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	Comentários sobre: Make Russia Great Again 3 &#8211; “Sim, mas”: uma neutralidade mal disfarçada	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: João Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143430/#comment-841999</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Apr 2022 21:42:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo V,
Um dos artigos desse site é o mesmo que cito neste trecho. 

&quot;ocorre uma mistura entre um economicismo rígido e uma visão da economia capitalista como se andasse à volta do acesso e competição por matérias-primas… Perante um novo cenário político, a autora consegue a proeza de aplicar a mesma lengalenga economicista. Para contextos diferentes, a mesma receita… A culpa é da “crise estrutural de acumulação”, esse velho chavão que só serve para: 1) dar esperanças milenaristas a uma esquerda completamente desligada dos trabalhadores e das pessoas comuns; 2) esconder o fracasso da esquerda (nos últimos 150 anos nunca houve um período tão prolongado de tão baixa intensidade das lutas sociais de explorados e oprimidos – em breve a Revolução de 1974 ficará mais perto temporalmente de 1917 do que do presente); 3) atribuir uma única causa – sempre económica – a fenómenos que combinam a economia, a política e a ideologia (de facto, quando se procura num único fenómeno explicar uma diversidade de situações históricas, isso significa que não se está a explicar nada); 4) disfarçar o sucesso do capitalismo enquanto modo de produção que tem na crise a sua mola de superação de dificuldades e de desafios, não o seu entrave; 5) atribuir a uma causa etérea, vaga e sem ligação concreta ao que realmente está na génese da invasão da Ucrânia; 6) dar um ar de contra-corrente – sabendo que o contra é, muitas vezes por si só, uma categoria política atrativa para camadas da população obcecadas e sequiosas por conspirações e explicações alternativas, reduzir a origem de um evento histórico a uma situação de “crise estrutural” condiz bem com a atratividade do catastrofismo anti-sistema que anima hostes, à direita e à esquerda, por projetos políticos metacapitalistas.&quot;

Não vejo em que é que a dinâmica capitalista global tem a ver com os desejos imperialistas e com o nacionalismo étnico de Putin - base da invasão da Ucrânia. Não entendo como a esquerda anda sempre com a conversa da crise estrutural. Das duas uma, ou o capitalismo vive numa crise agonizante tanto tempo (e não se percebe porque continua a expandir-se todos os anos), ou a classe trabalhadora é que vive numa crise estrutural há décadas, dado que desde os anos 70 (há quase 50 anos...) não existem lutas sociais capazes de ameaçar o capitalismo.

Por outro lado, a ação do Putin não tem qualquer cabimento dentro de uma lógica capitalista clássica. Pelo contrário, ele só vai agravar a condição da já débil economia russa. E a invasão não foi tomada com o intuito de aceder a novos mercados ou matérias-primas mas tão somente cumprir o delírio expresso do nacionalismo étnico de restaurar uma Grande Rússia, de assegurar o seu &quot;espaço vital&quot;. Querer que a economia, pior, querer que uma realidade económica errada - a suposta crise estrutural - explique tudo, só pode resultar em não explicar nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo V,<br />
Um dos artigos desse site é o mesmo que cito neste trecho. </p>
<p>&#8220;ocorre uma mistura entre um economicismo rígido e uma visão da economia capitalista como se andasse à volta do acesso e competição por matérias-primas… Perante um novo cenário político, a autora consegue a proeza de aplicar a mesma lengalenga economicista. Para contextos diferentes, a mesma receita… A culpa é da “crise estrutural de acumulação”, esse velho chavão que só serve para: 1) dar esperanças milenaristas a uma esquerda completamente desligada dos trabalhadores e das pessoas comuns; 2) esconder o fracasso da esquerda (nos últimos 150 anos nunca houve um período tão prolongado de tão baixa intensidade das lutas sociais de explorados e oprimidos – em breve a Revolução de 1974 ficará mais perto temporalmente de 1917 do que do presente); 3) atribuir uma única causa – sempre económica – a fenómenos que combinam a economia, a política e a ideologia (de facto, quando se procura num único fenómeno explicar uma diversidade de situações históricas, isso significa que não se está a explicar nada); 4) disfarçar o sucesso do capitalismo enquanto modo de produção que tem na crise a sua mola de superação de dificuldades e de desafios, não o seu entrave; 5) atribuir a uma causa etérea, vaga e sem ligação concreta ao que realmente está na génese da invasão da Ucrânia; 6) dar um ar de contra-corrente – sabendo que o contra é, muitas vezes por si só, uma categoria política atrativa para camadas da população obcecadas e sequiosas por conspirações e explicações alternativas, reduzir a origem de um evento histórico a uma situação de “crise estrutural” condiz bem com a atratividade do catastrofismo anti-sistema que anima hostes, à direita e à esquerda, por projetos políticos metacapitalistas.&#8221;</p>
<p>Não vejo em que é que a dinâmica capitalista global tem a ver com os desejos imperialistas e com o nacionalismo étnico de Putin &#8211; base da invasão da Ucrânia. Não entendo como a esquerda anda sempre com a conversa da crise estrutural. Das duas uma, ou o capitalismo vive numa crise agonizante tanto tempo (e não se percebe porque continua a expandir-se todos os anos), ou a classe trabalhadora é que vive numa crise estrutural há décadas, dado que desde os anos 70 (há quase 50 anos&#8230;) não existem lutas sociais capazes de ameaçar o capitalismo.</p>
<p>Por outro lado, a ação do Putin não tem qualquer cabimento dentro de uma lógica capitalista clássica. Pelo contrário, ele só vai agravar a condição da já débil economia russa. E a invasão não foi tomada com o intuito de aceder a novos mercados ou matérias-primas mas tão somente cumprir o delírio expresso do nacionalismo étnico de restaurar uma Grande Rússia, de assegurar o seu &#8220;espaço vital&#8221;. Querer que a economia, pior, querer que uma realidade económica errada &#8211; a suposta crise estrutural &#8211; explique tudo, só pode resultar em não explicar nada.</p>
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		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143430/#comment-841984</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Apr 2022 18:04:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os artigos que vi da Raquel Varela reproduzidos no site aterraeredonda.com.br sobre a invasão russa são excelentes. Estavam longe de adversativas, de contemporizar ou de minimizar a barbárie da invasão.

https://aterraeredonda.com.br/tag/raquel-varela/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os artigos que vi da Raquel Varela reproduzidos no site aterraeredonda.com.br sobre a invasão russa são excelentes. Estavam longe de adversativas, de contemporizar ou de minimizar a barbárie da invasão.</p>
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