<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Três percursos no labirinto. 3	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2023/03/147232/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sat, 25 May 2024 14:23:56 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-909185</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 20:17:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-909185</guid>

					<description><![CDATA[Cavalgada da Walkyiria?
Ou Walkyria cavalgada?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cavalgada da Walkyiria?<br />
Ou Walkyria cavalgada?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-909163</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 16:09:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-909163</guid>

					<description><![CDATA[Em Janeiro de 1991, Marcelo Coelho escreveu a propósito do Rock in Rio: «Vociferação, gritos, cara feia, dureza (o ritmo da bateria é selvagem, implacável, monótono), agressividade, delírio de massas: só me ocorre uma comparação. É com o fascismo». Nessa altura Javier Milei tinha vinte anos e ninguém podia adivinhar o que ele viria a ser. Que importa! Marcelo Coelho mostrou o que aquele tipo de rock já era, e abriu-nos assim a perspectiva para entendermos o que Milei representa hoje. Vejam e ouçam &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/watch?v=kUGu6Noodrg&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Janeiro de 1991, Marcelo Coelho escreveu a propósito do Rock in Rio: «Vociferação, gritos, cara feia, dureza (o ritmo da bateria é selvagem, implacável, monótono), agressividade, delírio de massas: só me ocorre uma comparação. É com o fascismo». Nessa altura Javier Milei tinha vinte anos e ninguém podia adivinhar o que ele viria a ser. Que importa! Marcelo Coelho mostrou o que aquele tipo de rock já era, e abriu-nos assim a perspectiva para entendermos o que Milei representa hoje. Vejam e ouçam <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kUGu6Noodrg" rel="nofollow ugc">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884648</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 10:56:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884648</guid>

					<description><![CDATA[Um processo revolucionário anticapitalista não consiste em fazer barulho nas ruas nem partir vitrines. Consiste em tomar o poder nas empresas, com tudo o que daí decorre quanto à transformação das relações de trabalho. Uma revolta social que assuma a forma de histeria de massas ou é geradora de fascismo ou é já um fascismo. Os fascismos foram sempre e continuam a ser movimentos de massas — movimentos de massas de um dado tipo, que encontra a matriz naquela histeria que preside aos espectáculos de futebol dos grandes clubes (times), à violência histérica das claques (torcidas) ligadas a esses grandes clubes e à histeria colectiva dos &lt;em&gt;shows&lt;/em&gt; de rock. Quem não entender que o fascismo é uma histeria de massas ou não entende o que é o fascismo ou tem medo de dar o nome à coisa.

O eixo deste terceiro percurso deixado em suspenso é a indústria cultural de massas, essa mesma indústria tentacular que, entre muitas outras actividades, preside à montagem dos espectáculos de futebol e dos &lt;em&gt;shows&lt;/em&gt; de rock. Todo este percurso gira em torno da dialéctica complexa entre a indústria cultural e a criação artística. E quem quiser reflectir sobre a relação da indústria cultural de massas com o fascismo deve partir das declarações de Albert Speer no julgamento de Nuremberga, de que citei trechos no segundo percurso. Mas nada é mais oposto à reflexão do que a indignação fácil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um processo revolucionário anticapitalista não consiste em fazer barulho nas ruas nem partir vitrines. Consiste em tomar o poder nas empresas, com tudo o que daí decorre quanto à transformação das relações de trabalho. Uma revolta social que assuma a forma de histeria de massas ou é geradora de fascismo ou é já um fascismo. Os fascismos foram sempre e continuam a ser movimentos de massas — movimentos de massas de um dado tipo, que encontra a matriz naquela histeria que preside aos espectáculos de futebol dos grandes clubes (times), à violência histérica das claques (torcidas) ligadas a esses grandes clubes e à histeria colectiva dos <em>shows</em> de rock. Quem não entender que o fascismo é uma histeria de massas ou não entende o que é o fascismo ou tem medo de dar o nome à coisa.</p>
<p>O eixo deste terceiro percurso deixado em suspenso é a indústria cultural de massas, essa mesma indústria tentacular que, entre muitas outras actividades, preside à montagem dos espectáculos de futebol e dos <em>shows</em> de rock. Todo este percurso gira em torno da dialéctica complexa entre a indústria cultural e a criação artística. E quem quiser reflectir sobre a relação da indústria cultural de massas com o fascismo deve partir das declarações de Albert Speer no julgamento de Nuremberga, de que citei trechos no segundo percurso. Mas nada é mais oposto à reflexão do que a indignação fácil.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Roqueiro contra o fascismo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884602</link>

		<dc:creator><![CDATA[Roqueiro contra o fascismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 01:41:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884602</guid>

					<description><![CDATA[Eu entendo o João Alberto por ficar mordido com a crítica ao futebol, porque também olhei torto a crítica ao rock, mas creio que o texto levanta questões importantes que não devem se resumir a &quot;o futebol é fascista&quot; ou &quot;o rock é fascista&quot;. E aí faço uma pergunta ao autor: o apelo às massas em sentido de excitação coletiva é sempre fascista? As lutas sociais, principalmente quando adquirem forma de revolta generalizada, não acionariam os mesmos dispositivos dos do futebol e do rock? Indo mais além, as revoluções não cumpriram o mesmo papel?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu entendo o João Alberto por ficar mordido com a crítica ao futebol, porque também olhei torto a crítica ao rock, mas creio que o texto levanta questões importantes que não devem se resumir a &#8220;o futebol é fascista&#8221; ou &#8220;o rock é fascista&#8221;. E aí faço uma pergunta ao autor: o apelo às massas em sentido de excitação coletiva é sempre fascista? As lutas sociais, principalmente quando adquirem forma de revolta generalizada, não acionariam os mesmos dispositivos dos do futebol e do rock? Indo mais além, as revoluções não cumpriram o mesmo papel?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Aprendendo a ler		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884383</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aprendendo a ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 13:06:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884383</guid>

					<description><![CDATA[&quot;Enquanto empresas que fazem circular muitos milhões de dólares, os clubes...&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Enquanto empresas que fazem circular muitos milhões de dólares, os clubes&#8230;&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884364</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 10:00:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884364</guid>

					<description><![CDATA[Para ajudar o João Bernardo a não perder tempo com maus leitores como eu deixo abaixo dois links sobre a realidade do mundo do trabalho do futebol. Mais da metade dos jogadores de futebol no Brasil em 2021 recebiam aproximadamente um salário mínimo (cerca de 1.100,00 reais).

E já que falava de goleiros (guarda-redes) numa dessas reportagens temos o caso do goleiro (André Dias) do Juventus (o time da Mooca, São Paulo, com sede na rua Javari). Numa fotografia no meio do texto notem a meia-dúzia de torcedores (pós-fascistas difusos ?) sentados na arquibancada enquanto o goleiro faz uma espetacular defesa. 

No seu artigo João Bernardo fala em clubes de futebol e suas torcidas não fala em &quot;exclusivamente&quot; os clubes multimilionários... Ou só os torcedores da Juventus (Itália) é que podem ser fascistas e os torcedores do Juventus da Mooca não o conseguem ser? 

Como mau leitor penso que o João Bernardo acertou em não seguir com o futebol nos seus labirintos do fascismo e se já tivesse escutado a música do vocalista da banda Aborto de Nazaré aqui de Goiânia, certamente que também não colocaria o rock na mesmo estudo...

https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2022/12/04/salario-medio-de-jogadores-de-futebol-nao-alcanca-nem-as-100-maiores-remuneracoes-de-contratacao.ghtml

https://blog.toroinvestimentos.com.br/alta-renda/quanto-ganha-um-jogador-de-futebol]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para ajudar o João Bernardo a não perder tempo com maus leitores como eu deixo abaixo dois links sobre a realidade do mundo do trabalho do futebol. Mais da metade dos jogadores de futebol no Brasil em 2021 recebiam aproximadamente um salário mínimo (cerca de 1.100,00 reais).</p>
<p>E já que falava de goleiros (guarda-redes) numa dessas reportagens temos o caso do goleiro (André Dias) do Juventus (o time da Mooca, São Paulo, com sede na rua Javari). Numa fotografia no meio do texto notem a meia-dúzia de torcedores (pós-fascistas difusos ?) sentados na arquibancada enquanto o goleiro faz uma espetacular defesa. </p>
<p>No seu artigo João Bernardo fala em clubes de futebol e suas torcidas não fala em &#8220;exclusivamente&#8221; os clubes multimilionários&#8230; Ou só os torcedores da Juventus (Itália) é que podem ser fascistas e os torcedores do Juventus da Mooca não o conseguem ser? </p>
<p>Como mau leitor penso que o João Bernardo acertou em não seguir com o futebol nos seus labirintos do fascismo e se já tivesse escutado a música do vocalista da banda Aborto de Nazaré aqui de Goiânia, certamente que também não colocaria o rock na mesmo estudo&#8230;</p>
<p><a href="https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2022/12/04/salario-medio-de-jogadores-de-futebol-nao-alcanca-nem-as-100-maiores-remuneracoes-de-contratacao.ghtml" rel="nofollow ugc">https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2022/12/04/salario-medio-de-jogadores-de-futebol-nao-alcanca-nem-as-100-maiores-remuneracoes-de-contratacao.ghtml</a></p>
<p><a href="https://blog.toroinvestimentos.com.br/alta-renda/quanto-ganha-um-jogador-de-futebol" rel="nofollow ugc">https://blog.toroinvestimentos.com.br/alta-renda/quanto-ganha-um-jogador-de-futebol</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884351</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 08:04:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884351</guid>

					<description><![CDATA[No meu texto referi exclusivamente os clubes (times) multimilionários e as claques (torcidas) que lhes estão ligadas, mas João Alberto insiste em misturar essa realidade com outra, a de clubes falidos e guarda-redes (goleiros) asmáticos. Será para satisfazer uma lamentável propensão ao insulto ou por uma incapacidade de compreensão? Talvez ambas as coisas. O certo é que não estou disposto a perder tempo com leitores que não sabem ler.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meu texto referi exclusivamente os clubes (times) multimilionários e as claques (torcidas) que lhes estão ligadas, mas João Alberto insiste em misturar essa realidade com outra, a de clubes falidos e guarda-redes (goleiros) asmáticos. Será para satisfazer uma lamentável propensão ao insulto ou por uma incapacidade de compreensão? Talvez ambas as coisas. O certo é que não estou disposto a perder tempo com leitores que não sabem ler.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884312</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 22:12:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884312</guid>

					<description><![CDATA[Isto não é apenas uma digressão, é uma sentença peremptória:

&quot;A situação das claques (torcidas), porém, é mais complicada do que a dos grupos de rock porque, se ambos dependem do poder económico, a própria existência das claques depende também de outra instituição — os clubes (times) de futebol. Ora, estes clubes são empresas que movimentam fortunas colossais e, aliás, basta olhar para as blusas dos jogadores, transformadas em painéis publicitários. Mas a lógica desses investimentos e das despesas fabulosas que implicam só se entende quando se verifica que os clubes de futebol são, ao mesmo tempo, canais da economia paralela, servindo para lavagem de dinheiro e outras operações do mesmo género. As claques (torcidas), por seu lado, além de se relacionarem economicamente com os clubes, são também extensões da economia ilegal, ligadas ao comércio de drogas&quot;.

Para fazer as conexões acima João Bernardo deve estar bem informado sobre isso. Mas é uma descrição redutora. O futebol e as torcidas não se resumem a isso. Que fortuna colossal movimenta a minha Lusa (falida) no Canindé ali ao lado do Juventus, esse outro falido, no bairro da Mooca? E aquelas torcidas de velhotes, quantos criminosos e traficantes não devem se esconder por ali... coitados.

A certa altura da sua vida o argentino Diego Maradona foi jogar no Napoli (Itália), um exemplo da lógica transnacional de negócios que o artigo acima apresenta. No meio da torcida fanática (pelo que deduzo do texto talvez uma torcida controlada por narcotraficantes...) um jovem chamado Paolo Sorrentino viu &quot;D10s&quot; (Maradona) em campo e deslumbrou-se. Numa entrevista, anos mais tarde, disse que ver Maradona em campo salvou-lhe a vida... E apesar de toda aquela &quot;estetização fascista&quot;, ainda assim, o jovem napolitano quando já consagrado como um grande cineasta colocou um Maradona imensamente gordo manifestando suas habilidades com uma bolinha de tênis...para deleite dos dois velhos personagens deslumbrados no filme Youth (Juventude) (2015). Grande Maradona!!

Entre as bolas e as chuteiras quase sempre há um gemido lancinante que só quem jogou futebol sabe a terrível dor que se sente... lembrei-me dessa dor ao ler as conclusões deste artigo nos termos dedicados ao futebol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isto não é apenas uma digressão, é uma sentença peremptória:</p>
<p>&#8220;A situação das claques (torcidas), porém, é mais complicada do que a dos grupos de rock porque, se ambos dependem do poder económico, a própria existência das claques depende também de outra instituição — os clubes (times) de futebol. Ora, estes clubes são empresas que movimentam fortunas colossais e, aliás, basta olhar para as blusas dos jogadores, transformadas em painéis publicitários. Mas a lógica desses investimentos e das despesas fabulosas que implicam só se entende quando se verifica que os clubes de futebol são, ao mesmo tempo, canais da economia paralela, servindo para lavagem de dinheiro e outras operações do mesmo género. As claques (torcidas), por seu lado, além de se relacionarem economicamente com os clubes, são também extensões da economia ilegal, ligadas ao comércio de drogas&#8221;.</p>
<p>Para fazer as conexões acima João Bernardo deve estar bem informado sobre isso. Mas é uma descrição redutora. O futebol e as torcidas não se resumem a isso. Que fortuna colossal movimenta a minha Lusa (falida) no Canindé ali ao lado do Juventus, esse outro falido, no bairro da Mooca? E aquelas torcidas de velhotes, quantos criminosos e traficantes não devem se esconder por ali&#8230; coitados.</p>
<p>A certa altura da sua vida o argentino Diego Maradona foi jogar no Napoli (Itália), um exemplo da lógica transnacional de negócios que o artigo acima apresenta. No meio da torcida fanática (pelo que deduzo do texto talvez uma torcida controlada por narcotraficantes&#8230;) um jovem chamado Paolo Sorrentino viu &#8220;D10s&#8221; (Maradona) em campo e deslumbrou-se. Numa entrevista, anos mais tarde, disse que ver Maradona em campo salvou-lhe a vida&#8230; E apesar de toda aquela &#8220;estetização fascista&#8221;, ainda assim, o jovem napolitano quando já consagrado como um grande cineasta colocou um Maradona imensamente gordo manifestando suas habilidades com uma bolinha de tênis&#8230;para deleite dos dois velhos personagens deslumbrados no filme Youth (Juventude) (2015). Grande Maradona!!</p>
<p>Entre as bolas e as chuteiras quase sempre há um gemido lancinante que só quem jogou futebol sabe a terrível dor que se sente&#8230; lembrei-me dessa dor ao ler as conclusões deste artigo nos termos dedicados ao futebol.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884295</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 19:27:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884295</guid>

					<description><![CDATA[Um labirinto sem qualquer saída #3

《O labirinto também visto como um vai-e-vem ou ziguezagues, o beco sem saída do Capitalismo.》

O Fascismo conferiu à política uma dimensão estética e se apresentou como a suprema obra de arte. 

No séc. XXI o Fascismo adquire sua forma nas redes sociais. Qual a estética hegemônica nas redes sociais? Nelas o modo de vida é o kitsch. 

Banal e vulgar. Estereotipado e plagiário. Falsificador e sentimentalóide. Barato, mas mimetizando o luxo. Acima de tudo conformista e de massas. E cada vez mais universalizado.

Anteriormente, o modelo de cidadão foi o de consumidor. No atual capitalismo cibernético passa a ser o de usuário. Ao mesmo tempo multi sensor de input, dispositivo de saída dotado de processamento com armazenamento local e veículo driveless controlado à distância.

Esta permanente Contra-Revolução Zumbi mais do que reduzir pessoas a máquinas (como no paradigma do capitalismo industrial) ou mesmo transformar máquinas em pessoas (como sonham as mentes mais elétricas do Vale do Silício) pretende reformatar a todos nós como ciborgues.

A sociedade em rede é um onipresente e onisciente panóptico distribuído, interconectando o concreto e o virtual, o digital e o analógico.

Os campos de concentração deste admirável mundo novo são percebidos como reconfortantes grupos de afinidades nas redes sociais.

Por todos os lados o comando, o controle, a comunicação e a mensagem são os mesmos: Resigne-se. Não se rebele. Fique bem. Aceite. Entregue. Confie. Morra, mas continue vivo. É assim que precisamos de vocês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um labirinto sem qualquer saída #3</p>
<p>《O labirinto também visto como um vai-e-vem ou ziguezagues, o beco sem saída do Capitalismo.》</p>
<p>O Fascismo conferiu à política uma dimensão estética e se apresentou como a suprema obra de arte. </p>
<p>No séc. XXI o Fascismo adquire sua forma nas redes sociais. Qual a estética hegemônica nas redes sociais? Nelas o modo de vida é o kitsch. </p>
<p>Banal e vulgar. Estereotipado e plagiário. Falsificador e sentimentalóide. Barato, mas mimetizando o luxo. Acima de tudo conformista e de massas. E cada vez mais universalizado.</p>
<p>Anteriormente, o modelo de cidadão foi o de consumidor. No atual capitalismo cibernético passa a ser o de usuário. Ao mesmo tempo multi sensor de input, dispositivo de saída dotado de processamento com armazenamento local e veículo driveless controlado à distância.</p>
<p>Esta permanente Contra-Revolução Zumbi mais do que reduzir pessoas a máquinas (como no paradigma do capitalismo industrial) ou mesmo transformar máquinas em pessoas (como sonham as mentes mais elétricas do Vale do Silício) pretende reformatar a todos nós como ciborgues.</p>
<p>A sociedade em rede é um onipresente e onisciente panóptico distribuído, interconectando o concreto e o virtual, o digital e o analógico.</p>
<p>Os campos de concentração deste admirável mundo novo são percebidos como reconfortantes grupos de afinidades nas redes sociais.</p>
<p>Por todos os lados o comando, o controle, a comunicação e a mensagem são os mesmos: Resigne-se. Não se rebele. Fique bem. Aceite. Entregue. Confie. Morra, mas continue vivo. É assim que precisamos de vocês.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/03/147232/#comment-884276</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 13:24:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=147232#comment-884276</guid>

					<description><![CDATA[Recomendo ao Joao Alberto que passeie por Buenos Aires, especialmente pelas cidades do chamado conurbano, para ver como Maradona é efetivamente transformado em uma expressao estética de um pos-fascismo, ainda que seja um pos-fascismo muito mais inspirado nas raízes propriamente fascistas, em comparacao com outros pos-fascismos. Voce verá que ele vai perdendo seu nome terrenal, e passa a ser chamado apenas de &quot;D10S&quot;. É muito possível também que voce encontre a assinatura dos que fizeram o mural, &quot;La Campora&quot;.
A Argentina está toda manchada e lambuzada nesses imbricamentos que Joao Bernardo explicita. Mauricio Macri, presidente do Boca Juniors, posteriormente chefe do governo da capital e presidente da república. Hugo Moyano, décadas comandando o sindicato de caminhoneiros e até recentemente presidente do Independiente. Marcelo Tinelli, apresentador de televisao com vínculos com a politica (espécie de Luciano Hulk argentino), presidente do San Lorenzo até recentemente. Um passeio pelo bairro de Mataderos também é elucidativo sobre os vínculos do clube Nueva Chicago com os setores mais gangsters do peronismo.
Por outro lado, quando a Argentina ganhou a Copa do Mundo ano passado, as ruas eram uma festa nacionalista. A efusao era tanta que até meninas que antes da pandemia simpatizavam com um feminismo linha dura terminaram subindo-se a um ponto de onibus qualquer para participar na festa. Entre os canticos &quot;moderados&quot; e mais inocentes nao faltavam aqueles que atacavam um jogador frances por ter uma namorada transgenero, ou entao um que dizia que os jogadores negros e de origens africanas nunca poderiam ser franceses de verdade. O número de mortos foi impressionantemente baixo, quase zero, devido, penso eu, a dois fatores civilizatorios: embora seja um país com muito consumo de alcool e relativa posse de armas por habitante, os argentinos consomem o alcool de forma muito mais moderada, e o uso de armas é muito menos ostensivo que em outros países da regiao. Isso certamente se traduz em um menor número de péssimas decisoes tomadas, tais como dar tiros ao ar como forma de comemoracao, dirigir automóveis em altas velocidades, tirar satisfacoes com desconhecidos, etc. (e nao é que nao houve péssimas decisoes, como se pode ver em muitos vídeos que circularam na internet)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo ao Joao Alberto que passeie por Buenos Aires, especialmente pelas cidades do chamado conurbano, para ver como Maradona é efetivamente transformado em uma expressao estética de um pos-fascismo, ainda que seja um pos-fascismo muito mais inspirado nas raízes propriamente fascistas, em comparacao com outros pos-fascismos. Voce verá que ele vai perdendo seu nome terrenal, e passa a ser chamado apenas de &#8220;D10S&#8221;. É muito possível também que voce encontre a assinatura dos que fizeram o mural, &#8220;La Campora&#8221;.<br />
A Argentina está toda manchada e lambuzada nesses imbricamentos que Joao Bernardo explicita. Mauricio Macri, presidente do Boca Juniors, posteriormente chefe do governo da capital e presidente da república. Hugo Moyano, décadas comandando o sindicato de caminhoneiros e até recentemente presidente do Independiente. Marcelo Tinelli, apresentador de televisao com vínculos com a politica (espécie de Luciano Hulk argentino), presidente do San Lorenzo até recentemente. Um passeio pelo bairro de Mataderos também é elucidativo sobre os vínculos do clube Nueva Chicago com os setores mais gangsters do peronismo.<br />
Por outro lado, quando a Argentina ganhou a Copa do Mundo ano passado, as ruas eram uma festa nacionalista. A efusao era tanta que até meninas que antes da pandemia simpatizavam com um feminismo linha dura terminaram subindo-se a um ponto de onibus qualquer para participar na festa. Entre os canticos &#8220;moderados&#8221; e mais inocentes nao faltavam aqueles que atacavam um jogador frances por ter uma namorada transgenero, ou entao um que dizia que os jogadores negros e de origens africanas nunca poderiam ser franceses de verdade. O número de mortos foi impressionantemente baixo, quase zero, devido, penso eu, a dois fatores civilizatorios: embora seja um país com muito consumo de alcool e relativa posse de armas por habitante, os argentinos consomem o alcool de forma muito mais moderada, e o uso de armas é muito menos ostensivo que em outros países da regiao. Isso certamente se traduz em um menor número de péssimas decisoes tomadas, tais como dar tiros ao ar como forma de comemoracao, dirigir automóveis em altas velocidades, tirar satisfacoes com desconhecidos, etc. (e nao é que nao houve péssimas decisoes, como se pode ver em muitos vídeos que circularam na internet)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
