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	Comentários sobre: Considerações libertárias acerca do conflito Israel-Palestina	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Bruno Bianchi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-909346</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Bianchi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Oct 2023 04:22:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como florescer uma consciência de classe nesse cenário de guerra e destruição em ambos os lados? O extremismo nacionalista do estado hebreu e o radicalismo teocrático do hamas só podem ser superados pela internacionalização das lutas proletárias de hebreus e palestinos. Não me parece fácil essa solução. Em um cenário sem guerra muitas vezes os trabalhadores não se reconhecem numa classe social coexa e que luta por sua emancipação o que dirá num cenário de guerra onde além da exploração do trabalho há também o fator de uma luta geopolítica no qual deixa a situação ainda mais obscura. Mesmo assim, creio eu, a resposta para a situação deve ser a internacionalização das lutas proletárias de hebreus e palestinos, ou seja, no momento no qual os operários hebreus não reconhecerem mais o estado de Israel como seu &quot;lar e quando os operários palestinos não reconhecerem mais o hamas e outra qualquer forma de autoridade palestina, aí sim haverá espaço para uma luta proletária de ambos os lados buscando a superação da crise. 
Sem mais para o momento. 
Abraços à todos do PassaPalavra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como florescer uma consciência de classe nesse cenário de guerra e destruição em ambos os lados? O extremismo nacionalista do estado hebreu e o radicalismo teocrático do hamas só podem ser superados pela internacionalização das lutas proletárias de hebreus e palestinos. Não me parece fácil essa solução. Em um cenário sem guerra muitas vezes os trabalhadores não se reconhecem numa classe social coexa e que luta por sua emancipação o que dirá num cenário de guerra onde além da exploração do trabalho há também o fator de uma luta geopolítica no qual deixa a situação ainda mais obscura. Mesmo assim, creio eu, a resposta para a situação deve ser a internacionalização das lutas proletárias de hebreus e palestinos, ou seja, no momento no qual os operários hebreus não reconhecerem mais o estado de Israel como seu &#8220;lar e quando os operários palestinos não reconhecerem mais o hamas e outra qualquer forma de autoridade palestina, aí sim haverá espaço para uma luta proletária de ambos os lados buscando a superação da crise.<br />
Sem mais para o momento.<br />
Abraços à todos do PassaPalavra.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio de Odilon Brito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-909220</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio de Odilon Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 02:52:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros Paulo Luiz e Eddie, tudo bem com vocês?

O Eddie comentou algo uns dias atrás sobre partidos, movimentos, organizações etc de trabalhadores autônomos/autogeridos na Palestina, que eu infelizmente esqueci de responder (peço perdão!).

Começarei respondendo pela parte final do comentário do Paulo Luiz, e espero assim acabar dando uma resposta que busque contemplar ambos e estimular o debate. Paulo, você diz: &quot;Que fazer?&quot;; e eu darei início tentando esboçar uma resposta, que a mim sempre foi mais ou menos clara há vários anos. Penso que o que talvez falte, tanto na Palestina e em Israel como aqui no Brasil (afinal, você falou do bolsonarismo), é uma classe trabalhadora organizada, com laços de solidariedade bem atados. Então me parece que a resposta é a construção de laços entre os trabalhadores através do fortalecimento das lutas e dos movimentos de nossa classe. Note que aqui no Passa Palavra foi publicado, muito recentemente, um texto sobre a greve dos Operadores de trem no metrô de São Paulo (https://passapalavra.info/2023/10/150291/). Também faço questão de acompanhar no X (antigo Twitter) e no Instagram as movimentações de um grupo de trabalhadores de aplicativo que conheci através do Passa Palavra chamado Treta no Trampo (https://twitter.com/tretanotrampo/status/1438595687957020673). Este ano o PP também publicou um texto sobre movimentações de trabalhadores na China: https://passapalavra.info/2023/03/147957/ . Por fim, por esses dias o João Bernardo me mandou privadamente a seguinte matéria (https://elpais.com/internacional/2023-10-13/la-guerra-siembra-israel-de-ciudades-fantasma-colegios-cerrados-y-comercios-vacios.html) sobre Palestina e Israel, destacando o seguinte trecho: «[...] cuatro empleados palestinos de Jerusalén se afanaban en reponer productos en los mostradores. “¿Miedo? ¿A quién le preocupa la guerra? Peor es no tener trabajo”, se justificaba uno de ellos, que prefirió no identificarse.» (Você pode ler esse texto na íntegra utilizando um removedor de Paywall, se for o caso. Por exemplo, este: https://www.removepaywall.com). Ou seja, para além da guerra, uma grande preocupação desse trabalhador é a falta de trabalho, de ter o que comer.

Mas por que eu estou falando essas coisas? Porque eu acredito que é nas lutas dos trabalhadores, nos movimentos autônomos da nossa classe, que pode ser formada uma nova cultura, oposta àquela de grupos como o Hamas, oposta ao Bolsonarismo, e também oposta a um certo identitarismo supostamente &quot;de esquerda&quot;. É preciso deixar claro, em primeiro lugar, que eu não penso que os trabalhadores sejam &quot;puros&quot;, e que mesmo movimentos autônomos e autogeridos de trabalhadores estejam livres de serem contaminados por essas coisas. Por exemplo, conheço casos, e possivelmente você também conhece, de iniciativas autônomas da nossa classe onde existe um machismo entre os homens que faz com que eles se imponham de tal forma, que não deixam mulheres falarem em espaços de discussão. Ao ponto de, por exemplo, as mulheres sentirem a necessidade de, estando ainda dentro daquele grupo, criarem um subgrupo entre elas próprias para que possam se fortalecer e lutar pelo direito de serem escutadas nos espaços de discussão que eu mencionei. Eu já vi coisas assim acontecerem e, nos casos que eu me recordo, o resultado foi muito positivo, pois os homens acolheram as críticas e começaram a mudar suas atitudes. Mas veja que não se tratou de segregar homens e mulheres na linha do que atualmente tem se chamado Espaços &quot;seguros&quot; (https://passapalavra.info/2023/09/149911/), mas sim de uma auto-organização de mulheres trabalhadoras entre si que querem se fortalecer para que possam se incluir nos espaços mistos e brigar pelos seus direitos nesses ambientes, onde todos podem coexistir em pé de igualdade. Na minha opinião, isso é o contrário dos chamados &quot;Espaços &#039;seguros&#039;&quot;, mas fiquem à vontade para discordar. Não se trata, como diversas vezes se falou neste site, de mulheres se auto-organizarem ou não, de negros se auto-organizarem ou não, o mesmo valendo para LGBTs etc; trata-se da forma como essa organização se dá, se possui ou não recorte de classe, se ela busca se inserir ou não na construção de uma identidade verdadeiramente Humana ou se ela quer reforçar essa ideia de tribos mutuamente hostis umas às outras que se chama identitarismo etc. E já que eu falei em direitos das mulheres e espaços &quot;seguros&quot;, sugiro este texto (https://passapalavra.info/2013/05/76982/) muito esclarecedor da Rita Delgado e do João Bernardo sobre essa questão no contexto do processo de queda do regime fascista português. Note algo muito crucial nele: todo esse movimento surgiu e se fortaleceu num contexto onde a classe trabalhadora estava se organizando autonomamente, eventualmente desembocando numa experiência de autogestão muitíssimo importante para nós trabalhadores. Sobre isso, inclusive, vale a pena ler o jornal O Combate (aqui: https://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/06/29/combate-em-linha/ e aqui: https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/combate/), algo que eu por sinal ainda não fiz, mas pretendo fazê-lo.

Sobre movimentos dos trabalhadores em Israel e na Palestina, confesso que conheço quase nada. Tem um grupo israelense chamado &quot;Anarquists Against the Wall&quot; (&quot;Anarquistas Contra o Muro&quot;) que talvez valha a pena acompanhar: https://theanarchistlibrary.org/library/uri-gordon-and-ohal-grietzer-anarchists-against-the-wall . Como o nome sugere, são um grupo israelense que se solidariza com a causa palestina e se opõe às muralhas construídas pelo Estado de Israel em Gaza e na Cisjordânia. Também vale a pena dar uma olhada no site Libcom e pesquisar por &quot;palestine&quot; e ver os resultados que são retornados (https://libcom.org/search?search_api_fulltext=palesti).

Um abraço!
Antonio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Paulo Luiz e Eddie, tudo bem com vocês?</p>
<p>O Eddie comentou algo uns dias atrás sobre partidos, movimentos, organizações etc de trabalhadores autônomos/autogeridos na Palestina, que eu infelizmente esqueci de responder (peço perdão!).</p>
<p>Começarei respondendo pela parte final do comentário do Paulo Luiz, e espero assim acabar dando uma resposta que busque contemplar ambos e estimular o debate. Paulo, você diz: &#8220;Que fazer?&#8221;; e eu darei início tentando esboçar uma resposta, que a mim sempre foi mais ou menos clara há vários anos. Penso que o que talvez falte, tanto na Palestina e em Israel como aqui no Brasil (afinal, você falou do bolsonarismo), é uma classe trabalhadora organizada, com laços de solidariedade bem atados. Então me parece que a resposta é a construção de laços entre os trabalhadores através do fortalecimento das lutas e dos movimentos de nossa classe. Note que aqui no Passa Palavra foi publicado, muito recentemente, um texto sobre a greve dos Operadores de trem no metrô de São Paulo (<a href="https://passapalavra.info/2023/10/150291/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2023/10/150291/</a>). Também faço questão de acompanhar no X (antigo Twitter) e no Instagram as movimentações de um grupo de trabalhadores de aplicativo que conheci através do Passa Palavra chamado Treta no Trampo (<a href="https://twitter.com/tretanotrampo/status/1438595687957020673" rel="nofollow ugc">https://twitter.com/tretanotrampo/status/1438595687957020673</a>). Este ano o PP também publicou um texto sobre movimentações de trabalhadores na China: <a href="https://passapalavra.info/2023/03/147957/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2023/03/147957/</a> . Por fim, por esses dias o João Bernardo me mandou privadamente a seguinte matéria (<a href="https://elpais.com/internacional/2023-10-13/la-guerra-siembra-israel-de-ciudades-fantasma-colegios-cerrados-y-comercios-vacios.html" rel="nofollow ugc">https://elpais.com/internacional/2023-10-13/la-guerra-siembra-israel-de-ciudades-fantasma-colegios-cerrados-y-comercios-vacios.html</a>) sobre Palestina e Israel, destacando o seguinte trecho: «[&#8230;] cuatro empleados palestinos de Jerusalén se afanaban en reponer productos en los mostradores. “¿Miedo? ¿A quién le preocupa la guerra? Peor es no tener trabajo”, se justificaba uno de ellos, que prefirió no identificarse.» (Você pode ler esse texto na íntegra utilizando um removedor de Paywall, se for o caso. Por exemplo, este: <a href="https://www.removepaywall.com" rel="nofollow ugc">https://www.removepaywall.com</a>). Ou seja, para além da guerra, uma grande preocupação desse trabalhador é a falta de trabalho, de ter o que comer.</p>
<p>Mas por que eu estou falando essas coisas? Porque eu acredito que é nas lutas dos trabalhadores, nos movimentos autônomos da nossa classe, que pode ser formada uma nova cultura, oposta àquela de grupos como o Hamas, oposta ao Bolsonarismo, e também oposta a um certo identitarismo supostamente &#8220;de esquerda&#8221;. É preciso deixar claro, em primeiro lugar, que eu não penso que os trabalhadores sejam &#8220;puros&#8221;, e que mesmo movimentos autônomos e autogeridos de trabalhadores estejam livres de serem contaminados por essas coisas. Por exemplo, conheço casos, e possivelmente você também conhece, de iniciativas autônomas da nossa classe onde existe um machismo entre os homens que faz com que eles se imponham de tal forma, que não deixam mulheres falarem em espaços de discussão. Ao ponto de, por exemplo, as mulheres sentirem a necessidade de, estando ainda dentro daquele grupo, criarem um subgrupo entre elas próprias para que possam se fortalecer e lutar pelo direito de serem escutadas nos espaços de discussão que eu mencionei. Eu já vi coisas assim acontecerem e, nos casos que eu me recordo, o resultado foi muito positivo, pois os homens acolheram as críticas e começaram a mudar suas atitudes. Mas veja que não se tratou de segregar homens e mulheres na linha do que atualmente tem se chamado Espaços &#8220;seguros&#8221; (<a href="https://passapalavra.info/2023/09/149911/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2023/09/149911/</a>), mas sim de uma auto-organização de mulheres trabalhadoras entre si que querem se fortalecer para que possam se incluir nos espaços mistos e brigar pelos seus direitos nesses ambientes, onde todos podem coexistir em pé de igualdade. Na minha opinião, isso é o contrário dos chamados &#8220;Espaços &#8216;seguros'&#8221;, mas fiquem à vontade para discordar. Não se trata, como diversas vezes se falou neste site, de mulheres se auto-organizarem ou não, de negros se auto-organizarem ou não, o mesmo valendo para LGBTs etc; trata-se da forma como essa organização se dá, se possui ou não recorte de classe, se ela busca se inserir ou não na construção de uma identidade verdadeiramente Humana ou se ela quer reforçar essa ideia de tribos mutuamente hostis umas às outras que se chama identitarismo etc. E já que eu falei em direitos das mulheres e espaços &#8220;seguros&#8221;, sugiro este texto (<a href="https://passapalavra.info/2013/05/76982/" rel="ugc">https://passapalavra.info/2013/05/76982/</a>) muito esclarecedor da Rita Delgado e do João Bernardo sobre essa questão no contexto do processo de queda do regime fascista português. Note algo muito crucial nele: todo esse movimento surgiu e se fortaleceu num contexto onde a classe trabalhadora estava se organizando autonomamente, eventualmente desembocando numa experiência de autogestão muitíssimo importante para nós trabalhadores. Sobre isso, inclusive, vale a pena ler o jornal O Combate (aqui: <a href="https://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/06/29/combate-em-linha/" rel="nofollow ugc">https://caminhosdamemoria.wordpress.com/2008/06/29/combate-em-linha/</a> e aqui: <a href="https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/combate/" rel="nofollow ugc">https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/combate/</a>), algo que eu por sinal ainda não fiz, mas pretendo fazê-lo.</p>
<p>Sobre movimentos dos trabalhadores em Israel e na Palestina, confesso que conheço quase nada. Tem um grupo israelense chamado &#8220;Anarquists Against the Wall&#8221; (&#8220;Anarquistas Contra o Muro&#8221;) que talvez valha a pena acompanhar: <a href="https://theanarchistlibrary.org/library/uri-gordon-and-ohal-grietzer-anarchists-against-the-wall" rel="nofollow ugc">https://theanarchistlibrary.org/library/uri-gordon-and-ohal-grietzer-anarchists-against-the-wall</a> . Como o nome sugere, são um grupo israelense que se solidariza com a causa palestina e se opõe às muralhas construídas pelo Estado de Israel em Gaza e na Cisjordânia. Também vale a pena dar uma olhada no site Libcom e pesquisar por &#8220;palestine&#8221; e ver os resultados que são retornados (<a href="https://libcom.org/search?search_api_fulltext=palesti" rel="nofollow ugc">https://libcom.org/search?search_api_fulltext=palesti</a>).</p>
<p>Um abraço!<br />
Antonio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-908958</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 16:59:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[NACIONAL-BOLCHEVISMO &#038; CONTRARREVOLUÇÃO PREVENTIVA
    o solipsismo bolchevique pretendia: ultrapassar a social-democracia pela esquerda e o fascismo pela direita; o que conseguiu: a (contrar)revolução lhe saiu -ou será que entrou?- pela culatra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NACIONAL-BOLCHEVISMO &amp; CONTRARREVOLUÇÃO PREVENTIVA<br />
    o solipsismo bolchevique pretendia: ultrapassar a social-democracia pela esquerda e o fascismo pela direita; o que conseguiu: a (contrar)revolução lhe saiu -ou será que entrou?- pela culatra</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-908943</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 14:58:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paulo Luiz,

Tratei extensamente esse assunto no &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo&lt;/em&gt; (São Paulo: Hedra, 2022), vol. III, págs. 231-305. E note que até à nomeação de Hitler para a chancelaria do Reich o Partido Comunista da Alemanha era o segundo maior em todo o mundo, a seguir ao da União Soviética, por isso a orientação que prevalecia na Alemanha servia de modelo à aplicada pelo Komintern nos restantes países. Muito resumidamente, essa orientação considerava que o principal perigo fascista residia na social-democracia, apelidada de social-fascista, enquanto os verdadeiros fascistas eram considerados como opositores às potências imperialistas dominantes. Analisei o assunto em três subcapítulos, cujos títulos podem dar uma ideia da dimensão do problema: &lt;em&gt;Os comunistas procuraram ultrapassar a social-democracia pela esquerda e o nacional-socialismo pela direita&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O populismo nacional-socialista era o espelho do nacional-bolchevismo dos comunistas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;As relações entre a Reichswehr e o Exército Vermelho&lt;/em&gt;. Por isso eu pude escrever num comentário que a esquerda que agora aplaude o Hamas pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do apartheid sionista recorda-me aquela esquerda que há cem anos aplaudia Hitler pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do Tratado de Versailles. Mas o certo é que as lições da História, como todas as lições, são inúteis para os analfabetos funcionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo Luiz,</p>
<p>Tratei extensamente esse assunto no <em>Labirintos do Fascismo</em> (São Paulo: Hedra, 2022), vol. III, págs. 231-305. E note que até à nomeação de Hitler para a chancelaria do Reich o Partido Comunista da Alemanha era o segundo maior em todo o mundo, a seguir ao da União Soviética, por isso a orientação que prevalecia na Alemanha servia de modelo à aplicada pelo Komintern nos restantes países. Muito resumidamente, essa orientação considerava que o principal perigo fascista residia na social-democracia, apelidada de social-fascista, enquanto os verdadeiros fascistas eram considerados como opositores às potências imperialistas dominantes. Analisei o assunto em três subcapítulos, cujos títulos podem dar uma ideia da dimensão do problema: <em>Os comunistas procuraram ultrapassar a social-democracia pela esquerda e o nacional-socialismo pela direita</em>, <em>O populismo nacional-socialista era o espelho do nacional-bolchevismo dos comunistas</em> e <em>As relações entre a Reichswehr e o Exército Vermelho</em>. Por isso eu pude escrever num comentário que a esquerda que agora aplaude o Hamas pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do apartheid sionista recorda-me aquela esquerda que há cem anos aplaudia Hitler pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do Tratado de Versailles. Mas o certo é que as lições da História, como todas as lições, são inúteis para os analfabetos funcionais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-908936</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 13:56:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo, poderia esclarecer (me fornecer referenciais) sobre o apluso da esquerda a Hitler por ser contra o Tratado de Versalhes?

&lt;strong&gt;*** *** ***&lt;/strong&gt;

Ao Antonio de Odilon Brito, pergunto o que fazer quando entre a classe trabalhadora se generaliza a ideologia (e muitas vezes a prática) da direita? O bolsonarismo medrou entre os trabalhadores e nosso vasto exercito de reserva. Entre os trabalhadores palestinos não ocorre o mesmo? Elegeram o Hamas, defendem o ataque e sequestro de israelenses civis. Não ocorre de a classe trabalhadora, apesar da sua posição estrutural, ser &quot;superestrutualmente&quot;, por assim dizer, de direita - com consequencias graves para os próprios trabalhadores (falta de água, luz, serviços médicos etc.)? Que fazer?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo, poderia esclarecer (me fornecer referenciais) sobre o apluso da esquerda a Hitler por ser contra o Tratado de Versalhes?</p>
<p><strong>*** *** ***</strong></p>
<p>Ao Antonio de Odilon Brito, pergunto o que fazer quando entre a classe trabalhadora se generaliza a ideologia (e muitas vezes a prática) da direita? O bolsonarismo medrou entre os trabalhadores e nosso vasto exercito de reserva. Entre os trabalhadores palestinos não ocorre o mesmo? Elegeram o Hamas, defendem o ataque e sequestro de israelenses civis. Não ocorre de a classe trabalhadora, apesar da sua posição estrutural, ser &#8220;superestrutualmente&#8221;, por assim dizer, de direita &#8211; com consequencias graves para os próprios trabalhadores (falta de água, luz, serviços médicos etc.)? Que fazer?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-908169</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2023 21:52:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=150238#comment-908169</guid>

					<description><![CDATA[Eddie, entrem contato com Juliana Yohann. Ou forneçam algum canal de contato.
___
Eddie,
《escreva para Bahia Amra da PNGO (Palestinian Network of NGOS) , e descreva o tipo de grupo que te interessa , q aí ela cata a coisa mais parecida c o perfil q vc quiser》]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eddie, entrem contato com Juliana Yohann. Ou forneçam algum canal de contato.<br />
___<br />
Eddie,<br />
《escreva para Bahia Amra da PNGO (Palestinian Network of NGOS) , e descreva o tipo de grupo que te interessa , q aí ela cata a coisa mais parecida c o perfil q vc quiser》</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eddie		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-908158</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eddie]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2023 19:54:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=150238#comment-908158</guid>

					<description><![CDATA[Aos colegas que estudam ou que vivem na Palestina.

Existe algum partido, movimento ou organização de trabalhadores atuando nessa linha do texto? O Fatah possui correntes atuando nesse sentido? Ou está tudo dominado pela extrema direita muçulmana?

Saudações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos colegas que estudam ou que vivem na Palestina.</p>
<p>Existe algum partido, movimento ou organização de trabalhadores atuando nessa linha do texto? O Fatah possui correntes atuando nesse sentido? Ou está tudo dominado pela extrema direita muçulmana?</p>
<p>Saudações</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-908071</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 22:29:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A esquerda que agora aplaude o Hamas pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do apartheid sionista recorda-me aquela esquerda que há cem anos aplaudia Hitler pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do Tratado de Versailles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esquerda que agora aplaude o Hamas pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do apartheid sionista recorda-me aquela esquerda que há cem anos aplaudia Hitler pelo facto de ele lutar contra a ignomínia do Tratado de Versailles.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Buguei		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-908064</link>

		<dc:creator><![CDATA[Buguei]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 21:44:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=150238#comment-908064</guid>

					<description><![CDATA[A esquerda alucinada já tá tirando a roupagem radical e seus adereços verborrágicos do armário - o impressionante é que é sempre pra defender uma posição alucinada em outro lugar do mundo do qual não fazem ideia do que se passa de verdade. Lá pros idos 2001 já havia uma certa esquerda alucinada marxista que vibrou com o atentado às Torres Gêmeas como uma espécie de grito dos explorados. O Hamas é a bola da vez, quem critica é liberal - proletário mesmo é apoiar a tal da &quot;nação proletária&quot; contra a &quot;nação burguesa&quot;. Aliás, muito engraçado que até alguns ditos libertários estejam nessa onda. &quot;Abaixo ao Leninismo, viva o Hamas!&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esquerda alucinada já tá tirando a roupagem radical e seus adereços verborrágicos do armário &#8211; o impressionante é que é sempre pra defender uma posição alucinada em outro lugar do mundo do qual não fazem ideia do que se passa de verdade. Lá pros idos 2001 já havia uma certa esquerda alucinada marxista que vibrou com o atentado às Torres Gêmeas como uma espécie de grito dos explorados. O Hamas é a bola da vez, quem critica é liberal &#8211; proletário mesmo é apoiar a tal da &#8220;nação proletária&#8221; contra a &#8220;nação burguesa&#8221;. Aliás, muito engraçado que até alguns ditos libertários estejam nessa onda. &#8220;Abaixo ao Leninismo, viva o Hamas!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: arkx Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/10/150238/#comment-907848</link>

		<dc:creator><![CDATA[arkx Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2023 09:48:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[-&#062; &quot;A outra coisa que eu esqueci de falar é um fato muito curioso&quot;

Existem muitos fatos curiosos sobre o conflito Israel-Palestina, geralmente são esquecidos. Exemplos abaixo. 

Sobre o Hamas:

Israel começou a secretamente contribuir com para o Hamas através de favorecimentos e doações para Mesquitas e escolas (Graham Usher, The Rise of Political Islam in the Occupied Territories, 25/06/1993).

As doações Israelenses foram relatadas na ordem de milhões de dólares, fortalecendo consideravelmente a organização do Xeque Yassin (Haim Baram, “The Expulsion of the Palestinians: Rabin Shows His True Colors” Middle East International, 01/08/93; Rowland Evans and Robert Novak, Washington Post,12/21/92. Also see Alan Cowell, New York Times, 10/20/94). 

Segundo um ex-porta voz do IDF, o Mossad sabia que que o Hamas polarizaria um número suficiente de muçulmanos fundamentalistas, criando um influxo de violência suficiente para fazer naufragar qualquer iniciativa de paz, e a violência resultante poderia ser imputada a Arafat e a todos os Palestinos. 

Isto autorizaria os tanques, helicópteros e aviões de caça serem usados na “negociação”, perpetuando desta forma  o ciclo de violência.

Sobre a criação do Estado de Israel:

Em novembro de 1940, o navio “Patria”, com cerca de 3.500 refugiados Judeus vindos da Europa, permanecia ancorado em Haifa enquanto a Inglaterra bloqueava o desembarque dos imigrantes, pretendendo transferí-los para uma ilha no Oceano Índico.

Antes que o impasse fosse resolvido, o “Patria” sofreu uma explosão e afundou, no que por muitos anos se acreditou ter sido uma sabotagem inglesa.

Pesquisas efetuadas por Sabbattai Beit-Tsvi, Judeu Russo que se dedicou ao estudo dos arquivos da agência Judaica em Tel Aviv, descobriu que o responsável pelo naufrágio do “Patria” foi o Haganah, organização clandestina que deu origem ao exército Israelense.

Decidido a impedir a todo custo a transferência dos refugiados, o Haganah colocou uma mina no navio, o que foi proposto por Shaul Avigur, mais tarde comandante do serviço secreto de Israel.

O slogan “Israel ou Morte”, proferido por Ben Gurion, foi levado às últimas conseqüências e o “Patria” afundou às 9:00 h da manhã de 25/11/1940, matando 250 pessoas.

Não foi a única vez em que os Sionistas não deixavam outra opção aos Judeus Europeus do que imigrar para a Palestina.

_________
João Bernardo: -&#062; “Um artigo não de respostas, mas de dilemas. Porque, afinal, o muro em que batemos com a cabeça é o de saber como fazer funcionar as tais soluções. O que são soluções certas numa prática errada?”

A indagação é feita num comentário em “Uma mensagem para os verdadeiros amigos dos palestinos”, artigo indicado acima no texto principal deste post.
Link:
https://passapalavra.info/2021/05/138274/#comment-746914

E qual a mensagem para os verdadeiros amigos dos palestinos:

《Então, vemos manifestações na Europa, onde as pessoas gritam slogans horríveis contra os judeus e Israel. Ouvimos o mesmo ódio que ouvimos nos canais de propaganda do Hamas. Quem for nosso amigo, não deve falar assim! Nós não queremos e merecemos tais amigos! 
[…]
Por favor, manifestem-se contra a política falsa e destrutiva do governo israelense. Mas também, por favor, levantem sua voz contra o que o Hamas está fazendo. 》

O que falta nesta mensagem? Falta exatamente uma análise do conflito sob a perspectiva da Luta de Classes. Algo perfeitamente colocado no presente artigo:

《Na minha opinião a única solução para o Oriente Médio (Israel incluso) é a união dos trabalhadores palestinos, israelenses, turcos, sírios, jordanianos etc etc. Contra os capitalistas palestinos, israelenses, turcos, sírios, jordanianos etc, em prol de um projeto de autogestão》

E assim chega-se ao dilema evocado por João Bernardo e também aqui citado por Antonio de Odilon Brito:

《Agora, a realidade é que essa alternativa de autogestão que consiga unir palestinos e israelenses em prol de uma sociedade mais igualitária e menos misógina, menos racista, menos homofóbica etc não existe, concretamente falando.》 

E por que não existe esta alternativa? Evidente, por causas diversas. Entre elas a de maior importância é justo não haver abordagem do conflito Israel-Palestinos sob a perspectiva da Luta de Classes, que tenha correspondência numa prática efetiva.

Evidente também que qualquer prática neste sentido seria durante reprimida não só na Palestina como em todo o Oriente Médio, inclusive em Israel.

Não sendo outro o motivo dos demais setores dominantes árabes, com apoio efetivo de Israel, terem atirado os Palestinos ao controle dos fundamentalistas, pois é justamente na sociedade civil palestina onde há o embrião desta alternativa de autogestão da classe trabalhadora.

Exemplo disto foram as eleições de Janeiro de 2005 para a presidência da Autoridade Palestina, quando uma chapa articulada por organizações civis laicas e não fundamentalistas, comprometidas com uma paz digna e a solução de dois Estados, foi encabeçada pelo médico Mustafa Barghouti, atingindo cerca de 20% dos votos.

A Assessoria de Relações Internacionais desta chapa, assim como do movimento civil dela articulador, foi prestada por uma brasileira: Juliana Yohann.

A causa primária e fundadora do conflito Israel-Palestinos está no modo pelo qual foi criado o Estado de Israel, e sua manutenção até hoje nos mesmos termos.

O Estado de Israel tal qual existe será destruído. Não por algum inimigo externo. Mas pelo próprio sionismo. É inevitável. E disto os sinais são avassaladores.

Resta saber se junto com ele seremos também destruídos. Israel esteve a ponto de usar armas nucleares na Guerra do Yom Kippur, em 1973. E não hesitará novamente em fazê-lo.

Também em Israel falta uma atuação concreta sob a perspectiva da luta de classes com forte inserção social.

Deflagrado em função da Reforma do Judiciário, um intenso e abrangente protesto estava em curso recentemente no país. Oficiais superiores do exército e milhares de reservistas começaram a aderir ao movimento. Mas agora a tendência é todos se unirem novamente em torno das bandeiras do sionismo.

E foi justamente um historiador israelense, Shlomo Sand, quem de modo mais preciso demoliu estas bandeiras mistificadoras, em sua trilogia:
• “A Invenção do Povo Judeu”.
• “A Invenção da Terra de Israel”.
• “Como deixei de ser judeu”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>-&gt; &#8220;A outra coisa que eu esqueci de falar é um fato muito curioso&#8221;</p>
<p>Existem muitos fatos curiosos sobre o conflito Israel-Palestina, geralmente são esquecidos. Exemplos abaixo. </p>
<p>Sobre o Hamas:</p>
<p>Israel começou a secretamente contribuir com para o Hamas através de favorecimentos e doações para Mesquitas e escolas (Graham Usher, The Rise of Political Islam in the Occupied Territories, 25/06/1993).</p>
<p>As doações Israelenses foram relatadas na ordem de milhões de dólares, fortalecendo consideravelmente a organização do Xeque Yassin (Haim Baram, “The Expulsion of the Palestinians: Rabin Shows His True Colors” Middle East International, 01/08/93; Rowland Evans and Robert Novak, Washington Post,12/21/92. Also see Alan Cowell, New York Times, 10/20/94). </p>
<p>Segundo um ex-porta voz do IDF, o Mossad sabia que que o Hamas polarizaria um número suficiente de muçulmanos fundamentalistas, criando um influxo de violência suficiente para fazer naufragar qualquer iniciativa de paz, e a violência resultante poderia ser imputada a Arafat e a todos os Palestinos. </p>
<p>Isto autorizaria os tanques, helicópteros e aviões de caça serem usados na “negociação”, perpetuando desta forma  o ciclo de violência.</p>
<p>Sobre a criação do Estado de Israel:</p>
<p>Em novembro de 1940, o navio “Patria”, com cerca de 3.500 refugiados Judeus vindos da Europa, permanecia ancorado em Haifa enquanto a Inglaterra bloqueava o desembarque dos imigrantes, pretendendo transferí-los para uma ilha no Oceano Índico.</p>
<p>Antes que o impasse fosse resolvido, o “Patria” sofreu uma explosão e afundou, no que por muitos anos se acreditou ter sido uma sabotagem inglesa.</p>
<p>Pesquisas efetuadas por Sabbattai Beit-Tsvi, Judeu Russo que se dedicou ao estudo dos arquivos da agência Judaica em Tel Aviv, descobriu que o responsável pelo naufrágio do “Patria” foi o Haganah, organização clandestina que deu origem ao exército Israelense.</p>
<p>Decidido a impedir a todo custo a transferência dos refugiados, o Haganah colocou uma mina no navio, o que foi proposto por Shaul Avigur, mais tarde comandante do serviço secreto de Israel.</p>
<p>O slogan “Israel ou Morte”, proferido por Ben Gurion, foi levado às últimas conseqüências e o “Patria” afundou às 9:00 h da manhã de 25/11/1940, matando 250 pessoas.</p>
<p>Não foi a única vez em que os Sionistas não deixavam outra opção aos Judeus Europeus do que imigrar para a Palestina.</p>
<p>_________<br />
João Bernardo: -&gt; “Um artigo não de respostas, mas de dilemas. Porque, afinal, o muro em que batemos com a cabeça é o de saber como fazer funcionar as tais soluções. O que são soluções certas numa prática errada?”</p>
<p>A indagação é feita num comentário em “Uma mensagem para os verdadeiros amigos dos palestinos”, artigo indicado acima no texto principal deste post.<br />
Link:<br />
<a href="https://passapalavra.info/2021/05/138274/#comment-746914" rel="ugc">https://passapalavra.info/2021/05/138274/#comment-746914</a></p>
<p>E qual a mensagem para os verdadeiros amigos dos palestinos:</p>
<p>《Então, vemos manifestações na Europa, onde as pessoas gritam slogans horríveis contra os judeus e Israel. Ouvimos o mesmo ódio que ouvimos nos canais de propaganda do Hamas. Quem for nosso amigo, não deve falar assim! Nós não queremos e merecemos tais amigos!<br />
[…]<br />
Por favor, manifestem-se contra a política falsa e destrutiva do governo israelense. Mas também, por favor, levantem sua voz contra o que o Hamas está fazendo. 》</p>
<p>O que falta nesta mensagem? Falta exatamente uma análise do conflito sob a perspectiva da Luta de Classes. Algo perfeitamente colocado no presente artigo:</p>
<p>《Na minha opinião a única solução para o Oriente Médio (Israel incluso) é a união dos trabalhadores palestinos, israelenses, turcos, sírios, jordanianos etc etc. Contra os capitalistas palestinos, israelenses, turcos, sírios, jordanianos etc, em prol de um projeto de autogestão》</p>
<p>E assim chega-se ao dilema evocado por João Bernardo e também aqui citado por Antonio de Odilon Brito:</p>
<p>《Agora, a realidade é que essa alternativa de autogestão que consiga unir palestinos e israelenses em prol de uma sociedade mais igualitária e menos misógina, menos racista, menos homofóbica etc não existe, concretamente falando.》 </p>
<p>E por que não existe esta alternativa? Evidente, por causas diversas. Entre elas a de maior importância é justo não haver abordagem do conflito Israel-Palestinos sob a perspectiva da Luta de Classes, que tenha correspondência numa prática efetiva.</p>
<p>Evidente também que qualquer prática neste sentido seria durante reprimida não só na Palestina como em todo o Oriente Médio, inclusive em Israel.</p>
<p>Não sendo outro o motivo dos demais setores dominantes árabes, com apoio efetivo de Israel, terem atirado os Palestinos ao controle dos fundamentalistas, pois é justamente na sociedade civil palestina onde há o embrião desta alternativa de autogestão da classe trabalhadora.</p>
<p>Exemplo disto foram as eleições de Janeiro de 2005 para a presidência da Autoridade Palestina, quando uma chapa articulada por organizações civis laicas e não fundamentalistas, comprometidas com uma paz digna e a solução de dois Estados, foi encabeçada pelo médico Mustafa Barghouti, atingindo cerca de 20% dos votos.</p>
<p>A Assessoria de Relações Internacionais desta chapa, assim como do movimento civil dela articulador, foi prestada por uma brasileira: Juliana Yohann.</p>
<p>A causa primária e fundadora do conflito Israel-Palestinos está no modo pelo qual foi criado o Estado de Israel, e sua manutenção até hoje nos mesmos termos.</p>
<p>O Estado de Israel tal qual existe será destruído. Não por algum inimigo externo. Mas pelo próprio sionismo. É inevitável. E disto os sinais são avassaladores.</p>
<p>Resta saber se junto com ele seremos também destruídos. Israel esteve a ponto de usar armas nucleares na Guerra do Yom Kippur, em 1973. E não hesitará novamente em fazê-lo.</p>
<p>Também em Israel falta uma atuação concreta sob a perspectiva da luta de classes com forte inserção social.</p>
<p>Deflagrado em função da Reforma do Judiciário, um intenso e abrangente protesto estava em curso recentemente no país. Oficiais superiores do exército e milhares de reservistas começaram a aderir ao movimento. Mas agora a tendência é todos se unirem novamente em torno das bandeiras do sionismo.</p>
<p>E foi justamente um historiador israelense, Shlomo Sand, quem de modo mais preciso demoliu estas bandeiras mistificadoras, em sua trilogia:<br />
• “A Invenção do Povo Judeu”.<br />
• “A Invenção da Terra de Israel”.<br />
• “Como deixei de ser judeu”.</p>
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