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	Comentários sobre: Isso não serve para eles	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: irado		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Nov 2023 19:29:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Li em algum lugar, não me lembro aonde que, enquanto Heidegger se empenhava para se tornar o &quot;filósofo do nazismo&quot; e Feyerabend lutava no front, o Círculo de Viena era perseguido e destruído pelos nazistas, tendo Moritz Schlick sido assassinado em 1936 por um ex-aluno nazista, 2 anos antes do Anschluss em Viena. Agora, esses &#039;filósofos&quot; fulguram entre os &quot;heróis&quot; do antipositivismo. Em sua autobiografia, que tem um título bastante sugestivo se pensarmos em termos historiográficos (&quot;Matando o Tempo&quot;), Feyerabend mantém sempre um tom &quot;blasé&quot; ao falar de suas peripécias enquanto soldado, e depois oficial nazi. São passagens que deveriam causar indignação em qualquer um, especialmente quando ele afirma (e ele o faz diversas vezes) que não sentia nada, inclusive nenhuma motivação ideológica, chegando ao cúmulo de se gabar de nunca ter se enquadrado em nenhuma &quot;ideologia&quot;. Afinal, &quot;era demasiado relutante a ser leal a algo&quot;. No entanto, apenas em nome de uma delas ele lutou. Cito aqui uma passagem deste tipo:

&quot;Naquela época, pensei em ingressar na SS. Por quê? Porque um homem da SS parecia melhor, falava melhor e andava melhor do que os mortais comuns. A razão foi a estética, não a ideologia. Uma forte corrente erótica oculta me impulsionava enquanto eu discutia o assunto com outros soldados. Muitas vezes esqueci de me proteger durante o combate. A razão não era a bravura - sou um grande covarde e me assusto facilmente - mas a excitação: chamas no horizonte, disparos, vozes confusas, ataques de aviões no ar e tanques no solo: era como um cenário e eu atuava de acordo. Numa dessas ocasiões ganhei a cruz de ferro, noutra três balas: uma na cara, outra na mão direita e a terceira na coluna&quot; (Traduzi do espanhol de uma versão digital).

Aos ingênuos e aos revisionistas da história, o impulso estético parece neutralizar a convicção política. E é essa ideia que o próprio autor quer nos passar. Ele, um pensador cultuado nos anos 1970 por uma juventude com ideais libertários, mas com um passado nazista, filho de um nazista que &quot;lia o Mein Kampf em voz alta para toda a família&quot;, como ele faz questão de relatar. No entanto, se João Bernardo está certo em afirmar que o fascismo era uma estética antes de ser uma política, não teria sido Feyerabend um nazi &quot;hors-concours&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li em algum lugar, não me lembro aonde que, enquanto Heidegger se empenhava para se tornar o &#8220;filósofo do nazismo&#8221; e Feyerabend lutava no front, o Círculo de Viena era perseguido e destruído pelos nazistas, tendo Moritz Schlick sido assassinado em 1936 por um ex-aluno nazista, 2 anos antes do Anschluss em Viena. Agora, esses &#8216;filósofos&#8221; fulguram entre os &#8220;heróis&#8221; do antipositivismo. Em sua autobiografia, que tem um título bastante sugestivo se pensarmos em termos historiográficos (&#8220;Matando o Tempo&#8221;), Feyerabend mantém sempre um tom &#8220;blasé&#8221; ao falar de suas peripécias enquanto soldado, e depois oficial nazi. São passagens que deveriam causar indignação em qualquer um, especialmente quando ele afirma (e ele o faz diversas vezes) que não sentia nada, inclusive nenhuma motivação ideológica, chegando ao cúmulo de se gabar de nunca ter se enquadrado em nenhuma &#8220;ideologia&#8221;. Afinal, &#8220;era demasiado relutante a ser leal a algo&#8221;. No entanto, apenas em nome de uma delas ele lutou. Cito aqui uma passagem deste tipo:</p>
<p>&#8220;Naquela época, pensei em ingressar na SS. Por quê? Porque um homem da SS parecia melhor, falava melhor e andava melhor do que os mortais comuns. A razão foi a estética, não a ideologia. Uma forte corrente erótica oculta me impulsionava enquanto eu discutia o assunto com outros soldados. Muitas vezes esqueci de me proteger durante o combate. A razão não era a bravura &#8211; sou um grande covarde e me assusto facilmente &#8211; mas a excitação: chamas no horizonte, disparos, vozes confusas, ataques de aviões no ar e tanques no solo: era como um cenário e eu atuava de acordo. Numa dessas ocasiões ganhei a cruz de ferro, noutra três balas: uma na cara, outra na mão direita e a terceira na coluna&#8221; (Traduzi do espanhol de uma versão digital).</p>
<p>Aos ingênuos e aos revisionistas da história, o impulso estético parece neutralizar a convicção política. E é essa ideia que o próprio autor quer nos passar. Ele, um pensador cultuado nos anos 1970 por uma juventude com ideais libertários, mas com um passado nazista, filho de um nazista que &#8220;lia o Mein Kampf em voz alta para toda a família&#8221;, como ele faz questão de relatar. No entanto, se João Bernardo está certo em afirmar que o fascismo era uma estética antes de ser uma política, não teria sido Feyerabend um nazi &#8220;hors-concours&#8221;?</p>
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		Por: irado		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2023 15:40:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Especificamente sobre Paul Feyerabend, me pergunto se ele serve para a alguma coisa que não seja o anticientificismo critpofascista. Feyerabend foi membro da Juventude Hitlerista e tornou-se oficial nazi durante a II Guerra. O seu &quot;anarquismo metodológico&quot; seria melhor entendido à luz desses fatos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Especificamente sobre Paul Feyerabend, me pergunto se ele serve para a alguma coisa que não seja o anticientificismo critpofascista. Feyerabend foi membro da Juventude Hitlerista e tornou-se oficial nazi durante a II Guerra. O seu &#8220;anarquismo metodológico&#8221; seria melhor entendido à luz desses fatos&#8230;</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150511/#comment-911078</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Nov 2023 13:59:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Chaui já está psicografando uma edição - revista e ampliada, com a enésima autocrítica de Lukàcs - de A Destruição da Razão.
Enfim, os irracionalistas aprenderão com quantos among se faz um between...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chaui já está psicografando uma edição &#8211; revista e ampliada, com a enésima autocrítica de Lukàcs &#8211; de A Destruição da Razão.<br />
Enfim, os irracionalistas aprenderão com quantos among se faz um between&#8230;</p>
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