<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Cracolândia: da porrada à gestão da salvação	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2023/02/147517/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2023/02/147517/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Feb 2023 21:10:09 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Ex usuário e ex morador de rua		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147517/#comment-882220</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ex usuário e ex morador de rua]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 21:10:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147517#comment-882220</guid>

					<description><![CDATA[A esquerda não tem resposta nenhuma para o problema das drogas quando a droga se torna um problema. Não possui nenhuma. Existe um discurso liberal para a situação de uso recreativo, enquanto o usuário consegue manter a produtividade e a postura social. O discurso é: somos a favor das drogas, mas não nos traga problemas. 

Quem enfrenta o problema de fato são as famílias, em primeiro lugar, e isso inclui o que a família consegue mobilizar da rede pública, os CAPS etc, e há organizações da sociedade, como os Narcóticos Anônimos, Amor Exigente e há as comunidades terapêuticas. 

As comunidades terapêuticas são importantes quando o usuário chega a um ponto em que torna-se risco para si próprio - surtos, suicídios, violências e encrencas várias - e torna-se risco para as famílias e para a sociedade, das mais variadas formas, desde a destruição econômica corriqueira até os casos mais extremos, que inclui violência grave. 

São estas forças sociais que devem ser levadas em consideração quando o assunto é droga porque são elas que realmente enfrentam a questão. Desculpe quem ficou magoado, mas nem a esquerda, nem a universidade atuam sobre a questão. Em ambos os contextos a única resposta é o isolamento e a exclusão. Quem enfrenta o problema das drogas são as famílias, as organizações sociais como os Narcóticos Anônimos e as comunidades terapêuticas, tendo, como já citado, o auxílio suplementar de esferas do Estado como os CAPS ( Centro de Atenção Psico Social). 

A autora e outros não gostaram de minha crítica e apontamentos, mesmo que num espaço de debate, mas se sentem bem livres para tratar de forma leviana as comunidades terapeuticas, sem apontar instituições e casos concretos.

O texto da autora critica o governo, sem pontuar o que tem de bom em dadas atuações governamentais. Não sabe separar, não sabe discernir. Critica as comunidades terapêuticas de forma bem leviana, jogando na lama o trabalho heroico de tantas entidades por conta do erro de algumas, que não são especificadas. A autora omite as famílias e as entidades sociais que lidam com a questão. Apresenta muito pouco conhecimento sobre o assunto, juntando omissão com as generalizações e leviandades. 

Por fim, como cereja do bolo ou, pra fechar o caixão, me vem com essa de &quot;mediação ética do crime&quot; que é o fim do mundo da irresponsabilidade e do desconhecimento. 

Desculpem se incomodei quem só vive de aplausos, mas o texto é muito ruim e sobre uma questão muito séria. Para o bem dos autores e do conhecimento, é preciso mais leitura e mais pesquisa para se tratar de assunto tão delicado. 

Paz e Bem (São Francisco)
Graça e Paz (São Paulo)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esquerda não tem resposta nenhuma para o problema das drogas quando a droga se torna um problema. Não possui nenhuma. Existe um discurso liberal para a situação de uso recreativo, enquanto o usuário consegue manter a produtividade e a postura social. O discurso é: somos a favor das drogas, mas não nos traga problemas. </p>
<p>Quem enfrenta o problema de fato são as famílias, em primeiro lugar, e isso inclui o que a família consegue mobilizar da rede pública, os CAPS etc, e há organizações da sociedade, como os Narcóticos Anônimos, Amor Exigente e há as comunidades terapêuticas. </p>
<p>As comunidades terapêuticas são importantes quando o usuário chega a um ponto em que torna-se risco para si próprio &#8211; surtos, suicídios, violências e encrencas várias &#8211; e torna-se risco para as famílias e para a sociedade, das mais variadas formas, desde a destruição econômica corriqueira até os casos mais extremos, que inclui violência grave. </p>
<p>São estas forças sociais que devem ser levadas em consideração quando o assunto é droga porque são elas que realmente enfrentam a questão. Desculpe quem ficou magoado, mas nem a esquerda, nem a universidade atuam sobre a questão. Em ambos os contextos a única resposta é o isolamento e a exclusão. Quem enfrenta o problema das drogas são as famílias, as organizações sociais como os Narcóticos Anônimos e as comunidades terapêuticas, tendo, como já citado, o auxílio suplementar de esferas do Estado como os CAPS ( Centro de Atenção Psico Social). </p>
<p>A autora e outros não gostaram de minha crítica e apontamentos, mesmo que num espaço de debate, mas se sentem bem livres para tratar de forma leviana as comunidades terapeuticas, sem apontar instituições e casos concretos.</p>
<p>O texto da autora critica o governo, sem pontuar o que tem de bom em dadas atuações governamentais. Não sabe separar, não sabe discernir. Critica as comunidades terapêuticas de forma bem leviana, jogando na lama o trabalho heroico de tantas entidades por conta do erro de algumas, que não são especificadas. A autora omite as famílias e as entidades sociais que lidam com a questão. Apresenta muito pouco conhecimento sobre o assunto, juntando omissão com as generalizações e leviandades. </p>
<p>Por fim, como cereja do bolo ou, pra fechar o caixão, me vem com essa de &#8220;mediação ética do crime&#8221; que é o fim do mundo da irresponsabilidade e do desconhecimento. </p>
<p>Desculpem se incomodei quem só vive de aplausos, mas o texto é muito ruim e sobre uma questão muito séria. Para o bem dos autores e do conhecimento, é preciso mais leitura e mais pesquisa para se tratar de assunto tão delicado. </p>
<p>Paz e Bem (São Francisco)<br />
Graça e Paz (São Paulo)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Isadora Guerreiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147517/#comment-881823</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isadora Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2023 13:49:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147517#comment-881823</guid>

					<description><![CDATA[Caro Ex usuário e ex morador de rua,

É uma pena que, no seu afã de afirmar seu lugar de fala – ou por isso mesmo –, tenhamos perdido a oportunidade de ter um bom debate com suas (tenho certeza) ricas contribuições. Você poderia ter trazido a fala de famílias, de usuários e de trabalhadores das comunidades terapêuticas para dar ainda mais complexidade a esta questão tão importante. Poderíamos juntos ter refletido sobre as contradições e dificuldades disso tudo, pois este é um dos objetivos deste site. Eu adoraria ter te escutado e aprofundado coletivamente a análise. 

Fico triste que o texto não tenha ajudado você a refletir sobre outros aspectos da questão para além do binômio crime x comunidades terapêuticas (CTs). Pois este binômio é o lado da gestão privada da barbárie. Justamente, é o lado que, ao conhecer as famílias e estar mais próximo do cotidiano da vida dessas pessoas, se mistura ao seu desespero, sem que saibamos os limites entre interesses próprios (do PCC ou das CTs), jogos de poder, caridade, solidariedade e por aí vai. Não estamos fazendo apologia ao crime, pois tanto o PCC quanto as CTs são múltiplos (como você mesmo disse, só que olhando apenas para um lado) e incorrem, ambos, seja em atos bárbaros que não podem ser defendidos, seja em genuínas formas de mediação de conflitos. Você diz que as CTs acolhem e existem entidades sérias, o que eu não duvido, mas a questão que colocamos no texto não é essa. É parar para pensar o que está em jogo com a mobilização destas entidades pelo Estado – e então a própria indeterminação entre entidades sérias ou não faz parte deste jogo. Pois as entidades sérias legitimam o escoamento de dinheiro público para entidades com práticas altamente questionáveis, para dizer o mínimo.

E aí chegamos ao ponto central do texto, o Estado, tema que você, sintomaticamente, deixa de comentar. Digo sintomaticamente, pois, a partir do seu lugar de fala, o Estado deve ser apenas a polícia dando porrada, pois é a face que aparece no território. Estamos convidando você e os demais leitores a pensar o que está por trás desta porrada, das formas de porrada, e o que acontece quando parece que a porrada pública vai acabar (e isso, contraditoriamente, pode ser um cenário ainda pior, como mostramos no texto). Sintomaticamente, você não fala da imensa rede pública de assistência social e de atenção à saúde, além de políticas de habitação, que poderiam ter maior investimento e serem mobilizadas de maneiras mais interessantes do que têm sido. Sintomaticamente, você não fala das possibilidades de auto-organização desta população e de suas famílias para, no mínimo, reivindicar outro tipo de intervenção estatal. 

Claro, o Estado faz parte da barbárie, e nisso eu vou concordar com você. Por isso poderíamos, juntos, analisar melhor, de diversos pontos de vista somados, como esta barbárie se move, para poder atuar sobre ela. Sinceramente, não vejo nem os CTs, nem o PCC como solução desta questão, mas como parte dos jogos de poder que ela mobiliza. Convido você a refletir sobre isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ex usuário e ex morador de rua,</p>
<p>É uma pena que, no seu afã de afirmar seu lugar de fala – ou por isso mesmo –, tenhamos perdido a oportunidade de ter um bom debate com suas (tenho certeza) ricas contribuições. Você poderia ter trazido a fala de famílias, de usuários e de trabalhadores das comunidades terapêuticas para dar ainda mais complexidade a esta questão tão importante. Poderíamos juntos ter refletido sobre as contradições e dificuldades disso tudo, pois este é um dos objetivos deste site. Eu adoraria ter te escutado e aprofundado coletivamente a análise. </p>
<p>Fico triste que o texto não tenha ajudado você a refletir sobre outros aspectos da questão para além do binômio crime x comunidades terapêuticas (CTs). Pois este binômio é o lado da gestão privada da barbárie. Justamente, é o lado que, ao conhecer as famílias e estar mais próximo do cotidiano da vida dessas pessoas, se mistura ao seu desespero, sem que saibamos os limites entre interesses próprios (do PCC ou das CTs), jogos de poder, caridade, solidariedade e por aí vai. Não estamos fazendo apologia ao crime, pois tanto o PCC quanto as CTs são múltiplos (como você mesmo disse, só que olhando apenas para um lado) e incorrem, ambos, seja em atos bárbaros que não podem ser defendidos, seja em genuínas formas de mediação de conflitos. Você diz que as CTs acolhem e existem entidades sérias, o que eu não duvido, mas a questão que colocamos no texto não é essa. É parar para pensar o que está em jogo com a mobilização destas entidades pelo Estado – e então a própria indeterminação entre entidades sérias ou não faz parte deste jogo. Pois as entidades sérias legitimam o escoamento de dinheiro público para entidades com práticas altamente questionáveis, para dizer o mínimo.</p>
<p>E aí chegamos ao ponto central do texto, o Estado, tema que você, sintomaticamente, deixa de comentar. Digo sintomaticamente, pois, a partir do seu lugar de fala, o Estado deve ser apenas a polícia dando porrada, pois é a face que aparece no território. Estamos convidando você e os demais leitores a pensar o que está por trás desta porrada, das formas de porrada, e o que acontece quando parece que a porrada pública vai acabar (e isso, contraditoriamente, pode ser um cenário ainda pior, como mostramos no texto). Sintomaticamente, você não fala da imensa rede pública de assistência social e de atenção à saúde, além de políticas de habitação, que poderiam ter maior investimento e serem mobilizadas de maneiras mais interessantes do que têm sido. Sintomaticamente, você não fala das possibilidades de auto-organização desta população e de suas famílias para, no mínimo, reivindicar outro tipo de intervenção estatal. </p>
<p>Claro, o Estado faz parte da barbárie, e nisso eu vou concordar com você. Por isso poderíamos, juntos, analisar melhor, de diversos pontos de vista somados, como esta barbárie se move, para poder atuar sobre ela. Sinceramente, não vejo nem os CTs, nem o PCC como solução desta questão, mas como parte dos jogos de poder que ela mobiliza. Convido você a refletir sobre isso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: O Acusador		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147517/#comment-881761</link>

		<dc:creator><![CDATA[O Acusador]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2023 22:06:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147517#comment-881761</guid>

					<description><![CDATA[O comentador que se identifica como &quot;ex-usuário e ex-morador de rua&quot;, na sua argumentação, emprega uma retórica antiuniversitária. A postura deste comentador lembra certos outros comentadores que frequentavam o espaço de comentários deste site há muitos anos. Aqueles comentadores, apesar de pós-graduados, utilizavam a mesma retórica antiuniversitária e consideravam válido apenas o conhecimento validado pela sua própria experiência particular, supostamente baseada em origens &quot;proletárias&quot; e em alguma atividade de ensino em escolas públicas de bairros periféricos. Qualquer outra forma de conhecimento era prontamente denunciada como &quot;coisa de universitários que não conhecem a realidade&quot;. Para reforçar o seu ponto de vista, aqueles comentadores interferiam em qualquer debate de forma pouco construtiva, ora apresentando suas histórias de vida e suas experiências de trabalho como únicas fontes de validação de conhecimento, ora partindo para a agressão gratuita, acusando seus interlocutores de &quot;herdeiros&quot;, &quot;riquinhos&quot; e de nunca terem trabalhado na vida. Por um longo tempo, não se teve notícias daqueles comentadores, com quem o atual comentador &quot;ex-usuário e ex-morador de rua&quot; se assemelha. Tem-se a impressão de que aqueles comentadores sumiram no mundo sem deixar notícias. Apesar disso, espera-se que tanto aqueles comentadores do passado quanto o atual comentador &quot;ex-usuário e ex-morador de rua&quot; estejam bem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentador que se identifica como &#8220;ex-usuário e ex-morador de rua&#8221;, na sua argumentação, emprega uma retórica antiuniversitária. A postura deste comentador lembra certos outros comentadores que frequentavam o espaço de comentários deste site há muitos anos. Aqueles comentadores, apesar de pós-graduados, utilizavam a mesma retórica antiuniversitária e consideravam válido apenas o conhecimento validado pela sua própria experiência particular, supostamente baseada em origens &#8220;proletárias&#8221; e em alguma atividade de ensino em escolas públicas de bairros periféricos. Qualquer outra forma de conhecimento era prontamente denunciada como &#8220;coisa de universitários que não conhecem a realidade&#8221;. Para reforçar o seu ponto de vista, aqueles comentadores interferiam em qualquer debate de forma pouco construtiva, ora apresentando suas histórias de vida e suas experiências de trabalho como únicas fontes de validação de conhecimento, ora partindo para a agressão gratuita, acusando seus interlocutores de &#8220;herdeiros&#8221;, &#8220;riquinhos&#8221; e de nunca terem trabalhado na vida. Por um longo tempo, não se teve notícias daqueles comentadores, com quem o atual comentador &#8220;ex-usuário e ex-morador de rua&#8221; se assemelha. Tem-se a impressão de que aqueles comentadores sumiram no mundo sem deixar notícias. Apesar disso, espera-se que tanto aqueles comentadores do passado quanto o atual comentador &#8220;ex-usuário e ex-morador de rua&#8221; estejam bem.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ex usuário e ex morador de rua		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147517/#comment-881750</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ex usuário e ex morador de rua]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2023 19:45:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147517#comment-881750</guid>

					<description><![CDATA[Esse texto é apologia ao PCC sim. Cadê a voz das famílias no texto? Cadê o ponto de vista das famílias? Simplesmente não existe. O elemento mais importante não existe. 

A cracolandia é um fato, com o seu mar de mortes silenciosas e mocinhas se prostituindo por 5 reais. Para um familiar que tem uma filha, uma irmã, uma mãe nessa situação a ida para uma comunidade terapêutica não é algo benéfico? 

Mas vejamos, o texto critica a ação do governo e critica as comunidades terapêuticas, mas faz apologia ao PCC e sua tão propagada e mentirosa mediação ética. Só turista universitário pela Craco, que não sabe o que ocorre nas barracas, nos quartinhos, nas pensões pra cair no conto da mediação ética do PCC. Um membro do PCC estupra uma garota, mata um rapaz, tortura um inocente: acha que outro membro do PCC vai ficar contra? Vocês não conhecem nada. 

Refaço o convite: morem um mês na rua, passem um tempo nos quartinhos, nos hotéis do crack, nas pensões, passem um tempo na cracolandia à noite, virem umas noites por lá. Se acaso vocês saírem vivos depois de conhecerem o inferno, venham e me corrijam que eu retirarei minhas palavras. Procurem as famílias dos usuários, conheçam as comunidades terapêuticas. Tem tema que, pela característica própria, só com.pesquisa participativa. Olhando da janela do apartamento, lendo pela Folha, ou turistando pela &quot;Craco&quot; em bloquinhos de universitários vocês não vão conseguir saber o que realmente acontece. Não sabem quantos são assassinados silenciosamente naquelas barracas e ao redor, não sabem quantos estão sequestrados, não sabem quantos estupros ocorrem. Enfim, ficam aí, como num remake do filme Tropa de Elite I, acreditando em mediação ética do crime. 

Façam as vossas vivências e retornem daqui um mês pra me dizer o que encontraram, ok?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto é apologia ao PCC sim. Cadê a voz das famílias no texto? Cadê o ponto de vista das famílias? Simplesmente não existe. O elemento mais importante não existe. </p>
<p>A cracolandia é um fato, com o seu mar de mortes silenciosas e mocinhas se prostituindo por 5 reais. Para um familiar que tem uma filha, uma irmã, uma mãe nessa situação a ida para uma comunidade terapêutica não é algo benéfico? </p>
<p>Mas vejamos, o texto critica a ação do governo e critica as comunidades terapêuticas, mas faz apologia ao PCC e sua tão propagada e mentirosa mediação ética. Só turista universitário pela Craco, que não sabe o que ocorre nas barracas, nos quartinhos, nas pensões pra cair no conto da mediação ética do PCC. Um membro do PCC estupra uma garota, mata um rapaz, tortura um inocente: acha que outro membro do PCC vai ficar contra? Vocês não conhecem nada. </p>
<p>Refaço o convite: morem um mês na rua, passem um tempo nos quartinhos, nos hotéis do crack, nas pensões, passem um tempo na cracolandia à noite, virem umas noites por lá. Se acaso vocês saírem vivos depois de conhecerem o inferno, venham e me corrijam que eu retirarei minhas palavras. Procurem as famílias dos usuários, conheçam as comunidades terapêuticas. Tem tema que, pela característica própria, só com.pesquisa participativa. Olhando da janela do apartamento, lendo pela Folha, ou turistando pela &#8220;Craco&#8221; em bloquinhos de universitários vocês não vão conseguir saber o que realmente acontece. Não sabem quantos são assassinados silenciosamente naquelas barracas e ao redor, não sabem quantos estão sequestrados, não sabem quantos estupros ocorrem. Enfim, ficam aí, como num remake do filme Tropa de Elite I, acreditando em mediação ética do crime. </p>
<p>Façam as vossas vivências e retornem daqui um mês pra me dizer o que encontraram, ok?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147517/#comment-881685</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2023 00:24:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147517#comment-881685</guid>

					<description><![CDATA[Pelo visto o Ex usuário e ex morador de rua saiu das ruas após ser aprovado em um concurso para PM. Colega, se você possui informações ou &quot;vivências&quot; que contrariam os relatos desse importante texto, o espaço dos comentários está aqui para suas contribuições e debates. Mas antes por favor releia o texto, pois para ver aqui uma apologia ao PCC é preciso fazer uma leitura bem mal feita.

À autora, agradeço pelo belo texto. Fiquei com a impressão de que o Tarcísio pode vir a se tornar o próximo representante da direita e extrema direita, pós Bolsonaro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo visto o Ex usuário e ex morador de rua saiu das ruas após ser aprovado em um concurso para PM. Colega, se você possui informações ou &#8220;vivências&#8221; que contrariam os relatos desse importante texto, o espaço dos comentários está aqui para suas contribuições e debates. Mas antes por favor releia o texto, pois para ver aqui uma apologia ao PCC é preciso fazer uma leitura bem mal feita.</p>
<p>À autora, agradeço pelo belo texto. Fiquei com a impressão de que o Tarcísio pode vir a se tornar o próximo representante da direita e extrema direita, pós Bolsonaro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ex usuário e ex morador de rua		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/02/147517/#comment-881537</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ex usuário e ex morador de rua]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Feb 2023 13:25:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147517#comment-881537</guid>

					<description><![CDATA[Esse texto é tão ruim, que mal esconde a apologia ao PCC, sem falar das séries de generalizações infundadas. Seria mais fácil assumirem: somos a favor do crime e seu mar de assassinatos silenciosos, torturas, mutilações, decapitações e cemitérios clandestinos. 

É um texto sem pé nem cabeça, que em boa parte fala do que não sabe, ou sabe só parcialmente, ou sabe só externamente. Duvido que alguém aí já morou na rua, conhece mesmo as comunidades terapêuticas - devem conhecer umas poucas - ou tem real conhecimento da dinâmica do crime e sua tão falada &quot;ética&quot;. 

Texto de turista universitário pela &quot;craco&quot;, omite a voz de vários reais interessados, a começar pelo principal, que são as famílias. Eu conseguiria derrubar facilmente esse texto e sua mal disfarçada apologia do PCC abordando a exploração sexual de meninas, que se prostituem por uma pedra de 5 ou até mesmo por um trago. Mas parece que isso aí é tudo bem, tá na ética do PCC. Assim como está na ética os milhares que são assassinados silenciosamente, muitas vezes por causa de 5 reais, e depois desovados pra lá e pra cá. 

Vejamos, se tem entidades religiosas cuidando de moradores de rua e de drogados, é porque não tem outras pessoas. O trabalho de entidades como a Missão Belém, Divina Misericordia, Fazenda da Esperança, Família de Cana, Betânia e várias outras, não pode ser colocado no mesmo julgamento por causa de algumas comunidades terapêuticas irregulares. A generalização é grande demais: tem comunidade evangélica e aí são várias linhas, tem comunidades católicas, também diversas entre si, tem comunidades que seguem a terapêutica dos Narcóticos Anônimos, tem comunidade espírita e até comunidade umbandista que trabalha com ayahuasca e outras mais. 

Vocês não tem ideia do que passam as comunidades terapêuticas. Tantas vezes, com uma verda de 16 mil do governo   , um exemplo, acolhem 40, 50 pessoas que chegam feridas, sem roupa, sem cobertor, sem nada, precisando arrancar dente, de remédios, tratar de várias coisas. Sem falar dos perigos que passam os que atuam em tais comunidades: é gente que surta, inimigos que se encontram, fulano que quer matar outro, brigas várias, uma dificuldade enorme. 

Me desculpem, mas vocês precisam se informar melhor. Uma boa vivência prática seja nas ruas, seja nas comunidades terapêuticas, seja junto às quebradas, vai dar pra vocês uma dimensão melhor da coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto é tão ruim, que mal esconde a apologia ao PCC, sem falar das séries de generalizações infundadas. Seria mais fácil assumirem: somos a favor do crime e seu mar de assassinatos silenciosos, torturas, mutilações, decapitações e cemitérios clandestinos. </p>
<p>É um texto sem pé nem cabeça, que em boa parte fala do que não sabe, ou sabe só parcialmente, ou sabe só externamente. Duvido que alguém aí já morou na rua, conhece mesmo as comunidades terapêuticas &#8211; devem conhecer umas poucas &#8211; ou tem real conhecimento da dinâmica do crime e sua tão falada &#8220;ética&#8221;. </p>
<p>Texto de turista universitário pela &#8220;craco&#8221;, omite a voz de vários reais interessados, a começar pelo principal, que são as famílias. Eu conseguiria derrubar facilmente esse texto e sua mal disfarçada apologia do PCC abordando a exploração sexual de meninas, que se prostituem por uma pedra de 5 ou até mesmo por um trago. Mas parece que isso aí é tudo bem, tá na ética do PCC. Assim como está na ética os milhares que são assassinados silenciosamente, muitas vezes por causa de 5 reais, e depois desovados pra lá e pra cá. </p>
<p>Vejamos, se tem entidades religiosas cuidando de moradores de rua e de drogados, é porque não tem outras pessoas. O trabalho de entidades como a Missão Belém, Divina Misericordia, Fazenda da Esperança, Família de Cana, Betânia e várias outras, não pode ser colocado no mesmo julgamento por causa de algumas comunidades terapêuticas irregulares. A generalização é grande demais: tem comunidade evangélica e aí são várias linhas, tem comunidades católicas, também diversas entre si, tem comunidades que seguem a terapêutica dos Narcóticos Anônimos, tem comunidade espírita e até comunidade umbandista que trabalha com ayahuasca e outras mais. </p>
<p>Vocês não tem ideia do que passam as comunidades terapêuticas. Tantas vezes, com uma verda de 16 mil do governo   , um exemplo, acolhem 40, 50 pessoas que chegam feridas, sem roupa, sem cobertor, sem nada, precisando arrancar dente, de remédios, tratar de várias coisas. Sem falar dos perigos que passam os que atuam em tais comunidades: é gente que surta, inimigos que se encontram, fulano que quer matar outro, brigas várias, uma dificuldade enorme. </p>
<p>Me desculpem, mas vocês precisam se informar melhor. Uma boa vivência prática seja nas ruas, seja nas comunidades terapêuticas, seja junto às quebradas, vai dar pra vocês uma dimensão melhor da coisa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
