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	Comentários sobre: O amor e outras mercadorias	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Jan Cenek		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jan Cenek]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 12:27:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os versos da canção do Língua de Trapo me fizeram lembrar da provocação do Kundera contra o Rimbaud: “Ser absolutamente moderno é ser aliado de seus próprios coveiros.”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os versos da canção do Língua de Trapo me fizeram lembrar da provocação do Kundera contra o Rimbaud: “Ser absolutamente moderno é ser aliado de seus próprios coveiros.”</p>
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		<title>
		Por: Adriano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143337/#comment-843623</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2022 21:49:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois é, meu amigo! Fomos (ultra)passados. Como toda época histórica é forjada antes de seu marco formal, essa &quot;catracalização&quot; da existência já se insinua há algum tempo, precede o surgimento da geração Z. O caso mais antigo do amigo citado em seu artigo é exemplar. Nesse sentido é mais apropriado pensá-la como continuidade histórica de um conservadorismo latente que como trânsfuga. As novas gerações quase nunca se vêem nas perdas das grandes dimensões humanas que significam como posteridade, justa razão do saudosismo dos velhos. Nova, tende a ver o fracasso e desaparecimento do erotismo pela ótica econômica das perdas e ganhos, minimizando as perdas e maximizando os ganhos. Quando a lógica empresarial avança sobre o núcleo mais íntimo da personalidade, tempo é algo que temos cada vez menos. Time is money.

Da prática do hardballing, que é não perder tempo, aos protocolos que pretendem gerenciar o flerte e as relações amorosas para evitar abusos, é a mesma decadência: tudo programado. A vida não passa de um purgatório fora do qual o que sobra é a existência ôca. &quot;Decadence avec elegance&quot;. E pra citar outra do cancioneiro popular: &quot;É triste ver tantos robôs fabricados, programados, esquematizados/Com passos ensaiados, excêntricos, esquizofrênicos/Em nome da modernidade&quot;.☆

☆Língua de Trapo, &quot;Fraude&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, meu amigo! Fomos (ultra)passados. Como toda época histórica é forjada antes de seu marco formal, essa &#8220;catracalização&#8221; da existência já se insinua há algum tempo, precede o surgimento da geração Z. O caso mais antigo do amigo citado em seu artigo é exemplar. Nesse sentido é mais apropriado pensá-la como continuidade histórica de um conservadorismo latente que como trânsfuga. As novas gerações quase nunca se vêem nas perdas das grandes dimensões humanas que significam como posteridade, justa razão do saudosismo dos velhos. Nova, tende a ver o fracasso e desaparecimento do erotismo pela ótica econômica das perdas e ganhos, minimizando as perdas e maximizando os ganhos. Quando a lógica empresarial avança sobre o núcleo mais íntimo da personalidade, tempo é algo que temos cada vez menos. Time is money.</p>
<p>Da prática do hardballing, que é não perder tempo, aos protocolos que pretendem gerenciar o flerte e as relações amorosas para evitar abusos, é a mesma decadência: tudo programado. A vida não passa de um purgatório fora do qual o que sobra é a existência ôca. &#8220;Decadence avec elegance&#8221;. E pra citar outra do cancioneiro popular: &#8220;É triste ver tantos robôs fabricados, programados, esquematizados/Com passos ensaiados, excêntricos, esquizofrênicos/Em nome da modernidade&#8221;.☆</p>
<p>☆Língua de Trapo, &#8220;Fraude&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Erivelto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143337/#comment-842100</link>

		<dc:creator><![CDATA[Erivelto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2022 12:43:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ótimo texto, um alerta para não cairmos na liquidez diária do capital.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto, um alerta para não cairmos na liquidez diária do capital.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ananta Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143337/#comment-842073</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ananta Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2022 08:18:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O amor romântico. Este é um tema a se pensar: 
O quanto de verdade há na hipótese de necessidade de o encontrarmos na figura do outro com a finalidade de nós tornarmos um par?
Ultimamente venho questionando sobre a validade disso, se não seria mais um dos valores imputidos para que, mais uma vez, sejamos apenas uma marionete social, pois se não somos completo, passaremos a vida em busca de nossa metade, o que já movimentaria grande parte de nosso tempo em torno de tal consumo.
E, assim, o &quot;mercado do amor&quot; se agiganta: revistas, roupas, perfumes, acessórios unissex, dia dos namorados, presentes, casas, móveis, viagens, motéis, flores, casamentos, noivado etc
Consequentemente, o sujeito que não encontra seu par pode encontrar alívio com terapias e outras maneiras - incluindo subterfúgios para que se sinta menos incompleto.
Sobre a geração Z é interessante a conclusão pragmática que foi encontrada por ela na medida em que a mesma se depara com tantos desencontros e decepções testemunhada por filhos e netos frente a sofrimentos - e crimes passionais cometidos pelas gerações anteriores.
Se ela - a geração Z - está correta ou não  é algo que somente o tempo dirá ou não, no entanto, o que ouso dizer é que a atitude de se buscar o par que lhe falta em sites que propõem unir os interesses e distanciar &quot;currículos&quot; não compatíveis é, no mínimo, economizar todas as problemáticas vividas por seus pais, avós, tios e toda a sociedade.
Se isso não é romântico, do ponto de vista idealizado, é a busca pelo acerto, pela harmonia, é assim que entendo.
Não sou da geração Z, mas minha mente arguta anseia pela verdade, pelo equilíbrio e pelas parcerias para a construção de um bem - estar no mundo.
Não tenho interesse em encontrar pessoas que não me entendam, nem ficar junto às pessoas do sexo oposto, cujas me levariam a lutar para ser acolhida ou percebida como alguém que mereça ser amada.
Entendo o papel da mulher numa sociedade machista, a qual sempre foi outorgada como sendo coadjuvante, não valorizada enquanto ser independente, a que viveu subalternidades e foi desqualificada como ser social, embora, desde a modernidade tenha conquistado títulos nunca antes nem sonhado.
Nesse sentido, a nós mulheres que enfrentamos até hoje o feminicídio, a violência doméstica e sexual junto à parte que deveria nos completar, vejo com bons olhos essa nova posição colocada pela geração Z, pois é uma proposta para evitar esses imbróglios.
Pensando no homem da atualidade, outro dia um amigo me contou sobre um encontro amoroso que teve um final muito estressante: ele paquerou durante 6 meses uma garota na faculdade  que, mesmo comprometida, lhe correspondia em olhares e simpatias, coisa que assegurou o interesse por todo o semestre. Até que, finalmente, ela solteira veio a ele para conversarem e saíram para tomar umas no barzinho. No final da noite ela perguntou se ela poderia dormir na casa dele e com o sim, ela ainda fez a recomendação de que não haveria sexo, no que o amigo concordou. Só que ao chegar no apartamento dele, ela voltou atrás na sua decisão e o sexo aconteceu. Dia seguinte, depois do Café da manhã, repetiram a dose. E ela foi embora com despedida regada a beijos e abraços deixando meu amigo muito feliz. Passado uma semana, a garota envia uma mensagem desconcertante dizendo que ela sabia que aquilo que houve entre eles foi um abuso sexual. Mas por qual motivo? Por ela estar embriagada.
A geração Z, mais uma vez é colocada em cheque e retorna com esse comportamento defensivo, não apenas para a mulher, mas também para o novo homem.  Afinal, qual homem quer ser acusado injustamente?.
Então, se a vida imita a arte, o amor imita os romances e as poesias, os problemas oriundos da sociedade de homens e mulheres exigem soluções.
A geração Z foi em busca não apenas da parte cabível e sim da resolução do que pode se tornar um empecilho à felicidade do casal:, formado com ambos conectados a interesses comuns, evitando conflitos futuros.
Se isso não é romântico, é preferível aos dissabores que podem surgir entre pessoas que acreditam ter encontrado seu par quando, na verdade, encontraram seu algoz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amor romântico. Este é um tema a se pensar:<br />
O quanto de verdade há na hipótese de necessidade de o encontrarmos na figura do outro com a finalidade de nós tornarmos um par?<br />
Ultimamente venho questionando sobre a validade disso, se não seria mais um dos valores imputidos para que, mais uma vez, sejamos apenas uma marionete social, pois se não somos completo, passaremos a vida em busca de nossa metade, o que já movimentaria grande parte de nosso tempo em torno de tal consumo.<br />
E, assim, o &#8220;mercado do amor&#8221; se agiganta: revistas, roupas, perfumes, acessórios unissex, dia dos namorados, presentes, casas, móveis, viagens, motéis, flores, casamentos, noivado etc<br />
Consequentemente, o sujeito que não encontra seu par pode encontrar alívio com terapias e outras maneiras &#8211; incluindo subterfúgios para que se sinta menos incompleto.<br />
Sobre a geração Z é interessante a conclusão pragmática que foi encontrada por ela na medida em que a mesma se depara com tantos desencontros e decepções testemunhada por filhos e netos frente a sofrimentos &#8211; e crimes passionais cometidos pelas gerações anteriores.<br />
Se ela &#8211; a geração Z &#8211; está correta ou não  é algo que somente o tempo dirá ou não, no entanto, o que ouso dizer é que a atitude de se buscar o par que lhe falta em sites que propõem unir os interesses e distanciar &#8220;currículos&#8221; não compatíveis é, no mínimo, economizar todas as problemáticas vividas por seus pais, avós, tios e toda a sociedade.<br />
Se isso não é romântico, do ponto de vista idealizado, é a busca pelo acerto, pela harmonia, é assim que entendo.<br />
Não sou da geração Z, mas minha mente arguta anseia pela verdade, pelo equilíbrio e pelas parcerias para a construção de um bem &#8211; estar no mundo.<br />
Não tenho interesse em encontrar pessoas que não me entendam, nem ficar junto às pessoas do sexo oposto, cujas me levariam a lutar para ser acolhida ou percebida como alguém que mereça ser amada.<br />
Entendo o papel da mulher numa sociedade machista, a qual sempre foi outorgada como sendo coadjuvante, não valorizada enquanto ser independente, a que viveu subalternidades e foi desqualificada como ser social, embora, desde a modernidade tenha conquistado títulos nunca antes nem sonhado.<br />
Nesse sentido, a nós mulheres que enfrentamos até hoje o feminicídio, a violência doméstica e sexual junto à parte que deveria nos completar, vejo com bons olhos essa nova posição colocada pela geração Z, pois é uma proposta para evitar esses imbróglios.<br />
Pensando no homem da atualidade, outro dia um amigo me contou sobre um encontro amoroso que teve um final muito estressante: ele paquerou durante 6 meses uma garota na faculdade  que, mesmo comprometida, lhe correspondia em olhares e simpatias, coisa que assegurou o interesse por todo o semestre. Até que, finalmente, ela solteira veio a ele para conversarem e saíram para tomar umas no barzinho. No final da noite ela perguntou se ela poderia dormir na casa dele e com o sim, ela ainda fez a recomendação de que não haveria sexo, no que o amigo concordou. Só que ao chegar no apartamento dele, ela voltou atrás na sua decisão e o sexo aconteceu. Dia seguinte, depois do Café da manhã, repetiram a dose. E ela foi embora com despedida regada a beijos e abraços deixando meu amigo muito feliz. Passado uma semana, a garota envia uma mensagem desconcertante dizendo que ela sabia que aquilo que houve entre eles foi um abuso sexual. Mas por qual motivo? Por ela estar embriagada.<br />
A geração Z, mais uma vez é colocada em cheque e retorna com esse comportamento defensivo, não apenas para a mulher, mas também para o novo homem.  Afinal, qual homem quer ser acusado injustamente?.<br />
Então, se a vida imita a arte, o amor imita os romances e as poesias, os problemas oriundos da sociedade de homens e mulheres exigem soluções.<br />
A geração Z foi em busca não apenas da parte cabível e sim da resolução do que pode se tornar um empecilho à felicidade do casal:, formado com ambos conectados a interesses comuns, evitando conflitos futuros.<br />
Se isso não é romântico, é preferível aos dissabores que podem surgir entre pessoas que acreditam ter encontrado seu par quando, na verdade, encontraram seu algoz.</p>
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