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	Comentários sobre: Aceitar a própria cultura	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: ulisses		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2022 14:00:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neo-arcaicos intelectuais orgânicos, assimilados institucionalmente em (pós-)doutores: toda essa múltipla e diversificada cáfila de sócio-alpinistas autoproclamados revolucionários (marxistas, anarquistas e autonomistas) ferozmente agarrados às cátedras e outros nichos culturais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neo-arcaicos intelectuais orgânicos, assimilados institucionalmente em (pós-)doutores: toda essa múltipla e diversificada cáfila de sócio-alpinistas autoproclamados revolucionários (marxistas, anarquistas e autonomistas) ferozmente agarrados às cátedras e outros nichos culturais.</p>
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		Por: Antonio de Odilon Brito		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio de Odilon Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2022 00:08:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este flagrante delito me lembrou a seguinte passagem neste texto do João Bernardo (https://passapalavra.info/2013/09/83095/):

&quot;Para os defensores do multiculturalismo no meio universitário — e os movimentos sociais ligados a resquícios históricos contam entre eles com um número sempre renovado de apoiantes — não se trata de um erro de perspectiva. A defesa desta componente de mais-valia absoluta corresponde nas universidades a interesses egoístas imediatos, na medida em que se procura conservar objectos de estudo tal como se alimentam cobaias num laboratório. É curioso observar o empenho com que departamentos académicos e os seus associados nos movimentos sociais pretendem manter a linguagem, o modo de vida e as tradições de comunidades arcaicas, das quais sobra apenas um lastimável arremedo, enquanto os jovens dessas comunidades desejam emigrar e abandonar um meio que só representa a miséria e falar a língua que lhes permita inserir-se no mercado geral de trabalho.

Estes casos mostram como a aculturação é a resposta dos trabalhadores ao multiculturalismo dos doutores. Transposta a questão para um plano político, trata-se, num lado, do processo de formação de uma cultura de classe comum e, no lado oposto, da tentativa de obstrução desse desenvolvimento de uma consciência de classe.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este flagrante delito me lembrou a seguinte passagem neste texto do João Bernardo (<a href="https://passapalavra.info/2013/09/83095/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2013/09/83095/</a>):</p>
<p>&#8220;Para os defensores do multiculturalismo no meio universitário — e os movimentos sociais ligados a resquícios históricos contam entre eles com um número sempre renovado de apoiantes — não se trata de um erro de perspectiva. A defesa desta componente de mais-valia absoluta corresponde nas universidades a interesses egoístas imediatos, na medida em que se procura conservar objectos de estudo tal como se alimentam cobaias num laboratório. É curioso observar o empenho com que departamentos académicos e os seus associados nos movimentos sociais pretendem manter a linguagem, o modo de vida e as tradições de comunidades arcaicas, das quais sobra apenas um lastimável arremedo, enquanto os jovens dessas comunidades desejam emigrar e abandonar um meio que só representa a miséria e falar a língua que lhes permita inserir-se no mercado geral de trabalho.</p>
<p>Estes casos mostram como a aculturação é a resposta dos trabalhadores ao multiculturalismo dos doutores. Transposta a questão para um plano político, trata-se, num lado, do processo de formação de uma cultura de classe comum e, no lado oposto, da tentativa de obstrução desse desenvolvimento de uma consciência de classe.&#8221;</p>
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