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	Comentários sobre: A falência do Sri Lanka. O que temos a ver com isso?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Sertório		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-854387</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sertório]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2022 19:43:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2022/08/08/interna_internacional,1385272/sri-lanka-liberta-stalin-apos-protesto-internacional-por-sua-prisao.shtml
Stalin, professor e ativista...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2022/08/08/interna_internacional,1385272/sri-lanka-liberta-stalin-apos-protesto-internacional-por-sua-prisao.shtml" rel="nofollow ugc">https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2022/08/08/interna_internacional,1385272/sri-lanka-liberta-stalin-apos-protesto-internacional-por-sua-prisao.shtml</a><br />
Stalin, professor e ativista&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-853239</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Aug 2022 12:10:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, foi bom você ter esclarecido o sentido da etnobotânica em Haudricourt, pois desfez uma confusão muito grande que pode causar (causou em mim), se o confundirmos com a &quot;etnometodologia&quot; do interacionista simbólico, Harold Garfinkel. Tudo em que hoje se usa o prefixo &quot;etno&quot; (etnobiologia, etnomatematica, etc.) está no campo do relativismo cultural da Escola de Chicago de sociologia, que tem em Franz Boas seu marco teórico. Ali, cada cultura teria a sua própria forma de &quot;conhecimento&quot; legitima, sendo a ciência apenas uma das formas possiveis. Portanto, essa perspectiva encontra-se no extremo oposto em relação ao caráter universalista que tu citas em Haudricourt.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, foi bom você ter esclarecido o sentido da etnobotânica em Haudricourt, pois desfez uma confusão muito grande que pode causar (causou em mim), se o confundirmos com a &#8220;etnometodologia&#8221; do interacionista simbólico, Harold Garfinkel. Tudo em que hoje se usa o prefixo &#8220;etno&#8221; (etnobiologia, etnomatematica, etc.) está no campo do relativismo cultural da Escola de Chicago de sociologia, que tem em Franz Boas seu marco teórico. Ali, cada cultura teria a sua própria forma de &#8220;conhecimento&#8221; legitima, sendo a ciência apenas uma das formas possiveis. Portanto, essa perspectiva encontra-se no extremo oposto em relação ao caráter universalista que tu citas em Haudricourt.</p>
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		<title>
		Por: Joker		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-853123</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joker]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:39:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Conversava com um conhecido, heideggeriano, ecologista e de esquerda que dizia que a natureza (physys) na ideia do pensador alemão constituía um &quot;em-si&quot;, mas não um em-si da teoria transcedental, mas na esfera da autossuficiência, muito diferente da visão em voga na modernidade em que as coisas só existem como representação ao/do homem. Mas a ciência hoje deu razão aos iluministas ao tratar das propriedade das coisas como entidades sob relações. Platão, a este respeito, dizia que &quot;na natureza de algo que existe reside a necessária potência de interação com outras coisas&quot;, exemplo que ajudou Carlo Rovelli a anunciar o papel da &quot;dança a 3&quot; que constitui a propriedade das coisas em geral. Meu colega, como vocês podem imaginar, condenou o caráter &quot;eurocêntrico&quot; da forma de pensamento em voga, e daria crédito a Heidegger, concluindo, é claro, de que não há nada de nazista na filosofia de Heidegger.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conversava com um conhecido, heideggeriano, ecologista e de esquerda que dizia que a natureza (physys) na ideia do pensador alemão constituía um &#8220;em-si&#8221;, mas não um em-si da teoria transcedental, mas na esfera da autossuficiência, muito diferente da visão em voga na modernidade em que as coisas só existem como representação ao/do homem. Mas a ciência hoje deu razão aos iluministas ao tratar das propriedade das coisas como entidades sob relações. Platão, a este respeito, dizia que &#8220;na natureza de algo que existe reside a necessária potência de interação com outras coisas&#8221;, exemplo que ajudou Carlo Rovelli a anunciar o papel da &#8220;dança a 3&#8221; que constitui a propriedade das coisas em geral. Meu colega, como vocês podem imaginar, condenou o caráter &#8220;eurocêntrico&#8221; da forma de pensamento em voga, e daria crédito a Heidegger, concluindo, é claro, de que não há nada de nazista na filosofia de Heidegger.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-853117</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 22:49:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não foi por acaso que André-Georges Haudricourt aqui apareceu, a propósito da catástrofe provocada pela agroecologia no Sri Lanka. Recordo que escrevi na primeira parte do meu ensaio &lt;em&gt;O mito da natureza&lt;/em&gt;, intitulada &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/11/48913/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;A mitificação do camponês&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;: 

«Quem procura na história uma estabilidade que jamais existiu está a adulterá-la para servir as conveniências políticas do presente. Pouco importa hoje aos entusiastas do arcaísmo camponês que desde as pesquisas de Lefebvre des Noëttes e depois, noutra perspectiva, de Marc Bloch e dos seus seguidores, bem como de Haudricourt, se saiba que as técnicas rurais, longe de se terem mantido imutáveis, haviam sofrido numerosas adaptações e mesmo, por vezes, remodelações muitíssimo profundas e relativamente rápidas, destinadas a resolver desequilíbrios provocados pelas técnicas anteriores e inaugurando assim desequilíbrios novos».

Haudricourt foi, entre outras coisas, um linguista muito importante, mas é o seu papel na fundação da etnobotânica que aqui convém ressaltar. O nome da disciplina indica o seu objectivo, a forma como todas as sociedades influíram nas plantas e as alteraram. «O botânico e geneticista soviético Nikolai Vavilov definiu a domesticação como uma evolução dirigida pela mão humana», escrevi no &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt; (São Paulo: Hedra, 2022, vol. 6, pág. 199). «Os cereais, tubérculos e raízes tuberosas de que depende a sobrevivência da população mundial só graças à domesticação chegaram às formas actuais e não poderiam reproduzir-se sem a intervenção humana. A transição para a agricultura, nas palavras de um conhecido historiador [Felipe Fernández-Armesto], inaugurou um longo período de “selecção não natural”, uma “especiação e hibridização com objectivos humanos e devidas à acção humana”».

Toda a história da humanidade, desde o alvor do neolítico e sem excepções de povos nem de regiões, consistiu em fazer com que a natureza deixasse de ser natural.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não foi por acaso que André-Georges Haudricourt aqui apareceu, a propósito da catástrofe provocada pela agroecologia no Sri Lanka. Recordo que escrevi na primeira parte do meu ensaio <em>O mito da natureza</em>, intitulada <em><a href="https://passapalavra.info/2011/11/48913/" rel="noopener" target="_blank">A mitificação do camponês</a></em>: </p>
<p>«Quem procura na história uma estabilidade que jamais existiu está a adulterá-la para servir as conveniências políticas do presente. Pouco importa hoje aos entusiastas do arcaísmo camponês que desde as pesquisas de Lefebvre des Noëttes e depois, noutra perspectiva, de Marc Bloch e dos seus seguidores, bem como de Haudricourt, se saiba que as técnicas rurais, longe de se terem mantido imutáveis, haviam sofrido numerosas adaptações e mesmo, por vezes, remodelações muitíssimo profundas e relativamente rápidas, destinadas a resolver desequilíbrios provocados pelas técnicas anteriores e inaugurando assim desequilíbrios novos».</p>
<p>Haudricourt foi, entre outras coisas, um linguista muito importante, mas é o seu papel na fundação da etnobotânica que aqui convém ressaltar. O nome da disciplina indica o seu objectivo, a forma como todas as sociedades influíram nas plantas e as alteraram. «O botânico e geneticista soviético Nikolai Vavilov definiu a domesticação como uma evolução dirigida pela mão humana», escrevi no <em>Labirintos do Fascismo</em> (São Paulo: Hedra, 2022, vol. 6, pág. 199). «Os cereais, tubérculos e raízes tuberosas de que depende a sobrevivência da população mundial só graças à domesticação chegaram às formas actuais e não poderiam reproduzir-se sem a intervenção humana. A transição para a agricultura, nas palavras de um conhecido historiador [Felipe Fernández-Armesto], inaugurou um longo período de “selecção não natural”, uma “especiação e hibridização com objectivos humanos e devidas à acção humana”».</p>
<p>Toda a história da humanidade, desde o alvor do neolítico e sem excepções de povos nem de regiões, consistiu em fazer com que a natureza deixasse de ser natural.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-853111</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 21:48:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Talvez a sabedoria dos povos ancestrais melanésios possa iluminar a mente colonizada dos modernos conservadores puristas e suas sementes crioulas, que tem por objetivo higienizar dos campos as bastardas sementes híbridas e transgênicas que degeneram o solo do nação.

&quot;O interesse dos melanésios pelo estrangeiro “a cultivar” se manifesta hoje de um modo espantoso: suas aldeias são realmente invadidas por plantas ornamentais americanas, asiáticas ou mesmo africanas. Toda vez que conseguirem encontrar uma muda de uma planta nova, eles a levam consigo; eles trocam aquelas que possuem. Uma aproximação se impõe com as trocas de crianças tão comuns na Oceania; o “evoluído”8, que recusa a dar suas crianças para serem “transplantadas” nas famílias vizinhas, é taxado de egoísta e associal. Que contraste com a endogamia, com a xenofobia do cultivador de cereais, que deve a cada ano “separar o trigo do joio” e que não encontrará jamais nada de bom para cultivar no exterior de suas roças!&quot;
https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/2175-8034.2019v21n2p208

Eis o famoso desconhecido André-Georges Haudricourt. Gostei do mendigo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez a sabedoria dos povos ancestrais melanésios possa iluminar a mente colonizada dos modernos conservadores puristas e suas sementes crioulas, que tem por objetivo higienizar dos campos as bastardas sementes híbridas e transgênicas que degeneram o solo do nação.</p>
<p>&#8220;O interesse dos melanésios pelo estrangeiro “a cultivar” se manifesta hoje de um modo espantoso: suas aldeias são realmente invadidas por plantas ornamentais americanas, asiáticas ou mesmo africanas. Toda vez que conseguirem encontrar uma muda de uma planta nova, eles a levam consigo; eles trocam aquelas que possuem. Uma aproximação se impõe com as trocas de crianças tão comuns na Oceania; o “evoluído”8, que recusa a dar suas crianças para serem “transplantadas” nas famílias vizinhas, é taxado de egoísta e associal. Que contraste com a endogamia, com a xenofobia do cultivador de cereais, que deve a cada ano “separar o trigo do joio” e que não encontrará jamais nada de bom para cultivar no exterior de suas roças!&#8221;<br />
<a href="https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/2175-8034.2019v21n2p208" rel="nofollow ugc">https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/2175-8034.2019v21n2p208</a></p>
<p>Eis o famoso desconhecido André-Georges Haudricourt. Gostei do mendigo!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-852867</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 12:31:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, assim como o Fernando, também entro em contato com diversos autores desconhecidos nos artigos e Flagrantes Delitos deste site. O que me intriga é que parece um tipo de apagão cultural e editorial do Brasil, pois estes autores não são abordados na academia e nem publicados em nosso mercado editorial. Alguém arrisca uma resposta para esse mistério?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, assim como o Fernando, também entro em contato com diversos autores desconhecidos nos artigos e Flagrantes Delitos deste site. O que me intriga é que parece um tipo de apagão cultural e editorial do Brasil, pois estes autores não são abordados na academia e nem publicados em nosso mercado editorial. Alguém arrisca uma resposta para esse mistério?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-852820</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 05:58:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, foram justamente esses dois Flagrantes Delitos que me possibilitaram saber da existência de Haudricourt. E foi por aqui, desde 2009, que fiquei sabendo, também, de tantos artistas plásticos, cantores, escritores, e tantas referências que aparecem nos textos publicados e nas ilustrações das publicações e que a gente também não vê em outro canto.
Mas aquela universidade morreu e aquela esquerda também morreu. É claro que poderão renascer trazendo algo do que as outras foram um dia, mas, sinceramente, nada me parece caminhar neste sentido, muito pelo contrário e infelizmente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, foram justamente esses dois Flagrantes Delitos que me possibilitaram saber da existência de Haudricourt. E foi por aqui, desde 2009, que fiquei sabendo, também, de tantos artistas plásticos, cantores, escritores, e tantas referências que aparecem nos textos publicados e nas ilustrações das publicações e que a gente também não vê em outro canto.<br />
Mas aquela universidade morreu e aquela esquerda também morreu. É claro que poderão renascer trazendo algo do que as outras foram um dia, mas, sinceramente, nada me parece caminhar neste sentido, muito pelo contrário e infelizmente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Esquerda contra-revolucionária		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-852716</link>

		<dc:creator><![CDATA[Esquerda contra-revolucionária]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jul 2022 17:59:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A esquerda reacionária, que ganha corpo em movimentos como o MST, se firma dentro do pensamento conservador, a sua ojeriza ao progresso, nunca poderá, e nem o quer, superar o aqui e agora. A utopia retrógrada desses senhores e senhoras conservadores, se encontra na realidade existente, no capitalismo, a utopia nacionalista se realiza com as condições dadas pelo capitalismo restrita ao território nacional. O solo da nação é o único fator mobilizador para essa esquerda conservadora, que tem no seu fim último, o presente; e o passado, que se apresenta como tradição, é a raiz ancestral da justificava da realidade presente como fim, digo, a sociedade capitalista. O futuro está aqui, no modo de produção capitalista, com as sua classes, com as divisões de trabalho e hierarquias sociais. Não se pretende construir a mudança para uma sociedade futura e anticapitalista a partir das tendências inovadoras e potencializadoras do presente, não existe um deveria; o que se quer já está dado, é um afirmativa do que é e pronto, porque sempre foi assim, eis a mentalidade de subsistência, da esquerda contra-revolucionária e sua retórica anticapitalista romântica de direita, e a direita, do progressismo exploratório capitalista. 

A ecológica e a agroecologia são apresentadas como, Santas Escrituras, transmitidas pelos sábios ancestrais do passado, das tradições eternas dos povos dos primeiros tempos. Pouco importam-se, esses regressistas, em saber da onde e quando vieram essas sabedorias nada sábias, as suas origens e quem a propagou, não procuram nos fatos, do passado e do presente, que pululam e se repetem, e sai por aí, como papagaios, a repetir a cartilha dos chefes mal intencionados, ao qual se submetem a autoridade. 

Esses senhores e senhoras, que acreditam pertencer a uma raça qualificada de predestinados que vagarão por mil anos pelo solo banhado e fertilizado por sangue após o apocalipse, implementado pelos próprios, através da sua ecologia genocida. E o que se passa no Sri Lanka sirva de aviso! Caros super senhores e super senhoras ecológicos e agroecológicos, vós também sucumbirão com a quantidade que vós tanto desprezam. Afinal, o que se sucedeu com os nazistas, os seus ancestrais ecológicos?

Fiquemos alertas também com a esquerda fascista e ecológica, ela existe e está á vista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esquerda reacionária, que ganha corpo em movimentos como o MST, se firma dentro do pensamento conservador, a sua ojeriza ao progresso, nunca poderá, e nem o quer, superar o aqui e agora. A utopia retrógrada desses senhores e senhoras conservadores, se encontra na realidade existente, no capitalismo, a utopia nacionalista se realiza com as condições dadas pelo capitalismo restrita ao território nacional. O solo da nação é o único fator mobilizador para essa esquerda conservadora, que tem no seu fim último, o presente; e o passado, que se apresenta como tradição, é a raiz ancestral da justificava da realidade presente como fim, digo, a sociedade capitalista. O futuro está aqui, no modo de produção capitalista, com as sua classes, com as divisões de trabalho e hierarquias sociais. Não se pretende construir a mudança para uma sociedade futura e anticapitalista a partir das tendências inovadoras e potencializadoras do presente, não existe um deveria; o que se quer já está dado, é um afirmativa do que é e pronto, porque sempre foi assim, eis a mentalidade de subsistência, da esquerda contra-revolucionária e sua retórica anticapitalista romântica de direita, e a direita, do progressismo exploratório capitalista. </p>
<p>A ecológica e a agroecologia são apresentadas como, Santas Escrituras, transmitidas pelos sábios ancestrais do passado, das tradições eternas dos povos dos primeiros tempos. Pouco importam-se, esses regressistas, em saber da onde e quando vieram essas sabedorias nada sábias, as suas origens e quem a propagou, não procuram nos fatos, do passado e do presente, que pululam e se repetem, e sai por aí, como papagaios, a repetir a cartilha dos chefes mal intencionados, ao qual se submetem a autoridade. </p>
<p>Esses senhores e senhoras, que acreditam pertencer a uma raça qualificada de predestinados que vagarão por mil anos pelo solo banhado e fertilizado por sangue após o apocalipse, implementado pelos próprios, através da sua ecologia genocida. E o que se passa no Sri Lanka sirva de aviso! Caros super senhores e super senhoras ecológicos e agroecológicos, vós também sucumbirão com a quantidade que vós tanto desprezam. Afinal, o que se sucedeu com os nazistas, os seus ancestrais ecológicos?</p>
<p>Fiquemos alertas também com a esquerda fascista e ecológica, ela existe e está á vista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-852699</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jul 2022 16:46:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145130#comment-852699</guid>

					<description><![CDATA[Fernando,

Você evoca o velho Haudricourt. Quantas memórias, nesta época em que vivemos, nesta época de uma esquerda imbecil, quantas memórias de quando as universidades eram lugares onde se pensava e a excentricidade era a marca de espíritos livres! Peço que leiam &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/04/75885/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2013/04/76173/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Será que alguma coisa renascerá um dia, ou será que tudo morreu, tal como decerto morrerá esta trampa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando,</p>
<p>Você evoca o velho Haudricourt. Quantas memórias, nesta época em que vivemos, nesta época de uma esquerda imbecil, quantas memórias de quando as universidades eram lugares onde se pensava e a excentricidade era a marca de espíritos livres! Peço que leiam <a href="https://passapalavra.info/2013/04/75885/" rel="noopener" target="_blank">aqui</a> e <a href="https://passapalavra.info/2013/04/76173/" rel="noopener" target="_blank">aqui</a>. Será que alguma coisa renascerá um dia, ou será que tudo morreu, tal como decerto morrerá esta trampa?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/07/145130/#comment-852683</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jul 2022 14:54:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145130#comment-852683</guid>

					<description><![CDATA[É óbvio que as técnicas (aproveito para lembrar do artigo &quot;Domesticação de animais, cultivo de plantas e tratamento do outro&quot;, de André-Georges Haudricourt) e tecnologias não são neutras, bem como não são neutras as relações de propriedade, as relações sociais de produção e o Estado. O problema maior é que vivemos num tempo em que o que ainda é chamado de esquerda - mas não deveria! - abandonou por completo a defesa dos projetos autogestionários concretos de superação da propriedade privada, da exploração do trabalho e do Estado, ou seja, deixou de ser ela mesma anticapitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É óbvio que as técnicas (aproveito para lembrar do artigo &#8220;Domesticação de animais, cultivo de plantas e tratamento do outro&#8221;, de André-Georges Haudricourt) e tecnologias não são neutras, bem como não são neutras as relações de propriedade, as relações sociais de produção e o Estado. O problema maior é que vivemos num tempo em que o que ainda é chamado de esquerda &#8211; mas não deveria! &#8211; abandonou por completo a defesa dos projetos autogestionários concretos de superação da propriedade privada, da exploração do trabalho e do Estado, ou seja, deixou de ser ela mesma anticapitalista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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