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	Comentários sobre: Uma tensa relação entre periferia, valor e crise	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gogol		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/08/145273/#comment-853733</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gogol]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2022 15:55:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Thiago,

A sua interpretação a respeito da passagem das condições de produção de mais-valia absoluta para a mais-valia relativa inverte o sentido histórico da evolução da acumulação capitalista, aquilo que caracteriza o progresso histórico das relações capitalistas de produção aparece, com as suas argumentações, que é herdeira de uma tradição apocalíptica, como decadência dessas mesmas relações de produção. É aquilo que João Bernardo chama de marxismo apocalíptico. É uma inversão do sentido do desenvolvimento histórico. A passagem da mais-valia absoluta para a mais-valia relativa é o substrato econômico da evolução histórica e não o contrário. O que faz, com que, dentro da lógica capitalista de produção, uma economia entre em colapso é justamente a impossibilidade da passagem da mais-valia absoluta para a mais-valia relativa, ou, até mesmo, assumindo contornos catastróficos, como a experiência do Sri Lanka tem demonstrado, a regressão a formas arcaicas de se produzir. A tradição apocalíptica, nesse sentido, tem uma interpretação estática da história econômica, típica da doutrina conservadora moderna.

Terceira revolução industrial, como você apontou, não criou novas atividades industriais, como a robótica e microeletrônica? Oras, em que tipo de relações se produzem essas novas mercadorias para suprir as antigas atividades indústrias no seu processo desenvolvimento das condições de mais-valia abosoluta para a mais-valia relativa? Se com essa passagem da mais-valia absoluta para a mais valia relativa diminui-se o trabalho vivo abri-se novas atividades indústrias, assim como, outros setores da economia podem absorver essa massa excedente que não voltará mais para a indústria, os serviços por exemplo. Mesmo que recebam salários menores no setor terciário as condições desses tralhadores serão minimizados pela alta produtividade sob as relações de mais-valia relativa que acabam baratiando a unidade produzida pela menor quantidade de trabalho.

Enfim, existem muitos outros exemplos que demostram que a destruição criativa abre novas oportunidades de acumulação de capital, assim como, superam outras. A irrevessibilidade de formas antigas das forma-valor não impedi que novas reformulações da forma-valor se crie. Como Isadora aponta em sua coluna, o capitalismo se demostra muito dinâmico na subsunção das formas precarizadas criadas por ele mesmo, reformulando e abrindo oportunidades de acumulação de capitais.

O ideal seria levar esse debate dentro das categorias mais precisa da economia, assim como, colocadas em O Capital, mas no momento não estou com esse materiais em mãos. Mas queria deixar essas provocações para não deixar batido o nosso debate.

Um grande abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago,</p>
<p>A sua interpretação a respeito da passagem das condições de produção de mais-valia absoluta para a mais-valia relativa inverte o sentido histórico da evolução da acumulação capitalista, aquilo que caracteriza o progresso histórico das relações capitalistas de produção aparece, com as suas argumentações, que é herdeira de uma tradição apocalíptica, como decadência dessas mesmas relações de produção. É aquilo que João Bernardo chama de marxismo apocalíptico. É uma inversão do sentido do desenvolvimento histórico. A passagem da mais-valia absoluta para a mais-valia relativa é o substrato econômico da evolução histórica e não o contrário. O que faz, com que, dentro da lógica capitalista de produção, uma economia entre em colapso é justamente a impossibilidade da passagem da mais-valia absoluta para a mais-valia relativa, ou, até mesmo, assumindo contornos catastróficos, como a experiência do Sri Lanka tem demonstrado, a regressão a formas arcaicas de se produzir. A tradição apocalíptica, nesse sentido, tem uma interpretação estática da história econômica, típica da doutrina conservadora moderna.</p>
<p>Terceira revolução industrial, como você apontou, não criou novas atividades industriais, como a robótica e microeletrônica? Oras, em que tipo de relações se produzem essas novas mercadorias para suprir as antigas atividades indústrias no seu processo desenvolvimento das condições de mais-valia abosoluta para a mais-valia relativa? Se com essa passagem da mais-valia absoluta para a mais valia relativa diminui-se o trabalho vivo abri-se novas atividades indústrias, assim como, outros setores da economia podem absorver essa massa excedente que não voltará mais para a indústria, os serviços por exemplo. Mesmo que recebam salários menores no setor terciário as condições desses tralhadores serão minimizados pela alta produtividade sob as relações de mais-valia relativa que acabam baratiando a unidade produzida pela menor quantidade de trabalho.</p>
<p>Enfim, existem muitos outros exemplos que demostram que a destruição criativa abre novas oportunidades de acumulação de capital, assim como, superam outras. A irrevessibilidade de formas antigas das forma-valor não impedi que novas reformulações da forma-valor se crie. Como Isadora aponta em sua coluna, o capitalismo se demostra muito dinâmico na subsunção das formas precarizadas criadas por ele mesmo, reformulando e abrindo oportunidades de acumulação de capitais.</p>
<p>O ideal seria levar esse debate dentro das categorias mais precisa da economia, assim como, colocadas em O Capital, mas no momento não estou com esse materiais em mãos. Mas queria deixar essas provocações para não deixar batido o nosso debate.</p>
<p>Um grande abraço!</p>
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