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	Comentários sobre: O deserto e os monstros. 6	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-920009</link>

		<dc:creator><![CDATA[Irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jan 2024 16:06:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Curioso que a chamada &quot;cultura indiana&quot; também é frequentemente citada pelos apologetas do pós-colonialismo e do decolonialismo, como exemplo de &quot;culturas outras&quot;, &quot;não-ocidentais&quot;, etc. Inclusive um dos principais nomes dessa corrente vem de lá, Gayatri Spivak. No entanto, é notória a forma como a mulher é tratada na Índia, como nessa notícia absurda, condição geralmente pouco abordada pelos &quot;feminismos decoloniais&quot;...

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv25nzmlzkvo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curioso que a chamada &#8220;cultura indiana&#8221; também é frequentemente citada pelos apologetas do pós-colonialismo e do decolonialismo, como exemplo de &#8220;culturas outras&#8221;, &#8220;não-ocidentais&#8221;, etc. Inclusive um dos principais nomes dessa corrente vem de lá, Gayatri Spivak. No entanto, é notória a forma como a mulher é tratada na Índia, como nessa notícia absurda, condição geralmente pouco abordada pelos &#8220;feminismos decoloniais&#8221;&#8230;</p>
<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv25nzmlzkvo" rel="nofollow ugc">https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv25nzmlzkvo</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-919891</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 19:01:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mencionei no artigo uma conferência marxista internacional realizada em Londres em Novembro do ano passado sob o tema &lt;em&gt;Sexuality and Political Economy Stream&lt;/em&gt;, abordando nomeadamente «Debates marxistas nos estudos &lt;em&gt;queer&lt;/em&gt; e trans (Norte Global / Sul Global)», e em que um dos debates versava as «Sexualidades indígenas, anticoloniais e não-ocidentais». Já forneci alguns exemplos dessas sexualidades não-ocidentais, vejamos agora outro caso.

&lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt; do passado dia 31 de Dezembro anunciou que o presidente do Burundi dissera num discurso que os homossexuais deviam ser apedrejados até à morte. Com efeito, o verbo &lt;em&gt;to stone&lt;/em&gt;, empregue pelo presidente, não significa só lançar pedras contra alguém, mas matar à pedrada, uma antiquíssima forma de punição. No entanto, sejamos optimistas, porque o jornal explica que essas declarações do presidente não têm efeitos legais e os homossexuais do Burundi podem continuar a beneficiar dos dois anos de prisão a que a lei os condena. Quem quiser ler o artigo, enquanto medita nas vantagens das sexualidades indígenas, anticoloniais e não-ocidentais, pode encontrá-lo &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://www.nytimes.com/2023/12/31/world/africa/burundi-president-gay-people-stoned.html&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mencionei no artigo uma conferência marxista internacional realizada em Londres em Novembro do ano passado sob o tema <em>Sexuality and Political Economy Stream</em>, abordando nomeadamente «Debates marxistas nos estudos <em>queer</em> e trans (Norte Global / Sul Global)», e em que um dos debates versava as «Sexualidades indígenas, anticoloniais e não-ocidentais». Já forneci alguns exemplos dessas sexualidades não-ocidentais, vejamos agora outro caso.</p>
<p><em>The New York Times</em> do passado dia 31 de Dezembro anunciou que o presidente do Burundi dissera num discurso que os homossexuais deviam ser apedrejados até à morte. Com efeito, o verbo <em>to stone</em>, empregue pelo presidente, não significa só lançar pedras contra alguém, mas matar à pedrada, uma antiquíssima forma de punição. No entanto, sejamos optimistas, porque o jornal explica que essas declarações do presidente não têm efeitos legais e os homossexuais do Burundi podem continuar a beneficiar dos dois anos de prisão a que a lei os condena. Quem quiser ler o artigo, enquanto medita nas vantagens das sexualidades indígenas, anticoloniais e não-ocidentais, pode encontrá-lo <em><a href="https://www.nytimes.com/2023/12/31/world/africa/burundi-president-gay-people-stoned.html" rel="nofollow ugc">aqui</a></em>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-902778</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2023 08:08:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leio numa das &lt;em&gt;newsletters&lt;/em&gt; de hoje de &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;:

«Uganda arrests man on antigay charge
Ugandan prosecutors have lodged charges of “aggravated homosexuality” against a 20-year-old man — a crime punishable by death — in one of the country’s first applications of a provision included in one of the world’s harshest antigay laws.
Same-sex acts had long been considered illegal under Uganda’s penal code, but a law enacted this year introduced far harsher penalties and vastly extended the range of perceived offenses. The law calls for life in prison for anyone who engaged in gay sex and allows the death penalty under certain circumstances, including for having same-sex relations with disabled people.
Context: Many religious leaders and politicians in Uganda have painted same-sex relations as a Western import. “Africans are being used to accept this nonsense of the Western world, and homosexuality is on the agenda,” James Nsaba Buturo, a former minister of ethics and integrity in the Ugandan government, said in March.»]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leio numa das <em>newsletters</em> de hoje de <em>The New York Times</em>:</p>
<p>«Uganda arrests man on antigay charge<br />
Ugandan prosecutors have lodged charges of “aggravated homosexuality” against a 20-year-old man — a crime punishable by death — in one of the country’s first applications of a provision included in one of the world’s harshest antigay laws.<br />
Same-sex acts had long been considered illegal under Uganda’s penal code, but a law enacted this year introduced far harsher penalties and vastly extended the range of perceived offenses. The law calls for life in prison for anyone who engaged in gay sex and allows the death penalty under certain circumstances, including for having same-sex relations with disabled people.<br />
Context: Many religious leaders and politicians in Uganda have painted same-sex relations as a Western import. “Africans are being used to accept this nonsense of the Western world, and homosexuality is on the agenda,” James Nsaba Buturo, a former minister of ethics and integrity in the Ugandan government, said in March.»</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-900918</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 12:51:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A propósito do que eu classifico como Estado Amplo, ou seja, o carácter soberano das empresas, é interessante a leitura de um artigo de Ian Bremmer e Mustafa Suleyman, «The AI Power Paradox», publicado hoje na &lt;em&gt;Foreign Affairs&lt;/em&gt;. Escrevem os autores:

«Whether they admit it or not, AI’s creators are themselves geopolitical actors, and their sovereignty over AI further entrenches the emerging “technopolar” order—one in which technology companies wield the kind of power in their domains once reserved for nation-states. For the past decade, big technology firms have effectively become independent, sovereign actors in the digital realms they have created. AI accelerates this trend and extends it far beyond the digital world. The technology’s complexity and the speed of its advancement will make it almost impossible for governments to make relevant rules at a reasonable pace».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do que eu classifico como Estado Amplo, ou seja, o carácter soberano das empresas, é interessante a leitura de um artigo de Ian Bremmer e Mustafa Suleyman, «The AI Power Paradox», publicado hoje na <em>Foreign Affairs</em>. Escrevem os autores:</p>
<p>«Whether they admit it or not, AI’s creators are themselves geopolitical actors, and their sovereignty over AI further entrenches the emerging “technopolar” order—one in which technology companies wield the kind of power in their domains once reserved for nation-states. For the past decade, big technology firms have effectively become independent, sovereign actors in the digital realms they have created. AI accelerates this trend and extends it far beyond the digital world. The technology’s complexity and the speed of its advancement will make it almost impossible for governments to make relevant rules at a reasonable pace».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-900777</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 14:36:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[CAMA DE GATO
Jogar não é apostar.
Quem não tenta outra vez não fracassa melhor.
ÚNICO DEVER DO REVOLUCIONÁRIO: TORNAR-SE DESNECESSÁRIO.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CAMA DE GATO<br />
Jogar não é apostar.<br />
Quem não tenta outra vez não fracassa melhor.<br />
ÚNICO DEVER DO REVOLUCIONÁRIO: TORNAR-SE DESNECESSÁRIO.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: LL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-900674</link>

		<dc:creator><![CDATA[LL]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2023 21:01:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Enquanto isso em Ghana https://mobile.ghanaweb.com/GhanaHomePage/NewsArchive/Dormaa-Central-chiefs-slaughter-sheep-on-feet-of-alleged-gay-to-pacify-gods-1819985]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto isso em Ghana <a href="https://mobile.ghanaweb.com/GhanaHomePage/NewsArchive/Dormaa-Central-chiefs-slaughter-sheep-on-feet-of-alleged-gay-to-pacify-gods-1819985" rel="nofollow ugc">https://mobile.ghanaweb.com/GhanaHomePage/NewsArchive/Dormaa-Central-chiefs-slaughter-sheep-on-feet-of-alleged-gay-to-pacify-gods-1819985</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Yanick Toutain		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-900671</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yanick Toutain]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2023 20:29:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;&quot;Fica em suspenso uma pergunta que coloquei pela primeira vez a mim mesmo e a outros depois da derrota da revolução portuguesa de 1974-1975 — o que é ser revolucionário numa situação não revolucionária??”
A resposta que eu descobri que você é: um cientista pesquisador
As 10 questões programáticas que lhe fiz evacuam fundamentalmente o “como funciona” para discutir “o que fazer” quaisquer que sejam as nossas convergências divergências na análise da realidade
O método usado por Lenin e Trotsky
Após um período de pesquisa analítica em todas as áreas de 1991 a 2011, por 12 anos priorizei a pesquisa institucional: como construir um governo revogável que vota globalmente. Um COMEX composto por 25 delegados #Revogáveis, cada um escolhido por 250 milhões de cidadãos
E assim ter a resposta para “o que é que este Salgueiro Maia e os seus camaradas teriam feito para estender a sua revolução à Europa e ao mundo” se tivessem tido 49 anos para pensar?

*** *** ***

“É o estudo desse mosaico fragmentado, composto por muitas possibilidades anunciadas e poucas realidades efectivadas, que eu denomino Historiografia do Não, tal como expus em dois artigos publicados no Passa Palavra (aqui e aqui). Em cada momento podemos definir exactamente o impossível, o que significa que podemos estabelecer os contornos do possível.”

Certamente podemos tentar adivinhar quais serão os bebês monstruosos em formação no capitalismo
Mas acima de tudo, devemos prover os nossos e garantir o seu nascimento
Examinar os projetos de Stolypin é interessante. Mas entenda que em 1905 teria sido necessário completar a cota #1para500 um delegado revogável para 500 delegadores (no Soviete de Petrogrado) pela designação de 100 #funcionários trabalhadores + 125 estudantes e portanto uma cota #1para625
…que é examinar nossos erros de deficiências e antecipar a data de #12mars1917 e a reconstrução do soviete, mas aplicando as diretrizes da #CommunedeParis
Um #ServiçoPúblicoRevolucionário formado por #DelegadosRevogáveis 

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;&#8221;Fica em suspenso uma pergunta que coloquei pela primeira vez a mim mesmo e a outros depois da derrota da revolução portuguesa de 1974-1975 — o que é ser revolucionário numa situação não revolucionária??”<br />
A resposta que eu descobri que você é: um cientista pesquisador<br />
As 10 questões programáticas que lhe fiz evacuam fundamentalmente o “como funciona” para discutir “o que fazer” quaisquer que sejam as nossas convergências divergências na análise da realidade<br />
O método usado por Lenin e Trotsky<br />
Após um período de pesquisa analítica em todas as áreas de 1991 a 2011, por 12 anos priorizei a pesquisa institucional: como construir um governo revogável que vota globalmente. Um COMEX composto por 25 delegados #Revogáveis, cada um escolhido por 250 milhões de cidadãos<br />
E assim ter a resposta para “o que é que este Salgueiro Maia e os seus camaradas teriam feito para estender a sua revolução à Europa e ao mundo” se tivessem tido 49 anos para pensar?</p>
<p>*** *** ***</p>
<p>“É o estudo desse mosaico fragmentado, composto por muitas possibilidades anunciadas e poucas realidades efectivadas, que eu denomino Historiografia do Não, tal como expus em dois artigos publicados no Passa Palavra (aqui e aqui). Em cada momento podemos definir exactamente o impossível, o que significa que podemos estabelecer os contornos do possível.”</p>
<p>Certamente podemos tentar adivinhar quais serão os bebês monstruosos em formação no capitalismo<br />
Mas acima de tudo, devemos prover os nossos e garantir o seu nascimento<br />
Examinar os projetos de Stolypin é interessante. Mas entenda que em 1905 teria sido necessário completar a cota #1para500 um delegado revogável para 500 delegadores (no Soviete de Petrogrado) pela designação de 100 #funcionários trabalhadores + 125 estudantes e portanto uma cota #1para625<br />
…que é examinar nossos erros de deficiências e antecipar a data de #12mars1917 e a reconstrução do soviete, mas aplicando as diretrizes da #CommunedeParis<br />
Um #ServiçoPúblicoRevolucionário formado por #DelegadosRevogáveis </p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Yanick Toutain		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/08/148945/#comment-900665</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yanick Toutain]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2023 19:52:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=148945#comment-900665</guid>

					<description><![CDATA[&lt;em&gt;[Ver a tradução no comentário seguinte.]&lt;/em&gt;


A la question &quot;Une question que je me suis d&#039;abord posée à moi-même et à d&#039;autres après la défaite de la révolution portugaise de 1974-1975 reste en suspens - qu&#039;est-ce que cela signifie d&#039;être un révolutionnaire dans une situation non révolutionnaire ?&quot; 
La réponse ce que je découvre que vous êtes : un chercheur scientifique 
Les 10 questions programmatiques que je vous ai posées évacuent fondamentalement le &quot;comment ça fonctionne &quot; pour débattre de &quot;que faire&quot; quelles que soient nos convergences divergences en analyse du réel 
La méthode utilisée par Lénine et Trotsky 
Après une période de recherche analytique dans tous les domaines 1991 2011, depuis 12 ans j&#039;ai priorisé la recherche institutionnelle : comment construire un gouvernement révocable qui vote mondial. Un COMEX formé de 25 #déléguésRévocables choisis chacun par 250M de citoyens 
Et donc avoir la réponse à &quot;qu&#039;est ce Salgueiro Maia et ses camarades auraient dû faire pour étendre à l&#039;Europe et au monde leur révolution&quot; s&#039;ils avaient eu 49 ans pour réfléchir ?

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

&quot; C&#039;est l&#039;étude de cette mosaïque fragmentée, composée de nombreux possibles annoncés et de peu de réalités réalisées, que j&#039;appelle Historiographie du Non, comme je l&#039;ai expliqué dans deux articles publiés dans Passa Palavra ( ici et ici). A chaque instant nous pouvons définir exactement l&#039;impossible, ce qui veut dire que nous pouvons établir les contours du possible&quot; 

On peut certes tenter de deviner ce que seront les bébés monstrueux en gestation dans le capitalisme 
Mais on doit surtout prévoir les nôtres et leur assurer une naissance 
Examiner les projets de Stolypine est intéressant.  Mais comprendre qu&#039;il aurait fallu en 1905 compléter le quota #1pour500 un délégué révocable pour 500 délégateurs (au soviet de Petrograd) par la désignation de 100 fonctionnaires #fonctionnantes + 125 étudiants et donc un quota #1pour625 
 ...cela c&#039;est examiner nos erreurs carences et avancer la date du #12mars1917 et la reconstruction du soviet mais en appliquant les directives de la #CommunedeParis 
Une #fonctionPubliqueRévolutionnaire formée de #déléguésRévocables]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>[Ver a tradução no comentário seguinte.]</em></p>
<p>A la question &#8220;Une question que je me suis d&#8217;abord posée à moi-même et à d&#8217;autres après la défaite de la révolution portugaise de 1974-1975 reste en suspens &#8211; qu&#8217;est-ce que cela signifie d&#8217;être un révolutionnaire dans une situation non révolutionnaire ?&#8221;<br />
La réponse ce que je découvre que vous êtes : un chercheur scientifique<br />
Les 10 questions programmatiques que je vous ai posées évacuent fondamentalement le &#8220;comment ça fonctionne &#8221; pour débattre de &#8220;que faire&#8221; quelles que soient nos convergences divergences en analyse du réel<br />
La méthode utilisée par Lénine et Trotsky<br />
Après une période de recherche analytique dans tous les domaines 1991 2011, depuis 12 ans j&#8217;ai priorisé la recherche institutionnelle : comment construire un gouvernement révocable qui vote mondial. Un COMEX formé de 25 #déléguésRévocables choisis chacun par 250M de citoyens<br />
Et donc avoir la réponse à &#8220;qu&#8217;est ce Salgueiro Maia et ses camarades auraient dû faire pour étendre à l&#8217;Europe et au monde leur révolution&#8221; s&#8217;ils avaient eu 49 ans pour réfléchir ?</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>&#8221; C&#8217;est l&#8217;étude de cette mosaïque fragmentée, composée de nombreux possibles annoncés et de peu de réalités réalisées, que j&#8217;appelle Historiographie du Non, comme je l&#8217;ai expliqué dans deux articles publiés dans Passa Palavra ( ici et ici). A chaque instant nous pouvons définir exactement l&#8217;impossible, ce qui veut dire que nous pouvons établir les contours du possible&#8221; </p>
<p>On peut certes tenter de deviner ce que seront les bébés monstrueux en gestation dans le capitalisme<br />
Mais on doit surtout prévoir les nôtres et leur assurer une naissance<br />
Examiner les projets de Stolypine est intéressant.  Mais comprendre qu&#8217;il aurait fallu en 1905 compléter le quota #1pour500 un délégué révocable pour 500 délégateurs (au soviet de Petrograd) par la désignation de 100 fonctionnaires #fonctionnantes + 125 étudiants et donc un quota #1pour625<br />
 &#8230;cela c&#8217;est examiner nos erreurs carences et avancer la date du #12mars1917 et la reconstruction du soviet mais en appliquant les directives de la #CommunedeParis<br />
Une #fonctionPubliqueRévolutionnaire formée de #déléguésRévocables</p>
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