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	Comentários sobre: O deserto e os monstros. 2	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-898920</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Aug 2023 10:08:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que um pé de coentro sabe sobre Fascismo? Pelo que demonstram João Bernardo &#038; seguidores, tanto quanto estes compreendem de Agroecologia...

A questão central de todos os equívocos, e ilusões, continua sendo considerar haver uma separação entre humano e meio-ambiente. Em outras palavras: entre Natureza e Cultura. 

O mundo em que vivemos hoje (https://passapalavra.info/2023/08/148945/) é o de uma inédita crise climática, causada pelo Capitalismo e, no caso do Brasil, exponenciada pelo agronegócio e a mineração.

O efeitos mais insidiosos desta catástrofe climática já são experimentados em nossos corpos. Seja pelos diversos distúrbios do sono; pelos desequilíbrios hormonais; ou mesmo a instabilidade psico-emocional. 

Do jeito dele, o pé de coentro percebe tudo isto. Enquanto João Bernardo &#038; seguidores seguem incapazes de perceber o pé de coentro. 

Haja ansiolíticos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que um pé de coentro sabe sobre Fascismo? Pelo que demonstram João Bernardo &amp; seguidores, tanto quanto estes compreendem de Agroecologia&#8230;</p>
<p>A questão central de todos os equívocos, e ilusões, continua sendo considerar haver uma separação entre humano e meio-ambiente. Em outras palavras: entre Natureza e Cultura. </p>
<p>O mundo em que vivemos hoje (<a href="https://passapalavra.info/2023/08/148945/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2023/08/148945/</a>) é o de uma inédita crise climática, causada pelo Capitalismo e, no caso do Brasil, exponenciada pelo agronegócio e a mineração.</p>
<p>O efeitos mais insidiosos desta catástrofe climática já são experimentados em nossos corpos. Seja pelos diversos distúrbios do sono; pelos desequilíbrios hormonais; ou mesmo a instabilidade psico-emocional. </p>
<p>Do jeito dele, o pé de coentro percebe tudo isto. Enquanto João Bernardo &amp; seguidores seguem incapazes de perceber o pé de coentro. </p>
<p>Haja ansiolíticos!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-898885</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Aug 2023 02:05:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre o trecho que diz &quot;como os produtos da agro-ecologia têm pior aspecto, geralmente pior sabor e se deterioram com mais facilidade&quot; e prossegue elencando os motivos de sua inclusão na gama de luxo, talvez seja interessante ponderar alguma variação possível entre a agroecologia na Europa e no Brasil, que conta com abundância de terras e uma política de apoio ideológico e material ao produtor agroecológico que talvez resulte em maior acesso a bons fertilizantes etc. Menciono isso porque os produtos agroecológicos no Brasil não têm pior sabor e pior aspecto, embora de fato deteriorem com mais facilidade. Ou melhor, têm pior aspecto devido a deteriorarem com maior facilidade. Mas com esse comentário não estou me contrapondo à argumentação do autor, e inclusive trago outros elementos que corroboram a análise:

1) Ao contrário do que se propagandeia, os produtos agroecológicos muitas vezes têm mais agrotóxicos (defensivos agrícolas) do que os industrializados. Quem me explicou isso foi um engenheiro agrícola defensor ferrenho da agroecologia. Após uma palestra sobre o tema ele lamentou comigo que &quot;infelizmente há produtos que não conseguimos produzir sem usar algum defensor agrícola, às vezes escondido, porque pegaria mal. Morango por exemplo é impossível produzir sem alguma ajuda [de agrotóxicos]. Só que o pequeno produtor compra esses defensivos e usa de modo irresponsável, com medidas (quantidades) incorretas. O cara coloca um copo e dilui numa quantidade de água que deveria ter só uma colher, e taca [o composto] na horta. Aí a pessoa come o produto cheio de agrotóxico achando que não tem. Já as empresas nas fazendas não cometem esse erro, porque contratam gente profissional pra avaliar o solo, as condições, e dosar certinho a quantidade de agrotóxico a ser usada em cada situação e época. Eles precisam dosar certinho pra não perder dinheiro, porque um galão custa não sei quantos mil reais, e eles consomem milhares de galões, então imagina eles usando o produto de forma errada e tendo que comprar muito mais do que precisava?&quot;

2) Cinco anos depois dessa conversa tive uma conversa com um militante/produtor agroecológico e ele relatou uma situação de trabalho que lembra o trecho do artigo em que João fala da &quot;ditadura sanitária&quot;, só que aí seria a submissão do trabalhador a uma &quot;ditadura agroecológica&quot;: o militante comentava indignado o &quot;inferno&quot; que era &quot;ter que produzir sem&quot; o uso de defensivos agrícolas. Que tinha muito mais trabalho e os produtos ficavam menores e se perdiam com mais frequência para pragas, se tivesse qualquer descuido. Creio que esse trabalho extra, assim como outras espécies de trabalho artesanal, em certo sentido justifica a inclusão desses produtos na gama do luxo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o trecho que diz &#8220;como os produtos da agro-ecologia têm pior aspecto, geralmente pior sabor e se deterioram com mais facilidade&#8221; e prossegue elencando os motivos de sua inclusão na gama de luxo, talvez seja interessante ponderar alguma variação possível entre a agroecologia na Europa e no Brasil, que conta com abundância de terras e uma política de apoio ideológico e material ao produtor agroecológico que talvez resulte em maior acesso a bons fertilizantes etc. Menciono isso porque os produtos agroecológicos no Brasil não têm pior sabor e pior aspecto, embora de fato deteriorem com mais facilidade. Ou melhor, têm pior aspecto devido a deteriorarem com maior facilidade. Mas com esse comentário não estou me contrapondo à argumentação do autor, e inclusive trago outros elementos que corroboram a análise:</p>
<p>1) Ao contrário do que se propagandeia, os produtos agroecológicos muitas vezes têm mais agrotóxicos (defensivos agrícolas) do que os industrializados. Quem me explicou isso foi um engenheiro agrícola defensor ferrenho da agroecologia. Após uma palestra sobre o tema ele lamentou comigo que &#8220;infelizmente há produtos que não conseguimos produzir sem usar algum defensor agrícola, às vezes escondido, porque pegaria mal. Morango por exemplo é impossível produzir sem alguma ajuda [de agrotóxicos]. Só que o pequeno produtor compra esses defensivos e usa de modo irresponsável, com medidas (quantidades) incorretas. O cara coloca um copo e dilui numa quantidade de água que deveria ter só uma colher, e taca [o composto] na horta. Aí a pessoa come o produto cheio de agrotóxico achando que não tem. Já as empresas nas fazendas não cometem esse erro, porque contratam gente profissional pra avaliar o solo, as condições, e dosar certinho a quantidade de agrotóxico a ser usada em cada situação e época. Eles precisam dosar certinho pra não perder dinheiro, porque um galão custa não sei quantos mil reais, e eles consomem milhares de galões, então imagina eles usando o produto de forma errada e tendo que comprar muito mais do que precisava?&#8221;</p>
<p>2) Cinco anos depois dessa conversa tive uma conversa com um militante/produtor agroecológico e ele relatou uma situação de trabalho que lembra o trecho do artigo em que João fala da &#8220;ditadura sanitária&#8221;, só que aí seria a submissão do trabalhador a uma &#8220;ditadura agroecológica&#8221;: o militante comentava indignado o &#8220;inferno&#8221; que era &#8220;ter que produzir sem&#8221; o uso de defensivos agrícolas. Que tinha muito mais trabalho e os produtos ficavam menores e se perdiam com mais frequência para pragas, se tivesse qualquer descuido. Creio que esse trabalho extra, assim como outras espécies de trabalho artesanal, em certo sentido justifica a inclusão desses produtos na gama do luxo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Primo Jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-897654</link>

		<dc:creator><![CDATA[Primo Jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 22:28:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quem se interessa por estes temas, deve conhecer as discussões que ocorreram na Argentina, pelo caso de uma gravidez infantil em uma comunidade Wichi. Um debate público se armou em torno ao direito da comunidade indígena de praticar as relações de gênero segundo sua tradição. No caso, o direito do homem da casa de aceder às carnes de qualquer mulher sob sua dependência. E como para eles não existe adolescência, uma criação ocidental, menstruou, tá liberado.
https://www.cosecharoja.org/argentina-abuso-sexual-en-la-etnia-wichi-expertos-e-indigenas-debaten/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem se interessa por estes temas, deve conhecer as discussões que ocorreram na Argentina, pelo caso de uma gravidez infantil em uma comunidade Wichi. Um debate público se armou em torno ao direito da comunidade indígena de praticar as relações de gênero segundo sua tradição. No caso, o direito do homem da casa de aceder às carnes de qualquer mulher sob sua dependência. E como para eles não existe adolescência, uma criação ocidental, menstruou, tá liberado.<br />
<a href="https://www.cosecharoja.org/argentina-abuso-sexual-en-la-etnia-wichi-expertos-e-indigenas-debaten/" rel="nofollow ugc">https://www.cosecharoja.org/argentina-abuso-sexual-en-la-etnia-wichi-expertos-e-indigenas-debaten/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-897652</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 21:26:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para quem quiser se inteirar do caso mencionado, duas reportagens curtas e elucidativas:

https://observador.pt/2023/07/19/morte-de-bebe-de-um-ano-em-seita-espiritual-de-coimbra-investigada-pelo-ministerio-publico/

https://observador.pt/2023/07/19/lider-do-reino-do-pineal-quebra-silencio-sobre-morte-suspeita-do-filho-bebe-faleceu-enquanto-tentavamos-cura-lo/

Na última, chama atenção a audácia de quererem que a morte misteriosa e o atirar das cinzas ao mar, de uma criança não registrada e ao que tudo indica vítima de algum ritual, deveria ser tomada como &quot;um assunto privado de família&quot;. E não surpreende, já que a &quot;comunidade&quot; &quot;se baseia num culto da natureza em detrimento dos progressos da vida moderna&quot;.

Insinua-se ainda que criticar o caso seria perseguição à liberdade de ter sua própria cultura sem ser perseguido.

Me parece também claro ainda um vínculo entre identitarismo e ecologia, que é perceptível em documentos da ONU e na prática de militantes de ambas as frentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem quiser se inteirar do caso mencionado, duas reportagens curtas e elucidativas:</p>
<p><a href="https://observador.pt/2023/07/19/morte-de-bebe-de-um-ano-em-seita-espiritual-de-coimbra-investigada-pelo-ministerio-publico/" rel="nofollow ugc">https://observador.pt/2023/07/19/morte-de-bebe-de-um-ano-em-seita-espiritual-de-coimbra-investigada-pelo-ministerio-publico/</a></p>
<p><a href="https://observador.pt/2023/07/19/lider-do-reino-do-pineal-quebra-silencio-sobre-morte-suspeita-do-filho-bebe-faleceu-enquanto-tentavamos-cura-lo/" rel="nofollow ugc">https://observador.pt/2023/07/19/lider-do-reino-do-pineal-quebra-silencio-sobre-morte-suspeita-do-filho-bebe-faleceu-enquanto-tentavamos-cura-lo/</a></p>
<p>Na última, chama atenção a audácia de quererem que a morte misteriosa e o atirar das cinzas ao mar, de uma criança não registrada e ao que tudo indica vítima de algum ritual, deveria ser tomada como &#8220;um assunto privado de família&#8221;. E não surpreende, já que a &#8220;comunidade&#8221; &#8220;se baseia num culto da natureza em detrimento dos progressos da vida moderna&#8221;.</p>
<p>Insinua-se ainda que criticar o caso seria perseguição à liberdade de ter sua própria cultura sem ser perseguido.</p>
<p>Me parece também claro ainda um vínculo entre identitarismo e ecologia, que é perceptível em documentos da ONU e na prática de militantes de ambas as frentes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Juliana Antunes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-897641</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juliana Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 18:31:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É minimamente curiosa a convergência de ideais entre Água Akbal Pinheiro, líder do Reino de Pineal referido no comentário anterior,  e grupos fascistas (ou, mais ainda, auto-intitulados enquanto nazistas) que fizeram de plataformas como o Telegram seu terreno. 

Da constituição estética e simbólica veiculada por Akbal em redes socais como o Facebook do mesmo, à construção de uma narrativa de inspiração mística - constituída, no caso dos grupos do Telegram, enquanto um &quot;despertar espiritual&quot; -, ou à construção de uma independência do Estado - que no caso dos grupos do Telegram se dá sob a acusação do Estado ser o representante de uma &quot;Nova Ordem&quot; que deve ser repudiada - ou ainda, a constituição de uma &quot;própria cultura&quot; - os grupos do Telegram conseguiram construir, não apenas uma rádio germinal na plataforma, mas também uma biblioteca virtual e um grupo destinado a crianças (!) -, são muitas as convergências entre ambos (e, certamente, não são mera coincidência).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É minimamente curiosa a convergência de ideais entre Água Akbal Pinheiro, líder do Reino de Pineal referido no comentário anterior,  e grupos fascistas (ou, mais ainda, auto-intitulados enquanto nazistas) que fizeram de plataformas como o Telegram seu terreno. </p>
<p>Da constituição estética e simbólica veiculada por Akbal em redes socais como o Facebook do mesmo, à construção de uma narrativa de inspiração mística &#8211; constituída, no caso dos grupos do Telegram, enquanto um &#8220;despertar espiritual&#8221; -, ou à construção de uma independência do Estado &#8211; que no caso dos grupos do Telegram se dá sob a acusação do Estado ser o representante de uma &#8220;Nova Ordem&#8221; que deve ser repudiada &#8211; ou ainda, a constituição de uma &#8220;própria cultura&#8221; &#8211; os grupos do Telegram conseguiram construir, não apenas uma rádio germinal na plataforma, mas também uma biblioteca virtual e um grupo destinado a crianças (!) -, são muitas as convergências entre ambos (e, certamente, não são mera coincidência).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-897632</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 16:46:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de ler, na imprensa portuguesa, as notícias sobre a criança morta na comunidade do Reino do Pineal, e as declarações dos dirigentes dessa comunidade,  a minha hostilidade política contra o misticismo ecológico foi acrescida pelo nojo e a repulsa. Leiam as noticias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ler, na imprensa portuguesa, as notícias sobre a criança morta na comunidade do Reino do Pineal, e as declarações dos dirigentes dessa comunidade,  a minha hostilidade política contra o misticismo ecológico foi acrescida pelo nojo e a repulsa. Leiam as noticias.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-896633</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jul 2023 15:21:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre as aproximações possíveis entre textos atuais e textos de um século atrás deixo algumas citações:

&quot;A Rússia, o bolchevismo russo, não está prestes a colapsar. Mas o sistema soviético russo não persiste por ser bolchevique, por ser marxista, por ser internacionalista, mas sim por ser nacional, por ser russo. Nenhum czar jamais compreendeu o povo russo em sua profundidade, em suas paixões, em seus instintos nacionais como Lenin fez. Ele deu aos camponeses russos o que o bolchevismo sempre significou para os camponeses: propriedade e liberdade. Dessa maneira ele tornou o mais indígena dos grupos russos, os camponeses, o real sustentáculo do novo regime.
[...]
Para recapitular: Lenin sacrificou Marx e no lugar deu à Rússia liberdade. Você quer sacrificar a Alemanha para dar liberadade para Marx.&quot;

&quot;Estamos em um momento muito especial. Falamos de cosmologia em vez de teoria e de ideologia. Falamos em território, em vez de falar de fábrica. Falamos de aldeia, quilombo e terreiro, em vez de espaço de trabalho. O mundo do trabalho não é mais o mundo em debate, não está mais impondo sua pauta, está sendo substituído pelo mundo do saber, pelo mundo do viver.&quot;
&quot;Alguns pensadores do Piauí escreveram muito bem sobre os quilombos, mas usaram a perspectiva do marxismo e isto me incomodou. Penso na nossa caminhada desde dentro do navio negreiro. Saiu o primeiro navio negreiro, eis o primeiro quilombo. O primeiro aquilombamento foi ali dentro, com as pessoas reagindo, jogando-se dentro do mar, batendo e morrendo. Aí começou o quilombo. E Marx nem existia naquele tempo! O que Marx tem a ver com isso? O que Marx disse, Palmares já tinha feito 200 anos antes. Acho que Marx tem o seu papel lá na Europa. Como dizemos lá no sertão, “cada quem no seu cada qual”.&quot;

A primeira é uma carta de Goebbels aos &quot;amigos da esquerda&quot;, já a segunda e a terceira são trechos do novo autor coqueluche da esquerda brasileira Antônio Bispo dos Santos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre as aproximações possíveis entre textos atuais e textos de um século atrás deixo algumas citações:</p>
<p>&#8220;A Rússia, o bolchevismo russo, não está prestes a colapsar. Mas o sistema soviético russo não persiste por ser bolchevique, por ser marxista, por ser internacionalista, mas sim por ser nacional, por ser russo. Nenhum czar jamais compreendeu o povo russo em sua profundidade, em suas paixões, em seus instintos nacionais como Lenin fez. Ele deu aos camponeses russos o que o bolchevismo sempre significou para os camponeses: propriedade e liberdade. Dessa maneira ele tornou o mais indígena dos grupos russos, os camponeses, o real sustentáculo do novo regime.<br />
[&#8230;]<br />
Para recapitular: Lenin sacrificou Marx e no lugar deu à Rússia liberdade. Você quer sacrificar a Alemanha para dar liberadade para Marx.&#8221;</p>
<p>&#8220;Estamos em um momento muito especial. Falamos de cosmologia em vez de teoria e de ideologia. Falamos em território, em vez de falar de fábrica. Falamos de aldeia, quilombo e terreiro, em vez de espaço de trabalho. O mundo do trabalho não é mais o mundo em debate, não está mais impondo sua pauta, está sendo substituído pelo mundo do saber, pelo mundo do viver.&#8221;<br />
&#8220;Alguns pensadores do Piauí escreveram muito bem sobre os quilombos, mas usaram a perspectiva do marxismo e isto me incomodou. Penso na nossa caminhada desde dentro do navio negreiro. Saiu o primeiro navio negreiro, eis o primeiro quilombo. O primeiro aquilombamento foi ali dentro, com as pessoas reagindo, jogando-se dentro do mar, batendo e morrendo. Aí começou o quilombo. E Marx nem existia naquele tempo! O que Marx tem a ver com isso? O que Marx disse, Palmares já tinha feito 200 anos antes. Acho que Marx tem o seu papel lá na Europa. Como dizemos lá no sertão, “cada quem no seu cada qual”.&#8221;</p>
<p>A primeira é uma carta de Goebbels aos &#8220;amigos da esquerda&#8221;, já a segunda e a terceira são trechos do novo autor coqueluche da esquerda brasileira Antônio Bispo dos Santos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-896582</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jul 2023 19:58:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=148880#comment-896582</guid>

					<description><![CDATA[Caro Paulo Sampaio,

Agradeço o seu comentário, que me permite esclarecer uma questão central.

Eu não critico a ecologia enquanto ciência. Não critico as ciências. A minha crítica dirige-se aos movimentos ecológicos, que consideram que toda a sociedade industrial é destrutiva da natureza quando, pelo contrário, a tecnologia desenvolvida pela sociedade industrial é a primeira que permite &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; detectar e &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; evitar os efeitos nocivos exercidos pelos grupos humanos sobre a natureza. Ao longo da história, quanto mais rudimentares eram as técnicas, tanto maiores eram as destruições que provocavam, proporcionalmente à dimensão dos grupos humanos que as empregavam e ao volume de benefícios obtidos. Dominar a natureza, aproveitar ao máximo a natureza e, ao mesmo tempo, preservar a natureza — estes três objectivos só puderam ser formulados em conjunto na sociedade industrial.

Eu abordei frequentemente esta questão, mas dou agora um único exemplo, de um período que estudei minuciosamente, o regime senhorial europeu. No &lt;em&gt;Poder e Dinheiro&lt;/em&gt; observei, a respeito da madeira: «Esta matéria-prima ocupava o lugar crucial, não tendo decerto existido nenhum outro sistema tecnológico tão inteiramente dependente de um material único» (Porto: Afrontamento, vol. I, pág. 322). Aliás, a obra foi digitalizada por alguma boa alma e remeto-o para o que escrevi sobre o assunto nas &lt;a href=&quot;https://archive.org/details/poder-e-dinheiro-vol-1/page/n291/mode/2up&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;págs. 315-322&lt;/a&gt;. O emprego extensivo do carvão no início da sociedade industrial foi uma consequência da destruição dos bosques durante o regime senhorial, devida a uma tecnologia centrada no uso da madeira. O estudo das sociedades pré-industriais pode resumir-se ao estudo da destruição maciça da natureza vegetal e animal. Aumentar a produtividade sem provocar essas destruições é algo que só a sociedade industrial conseguiu realizar. É este o alvo da minha crítica aos movimentos ecológicos.

Você aponta exemplos soviéticos de preservação do meio ambiente, precisamente num regime que promoveu uma industrialização acelerada e maciça. Mas você não encontra no regime soviético a apologia de técnicas pré-capitalistas ou de mitologias pré-capitalistas, como sucede com a agricultura orgânica.

É curioso que você cite Trotsky a este respeito, e eu remeto-o para uma passagem do &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt;, onde escrevi: «Por que motivo a paisagem, deliberadamente representada como tal, só surgiu na época barroca, quando se generalizou uma urbanização consciente e planificada? Até então a paisagem limitara-se à decoração de narrativas, que eram o assunto principal das telas, mas emancipou-se durante o Barroco, e mesmo que a história ou o episódio continuassem presentes, haviam passado a ser apenas um pretexto. É que a paisagem é o campo visto com o olhar das pessoas da cidade. Na sua autobiografia escreveu Trotsky: “Nasci e fui criado no campo, mas só em Paris me aproximei da natureza. Foi lá também que deparei com a verdadeira arte”. A associação de ideias é elucidativa. É a arte que leva o habitante da cidade a olhar para a natureza. A paisagem não é o domínio dos valores rurais, é a sua nostalgia [...]» (São Paulo: Hedra, 2022, vol. V, pág. 96). A paisagem é uma construção mental do habitante da cidade, e os jardins são o domínio que essa construção mental exerce sobre a natureza, uma verdadeira arquitectura humana da natureza. Ora, isto é o exacto contrário do que pretendem hoje os movimentos ecológicos.

Não há um antagonismo entre sociedade industrial e preservação da natureza. Pelo contrário, uma é condição da outra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo Sampaio,</p>
<p>Agradeço o seu comentário, que me permite esclarecer uma questão central.</p>
<p>Eu não critico a ecologia enquanto ciência. Não critico as ciências. A minha crítica dirige-se aos movimentos ecológicos, que consideram que toda a sociedade industrial é destrutiva da natureza quando, pelo contrário, a tecnologia desenvolvida pela sociedade industrial é a primeira que permite <strong>a)</strong> detectar e <strong>b)</strong> evitar os efeitos nocivos exercidos pelos grupos humanos sobre a natureza. Ao longo da história, quanto mais rudimentares eram as técnicas, tanto maiores eram as destruições que provocavam, proporcionalmente à dimensão dos grupos humanos que as empregavam e ao volume de benefícios obtidos. Dominar a natureza, aproveitar ao máximo a natureza e, ao mesmo tempo, preservar a natureza — estes três objectivos só puderam ser formulados em conjunto na sociedade industrial.</p>
<p>Eu abordei frequentemente esta questão, mas dou agora um único exemplo, de um período que estudei minuciosamente, o regime senhorial europeu. No <em>Poder e Dinheiro</em> observei, a respeito da madeira: «Esta matéria-prima ocupava o lugar crucial, não tendo decerto existido nenhum outro sistema tecnológico tão inteiramente dependente de um material único» (Porto: Afrontamento, vol. I, pág. 322). Aliás, a obra foi digitalizada por alguma boa alma e remeto-o para o que escrevi sobre o assunto nas <a href="https://archive.org/details/poder-e-dinheiro-vol-1/page/n291/mode/2up" rel="nofollow ugc">págs. 315-322</a>. O emprego extensivo do carvão no início da sociedade industrial foi uma consequência da destruição dos bosques durante o regime senhorial, devida a uma tecnologia centrada no uso da madeira. O estudo das sociedades pré-industriais pode resumir-se ao estudo da destruição maciça da natureza vegetal e animal. Aumentar a produtividade sem provocar essas destruições é algo que só a sociedade industrial conseguiu realizar. É este o alvo da minha crítica aos movimentos ecológicos.</p>
<p>Você aponta exemplos soviéticos de preservação do meio ambiente, precisamente num regime que promoveu uma industrialização acelerada e maciça. Mas você não encontra no regime soviético a apologia de técnicas pré-capitalistas ou de mitologias pré-capitalistas, como sucede com a agricultura orgânica.</p>
<p>É curioso que você cite Trotsky a este respeito, e eu remeto-o para uma passagem do <em>Labirintos do Fascismo</em>, onde escrevi: «Por que motivo a paisagem, deliberadamente representada como tal, só surgiu na época barroca, quando se generalizou uma urbanização consciente e planificada? Até então a paisagem limitara-se à decoração de narrativas, que eram o assunto principal das telas, mas emancipou-se durante o Barroco, e mesmo que a história ou o episódio continuassem presentes, haviam passado a ser apenas um pretexto. É que a paisagem é o campo visto com o olhar das pessoas da cidade. Na sua autobiografia escreveu Trotsky: “Nasci e fui criado no campo, mas só em Paris me aproximei da natureza. Foi lá também que deparei com a verdadeira arte”. A associação de ideias é elucidativa. É a arte que leva o habitante da cidade a olhar para a natureza. A paisagem não é o domínio dos valores rurais, é a sua nostalgia [&#8230;]» (São Paulo: Hedra, 2022, vol. V, pág. 96). A paisagem é uma construção mental do habitante da cidade, e os jardins são o domínio que essa construção mental exerce sobre a natureza, uma verdadeira arquitectura humana da natureza. Ora, isto é o exacto contrário do que pretendem hoje os movimentos ecológicos.</p>
<p>Não há um antagonismo entre sociedade industrial e preservação da natureza. Pelo contrário, uma é condição da outra.</p>
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		<title>
		Por: Paulo Sampaio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-896565</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Jul 2023 15:47:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo, 

E quanto ao estabelecimento dos &quot;santuários animais&quot; (zapovednik) nos primeiros anos da URSS? 

Certamente aqui a iniciativa não foi movida, como no caso das reservas florestais criadas pelo regime nacional-socialista, por uma ideologia anti-moderna do tipo &#039;sangue e solo&#039;. O que temos no zapovednik é muito mais o reconhecimento do dever da humanidade de garantir que o prazer estético da contemplação da natureza seja possível para as gerações futuras - uma meta totalmente moderna, na medida em que a relação estética com a natureza só se torna possível no momento em que esta já foi dominada pela técnica e não é mais um perigo à auto-preservação dos homens ou um objeto de culto. 

Mesmo Trotsky, que em uma bela passagem de Literatura e Revolução afirma que a humanidade não deve temer seu próprio potencial de mudar montanhas e lagos de lugar, de interferir nos mecanismos mais íntimos da vida natural, foi pescar e contemplar a natureza para se consolar de seu fracasso histórico-mundial (https://www.nytimes.com/1937/07/08/archives/trotsky-on-fishing-trip-is-tired-of-civilization.html). Mesmo ele, cuja defesa do direito da humanidade de dobrar a natureza a sua vontade chegava ao ponto da defesa da eugenia, não se opôs à criação de reservas ecológicas. 

Os socialistas devem defender a abundância contra o malthusianismo, o anti-humanismo e a austeridade verdadeiramente genocida propostos pelos ambientalistas. Mas isso não significa que o mundo da abundância não incluirá abundantes reservas naturais, com uma abundância de espécies animais para serem contempladas e caçadas, com uma abundância de rios para andar de caiaque e pescas etc. Nem que não se reconhecerá a necessidade de administrar tecnologicamente o clima da melhor maneira possível, tendo em vista o florescimento do potencial humano futuro. 

Os socialistas devem se pautar pela ecologia de Thomas Jefferson: &quot;Suponho ser evidente que a terra pertence ao usufruto dos vivos e que os mortos não têm poderes nem direitos sobre ela.(...). Portanto, nenhum homem pode, por direito natural, obrigar as terras que ocupou, ou as pessoas que o sucedem nessa ocupação, ao pagamento de dívidas contraídas por ele. Porque se o pudesse fazer, poderia, durante a sua própria vida, consumir o usufruto das terras por várias gerações vindouras, e então as terras pertenceriam aos mortos, e não aos vivos, o que seria o inverso do nosso princípio&quot; (https://founders.archives.gov/documents/Jefferson/01-15-02-0375-0003).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo, </p>
<p>E quanto ao estabelecimento dos &#8220;santuários animais&#8221; (zapovednik) nos primeiros anos da URSS? </p>
<p>Certamente aqui a iniciativa não foi movida, como no caso das reservas florestais criadas pelo regime nacional-socialista, por uma ideologia anti-moderna do tipo &#8216;sangue e solo&#8217;. O que temos no zapovednik é muito mais o reconhecimento do dever da humanidade de garantir que o prazer estético da contemplação da natureza seja possível para as gerações futuras &#8211; uma meta totalmente moderna, na medida em que a relação estética com a natureza só se torna possível no momento em que esta já foi dominada pela técnica e não é mais um perigo à auto-preservação dos homens ou um objeto de culto. </p>
<p>Mesmo Trotsky, que em uma bela passagem de Literatura e Revolução afirma que a humanidade não deve temer seu próprio potencial de mudar montanhas e lagos de lugar, de interferir nos mecanismos mais íntimos da vida natural, foi pescar e contemplar a natureza para se consolar de seu fracasso histórico-mundial (<a href="https://www.nytimes.com/1937/07/08/archives/trotsky-on-fishing-trip-is-tired-of-civilization.html" rel="nofollow ugc">https://www.nytimes.com/1937/07/08/archives/trotsky-on-fishing-trip-is-tired-of-civilization.html</a>). Mesmo ele, cuja defesa do direito da humanidade de dobrar a natureza a sua vontade chegava ao ponto da defesa da eugenia, não se opôs à criação de reservas ecológicas. </p>
<p>Os socialistas devem defender a abundância contra o malthusianismo, o anti-humanismo e a austeridade verdadeiramente genocida propostos pelos ambientalistas. Mas isso não significa que o mundo da abundância não incluirá abundantes reservas naturais, com uma abundância de espécies animais para serem contempladas e caçadas, com uma abundância de rios para andar de caiaque e pescas etc. Nem que não se reconhecerá a necessidade de administrar tecnologicamente o clima da melhor maneira possível, tendo em vista o florescimento do potencial humano futuro. </p>
<p>Os socialistas devem se pautar pela ecologia de Thomas Jefferson: &#8220;Suponho ser evidente que a terra pertence ao usufruto dos vivos e que os mortos não têm poderes nem direitos sobre ela.(&#8230;). Portanto, nenhum homem pode, por direito natural, obrigar as terras que ocupou, ou as pessoas que o sucedem nessa ocupação, ao pagamento de dívidas contraídas por ele. Porque se o pudesse fazer, poderia, durante a sua própria vida, consumir o usufruto das terras por várias gerações vindouras, e então as terras pertenceriam aos mortos, e não aos vivos, o que seria o inverso do nosso princípio&#8221; (<a href="https://founders.archives.gov/documents/Jefferson/01-15-02-0375-0003" rel="nofollow ugc">https://founders.archives.gov/documents/Jefferson/01-15-02-0375-0003</a>).</p>
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		Por: Alguém mais produtivo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148880/#comment-896304</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alguém mais produtivo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 18:24:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=148880#comment-896304</guid>

					<description><![CDATA[O parágrafo inicial do Adorfo mostra a qualidade de sua atenção aos detalhes da crítica construída pelo João Bernardo. Imagina se tivesse lido o seguinte no ensaio: &quot;todavia, a minha crítica à ecologia enquanto componente do fascismo pós-fascista não se limita à filiação histórica e tenho sobretudo insistido no seu arcaísmo tecnológico e procurado mostrar as suas consequências económicas funestas.&quot;... nos pouparia a leitura de sua conclusão sem nexo. Ou talvez seja só má-fé mesmo. 

Quanto ao restante do comentário, lembrei-me de &quot;Post-scriptum: contra a ecologia. 4) a agroecologia e a mais-valia absoluta&quot;(https://passapalavra.info/2013/09/83203/). Se tiver vontade, leia o ensaio, bem como o debate decorrente de sua publicação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O parágrafo inicial do Adorfo mostra a qualidade de sua atenção aos detalhes da crítica construída pelo João Bernardo. Imagina se tivesse lido o seguinte no ensaio: &#8220;todavia, a minha crítica à ecologia enquanto componente do fascismo pós-fascista não se limita à filiação histórica e tenho sobretudo insistido no seu arcaísmo tecnológico e procurado mostrar as suas consequências económicas funestas.&#8221;&#8230; nos pouparia a leitura de sua conclusão sem nexo. Ou talvez seja só má-fé mesmo. </p>
<p>Quanto ao restante do comentário, lembrei-me de &#8220;Post-scriptum: contra a ecologia. 4) a agroecologia e a mais-valia absoluta&#8221;(<a href="https://passapalavra.info/2013/09/83203/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2013/09/83203/</a>). Se tiver vontade, leia o ensaio, bem como o debate decorrente de sua publicação.</p>
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