<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Make Russia Great Again (2): O projeto da Eurásia &#8211; um nacionalismo étnico?	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2022/04/143294/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Feb 2023 12:38:26 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Anderson Errerias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-882051</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anderson Errerias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 12:38:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-882051</guid>

					<description><![CDATA[Engraçado você falar sobre a russia bombardear escolas, casas, hospitais e omitir o fato de que estes edifícios estão sendo propositalmente usados como Bases militares.
 

A Amnistia Internacional revelou esta que as forças ucranianas colocaram, desnecessariamente, civis em perigo ao estabelecerem algumas bases militares e sistemas operacionais de armamento em áreas residenciais sem contexto de defesa imediata e direta dessas áreas, à medida que repeliam a invasão das forças russas.

O Direito Internacional Humanitário exige que todas as partes de um conflito evitem localizar, na medida do possível, objetivos militares dentro ou perto de áreas densamente povoadas. Outras obrigações para proteger os civis dos ataques incluem remover os civis das proximidades de objetivos militares e emitir um aviso eficaz de ataques que possam afetar a população.
Estas táticas ucranianas violam o Direito Internacional Humanitário, uma vez que colocam desnecessariamente em risco a vida de civis.

Você também não mencionou que em 2015 todos os partidos comunistas foram proibidos na Ucrânia. 

Também não mencionou que Zelensky proibiu partidos opositores e de esquerda mas manteve os neonazistas.

E aí?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado você falar sobre a russia bombardear escolas, casas, hospitais e omitir o fato de que estes edifícios estão sendo propositalmente usados como Bases militares.</p>
<p>A Amnistia Internacional revelou esta que as forças ucranianas colocaram, desnecessariamente, civis em perigo ao estabelecerem algumas bases militares e sistemas operacionais de armamento em áreas residenciais sem contexto de defesa imediata e direta dessas áreas, à medida que repeliam a invasão das forças russas.</p>
<p>O Direito Internacional Humanitário exige que todas as partes de um conflito evitem localizar, na medida do possível, objetivos militares dentro ou perto de áreas densamente povoadas. Outras obrigações para proteger os civis dos ataques incluem remover os civis das proximidades de objetivos militares e emitir um aviso eficaz de ataques que possam afetar a população.<br />
Estas táticas ucranianas violam o Direito Internacional Humanitário, uma vez que colocam desnecessariamente em risco a vida de civis.</p>
<p>Você também não mencionou que em 2015 todos os partidos comunistas foram proibidos na Ucrânia. </p>
<p>Também não mencionou que Zelensky proibiu partidos opositores e de esquerda mas manteve os neonazistas.</p>
<p>E aí?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-842543</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2022 13:15:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-842543</guid>

					<description><![CDATA[Espero que a parte final do comentário do João Aguiar não tivesse passado despercebida aos leitores, porque essa questão é hoje o grande escândalo político em Portugal e mostra a íntima ligação — não só política, mas policial — do Partido Comunista com os serviços de informação de Putin. Antes de mais, convém explicar aos leitores brasileiros que Câmara significa Município e Presidente da Câmara significa Prefeito. Para complementar a notícia para a qual o João fornece o link, transcrevo um despacho emitido há pouco pela agência noticiosa Lusa:

« Há pró-russos a receber refugiados em todo o país, avisa Associação de Ucranianos
A Associação dos Ucranianos em Portugal disse hoje que há “por todo o país” elementos pró-Putin nas organizações que estão a acolher refugiados ucranianos, alertando trata-se de um fenómeno que se repete em toda a Europa.
“Desde que os refugiados começaram a chegar a Portugal, em março, começámos a receber alertas de que tinham sido recebidos por pessoas de elementos pró-russos que se faziam passar por elementos de organizações internacionais e até ucranianas”, contou à Lusa o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadoka, garantindo que as denúncias chegaram “de norte a sul do país”».

A diferença é que nuns lugares os agentes de informação putinescos esforçam-se por penetrar nos organismos de acolhimento. Enquanto noutros lugares, na Câmara de Setúbal por exemplo, abrem-lhes as portas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Espero que a parte final do comentário do João Aguiar não tivesse passado despercebida aos leitores, porque essa questão é hoje o grande escândalo político em Portugal e mostra a íntima ligação — não só política, mas policial — do Partido Comunista com os serviços de informação de Putin. Antes de mais, convém explicar aos leitores brasileiros que Câmara significa Município e Presidente da Câmara significa Prefeito. Para complementar a notícia para a qual o João fornece o link, transcrevo um despacho emitido há pouco pela agência noticiosa Lusa:</p>
<p>« Há pró-russos a receber refugiados em todo o país, avisa Associação de Ucranianos<br />
A Associação dos Ucranianos em Portugal disse hoje que há “por todo o país” elementos pró-Putin nas organizações que estão a acolher refugiados ucranianos, alertando trata-se de um fenómeno que se repete em toda a Europa.<br />
“Desde que os refugiados começaram a chegar a Portugal, em março, começámos a receber alertas de que tinham sido recebidos por pessoas de elementos pró-russos que se faziam passar por elementos de organizações internacionais e até ucranianas”, contou à Lusa o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadoka, garantindo que as denúncias chegaram “de norte a sul do país”».</p>
<p>A diferença é que nuns lugares os agentes de informação putinescos esforçam-se por penetrar nos organismos de acolhimento. Enquanto noutros lugares, na Câmara de Setúbal por exemplo, abrem-lhes as portas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-842483</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2022 21:54:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-842483</guid>

					<description><![CDATA[A propósito do meu comentário anterior, reparem os leitores no seguinte artigo do ex-deputado comunista António Filipe:

«O que sucede na Ucrânia é que, ao contrário do que se pretende fazer crer, a guerra não começou em 2022, mas pelo menos em 2014. Desde o célebre e celebrado golpe de Estado da Praça Maidan que a região leste da Ucrânia vive um clima de guerra permanente que se traduziu em dezenas de milhares de mortos que ninguém pode negar, mas que muita gente finge ignorar.» (https://expresso.pt/opiniao/2022-04-26-A-segunda-morte-de-Jean-Jaures-b6b4f8fc)

É inacreditável como a desfaçatez de António Filipe lhe permite falar em «dezenas de milhares de mortos», quando a ONU fala em cerca de 14 mil mortos (antes da atual invasão de 2022) e define a sua real proporção: 4641 mortos militares do lado ucraniano, 5772 mortos militares do lado russo e 3393 civis mortos. Portanto, a guerra iniciada em 2014 foi sobretudo mortífera nos dois primeiros anos, com consequências para ambos os lados. E, por outro lado, ao contrário do que o autor refere, o tal golpe de Estado em Maidan ocorreu por via das promessas não cumpridas do governo de Yakunovitch em não aderir à UE. Bem ou mal, a verdade é que havia na primeira metade dos anos 10 deste século uma sensação de forte contestação ao facto de a Ucrânia ser, até 2014, pouco mais do que uma colónia russa, com sucessivos governos alinhados com Moscovo. Não se tratou simplesmente de uma contestação de ordem nacional/independentista mas a consciência de que o enfeudamento do Estado ucraniano a Putin trazia consequências ao nível das péssimas condições de vida. O exército de Putin posteriormente invadiu a Crimeia e a região leste da Ucrânia.

O autor acrescenta ainda que para aquele «estado de guerra permanente contribuiu decisivamente o caráter xenófobo do regime instalado em Kiev contra a população russófona da Ucrânia».
É curioso como o regime ucraniano (do qual não tenho nenhuma simpatia) seria tão xenófobo para com a população russófona que quando o exército russo invadiu o leste ucraniano ocorreram dois fenómenos: 1) não foi recebido com flores pela população russófona mas com armas e ódio; 2) os que puderam fugiram, sendo que uma parte considerável dos mais de dez milhões de deslocados/refugiados são da parte leste daquele país. Mais do que palavras, esta dupla resposta das populações russófonas demonstra que o que havia no leste da Ucrânia eram alguns atos e ataques relevantes mas esporádicos a russófonos, mas não uma política sistémica e dirigida contra eles.

É de uma abordagem absolutamente indigente, do ponto de vista político, que o autor mencione o suposto «caráter xenófobo do regime instalado em Kiev contra a população russófona», mas não tenha uma palavra para a desgraça e para a devastação que o exército de Putin fez em cidades &quot;russófonas&quot; como Kharkiv ou Mariupol. Para libertar os supostos russófonos, nada como lhes bombardear as casas e destruir edifícios civis, hospitais, escolas, etc. Está certo...

António Filipe queixa-se ainda, replicando o discurso de Moscovo, das «milícias incorporadas no Exército da Ucrânia que se afirmam nazis, que se fardam e tatuam como nazis, que glorificam os nazis». Já falei no famoso batalhão Azov que, dada a calamidade ocorrida entretanto em Mariupol, deverá estar ainda mais reduzido do que já era. Mais uma vez, o autor choraminga contra os que chamam o PCP de &quot;putinista&quot;, mas é sintomática a omissão dos regimentos russos neonazis Sparta ou Wagner. Por outro lado, é pena que o articulista também deixe de fora o facto de o batalhão Azov ser 1% das forças armadas ucranianas e, na mesma bitola, não mencionar o facto de que sobreviventes do Holocausto em cidades como Kharkiv e Mariupol não terem sido assassinados ao longo destes anos por neonazis ucranianos, mas pelo exército de Putin.

A questão do neonazismo na Ucrânia e, já agora, um pouco por todo o leste europeu é relevante. Mas é relevante num sentido que os comunistas não consideram: porque foi no leste europeu, nos ex-regimes socialistas que a extrema-direita se implantou e consolidou? Tanto (suposto) sucesso dos regimes socialistas, tantos milhões de mortos dos campos ucranianos, em Katin, nos campos de concentração, etc e no final o que ficou daquilo?

Importa igualmente refletir no seguinte: o fascismo não se define apenas pela presença de milícias (quer se chamem neonazis, ou outras). Como um escritor muito presente neste espaço definiu há cerca de vinte anos, o fascismo define-se por conjugar o exército, a igreja, os sindicatos e as milícias sob a égide de uma elite dirigente que articula aquelas instituições. Ora, na Ucrânia, existe o batalhão Azov e pouco mais. Pelo contrário, na Rússia, sob o regime de Putin existe: a) uma ideologia nacionalista feroz e próxima de um nacionalismo étnico, que aspira à conquista de um &quot;espaço vital&quot; eurasiático; b) sob a alçada do regime existem batalhões fascistas (Wagner, Sparta) articulados com um exército que objetivamente invade outros territórios e ataca civis, uma igreja ortodoxa que apoia incondicionalmente Putin e, c) uma liderança constituída por dirigentes políticos e militares inamovíveis, ou seja, independentes tanto das eleições parlamentares (na Rússia, uma mera formalidade) como dos objetivos económicos dos capitalistas clássicos. Tanto do ponto de vista ideológico, como do ponto de vista da articulação institucional, o regime de Putin está dentro de um paradigma fascista. Sobre este fascismo nem uma palavra. Como o silêncio sobre o facto de o regime de Putin andar sempre a ameaçar com o uso de armas nucleares não parece comover os seus seguidores em Portugal.

Para terminar. Aquando da invasão do Iraque em 2003, esta esquerda indigente andou com todos estes detalhes relativamente ao regime de Saddam Hussein, um regime muitíssimo mais opressivo do que o ucraniano? A certa altura, o ex-parlamentar comunista diz que «Para a maioria das pessoas, o problema tem uma simplicidade meridiana: há um agressor e há um agredido. A Rússia é agressora, a Ucrânia é agredida. Ponto final parágrafo». Em 2003 a atitude era basicamente esta. Perante Putin já interessou a esta esquerda começar com titubeantes desculpas e tretas para desviar e relativizar a atuação criminosa da invasão da Ucrânia. A «simplicidade meridiana» só é boa quando lhes interessa... Entretanto, a &quot;simplicidade meridiana&quot; é esta: quem morre e vê a vida em cacos são milhões de ucranianos que sentem na pele o que é realmente um fascismo imperialista a sério.
Bem que pode o articulista choramingar com os «ataques ao pensamento», quando milhões e milhões de ucranianos levam em cima com ataques reais às suas vidas. E isto se entretanto o camarada Putin não se lembrar de ampliar a ação militar contra moldavos, estónios, lituanos ou polacos. Mas os neonazis são os outros... Para quem enche a boca para falar em «ataques ao pensamento», não pode haver maior desprezo pelo raciocínio lógico e racional, como o que o senhor ex-deputado encabeçou naquele artigo. Um «ataque ao pensamento» é escrever um artigo cheio de omissões estratégicas e que não aborde as efetivas dinâmicas da atuação do regime de Putin. Os proselitistas do materialismo dialético já tiveram melhores dias.

---

Ainda a propósito da tese da xenofobia sobre as populações russófonas na Ucrânia veja-se o seguinte excerto de uma notícia no jornal Expresso.

“Olga  fugiu da guerra. Primeiro, de Luhansk para a região vizinha de Kharkiv (Carcóvia), no nordeste da Ucrânia, por causa da guerra civil entre ucranianos e separatistas pró-russos. Dessa vez a viagem foi curta. Agora, aos 35 anos, atravessou a Europa de Kharkiv até Setúbal para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Olga, que prefere não dar a cara e reservar o apelido, mostra o telemóvel com as fotografias nos abrigos, nas viagens de comboio, no refúgio na Polónia. Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo.

O mesmo receio é partilhado por outros refugiados em Setúbal, testemunhou o Expresso esta semana.”
https://expresso.pt/sociedade/2022-04-28-Ucranianos-recebidos-por-russos-pro-Kremlin-em-Camara-comunista-09fd4bca

O exemplo apresenta alguém que, após a intervenção das forças pró-russas, fugiu da zona russófona de Luhansk para Kharkiv, outra zona russófona da Ucrânia. Quando o exército russo invadiu a Ucrânia, essa pessoa acolhe os seus supostos salvadores? Não, volta a fugir e atravessa um continente inteiro com duas crianças pequenas. E vem parar a Portugal onde os camaradas – coitadinhos – que choramingam e se queixam de “ataques ao pensamento” lhe voltam a fazer sentir as garras da salvação da xenofobia do regime ucraniano… O patamar político abjeto desta esquerda é um poço sem fundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do meu comentário anterior, reparem os leitores no seguinte artigo do ex-deputado comunista António Filipe:</p>
<p>«O que sucede na Ucrânia é que, ao contrário do que se pretende fazer crer, a guerra não começou em 2022, mas pelo menos em 2014. Desde o célebre e celebrado golpe de Estado da Praça Maidan que a região leste da Ucrânia vive um clima de guerra permanente que se traduziu em dezenas de milhares de mortos que ninguém pode negar, mas que muita gente finge ignorar.» (<a href="https://expresso.pt/opiniao/2022-04-26-A-segunda-morte-de-Jean-Jaures-b6b4f8fc" rel="nofollow ugc">https://expresso.pt/opiniao/2022-04-26-A-segunda-morte-de-Jean-Jaures-b6b4f8fc</a>)</p>
<p>É inacreditável como a desfaçatez de António Filipe lhe permite falar em «dezenas de milhares de mortos», quando a ONU fala em cerca de 14 mil mortos (antes da atual invasão de 2022) e define a sua real proporção: 4641 mortos militares do lado ucraniano, 5772 mortos militares do lado russo e 3393 civis mortos. Portanto, a guerra iniciada em 2014 foi sobretudo mortífera nos dois primeiros anos, com consequências para ambos os lados. E, por outro lado, ao contrário do que o autor refere, o tal golpe de Estado em Maidan ocorreu por via das promessas não cumpridas do governo de Yakunovitch em não aderir à UE. Bem ou mal, a verdade é que havia na primeira metade dos anos 10 deste século uma sensação de forte contestação ao facto de a Ucrânia ser, até 2014, pouco mais do que uma colónia russa, com sucessivos governos alinhados com Moscovo. Não se tratou simplesmente de uma contestação de ordem nacional/independentista mas a consciência de que o enfeudamento do Estado ucraniano a Putin trazia consequências ao nível das péssimas condições de vida. O exército de Putin posteriormente invadiu a Crimeia e a região leste da Ucrânia.</p>
<p>O autor acrescenta ainda que para aquele «estado de guerra permanente contribuiu decisivamente o caráter xenófobo do regime instalado em Kiev contra a população russófona da Ucrânia».<br />
É curioso como o regime ucraniano (do qual não tenho nenhuma simpatia) seria tão xenófobo para com a população russófona que quando o exército russo invadiu o leste ucraniano ocorreram dois fenómenos: 1) não foi recebido com flores pela população russófona mas com armas e ódio; 2) os que puderam fugiram, sendo que uma parte considerável dos mais de dez milhões de deslocados/refugiados são da parte leste daquele país. Mais do que palavras, esta dupla resposta das populações russófonas demonstra que o que havia no leste da Ucrânia eram alguns atos e ataques relevantes mas esporádicos a russófonos, mas não uma política sistémica e dirigida contra eles.</p>
<p>É de uma abordagem absolutamente indigente, do ponto de vista político, que o autor mencione o suposto «caráter xenófobo do regime instalado em Kiev contra a população russófona», mas não tenha uma palavra para a desgraça e para a devastação que o exército de Putin fez em cidades &#8220;russófonas&#8221; como Kharkiv ou Mariupol. Para libertar os supostos russófonos, nada como lhes bombardear as casas e destruir edifícios civis, hospitais, escolas, etc. Está certo&#8230;</p>
<p>António Filipe queixa-se ainda, replicando o discurso de Moscovo, das «milícias incorporadas no Exército da Ucrânia que se afirmam nazis, que se fardam e tatuam como nazis, que glorificam os nazis». Já falei no famoso batalhão Azov que, dada a calamidade ocorrida entretanto em Mariupol, deverá estar ainda mais reduzido do que já era. Mais uma vez, o autor choraminga contra os que chamam o PCP de &#8220;putinista&#8221;, mas é sintomática a omissão dos regimentos russos neonazis Sparta ou Wagner. Por outro lado, é pena que o articulista também deixe de fora o facto de o batalhão Azov ser 1% das forças armadas ucranianas e, na mesma bitola, não mencionar o facto de que sobreviventes do Holocausto em cidades como Kharkiv e Mariupol não terem sido assassinados ao longo destes anos por neonazis ucranianos, mas pelo exército de Putin.</p>
<p>A questão do neonazismo na Ucrânia e, já agora, um pouco por todo o leste europeu é relevante. Mas é relevante num sentido que os comunistas não consideram: porque foi no leste europeu, nos ex-regimes socialistas que a extrema-direita se implantou e consolidou? Tanto (suposto) sucesso dos regimes socialistas, tantos milhões de mortos dos campos ucranianos, em Katin, nos campos de concentração, etc e no final o que ficou daquilo?</p>
<p>Importa igualmente refletir no seguinte: o fascismo não se define apenas pela presença de milícias (quer se chamem neonazis, ou outras). Como um escritor muito presente neste espaço definiu há cerca de vinte anos, o fascismo define-se por conjugar o exército, a igreja, os sindicatos e as milícias sob a égide de uma elite dirigente que articula aquelas instituições. Ora, na Ucrânia, existe o batalhão Azov e pouco mais. Pelo contrário, na Rússia, sob o regime de Putin existe: a) uma ideologia nacionalista feroz e próxima de um nacionalismo étnico, que aspira à conquista de um &#8220;espaço vital&#8221; eurasiático; b) sob a alçada do regime existem batalhões fascistas (Wagner, Sparta) articulados com um exército que objetivamente invade outros territórios e ataca civis, uma igreja ortodoxa que apoia incondicionalmente Putin e, c) uma liderança constituída por dirigentes políticos e militares inamovíveis, ou seja, independentes tanto das eleições parlamentares (na Rússia, uma mera formalidade) como dos objetivos económicos dos capitalistas clássicos. Tanto do ponto de vista ideológico, como do ponto de vista da articulação institucional, o regime de Putin está dentro de um paradigma fascista. Sobre este fascismo nem uma palavra. Como o silêncio sobre o facto de o regime de Putin andar sempre a ameaçar com o uso de armas nucleares não parece comover os seus seguidores em Portugal.</p>
<p>Para terminar. Aquando da invasão do Iraque em 2003, esta esquerda indigente andou com todos estes detalhes relativamente ao regime de Saddam Hussein, um regime muitíssimo mais opressivo do que o ucraniano? A certa altura, o ex-parlamentar comunista diz que «Para a maioria das pessoas, o problema tem uma simplicidade meridiana: há um agressor e há um agredido. A Rússia é agressora, a Ucrânia é agredida. Ponto final parágrafo». Em 2003 a atitude era basicamente esta. Perante Putin já interessou a esta esquerda começar com titubeantes desculpas e tretas para desviar e relativizar a atuação criminosa da invasão da Ucrânia. A «simplicidade meridiana» só é boa quando lhes interessa&#8230; Entretanto, a &#8220;simplicidade meridiana&#8221; é esta: quem morre e vê a vida em cacos são milhões de ucranianos que sentem na pele o que é realmente um fascismo imperialista a sério.<br />
Bem que pode o articulista choramingar com os «ataques ao pensamento», quando milhões e milhões de ucranianos levam em cima com ataques reais às suas vidas. E isto se entretanto o camarada Putin não se lembrar de ampliar a ação militar contra moldavos, estónios, lituanos ou polacos. Mas os neonazis são os outros&#8230; Para quem enche a boca para falar em «ataques ao pensamento», não pode haver maior desprezo pelo raciocínio lógico e racional, como o que o senhor ex-deputado encabeçou naquele artigo. Um «ataque ao pensamento» é escrever um artigo cheio de omissões estratégicas e que não aborde as efetivas dinâmicas da atuação do regime de Putin. Os proselitistas do materialismo dialético já tiveram melhores dias.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Ainda a propósito da tese da xenofobia sobre as populações russófonas na Ucrânia veja-se o seguinte excerto de uma notícia no jornal Expresso.</p>
<p>“Olga  fugiu da guerra. Primeiro, de Luhansk para a região vizinha de Kharkiv (Carcóvia), no nordeste da Ucrânia, por causa da guerra civil entre ucranianos e separatistas pró-russos. Dessa vez a viagem foi curta. Agora, aos 35 anos, atravessou a Europa de Kharkiv até Setúbal para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Olga, que prefere não dar a cara e reservar o apelido, mostra o telemóvel com as fotografias nos abrigos, nas viagens de comboio, no refúgio na Polónia. Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo.</p>
<p>O mesmo receio é partilhado por outros refugiados em Setúbal, testemunhou o Expresso esta semana.”<br />
<a href="https://expresso.pt/sociedade/2022-04-28-Ucranianos-recebidos-por-russos-pro-Kremlin-em-Camara-comunista-09fd4bca" rel="nofollow ugc">https://expresso.pt/sociedade/2022-04-28-Ucranianos-recebidos-por-russos-pro-Kremlin-em-Camara-comunista-09fd4bca</a></p>
<p>O exemplo apresenta alguém que, após a intervenção das forças pró-russas, fugiu da zona russófona de Luhansk para Kharkiv, outra zona russófona da Ucrânia. Quando o exército russo invadiu a Ucrânia, essa pessoa acolhe os seus supostos salvadores? Não, volta a fugir e atravessa um continente inteiro com duas crianças pequenas. E vem parar a Portugal onde os camaradas – coitadinhos – que choramingam e se queixam de “ataques ao pensamento” lhe voltam a fazer sentir as garras da salvação da xenofobia do regime ucraniano… O patamar político abjeto desta esquerda é um poço sem fundo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-841891</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2022 18:56:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-841891</guid>

					<description><![CDATA[Ricardo Ronaldo Pinto,

Quem iniciou a situação militar em 2014 foram as forças  separatistas pró-russas. É bom que as pessoas se lembrem disso.

Sobre os 14 mil mortos que menciona escrevi o seguinte na parte anterior do meu artigo: &quot;A situação de guerra no Donbass entre 2014 e 2021, como consequência de uma inicial invasão do Estado russo, registou 4641 mortos militares do lado ucraniano, 5772 mortos militares do lado russo e 3393 civis mortos, dos quais quase 90% foram assassinados nos primeiros dois anos de guerra&quot;. Os números são da ONU.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Ronaldo Pinto,</p>
<p>Quem iniciou a situação militar em 2014 foram as forças  separatistas pró-russas. É bom que as pessoas se lembrem disso.</p>
<p>Sobre os 14 mil mortos que menciona escrevi o seguinte na parte anterior do meu artigo: &#8220;A situação de guerra no Donbass entre 2014 e 2021, como consequência de uma inicial invasão do Estado russo, registou 4641 mortos militares do lado ucraniano, 5772 mortos militares do lado russo e 3393 civis mortos, dos quais quase 90% foram assassinados nos primeiros dois anos de guerra&#8221;. Os números são da ONU.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: RICARDO RONALDO PINTO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-841878</link>

		<dc:creator><![CDATA[RICARDO RONALDO PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2022 14:43:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-841878</guid>

					<description><![CDATA[Lucas, tem bomba caindo ali já fazem uns 8 anos e já haviam 14.000 mortos, em sua imensa maioria separatistas e civis, antes da merda que o Putin fez agora. Zelensky assumiu recentemente que houveram estes mortos, mas, apesar de serem do lado separatista culpou &quot;os russos&quot;. E eu que achei que só haviam ucranianos na Ucrania. antes. Como eu era tolo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas, tem bomba caindo ali já fazem uns 8 anos e já haviam 14.000 mortos, em sua imensa maioria separatistas e civis, antes da merda que o Putin fez agora. Zelensky assumiu recentemente que houveram estes mortos, mas, apesar de serem do lado separatista culpou &#8220;os russos&#8221;. E eu que achei que só haviam ucranianos na Ucrania. antes. Como eu era tolo!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-841754</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2022 17:53:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-841754</guid>

					<description><![CDATA[Exercício ocular:
Quem invadiu? Rússia. Quem foi invadido? Ucrânia. Quem foi obrigado a emigrar? Ucranianos. Quem obriga emigrar? Russos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Exercício ocular:<br />
Quem invadiu? Rússia. Quem foi invadido? Ucrânia. Quem foi obrigado a emigrar? Ucranianos. Quem obriga emigrar? Russos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-841737</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2022 12:16:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-841737</guid>

					<description><![CDATA[Ricardo parece que nunca ouviu falar de uma coisa chamada bomba. Deve pensar que os refugiados ucranianos partem de seu país porque querem fazer turismo. A conversa foi esclarecedora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo parece que nunca ouviu falar de uma coisa chamada bomba. Deve pensar que os refugiados ucranianos partem de seu país porque querem fazer turismo. A conversa foi esclarecedora.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: RICARDO RONALDO PINTO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-841730</link>

		<dc:creator><![CDATA[RICARDO RONALDO PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2022 09:35:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-841730</guid>

					<description><![CDATA[Lucas. Quem disse a você que eu me senti obrigado a ser contra a invasão do Afeganistão fosse pela URSS ou pelos EUA? Você transfere para mim um sentimento seu. Por mim que o Afeganistão ficasse ocupado pela URSS ou os EUA caso eles de fato fosse imposto algo melhor que a cultura Talibã. Eu não tomo as dores de Estados Nacionais. Tomo por vezes as dores de povos que são invariavelmente esmagados por Estados, sejam eles estrangeiros ou os próprios Estados sobre os quais se encontram abrigados. Qual seria a diferença para os ucranianos hoje estarem subordinados ao Estado russo ou aos EUA? O que isto faz diferença para o proletariado que leva seus filhos à escola, cuida da produção material e dos seus idosos? Que diferença faz para a preservação da cultura dos povos de lingua e costumes russo e ucraniano dentro deste palco de guerra? O bem estar do ser humano, sua identidade não dependem das instituições capitalistas, antes pelo contrário. 
Irado, os soldados só são invisíveis para quem não os enxerga. Quem não acompanha as intervenções militares e políticas não vê nada. Só existe para você o que você procura saber, o que ignora voluntariamente passa batido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas. Quem disse a você que eu me senti obrigado a ser contra a invasão do Afeganistão fosse pela URSS ou pelos EUA? Você transfere para mim um sentimento seu. Por mim que o Afeganistão ficasse ocupado pela URSS ou os EUA caso eles de fato fosse imposto algo melhor que a cultura Talibã. Eu não tomo as dores de Estados Nacionais. Tomo por vezes as dores de povos que são invariavelmente esmagados por Estados, sejam eles estrangeiros ou os próprios Estados sobre os quais se encontram abrigados. Qual seria a diferença para os ucranianos hoje estarem subordinados ao Estado russo ou aos EUA? O que isto faz diferença para o proletariado que leva seus filhos à escola, cuida da produção material e dos seus idosos? Que diferença faz para a preservação da cultura dos povos de lingua e costumes russo e ucraniano dentro deste palco de guerra? O bem estar do ser humano, sua identidade não dependem das instituições capitalistas, antes pelo contrário.<br />
Irado, os soldados só são invisíveis para quem não os enxerga. Quem não acompanha as intervenções militares e políticas não vê nada. Só existe para você o que você procura saber, o que ignora voluntariamente passa batido.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-841700</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2022 21:12:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-841700</guid>

					<description><![CDATA[Ricardo Ronaldo Pinto considera que a Ucrânia usava uma saia curta demais, inadequada para uma dama, assim Putin se sentiu provocado e a invadiu... Culpa da moça que &quot;provocou&quot; a segunda maior potência militar do mundo... E a esquerda cristã fica aí, tomando as dores da invadida, burra que foi de mexer com a mãe Rússia e seus soldados visíveis, que guerreiam contra soldados estadunidenses invisíveis... Claro está que Ricardo Ronaldo Pinto não está só lado de ninguém, quem duvidaria?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Ronaldo Pinto considera que a Ucrânia usava uma saia curta demais, inadequada para uma dama, assim Putin se sentiu provocado e a invadiu&#8230; Culpa da moça que &#8220;provocou&#8221; a segunda maior potência militar do mundo&#8230; E a esquerda cristã fica aí, tomando as dores da invadida, burra que foi de mexer com a mãe Rússia e seus soldados visíveis, que guerreiam contra soldados estadunidenses invisíveis&#8230; Claro está que Ricardo Ronaldo Pinto não está só lado de ninguém, quem duvidaria?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143294/#comment-841696</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2022 19:12:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143294#comment-841696</guid>

					<description><![CDATA[Ricardo, vamos supor que você estava contra a invasão do Iraque pelos EUA. Isso quer dizer que estava a favor do governo Sadam Hussein? Quandos os EUA invadiram o Afeganistão, você o denunciou por ser um partidário do Talebã? Fazer (ou tentar!) oposição às invasões dos EUA, te faziam um defensor férreo dos regimes atacados? 
Essa linha separa o esquerdismo libertário do esquerdismo &quot;multi-imperialista&quot;.
E na Guerra das Malvinas? Você esteve a favor de mandar meninos de 18 anos para morrer de frio e fome nas trincheiras para lutar contra a OTAN? Será que nós deveríamos realmente nos limitar a &quot;estar a favor&quot; do regime do Videla ou do imperialismo inglês, como os nacionalistas gostam de colocar a questão? Me parece que você está entrando no papo deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo, vamos supor que você estava contra a invasão do Iraque pelos EUA. Isso quer dizer que estava a favor do governo Sadam Hussein? Quandos os EUA invadiram o Afeganistão, você o denunciou por ser um partidário do Talebã? Fazer (ou tentar!) oposição às invasões dos EUA, te faziam um defensor férreo dos regimes atacados?<br />
Essa linha separa o esquerdismo libertário do esquerdismo &#8220;multi-imperialista&#8221;.<br />
E na Guerra das Malvinas? Você esteve a favor de mandar meninos de 18 anos para morrer de frio e fome nas trincheiras para lutar contra a OTAN? Será que nós deveríamos realmente nos limitar a &#8220;estar a favor&#8221; do regime do Videla ou do imperialismo inglês, como os nacionalistas gostam de colocar a questão? Me parece que você está entrando no papo deles.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
