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	Comentários sobre: MST entra na jogada	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917848</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2023 14:03:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ERA UM MUNDO
Basculando meta-ilogicamente entre abdução e inferência, nestes pré[?]-apocalípticos tempos natálicos &#038; revelhônicos, um veterano da guerra de classes deixou escapar nostálgicas reminiscências de ex-combatente. 
Alguns (nem tão velhos, embora não muito jovens) calibrados à base de álcool forte emocionaram-se. 
Enfim: este luar, este conhaque botam a gente comovida como o diabo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ERA UM MUNDO<br />
Basculando meta-ilogicamente entre abdução e inferência, nestes pré[?]-apocalípticos tempos natálicos &amp; revelhônicos, um veterano da guerra de classes deixou escapar nostálgicas reminiscências de ex-combatente.<br />
Alguns (nem tão velhos, embora não muito jovens) calibrados à base de álcool forte emocionaram-se.<br />
Enfim: este luar, este conhaque botam a gente comovida como o diabo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917833</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2023 12:39:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando eu recebo uma publicidade de uma editora autodenominada anticapitalista, mostrando uma imagem de Karl Marx vestido de Pai Natal, ou Papai Noël, com o saco de presentes pendurado do ombro...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu recebo uma publicidade de uma editora autodenominada anticapitalista, mostrando uma imagem de Karl Marx vestido de Pai Natal, ou Papai Noël, com o saco de presentes pendurado do ombro&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917671</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 15:14:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ENUNCIADO OBSERVACIONAL PROVISÓRIO
Tem gente cavando, no fundo do poço. 
Se o &#039;camarada picareteiro&#039; é de esquerda ou de direita, não faz a mínima diferença. 
O exsumo IDEOLÓGICO&#038;PRÁTICO - seja neobolche, neofacho ou redbrown -  é intrinsecamente contrarrevolucionário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ENUNCIADO OBSERVACIONAL PROVISÓRIO<br />
Tem gente cavando, no fundo do poço.<br />
Se o &#8216;camarada picareteiro&#8217; é de esquerda ou de direita, não faz a mínima diferença.<br />
O exsumo IDEOLÓGICO&amp;PRÁTICO &#8211; seja neobolche, neofacho ou redbrown &#8211;  é intrinsecamente contrarrevolucionário.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anarco-aceleracionista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917668</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anarco-aceleracionista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 14:15:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda sobre entretenimento e luta de classes: https://colestia.itch.io/a-workers-guide-to-espionage
Joguinho virtual com o intuito de apresentar alguns conceitos, e ferramentas pra organização no local de trabalho. Bem interessante, divertido e útil.
Ainda na brisa das disputas das produções culturais, não posso deixar de pensar no caso desse jogo (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/09/09/o-jogo-de-celular-que-atrai-dinheiro-e-apoio-para-a-resistencia-ao-re,gime-militar-de-mianmar.ghtml) criado por um desenvolvedor com o intuito de arrecadar dinheiro para financiar a resistência em Mianmar.
Videogames e joguinhos de tabuleiro, ao que parece, estão em disputa - mas não como um fim em si. Entretenimento, em ambos os casos, parece um meio pra atingir um fim - seja se munir de ferramentas pra se organizar em seu local de trabalho, seja pra arrecadar grana pro financiamento de resistência armada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda sobre entretenimento e luta de classes: <a href="https://colestia.itch.io/a-workers-guide-to-espionage" rel="nofollow ugc">https://colestia.itch.io/a-workers-guide-to-espionage</a><br />
Joguinho virtual com o intuito de apresentar alguns conceitos, e ferramentas pra organização no local de trabalho. Bem interessante, divertido e útil.<br />
Ainda na brisa das disputas das produções culturais, não posso deixar de pensar no caso desse jogo (<a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/09/09/o-jogo-de-celular-que-atrai-dinheiro-e-apoio-para-a-resistencia-ao-re,gime-militar-de-mianmar.ghtml" rel="nofollow ugc">https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/09/09/o-jogo-de-celular-que-atrai-dinheiro-e-apoio-para-a-resistencia-ao-re,gime-militar-de-mianmar.ghtml</a>) criado por um desenvolvedor com o intuito de arrecadar dinheiro para financiar a resistência em Mianmar.<br />
Videogames e joguinhos de tabuleiro, ao que parece, estão em disputa &#8211; mas não como um fim em si. Entretenimento, em ambos os casos, parece um meio pra atingir um fim &#8211; seja se munir de ferramentas pra se organizar em seu local de trabalho, seja pra arrecadar grana pro financiamento de resistência armada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ludópata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917665</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ludópata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 13:05:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[como na arte, o que mais importa é a forma e não o conteúdo. Pegar &quot;Banco Imobiliário&quot; e substituir os textos por temas da luta de classes é apenas decadente. 
Para quem se interessar por outras experimentações... 
https://www.weareplanc.org/blog/the-social-strike-game/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>como na arte, o que mais importa é a forma e não o conteúdo. Pegar &#8220;Banco Imobiliário&#8221; e substituir os textos por temas da luta de classes é apenas decadente.<br />
Para quem se interessar por outras experimentações&#8230;<br />
<a href="https://www.weareplanc.org/blog/the-social-strike-game/" rel="nofollow ugc">https://www.weareplanc.org/blog/the-social-strike-game/</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917657</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 11:10:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camarada Leo, sim, um dos problemas é ser lúdico. Pergunto novamente, você já assistiu o filme Vá e Veja? Está disponível streaming Belas Artes à Lá Carte por R$12,90 (mais barato do que Netflix, e o valor é outro problema). Esse filme conta a história de um menino que achava a guerra uma grande brincadeira. Até que um dia ele Foi e Viu (e viveu) seu erro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada Leo, sim, um dos problemas é ser lúdico. Pergunto novamente, você já assistiu o filme Vá e Veja? Está disponível streaming Belas Artes à Lá Carte por R$12,90 (mais barato do que Netflix, e o valor é outro problema). Esse filme conta a história de um menino que achava a guerra uma grande brincadeira. Até que um dia ele Foi e Viu (e viveu) seu erro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917553</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 22:51:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Liv,

Algo ser entretenimento não significa que é lúdico. De todo modo o problema é ser divertido? Aí caímos mais que no moralismo, no ascetismo.
As produções culturais estão em disputa? Se estão, as que são produzidas e viram mercadorias também? Esse é o ponto de discussão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Liv,</p>
<p>Algo ser entretenimento não significa que é lúdico. De todo modo o problema é ser divertido? Aí caímos mais que no moralismo, no ascetismo.<br />
As produções culturais estão em disputa? Se estão, as que são produzidas e viram mercadorias também? Esse é o ponto de discussão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Liv		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917475</link>

		<dc:creator><![CDATA[Liv]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 18:27:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camarada Leo, você perguntou se faz sentido a seguinte frase: &quot;A luta de classes vira brincadeira em um jogo da mesma forma que a luta de classes vira entretenimento em um filme.&quot; Não, não acho faça sentido afirmar isso. Você já assistiu o filme Vá e Veja (1985) do diretor Elem Klimov? Não há nada lúdico nessa produção cinematográfico. 

Camarada Pedro, se os antigos não são suficientes para animar teu espírito tão vivido, sugiro ler Mayombe, do Pepetela. Mas confesso que acho um erro desconsiderar o livro A Mãe em função da data de publicação. Assim como acharia um erro desconsiderar o que nos ensina autores como Victor Hugo, Emile Zola, Dostoiévski, entre outros. Todos estes autores (e outros um pouco recentes, como Günter Grass, já leu A Ratazana?) tem algo em comum: o homem e sua humanidade (e a perda dela).
Sobre o livro do Gorki, apesar de ser um livro publicado em 1906, conta a história de um cenário (e não me refiro a Rússia pre-revolucionaria, me refiro aos personagens) plausível de acontecer ainda hoje. O filho da Mãe é um rapaz que cresceu vendo a mãe apanhar de um pai que transferia para a figura dela todo o ódio que sentia de sua condição de explorado. Por sua vez, a mãe, analfabeta, filha de explorados, permanecia calada e ferida em sua condição porque jamais tinha sido capaz de imaginar uma forma de vida diferente daquela. A Mãe foi filha de uma mãe que casou pelos mesmos motivos e o sofreu a mesma sorte de violências. O filho da Mãe, esse não. O filho da Mãe rompeu com o ciclo. Mas para romper com o ciclo ele precisou ser esse sujeito rígido consigo mesmo, coerente e virtuoso em sua conduta diária. E foi vendo o potencial do filho de se auto-organizar e de se colocar a serviço de uma organização de mundo maior do que seus interesses pessoais, que a mãe foi expandindo o seu horizonte imaginativo e aos poucos superando as falhas de sua formação e se tornando ela mesma um agente da causa. Já pensou se um militante (ou melhor, um formador, um marco de estrada) velho de guerra (guerra, luta de classes, também deve ser uma palavra pregada com consequências, o que você faria se levasse a sério essas palavras? Como viveria? Pularia carnaval?) conseguisse pescar um filho como o filho dessa Mãe? Mas para pescar é necessário antes seguir a risca o exemplo de disciplina dado por personagens (e por pessoas reais, já existiram tantas) imaginados por Gorki.
Camarada Pedro, existem aspectos humanos que atravessam o tempo. Outra leitura que pode lhe agradar e fortalecer: Análise do Homem (Erich Fromm).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada Leo, você perguntou se faz sentido a seguinte frase: &#8220;A luta de classes vira brincadeira em um jogo da mesma forma que a luta de classes vira entretenimento em um filme.&#8221; Não, não acho faça sentido afirmar isso. Você já assistiu o filme Vá e Veja (1985) do diretor Elem Klimov? Não há nada lúdico nessa produção cinematográfico. </p>
<p>Camarada Pedro, se os antigos não são suficientes para animar teu espírito tão vivido, sugiro ler Mayombe, do Pepetela. Mas confesso que acho um erro desconsiderar o livro A Mãe em função da data de publicação. Assim como acharia um erro desconsiderar o que nos ensina autores como Victor Hugo, Emile Zola, Dostoiévski, entre outros. Todos estes autores (e outros um pouco recentes, como Günter Grass, já leu A Ratazana?) tem algo em comum: o homem e sua humanidade (e a perda dela).<br />
Sobre o livro do Gorki, apesar de ser um livro publicado em 1906, conta a história de um cenário (e não me refiro a Rússia pre-revolucionaria, me refiro aos personagens) plausível de acontecer ainda hoje. O filho da Mãe é um rapaz que cresceu vendo a mãe apanhar de um pai que transferia para a figura dela todo o ódio que sentia de sua condição de explorado. Por sua vez, a mãe, analfabeta, filha de explorados, permanecia calada e ferida em sua condição porque jamais tinha sido capaz de imaginar uma forma de vida diferente daquela. A Mãe foi filha de uma mãe que casou pelos mesmos motivos e o sofreu a mesma sorte de violências. O filho da Mãe, esse não. O filho da Mãe rompeu com o ciclo. Mas para romper com o ciclo ele precisou ser esse sujeito rígido consigo mesmo, coerente e virtuoso em sua conduta diária. E foi vendo o potencial do filho de se auto-organizar e de se colocar a serviço de uma organização de mundo maior do que seus interesses pessoais, que a mãe foi expandindo o seu horizonte imaginativo e aos poucos superando as falhas de sua formação e se tornando ela mesma um agente da causa. Já pensou se um militante (ou melhor, um formador, um marco de estrada) velho de guerra (guerra, luta de classes, também deve ser uma palavra pregada com consequências, o que você faria se levasse a sério essas palavras? Como viveria? Pularia carnaval?) conseguisse pescar um filho como o filho dessa Mãe? Mas para pescar é necessário antes seguir a risca o exemplo de disciplina dado por personagens (e por pessoas reais, já existiram tantas) imaginados por Gorki.<br />
Camarada Pedro, existem aspectos humanos que atravessam o tempo. Outra leitura que pode lhe agradar e fortalecer: Análise do Homem (Erich Fromm).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo V		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917442</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo V]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 14:09:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com a crítica do Pedro Irio, pelo menos em relação a este Flagrante delito, e possivelmente válida para alguns outros que não me recordo.

Deixo uma indicação de leitura, o livro de Jamie Woodcock &quot;Marx no Fliperama: videogames e luta de classes&quot;.

A luta de classes vira brincadeira em um jogo da mesma forma que a luta de classes vira entretenimento em um filme. Faz sentido afirmar isso? Os produtos da indústria cultural são campo em disputa? Essa é a questão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com a crítica do Pedro Irio, pelo menos em relação a este Flagrante delito, e possivelmente válida para alguns outros que não me recordo.</p>
<p>Deixo uma indicação de leitura, o livro de Jamie Woodcock &#8220;Marx no Fliperama: videogames e luta de classes&#8221;.</p>
<p>A luta de classes vira brincadeira em um jogo da mesma forma que a luta de classes vira entretenimento em um filme. Faz sentido afirmar isso? Os produtos da indústria cultural são campo em disputa? Essa é a questão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Irio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/150956/#comment-917144</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Irio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 18:31:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camarada Liv, tudo bem?

Serei breve nesse comentário.
Acredito que muitos dos seus pontos confirmam o que escrevi acima.
1) &quot;Considerando que as mudanças do mundo do trabalho dispersaram os trabalhadores não há mais um local de trabalho, um lugar de encontro bem definido. E tampouco o virtual pode servir de espaço organizativo&quot;. Concordo com você nesse ponto. Afinal, esse espaço (chamado de modelo fordista), se esgotou. Todavia, o que ocorreu que esse espaço passou por uma reestruturação produtiva que fragmentou esse espaço, essa classe e a destruição antiga das formas de luta e solidariedade. Isso ocorreu sim. Todavia, insisto: é nesse espaço com essas novas características que deverá ser o terreno sob novas bases de lutas e formas organizativas.
O cenário que você pediu para refletir é sob essas novas formas de luta e organização que deverá surgir. E a dificuldade está justamente, pois essa classe ainda não deu seu próprio salto organizativo. A reflexão teórica é anterior a prática histórica. Temos essa dificuldade, pois somos uma geração que ainda não presenciamos uma nova forma de organização surgida da própria classe. Claro que temos lutas aqui e ali sendo feitas e saudamos ela. Mas essas mesmas lutas não se tornaram forma hegemônica para essa mesma classe.
2) Também conheço muita gente de esquerda que está no corre para avançar a luta. Mas essa esquerda radical direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente está a reboque da atual esquerda hegemônica. Ou seja, a pauta, o debate e as lutas não é sob hegemonia da esquerda radical.
3) Sob o moralismo, camarada, olha o preço desse jogo de tabuleiro! É visível que o MST fez jogo, para os setores esclarecidos, intelectualizados, etc. Tenho certeza que para uma população de 90%, com uma renda de até dois salários mínimos, está muito longe de suas preocupações em adquirir um jogo do MST. No máximo sua futura dívida será algum jogo eletrônico para seus filhos. Logo, camarada, essa nota é sim um moralismo pequeno-burguês, pois é um diálogo diante do espelho. Uma conversa para convertidos.
3) Sobre &quot;E mais, me parece que você subestima a força organizativa de um indivíduo anticapitalista rígido consigo mesmo, virtuoso e coerente em conduta diária (e eles existem, ainda vivos)&quot;. Camarada, subestimo sim. Principalmente em uma época de sujeitos neoliberais e ausência de forças coletivas anticapitalistas. Estou velho camarada, já cheguei na idade que não quero me iludir e o mais importante: iludir os demais camaradas. (A leitura da Mãe é excelente, mas são outros tempos e outras conjunturas. Nossa época é marcado pelo &quot;realismo capitalista&quot;. Será que temos algum romance dessa época à altura do Gorki?)

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada Liv, tudo bem?</p>
<p>Serei breve nesse comentário.<br />
Acredito que muitos dos seus pontos confirmam o que escrevi acima.<br />
1) &#8220;Considerando que as mudanças do mundo do trabalho dispersaram os trabalhadores não há mais um local de trabalho, um lugar de encontro bem definido. E tampouco o virtual pode servir de espaço organizativo&#8221;. Concordo com você nesse ponto. Afinal, esse espaço (chamado de modelo fordista), se esgotou. Todavia, o que ocorreu que esse espaço passou por uma reestruturação produtiva que fragmentou esse espaço, essa classe e a destruição antiga das formas de luta e solidariedade. Isso ocorreu sim. Todavia, insisto: é nesse espaço com essas novas características que deverá ser o terreno sob novas bases de lutas e formas organizativas.<br />
O cenário que você pediu para refletir é sob essas novas formas de luta e organização que deverá surgir. E a dificuldade está justamente, pois essa classe ainda não deu seu próprio salto organizativo. A reflexão teórica é anterior a prática histórica. Temos essa dificuldade, pois somos uma geração que ainda não presenciamos uma nova forma de organização surgida da própria classe. Claro que temos lutas aqui e ali sendo feitas e saudamos ela. Mas essas mesmas lutas não se tornaram forma hegemônica para essa mesma classe.<br />
2) Também conheço muita gente de esquerda que está no corre para avançar a luta. Mas essa esquerda radical direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente está a reboque da atual esquerda hegemônica. Ou seja, a pauta, o debate e as lutas não é sob hegemonia da esquerda radical.<br />
3) Sob o moralismo, camarada, olha o preço desse jogo de tabuleiro! É visível que o MST fez jogo, para os setores esclarecidos, intelectualizados, etc. Tenho certeza que para uma população de 90%, com uma renda de até dois salários mínimos, está muito longe de suas preocupações em adquirir um jogo do MST. No máximo sua futura dívida será algum jogo eletrônico para seus filhos. Logo, camarada, essa nota é sim um moralismo pequeno-burguês, pois é um diálogo diante do espelho. Uma conversa para convertidos.<br />
3) Sobre &#8220;E mais, me parece que você subestima a força organizativa de um indivíduo anticapitalista rígido consigo mesmo, virtuoso e coerente em conduta diária (e eles existem, ainda vivos)&#8221;. Camarada, subestimo sim. Principalmente em uma época de sujeitos neoliberais e ausência de forças coletivas anticapitalistas. Estou velho camarada, já cheguei na idade que não quero me iludir e o mais importante: iludir os demais camaradas. (A leitura da Mãe é excelente, mas são outros tempos e outras conjunturas. Nossa época é marcado pelo &#8220;realismo capitalista&#8221;. Será que temos algum romance dessa época à altura do Gorki?)</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
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