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	Comentários sobre: O que é &#8220;destruição&#8221;?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Leo V		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2022 16:07:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Descartar o bolsonarismo como um tipo de fascismo com os argumentos que aparecem logo no primeiro parágrafo, me parece bastante frágil.

É dito que o bolsonarismo não pode ser um fascismo pois os fascismos tinham m espírito progressista. Bem, mas como ao final o autor aponta, vivemos uma era de sem horizonte de expectativa. Uma época sem futuro, sem projeção de futuro melhor. E isso vale para a direita e para a esquerda. O socialismo hoje em dia também não é orientado ao progresso, porque a época em que vivemos não é orientada a tal. E assim se quisermos enxergar o fascismo hoje, temos que procurar não uma cópia idêntica de algo que ocorreu em outro período histórico, mas a na forma possível em nosso período.

Indo por outro caminho,o autor coloca como característica necessária (essencial) do fascismo um caráter progressista (não entro no mérito se isso é verdade em relação a todos os movimentos e regimes considerados fascistas de cem anos atrás). esse é um argumento fácil para dizer que o bolsonarismo não é um movimento fascista. Pode-se eleger qualquer característica que o bolsonarismo não possui e elevá-la a característica necessária do fascismo para então descartar que o bolsonarismo seja fascista.

A questão é, se os cachorros nascem hoje em dia sem rabo, eles continuam sendo cachorros a meu ver.

Pela definição do autor, os movimentos identitários atuais também não podem ser considerados fascistas, uma vez que não são orientados ao progresso. Aliás, como salienta Zaki Kaidi numa página do seu livro A Chegada do Homem-Presente, esse identitarismo tão comum hoje em dia possui uma relação com a falta de horizonte de expectativa, de prjetar possibilidade diferentes de futuro.

Sobre o fenômeno dessa extrema direita brasileira, e talvez também a mundial atualmente, acho que é mais interessante o artigo Sale Boulot, do Paulo Arantes, no qual ele desenvolve o trabalho de Christophe Dejours sobre a banalização da injustiça social. Certamente o bolsonarismo não pode ser explicado somente a partir disso, mas não vejo ninguém apontar a relação da realidade de trabalho no neoliberalismo com a emergência da banalização da injustiça social e do fascismo. Dejours já mostrou a relação nos anos 1990. Parece que as pessoas esqueceram. O sofrimento e o medo que as pessoas vivem na realidade econômica e de trabalho não pode ser negligenciada se queremos entender o que se passa. Nesse aspecto, o bolsonarismo parece funcionar como uma ideologia defensiva, nos termos de Dejours.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descartar o bolsonarismo como um tipo de fascismo com os argumentos que aparecem logo no primeiro parágrafo, me parece bastante frágil.</p>
<p>É dito que o bolsonarismo não pode ser um fascismo pois os fascismos tinham m espírito progressista. Bem, mas como ao final o autor aponta, vivemos uma era de sem horizonte de expectativa. Uma época sem futuro, sem projeção de futuro melhor. E isso vale para a direita e para a esquerda. O socialismo hoje em dia também não é orientado ao progresso, porque a época em que vivemos não é orientada a tal. E assim se quisermos enxergar o fascismo hoje, temos que procurar não uma cópia idêntica de algo que ocorreu em outro período histórico, mas a na forma possível em nosso período.</p>
<p>Indo por outro caminho,o autor coloca como característica necessária (essencial) do fascismo um caráter progressista (não entro no mérito se isso é verdade em relação a todos os movimentos e regimes considerados fascistas de cem anos atrás). esse é um argumento fácil para dizer que o bolsonarismo não é um movimento fascista. Pode-se eleger qualquer característica que o bolsonarismo não possui e elevá-la a característica necessária do fascismo para então descartar que o bolsonarismo seja fascista.</p>
<p>A questão é, se os cachorros nascem hoje em dia sem rabo, eles continuam sendo cachorros a meu ver.</p>
<p>Pela definição do autor, os movimentos identitários atuais também não podem ser considerados fascistas, uma vez que não são orientados ao progresso. Aliás, como salienta Zaki Kaidi numa página do seu livro A Chegada do Homem-Presente, esse identitarismo tão comum hoje em dia possui uma relação com a falta de horizonte de expectativa, de prjetar possibilidade diferentes de futuro.</p>
<p>Sobre o fenômeno dessa extrema direita brasileira, e talvez também a mundial atualmente, acho que é mais interessante o artigo Sale Boulot, do Paulo Arantes, no qual ele desenvolve o trabalho de Christophe Dejours sobre a banalização da injustiça social. Certamente o bolsonarismo não pode ser explicado somente a partir disso, mas não vejo ninguém apontar a relação da realidade de trabalho no neoliberalismo com a emergência da banalização da injustiça social e do fascismo. Dejours já mostrou a relação nos anos 1990. Parece que as pessoas esqueceram. O sofrimento e o medo que as pessoas vivem na realidade econômica e de trabalho não pode ser negligenciada se queremos entender o que se passa. Nesse aspecto, o bolsonarismo parece funcionar como uma ideologia defensiva, nos termos de Dejours.</p>
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