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	Comentários sobre: Forças produtivas x Relações de produção	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-871032</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 09:47:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jan Cenek,

Este assunto (forças produtivas x relações de produção) é fascinante, além de ser vital para a luta por emancipação. Por outro lado, é muito complexo e polêmico.

Uma das melhores maneiras de contornar as polêmicas estéreis é trazer a discussão para exemplos concretos, sejam históricos ou até mesmo cotidianos.

Nem mesmo o New Deal foi capaz de erguer o Capitalismo do abismo onde ele se atirou na Crise de 1929. Só com a maciça destruição de forças produtivas (principalmente Capital Variável, seres humanos) provocada pela carnificina da II Guerra a taxa de lucro se recompôs.

Como agora superar o impasse econômico causado até hoje pela Crise de 2008?

O artíficio das destruições criativas, usado pelo Capitalismo para reverter provisoriamente a inexorável tendência de queda da taxa de lucro, exige cada vez mais destruir ainda muito mais.

O Capitalismo precisa da guerra, e das mortes por ela causadas, para seguir se processando. Mas como ficam as relações de produção após uma guerra nuclear? 

Do mesmo modo ocorre com o outro artifício contra-cíclico adotado pela Capitalismo: a mais-valia relativa. 

Além da mais-valia relativa nunca existir em estado puro, estando sempre combinada com a mais-valia absoluta na cadeia produtiva (Vale do Silício x classificadores de conteúdo do Google), periodicamente o Capitalismo necessita retomar ao seu estado de acumulação primitiva. 

O Capitalismo não pode trair sua natureza de saque e expropriação, que o digam Elon Musk e o Twitter.

Legal que você tenha gostado da experiência dos Quintais Produtivos na periferia do Rio de Janeiro. 

É uma ação pequena, diminuta, minúscula mesmo. Mas, com certeza, não é insignificante. Ao contrário, até.

O Comunismo não é uma vaga e longínqua promessa para o futuro. Ele existe aqui e agora em cada luta concreta, onde florescem os laços da solidariedade. Ele existe em cada Comunidade onde se desenvolvem relações sociais anti-capitalistas.

O Capitalismo não pode ser derrotado se ao mesmo tempo não se constrói outro mundo, outras relações sociais. 

Esse mundo outro ou novo não é um lugar de chegada, mas um modo de viver que em seu cotidiano impede a continuidade do capitalismo. 

Os modos de vida, as relações sociais, os espaços que somos capazes de criar devem existir de tal forma que estejam em luta permanente contra o capitalismo.

《Num movimento, tanto pela terra como por teto, transporte ou por qualquer outro objetivo, a vida das pessoas tem de ser diferente desde o início, elas têm de se organizar de uma maneira que rompa com a sociedade dominante; em todas as dimensões de sua vida tem de haver mais autonomia e mais coletividade. Ou seja, as formas de organização coletiva têm desde o início de ser distintas das que vigoram no capitalismo.》

《Os processos revolucionários podem considerar-se vitoriosos na medida apenas em que demonstram praticamente a possibilidade de um novo modo de produção, coletivista e igualitário. São eles que mantêm o comunismo como algo do presente, e não como um vago projeto futuro. 》

E o futuro só pode se atualizar no cotidiano das lutas concretas, aqui e agora.

《Para espanto de todos aqueles que, como o autor deste livro, foram educados no marxismo ortodoxo, é nas empresas produtoras de bens de consumo corrente, por vezes pequenos estabelecimentos com escassas dezenas de trabalhadores, se tanto, que mais longe têm sido levadas, na atual fase, as novas relações sociais.》

Qual o básico bem de consumo corrente? Soberania alimentar é condição fundamental para a auto-defesa e para a autonomia das lutas.

Quais as pequenas unidades de produção capazes de engendrar as novas relações sociais baseadas na soberania alimentar? 

Terra e Território, Comunidades Autônomas em luta e articuladas em rede, como a vanguarda de um novo modo de produção.

Essas seriam as &quot;novas e superiores&quot; relações sociais de produção necessárias para a superação do Capitalismo? Vai saber...

Porém, por certo, é neste rumo que devemos nos mover.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jan Cenek,</p>
<p>Este assunto (forças produtivas x relações de produção) é fascinante, além de ser vital para a luta por emancipação. Por outro lado, é muito complexo e polêmico.</p>
<p>Uma das melhores maneiras de contornar as polêmicas estéreis é trazer a discussão para exemplos concretos, sejam históricos ou até mesmo cotidianos.</p>
<p>Nem mesmo o New Deal foi capaz de erguer o Capitalismo do abismo onde ele se atirou na Crise de 1929. Só com a maciça destruição de forças produtivas (principalmente Capital Variável, seres humanos) provocada pela carnificina da II Guerra a taxa de lucro se recompôs.</p>
<p>Como agora superar o impasse econômico causado até hoje pela Crise de 2008?</p>
<p>O artíficio das destruições criativas, usado pelo Capitalismo para reverter provisoriamente a inexorável tendência de queda da taxa de lucro, exige cada vez mais destruir ainda muito mais.</p>
<p>O Capitalismo precisa da guerra, e das mortes por ela causadas, para seguir se processando. Mas como ficam as relações de produção após uma guerra nuclear? </p>
<p>Do mesmo modo ocorre com o outro artifício contra-cíclico adotado pela Capitalismo: a mais-valia relativa. </p>
<p>Além da mais-valia relativa nunca existir em estado puro, estando sempre combinada com a mais-valia absoluta na cadeia produtiva (Vale do Silício x classificadores de conteúdo do Google), periodicamente o Capitalismo necessita retomar ao seu estado de acumulação primitiva. </p>
<p>O Capitalismo não pode trair sua natureza de saque e expropriação, que o digam Elon Musk e o Twitter.</p>
<p>Legal que você tenha gostado da experiência dos Quintais Produtivos na periferia do Rio de Janeiro. </p>
<p>É uma ação pequena, diminuta, minúscula mesmo. Mas, com certeza, não é insignificante. Ao contrário, até.</p>
<p>O Comunismo não é uma vaga e longínqua promessa para o futuro. Ele existe aqui e agora em cada luta concreta, onde florescem os laços da solidariedade. Ele existe em cada Comunidade onde se desenvolvem relações sociais anti-capitalistas.</p>
<p>O Capitalismo não pode ser derrotado se ao mesmo tempo não se constrói outro mundo, outras relações sociais. </p>
<p>Esse mundo outro ou novo não é um lugar de chegada, mas um modo de viver que em seu cotidiano impede a continuidade do capitalismo. </p>
<p>Os modos de vida, as relações sociais, os espaços que somos capazes de criar devem existir de tal forma que estejam em luta permanente contra o capitalismo.</p>
<p>《Num movimento, tanto pela terra como por teto, transporte ou por qualquer outro objetivo, a vida das pessoas tem de ser diferente desde o início, elas têm de se organizar de uma maneira que rompa com a sociedade dominante; em todas as dimensões de sua vida tem de haver mais autonomia e mais coletividade. Ou seja, as formas de organização coletiva têm desde o início de ser distintas das que vigoram no capitalismo.》</p>
<p>《Os processos revolucionários podem considerar-se vitoriosos na medida apenas em que demonstram praticamente a possibilidade de um novo modo de produção, coletivista e igualitário. São eles que mantêm o comunismo como algo do presente, e não como um vago projeto futuro. 》</p>
<p>E o futuro só pode se atualizar no cotidiano das lutas concretas, aqui e agora.</p>
<p>《Para espanto de todos aqueles que, como o autor deste livro, foram educados no marxismo ortodoxo, é nas empresas produtoras de bens de consumo corrente, por vezes pequenos estabelecimentos com escassas dezenas de trabalhadores, se tanto, que mais longe têm sido levadas, na atual fase, as novas relações sociais.》</p>
<p>Qual o básico bem de consumo corrente? Soberania alimentar é condição fundamental para a auto-defesa e para a autonomia das lutas.</p>
<p>Quais as pequenas unidades de produção capazes de engendrar as novas relações sociais baseadas na soberania alimentar? </p>
<p>Terra e Território, Comunidades Autônomas em luta e articuladas em rede, como a vanguarda de um novo modo de produção.</p>
<p>Essas seriam as &#8220;novas e superiores&#8221; relações sociais de produção necessárias para a superação do Capitalismo? Vai saber&#8230;</p>
<p>Porém, por certo, é neste rumo que devemos nos mover.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Jan Cenek		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870960</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jan Cenek]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 11:37:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=146635#comment-870960</guid>

					<description><![CDATA[Caro arkx Brasil, escrevi essa coluna há um tempinho, o que é interessante porque permite ir passando por algumas leituras antes de publicar, para tentar precisar as próprias ideias. Um dos livros que li, depois que escrevi, foi justamente Economia dos conflitos sociais, do João Bernardo. Está no meu texto, por exemplo, a possibilidade das forças produtivas não serem neutras. Além disso, percebi – lendo Economia dos conflitos sociais – que eu poderia ser enquadrado no que João Bernardo chamou de “marxismo das forças produtivas”. Você não foi por esse caminho, mas poderia ter ido, se quisesse. De qualquer forma, resolvi correr o risco porque parece-me que o argumento de Marx (sintetizado no Prefácio) não deu conta, totalmente, dos desenvolvimentos posteriores do modo de produção capitalista.

Na minha opinião, quando Marx se refere às tais relações de produção “novas e superiores”, ele pensa em todos os sentidos, inclusive o produtivo. São relações de produção “novas e superiores” que permitiriam, por exemplo, o “de cada um de acordo com suas capacidades, para cada um de acordo com suas necessidades”.  Não significa que a humanidade produziria cada vez mais, indefinidamente e infinitamente; significa, por exemplo, que a humanidade seria capaz de produzir cada vez mais com cada vez menos (isso só é possível com o desenvolvimento das forças produtivas). É assim que se superaria o trabalho estranhado e adoecedor que vigora no modo de produção capitalista. A superação do capital, para Marx, é quando os trabalhadores controlam o quê, como e quanto produzir. O que é uma possibilidade do tempo presente devido justamente ao desenvolvimento das forças produtivas. Neste sentido, o Marx (sintetizado no Prefácio) deu conta dos desenvolvimentos posteriores do modo de produção capitalista.

Mas há, na minha opinião, uma possibilidade colocada pelo desenvolvimento do modo de produção capitalista que escapou do modelo marxista (do Prefácio). Apesar das relações de produção capitalista serem destrutivas, as forças produtivas continuam se desenvolvendo. A capacidade social de produção é crescente. Essa talvez seja a novidade do capital e a grande pedra no caminho da humanidade. Se, como coloca Marx (no Prefácio), as relações de produção se tornam um entrave para o desenvolvimento das forças produtivas, a superação do capital não é apenas um ato de vontade do proletariado, é também uma determinação estrutural. Creio que é justamente essa determinação estrutural que desaparece se não há contradição (que se manifeste como entrave) entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações de produção capitalistas. A superação das relações de produção capitalista viria apenas por um ato de vontade do proletariado, ainda que autorizado pelo estado da arte das forças produtivas. A manutenção das relações de produção capitalistas se sustentaria pelo desenvolvimento das forças produtivas. Se a superação do capital é apenas um ato de vontade do proletariado, as coisas se complicam e as possibilidades se reduzem, talvez seja exatamente isso que está se revelando no tempo presente. 

Por fim, valeu pelo vídeo. Muito interessantes os quintais produtivos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro arkx Brasil, escrevi essa coluna há um tempinho, o que é interessante porque permite ir passando por algumas leituras antes de publicar, para tentar precisar as próprias ideias. Um dos livros que li, depois que escrevi, foi justamente Economia dos conflitos sociais, do João Bernardo. Está no meu texto, por exemplo, a possibilidade das forças produtivas não serem neutras. Além disso, percebi – lendo Economia dos conflitos sociais – que eu poderia ser enquadrado no que João Bernardo chamou de “marxismo das forças produtivas”. Você não foi por esse caminho, mas poderia ter ido, se quisesse. De qualquer forma, resolvi correr o risco porque parece-me que o argumento de Marx (sintetizado no Prefácio) não deu conta, totalmente, dos desenvolvimentos posteriores do modo de produção capitalista.</p>
<p>Na minha opinião, quando Marx se refere às tais relações de produção “novas e superiores”, ele pensa em todos os sentidos, inclusive o produtivo. São relações de produção “novas e superiores” que permitiriam, por exemplo, o “de cada um de acordo com suas capacidades, para cada um de acordo com suas necessidades”.  Não significa que a humanidade produziria cada vez mais, indefinidamente e infinitamente; significa, por exemplo, que a humanidade seria capaz de produzir cada vez mais com cada vez menos (isso só é possível com o desenvolvimento das forças produtivas). É assim que se superaria o trabalho estranhado e adoecedor que vigora no modo de produção capitalista. A superação do capital, para Marx, é quando os trabalhadores controlam o quê, como e quanto produzir. O que é uma possibilidade do tempo presente devido justamente ao desenvolvimento das forças produtivas. Neste sentido, o Marx (sintetizado no Prefácio) deu conta dos desenvolvimentos posteriores do modo de produção capitalista.</p>
<p>Mas há, na minha opinião, uma possibilidade colocada pelo desenvolvimento do modo de produção capitalista que escapou do modelo marxista (do Prefácio). Apesar das relações de produção capitalista serem destrutivas, as forças produtivas continuam se desenvolvendo. A capacidade social de produção é crescente. Essa talvez seja a novidade do capital e a grande pedra no caminho da humanidade. Se, como coloca Marx (no Prefácio), as relações de produção se tornam um entrave para o desenvolvimento das forças produtivas, a superação do capital não é apenas um ato de vontade do proletariado, é também uma determinação estrutural. Creio que é justamente essa determinação estrutural que desaparece se não há contradição (que se manifeste como entrave) entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações de produção capitalistas. A superação das relações de produção capitalista viria apenas por um ato de vontade do proletariado, ainda que autorizado pelo estado da arte das forças produtivas. A manutenção das relações de produção capitalistas se sustentaria pelo desenvolvimento das forças produtivas. Se a superação do capital é apenas um ato de vontade do proletariado, as coisas se complicam e as possibilidades se reduzem, talvez seja exatamente isso que está se revelando no tempo presente. </p>
<p>Por fim, valeu pelo vídeo. Muito interessantes os quintais produtivos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870947</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 08:48:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paulo escreveu:
-&#062; &quot; nenhuma catástrofe vai enterrar o capitalismo por nós!&quot;

Paulo, a catástrofe que é o próprio Capitalismo vai nos enterrar junto com ela. 

Seja sob cinzas radioativas, ou cozidos pelo aumento da temperatura, envenenados pelo ar, dizimados pela fome e as doenças, ou tudo isto junto e misturado...

Vivemos numa época de negacionismos. Sem dúvida o Capitalismo não vai acabar por si mesmo, numa entropia. Isto é inegável. 

Também é inegável que só a organização autônoma dos oprimidos e explorados pode dar um fim ao Capitalismo.

Assim como não nos devemos iludir que &quot;a humanidade não vai entrar em extinção&quot;, até mesmo porque há uma grande extinção em curso, dela fazemos parte e somos o principal agente.

Mas infelizmente este costuma ser um tema tão polêmico quanto a dinâmica entre Forças Produtivas e Reações de Produção.

Joker escreveu:
-&#062; &quot;E aí, Arkx Brasil, já se vacinou?&quot;

Na verdade já morri recentemente ao menos umas 3 vezes. Porém tenho consciência do fato, ao contrário de zumbis piadistas supondo-se ainda vivos.

Por falar em sistema de vacinação orientado a mercado, o Brasil está sob uma outra onda de COVID com altíssima quantidade de infecctados.

O Sars-CoV-2 continua circulando livremente, sofrendo mutações, infectando e reinfectando...

O efeitos de longo prazo da COVID se impõe. Entre eles, uma grande diminuição da quantidade de espermatozóides no sêmen.

Mas por que se preocupar? Quem está vacinado supostamente está morrendo menos, muito embora os dados mostrem exatamente o contrário. 

Uma resposta política para o desafio sanitário da COVID se tornou hoje a tarefa prioritária e urgente. Sem saúde será impossível lutar, ou sequer sobreviver.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo escreveu:<br />
-&gt; &#8221; nenhuma catástrofe vai enterrar o capitalismo por nós!&#8221;</p>
<p>Paulo, a catástrofe que é o próprio Capitalismo vai nos enterrar junto com ela. </p>
<p>Seja sob cinzas radioativas, ou cozidos pelo aumento da temperatura, envenenados pelo ar, dizimados pela fome e as doenças, ou tudo isto junto e misturado&#8230;</p>
<p>Vivemos numa época de negacionismos. Sem dúvida o Capitalismo não vai acabar por si mesmo, numa entropia. Isto é inegável. </p>
<p>Também é inegável que só a organização autônoma dos oprimidos e explorados pode dar um fim ao Capitalismo.</p>
<p>Assim como não nos devemos iludir que &#8220;a humanidade não vai entrar em extinção&#8221;, até mesmo porque há uma grande extinção em curso, dela fazemos parte e somos o principal agente.</p>
<p>Mas infelizmente este costuma ser um tema tão polêmico quanto a dinâmica entre Forças Produtivas e Reações de Produção.</p>
<p>Joker escreveu:<br />
-&gt; &#8220;E aí, Arkx Brasil, já se vacinou?&#8221;</p>
<p>Na verdade já morri recentemente ao menos umas 3 vezes. Porém tenho consciência do fato, ao contrário de zumbis piadistas supondo-se ainda vivos.</p>
<p>Por falar em sistema de vacinação orientado a mercado, o Brasil está sob uma outra onda de COVID com altíssima quantidade de infecctados.</p>
<p>O Sars-CoV-2 continua circulando livremente, sofrendo mutações, infectando e reinfectando&#8230;</p>
<p>O efeitos de longo prazo da COVID se impõe. Entre eles, uma grande diminuição da quantidade de espermatozóides no sêmen.</p>
<p>Mas por que se preocupar? Quem está vacinado supostamente está morrendo menos, muito embora os dados mostrem exatamente o contrário. </p>
<p>Uma resposta política para o desafio sanitário da COVID se tornou hoje a tarefa prioritária e urgente. Sem saúde será impossível lutar, ou sequer sobreviver.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870928</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 01:10:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro arkx, eu disse que o capital é uma forma social do produto do trabalho que surge quando  as relações de produção burguesa entram em contradição com as forças produtivas industriais. É uma definição sucinta e muito incompleta, mas acredito que é mais especifico do que dizer que o capital é uma relação social, além de ser muito diferente de dizer que o capital é um alienígena. 

No mais, a humanidade não vai entrar em extinção (isso é papo de ambientalista radical tendendo para o ecofascismo) e nenhuma catástrofe vai enterrar o capitalismo por nós! 

Pode ter (e vai ter) crise climática, sanitária, ditadura, fascismo,  o escambau: a tarefa histórica do socialismo  proletário continua a mesma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro arkx, eu disse que o capital é uma forma social do produto do trabalho que surge quando  as relações de produção burguesa entram em contradição com as forças produtivas industriais. É uma definição sucinta e muito incompleta, mas acredito que é mais especifico do que dizer que o capital é uma relação social, além de ser muito diferente de dizer que o capital é um alienígena. </p>
<p>No mais, a humanidade não vai entrar em extinção (isso é papo de ambientalista radical tendendo para o ecofascismo) e nenhuma catástrofe vai enterrar o capitalismo por nós! </p>
<p>Pode ter (e vai ter) crise climática, sanitária, ditadura, fascismo,  o escambau: a tarefa histórica do socialismo  proletário continua a mesma.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Joker		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870927</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joker]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 01:03:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E aí, Arkx Brasil, já se vacinou?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí, Arkx Brasil, já se vacinou?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870916</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 22:00:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=146635#comment-870916</guid>

					<description><![CDATA[Paulo escreveu:
-&#062; &quot; Se o nível do mar subir, se milhões de pessoas morrerem e fugirem para outras regiões, se trinta bombas nucleares forem lançadas e mais dez vírus pandêmicos aparecerem, o capital vai continuar firme e forte.&quot;

Afirmar que mesmo com a destruição das condições de vida humana no planeta, ainda assim o Capital continuaria firme e forte é supor o Capital como uma entidade com vida própria, um alienígena invencível...

No entanto o Capital é uma Relação Social, sem seres humanos  não há relação social, não há Capital...

Não é à tôa ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do Capitalismo.

A crise climática e as crises sanitárias são hoje a prioridade para quem quiser refletir, e agir, sobre não alguma catástrofe por vir mas a respeito da catástrofe na qual já vivemos aqui e agora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo escreveu:<br />
-&gt; &#8221; Se o nível do mar subir, se milhões de pessoas morrerem e fugirem para outras regiões, se trinta bombas nucleares forem lançadas e mais dez vírus pandêmicos aparecerem, o capital vai continuar firme e forte.&#8221;</p>
<p>Afirmar que mesmo com a destruição das condições de vida humana no planeta, ainda assim o Capital continuaria firme e forte é supor o Capital como uma entidade com vida própria, um alienígena invencível&#8230;</p>
<p>No entanto o Capital é uma Relação Social, sem seres humanos  não há relação social, não há Capital&#8230;</p>
<p>Não é à tôa ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do Capitalismo.</p>
<p>A crise climática e as crises sanitárias são hoje a prioridade para quem quiser refletir, e agir, sobre não alguma catástrofe por vir mas a respeito da catástrofe na qual já vivemos aqui e agora.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870901</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 18:35:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=146635#comment-870901</guid>

					<description><![CDATA[Caro Jan Cenek, não nos cabe sentar e esperar que o capitalismo acabe por conta de um colapso econômico causado por &quot;entraves produtivos&quot; decorrentes da &quot;contradição entre forças produtivas e relações de produção&quot;. Essa concepção é devedora, ainda que indiretamente, do produtivismo pseudo-marxista que dominou o comunismo do século passado. O problema do capitalismo não é nem nunca será da ordem dos &quot;entraves produtivos&quot;, de sua inferioridade econômica em relação a outro sistema existente no mundo ou na cabeça de algum espertalhão. As teorias catastrofistas sobre a economia capitalista só são úteis para aspirantes a burocratas, que acreditam que o mundo estaria salvo se fossem eles os escolhidos para gerir a política econômica, ou então para indivíduos desesperados e proto-fascistas que acham que só mesmo uma boa dose de destruição e sofrimento humano podem chacoalhar as coisas de verdade.  

O problema é que a sociabilidade burguesa baseada na troca da mercadoria força de trabalho torna-se crescentemente anacrônica à medida que as forças produtivas se desenvolvem. Também não nos cabe especular qual seria o limite do avanço dessas forças - já com a grande indústria elas tornam anacrônicas as relações de produção burguesas; já aqui há um descompasso entre a consciência (burguesa) e o ser social (industrial), como dizem Marx e Engels. As relações de produção novas e superiores são: para cada um de acordo com suas capacidades, para cada um de acordo com suas necessidades. Essa superação do igualitarismo burguês, que no fundo é o reconhecimento do caráter anacrônico da sociabilidade burguesa diante da grande indústria, já foi proposta nesses mesmos termos muito antes de Marx, por Saint-Simon, Louis Blanc e outros. 

A tarefa histórica da revolução socialista já foi colocada e os altos e baixos da economia são irrelevantes. As forças produtivas e as relações de produção estão em contradição desde que existe capitalismo; desde que a opulência universal preconizada por Smith e por outros revolucionários burgueses no século XVIII converteu-se em um cenário obsceno em que convivem lado a lado robôs, sweatshops e massas de desempregados; desde que a vida civil livre preconizada pela burguesia revolucionária deu lugar ao Estado capitalista (desde que todos os regimes burgueses constituídos passaram a sistematicamente violar os princípios de suas Assembleias Constituintes em nome da manutenção da ordem, como Marx expõe em seus &#039;textos políticos&#039;). Aliás, essa contradição *é* o capitalismo, de modo que a última frase do texto expressa uma confusão teórica enorme!

Discutir os limites do capital é discutir o sexo dos anjos. O capital não tem limites. Se o nível do mar subir, se milhões de pessoas morrerem e fugirem para outras regiões, se trinta bombas nucleares forem lançadas e mais dez vírus pandêmicos aparecerem, o capital vai continuar firme e forte. A dominação do capital (isto é, a dominação da humanidade pelos produtos do seu trabalho; é isso que Marx diz com o conceito de estranhamento, o qual não tem nada a ver com teorias psicológicas calcadas no socialismo reacionário - &quot;os trabalhadores não se reconhecem nos produtos do seu trabalho&quot;) só vai acabar quando a classe trabalhadora se organizar para tomar o poder nos países centrais e instaurar uma ditadura transicional ao longo da qual o direito burguês definhará junto do Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jan Cenek, não nos cabe sentar e esperar que o capitalismo acabe por conta de um colapso econômico causado por &#8220;entraves produtivos&#8221; decorrentes da &#8220;contradição entre forças produtivas e relações de produção&#8221;. Essa concepção é devedora, ainda que indiretamente, do produtivismo pseudo-marxista que dominou o comunismo do século passado. O problema do capitalismo não é nem nunca será da ordem dos &#8220;entraves produtivos&#8221;, de sua inferioridade econômica em relação a outro sistema existente no mundo ou na cabeça de algum espertalhão. As teorias catastrofistas sobre a economia capitalista só são úteis para aspirantes a burocratas, que acreditam que o mundo estaria salvo se fossem eles os escolhidos para gerir a política econômica, ou então para indivíduos desesperados e proto-fascistas que acham que só mesmo uma boa dose de destruição e sofrimento humano podem chacoalhar as coisas de verdade.  </p>
<p>O problema é que a sociabilidade burguesa baseada na troca da mercadoria força de trabalho torna-se crescentemente anacrônica à medida que as forças produtivas se desenvolvem. Também não nos cabe especular qual seria o limite do avanço dessas forças &#8211; já com a grande indústria elas tornam anacrônicas as relações de produção burguesas; já aqui há um descompasso entre a consciência (burguesa) e o ser social (industrial), como dizem Marx e Engels. As relações de produção novas e superiores são: para cada um de acordo com suas capacidades, para cada um de acordo com suas necessidades. Essa superação do igualitarismo burguês, que no fundo é o reconhecimento do caráter anacrônico da sociabilidade burguesa diante da grande indústria, já foi proposta nesses mesmos termos muito antes de Marx, por Saint-Simon, Louis Blanc e outros. </p>
<p>A tarefa histórica da revolução socialista já foi colocada e os altos e baixos da economia são irrelevantes. As forças produtivas e as relações de produção estão em contradição desde que existe capitalismo; desde que a opulência universal preconizada por Smith e por outros revolucionários burgueses no século XVIII converteu-se em um cenário obsceno em que convivem lado a lado robôs, sweatshops e massas de desempregados; desde que a vida civil livre preconizada pela burguesia revolucionária deu lugar ao Estado capitalista (desde que todos os regimes burgueses constituídos passaram a sistematicamente violar os princípios de suas Assembleias Constituintes em nome da manutenção da ordem, como Marx expõe em seus &#8216;textos políticos&#8217;). Aliás, essa contradição *é* o capitalismo, de modo que a última frase do texto expressa uma confusão teórica enorme!</p>
<p>Discutir os limites do capital é discutir o sexo dos anjos. O capital não tem limites. Se o nível do mar subir, se milhões de pessoas morrerem e fugirem para outras regiões, se trinta bombas nucleares forem lançadas e mais dez vírus pandêmicos aparecerem, o capital vai continuar firme e forte. A dominação do capital (isto é, a dominação da humanidade pelos produtos do seu trabalho; é isso que Marx diz com o conceito de estranhamento, o qual não tem nada a ver com teorias psicológicas calcadas no socialismo reacionário &#8211; &#8220;os trabalhadores não se reconhecem nos produtos do seu trabalho&#8221;) só vai acabar quando a classe trabalhadora se organizar para tomar o poder nos países centrais e instaurar uma ditadura transicional ao longo da qual o direito burguês definhará junto do Estado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Erivelto Rocha Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870867</link>

		<dc:creator><![CDATA[Erivelto Rocha Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 09:45:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ótima síntese, bem didático com questionamentos capciosos. As realizações  da força de trabalho no capitalismo reforça a cultura capitalista de caráter social alienado que é a entrega total ao sistema de trabalho e a sublimação de todas as necessidades (liberdade, prazer, amor, felicidade, conhecimento, tempo livre, etc.) no consumo. “O capitalista recebe na troca o trabalho mesmo, o trabalho como atividade criadora de valores; isto é, recebe na troca a força produtiva, que mantém e reproduz o capital e que, com isso, se transforma em força produtora e reprodutora do capital, uma força pertencente ao próprio capital” 
Os questionamentos não passariam pelo processo de APROPIAÇÃO de tudo que a classe trabalhadora produz, inclusive o tempo livre.
MARX, K., Elementos Fundamenales para la Crítica de la Economia Política (GRUNDRISSE) 1857~1858. I., p.215.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótima síntese, bem didático com questionamentos capciosos. As realizações  da força de trabalho no capitalismo reforça a cultura capitalista de caráter social alienado que é a entrega total ao sistema de trabalho e a sublimação de todas as necessidades (liberdade, prazer, amor, felicidade, conhecimento, tempo livre, etc.) no consumo. “O capitalista recebe na troca o trabalho mesmo, o trabalho como atividade criadora de valores; isto é, recebe na troca a força produtiva, que mantém e reproduz o capital e que, com isso, se transforma em força produtora e reprodutora do capital, uma força pertencente ao próprio capital”<br />
Os questionamentos não passariam pelo processo de APROPIAÇÃO de tudo que a classe trabalhadora produz, inclusive o tempo livre.<br />
MARX, K., Elementos Fundamenales para la Crítica de la Economia Política (GRUNDRISSE) 1857~1858. I., p.215.</p>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870808</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2022 20:50:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A incompreensão da dinâmica entre relações de produção e forças produtivas é responsável pelas grandes tragédias do movimento revolucionário no séc. XX.

Para dissipar as ilusões e confusões quanto a isto, nada mais indicado que a leitura do livro &quot;Economia dos conflitos sociais&quot;, de João Bernardo. 

Neste sentido, destaco alguns trechos:

《Longe de serem independentes das determinações do capitalismo, as forças produtivas constituem, ao contrário, uma expressão material e direta das relações sociais do capital. 》

《Por isso a expansão de dadas forças produtivas  
facilita e apressa o desenvolvimento das relações sociais que as condicionam, e não de quaisquer outras. O desenvolvimento, das relações sociais de tipo novo, antagônicas das hoje prevalecentes, vai por seu turno constituir a condição prévia ao aparecimento de uma nova tecnologia. 》

《 Não há qualquer caso de um modo de produção fundado sobre o sistema de forças produtivas do modo de produção anterior. 》

Vivemos tempos atrozes. As possibilidades de acão, e até mesmo de reflexão, se estreitaram em demasia. 

Enquanto à Esquerda jaz a quase totalidade da Esquerda, o neo-fascismo se levanta com força quase irresistível. 

Como ainda levar a cabo a grande luta de emancipação? Talvez seja através dos pequenos encontros. 

Quem muda o mundo são as pessoas. Por isto precisamos nos encontrar através da luta concreta em nosso ambiente de vida.

O pequeno tem um poder imenso. Porém, para este poder se exercer as pequenas iniciativas precisam estar interligadas em rede, movendo-se para o amplo horizonte da grande luta.

O vídeo no link abaixo é uma pequena contribuição para estas lutas conhecerem umas as outras. E para do encontro entre elas se abrir o caminho da emancipação de todos nós.

vídeo: Quintais produtivos do Morro do Sossego 
https://youtu.be/-nAkCoMn1Dk

PS:

-&#062; &quot;E mais, é preciso pensar, a partir do atual estágio de desenvolvimento das forças produtivas, o que seriam relações de produção “novas e superiores”? [...]  qual o limite do capital?&quot;

Relações de produção &quot;novas e superiores&quot; não podem ser consideradas sob o aspecto quantitativo e dentro do modelo Capitalista. 

O &quot;novas e superiores&quot; deve ser compreendido fora da dinâmica de acumulação ampliada do Capital, dentro de um modo de produção tendo a própria Vida como referência fundamental.

Muito além de ser um modo de produção, o Capitalismo é um modo de destruição. Portanto, o limite do Capital é o aniquilamento das condições de vida humana no planeta. 

Nunca estivemos tão perto disto quanto agora. Há regiões na China central onde já se registram temperaturas de 6°C acima da média histórica.

Na Idade Média as aldeias começaram a ser freqüentadas por estranhos visitantes, comercializando mercadorias que traziam de terras distantes.

Quem então reconheceria uma brutal mudança social germinando, com a ascensão da Burguesia?

E hoje? Quais estranhos visitantes agindo de modo inusitado antecipam uma grande transformação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A incompreensão da dinâmica entre relações de produção e forças produtivas é responsável pelas grandes tragédias do movimento revolucionário no séc. XX.</p>
<p>Para dissipar as ilusões e confusões quanto a isto, nada mais indicado que a leitura do livro &#8220;Economia dos conflitos sociais&#8221;, de João Bernardo. </p>
<p>Neste sentido, destaco alguns trechos:</p>
<p>《Longe de serem independentes das determinações do capitalismo, as forças produtivas constituem, ao contrário, uma expressão material e direta das relações sociais do capital. 》</p>
<p>《Por isso a expansão de dadas forças produtivas <br />
facilita e apressa o desenvolvimento das relações sociais que as condicionam, e não de quaisquer outras. O desenvolvimento, das relações sociais de tipo novo, antagônicas das hoje prevalecentes, vai por seu turno constituir a condição prévia ao aparecimento de uma nova tecnologia. 》</p>
<p>《 Não há qualquer caso de um modo de produção fundado sobre o sistema de forças produtivas do modo de produção anterior. 》</p>
<p>Vivemos tempos atrozes. As possibilidades de acão, e até mesmo de reflexão, se estreitaram em demasia. </p>
<p>Enquanto à Esquerda jaz a quase totalidade da Esquerda, o neo-fascismo se levanta com força quase irresistível. </p>
<p>Como ainda levar a cabo a grande luta de emancipação? Talvez seja através dos pequenos encontros. </p>
<p>Quem muda o mundo são as pessoas. Por isto precisamos nos encontrar através da luta concreta em nosso ambiente de vida.</p>
<p>O pequeno tem um poder imenso. Porém, para este poder se exercer as pequenas iniciativas precisam estar interligadas em rede, movendo-se para o amplo horizonte da grande luta.</p>
<p>O vídeo no link abaixo é uma pequena contribuição para estas lutas conhecerem umas as outras. E para do encontro entre elas se abrir o caminho da emancipação de todos nós.</p>
<p>vídeo: Quintais produtivos do Morro do Sossego<br />
<a href="https://youtu.be/-nAkCoMn1Dk" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/-nAkCoMn1Dk</a></p>
<p>PS:</p>
<p>-&gt; &#8220;E mais, é preciso pensar, a partir do atual estágio de desenvolvimento das forças produtivas, o que seriam relações de produção “novas e superiores”? [&#8230;]  qual o limite do capital?&#8221;</p>
<p>Relações de produção &#8220;novas e superiores&#8221; não podem ser consideradas sob o aspecto quantitativo e dentro do modelo Capitalista. </p>
<p>O &#8220;novas e superiores&#8221; deve ser compreendido fora da dinâmica de acumulação ampliada do Capital, dentro de um modo de produção tendo a própria Vida como referência fundamental.</p>
<p>Muito além de ser um modo de produção, o Capitalismo é um modo de destruição. Portanto, o limite do Capital é o aniquilamento das condições de vida humana no planeta. </p>
<p>Nunca estivemos tão perto disto quanto agora. Há regiões na China central onde já se registram temperaturas de 6°C acima da média histórica.</p>
<p>Na Idade Média as aldeias começaram a ser freqüentadas por estranhos visitantes, comercializando mercadorias que traziam de terras distantes.</p>
<p>Quem então reconheceria uma brutal mudança social germinando, com a ascensão da Burguesia?</p>
<p>E hoje? Quais estranhos visitantes agindo de modo inusitado antecipam uma grande transformação?</p>
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		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2022/11/146635/#comment-870773</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2022 12:03:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=146635#comment-870773</guid>

					<description><![CDATA[Fracassando melhor ou o fim do começo... do fim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fracassando melhor ou o fim do começo&#8230; do fim.</p>
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