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	Comentários sobre: O deserto e os monstros. 3	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Cartman		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-899169</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cartman]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2023 16:21:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Transetarismo vem aí também 
https://youtu.be/HvuCIwejwqw]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Transetarismo vem aí também<br />
<a href="https://youtu.be/HvuCIwejwqw" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/HvuCIwejwqw</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-899145</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2023 14:47:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais um caso de transespécie: o Homem-Lobo.
https://youtu.be/LtH7l-dhHZQ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um caso de transespécie: o Homem-Lobo.<br />
<a href="https://youtu.be/LtH7l-dhHZQ" rel="nofollow ugc">https://youtu.be/LtH7l-dhHZQ</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-898900</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Aug 2023 06:04:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pets trans eu não sei, mas pets gays e bissexuais já se diz que existem:
&quot;Talvez, muitas espécies seriam melhor descritas como bissexuais, pois transitam facilmente entre os dois comportamentos e não mostram uma orientação sexual definida. Talvez o preconceito de se relacionar com indivíduos do mesmo sexo seja um tabu para humanos, mas não para os nossos peludos.
A reportagem abaixo mostra bem o pêndulo entre o mental e o corporal, biológico.&quot; https://www.estadao.com.br/emais/comportamento-animal/sera-que-caes-e-gatos-podem-ser-homossexuais/

E sobre a integração da humanidade na natureza, o pêndulo entre o mental e o biológico e a relação entre performance, espetáculo e identidade não deixa de ser interessante o movimento dos &quot;transespécie&quot; (destaque para o último parágrafo):

Transespécie: performer que não se identifica com a forma humana vive como cão e boneca

Mais uma forma de existir em sociedade está reunindo cada vez mais pessoas com a mesma identidade. Embora tenham nascido como seres humanos, essas pessoas não se identificam como tal. Gato, cachorro, aves e até camaleão já foram performados por quem não quer ser humano, mas sim assumir outra forma.

No caso do performer e designer brasileiro Raio Gama, não foi diferente. Hoje com 31 anos, o artista disse que se identificou com um animal quando colocou uma máscara de cachorro. Antes disso, quando ainda vivia exclusivamente como humano, Gama disse não se sentir representado e não se identificar com essa forma.

Todos os afazeres do cotidiano dos transespécies são realizados sempre com sua identidade. No caso de Gama, o performer faz tudo com a máscara e outros acessórios de cachorro. Quando não se expressa como animal, o artista usa elementos de boneca. Muitas pessoas estranham a condição do artista, enquanto outras até tentam fazer com que ele se comporte como humano.

Nos EUA, cada vez mais pessoas estão descobrindo a possibilidade de outras identidades que não sejam humanas. A artista Moon Ribas, moradora do Texas, fundou uma organização sobre transespécies. A Transespecies Society é uma organização local que reúne pessoas com a mesma condição. O trabalho da associação acontece de forma independente e busca refletir e promover a liberdade de expressão dos transespécie.

De acordo com Ribas, a necessidade de um movimento específico surgiu porque várias pessoas são transespécie. O transhumanismo, como ela chama as transições entre humanos, não representa pessoas que não se identificam dentro da ideia de humanidade. Assim, a ideia não é superar os seres humanos, mas ter a liberdade de exercer outra identidade.

Cirurgia
Algumas pessoas pensam em intervenções cirúrgicas para adequar o corpo à espécie de identidade. O brasileiro Raio Gama disse que prefere manter as suas formas originais. Assim, ele vive sua performance apenas com acessório e expressão corporal de acordo com a identidade.

Já nos EUA, cada vez mais transespécies são adeptos das cirurgias. Algumas pessoas colocam implantes para ter capacidades de animais. Presas, sensores, garras, pelos e outras características são implantadas. No caso de Moon Ribas, há um sensor nos pés que a permite detectar tremores de terra. Dessa forma, ela fica com a sensibilidade aguçada como a de um animal. Outro transespécie que fez alterações corporais é um amigo de Ribas. Neil Harbisson, também membro da Transespecie Society, tem sensores nas orelhas e consegue prever quando vai chover.
https://revistaladoa.com.br/2019/06/noticias/transespecie-performer-que-nao-se-identifica-com-a-forma-humana-vive-como-cao-e-boneca/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pets trans eu não sei, mas pets gays e bissexuais já se diz que existem:<br />
&#8220;Talvez, muitas espécies seriam melhor descritas como bissexuais, pois transitam facilmente entre os dois comportamentos e não mostram uma orientação sexual definida. Talvez o preconceito de se relacionar com indivíduos do mesmo sexo seja um tabu para humanos, mas não para os nossos peludos.<br />
A reportagem abaixo mostra bem o pêndulo entre o mental e o corporal, biológico.&#8221; <a href="https://www.estadao.com.br/emais/comportamento-animal/sera-que-caes-e-gatos-podem-ser-homossexuais/" rel="nofollow ugc">https://www.estadao.com.br/emais/comportamento-animal/sera-que-caes-e-gatos-podem-ser-homossexuais/</a></p>
<p>E sobre a integração da humanidade na natureza, o pêndulo entre o mental e o biológico e a relação entre performance, espetáculo e identidade não deixa de ser interessante o movimento dos &#8220;transespécie&#8221; (destaque para o último parágrafo):</p>
<p>Transespécie: performer que não se identifica com a forma humana vive como cão e boneca</p>
<p>Mais uma forma de existir em sociedade está reunindo cada vez mais pessoas com a mesma identidade. Embora tenham nascido como seres humanos, essas pessoas não se identificam como tal. Gato, cachorro, aves e até camaleão já foram performados por quem não quer ser humano, mas sim assumir outra forma.</p>
<p>No caso do performer e designer brasileiro Raio Gama, não foi diferente. Hoje com 31 anos, o artista disse que se identificou com um animal quando colocou uma máscara de cachorro. Antes disso, quando ainda vivia exclusivamente como humano, Gama disse não se sentir representado e não se identificar com essa forma.</p>
<p>Todos os afazeres do cotidiano dos transespécies são realizados sempre com sua identidade. No caso de Gama, o performer faz tudo com a máscara e outros acessórios de cachorro. Quando não se expressa como animal, o artista usa elementos de boneca. Muitas pessoas estranham a condição do artista, enquanto outras até tentam fazer com que ele se comporte como humano.</p>
<p>Nos EUA, cada vez mais pessoas estão descobrindo a possibilidade de outras identidades que não sejam humanas. A artista Moon Ribas, moradora do Texas, fundou uma organização sobre transespécies. A Transespecies Society é uma organização local que reúne pessoas com a mesma condição. O trabalho da associação acontece de forma independente e busca refletir e promover a liberdade de expressão dos transespécie.</p>
<p>De acordo com Ribas, a necessidade de um movimento específico surgiu porque várias pessoas são transespécie. O transhumanismo, como ela chama as transições entre humanos, não representa pessoas que não se identificam dentro da ideia de humanidade. Assim, a ideia não é superar os seres humanos, mas ter a liberdade de exercer outra identidade.</p>
<p>Cirurgia<br />
Algumas pessoas pensam em intervenções cirúrgicas para adequar o corpo à espécie de identidade. O brasileiro Raio Gama disse que prefere manter as suas formas originais. Assim, ele vive sua performance apenas com acessório e expressão corporal de acordo com a identidade.</p>
<p>Já nos EUA, cada vez mais transespécies são adeptos das cirurgias. Algumas pessoas colocam implantes para ter capacidades de animais. Presas, sensores, garras, pelos e outras características são implantadas. No caso de Moon Ribas, há um sensor nos pés que a permite detectar tremores de terra. Dessa forma, ela fica com a sensibilidade aguçada como a de um animal. Outro transespécie que fez alterações corporais é um amigo de Ribas. Neil Harbisson, também membro da Transespecie Society, tem sensores nas orelhas e consegue prever quando vai chover.<br />
<a href="https://revistaladoa.com.br/2019/06/noticias/transespecie-performer-que-nao-se-identifica-com-a-forma-humana-vive-como-cao-e-boneca/" rel="nofollow ugc">https://revistaladoa.com.br/2019/06/noticias/transespecie-performer-que-nao-se-identifica-com-a-forma-humana-vive-como-cao-e-boneca/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Yves Coleman		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-898826</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yves Coleman]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2023 10:38:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Joao, tems razao é no volume 4
A tua tese de uma &quot;confusão&quot; entre os objetivos de extermínio de judeus e comunistas, que se baseia nos ESCRITOS dos nazistas, parece-me frágil em sua aplicação PRATICA, primeiro na Alemanha e depois no resto da Europa: enquanto, em geral, 80 a 90% dos judeus foram exterminados pelos nazistas na Europa Oriental e nos territórios soviéticos ocupados pelo exército alemão, os comunistas nesses mesmos países nunca foram dizimados em tais proporções. Isso ocorreu, entre outras razoes,  porque os comunistas tinham tradições de organização clandestina e eram (às vezes, mas nem sempre) apoiados materialmente pela URSS, o que não era o caso da população civil judea, mas é preciso dizer que os planos de extermínio nazistas tiveram efeitos muito diferentes nos dois grupos, por mais macabra que seja essa contabilidade.
Um abraço

Traduzido com a versão gratuita do tradutor - www.DeepL.com/Translator]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Joao, tems razao é no volume 4<br />
A tua tese de uma &#8220;confusão&#8221; entre os objetivos de extermínio de judeus e comunistas, que se baseia nos ESCRITOS dos nazistas, parece-me frágil em sua aplicação PRATICA, primeiro na Alemanha e depois no resto da Europa: enquanto, em geral, 80 a 90% dos judeus foram exterminados pelos nazistas na Europa Oriental e nos territórios soviéticos ocupados pelo exército alemão, os comunistas nesses mesmos países nunca foram dizimados em tais proporções. Isso ocorreu, entre outras razoes,  porque os comunistas tinham tradições de organização clandestina e eram (às vezes, mas nem sempre) apoiados materialmente pela URSS, o que não era o caso da população civil judea, mas é preciso dizer que os planos de extermínio nazistas tiveram efeitos muito diferentes nos dois grupos, por mais macabra que seja essa contabilidade.<br />
Um abraço</p>
<p>Traduzido com a versão gratuita do tradutor &#8211; <a href="http://www.DeepL.com/Translator" rel="nofollow ugc">http://www.DeepL.com/Translator</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-898735</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2023 15:37:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=148904#comment-898735</guid>

					<description><![CDATA[Cher Yves,

Os campos de extermínio foram tardios, enquanto os campos de concentração simples foram criados logo em 1933. Quando refiro campos de concentração sem especificar, estou a referir-me a todo o universo concentracionario (estou a escrever sem acentos).

No Labirintos do Fascismo indico os numerosos factos, as citações e as referências que monstram a concepção de uma anti-raça definida por critérios tanto biológicos como ideológicos, e  nunca estritamente biológicos. Neste momento estou longe dos meus livros (aliás, estou longe de tudo) mas creio que é no quarto volume da ed. Hedra. Não sei indicar as páginas, mas não será difícil encontrar. 

Salut et abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cher Yves,</p>
<p>Os campos de extermínio foram tardios, enquanto os campos de concentração simples foram criados logo em 1933. Quando refiro campos de concentração sem especificar, estou a referir-me a todo o universo concentracionario (estou a escrever sem acentos).</p>
<p>No Labirintos do Fascismo indico os numerosos factos, as citações e as referências que monstram a concepção de uma anti-raça definida por critérios tanto biológicos como ideológicos, e  nunca estritamente biológicos. Neste momento estou longe dos meus livros (aliás, estou longe de tudo) mas creio que é no quarto volume da ed. Hedra. Não sei indicar as páginas, mas não será difícil encontrar. </p>
<p>Salut et abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Yves Coleman		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-898718</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yves Coleman]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2023 11:30:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=148904#comment-898718</guid>

					<description><![CDATA[Caro Joao, 
Como estou no processo de tradução dos teus artigos para o francês, gostaria de fazer dois esclarecimentos: o primeiro sobre o termo vago &quot;campos de concentração&quot;, o segundo sobre a &quot;confusão&quot; entre judeus e comunistas na mesma anti-raça a ser exterminada, pelo menos de acordo com os dados que encontrei sobre a Alemanha, não sobre a Europa Oriental e a URSS, aos quais você se refere, mas parece-me que a extensão dessa &quot;confusão&quot; deve ser detalhada, se possível.

1) Sobre a diferença entre campos de concentração e centros de extermínio

Havia muitos tipos de &quot;campos&quot;, sendo que as fronteiras entre eles às vezes eram fluidas: campos de trabalho forçado (campos de concentração), campos de prisioneiros e campos de trânsito (geralmente antecâmaras para extermínio). Com relação aos &quot;campos de extermínio&quot; (Chelmno, Belzec, Sobibor, Treblinka II na Polônia) e locais que combinavam ambas as funções (concentração para trabalho forçado e extermínio, como Auschwitz-Birkenau e Majdanek), agora usamos a expressão mais precisa de centros de extermínio, na medida em que os deportados judeus eram levados para lá para serem assesinado imediatamente e não detidos por um longo período
Conforme explicado no site do Holocaust Memorial Museum nos Estados Unidos: &quot;Entre março de 1942 e novembro de 1943, a SS e a polícia deportaram cerca de 1.526.000 judeus, a maioria de trem, para os centros de extermínio da Operação Reinhard: Belzec, Sobibor e Treblinka. Entre 8 de dezembro de 1941 e março de 1943, e novamente em junho e julho de 1944, oficiais da SS e da polícia deportaram cerca de 156.000 judeus e vários milhares de ciganos e sinti para o centro de extermínio de Chelmno, de trem, caminhão e a pé.
Entre março de 1942 e dezembro de 1944, as autoridades alemãs deportaram cerca de 1,1 milhão de judeus e 23.000 ciganos e sinti para Auschwitz-Birkenau, a grande maioria por trem. Menos de 500 sobreviveram aos centros de extermínio da Operação Reinhard. Apenas um punhado de judeus sobreviveu aos transportes para Chelmno. Talvez 100.000 judeus tenham sobrevivido à deportação para Auschwitz-Birkenau por terem sido selecionados para trabalhos forçados na chegada.&quot;

2) Sobre a &quot;confusão&quot; operada pelos nazistas entre comunistas e judeus… na Alemanha soa

Não tenho estatísticas sobre a eliminação dos militantes comunistas em toda a Europa, portanto não posso dizer até que ponto os judeus e os comunistas foram &quot;confundidos&quot; pelos nazistas quando eles invadiram até a Rússia, como escreve João Bernardo. 
No que diz respeito à Alemanha, cerca de 60.000 ativistas comunistas alemães (de um milhão de membros do KPD) foram presos sob o nazismo e 2.000 foram executados imediatamente em março-abril de 1933; alguns permaneceram na prisão até o fim da guerra; outros foram libertados (principalmente no aniversário de Hitler, em 20 de abril de 1939), presos novamente por atos de resistência e condenados à morte; outros foram fuzilados muito tempo depois do início de seu encarceramento em campos de concentração, até abril de 1945. 
Não encontrei nenhuma estatística específica sobre os prisioneiros políticos comunistas que foram fuzilados pelos nazistas, mas o número total de prisioneiros políticos alemães mortos pelos nazistas provavelmente não ultrapassa 77.000, somadas todas as tendências.
De acordo com Joachim Fest, 3 milhões de oponentes dos nazistas foram presos e encarcerados entre 1933 e 1945 (e às vezes não era preciso muito para ser rotulado de &quot;oponente&quot;). 225.000 opositores foram condenados entre 1933 e 1939. Outro historiador estima que havia cerca de 600.000 &quot;combatentes da resistência&quot; (de todas as convicções) na Alemanha, ou 1% da população. E cerca de 77.000 deles foram assassinados - &quot;legalmente&quot; ou não. Gilbert Merlio (Les Résistances allemandes à Hitler, Tallandier, 2003) estima que 25.000 oponentes foram condenados à morte durante a guerra, de um total de 100.000 prisioneiros políticos em 1942. Além disso, os nazistas escreveram muito menos relatórios detalhados sobre a eliminação de seus oponentes políticos de esquerda do que sobre o extermínio dos judeus.
Mas o regime nazista nunca aplicou uma política de extermínio sistemático contra seus oponentes não judeus de esquerda (ou de direita). Os números disponíveis, por mais parciais que sejam, estão aí para provar isso e não podem ser discutidos.
Dos 525.000 judeus alemães presentes no território do Reich em 1933, cerca de 250.000 fugiram. Dos 275.000 restantes, cerca de 170.000 foram assassinados.
Na Alemanha, uma comparação entre o número de comunistas (cerca de 77.000 em um milhão) e o número de judeus assassinados (cerca de 170.000 em 275.000) mostra claramente a diferença de tratamento entre os dois, mesmo que todos eles pudessem ser assimilados pelos nazistas a uma &quot;anti-raça&quot;.

Um abraço 
(e desculpa a todos pela qualidade da traduçao em portugues feita pelo um software !)

* * *

Das vítimas não judias mortas durante as invasões de Hitler, cerca de 1,8 milhão eram poloneses (incluindo 50.000 a 100.000 membros da elite polonesa); 3 milhões eram prisioneiros de guerra soviéticos, 312.000 eram civis serbos e 5,7 milhões eram civis soviéticos. (Fonte: https://encyclopedia.ushmm.org/content/fr/article/documenting-numbers-of-victims-of-the-holocaust-and-nazi-persecution ). Esses números são objeto de controvérsia política tanto na Rússia quanto na Polônia e, portanto, são mais indicativos de uma ordem de grandeza do que precisos.
Não sei quantas dessas vítimas não judias eram comunistas, mas talvez seja razoável pensar que os critérios políticos de exterminar a “anti-raça” judia e os “sub-humanos eslavos” foram misturados aqui com critérios nacionais e raciais e objetivos militares (espalhar o terror matando o maior número possível de civis) sem que os nazistas se preocupassem em verificar se as pessoas que eles mataram ou deixaram morrer de fome tinham cartões do Partido Comunista o nao.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Joao,<br />
Como estou no processo de tradução dos teus artigos para o francês, gostaria de fazer dois esclarecimentos: o primeiro sobre o termo vago &#8220;campos de concentração&#8221;, o segundo sobre a &#8220;confusão&#8221; entre judeus e comunistas na mesma anti-raça a ser exterminada, pelo menos de acordo com os dados que encontrei sobre a Alemanha, não sobre a Europa Oriental e a URSS, aos quais você se refere, mas parece-me que a extensão dessa &#8220;confusão&#8221; deve ser detalhada, se possível.</p>
<p>1) Sobre a diferença entre campos de concentração e centros de extermínio</p>
<p>Havia muitos tipos de &#8220;campos&#8221;, sendo que as fronteiras entre eles às vezes eram fluidas: campos de trabalho forçado (campos de concentração), campos de prisioneiros e campos de trânsito (geralmente antecâmaras para extermínio). Com relação aos &#8220;campos de extermínio&#8221; (Chelmno, Belzec, Sobibor, Treblinka II na Polônia) e locais que combinavam ambas as funções (concentração para trabalho forçado e extermínio, como Auschwitz-Birkenau e Majdanek), agora usamos a expressão mais precisa de centros de extermínio, na medida em que os deportados judeus eram levados para lá para serem assesinado imediatamente e não detidos por um longo período<br />
Conforme explicado no site do Holocaust Memorial Museum nos Estados Unidos: &#8220;Entre março de 1942 e novembro de 1943, a SS e a polícia deportaram cerca de 1.526.000 judeus, a maioria de trem, para os centros de extermínio da Operação Reinhard: Belzec, Sobibor e Treblinka. Entre 8 de dezembro de 1941 e março de 1943, e novamente em junho e julho de 1944, oficiais da SS e da polícia deportaram cerca de 156.000 judeus e vários milhares de ciganos e sinti para o centro de extermínio de Chelmno, de trem, caminhão e a pé.<br />
Entre março de 1942 e dezembro de 1944, as autoridades alemãs deportaram cerca de 1,1 milhão de judeus e 23.000 ciganos e sinti para Auschwitz-Birkenau, a grande maioria por trem. Menos de 500 sobreviveram aos centros de extermínio da Operação Reinhard. Apenas um punhado de judeus sobreviveu aos transportes para Chelmno. Talvez 100.000 judeus tenham sobrevivido à deportação para Auschwitz-Birkenau por terem sido selecionados para trabalhos forçados na chegada.&#8221;</p>
<p>2) Sobre a &#8220;confusão&#8221; operada pelos nazistas entre comunistas e judeus… na Alemanha soa</p>
<p>Não tenho estatísticas sobre a eliminação dos militantes comunistas em toda a Europa, portanto não posso dizer até que ponto os judeus e os comunistas foram &#8220;confundidos&#8221; pelos nazistas quando eles invadiram até a Rússia, como escreve João Bernardo.<br />
No que diz respeito à Alemanha, cerca de 60.000 ativistas comunistas alemães (de um milhão de membros do KPD) foram presos sob o nazismo e 2.000 foram executados imediatamente em março-abril de 1933; alguns permaneceram na prisão até o fim da guerra; outros foram libertados (principalmente no aniversário de Hitler, em 20 de abril de 1939), presos novamente por atos de resistência e condenados à morte; outros foram fuzilados muito tempo depois do início de seu encarceramento em campos de concentração, até abril de 1945.<br />
Não encontrei nenhuma estatística específica sobre os prisioneiros políticos comunistas que foram fuzilados pelos nazistas, mas o número total de prisioneiros políticos alemães mortos pelos nazistas provavelmente não ultrapassa 77.000, somadas todas as tendências.<br />
De acordo com Joachim Fest, 3 milhões de oponentes dos nazistas foram presos e encarcerados entre 1933 e 1945 (e às vezes não era preciso muito para ser rotulado de &#8220;oponente&#8221;). 225.000 opositores foram condenados entre 1933 e 1939. Outro historiador estima que havia cerca de 600.000 &#8220;combatentes da resistência&#8221; (de todas as convicções) na Alemanha, ou 1% da população. E cerca de 77.000 deles foram assassinados &#8211; &#8220;legalmente&#8221; ou não. Gilbert Merlio (Les Résistances allemandes à Hitler, Tallandier, 2003) estima que 25.000 oponentes foram condenados à morte durante a guerra, de um total de 100.000 prisioneiros políticos em 1942. Além disso, os nazistas escreveram muito menos relatórios detalhados sobre a eliminação de seus oponentes políticos de esquerda do que sobre o extermínio dos judeus.<br />
Mas o regime nazista nunca aplicou uma política de extermínio sistemático contra seus oponentes não judeus de esquerda (ou de direita). Os números disponíveis, por mais parciais que sejam, estão aí para provar isso e não podem ser discutidos.<br />
Dos 525.000 judeus alemães presentes no território do Reich em 1933, cerca de 250.000 fugiram. Dos 275.000 restantes, cerca de 170.000 foram assassinados.<br />
Na Alemanha, uma comparação entre o número de comunistas (cerca de 77.000 em um milhão) e o número de judeus assassinados (cerca de 170.000 em 275.000) mostra claramente a diferença de tratamento entre os dois, mesmo que todos eles pudessem ser assimilados pelos nazistas a uma &#8220;anti-raça&#8221;.</p>
<p>Um abraço<br />
(e desculpa a todos pela qualidade da traduçao em portugues feita pelo um software !)</p>
<p>* * *</p>
<p>Das vítimas não judias mortas durante as invasões de Hitler, cerca de 1,8 milhão eram poloneses (incluindo 50.000 a 100.000 membros da elite polonesa); 3 milhões eram prisioneiros de guerra soviéticos, 312.000 eram civis serbos e 5,7 milhões eram civis soviéticos. (Fonte: <a href="https://encyclopedia.ushmm.org/content/fr/article/documenting-numbers-of-victims-of-the-holocaust-and-nazi-persecution" rel="nofollow ugc">https://encyclopedia.ushmm.org/content/fr/article/documenting-numbers-of-victims-of-the-holocaust-and-nazi-persecution</a> ). Esses números são objeto de controvérsia política tanto na Rússia quanto na Polônia e, portanto, são mais indicativos de uma ordem de grandeza do que precisos.<br />
Não sei quantas dessas vítimas não judias eram comunistas, mas talvez seja razoável pensar que os critérios políticos de exterminar a “anti-raça” judia e os “sub-humanos eslavos” foram misturados aqui com critérios nacionais e raciais e objetivos militares (espalhar o terror matando o maior número possível de civis) sem que os nazistas se preocupassem em verificar se as pessoas que eles mataram ou deixaram morrer de fome tinham cartões do Partido Comunista o nao.</p>
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		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-897376</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 00:01:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=148904#comment-897376</guid>

					<description><![CDATA[Para os que pensam que é exagero afirmar que o identitarismo se aproxima da lógica do Terceiro Reich, sugiro que leiam o que a professora Bárbara Carine escreveu no seu Instagram (que conta com mais de 300 mil seguidores!):

«Um dos espaços que palestrei nesse mês de junho estava com problemas na autodeclaração profissional: segundo dados cadastrais a instituição já tinha alcançado a meta de pessoas negras para os próximos anos, contudo o teste do pescoço não indicava isso. Uma sacanag3m imensa.

Gente, existe uma diversidade de pessoas brancas em virtude da estratégia genocida de extermínio negro, chamada eugenia, popularmente conhecida como democracia racial. A meta era miscigenar para branquear. Desse modo, no nosso país existem desde brancos “retintos” que são brancos beeem brancos” a brancos escuros.

O que é um branco escuro, Bárbara?

Uma pessoa um pouco bronzeada, mas lida socialmente como branca (nunca levou um baculejo, nunca foi seguida numa loja, nunca esteve na lista das pessoas mais feias da sala, sempre teve seu cabelo penteado na escola, nunca pediram pra ela ir trabalhar com o cabelo penteado, nunca duvidaram que ela era a gerente da empresa, nunca se sentiu solitária nos espaços brancos, até namorou fácil nessa escola, se cresceu na favela a galera até chamava de galego (aí qnd entrou na faculdade começou a discutir o seu pertencimento racial…). No Brasil ser negro ou negra é uma experiência fenotípica social

Com as cotas, muitas pessoas passaram a se declarar negras por afro-conveniência ou para não integrarem o grupo opressor da branquitude, pois psicologicamente isso não é legal para a pessoa. Mas entenda, que ser uma pessoa branca não te transforma em um opressor, mas sim em uma pessoa que se beneficia dos privilégios da opressão. Você pode ser uma pessoa aliada e lutar contra isso. Contudo, entenda que ao se declarar parda em qualquer senso você está se dizendo negra e isso não é bacana… essa instituição que eu citei, por exemplo, já atingiu a meta de negros sem ter atingido. Bote a mão na consciência.»

https://www.instagram.com/p/Ct4HkmzgFYL/

E antes que digam que isso é um caso excepcional, que esse discurso não tem influência no mundo real, gostaria que lembrassem que esta professora já foi finalista do Prêmio Jabuti por dois anos consecutivos e foi premiada pela Câmara Municipal de Salvador com uma honraria concedida a mulheres negras que &quot;se destacam na luta contra o racismo&quot;.

É este discurso que tem sido hegemônico atualmente no movimento negro. São essas pessoas que a maioria da esquerda considera &quot;aliados&quot;. Assim como o nacionalismo, o identitarismo é hoje o senso comum na esquerda. E, assim como o nacionalismo, me parece que essa &quot;contaminação&quot; de temas oriundos da direita no interior da esquerda seja irreversível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os que pensam que é exagero afirmar que o identitarismo se aproxima da lógica do Terceiro Reich, sugiro que leiam o que a professora Bárbara Carine escreveu no seu Instagram (que conta com mais de 300 mil seguidores!):</p>
<p>«Um dos espaços que palestrei nesse mês de junho estava com problemas na autodeclaração profissional: segundo dados cadastrais a instituição já tinha alcançado a meta de pessoas negras para os próximos anos, contudo o teste do pescoço não indicava isso. Uma sacanag3m imensa.</p>
<p>Gente, existe uma diversidade de pessoas brancas em virtude da estratégia genocida de extermínio negro, chamada eugenia, popularmente conhecida como democracia racial. A meta era miscigenar para branquear. Desse modo, no nosso país existem desde brancos “retintos” que são brancos beeem brancos” a brancos escuros.</p>
<p>O que é um branco escuro, Bárbara?</p>
<p>Uma pessoa um pouco bronzeada, mas lida socialmente como branca (nunca levou um baculejo, nunca foi seguida numa loja, nunca esteve na lista das pessoas mais feias da sala, sempre teve seu cabelo penteado na escola, nunca pediram pra ela ir trabalhar com o cabelo penteado, nunca duvidaram que ela era a gerente da empresa, nunca se sentiu solitária nos espaços brancos, até namorou fácil nessa escola, se cresceu na favela a galera até chamava de galego (aí qnd entrou na faculdade começou a discutir o seu pertencimento racial…). No Brasil ser negro ou negra é uma experiência fenotípica social</p>
<p>Com as cotas, muitas pessoas passaram a se declarar negras por afro-conveniência ou para não integrarem o grupo opressor da branquitude, pois psicologicamente isso não é legal para a pessoa. Mas entenda, que ser uma pessoa branca não te transforma em um opressor, mas sim em uma pessoa que se beneficia dos privilégios da opressão. Você pode ser uma pessoa aliada e lutar contra isso. Contudo, entenda que ao se declarar parda em qualquer senso você está se dizendo negra e isso não é bacana… essa instituição que eu citei, por exemplo, já atingiu a meta de negros sem ter atingido. Bote a mão na consciência.»</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/p/Ct4HkmzgFYL/" rel="nofollow ugc">https://www.instagram.com/p/Ct4HkmzgFYL/</a></p>
<p>E antes que digam que isso é um caso excepcional, que esse discurso não tem influência no mundo real, gostaria que lembrassem que esta professora já foi finalista do Prêmio Jabuti por dois anos consecutivos e foi premiada pela Câmara Municipal de Salvador com uma honraria concedida a mulheres negras que &#8220;se destacam na luta contra o racismo&#8221;.</p>
<p>É este discurso que tem sido hegemônico atualmente no movimento negro. São essas pessoas que a maioria da esquerda considera &#8220;aliados&#8221;. Assim como o nacionalismo, o identitarismo é hoje o senso comum na esquerda. E, assim como o nacionalismo, me parece que essa &#8220;contaminação&#8221; de temas oriundos da direita no interior da esquerda seja irreversível.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-897360</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jul 2023 20:28:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Joker -&#062; &quot;Reflita.&quot;

Dei um exemplo sobre mulheres que tomam tanta porrada em casa a ponto de correrem risco de vida. Não chega a ser uma situação de exceção. Ao contrário, é algo bem comum desde a divisão social do trabalho entre homens e mulheres. A exceção é quando são os homens quem apanham, o que também acontece.

Por outro lado, a violência não é exclusividade de casais hetero. Tampouco a violência incide apenas nos relacionamentos, sejam ou não monogâmicos. A violência (física ou não) está presente em todo tipo de relações sociais.

Resumindo:

• A luta contra a violência é uma luta geral que só pode ser bem sucedida com o fim da divisão da sociedade em classes (Revolução  Socialista) e a constituição de relações sociais comunitárias (Comunismo).
• A luta contra a violência de gênero (mulheres, LGBT+) é uma luta específica que só pode ser bem sucedida se articulada com a luta geral (Luta de Classes).
• Os diversos casos concretos de violência de gênero NÃO tem (sic) como esperar uma hipotética vitória da luta geral, exigem uma atuação imediata (inclusive por haver ameaça à integridade física e risco de vida).

☆ Os identitarismos isolam as lutas específicas uma das outras e também não as articulam com as lutas gerais e a Luta de Classes, criando a fatal ilusão de ser possível desta forma superar os diversos tipos de opressão.

Caso concreto: ocupação cujas moradoras são mulheres com histórico de sofrerem grave violência doméstica.
Ação imediata: garantir a continuidade da ocupação e fornecer as condições básicas de habitação (energia, água, comida, instalações sanitárias). 
Estratégia não identitária: estabelecer laços concretos de apoio recíproco com outros movimentos, sejam ou não do mesmo tipo.

PS: alguns dos que se referiram aos meus comentários parecem não os terem lido ou pouco compreenderam, provavelmente é responsabilidade minha pois me expreço (sic) no idioma Português apenas razoavelmente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joker -&gt; &#8220;Reflita.&#8221;</p>
<p>Dei um exemplo sobre mulheres que tomam tanta porrada em casa a ponto de correrem risco de vida. Não chega a ser uma situação de exceção. Ao contrário, é algo bem comum desde a divisão social do trabalho entre homens e mulheres. A exceção é quando são os homens quem apanham, o que também acontece.</p>
<p>Por outro lado, a violência não é exclusividade de casais hetero. Tampouco a violência incide apenas nos relacionamentos, sejam ou não monogâmicos. A violência (física ou não) está presente em todo tipo de relações sociais.</p>
<p>Resumindo:</p>
<p>• A luta contra a violência é uma luta geral que só pode ser bem sucedida com o fim da divisão da sociedade em classes (Revolução  Socialista) e a constituição de relações sociais comunitárias (Comunismo).<br />
• A luta contra a violência de gênero (mulheres, LGBT+) é uma luta específica que só pode ser bem sucedida se articulada com a luta geral (Luta de Classes).<br />
• Os diversos casos concretos de violência de gênero NÃO tem (sic) como esperar uma hipotética vitória da luta geral, exigem uma atuação imediata (inclusive por haver ameaça à integridade física e risco de vida).</p>
<p>☆ Os identitarismos isolam as lutas específicas uma das outras e também não as articulam com as lutas gerais e a Luta de Classes, criando a fatal ilusão de ser possível desta forma superar os diversos tipos de opressão.</p>
<p>Caso concreto: ocupação cujas moradoras são mulheres com histórico de sofrerem grave violência doméstica.<br />
Ação imediata: garantir a continuidade da ocupação e fornecer as condições básicas de habitação (energia, água, comida, instalações sanitárias).<br />
Estratégia não identitária: estabelecer laços concretos de apoio recíproco com outros movimentos, sejam ou não do mesmo tipo.</p>
<p>PS: alguns dos que se referiram aos meus comentários parecem não os terem lido ou pouco compreenderam, provavelmente é responsabilidade minha pois me expreço (sic) no idioma Português apenas razoavelmente.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-897343</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jul 2023 15:56:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=148904#comment-897343</guid>

					<description><![CDATA[Geralmente, procuro reduzir ao mínimo as minhas intervenções nos debates acerca de artigos meus. Houve algumas excepções, mas foram raras. Tenho todo o artigo para me exprimir, parece-me justo que deixe aos leitores o espaço dos comentários, senão arriscar-me-ia a ser um monopolista. Acresce que, no caso deste ensaio, têm surgido vários leitores a explicar a questão de uma forma que me poupa esclarecimentos. O que teria a responder foi já dito em alguns comentários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Geralmente, procuro reduzir ao mínimo as minhas intervenções nos debates acerca de artigos meus. Houve algumas excepções, mas foram raras. Tenho todo o artigo para me exprimir, parece-me justo que deixe aos leitores o espaço dos comentários, senão arriscar-me-ia a ser um monopolista. Acresce que, no caso deste ensaio, têm surgido vários leitores a explicar a questão de uma forma que me poupa esclarecimentos. O que teria a responder foi já dito em alguns comentários.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Achista-cis-hetero-branco-binário-monogâmico-racionalista-eurocêntrico-colonizador-esquerdo-macho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/07/148904/#comment-897342</link>

		<dc:creator><![CDATA[Achista-cis-hetero-branco-binário-monogâmico-racionalista-eurocêntrico-colonizador-esquerdo-macho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jul 2023 15:36:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Arkx confunde o fenômeno (machismo, racismo, etc ) com sua interpretação teórica e movimento político reacionários (identitarismos), que para ele são a mesma coisa. Se duas ou mais mulheres se juntam para reivindicar qualquer coisa, lá ele já enxerga o identitarismo em ação. O identitarismo enquanto fenômeno é outra coisa, já devidamente identificado aqui com o fascismo, um verdadeiro atraso para as lutas anticapitalistas. Para arkx concreto é o que lhe interessa, o que já ilustra o particularismo identitário com o qual ele lê o mundo. De resto, aguardo considerações do autor do artigo acerca do debate, pois alguns comentaristas o interpelaram diretamente...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arkx confunde o fenômeno (machismo, racismo, etc ) com sua interpretação teórica e movimento político reacionários (identitarismos), que para ele são a mesma coisa. Se duas ou mais mulheres se juntam para reivindicar qualquer coisa, lá ele já enxerga o identitarismo em ação. O identitarismo enquanto fenômeno é outra coisa, já devidamente identificado aqui com o fascismo, um verdadeiro atraso para as lutas anticapitalistas. Para arkx concreto é o que lhe interessa, o que já ilustra o particularismo identitário com o qual ele lê o mundo. De resto, aguardo considerações do autor do artigo acerca do debate, pois alguns comentaristas o interpelaram diretamente&#8230;</p>
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