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	Comentários sobre: A Guerra na Ucrânia. 1. Crónica de uma guerra pré-anunciada	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: L de SP		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843116</link>

		<dc:creator><![CDATA[L de SP]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2022 18:19:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Ricardo

De fato, a desmobilização aproxima, em certos sentidos, as experiências militares latino-americanas de formas políticas que não se adequam ao fascismo clássico (embora possamos debater o quanto a não-articulação oficial por parte desses regimes não seja compensada por formas de mobilização para-oficiais, como o Grupo Secreto, a Centelha Nativista e o AAA, para ficar nos exemplos que citamos). Seja como for, para os milhares de argentinos mortos de forma terrorista, por fora da legalidade e através da ação de grupos que não se importavam de mobilizar setores civis de modos que certamente fariam os fascistas clássicos sorrir a diferença não deveria ser muito relevante. O problema é quando se atém a um detalhe para se negar o caráter no mínimo fascistizante do regime putinista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ricardo</p>
<p>De fato, a desmobilização aproxima, em certos sentidos, as experiências militares latino-americanas de formas políticas que não se adequam ao fascismo clássico (embora possamos debater o quanto a não-articulação oficial por parte desses regimes não seja compensada por formas de mobilização para-oficiais, como o Grupo Secreto, a Centelha Nativista e o AAA, para ficar nos exemplos que citamos). Seja como for, para os milhares de argentinos mortos de forma terrorista, por fora da legalidade e através da ação de grupos que não se importavam de mobilizar setores civis de modos que certamente fariam os fascistas clássicos sorrir a diferença não deveria ser muito relevante. O problema é quando se atém a um detalhe para se negar o caráter no mínimo fascistizante do regime putinista.</p>
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		<title>
		Por: Ricardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843105</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2022 15:15:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro L de SP, a ditadura militar brasileira não pode ser caracterizada de fascista justamente por buscar somente desmobilizar opositores, sem propor nenhuma mobilização própria. No Brasil havia aversão a reuniões até em esquinas, quais fossem elas. Não haviam sindicatos, clubes ou organizações políticas da ditadura de apelo popular. Penso que o máximo que o regime de Videla fez foi ceder aos sindicatos, que não eram seus sindicatos, permitindo que se reorganizassem. Isto o coloca Videla e a ditadura militar brasileira de fora do fascismo neste aspecto e em alguns outros. Neste caso seria mais fácil atribuir a Bolsonaro um caráter fascista devido ao seu apelo constante à mobilização, mas nem este se enquadra por não criar organizações voltadas à esta mobilização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro L de SP, a ditadura militar brasileira não pode ser caracterizada de fascista justamente por buscar somente desmobilizar opositores, sem propor nenhuma mobilização própria. No Brasil havia aversão a reuniões até em esquinas, quais fossem elas. Não haviam sindicatos, clubes ou organizações políticas da ditadura de apelo popular. Penso que o máximo que o regime de Videla fez foi ceder aos sindicatos, que não eram seus sindicatos, permitindo que se reorganizassem. Isto o coloca Videla e a ditadura militar brasileira de fora do fascismo neste aspecto e em alguns outros. Neste caso seria mais fácil atribuir a Bolsonaro um caráter fascista devido ao seu apelo constante à mobilização, mas nem este se enquadra por não criar organizações voltadas à esta mobilização.</p>
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		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843033</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 18:52:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu estava a ponto de fazer um comentário na mesma linha do que diz L de SP.

Quizás la persona que firma Política Obrera no conozca mucho de la historia de Latinoamérica, pero en este continente tuvimos muchos ejemplos de gobiernos que podrían ser caracterizados como &quot;dictaduras burgués-oligárquicas&quot;, bajo la dirección de las fuerzas armadas, que justamente prohibieron los partidos de izquierda, los sindicatos independientes, reprimían todo tipo de reunión (en Argentina llegaron a exterminar personas por participar en un grupo de lectura de textos judíos, confundiéndoles con militantes clandestinos). Y sin embargo estos no eran regímenes fascistas, como mucho se utilizaban o toleraban pequeñas bandas criminales y grupos paramilitares fascistas, pero estaban lejos de apoyarse en organizaciones políticas o en la simpatía popular por la ideología fascista. Tampoco movilizaban o trataban de movilizar tales movimientos.
Por lo tanto, nuestra experiencia histórica no nos habilita entender el fascismo por la clave de la prohibición de partidos o de sindicatos. En general, tratamos de entender la naturaleza ideológica y práctica de las organizaciones o de los regímenes, sus relaciones con los grupos fascistas y demás instituciones, como por ejemplo la iglesia, el ejército, etc. En este marco, el régimen de Putin se acerca mucho al fascismo, si es que uno no quiere verlo ya como parte integral del fascismo contemporáneo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava a ponto de fazer um comentário na mesma linha do que diz L de SP.</p>
<p>Quizás la persona que firma Política Obrera no conozca mucho de la historia de Latinoamérica, pero en este continente tuvimos muchos ejemplos de gobiernos que podrían ser caracterizados como &#8220;dictaduras burgués-oligárquicas&#8221;, bajo la dirección de las fuerzas armadas, que justamente prohibieron los partidos de izquierda, los sindicatos independientes, reprimían todo tipo de reunión (en Argentina llegaron a exterminar personas por participar en un grupo de lectura de textos judíos, confundiéndoles con militantes clandestinos). Y sin embargo estos no eran regímenes fascistas, como mucho se utilizaban o toleraban pequeñas bandas criminales y grupos paramilitares fascistas, pero estaban lejos de apoyarse en organizaciones políticas o en la simpatía popular por la ideología fascista. Tampoco movilizaban o trataban de movilizar tales movimientos.<br />
Por lo tanto, nuestra experiencia histórica no nos habilita entender el fascismo por la clave de la prohibición de partidos o de sindicatos. En general, tratamos de entender la naturaleza ideológica y práctica de las organizaciones o de los regímenes, sus relaciones con los grupos fascistas y demás instituciones, como por ejemplo la iglesia, el ejército, etc. En este marco, el régimen de Putin se acerca mucho al fascismo, si es que uno no quiere verlo ya como parte integral del fascismo contemporáneo.</p>
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		<title>
		Por: L de SP		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843028</link>

		<dc:creator><![CDATA[L de SP]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 17:39:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A título de curiosidade, o regime militar argentino de Videla e cia chegaram a proibir os sindicatos. Percebendo que a falta de uma válvula de escape intensificou as lutas de classe, o regime voltou atrás e permitiu reorganização dos sindicatos. Talvez o PO considere erroneamente que essa foi uma medida desfascistizante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A título de curiosidade, o regime militar argentino de Videla e cia chegaram a proibir os sindicatos. Percebendo que a falta de uma válvula de escape intensificou as lutas de classe, o regime voltou atrás e permitiu reorganização dos sindicatos. Talvez o PO considere erroneamente que essa foi uma medida desfascistizante.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843026</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 17:24:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O artigo mal começou e está a gerar debate em certos meios, onde me pediram posição acerca de seu conteúdo. 

Não é necessário muito para reconhecer que se trata de uma descrição muito detalhada das &quot;causas remotas&quot; da guerra, sem tocar nas &quot;causas próximas&quot;. 

Recorro a este vocabulário jurídico para explicar a questão: &quot;causa remota&quot;, digamos, é o contexto em que um determinado acontecimento se dá, e que cria as condições para que aconteça; e &quot;causa próxima&quot; é aquela de que resulta, imediatamente, o acontecimento. Se alguém dá um tapa em outrem, é porque se trata de uma pessoa suscetível a reações violentas, que dispõe de mãos e força, que não teme as consequências do ato, etc. (&quot;causas remotas&quot;), e porque algo aconteceu que lhe fez reagir com um tapa (&quot;causa próxima&quot;). 

Até onde pude ler, este artigo (ou série, pelo que entendi) discorre sobre as &quot;causas remotas&quot; da guerra na Ucrânia, tentando, a partir delas, deduzir &quot;causas próximas&quot; para a guerra, e fá-lo bem quanto às &quot;causas remotas&quot; relativas à expansão da OTAN. Resta ver se o fará bem quanto às &quot;causas remotas&quot; inerentes ao próprio regime de Vladimir Putin, porque, para que haja guerra na Ucrânia, foi necessário haver o conflito entre o expansionismo da OTAN, patrocinado a longo prazo pelos EUA, e o expansionismo da esfera eurasiática de influência do regime chefiado por Vladimir Putin. 

Tudo isso no âmbito geopolítico e governamental, claro; é preciso ver, também, se as partes seguintes tratarão, de um modo ou de outro, da interferência das lutas de trabalhadores sobre os eventos narrados, ou se se manterão restritas à geopolítica.

Aguardemos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo mal começou e está a gerar debate em certos meios, onde me pediram posição acerca de seu conteúdo. </p>
<p>Não é necessário muito para reconhecer que se trata de uma descrição muito detalhada das &#8220;causas remotas&#8221; da guerra, sem tocar nas &#8220;causas próximas&#8221;. </p>
<p>Recorro a este vocabulário jurídico para explicar a questão: &#8220;causa remota&#8221;, digamos, é o contexto em que um determinado acontecimento se dá, e que cria as condições para que aconteça; e &#8220;causa próxima&#8221; é aquela de que resulta, imediatamente, o acontecimento. Se alguém dá um tapa em outrem, é porque se trata de uma pessoa suscetível a reações violentas, que dispõe de mãos e força, que não teme as consequências do ato, etc. (&#8220;causas remotas&#8221;), e porque algo aconteceu que lhe fez reagir com um tapa (&#8220;causa próxima&#8221;). </p>
<p>Até onde pude ler, este artigo (ou série, pelo que entendi) discorre sobre as &#8220;causas remotas&#8221; da guerra na Ucrânia, tentando, a partir delas, deduzir &#8220;causas próximas&#8221; para a guerra, e fá-lo bem quanto às &#8220;causas remotas&#8221; relativas à expansão da OTAN. Resta ver se o fará bem quanto às &#8220;causas remotas&#8221; inerentes ao próprio regime de Vladimir Putin, porque, para que haja guerra na Ucrânia, foi necessário haver o conflito entre o expansionismo da OTAN, patrocinado a longo prazo pelos EUA, e o expansionismo da esfera eurasiática de influência do regime chefiado por Vladimir Putin. </p>
<p>Tudo isso no âmbito geopolítico e governamental, claro; é preciso ver, também, se as partes seguintes tratarão, de um modo ou de outro, da interferência das lutas de trabalhadores sobre os eventos narrados, ou se se manterão restritas à geopolítica.</p>
<p>Aguardemos.</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843010</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 13:43:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Política Cabreira, é questão de matiz. O critério que se usa aqui no Passa Palavra para qualificar um dado regime como &quot;fascista&quot; é considerado como &quot;muito abrangente&quot;, &quot;muito geral&quot;, por organizações com o tipo de matriz teórica usada por &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt;. Para estas organizações, &quot;fascismo&quot; é o fascismo &quot;clássico&quot; de Mussolini e Hitler, e ponto final. É aquele modelo de fascismo com a &lt;em&gt;Gestapo&lt;/em&gt; infiltrando-se em todas as relações cotidianas e impedindo o surgimento de qualquer oposição, prendendo e eliminando dissidentes, mesmo pequenos, antes que cresçam. Até aí, novamente, é questão de matiz; nas palavras de &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt;, aliás convergente com a matriz teórica thalheimeriana em que se baseiam, o que existe na Rússia é uma &quot;dictadura burgués-oligárquica, un régimen autoritario&quot;, que para ser fascista é só questão de detalhe. 

O ponto onde divirjo de &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt; está na existência de &quot;organizações e sindicatos independentes&quot; na Rússia: pelas informações que tenho, trata-se de grupos muito pequenos, cada qual com no máximo uma dezena de militantes, com pouquíssima influência política além de círculos muito reduzidos, estendendo-se, no máximo, aos amigos e companheiros mais próximos. Me parece que &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt; exagera a própria relevância e a de seus companheiros, e, com isso, comete o erro de considerar a tolerância do regime de Putin a estes grupúsculos com a existência de organizações operárias e sindicatos independentes com influência real sobre o cenário político russo, capazes de alterar significativamente os rumos do regime.

Mas chega desta discussão, que apresentei somente como um parêntese. Fico por aqui, esperando que o debate retorne ao conteúdo do artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Política Cabreira, é questão de matiz. O critério que se usa aqui no Passa Palavra para qualificar um dado regime como &#8220;fascista&#8221; é considerado como &#8220;muito abrangente&#8221;, &#8220;muito geral&#8221;, por organizações com o tipo de matriz teórica usada por <em>Rabotchaia Politika</em>. Para estas organizações, &#8220;fascismo&#8221; é o fascismo &#8220;clássico&#8221; de Mussolini e Hitler, e ponto final. É aquele modelo de fascismo com a <em>Gestapo</em> infiltrando-se em todas as relações cotidianas e impedindo o surgimento de qualquer oposição, prendendo e eliminando dissidentes, mesmo pequenos, antes que cresçam. Até aí, novamente, é questão de matiz; nas palavras de <em>Rabotchaia Politika</em>, aliás convergente com a matriz teórica thalheimeriana em que se baseiam, o que existe na Rússia é uma &#8220;dictadura burgués-oligárquica, un régimen autoritario&#8221;, que para ser fascista é só questão de detalhe. </p>
<p>O ponto onde divirjo de <em>Rabotchaia Politika</em> está na existência de &#8220;organizações e sindicatos independentes&#8221; na Rússia: pelas informações que tenho, trata-se de grupos muito pequenos, cada qual com no máximo uma dezena de militantes, com pouquíssima influência política além de círculos muito reduzidos, estendendo-se, no máximo, aos amigos e companheiros mais próximos. Me parece que <em>Rabotchaia Politika</em> exagera a própria relevância e a de seus companheiros, e, com isso, comete o erro de considerar a tolerância do regime de Putin a estes grupúsculos com a existência de organizações operárias e sindicatos independentes com influência real sobre o cenário político russo, capazes de alterar significativamente os rumos do regime.</p>
<p>Mas chega desta discussão, que apresentei somente como um parêntese. Fico por aqui, esperando que o debate retorne ao conteúdo do artigo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Política Cabrera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843008</link>

		<dc:creator><![CDATA[Política Cabrera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 13:11:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Política Obrera está na Rússia, mas não procura o Passapalavra para pedir solidariedade, ou para denunciar o regime de Putin, mas para disputar a narrativa acerca da natureza política desse regime, nos trazendo uma análise que ameniza seu caráter fascistoide, posição  defendida hegemonicamente neste espaço. Nos afirma que a repressão em seu país é bem menor do que se diz por essas bandas. Alguém já disse por aqui que isso &quot;parece estranho&quot;... Só &quot;parece&quot;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Política Obrera está na Rússia, mas não procura o Passapalavra para pedir solidariedade, ou para denunciar o regime de Putin, mas para disputar a narrativa acerca da natureza política desse regime, nos trazendo uma análise que ameniza seu caráter fascistoide, posição  defendida hegemonicamente neste espaço. Nos afirma que a repressão em seu país é bem menor do que se diz por essas bandas. Alguém já disse por aqui que isso &#8220;parece estranho&#8221;&#8230; Só &#8220;parece&#8221;&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843007</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 13:07:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143558#comment-843007</guid>

					<description><![CDATA[Sem entrar no debate quanto ao conteúdo do artigo propriamente dito (pois prefiro aguardar as novas partes antes de fazê-lo), teço algumas observações marginais quanto à questão, pois algo me chamou a atenção quanto a este grupo chamado &lt;em&gt;Rabotchaia Politika/Política Obrera&lt;/em&gt; que assina os comentários acima.

O grupo apresenta uma surpreendente reivindicação à &quot;herança&quot; de &lt;a href=&quot;https://en.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Brandler&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Heinrich Brandler&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/August_Thalheimer&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;August Thalheimer&lt;/a&gt;, tanto pelas imagens exibidas no site quando por certo conteúdo e posturas; a estas influências centrais, agregam &lt;a href=&quot;https://en.wikipedia.org/wiki/Mansoor_Hekmat&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Mansoor Hekmat&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://en.wikipedia.org/wiki/Theodor_Bergmann_(agronomist)&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Theodor Bergmann&lt;/a&gt; (participante da Oposição do Partido Comunista da Alemanha, junto a Brandler e Thalheimer). 

Esta &quot;herança&quot;, aliás, se materializa nos muitos grupos chamados &quot;Política Operária&quot; mundo afora, começando pelo alemão (e primeiro deles) &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://arbeiterpolitik.de/&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Arbeiterpolitik&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; e passando por grupos como a Política Operária (POLOP) no Brasil, cujos ex-militantes tocam o &lt;a href=&quot;http://centrovictormeyer.org.br/&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;Centro Victor Meyer&lt;/a&gt;, e por muitos dos MIR radicados nos países da América onde se tem o espanhol como língua oficial. É possível, e também provável, que o grupo &lt;em&gt;Arbeiterpolitik&lt;/em&gt; alemão tenha encontrado eco na Rússia pós-soviética e formado um núcleo por lá. (Notem: &quot;possibilidade&quot; não é &quot;certeza&quot;, &quot;probabilidade&quot; também não; trata-se de uma hipótese.)

A interpretação dos grupos PO sobre a guerra depende muito da interpretação idiossincrática de Thalheimer &lt;a href=&quot;http://centrovictormeyer.org.br//wp-content/uploads/2010/04/Linhas-e-conceitos-basicos-da-politica-intern.-apos-a-II-guerra.pdf&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;sobre as relações internacionais posteriores à Segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt;, e &lt;a href=&quot;http://centrovictormeyer.org.br/wp-content/uploads/2010/04/Sobre-o-fascismo.pdf&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;sobre o fascismo&lt;/a&gt;.

No que diz respeito ao grupo &lt;em&gt;Arbeiterpolitik&lt;/em&gt; alemão, eles defendem que &lt;a href=&quot;https://arbeiterpolitik-de.translate.goog/2022/03/vorlaeufige-thesen-zum-ukraine-krieg/?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;a guerra se deve à &quot;agressão da OTAN&quot; contra a Rússia&lt;/a&gt;, eles verdadeiramente &lt;a href=&quot;https://arbeiterpolitik-de.translate.goog/2022/02/die-sogenannte-ukraine-krise/?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;insistem nesta tese&lt;/a&gt;, mas analisam que &lt;a href=&quot;https://arbeiterpolitik-de.translate.goog/2022/04/frueher-wie-heute-die-ukraine-im-visier-imperialistischer-interessen-deutschlands/?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;a guerra &quot;fortalecerá os setores nacionalistas da Ucrânia&quot;&lt;/a&gt;. A preocupação maior deles é o nacionalismo de direita e o neonazismo.

Quanto ao grupo russo &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt;, aparentemente radicado em Kaliningrado, eles são &lt;a&gt;extremamente críticos ao regime de Putin&lt;/a&gt;. Além disso, &lt;a href=&quot;https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1254?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&#038;_x_tr_sch=http&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;atacam frontalmente o Partido Comunista da Federação Russa&lt;/a&gt;, apresentam uma &lt;a href=&quot;https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1523?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&#038;_x_tr_sch=http&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;crítica muito dura à burocracia de Estado&lt;/a&gt;, não poupam &lt;a href=&quot;https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1554?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&#038;_x_tr_sch=http&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;ataques a Alexey Navalny e outros opositores burgueses ao regime de Putin&lt;/a&gt;, descem o cacete no que chamam de &quot;trotskistas&quot; (ver &lt;a href=&quot;https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/2816?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&#038;_x_tr_sch=http&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/3178?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&#038;_x_tr_sch=http&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/3081?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&#038;_x_tr_sch=http&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;)... mas &lt;a href=&quot;https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1202?_x_tr_sl=auto&#038;_x_tr_tl=pt&#038;_x_tr_hl=pt-BR&#038;_x_tr_pto=wapp&#038;_x_tr_sch=http&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;atacam frontalmente experiências autogestionárias&lt;/a&gt; (pois defendem, como método de ação, a organização da classe trabalhadora em partido para a tomada do poder de Estado).

A &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt; tem um &lt;a href=&quot;https://ok.ru/workingpolitics&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;perfil na rede social russa &lt;em&gt;Odnoklassniki&lt;/em&gt; (&quot;Colegas de classe&quot;)&lt;/a&gt;, onde se pode encontrar álbuns de fotos com citações ilustradas sobre August Thalheimer, Rosa Luxemburg, &quot;comunismo operário&quot;, Antonio Negri, Mário Tronti, Jan Waclaw Makhaïski, Lucien Laurat e João Bernardo. Sim, os integrantes de &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt; são leitores assíduos do Passa Palavra, traduzem e republicam citações de artigos do Passa Palavra para o russo.

A meu ver, trata-se de uma organização que se opõe ao regime de Vladimir Putin, mas, em termos de orientação ideológica, vacila entre a tradição Brandler/Thalheimer, com seu contraditório misto de ultracentralismo bolchevique e defesa intransigente da autonomia da classe trabalhadora, e as tradições conselhista e autonomista. Aquilo que, para nós, parecerá uma salada indigesta, nas condições políticas atualmente vigentes na Rússia poderá ser um feito surpreendente.

Digo mais: se alguém aparece no Passa Palavra comentando em nome de &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt; usando o espanhol, suponho que seja porque, para eles, espanhol e português são quase a mesma coisa, do mesmo modo que olhamos para o russo e o ucraniano e pensamos, à distância, que estas duas línguas são muito parecidas (embora não sejam tanto quanto parece à primeira vista). Se o que se deseja é comunicar-se com &lt;em&gt;Rabotchaia Politika&lt;/em&gt;, melhor será escrever em inglês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem entrar no debate quanto ao conteúdo do artigo propriamente dito (pois prefiro aguardar as novas partes antes de fazê-lo), teço algumas observações marginais quanto à questão, pois algo me chamou a atenção quanto a este grupo chamado <em>Rabotchaia Politika/Política Obrera</em> que assina os comentários acima.</p>
<p>O grupo apresenta uma surpreendente reivindicação à &#8220;herança&#8221; de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Brandler" rel="nofollow ugc">Heinrich Brandler</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/August_Thalheimer" rel="nofollow ugc">August Thalheimer</a>, tanto pelas imagens exibidas no site quando por certo conteúdo e posturas; a estas influências centrais, agregam <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Mansoor_Hekmat" rel="nofollow ugc">Mansoor Hekmat</a> e <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Theodor_Bergmann_(agronomist)" rel="nofollow ugc">Theodor Bergmann</a> (participante da Oposição do Partido Comunista da Alemanha, junto a Brandler e Thalheimer). </p>
<p>Esta &#8220;herança&#8221;, aliás, se materializa nos muitos grupos chamados &#8220;Política Operária&#8221; mundo afora, começando pelo alemão (e primeiro deles) <em><a href="http://arbeiterpolitik.de/" rel="nofollow ugc">Arbeiterpolitik</a></em> e passando por grupos como a Política Operária (POLOP) no Brasil, cujos ex-militantes tocam o <a href="http://centrovictormeyer.org.br/" rel="nofollow ugc">Centro Victor Meyer</a>, e por muitos dos MIR radicados nos países da América onde se tem o espanhol como língua oficial. É possível, e também provável, que o grupo <em>Arbeiterpolitik</em> alemão tenha encontrado eco na Rússia pós-soviética e formado um núcleo por lá. (Notem: &#8220;possibilidade&#8221; não é &#8220;certeza&#8221;, &#8220;probabilidade&#8221; também não; trata-se de uma hipótese.)</p>
<p>A interpretação dos grupos PO sobre a guerra depende muito da interpretação idiossincrática de Thalheimer <a href="http://centrovictormeyer.org.br//wp-content/uploads/2010/04/Linhas-e-conceitos-basicos-da-politica-intern.-apos-a-II-guerra.pdf" rel="nofollow ugc">sobre as relações internacionais posteriores à Segunda Guerra Mundial</a>, e <a href="http://centrovictormeyer.org.br/wp-content/uploads/2010/04/Sobre-o-fascismo.pdf" rel="nofollow ugc">sobre o fascismo</a>.</p>
<p>No que diz respeito ao grupo <em>Arbeiterpolitik</em> alemão, eles defendem que <a href="https://arbeiterpolitik-de.translate.goog/2022/03/vorlaeufige-thesen-zum-ukraine-krieg/?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow ugc">a guerra se deve à &#8220;agressão da OTAN&#8221; contra a Rússia</a>, eles verdadeiramente <a href="https://arbeiterpolitik-de.translate.goog/2022/02/die-sogenannte-ukraine-krise/?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow ugc">insistem nesta tese</a>, mas analisam que <a href="https://arbeiterpolitik-de.translate.goog/2022/04/frueher-wie-heute-die-ukraine-im-visier-imperialistischer-interessen-deutschlands/?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp" rel="nofollow ugc">a guerra &#8220;fortalecerá os setores nacionalistas da Ucrânia&#8221;</a>. A preocupação maior deles é o nacionalismo de direita e o neonazismo.</p>
<p>Quanto ao grupo russo <em>Rabotchaia Politika</em>, aparentemente radicado em Kaliningrado, eles são <a>extremamente críticos ao regime de Putin</a>. Além disso, <a href="https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1254?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_sch=http" rel="nofollow ugc">atacam frontalmente o Partido Comunista da Federação Russa</a>, apresentam uma <a href="https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1523?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_sch=http" rel="nofollow ugc">crítica muito dura à burocracia de Estado</a>, não poupam <a href="https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1554?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_sch=http" rel="nofollow ugc">ataques a Alexey Navalny e outros opositores burgueses ao regime de Putin</a>, descem o cacete no que chamam de &#8220;trotskistas&#8221; (ver <a href="https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/2816?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_sch=http" rel="nofollow ugc">aqui</a>, <a href="https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/3178?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_sch=http" rel="nofollow ugc">aqui</a> e <a href="https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/3081?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_sch=http" rel="nofollow ugc">aqui</a>)&#8230; mas <a href="https://workingpolitics-ru.translate.goog/archives/1202?_x_tr_sl=auto&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=wapp&amp;_x_tr_sch=http" rel="nofollow ugc">atacam frontalmente experiências autogestionárias</a> (pois defendem, como método de ação, a organização da classe trabalhadora em partido para a tomada do poder de Estado).</p>
<p>A <em>Rabotchaia Politika</em> tem um <a href="https://ok.ru/workingpolitics" rel="nofollow ugc">perfil na rede social russa <em>Odnoklassniki</em> (&#8220;Colegas de classe&#8221;)</a>, onde se pode encontrar álbuns de fotos com citações ilustradas sobre August Thalheimer, Rosa Luxemburg, &#8220;comunismo operário&#8221;, Antonio Negri, Mário Tronti, Jan Waclaw Makhaïski, Lucien Laurat e João Bernardo. Sim, os integrantes de <em>Rabotchaia Politika</em> são leitores assíduos do Passa Palavra, traduzem e republicam citações de artigos do Passa Palavra para o russo.</p>
<p>A meu ver, trata-se de uma organização que se opõe ao regime de Vladimir Putin, mas, em termos de orientação ideológica, vacila entre a tradição Brandler/Thalheimer, com seu contraditório misto de ultracentralismo bolchevique e defesa intransigente da autonomia da classe trabalhadora, e as tradições conselhista e autonomista. Aquilo que, para nós, parecerá uma salada indigesta, nas condições políticas atualmente vigentes na Rússia poderá ser um feito surpreendente.</p>
<p>Digo mais: se alguém aparece no Passa Palavra comentando em nome de <em>Rabotchaia Politika</em> usando o espanhol, suponho que seja porque, para eles, espanhol e português são quase a mesma coisa, do mesmo modo que olhamos para o russo e o ucraniano e pensamos, à distância, que estas duas línguas são muito parecidas (embora não sejam tanto quanto parece à primeira vista). Se o que se deseja é comunicar-se com <em>Rabotchaia Politika</em>, melhor será escrever em inglês.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Política Cabrera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-843001</link>

		<dc:creator><![CDATA[Política Cabrera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 11:13:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143558#comment-843001</guid>

					<description><![CDATA[Ôxi que esse Política Obrera tá me deixando cabreiro...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ôxi que esse Política Obrera tá me deixando cabreiro&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Política Obrera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/04/143558/#comment-842982</link>

		<dc:creator><![CDATA[Política Obrera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 05:14:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=143558#comment-842982</guid>

					<description><![CDATA[Yes, we are in Russia. Fascism is not synonymous with any authoritarian regime. Fascism in power is the destruction of all independent organizations of the working class. In Russia, besides the &quot;Communist Party of the Russian Federation&quot;, there are many other communist and socialist organizations which do not support the ruling regime. In Russia there are independent trade unions which are not members of the &quot;Federation of Independent Trade Unions of Russia&quot; (which supports Putin). All these independent political organizations and trade unions are not banned. Although their activities are difficult, they continue to work.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Yes, we are in Russia. Fascism is not synonymous with any authoritarian regime. Fascism in power is the destruction of all independent organizations of the working class. In Russia, besides the &#8220;Communist Party of the Russian Federation&#8221;, there are many other communist and socialist organizations which do not support the ruling regime. In Russia there are independent trade unions which are not members of the &#8220;Federation of Independent Trade Unions of Russia&#8221; (which supports Putin). All these independent political organizations and trade unions are not banned. Although their activities are difficult, they continue to work.</p>
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