<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Talvez. 3) Talvez sim, talvez não	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2022/10/145746/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2022/10/145746/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 03 Nov 2022 13:58:08 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/10/145746/#comment-867309</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 18:23:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145746#comment-867309</guid>

					<description><![CDATA[JB, quem diria, intromixa acosmismo imanentista &#038; ironia heterodoxa.
E sem juízo final...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JB, quem diria, intromixa acosmismo imanentista &amp; ironia heterodoxa.<br />
E sem juízo final&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/10/145746/#comment-867224</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2022 22:00:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145746#comment-867224</guid>

					<description><![CDATA[José Luiz,
Desde há muito tempo que eu penso nessa minha contradição. Por um lado, sou spinozista, determinista. Por outro lado, gosto muito de Kierkgaard e partilho a sua dimensão trágica da vida. Encontro a indissolúvel complementaridade destes aspectos no teatro grego. O coro narra a decisão dos deuses, o destino dos personagens. Mas os personagens ignoram o seu destino. Édipo não quer matar o pai nem casar com a mãe, mas é precisamente isso que ele faz. E no Édipo em Colonus Sófocles coloca um deus a dar a Édipo a solução do problema, mas nós ignoramos o que o deus lhe diz. Não creio que alguém tenha ido mais longe do que Sófocles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Luiz,<br />
Desde há muito tempo que eu penso nessa minha contradição. Por um lado, sou spinozista, determinista. Por outro lado, gosto muito de Kierkgaard e partilho a sua dimensão trágica da vida. Encontro a indissolúvel complementaridade destes aspectos no teatro grego. O coro narra a decisão dos deuses, o destino dos personagens. Mas os personagens ignoram o seu destino. Édipo não quer matar o pai nem casar com a mãe, mas é precisamente isso que ele faz. E no Édipo em Colonus Sófocles coloca um deus a dar a Édipo a solução do problema, mas nós ignoramos o que o deus lhe diz. Não creio que alguém tenha ido mais longe do que Sófocles.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/10/145746/#comment-867196</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2022 18:09:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145746#comment-867196</guid>

					<description><![CDATA[João, no item 3 do seu texto você tece algumas considerações sobre o ser humano como  constituído pela infelicidade, descontentamento e no interminável embate de assumir ou não a liberdade. Neste sentido, posso arriscar e sugerir que você têm uma visão trágica do ser humano? Digo trágico como uma leitura do ser humano que se inicia com os gregos na antiguidade  e no mundo moderno teríamos como representante máximo Fyodor Dostoevsky.
Grato 
José Luiz]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, no item 3 do seu texto você tece algumas considerações sobre o ser humano como  constituído pela infelicidade, descontentamento e no interminável embate de assumir ou não a liberdade. Neste sentido, posso arriscar e sugerir que você têm uma visão trágica do ser humano? Digo trágico como uma leitura do ser humano que se inicia com os gregos na antiguidade  e no mundo moderno teríamos como representante máximo Fyodor Dostoevsky.<br />
Grato<br />
José Luiz</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/10/145746/#comment-866706</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Oct 2022 13:42:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145746#comment-866706</guid>

					<description><![CDATA[《[...] mas torna-se cada vez mais patente que os velhos formatos já não servem.》

《Perante a falência das várias ortodoxias na análise ou, pior ainda, na simples aceitação dos novos factos, atravessamos uma época em que devem proliferar as heterodoxias, para actualizar e refazer os antigos modelos.》

As dificuldades são tamanhas que mesmo uma série de artigos como esta, apesar de reconhecer a falência dos modelos e fazer um apelo às heterodoxias, ainda assim permanece cativa no labirinto dos formatos obsoletos.

A compreensão (e a proposta de ação dela decorrente) da atual metamorfose do Capitalismo (e as novas formas de fascismo dela germinando) exige uma brutal quebra de paradigmas. 

Dificilmente um único autor será capaz de superar sozinho este desafio.

Aqui e ali, cá e acolá, contudo, surgem os lampejos de um outro (como aqui denominado) &quot;modelo integrador&quot;.

Distinguir com atenção esses pontos de luz na noite escura é crucial, como também não se deixar confundir pelo que não passa de mera idiossincrasia. 

《Enquanto a destruição criativa se verificar, o mecanismo da produtividade acelera-se e o capitalismo, globalmente considerado, desenvolve-se. Mas, entretanto, as regiões e os sectores condenados pelo efeito destrutivo deparam, no seu âmbito próprio, com entraves ao desenvolvimento económico e, portanto, criam-se ali condições favoráveis ao fascismo.》

Os esboços de um novo &quot;modelo integrador&quot; estão à altura do desafio colocado pela &quot;realidade dos fatos&quot;? 

Talvez sim. Talvez não. É preciso testá-lo aplicando-o num caso concreto.

Haveria exemplo tão contundente da falência dos modelos como a presente situação no Brasil? 

Frente à irresistível ascensão do neo-fascismo no Brasil, conjugada com a melancólica obsolescência da oposição, num cenário onde se apresenta &quot;a variedade de fenómenos que distinguem o capitalismo na época actual&quot;, só estudando o que não aconteceu poderemos elucidar o que agora está sucedendo. 

Qual a forma a ser assumida por este estudo? Talvez... um romance. 

E qual a linguagem deste romance? Longe de descrever o mundo, a linguagem cria um mundo. Por isto a linguagem está no âmago da luta política. 

Não há movimento revolucionário sem uma linguagem capaz de expressar a condição a que estamos submetidos, e, ao mesmo tempo, nossa ação para superá-la.

Por sua vez, talvez já não faça o menor sentido escrever romances atualmente. E também os modelos de expressão artística estejam falidos e obsoletos. 

Então...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>《[&#8230;] mas torna-se cada vez mais patente que os velhos formatos já não servem.》</p>
<p>《Perante a falência das várias ortodoxias na análise ou, pior ainda, na simples aceitação dos novos factos, atravessamos uma época em que devem proliferar as heterodoxias, para actualizar e refazer os antigos modelos.》</p>
<p>As dificuldades são tamanhas que mesmo uma série de artigos como esta, apesar de reconhecer a falência dos modelos e fazer um apelo às heterodoxias, ainda assim permanece cativa no labirinto dos formatos obsoletos.</p>
<p>A compreensão (e a proposta de ação dela decorrente) da atual metamorfose do Capitalismo (e as novas formas de fascismo dela germinando) exige uma brutal quebra de paradigmas. </p>
<p>Dificilmente um único autor será capaz de superar sozinho este desafio.</p>
<p>Aqui e ali, cá e acolá, contudo, surgem os lampejos de um outro (como aqui denominado) &#8220;modelo integrador&#8221;.</p>
<p>Distinguir com atenção esses pontos de luz na noite escura é crucial, como também não se deixar confundir pelo que não passa de mera idiossincrasia. </p>
<p>《Enquanto a destruição criativa se verificar, o mecanismo da produtividade acelera-se e o capitalismo, globalmente considerado, desenvolve-se. Mas, entretanto, as regiões e os sectores condenados pelo efeito destrutivo deparam, no seu âmbito próprio, com entraves ao desenvolvimento económico e, portanto, criam-se ali condições favoráveis ao fascismo.》</p>
<p>Os esboços de um novo &#8220;modelo integrador&#8221; estão à altura do desafio colocado pela &#8220;realidade dos fatos&#8221;? </p>
<p>Talvez sim. Talvez não. É preciso testá-lo aplicando-o num caso concreto.</p>
<p>Haveria exemplo tão contundente da falência dos modelos como a presente situação no Brasil? </p>
<p>Frente à irresistível ascensão do neo-fascismo no Brasil, conjugada com a melancólica obsolescência da oposição, num cenário onde se apresenta &#8220;a variedade de fenómenos que distinguem o capitalismo na época actual&#8221;, só estudando o que não aconteceu poderemos elucidar o que agora está sucedendo. </p>
<p>Qual a forma a ser assumida por este estudo? Talvez&#8230; um romance. </p>
<p>E qual a linguagem deste romance? Longe de descrever o mundo, a linguagem cria um mundo. Por isto a linguagem está no âmago da luta política. </p>
<p>Não há movimento revolucionário sem uma linguagem capaz de expressar a condição a que estamos submetidos, e, ao mesmo tempo, nossa ação para superá-la.</p>
<p>Por sua vez, talvez já não faça o menor sentido escrever romances atualmente. E também os modelos de expressão artística estejam falidos e obsoletos. </p>
<p>Então&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/10/145746/#comment-866673</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Oct 2022 05:59:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145746#comment-866673</guid>

					<description><![CDATA[Sobre a abstenção e a aparente apatia, me faz lembrar o Sombra das Maiorias Silenciosas, da Baudrillard. No caso do francês, essa apatia ele argumenta como uma espécie de resistência, de não colaboração.

Pensando a classe trabalhadora de hoje, principalmente os jovens que formam os estratos baixos do proletariado, é evidente que, pelo menos no sul e sudeste do Brasil, possuem uma percepção em geral equivocada da realidade. Estão bastante submersos no que no marxismo se chama ideologia. E uma grande adesão à extrema-direita que se baseia em mentiras grosseiras indica isso também. Porém, penso que existe uma verdade nesse proletariado não ser seduzido ou não se identificar com o discurso e imaginário da esquerda. Existe um conhecimento prático, não elaborado nos trabalhadores. Algo até mesmo pré-reflexivo. Aquilo que faz os trabalhadores não se engajarem numa luta que consideram improvável de ser vitoriosa. A esquerda fala de coisas improváveis, pois hoje vão contra o sentido da história (a esquerda está presa em conceitos do mundo fordista em ruínas, e destruído em parte pela própria ação dos trabalhadores). E creio que essas massas de jovens proletário (e não tão jovens) percebem isso pela sua vida cotidiana. São os liberais que têm conseguido avançar num discurso compatível com a realidade material e o sentido da história para esse proletariado.

Não vejo por onde evitar que o mundo de uma forma geral, e o Brasil com certeza, mergulhe na escuridão neofascista (ou de extrema-direita para quem preferir não gastar o conceito) por pelo menos uma geração (sendo otimista). E também acho que um possível novo projeto emancipatório, ou ao menos lutas progressistas que talvez ocupem o lugar da esquerda, será formado longe da atual esquerda. Possivelmente com envolvimento de pessoas que vieram da atual esquerda, mas que saíram totalmente da caixa.  Mas não acredito que consigamos enxergar nada em curto prazo. O interregno para aparecer um novo modelo será longo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a abstenção e a aparente apatia, me faz lembrar o Sombra das Maiorias Silenciosas, da Baudrillard. No caso do francês, essa apatia ele argumenta como uma espécie de resistência, de não colaboração.</p>
<p>Pensando a classe trabalhadora de hoje, principalmente os jovens que formam os estratos baixos do proletariado, é evidente que, pelo menos no sul e sudeste do Brasil, possuem uma percepção em geral equivocada da realidade. Estão bastante submersos no que no marxismo se chama ideologia. E uma grande adesão à extrema-direita que se baseia em mentiras grosseiras indica isso também. Porém, penso que existe uma verdade nesse proletariado não ser seduzido ou não se identificar com o discurso e imaginário da esquerda. Existe um conhecimento prático, não elaborado nos trabalhadores. Algo até mesmo pré-reflexivo. Aquilo que faz os trabalhadores não se engajarem numa luta que consideram improvável de ser vitoriosa. A esquerda fala de coisas improváveis, pois hoje vão contra o sentido da história (a esquerda está presa em conceitos do mundo fordista em ruínas, e destruído em parte pela própria ação dos trabalhadores). E creio que essas massas de jovens proletário (e não tão jovens) percebem isso pela sua vida cotidiana. São os liberais que têm conseguido avançar num discurso compatível com a realidade material e o sentido da história para esse proletariado.</p>
<p>Não vejo por onde evitar que o mundo de uma forma geral, e o Brasil com certeza, mergulhe na escuridão neofascista (ou de extrema-direita para quem preferir não gastar o conceito) por pelo menos uma geração (sendo otimista). E também acho que um possível novo projeto emancipatório, ou ao menos lutas progressistas que talvez ocupem o lugar da esquerda, será formado longe da atual esquerda. Possivelmente com envolvimento de pessoas que vieram da atual esquerda, mas que saíram totalmente da caixa.  Mas não acredito que consigamos enxergar nada em curto prazo. O interregno para aparecer um novo modelo será longo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
