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	Comentários sobre: A Guerra na Ucrânia. 4. A luta contra a guerra	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: José Catarino Soares		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Catarino Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2022 21:05:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na nota 8 da quarta parte [“A luta contra a guerra”] do meu ensaio “A Guerra na Ucrânia”, escrevi o seguinte: «Não é de descartar a priori a possibilidade de que Boris Johnson e Joe Biden cheguem a acordo para não levar por diante a extradição de Assange. Isto, para não serem acusados de duplicidade e rematada hipocrisia em matéria de liberdade de expressão, de liberdade de imprensa, de denúncia dos crimes de guerra e de luta contra a tortura e os maus-tratos, valores do “Ocidente” relativamente aos quais se apresentam como impolutos paladinos.» Assim sendo, «se a ministra Patel decidir proibir a extradição de Assange, isso ficar-se-ia a dever não a um elementar sentido de justiça, mas à conveniência dos poderes estabelecidos não vandalizarem a sua própria imagem junto do grande público num momento em que fazem questão em aparecer e actuar numa frente unida no que respeita à guerra na Ucrânia». 

Essa possibilidade foi liminarmente descartada pela ministra da Administração Interna de Boris Johnson, Priti Patel, que autorizou, em 18 de Junho último, a extradição de Julian Assange para os EUA. Mike Pompeo, então director da CIA de Donald Trump, deve ter exultado com a notícia, ele que tinha jurado, em 13 de Abril de 2017, que faria tudo para destruir a Wikileaks e que, como se veio a saber, planeou assassinar Assange (um processo apelidado de “extrajudicial murder”), sendo o envenenamento um dos métodos considerado pela CIA, ou então raptá-lo da embaixada do Equador, onde esteve refugiado durante 7 anos, e levá-lo prisoneiro para os EUA clandestinamente através de um terceiro país —  um processo apelidado de “extraordinary rendition” (Zach Dorfman, Sean D. Naylor &#038; Michael Isikoff. “Kidnapping, assassination and a London shoot-out. Inside the CIA’s secret war plans against WikiLeaks.” Yahoo! News, September 26, 2021). Boris Johnson deve ter telefonado a Joe Biden para lhe comunicar a boa nova em primeira mão. São ambos impostores profissionais que não temem ser julgados pela opinião pública pela sua duplicidade e hipocrisia sobre as liberdades que dizem defender num caso-teste tão importante como o de Julian Assange, que mantêm prisioneiro há três anos numa prisão de alta segurança em Londres e que querem agora condenar à prisão perpétua por ter tido a ousadia de publicar documentos que provam os crimes de guerra e as torturas cometidos pelos EUA no Iraque, no Afeganistão e em Guantanamo. Estão muito seguros da sua impunidade. Gostaria de dizer que se enganam redondamente, mas, desafortunadamente, não vislumbro nenhum facto que possa fundamentar esse vaticínio. 

A luta para libertar Assange continua (pelo menos por enquanto) confinada ao plano escorregadio das leis em vigor em países como o Reino Unido (RU) e os EUA. Não tenho conhecimento, em parte nenhuma do mundo, de manifestações em massa em frente às embaixadas do RU e dos EUA exigindo a libertação incondicional de Assange. Nesta hiperligação [https://www.youtube.com/watch?v=_0jThc4Lszoos], os leitores poderão encontrar uma curta comunicação de Stella Moris, esposa e advogada de Julian Assange, sobre o modo como encara os próximos passos da luta para a defesa jurídica de Assange. Segue-se uma entrevista do seu irmão, Gabriel Shipton, sobre o mesmo assunto, mas com uma alusão interessante à posição do actual primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, sobre o caso Julian Assange [https://www.theguardian.com/media/2022/jun/20/julian-assange-what-is-australias-position-on-his-extradition-and-what-options-does-it-have].]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na nota 8 da quarta parte [“A luta contra a guerra”] do meu ensaio “A Guerra na Ucrânia”, escrevi o seguinte: «Não é de descartar a priori a possibilidade de que Boris Johnson e Joe Biden cheguem a acordo para não levar por diante a extradição de Assange. Isto, para não serem acusados de duplicidade e rematada hipocrisia em matéria de liberdade de expressão, de liberdade de imprensa, de denúncia dos crimes de guerra e de luta contra a tortura e os maus-tratos, valores do “Ocidente” relativamente aos quais se apresentam como impolutos paladinos.» Assim sendo, «se a ministra Patel decidir proibir a extradição de Assange, isso ficar-se-ia a dever não a um elementar sentido de justiça, mas à conveniência dos poderes estabelecidos não vandalizarem a sua própria imagem junto do grande público num momento em que fazem questão em aparecer e actuar numa frente unida no que respeita à guerra na Ucrânia». </p>
<p>Essa possibilidade foi liminarmente descartada pela ministra da Administração Interna de Boris Johnson, Priti Patel, que autorizou, em 18 de Junho último, a extradição de Julian Assange para os EUA. Mike Pompeo, então director da CIA de Donald Trump, deve ter exultado com a notícia, ele que tinha jurado, em 13 de Abril de 2017, que faria tudo para destruir a Wikileaks e que, como se veio a saber, planeou assassinar Assange (um processo apelidado de “extrajudicial murder”), sendo o envenenamento um dos métodos considerado pela CIA, ou então raptá-lo da embaixada do Equador, onde esteve refugiado durante 7 anos, e levá-lo prisoneiro para os EUA clandestinamente através de um terceiro país —  um processo apelidado de “extraordinary rendition” (Zach Dorfman, Sean D. Naylor &amp; Michael Isikoff. “Kidnapping, assassination and a London shoot-out. Inside the CIA’s secret war plans against WikiLeaks.” Yahoo! News, September 26, 2021). Boris Johnson deve ter telefonado a Joe Biden para lhe comunicar a boa nova em primeira mão. São ambos impostores profissionais que não temem ser julgados pela opinião pública pela sua duplicidade e hipocrisia sobre as liberdades que dizem defender num caso-teste tão importante como o de Julian Assange, que mantêm prisioneiro há três anos numa prisão de alta segurança em Londres e que querem agora condenar à prisão perpétua por ter tido a ousadia de publicar documentos que provam os crimes de guerra e as torturas cometidos pelos EUA no Iraque, no Afeganistão e em Guantanamo. Estão muito seguros da sua impunidade. Gostaria de dizer que se enganam redondamente, mas, desafortunadamente, não vislumbro nenhum facto que possa fundamentar esse vaticínio. </p>
<p>A luta para libertar Assange continua (pelo menos por enquanto) confinada ao plano escorregadio das leis em vigor em países como o Reino Unido (RU) e os EUA. Não tenho conhecimento, em parte nenhuma do mundo, de manifestações em massa em frente às embaixadas do RU e dos EUA exigindo a libertação incondicional de Assange. Nesta hiperligação [https://www.youtube.com/watch?v=_0jThc4Lszoos], os leitores poderão encontrar uma curta comunicação de Stella Moris, esposa e advogada de Julian Assange, sobre o modo como encara os próximos passos da luta para a defesa jurídica de Assange. Segue-se uma entrevista do seu irmão, Gabriel Shipton, sobre o mesmo assunto, mas com uma alusão interessante à posição do actual primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, sobre o caso Julian Assange [https://www.theguardian.com/media/2022/jun/20/julian-assange-what-is-australias-position-on-his-extradition-and-what-options-does-it-have].</p>
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