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	Comentários sobre: Tempestade de Al-Aqsa: Banho de sangue, sacrifício e convite ao suicídio	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-924362</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Feb 2024 16:57:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Das várias maneiras de delirar enquanto milita, acreditar que os deuses antigos teriam essa ou aquela posição política na atualidade é das mais correntes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Das várias maneiras de delirar enquanto milita, acreditar que os deuses antigos teriam essa ou aquela posição política na atualidade é das mais correntes.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: terceiroMundo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-924346</link>

		<dc:creator><![CDATA[terceiroMundo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Feb 2024 14:31:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Criticar o Hamas! Que posição corajosa a do autor! 

É triste constatar que parte da esquerda está completamente perdida com os novos rumos do mundo. A caricatura do autor sobre os anti-imperialistas é reveladora: ele não sabe o que é imperialismo! Faltou Michael Hudson, faltou Torkil Lauesen. Se aliar aos bárbaros russos e árabes, esses selvagens antissemitas, onde já se viu?!  

&quot;Nem Netanyahu nem Hamas!&quot;. E dá-lhe 13 mil crianças palestinas mortas!  Enquanto o autor condenava o Hamas, o maior massacre da história recente era acompanhado ao vivo pelo planeta inteiro. Mas pelo menos não sujamos nossas mãos relativizando o terrorismo!

A referência a Lênin foi a chave de ouro. Alguém duvida de que lado o careca estaria nesse momento? 

Enfim, artigo horroroso. Em 2 meses já envelheceu muitíssimo mal. Os próximos anos nos darão mais dessas pérolas que se passam por opiniões corajosas e minoritárias, mas que pouco diferem da posição dominante no ocidente. A esquerda-OTAN promete passar bastante vergonha nos anos que virão. Leram muito Adorno e Horkheimer, mas pouco Wallerstein e Arrighi. 

Para concluir, uma sugestão para quem não quer passar vergonha: leiam os últimos livros de Moniz Bandeira, especialmente &quot;A Segunda Guerra Fria&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criticar o Hamas! Que posição corajosa a do autor! </p>
<p>É triste constatar que parte da esquerda está completamente perdida com os novos rumos do mundo. A caricatura do autor sobre os anti-imperialistas é reveladora: ele não sabe o que é imperialismo! Faltou Michael Hudson, faltou Torkil Lauesen. Se aliar aos bárbaros russos e árabes, esses selvagens antissemitas, onde já se viu?!  </p>
<p>&#8220;Nem Netanyahu nem Hamas!&#8221;. E dá-lhe 13 mil crianças palestinas mortas!  Enquanto o autor condenava o Hamas, o maior massacre da história recente era acompanhado ao vivo pelo planeta inteiro. Mas pelo menos não sujamos nossas mãos relativizando o terrorismo!</p>
<p>A referência a Lênin foi a chave de ouro. Alguém duvida de que lado o careca estaria nesse momento? </p>
<p>Enfim, artigo horroroso. Em 2 meses já envelheceu muitíssimo mal. Os próximos anos nos darão mais dessas pérolas que se passam por opiniões corajosas e minoritárias, mas que pouco diferem da posição dominante no ocidente. A esquerda-OTAN promete passar bastante vergonha nos anos que virão. Leram muito Adorno e Horkheimer, mas pouco Wallerstein e Arrighi. </p>
<p>Para concluir, uma sugestão para quem não quer passar vergonha: leiam os últimos livros de Moniz Bandeira, especialmente &#8220;A Segunda Guerra Fria&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Toninho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-915923</link>

		<dc:creator><![CDATA[Toninho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Dec 2023 01:51:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É difícil sequer levar a sério um texto que já começa com um erro de tradução gritante. Depois, para melhorar, quando é falado em dados é sempre a partir da versão oficial de Israel (que é conflituosa com imagens, documentos e informações de um veículo israelense).

Vale notar um delírio de um gozo antissemita frente ao atentado que revela mais de quem diz do que da realidade. Segue-se disso um deboche a respeito da longa tradição de violência israelense. 

Algumas escolhas de palavras, como “catástrofe”, indicam o desprezo pela historicidade da causa palestina. Temos então a iluminação da leitura correta: o Hamas é fundamentalista! Descobriu-se aqui a pólvora. É o velho dogma da Igreja de Santo Arantes dos bons materialistas contra os vulgares. O preço do dízimo para adentrar o lugar dos filósofos é pago, também, com um salto temporal que vai ignorar que a base mesma da fundação de Israel surge de atentados terroristas e de negociações inter-imperialista, assim como a própria origem do Hamas tem as digitais de Israel. Mas diriam que isso não cabe aqui.

A violência cotidiana de Israel é abstraída em um momento de estupidez! O problema disso é que essa violência é a normalidade, não é um lapso de burrice de um policial da esquina. É uma política estruturada que já se inicia na educação da primeira infância e da formação militaresca de Israel, reproduzida não só por policiais, mas por colonos e por parcela significativa da  população como um todo (quem arriscaria perder sua qualidade de vida pelos palestinos?).

O autor fala em operação complexa e militarmente organizada e seu alvo teria sido escolhido a dedo. É o velho fundamentalismo contra o liberalismo ocidental, uma zizekiada típica. O problema é combinar com os russos, uma vez que a hipótese mais provável, como amplamente noticiado e admitido até mesmo pela inteligência israelense, diz que o alvo foi muito mais improvisado do que parece. O próprio evento não tinha aquela data planejada. 

O autor tem o conhecimento militar para avaliar essa operação como o comentarista Craque Neto tem conhecimento para comentar sobre ogivas nucleares, portanto basta reproduzir o discurso sionista padrão da aliança das elites árabes antissemitas. É curioso pensar a complexidade de uma invasão terrestre com alguns automóveis, metralhadores e fuzis, alguns radinhos e drones comprados no Aliexpress para observar o movimento.

Tem uma parte ali de gerador de lero-lero sobre a subjetividade do mártir que passaria se fosse um Twitter, mas depois somos convidados aos velhos argumentos do antissemitismo da máquina de propaganda sionista que funciona muito… no Twitter. Até o PCO vira interlocutor no debate para sustentar o espantalho. 

A chave de ouro é o derrotismo revolucionário de Lenin nesse contexto. A realidade para o palestinos é que esse derrotismo é a continuidade de seu sufocamento. Não é possível dizer que nem Israel e nem Hamas, mas os povos… Quando a OCUPAÇÃO de um se dá, apenas, sobre a miséria do outro e não de outra forma. Talvez os implicados prefiram o desastre ao não ser (ah, vai, eu gostaria de terminar com uma citação também pra ficar bacana). Kurz, que orienta esse texto e a igreja, foi o mesmo que defendeu a aniquilação do Hamas. Isso é, e Israel sabe, o mesmo que acabar com Gaza!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil sequer levar a sério um texto que já começa com um erro de tradução gritante. Depois, para melhorar, quando é falado em dados é sempre a partir da versão oficial de Israel (que é conflituosa com imagens, documentos e informações de um veículo israelense).</p>
<p>Vale notar um delírio de um gozo antissemita frente ao atentado que revela mais de quem diz do que da realidade. Segue-se disso um deboche a respeito da longa tradição de violência israelense. </p>
<p>Algumas escolhas de palavras, como “catástrofe”, indicam o desprezo pela historicidade da causa palestina. Temos então a iluminação da leitura correta: o Hamas é fundamentalista! Descobriu-se aqui a pólvora. É o velho dogma da Igreja de Santo Arantes dos bons materialistas contra os vulgares. O preço do dízimo para adentrar o lugar dos filósofos é pago, também, com um salto temporal que vai ignorar que a base mesma da fundação de Israel surge de atentados terroristas e de negociações inter-imperialista, assim como a própria origem do Hamas tem as digitais de Israel. Mas diriam que isso não cabe aqui.</p>
<p>A violência cotidiana de Israel é abstraída em um momento de estupidez! O problema disso é que essa violência é a normalidade, não é um lapso de burrice de um policial da esquina. É uma política estruturada que já se inicia na educação da primeira infância e da formação militaresca de Israel, reproduzida não só por policiais, mas por colonos e por parcela significativa da  população como um todo (quem arriscaria perder sua qualidade de vida pelos palestinos?).</p>
<p>O autor fala em operação complexa e militarmente organizada e seu alvo teria sido escolhido a dedo. É o velho fundamentalismo contra o liberalismo ocidental, uma zizekiada típica. O problema é combinar com os russos, uma vez que a hipótese mais provável, como amplamente noticiado e admitido até mesmo pela inteligência israelense, diz que o alvo foi muito mais improvisado do que parece. O próprio evento não tinha aquela data planejada. </p>
<p>O autor tem o conhecimento militar para avaliar essa operação como o comentarista Craque Neto tem conhecimento para comentar sobre ogivas nucleares, portanto basta reproduzir o discurso sionista padrão da aliança das elites árabes antissemitas. É curioso pensar a complexidade de uma invasão terrestre com alguns automóveis, metralhadores e fuzis, alguns radinhos e drones comprados no Aliexpress para observar o movimento.</p>
<p>Tem uma parte ali de gerador de lero-lero sobre a subjetividade do mártir que passaria se fosse um Twitter, mas depois somos convidados aos velhos argumentos do antissemitismo da máquina de propaganda sionista que funciona muito… no Twitter. Até o PCO vira interlocutor no debate para sustentar o espantalho. </p>
<p>A chave de ouro é o derrotismo revolucionário de Lenin nesse contexto. A realidade para o palestinos é que esse derrotismo é a continuidade de seu sufocamento. Não é possível dizer que nem Israel e nem Hamas, mas os povos… Quando a OCUPAÇÃO de um se dá, apenas, sobre a miséria do outro e não de outra forma. Talvez os implicados prefiram o desastre ao não ser (ah, vai, eu gostaria de terminar com uma citação também pra ficar bacana). Kurz, que orienta esse texto e a igreja, foi o mesmo que defendeu a aniquilação do Hamas. Isso é, e Israel sabe, o mesmo que acabar com Gaza!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Nobu		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-913051</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Nobu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 16:40:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Perdendo tempo: Os levantamentos que Julia faz não tem conexão com o artigo. Não li em nenhum momento que o artigo esteja defendendo o que IDF esteja fazendo na Palestina. Álias, bem pelo contrário. Primeiramente gostaria de levantar o comentário anterior de João Bernardo que claramente responde a sua indagação. &quot;Confundir os palestinianos com o Hamas é um absurdo&quot;

Toda a linha narrativa de Julia foca nos palestinos, aliás seu comentário inicia-se com &quot;pensar política atráves de redes sociais&quot;, e se utiliza de argumentos muito presentes no Twitter. Alguns que chegam ao ponto de dizer que apenas IDF matou os civis Israelenses com seus helicopteros... Enfim... 

A questão aqui levantada é: &quot;não faltou quem celebrasse como um glorioso “levante popular” de resistência contra a opressão tal assassinato de 1.300 pessoas, que incluiu um banho de sangue em uma festa e cenas como um grupo de homens erguendo como um troféu o corpo ensanguentado de uma mulher aos gritos de “ʾAllāhu ʾakbar” (Deus é O Maior), enquanto a enfiavam dentro de um jipe.&quot; 

E a partir disto, o texto vai densconstruir a narrativa que esta sendo promovida por grande parte da esquerda mundial, acerca desse grupo terrorista. O gancho com Putin como o salvador do anti-imperialismo/comunismo soviético 2.0...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perdendo tempo: Os levantamentos que Julia faz não tem conexão com o artigo. Não li em nenhum momento que o artigo esteja defendendo o que IDF esteja fazendo na Palestina. Álias, bem pelo contrário. Primeiramente gostaria de levantar o comentário anterior de João Bernardo que claramente responde a sua indagação. &#8220;Confundir os palestinianos com o Hamas é um absurdo&#8221;</p>
<p>Toda a linha narrativa de Julia foca nos palestinos, aliás seu comentário inicia-se com &#8220;pensar política atráves de redes sociais&#8221;, e se utiliza de argumentos muito presentes no Twitter. Alguns que chegam ao ponto de dizer que apenas IDF matou os civis Israelenses com seus helicopteros&#8230; Enfim&#8230; </p>
<p>A questão aqui levantada é: &#8220;não faltou quem celebrasse como um glorioso “levante popular” de resistência contra a opressão tal assassinato de 1.300 pessoas, que incluiu um banho de sangue em uma festa e cenas como um grupo de homens erguendo como um troféu o corpo ensanguentado de uma mulher aos gritos de “ʾAllāhu ʾakbar” (Deus é O Maior), enquanto a enfiavam dentro de um jipe.&#8221; </p>
<p>E a partir disto, o texto vai densconstruir a narrativa que esta sendo promovida por grande parte da esquerda mundial, acerca desse grupo terrorista. O gancho com Putin como o salvador do anti-imperialismo/comunismo soviético 2.0&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Seeger		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-913028</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Seeger]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 11:50:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E já que é pra perder tempo, o que o comentador não profissional acha que precisa ser debatido naquele comentário?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E já que é pra perder tempo, o que o comentador não profissional acha que precisa ser debatido naquele comentário?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Perdendo tempo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-912980</link>

		<dc:creator><![CDATA[Perdendo tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 01:14:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Engraçado que o comentário da Júlia nenhum comentador profissional do PP responde. Só sabem falar para o caricato ou para o próprio reflexo no espelho. 

Ainda perco meu tempo vindo aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado que o comentário da Júlia nenhum comentador profissional do PP responde. Só sabem falar para o caricato ou para o próprio reflexo no espelho. </p>
<p>Ainda perco meu tempo vindo aqui.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-912970</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 22:43:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Confundir os palestinianos com o Hamas é um absurdo, o que deveria ser evidente à primeira vista, porque o Hamas escolheu um tipo de guerra em que as suas forças militares usam a população civil palestiniana como escudo. Nestas condições, pretender que se trata de algo semelhante a uma guerrilha é uma afirmação tão estúpida que não tem outro nome para a designar.

Mas há razões muito mais profundas que impedem de confundir o Hamas com os palestinianos, antes de mais o escasso apoio que ele conta entre a população de Gaza. Leiam &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://www.foreignaffairs.com/israel/what-palestinians-really-think-hamas&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. E também a estrutura capitalista que o Hamas adopta e que o sustenta. Leiam &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://www.economist.com/finance-and-economics/2023/11/20/inside-hamass-sprawling-financial-empire&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;.

Desprezar estas questões básicas não é só estupidez e ignorância, embora ambos estes factores devam ser tomados em conta. Mais fundamentalmente, porém, trata-se daquela pulsão que leva a uma convergência ou cruzamento entre certa extrema-esquerda e a extrema-direita, geradora de todo o fascismo. É isto que está agora em causa, e que vemos com os nossos olhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confundir os palestinianos com o Hamas é um absurdo, o que deveria ser evidente à primeira vista, porque o Hamas escolheu um tipo de guerra em que as suas forças militares usam a população civil palestiniana como escudo. Nestas condições, pretender que se trata de algo semelhante a uma guerrilha é uma afirmação tão estúpida que não tem outro nome para a designar.</p>
<p>Mas há razões muito mais profundas que impedem de confundir o Hamas com os palestinianos, antes de mais o escasso apoio que ele conta entre a população de Gaza. Leiam <em><a href="https://www.foreignaffairs.com/israel/what-palestinians-really-think-hamas" rel="nofollow ugc">aqui</a></em>. E também a estrutura capitalista que o Hamas adopta e que o sustenta. Leiam <em><a href="https://www.economist.com/finance-and-economics/2023/11/20/inside-hamass-sprawling-financial-empire" rel="nofollow ugc">aqui</a></em>.</p>
<p>Desprezar estas questões básicas não é só estupidez e ignorância, embora ambos estes factores devam ser tomados em conta. Mais fundamentalmente, porém, trata-se daquela pulsão que leva a uma convergência ou cruzamento entre certa extrema-esquerda e a extrema-direita, geradora de todo o fascismo. É isto que está agora em causa, e que vemos com os nossos olhos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-912932</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 16:02:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Davi,

Achei que as pessoas aqui eram capazes de fazer leitura crítica. É óbvio que o tal Scott Rider tem lado, e não é preciso concordar com tudo que ele diz. Ele chega a conclusões que não se baseiam nem no que ele aponta. Como você mostra com algumas fontes, afirmações dele são no mínimo questionáveis. Já contestei militante de esquerda defensor do Hamas que também me parecia negacionista sobre os relatos de sobreviventes... seria preciso apontar que era falsos se querem negar que foi um ataque que barbarizou civis. Há a diferença também em o objetivo militar ter sido barbarizar civis (terrorismo) ou isso ter ocorrido fora dos objetivos planejados. E isso só se saberá daqui a algum tempo pelo jeito.

Na guerra a verdade é a primeira que morre, como já diz o ditado surrado. É por isso que só com o tempo vai se ter uma aproximação melhor do que realmente aconteceu.

O mais importante não era o artigo especulativo (sem fontes) do Rider, mas o que coloquei antes, o jornal israelense. 

É verdade que a esquerda apoiadora do Hamas no Brasil usa o fato do número de mortos ser menor do que divulgado inicialmente e coisas desse tipo para fazer parecer que foi um ataque de bandeira trocada, ou que não houve terrorismo. Enquanto não sai algum relatório investigativo de alguma organização com certa credibilidade e relativamente imparcial, o que resta é ou não opinar ou tentar construir uma opinião atenta ao que aparece para além da impressa que nos chega de forma mas fácil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Davi,</p>
<p>Achei que as pessoas aqui eram capazes de fazer leitura crítica. É óbvio que o tal Scott Rider tem lado, e não é preciso concordar com tudo que ele diz. Ele chega a conclusões que não se baseiam nem no que ele aponta. Como você mostra com algumas fontes, afirmações dele são no mínimo questionáveis. Já contestei militante de esquerda defensor do Hamas que também me parecia negacionista sobre os relatos de sobreviventes&#8230; seria preciso apontar que era falsos se querem negar que foi um ataque que barbarizou civis. Há a diferença também em o objetivo militar ter sido barbarizar civis (terrorismo) ou isso ter ocorrido fora dos objetivos planejados. E isso só se saberá daqui a algum tempo pelo jeito.</p>
<p>Na guerra a verdade é a primeira que morre, como já diz o ditado surrado. É por isso que só com o tempo vai se ter uma aproximação melhor do que realmente aconteceu.</p>
<p>O mais importante não era o artigo especulativo (sem fontes) do Rider, mas o que coloquei antes, o jornal israelense. </p>
<p>É verdade que a esquerda apoiadora do Hamas no Brasil usa o fato do número de mortos ser menor do que divulgado inicialmente e coisas desse tipo para fazer parecer que foi um ataque de bandeira trocada, ou que não houve terrorismo. Enquanto não sai algum relatório investigativo de alguma organização com certa credibilidade e relativamente imparcial, o que resta é ou não opinar ou tentar construir uma opinião atenta ao que aparece para além da impressa que nos chega de forma mas fácil.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: irado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-912875</link>

		<dc:creator><![CDATA[irado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2023 23:56:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=150653#comment-912875</guid>

					<description><![CDATA[Caro Davi, concordo completamente contigo. Mas, entendo que este site não está propagando material negacionista, trata-se de responsabilidade total do comentarista em questão. Quando li o comentário eu já havia tido contato com essa “nova versão” dos fatos mais cedo, em canais de esquerda nacionalista, pró-Hamas e antissemitas. Vi comentários absurdos como esses:

“Os combatentes do Hamas que atacaram um festival de música em Israel em 7 de outubro, matando centenas de pessoas, provavelmente não sabiam do evento com antecedência e decidiram atacá-lo no local, informou a mídia israelense citando fontes da polícia e do serviço de segurança.”

“O denominado “Ataque do Hamas” foi o maior engodo de Israel para se apropriar das terras de Gaza. Abram o olho…”

“Sempre desconfiei q isso era obra dos próprios israelitas pra ter uma desculpa pra atacar Gaza com o apoio do mundo inteiro”

É esse tipo de chorume que essas “notícias” alimentam. Inacreditável que o negacionismo de “esquerda” seja reproduzido dessa forma, demonstra que o fundo do poço é mais profundo do que imaginávamos e alguns fazem questão de cavar mais ainda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Davi, concordo completamente contigo. Mas, entendo que este site não está propagando material negacionista, trata-se de responsabilidade total do comentarista em questão. Quando li o comentário eu já havia tido contato com essa “nova versão” dos fatos mais cedo, em canais de esquerda nacionalista, pró-Hamas e antissemitas. Vi comentários absurdos como esses:</p>
<p>“Os combatentes do Hamas que atacaram um festival de música em Israel em 7 de outubro, matando centenas de pessoas, provavelmente não sabiam do evento com antecedência e decidiram atacá-lo no local, informou a mídia israelense citando fontes da polícia e do serviço de segurança.”</p>
<p>“O denominado “Ataque do Hamas” foi o maior engodo de Israel para se apropriar das terras de Gaza. Abram o olho…”</p>
<p>“Sempre desconfiei q isso era obra dos próprios israelitas pra ter uma desculpa pra atacar Gaza com o apoio do mundo inteiro”</p>
<p>É esse tipo de chorume que essas “notícias” alimentam. Inacreditável que o negacionismo de “esquerda” seja reproduzido dessa forma, demonstra que o fundo do poço é mais profundo do que imaginávamos e alguns fazem questão de cavar mais ainda.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Davi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/11/150653/#comment-912866</link>

		<dc:creator><![CDATA[Davi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2023 23:19:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=150653#comment-912866</guid>

					<description><![CDATA[Não acredito no que leio. Material negacionista sendo divulgado neste site! O que leva alguém supostamente informado a compartilhar um artigo de um colaborador do Estado russo como Scott Ritter, defensor da invasão russa à Ucrânia e que já encampou campanhas de informações falsas, como na atribuição do massacre na cidade de ucraniana de Bucha em 2022 às próprias forças ucranianas?

Olhem o absurdo das seguinte passagens do artigo que Leo Vinicius compartilhou:

&quot;Israel sustenta tal caracterização indicando o número de mortos (cerca de 1.200 – uma revisão em baixa, feita por Israel depois de se dar conta de que 200 dos mortos eram combatentes palestinos) e detalhando uma grande variedade de atrocidades que afirma terem sido perpetradas pelo Hamas, incluindo violações em massa, a decapitação de crianças e o assassinato deliberado de civis israelenses desarmados.

O problema com essas afirmações israelenses é que são comprovadamente falsas ou enganosas...&quot;

&quot;Israel viu-se obrigado a recuar nas suas alegações de que o Hamas decapitou 40 crianças. E também não forneceu qualquer prova crível de que essa força palestina estivesse envolvida na violação ou agressão sexual de uma única mulher israelense. Relatos de testemunhas oculares descrevem os combatentes do Hamas como disciplinados, determinados e mortíferos no ataque, mas, ainda assim, corteses e gentis quando lidavam com os civis cativos.&quot;

Pelo amor de Alá, existem diversos relatos sobre abusos sexuais feitos por testemunhas oculares, e até críticas à forma com que o governo israelense falhou em preservar essas provas. 

https://www.theguardian.com/world/2023/nov/10/israel-womens-groups-warn-of-failure-to-keep-evidence-of-sexual-violence-in-hamas-attacks

https://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/israel-hamas-attack-sexual-assault-b2447336.html

Apesar da história dos 40 bebês não ter sido confirmada, houve sim o assassinato de crianças e bebês por militantes do Hamas:

https://www.theguardian.com/world/2023/oct/10/murdered-in-cold-blood-stories-emerge-of-israelis-killed-at-gaza-border-hamas-israel 

Sobre as alegações de que o Hamas não mirou deliberadamente em civis e de que a ação não foi terrorismo, mas apenas uma incursão militar - e que pelo contrário, tratou bem os civis (!?) -- não vou nem comentar, pois a verdade sobre esses fatos é de amplo conhecimento público desde os primeiros dias do ataque.

E olhem a cereja do bolo no final do artigo:

&quot;O Hamas está conseguindo isso [derrotar Israel militarmente]. Mas há um preço a pagar. Um preço alto. Os franceses perderam 20.000 civis, mortos no esforço de libertar a Normandia no verão de 1944. Até agora, os palestinos de Gaza perderam 12.000 civis mortos no esforço liderado pelo Hamas para derrotar militarmente os seus ocupantes israelenses. Esse preço aumentará nos próximos dias e semanas. Mas é um preço que precisa ser pago, para que haja alguma possibilidade de uma pátria palestina.&quot;

Anticapitalistas defendendo explicitamente o martírio de um povo em prol da disputa comandada por uma organização fundamentalista conservadora?! Isso deixa muito claro que o massacre contínuo dos Palestinos também é um trunfo político para o Hamas. Para onde caminhamos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não acredito no que leio. Material negacionista sendo divulgado neste site! O que leva alguém supostamente informado a compartilhar um artigo de um colaborador do Estado russo como Scott Ritter, defensor da invasão russa à Ucrânia e que já encampou campanhas de informações falsas, como na atribuição do massacre na cidade de ucraniana de Bucha em 2022 às próprias forças ucranianas?</p>
<p>Olhem o absurdo das seguinte passagens do artigo que Leo Vinicius compartilhou:</p>
<p>&#8220;Israel sustenta tal caracterização indicando o número de mortos (cerca de 1.200 – uma revisão em baixa, feita por Israel depois de se dar conta de que 200 dos mortos eram combatentes palestinos) e detalhando uma grande variedade de atrocidades que afirma terem sido perpetradas pelo Hamas, incluindo violações em massa, a decapitação de crianças e o assassinato deliberado de civis israelenses desarmados.</p>
<p>O problema com essas afirmações israelenses é que são comprovadamente falsas ou enganosas&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Israel viu-se obrigado a recuar nas suas alegações de que o Hamas decapitou 40 crianças. E também não forneceu qualquer prova crível de que essa força palestina estivesse envolvida na violação ou agressão sexual de uma única mulher israelense. Relatos de testemunhas oculares descrevem os combatentes do Hamas como disciplinados, determinados e mortíferos no ataque, mas, ainda assim, corteses e gentis quando lidavam com os civis cativos.&#8221;</p>
<p>Pelo amor de Alá, existem diversos relatos sobre abusos sexuais feitos por testemunhas oculares, e até críticas à forma com que o governo israelense falhou em preservar essas provas. </p>
<p><a href="https://www.theguardian.com/world/2023/nov/10/israel-womens-groups-warn-of-failure-to-keep-evidence-of-sexual-violence-in-hamas-attacks" rel="nofollow ugc">https://www.theguardian.com/world/2023/nov/10/israel-womens-groups-warn-of-failure-to-keep-evidence-of-sexual-violence-in-hamas-attacks</a></p>
<p><a href="https://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/israel-hamas-attack-sexual-assault-b2447336.html" rel="nofollow ugc">https://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/israel-hamas-attack-sexual-assault-b2447336.html</a></p>
<p>Apesar da história dos 40 bebês não ter sido confirmada, houve sim o assassinato de crianças e bebês por militantes do Hamas:</p>
<p><a href="https://www.theguardian.com/world/2023/oct/10/murdered-in-cold-blood-stories-emerge-of-israelis-killed-at-gaza-border-hamas-israel" rel="nofollow ugc">https://www.theguardian.com/world/2023/oct/10/murdered-in-cold-blood-stories-emerge-of-israelis-killed-at-gaza-border-hamas-israel</a> </p>
<p>Sobre as alegações de que o Hamas não mirou deliberadamente em civis e de que a ação não foi terrorismo, mas apenas uma incursão militar &#8211; e que pelo contrário, tratou bem os civis (!?) &#8212; não vou nem comentar, pois a verdade sobre esses fatos é de amplo conhecimento público desde os primeiros dias do ataque.</p>
<p>E olhem a cereja do bolo no final do artigo:</p>
<p>&#8220;O Hamas está conseguindo isso [derrotar Israel militarmente]. Mas há um preço a pagar. Um preço alto. Os franceses perderam 20.000 civis, mortos no esforço de libertar a Normandia no verão de 1944. Até agora, os palestinos de Gaza perderam 12.000 civis mortos no esforço liderado pelo Hamas para derrotar militarmente os seus ocupantes israelenses. Esse preço aumentará nos próximos dias e semanas. Mas é um preço que precisa ser pago, para que haja alguma possibilidade de uma pátria palestina.&#8221;</p>
<p>Anticapitalistas defendendo explicitamente o martírio de um povo em prol da disputa comandada por uma organização fundamentalista conservadora?! Isso deixa muito claro que o massacre contínuo dos Palestinos também é um trunfo político para o Hamas. Para onde caminhamos?</p>
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