por conta dis custos de produção, independente do tipo de mais-valia deste país, pode ser compreendido que isto acarretaria consequências para as populações dos países centrais, em particular os EUA. Não é de se admirar que Trump tenha ganhado a eleição com o discurso absurdo de trazer de volta a produção deslocada para a China. No entanto, após anos de desindustrialização os EUA não possui sequer mão de obra para realizar tão quixotesca empreitada e só lhe resta impor a subordinação que pretendia quando colocou a China a seu serviço.<br />
Concluindo, é preciso sim sair da geopolítica, maz por outro lado é preciso trazer o homem conceeto e existente para o centro das análises ao invés de buscar estruturas fetchistas que substituam os relações vivas e feitas por homens em sua lutas sociais para sair deste imbróglio improdutivo em que se meteu o Passa.</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>Meu texto está um lixo, espero fico no conteúdo por favor. Escrevi em condições precárias</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841420</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 00:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário do reginaldo é uma síntese dos falsos argumentos que a esquerda mais indigente tem reproduzido. Um misto de ignorância atroz, da estupidez que o artigo aponta, de reprodução de propaganda russa, e de insensibilidade e falta de princípios.

O incrível é que os papagaios nao param de repetir as mesmas palavras mesmo diante da lógica do presente artigo.

A ignorância do comentário de reginaldo começa sobre o 2014, o movimento Maidan ucraniano. Antes de fazerem esse tipo de comentário, que serve para justificar a destruição de inúmeras vidas de trabalhadores, esses agentes da barbárie que se dizem de esquerda deveriam pelo menos ter tido o trabalho de ler livros e ouvir quem participa das lutas sociais na Ucrânia e na Rússia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário do reginaldo é uma síntese dos falsos argumentos que a esquerda mais indigente tem reproduzido. Um misto de ignorância atroz, da estupidez que o artigo aponta, de reprodução de propaganda russa, e de insensibilidade e falta de princípios.</p>
<p>O incrível é que os papagaios nao param de repetir as mesmas palavras mesmo diante da lógica do presente artigo.</p>
<p>A ignorância do comentário de reginaldo começa sobre o 2014, o movimento Maidan ucraniano. Antes de fazerem esse tipo de comentário, que serve para justificar a destruição de inúmeras vidas de trabalhadores, esses agentes da barbárie que se dizem de esquerda deveriam pelo menos ter tido o trabalho de ler livros e ouvir quem participa das lutas sociais na Ucrânia e na Rússia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841416</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 23:23:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irado, sua memória não lhe trai. é de Dugin que parte a premissa &quot;antiglobalista&quot; que permeia os discurso do fascismo e da extrema-direita de Bolsonaro e Trump. Acredito que o Reginaldo recebe algum PIX do nosso querido amigo Putler, do contrário não entendo por que ir na contramão do internacionalismo dessa forma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irado, sua memória não lhe trai. é de Dugin que parte a premissa &#8220;antiglobalista&#8221; que permeia os discurso do fascismo e da extrema-direita de Bolsonaro e Trump. Acredito que o Reginaldo recebe algum PIX do nosso querido amigo Putler, do contrário não entendo por que ir na contramão do internacionalismo dessa forma.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tony Soprano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841406</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tony Soprano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 22:12:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Reginaldo,

No fundo, seu comentário reproduz e legítima aquilo que você tanto quer combater, isso é, a arbitrariedade estatal que imprime uma lógica de violência e guerra, excluindo o papel da luta de classes nesse jogo. Ninguém dúvida da natureza imperialista dos Estados Unidos, mas ao apontar que o resultado dessa guerra sanguinária pode ser, em algum sentido, benéfico, você deixa implícito (ou nem tanto) que a agressão russa é justa. Como se a Rússia fosse anti-imperialista. Instaura-se assim um raciocínio perverso: os inúmeros crimes cometidos pelos EUA justificam crimes de outras nações, já que estas (supostamente) afrontam a hegemonia do primeiro. 
E o que significa propriamente dizer que está é uma guerra contra a OTAN? Como fica a situação das pessoas ucranianas brutalmente afetadas pela guerra? Como entra a solidariedade internacional entre os trabalhadores nessa equação? O desbalanceado do poder político-econômico-militar dos EUA irá beneficiar a quem, exatamente? Tirando certos estado-nações, seus burocratas e bilionários, quais movimentos operários ao redor do globo tem a ganhar com tudo isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reginaldo,</p>
<p>No fundo, seu comentário reproduz e legítima aquilo que você tanto quer combater, isso é, a arbitrariedade estatal que imprime uma lógica de violência e guerra, excluindo o papel da luta de classes nesse jogo. Ninguém dúvida da natureza imperialista dos Estados Unidos, mas ao apontar que o resultado dessa guerra sanguinária pode ser, em algum sentido, benéfico, você deixa implícito (ou nem tanto) que a agressão russa é justa. Como se a Rússia fosse anti-imperialista. Instaura-se assim um raciocínio perverso: os inúmeros crimes cometidos pelos EUA justificam crimes de outras nações, já que estas (supostamente) afrontam a hegemonia do primeiro.<br />
E o que significa propriamente dizer que está é uma guerra contra a OTAN? Como fica a situação das pessoas ucranianas brutalmente afetadas pela guerra? Como entra a solidariedade internacional entre os trabalhadores nessa equação? O desbalanceado do poder político-econômico-militar dos EUA irá beneficiar a quem, exatamente? Tirando certos estado-nações, seus burocratas e bilionários, quais movimentos operários ao redor do globo tem a ganhar com tudo isso?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841405</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 21:46:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143090#comment-841405</guid>

					<description><![CDATA[Que eu saiba a Rússia não invadiu a Otan, mas a Ucrânia... A teoria do mundo multipolar não é de Alexander Dugin?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que eu saiba a Rússia não invadiu a Otan, mas a Ucrânia&#8230; A teoria do mundo multipolar não é de Alexander Dugin?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: reginaldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143090/#comment-841402</link>

		<dc:creator><![CDATA[reginaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 20:57:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[pura propagando dos USA . 

ele não menciona que deram um golpe em 2014 no governo eleito democraticamente e que um parte significativa a população não aceitou e pediu separação do território e por esse motivo o governo da ucrania começou a mata-los .  e ele errou muito em relação ao bandeira , o bandeira promoveu muito massacres dentro da ucrania e ele era sim um agente da SS isso esta muito documentado . Obviamente que a Rússia esta ajudando esses regiões por interesses econômicos assim como todas as guerras. mas eu vejo não a Rússia contra a ucrania , mas a Rússia contra a OTAN e nesse sentido pode criar um mundo multipolar  que é benéfico sim para o mundo, pode parar esses golpes dos USA e a impressão de dólares que dá a eles poderes muito grandes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pura propagando dos USA . </p>
<p>ele não menciona que deram um golpe em 2014 no governo eleito democraticamente e que um parte significativa a população não aceitou e pediu separação do território e por esse motivo o governo da ucrania começou a mata-los .  e ele errou muito em relação ao bandeira , o bandeira promoveu muito massacres dentro da ucrania e ele era sim um agente da SS isso esta muito documentado . Obviamente que a Rússia esta ajudando esses regiões por interesses econômicos assim como todas as guerras. mas eu vejo não a Rússia contra a ucrania , mas a Rússia contra a OTAN e nesse sentido pode criar um mundo multipolar  que é benéfico sim para o mundo, pode parar esses golpes dos USA e a impressão de dólares que dá a eles poderes muito grandes.</p>
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