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	Comentários sobre: Sob neblina, use luz baixa e não pare	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-844112</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 13:39:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda sobre o &quot;trabalho sujo&quot;: https://libcom.org/article/after-war-may-declaration-anarchists-ukraine

&quot;(...) it is important to transfer the principles of solidarity and mutual aid to peaceful times, which will inevitably take place, and to be guided by them in order to build a more humane society.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sobre o &#8220;trabalho sujo&#8221;: <a href="https://libcom.org/article/after-war-may-declaration-anarchists-ukraine" rel="nofollow ugc">https://libcom.org/article/after-war-may-declaration-anarchists-ukraine</a></p>
<p>&#8220;(&#8230;) it is important to transfer the principles of solidarity and mutual aid to peaceful times, which will inevitably take place, and to be guided by them in order to build a more humane society.&#8221;</p>
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		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-843043</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 21:44:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo V, entendo e concordo com o que diz. Mas reforço que o problema está longe de ser apenas semântico. O entendimento que está implícito é que toda medida solidária e de apoio mútuo que não impõe uma derrocada às relações sociais de produção capitalistas são &quot;sujas&quot; porque reforçam o capitalismo, apesar de apresentar soluções alternativas. Se militantes decidem que seus camaradas não vão morrer, é a esses camaradas que o socialismo está sendo prometido, pois lhes é impossível uma democracia zumbi(https://passapalavra.info/2020/03/130409/). Não é um uso errôneo do termo, é uma extensão de seu uso. E um entendimento bem perigoso, a meu ver.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo V, entendo e concordo com o que diz. Mas reforço que o problema está longe de ser apenas semântico. O entendimento que está implícito é que toda medida solidária e de apoio mútuo que não impõe uma derrocada às relações sociais de produção capitalistas são &#8220;sujas&#8221; porque reforçam o capitalismo, apesar de apresentar soluções alternativas. Se militantes decidem que seus camaradas não vão morrer, é a esses camaradas que o socialismo está sendo prometido, pois lhes é impossível uma democracia zumbi(<a href="https://passapalavra.info/2020/03/130409/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2020/03/130409/</a>). Não é um uso errôneo do termo, é uma extensão de seu uso. E um entendimento bem perigoso, a meu ver.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: leitor		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-843040</link>

		<dc:creator><![CDATA[leitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 20:14:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[interessante que o debate foi para esse lado, dado que houve militantes que, em plena pandemia, acusavam outros militantes de &quot;fazer o mesmo que a OMS&quot; simplesmente por fomentar o auto-cuidado e as recomendações sanitárias em lugares de trabalho e comunidades pobres. 
Pode haver quem queira se focar na &quot;centralidade do conflito&quot;, mas outra coisa é dizer que os demais fazem &quot;trabalho sujo&quot;. Chegamos na fronteira da canalhice.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>interessante que o debate foi para esse lado, dado que houve militantes que, em plena pandemia, acusavam outros militantes de &#8220;fazer o mesmo que a OMS&#8221; simplesmente por fomentar o auto-cuidado e as recomendações sanitárias em lugares de trabalho e comunidades pobres.<br />
Pode haver quem queira se focar na &#8220;centralidade do conflito&#8221;, mas outra coisa é dizer que os demais fazem &#8220;trabalho sujo&#8221;. Chegamos na fronteira da canalhice.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-843034</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 19:17:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre o trabalho sujo, vou fazer uma correção no que escrevi. Na literatura o trabalho sujo muitas vezes é usado em um sentido mais literal. Mas esse não é o sentido que importa aqui. O que importa no texto e o que importa para mim também é o sentido que é usado por Dejours e pelo Paulo Arantes, que é referido no texto Masterclass.

Paulo Arantes baseia todo o seu artigo no Dejours. Ele não alarga o conceito. Trabalho sujo para Dejours, e no texto do Paulo Arantes é o trabalho que inverte o que seria ético. É o trabalho de fazer o mal a alguém. De matar, de fazer sofrer etc. Isso é trabalho sujo, para Dejours e no texto do Paulo Arantes.

Não faz sentido falar em trabalho sujo quando pessoas estão produzindo máscara na pandemia. E em termos conceituais também não faz sentido alargar o conceito a ponto de englobar todos que vivem e trabalham numa sociedade em que sofrimento é gerado. O conceito assim já não distinguiria nada, torna-se inútil. Iguala quem produz uma máscara para prevenir doença e morte daquele que trabalha para incentivar que não se use medidas preventivas, por exemplo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o trabalho sujo, vou fazer uma correção no que escrevi. Na literatura o trabalho sujo muitas vezes é usado em um sentido mais literal. Mas esse não é o sentido que importa aqui. O que importa no texto e o que importa para mim também é o sentido que é usado por Dejours e pelo Paulo Arantes, que é referido no texto Masterclass.</p>
<p>Paulo Arantes baseia todo o seu artigo no Dejours. Ele não alarga o conceito. Trabalho sujo para Dejours, e no texto do Paulo Arantes é o trabalho que inverte o que seria ético. É o trabalho de fazer o mal a alguém. De matar, de fazer sofrer etc. Isso é trabalho sujo, para Dejours e no texto do Paulo Arantes.</p>
<p>Não faz sentido falar em trabalho sujo quando pessoas estão produzindo máscara na pandemia. E em termos conceituais também não faz sentido alargar o conceito a ponto de englobar todos que vivem e trabalham numa sociedade em que sofrimento é gerado. O conceito assim já não distinguiria nada, torna-se inútil. Iguala quem produz uma máscara para prevenir doença e morte daquele que trabalha para incentivar que não se use medidas preventivas, por exemplo.</p>
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		<title>
		Por: Pedro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-843011</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 13:46:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre a controvérsia em relação ao conceito de trabalho sujo, me parece que Rodapé está correto ao apontar o texto do PA como referência desse uso digamos alargado do conceito, já que o autor trata justamente de acompanhar a ousadia de Dejours ao pensar trabalho e sofrimento social no neoliberalismo a partir da experiência Nazi. Entretanto, a discussão deles parece um tanto distante mesmo do exemplo das mascaras, que eu entendo ser problemática na medida em que toma na chave da &quot;colaboração&quot; com o Mal o que parece ser &quot;resistência&quot; a ele. Aqui talvez seria mais interessante explicitar a própria dificuldade de distinguir as coisas. De certo modo sim, todos os expedientes improvisados e mambembes encontrados pelos despossuídos e pelos remediados para tentar diminuir a catástrofe pandêmica não deixam de ser também um modo de manter o sistema funcionando, a roda do trabalho girando (em falso). A hipótese não enunciada seria talvez aquela ideia que alguns filósofos chegaram a vislumbrar nos primeiros meses da pandemia: uma quebra da ordem ao &quot;parar tudo&quot;. Nada mais didático, portanto, do que o nosso jagunço-mor, porta voz bronco mas adequado das injunções do sistema capitalista, que desde o início bradou: o Brasil não pode parar. 

Porém, visto do ponto de vista individual - que é como a crise sanitária foi &quot;resolvida&quot; exemplarmente no Brasil, na base do cada um por si, em que a completa ausência de solidariedade social vai muito bem obrigado com o verniz ultra-liberal - parece que &quot;resiliência&quot; e &quot;resistência&quot; se confundem. Esse o ponto que acho que a Isadora poderia ter desenvolvido mais. Ela está destacando que o horizonte das lutas atuais é sobreviver e olhe lá. A urgência da luta por sobrevivência básica não é novidade nenhuma. A novidade seria que essa demanda urgente não se traduz em potencial ruptura, em horizonte de transformação etc. A hipótese que está subjacente aqui e poderia dar um sentido mais claro à essa luta de &quot;resistência&quot; é, salvo-engano, a do devir-necro do capitalismo: expulsão da força de trabalho e extermínio da população sobrante. Coisa que o Brasil também dá fartas demonstrações de expertise. O problema é que as formas de sobrevivência à essa catástrofe/extermínio são elas mesmas estratégias parasitadas ou forjadas pelas &quot;formas rentistas&quot; adotadas pelo capital financeiro. De modo que essa população sobrante não é simplesmente exterminada, ela é &quot;aproveitada&quot; de outra maneira (que não pelo trabalho regular, etc). Tô viajando muito ou é mais ou menos por aí?

O que eu penso é que o uso meio &quot;absolutizado&quot; ou &quot;essencialista&quot; (me perdoem, não me vem a cabeça expressão melhor) da noção de &quot;autonomia&quot; - que frequenta os textos mas não é discutida detidamente ou problematizada - acaba atrapalhando mais do que ajudando. Pra mim falta aí análise de conjuntura mais tradicional para identificar onde e quando os interesses conflitantes podem gerar cismas, brechas, rupturas. E inclusive pensar articulações entre diferentes lutas decisivas da nossa conjuntura. Por exemplo, sobre a ambiguidade da resiliência/resistência, não seria interessante pensar junto com os movimentos indígenas, os movimentos do campo, para quem resistir no território e construir a &quot;autonomia&quot; são as tarefas centrais? E muita vezes adotando estratégias propriamente insurgentes! Aqui concordo com a crítica da Isadora ao texto do Masterclass, que parece muito colado na ideia de perseguir as formas mais avançadas da subsunção real da viração ao capital como se daí fossem sair as lutas mais explosivas/insurgentes etc...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a controvérsia em relação ao conceito de trabalho sujo, me parece que Rodapé está correto ao apontar o texto do PA como referência desse uso digamos alargado do conceito, já que o autor trata justamente de acompanhar a ousadia de Dejours ao pensar trabalho e sofrimento social no neoliberalismo a partir da experiência Nazi. Entretanto, a discussão deles parece um tanto distante mesmo do exemplo das mascaras, que eu entendo ser problemática na medida em que toma na chave da &#8220;colaboração&#8221; com o Mal o que parece ser &#8220;resistência&#8221; a ele. Aqui talvez seria mais interessante explicitar a própria dificuldade de distinguir as coisas. De certo modo sim, todos os expedientes improvisados e mambembes encontrados pelos despossuídos e pelos remediados para tentar diminuir a catástrofe pandêmica não deixam de ser também um modo de manter o sistema funcionando, a roda do trabalho girando (em falso). A hipótese não enunciada seria talvez aquela ideia que alguns filósofos chegaram a vislumbrar nos primeiros meses da pandemia: uma quebra da ordem ao &#8220;parar tudo&#8221;. Nada mais didático, portanto, do que o nosso jagunço-mor, porta voz bronco mas adequado das injunções do sistema capitalista, que desde o início bradou: o Brasil não pode parar. </p>
<p>Porém, visto do ponto de vista individual &#8211; que é como a crise sanitária foi &#8220;resolvida&#8221; exemplarmente no Brasil, na base do cada um por si, em que a completa ausência de solidariedade social vai muito bem obrigado com o verniz ultra-liberal &#8211; parece que &#8220;resiliência&#8221; e &#8220;resistência&#8221; se confundem. Esse o ponto que acho que a Isadora poderia ter desenvolvido mais. Ela está destacando que o horizonte das lutas atuais é sobreviver e olhe lá. A urgência da luta por sobrevivência básica não é novidade nenhuma. A novidade seria que essa demanda urgente não se traduz em potencial ruptura, em horizonte de transformação etc. A hipótese que está subjacente aqui e poderia dar um sentido mais claro à essa luta de &#8220;resistência&#8221; é, salvo-engano, a do devir-necro do capitalismo: expulsão da força de trabalho e extermínio da população sobrante. Coisa que o Brasil também dá fartas demonstrações de expertise. O problema é que as formas de sobrevivência à essa catástrofe/extermínio são elas mesmas estratégias parasitadas ou forjadas pelas &#8220;formas rentistas&#8221; adotadas pelo capital financeiro. De modo que essa população sobrante não é simplesmente exterminada, ela é &#8220;aproveitada&#8221; de outra maneira (que não pelo trabalho regular, etc). Tô viajando muito ou é mais ou menos por aí?</p>
<p>O que eu penso é que o uso meio &#8220;absolutizado&#8221; ou &#8220;essencialista&#8221; (me perdoem, não me vem a cabeça expressão melhor) da noção de &#8220;autonomia&#8221; &#8211; que frequenta os textos mas não é discutida detidamente ou problematizada &#8211; acaba atrapalhando mais do que ajudando. Pra mim falta aí análise de conjuntura mais tradicional para identificar onde e quando os interesses conflitantes podem gerar cismas, brechas, rupturas. E inclusive pensar articulações entre diferentes lutas decisivas da nossa conjuntura. Por exemplo, sobre a ambiguidade da resiliência/resistência, não seria interessante pensar junto com os movimentos indígenas, os movimentos do campo, para quem resistir no território e construir a &#8220;autonomia&#8221; são as tarefas centrais? E muita vezes adotando estratégias propriamente insurgentes! Aqui concordo com a crítica da Isadora ao texto do Masterclass, que parece muito colado na ideia de perseguir as formas mais avançadas da subsunção real da viração ao capital como se daí fossem sair as lutas mais explosivas/insurgentes etc&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-841275</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 15:50:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Radapé,

Não.  No artigo mencionado, Paulo Arantes usa o conceito de trabalho sujo como ele normalmente aparece na literatura, cono Dejours usa. Uma ação que seria considerada não ética mas acaba sendo aceita por estar na forma trabalho. Um trabalho que gera o mal ou sofrimento a outro. Trata-se sempre de um trabalho concreto específico e nunca do resultado do conjunto abstrato de rodos os trabalhos. Prosuzir máscaras e montar barreiras sanitárias não sao trabalho sujo, bem pelo contrário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Radapé,</p>
<p>Não.  No artigo mencionado, Paulo Arantes usa o conceito de trabalho sujo como ele normalmente aparece na literatura, cono Dejours usa. Uma ação que seria considerada não ética mas acaba sendo aceita por estar na forma trabalho. Um trabalho que gera o mal ou sofrimento a outro. Trata-se sempre de um trabalho concreto específico e nunca do resultado do conjunto abstrato de rodos os trabalhos. Prosuzir máscaras e montar barreiras sanitárias não sao trabalho sujo, bem pelo contrário.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Rodapé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-841273</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodapé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 14:30:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Léo V, a origem do uso “heterodoxo” do termo provavelmente nos leva de volta ao ensaio do Paulo Arantes no Novo tempo do mundo, “Sale boulot”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Léo V, a origem do uso “heterodoxo” do termo provavelmente nos leva de volta ao ensaio do Paulo Arantes no Novo tempo do mundo, “Sale boulot”.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-841246</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 05:29:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Entrando na controvérsia sobre o trabalho sujo, que apareceu nos comentários:

O texto Masterclass por duas vezes usa o conceito de trabalho sujo. No segunda vez que ele é usado me parece que não há controvérsia, pois ele é usado da forma, digamos, &quot;tradicional&quot;. Isto é, nomeia um trabalho que a princípio fere a ética, um trabalho que implica sofrimento a outro, ou um trabalho que implica fazer o mal.

O problema está na primeira vez que o conceito aparece no texto, que é o que levou à controvérsia aqui. A controvérsia surgiu pois na tal passagem do texto Masterclass em que &quot;trabalho sujo&quot; é usado, os autores estão dando um sentido que não vi em nenhum outro escrito de qualquer autor ou autora que seja. 
Fazer máscaras nada tem de trabalho sujo, bem pelo contrário. Mas os autores usam trabalho sujo aí não no sentido de um trabalho específico, mas como o resultado do trabalho coletivo global na sociedade (uma inovação ou distorção do conceito, como se queira):
&quot;resultou, no fim das contas, num gigantesco trabalho sujo&quot;.

Os autores estão dizendo que diante do negacionismo pandêmico como política pública ou como prática social, toda atividade resultou num trabalho sujo globalmente falando. Bem, o problema de alargar o conceito assim é que fora da pandemia também se pode dizer o mesmo, que tudo que os trabalhadores fazem resulta num gigantesco trabalho sujo, uma vez que estando dentro das sociedades capitalistas os trabalhos resultam globalmente na manutenção do capitalismo e da miséria, morte e sofrimento decorrente desses sistema econômico e social.

Resumindo, a controvérsia só surgiu aqui porque na primeira vez que aparece no texto o conceito de &#039;trabalho sujo&#039; está bastante heterodoxo, digamos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrando na controvérsia sobre o trabalho sujo, que apareceu nos comentários:</p>
<p>O texto Masterclass por duas vezes usa o conceito de trabalho sujo. No segunda vez que ele é usado me parece que não há controvérsia, pois ele é usado da forma, digamos, &#8220;tradicional&#8221;. Isto é, nomeia um trabalho que a princípio fere a ética, um trabalho que implica sofrimento a outro, ou um trabalho que implica fazer o mal.</p>
<p>O problema está na primeira vez que o conceito aparece no texto, que é o que levou à controvérsia aqui. A controvérsia surgiu pois na tal passagem do texto Masterclass em que &#8220;trabalho sujo&#8221; é usado, os autores estão dando um sentido que não vi em nenhum outro escrito de qualquer autor ou autora que seja.<br />
Fazer máscaras nada tem de trabalho sujo, bem pelo contrário. Mas os autores usam trabalho sujo aí não no sentido de um trabalho específico, mas como o resultado do trabalho coletivo global na sociedade (uma inovação ou distorção do conceito, como se queira):<br />
&#8220;resultou, no fim das contas, num gigantesco trabalho sujo&#8221;.</p>
<p>Os autores estão dizendo que diante do negacionismo pandêmico como política pública ou como prática social, toda atividade resultou num trabalho sujo globalmente falando. Bem, o problema de alargar o conceito assim é que fora da pandemia também se pode dizer o mesmo, que tudo que os trabalhadores fazem resulta num gigantesco trabalho sujo, uma vez que estando dentro das sociedades capitalistas os trabalhos resultam globalmente na manutenção do capitalismo e da miséria, morte e sofrimento decorrente desses sistema econômico e social.</p>
<p>Resumindo, a controvérsia só surgiu aqui porque na primeira vez que aparece no texto o conceito de &#8216;trabalho sujo&#8217; está bastante heterodoxo, digamos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alan Fernandes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-841232</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alan Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 01:15:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143178#comment-841232</guid>

					<description><![CDATA[Isadora, agradeço o comentário. Só gostaria de corrigir e reforçar que o que se defende implicitamente neste texto (o &quot;masterclass&quot;, não o seu) não é que a viração é o caminho para a construção de autonomia, mas que a busca por autonomia nos marcos contraditórios da sobrevivência perante o capitalismo se reduziria a &quot;trabalho sujo&quot; para esses militantes. o meu incômodo está expresso logo no trecho que você extraiu do Masterclass &quot;(...)a quarentena só pôde existir na base da gambiarra, numa somatória de esforços descoordenados (e, não raro, conflitantes entre si) que resultou, no fim das contas, num gigantesco trabalho sujo. Enquanto se enterravam os mortos, todos colaboramos – em isolamento ou na correria – para manter a máquina urbana em funcionamento”. É nesse contexto que é usado o termo &quot;trabalho sujo&quot;. E por isso eu achei problemático.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isadora, agradeço o comentário. Só gostaria de corrigir e reforçar que o que se defende implicitamente neste texto (o &#8220;masterclass&#8221;, não o seu) não é que a viração é o caminho para a construção de autonomia, mas que a busca por autonomia nos marcos contraditórios da sobrevivência perante o capitalismo se reduziria a &#8220;trabalho sujo&#8221; para esses militantes. o meu incômodo está expresso logo no trecho que você extraiu do Masterclass &#8220;(&#8230;)a quarentena só pôde existir na base da gambiarra, numa somatória de esforços descoordenados (e, não raro, conflitantes entre si) que resultou, no fim das contas, num gigantesco trabalho sujo. Enquanto se enterravam os mortos, todos colaboramos – em isolamento ou na correria – para manter a máquina urbana em funcionamento”. É nesse contexto que é usado o termo &#8220;trabalho sujo&#8221;. E por isso eu achei problemático.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143178/#comment-841223</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2022 22:43:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143178#comment-841223</guid>

					<description><![CDATA[Isadora, me desculpe! Realmente confundi as autoras das ideias! É que realmente são duas excelentes colunistas (a Raquel infelizmente ex) do site. Obrigado pelo nível dos teus textos e das tuas respostas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isadora, me desculpe! Realmente confundi as autoras das ideias! É que realmente são duas excelentes colunistas (a Raquel infelizmente ex) do site. Obrigado pelo nível dos teus textos e das tuas respostas!</p>
]]></content:encoded>
		
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