<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Aquelas horas em Bagé	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2022/10/145991/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2022/10/145991/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 Nov 2022 10:42:16 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Jan Cenek		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/10/145991/#comment-869664</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jan Cenek]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 10:42:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145991#comment-869664</guid>

					<description><![CDATA[Caro Papalon, obrigado pelo comentário. Seguindo sua trilha percebe-se a coerência da poeta. Se não alcançamos as nuvens sem pisar na terra, é razoável desconfiar dos poetas que não falam de suas cidades. Já a grafomania, a mania de escrever livros, tem mais a ver com a “inquebrantável vontade de aparecer”, doença contemporânea que se manifesta em relatos estúpidos sobre questiúnculas da vida privada. A grafomania costuma atacar seres que moram nas redes sociais.  Recorrendo à poeta, talvez possamos pensar a grafomania como uma tentativa de alcançar as nuvens sem pisar na terra: um levitar no vazio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Papalon, obrigado pelo comentário. Seguindo sua trilha percebe-se a coerência da poeta. Se não alcançamos as nuvens sem pisar na terra, é razoável desconfiar dos poetas que não falam de suas cidades. Já a grafomania, a mania de escrever livros, tem mais a ver com a “inquebrantável vontade de aparecer”, doença contemporânea que se manifesta em relatos estúpidos sobre questiúnculas da vida privada. A grafomania costuma atacar seres que moram nas redes sociais.  Recorrendo à poeta, talvez possamos pensar a grafomania como uma tentativa de alcançar as nuvens sem pisar na terra: um levitar no vazio.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Papalon		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/10/145991/#comment-869526</link>

		<dc:creator><![CDATA[Papalon]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Nov 2022 04:55:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=145991#comment-869526</guid>

					<description><![CDATA[Caro Jan Cenek...acho que na desconfiança de Giana Guterres dos poetas que não cantam sua cidade há uma desconfiança da gratuidade, do &quot;beletrismo&quot; capaz de falar de tudo definindo seu tema como quem escolhe a cor do fogão. Lembro de outro artigo seu que li aqui, falava sobre o que chamou de &quot;grafomania&quot;, a mania de escrever livros, e, suponho, escrever sobre tudo e qualquer coisa. Não há causa, nem objetiva e nem subjetiva. Os riscos d&#039;&quot;essa tal liberdade&quot; é cair num certo niilismo que termina exaltando o pequeno, o rebaixado. Quando Guterres escreve que &quot;ligar-se à terra é alçar voos para dentro, enquanto se alcança as nuvens&quot;, é que não se alcança as nuvens se não puder pisar na terra. E se puder pisar na terra, finca a alma longe do terreno hiperfísico que termina por fazer da esconfiança da terra uma confiança em seu contrário. Mesmo para a multideterminação do humano nas mil faces do poeta fingidor há uma vitalidade que dá voz ao que são suas causas incontornáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jan Cenek&#8230;acho que na desconfiança de Giana Guterres dos poetas que não cantam sua cidade há uma desconfiança da gratuidade, do &#8220;beletrismo&#8221; capaz de falar de tudo definindo seu tema como quem escolhe a cor do fogão. Lembro de outro artigo seu que li aqui, falava sobre o que chamou de &#8220;grafomania&#8221;, a mania de escrever livros, e, suponho, escrever sobre tudo e qualquer coisa. Não há causa, nem objetiva e nem subjetiva. Os riscos d'&#8221;essa tal liberdade&#8221; é cair num certo niilismo que termina exaltando o pequeno, o rebaixado. Quando Guterres escreve que &#8220;ligar-se à terra é alçar voos para dentro, enquanto se alcança as nuvens&#8221;, é que não se alcança as nuvens se não puder pisar na terra. E se puder pisar na terra, finca a alma longe do terreno hiperfísico que termina por fazer da esconfiança da terra uma confiança em seu contrário. Mesmo para a multideterminação do humano nas mil faces do poeta fingidor há uma vitalidade que dá voz ao que são suas causas incontornáveis.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
