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	Comentários sobre: Os paradoxos de Milan Kundera (parte 2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Adriano Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-923849</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2024 00:06:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ananta Martins, valeu pelo retorno. Sobre Milan Kundera, concordo com essa pluralidade. Sondar a existência formulando hipóteses a partir das situações humanas é uma arte que supõe outras hipóteses possíveis. A tragédia de Yakov, filho de Stalin, é a metáfora do peso e da leveza da existência cuja possibilidade como causa o herdeiro desprezado de Stalin viveu em seus dias finais.

Sobre Paul Nizan, eu também acatei a dica e li &quot;A Conspiração&quot;. La Cospirazione - il fallimento di un sogno rivoluzionario é o título da tradução italiana. O subtítulo é algo como &quot;o fracasso de um sonho revolucionário&quot;. Um fracasso, no entanto, que não resulta do embate com o inimigo extrínseco, mas das ruínas dos sonhos da juventude e da erosão dos idealismos, pontos de contato com a obra de Milan Kundera. Não é uma obra de concessão, mas o contrário, é uma obra corajosa, sobretudo no contexto histórico em que foi escrita, nos prenúncios da Segunda Guerra Mundial. Sartre e Nizan foram amigos, ao que parece Nizan fora seu grande amigo da juventude. O ilustre filósofo lhe dedicou belas páginas na comovente homenagem que fez no prefácio da edição de 1960 da primeira obra de Nizan, &quot;Aden, Arábia&quot;, vinte anos depois de sua morte no campo de batalha contra os nazistas. Ali ficamos sabendo que provavelmente a obra de Sartre é devedora da obra de Nizan, não o contrário, já que este escreveu antes e na época em que Sartre admitiu ser um &quot;alienado&quot;. Foi uma grata surpresa ler Nizan. Eu que tinha enconstado em casa &quot;Aden, Arábia&quot; numa edição antiga, soterrado sob uma pilha de livros. Será uma de minhas próximas leituras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ananta Martins, valeu pelo retorno. Sobre Milan Kundera, concordo com essa pluralidade. Sondar a existência formulando hipóteses a partir das situações humanas é uma arte que supõe outras hipóteses possíveis. A tragédia de Yakov, filho de Stalin, é a metáfora do peso e da leveza da existência cuja possibilidade como causa o herdeiro desprezado de Stalin viveu em seus dias finais.</p>
<p>Sobre Paul Nizan, eu também acatei a dica e li &#8220;A Conspiração&#8221;. La Cospirazione &#8211; il fallimento di un sogno rivoluzionario é o título da tradução italiana. O subtítulo é algo como &#8220;o fracasso de um sonho revolucionário&#8221;. Um fracasso, no entanto, que não resulta do embate com o inimigo extrínseco, mas das ruínas dos sonhos da juventude e da erosão dos idealismos, pontos de contato com a obra de Milan Kundera. Não é uma obra de concessão, mas o contrário, é uma obra corajosa, sobretudo no contexto histórico em que foi escrita, nos prenúncios da Segunda Guerra Mundial. Sartre e Nizan foram amigos, ao que parece Nizan fora seu grande amigo da juventude. O ilustre filósofo lhe dedicou belas páginas na comovente homenagem que fez no prefácio da edição de 1960 da primeira obra de Nizan, &#8220;Aden, Arábia&#8221;, vinte anos depois de sua morte no campo de batalha contra os nazistas. Ali ficamos sabendo que provavelmente a obra de Sartre é devedora da obra de Nizan, não o contrário, já que este escreveu antes e na época em que Sartre admitiu ser um &#8220;alienado&#8221;. Foi uma grata surpresa ler Nizan. Eu que tinha enconstado em casa &#8220;Aden, Arábia&#8221; numa edição antiga, soterrado sob uma pilha de livros. Será uma de minhas próximas leituras.</p>
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		<title>
		Por: Adriano Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-922611</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 07:05:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pascoal Nils...valeu pelo retorno! As experiências do leitor e a obra literária têm sempre algo de subjetivo - mas nunca apenas subjetivo -, não poderia ser de outra forma. Na teoria literária há mesmo a tese de que uma obra é composta pelo autor e pelo leitor. Quanto a ver uma possível blasfêmia em sua observação, sossegue a peruca, não me passaria pela cabeça algo parecido. Primeiro porque o autor que se vire com seus leitores, segundo porque acho que o adjetivo talvez se adequasse melhor a uma leitura que tirasse da obra o que ela não disse, mas o senhor registra uma impressão pessoal de indiferença pelo que caracterizou como inocuidade. Quer dizer, cópula infecunda, estéril semeadura, solo desértico. Donde se conclui apenas a sobra do primeiro nível objetivo da narrativa, que é a história de amor lá contada. O que acho que posso lhe garantir é que a obra não é redutível a isso e que essa redução é certamente a razão de seu lugar como best seller. 

Sobre uma possível falta de clareza, aí não tem muito jeito. O romance não é um tratado filosófico ou artigo científico, mas uma obra artística cuja dimensão hermenêutica pressupõe a contraparte subjetiva da construção narrativa. Se bem que as entrelinhas de Kundera estão nas linhas mesmo. 

Abraços fraternos e eternos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pascoal Nils&#8230;valeu pelo retorno! As experiências do leitor e a obra literária têm sempre algo de subjetivo &#8211; mas nunca apenas subjetivo -, não poderia ser de outra forma. Na teoria literária há mesmo a tese de que uma obra é composta pelo autor e pelo leitor. Quanto a ver uma possível blasfêmia em sua observação, sossegue a peruca, não me passaria pela cabeça algo parecido. Primeiro porque o autor que se vire com seus leitores, segundo porque acho que o adjetivo talvez se adequasse melhor a uma leitura que tirasse da obra o que ela não disse, mas o senhor registra uma impressão pessoal de indiferença pelo que caracterizou como inocuidade. Quer dizer, cópula infecunda, estéril semeadura, solo desértico. Donde se conclui apenas a sobra do primeiro nível objetivo da narrativa, que é a história de amor lá contada. O que acho que posso lhe garantir é que a obra não é redutível a isso e que essa redução é certamente a razão de seu lugar como best seller. </p>
<p>Sobre uma possível falta de clareza, aí não tem muito jeito. O romance não é um tratado filosófico ou artigo científico, mas uma obra artística cuja dimensão hermenêutica pressupõe a contraparte subjetiva da construção narrativa. Se bem que as entrelinhas de Kundera estão nas linhas mesmo. </p>
<p>Abraços fraternos e eternos!</p>
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		<title>
		Por: Ananta		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-922584</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ananta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 06:10:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Kundera é um autor plural, de variados prismas, pode ser lido de diferentes óticas. Na Insustentável leveza do ser temos perspectivas históricas, filosóficas, psicológicas e comportamental, crítica e mais outros aspectos - basta lembrar de  capítulos como o de Bethoven (muss es sein, es muss sein), sobre o filho de Stálin na prisão, sobre as palavras não compreendidas e outros; a possibilidade de pensar e ver para além das personagens do romance, que se tornam pano de fundo para todas as ideias do autor.
Aproveitei a sugestão citada em um dos comentários e li A conspiração, de Paul Nizan.
Assim como Kundera, ele também explica as motivações não ditas do  personagem que se torna muito mais próximo do leitor, já que ele é mostrado em todas as suas camadas possíveis enquanto ser vivo que é - social, psíquico e  histórico, o que faz com que o leitor se identifique com o personagem, acolhendo-o, por tê-lo compreendido de modo integral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Kundera é um autor plural, de variados prismas, pode ser lido de diferentes óticas. Na Insustentável leveza do ser temos perspectivas históricas, filosóficas, psicológicas e comportamental, crítica e mais outros aspectos &#8211; basta lembrar de  capítulos como o de Bethoven (muss es sein, es muss sein), sobre o filho de Stálin na prisão, sobre as palavras não compreendidas e outros; a possibilidade de pensar e ver para além das personagens do romance, que se tornam pano de fundo para todas as ideias do autor.<br />
Aproveitei a sugestão citada em um dos comentários e li A conspiração, de Paul Nizan.<br />
Assim como Kundera, ele também explica as motivações não ditas do  personagem que se torna muito mais próximo do leitor, já que ele é mostrado em todas as suas camadas possíveis enquanto ser vivo que é &#8211; social, psíquico e  histórico, o que faz com que o leitor se identifique com o personagem, acolhendo-o, por tê-lo compreendido de modo integral.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Pascoal Nils		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-922150</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pascoal Nils]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jan 2024 14:46:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Primeiramente preciso deixar claro que não sou critico literário ou mesmo conhecedor de nada, a impressão que tento expressar dá-se unicamente 
através do prisma de um mero leitor.
Após ler a primeira parte de seu ensaio sobre A Insustentável Leveza Do Ser, de Milan Kundera, achei tão bem elaborada (e até melhor que a obra), que resolvi ler novamente, tentando observar algo que possivelmente eu não houvesse captado quando li, confesso que ler pela segunda vez foi um tanto mais difícil, visto que li em PDF e sou totalmente avesso a ler qualquer coisa na tela, preciso do contato físico com o papel, tatear, sentir o odor (tivesse eu nascido antes de Johannes Gutenberg, acho que torceria o nariz para os livros e ficaria com os rolos de papiro). Achei a segunda parte do ensaio tão bem elaborada quanto a primeira e me atrevo a dizer, talvez até melhor, visto que concluiu sua análise. 
Mas novamente a obra não me disse nada, peço perdão pelo que possivelmente ache uma blasfêmia, mas achei inócua. 
A obra &quot;A Insustentável Leveza do Ser&quot; de Milan Kundera é amplamente reconhecida por sua complexidade e profundidade, explorando temas filosóficos, existenciais e políticos. No entanto, é compreensível que nem todas as obras ressoem da mesma maneira para conosco, os leitores. A obra é bem elaborada e escrita, mas novamente não me causou nenhum impacto, é válida e representa uma experiência pessoal de leitura.
A narrativa intrincada de Kundera, que entrelaça as vidas de seus personagens em um contexto histórico complexo, não conseguiu me conectar emocionalmente. A &quot;insustentável leveza&quot; abordada na obra, explorando a natureza efêmera e aparentemente insignificante da vida pode, a meu ver, ser interpretada de maneiras diversas, e a ausência de um impacto pode ser resultado de uma desconexão pessoal com essas reflexões.
Por outro lado, a sensação de inocuidade que mencionei, pode estar relacionada à falta de identificação com os personagens ou à falta de clareza nas mensagens transmitidas pela trama. A complexidade filosófica de Kundera pode tornar-se excessiva para alguns leitores, levando a uma experiência de leitura que, apesar de admirável em sua construção, não se traduz em uma compreensão profunda ou ressonância emocional.
É importante destacar que as reações à literatura são subjetivas e variam de pessoa para pessoa. Nem todas as obras irão impactar da mesma forma em todos os leitores, e é válido expressar diferentes opiniões sobre uma obra literária. Minha visão crítica oferece uma perspectiva honesta, pessoal e individual sobre &quot;A Insustentável Leveza do Ser&quot;, tentando contribuir para a diversidade de interpretações que uma obra literária pode suscitar.
Abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente preciso deixar claro que não sou critico literário ou mesmo conhecedor de nada, a impressão que tento expressar dá-se unicamente<br />
através do prisma de um mero leitor.<br />
Após ler a primeira parte de seu ensaio sobre A Insustentável Leveza Do Ser, de Milan Kundera, achei tão bem elaborada (e até melhor que a obra), que resolvi ler novamente, tentando observar algo que possivelmente eu não houvesse captado quando li, confesso que ler pela segunda vez foi um tanto mais difícil, visto que li em PDF e sou totalmente avesso a ler qualquer coisa na tela, preciso do contato físico com o papel, tatear, sentir o odor (tivesse eu nascido antes de Johannes Gutenberg, acho que torceria o nariz para os livros e ficaria com os rolos de papiro). Achei a segunda parte do ensaio tão bem elaborada quanto a primeira e me atrevo a dizer, talvez até melhor, visto que concluiu sua análise.<br />
Mas novamente a obra não me disse nada, peço perdão pelo que possivelmente ache uma blasfêmia, mas achei inócua.<br />
A obra &#8220;A Insustentável Leveza do Ser&#8221; de Milan Kundera é amplamente reconhecida por sua complexidade e profundidade, explorando temas filosóficos, existenciais e políticos. No entanto, é compreensível que nem todas as obras ressoem da mesma maneira para conosco, os leitores. A obra é bem elaborada e escrita, mas novamente não me causou nenhum impacto, é válida e representa uma experiência pessoal de leitura.<br />
A narrativa intrincada de Kundera, que entrelaça as vidas de seus personagens em um contexto histórico complexo, não conseguiu me conectar emocionalmente. A &#8220;insustentável leveza&#8221; abordada na obra, explorando a natureza efêmera e aparentemente insignificante da vida pode, a meu ver, ser interpretada de maneiras diversas, e a ausência de um impacto pode ser resultado de uma desconexão pessoal com essas reflexões.<br />
Por outro lado, a sensação de inocuidade que mencionei, pode estar relacionada à falta de identificação com os personagens ou à falta de clareza nas mensagens transmitidas pela trama. A complexidade filosófica de Kundera pode tornar-se excessiva para alguns leitores, levando a uma experiência de leitura que, apesar de admirável em sua construção, não se traduz em uma compreensão profunda ou ressonância emocional.<br />
É importante destacar que as reações à literatura são subjetivas e variam de pessoa para pessoa. Nem todas as obras irão impactar da mesma forma em todos os leitores, e é válido expressar diferentes opiniões sobre uma obra literária. Minha visão crítica oferece uma perspectiva honesta, pessoal e individual sobre &#8220;A Insustentável Leveza do Ser&#8221;, tentando contribuir para a diversidade de interpretações que uma obra literária pode suscitar.<br />
Abraços</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adriano Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-919849</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 12:11:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Francisco Gonzaga...Nizan se aproximou das fileiras fascistas com 20 anos, provavelmente ainda no processo de descobertas e conhecimento da juventude. E parece que a estadia foi breve. Seu primeiro livro só é publicado anos depois de sua adesão à esquerda, de modo que convicções políticas e produção literária não deviam estar em conflito óbvio e aberto. O caráter, o tipo e as consequências dessa adesão são trazidos à baila e discutidos na obra de Milan Kundera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Francisco Gonzaga&#8230;Nizan se aproximou das fileiras fascistas com 20 anos, provavelmente ainda no processo de descobertas e conhecimento da juventude. E parece que a estadia foi breve. Seu primeiro livro só é publicado anos depois de sua adesão à esquerda, de modo que convicções políticas e produção literária não deviam estar em conflito óbvio e aberto. O caráter, o tipo e as consequências dessa adesão são trazidos à baila e discutidos na obra de Milan Kundera.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Francisco Gonzaga		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-919730</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francisco Gonzaga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2024 06:13:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É intrigante observar a referência de João Bernardo a Paul Nizan, um autor relativamente obscuro no contexto literário brasileiro, ao destacar sua obra como uma esclarecedora abordagem sobre a vida. A curiosidade biográfica em relação aos autores cujas obras apreciamos é uma prática recorrente, geralmente antecedendo a imersão em suas produções. Minha própria curiosidade em relação à biografia de Paul Nizan levou-me a descobrir que, em sua juventude, ele esteve afiliado ao Le Faisceau, partido fascista francês liderado por Valois. Tal observação suscita uma reflexão intrigante sobre a trajetória política do autor, considerando o paradoxo inicial de sua afiliação fascista e a subsequente adesão ao PCF e participação na Associação de Escritores e Artistas Revolucionários, associada a figuras proeminentes como André Gide, Romain Rolland e Louis Aragon.

O caso de Nizan evoca a memória de outros escritores notáveis, como Ezra Pound, que também iniciou sua militância política no espectro fascista, e Louis-Ferdinand Céline, um celebrado fascista na França. A questão fundamental que se apresenta é a extensão na qual é possível dissociar as convicções políticas do autor de sua produção literária. Este dilema, caracterizado pela evolução ideológica de Nizan e casos análogos, incita uma reflexão mais profunda sobre o impacto potencial das convicções pessoais na tessitura e interpretação de obras literárias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É intrigante observar a referência de João Bernardo a Paul Nizan, um autor relativamente obscuro no contexto literário brasileiro, ao destacar sua obra como uma esclarecedora abordagem sobre a vida. A curiosidade biográfica em relação aos autores cujas obras apreciamos é uma prática recorrente, geralmente antecedendo a imersão em suas produções. Minha própria curiosidade em relação à biografia de Paul Nizan levou-me a descobrir que, em sua juventude, ele esteve afiliado ao Le Faisceau, partido fascista francês liderado por Valois. Tal observação suscita uma reflexão intrigante sobre a trajetória política do autor, considerando o paradoxo inicial de sua afiliação fascista e a subsequente adesão ao PCF e participação na Associação de Escritores e Artistas Revolucionários, associada a figuras proeminentes como André Gide, Romain Rolland e Louis Aragon.</p>
<p>O caso de Nizan evoca a memória de outros escritores notáveis, como Ezra Pound, que também iniciou sua militância política no espectro fascista, e Louis-Ferdinand Céline, um celebrado fascista na França. A questão fundamental que se apresenta é a extensão na qual é possível dissociar as convicções políticas do autor de sua produção literária. Este dilema, caracterizado pela evolução ideológica de Nizan e casos análogos, incita uma reflexão mais profunda sobre o impacto potencial das convicções pessoais na tessitura e interpretação de obras literárias.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adriano Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-919719</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2024 04:12:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Valeu pelo link, Ulisses. Mas peguei a tradução brasileira de &quot;A Conspiração&quot; e comecei a ler. Até agora as primeiras impressões me apresentam um livraço, embora não possa saber se os desdobramentos me permitirão manter essa opinião. A leitura da sinopse na contracapa desta edição da Rocco me causou impressões e auspícios não muito positivos, diria que reduziu minhas expectativas. Mas nada como a leitura para fundamentar a crítica. De qualquer forma o conselho do João Bernardo não foi em vão. Mesmo que os dois últimos dias de vida de um homem só duvidosamente sejam capazes de lhe revelar tudo o que a existência precedente lhe negara sobre a vida, lembro do purgatório das ilusões que foi a morte de Ivan Ilitch: não morrer o mesmo homem que viveu seguramente formou a massa dos pesadelos que não o deixavam dormir, mas talvez tenha sido também o sonho derradeiro do sono eterno.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Valeu pelo link, Ulisses. Mas peguei a tradução brasileira de &#8220;A Conspiração&#8221; e comecei a ler. Até agora as primeiras impressões me apresentam um livraço, embora não possa saber se os desdobramentos me permitirão manter essa opinião. A leitura da sinopse na contracapa desta edição da Rocco me causou impressões e auspícios não muito positivos, diria que reduziu minhas expectativas. Mas nada como a leitura para fundamentar a crítica. De qualquer forma o conselho do João Bernardo não foi em vão. Mesmo que os dois últimos dias de vida de um homem só duvidosamente sejam capazes de lhe revelar tudo o que a existência precedente lhe negara sobre a vida, lembro do purgatório das ilusões que foi a morte de Ivan Ilitch: não morrer o mesmo homem que viveu seguramente formou a massa dos pesadelos que não o deixavam dormir, mas talvez tenha sido também o sonho derradeiro do sono eterno.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-919632</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jan 2024 13:50:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[NIZAN em italiano
https://libgen.rs/book/index.php?md5=40028E24E21A37E497DD02B098E000AF]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NIZAN em italiano<br />
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adriano Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-919521</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jan 2024 00:05:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=151059#comment-919521</guid>

					<description><![CDATA[Ler o comentário do João Bernardo me fez pesquisar a obra citada de Paul Nizan, mais que o canônico Dostoievski. Que buscarei amanhã, achei baratinho num sebo em São Paulo. Me parece que ele sofreu algo parecido em natureza, embora sem o mesmo dramático desfecho, com o que aconteceu aos tchecos Záviš Kalandra e Milada Horáková, entre outros, cujo trágico destino preencheu os pensamentos e a obra de Milan Kundera. Mas um livro capaz de nos desvelar a vida nos últimos suspiros deve ser lido. Valeu, JB!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ler o comentário do João Bernardo me fez pesquisar a obra citada de Paul Nizan, mais que o canônico Dostoievski. Que buscarei amanhã, achei baratinho num sebo em São Paulo. Me parece que ele sofreu algo parecido em natureza, embora sem o mesmo dramático desfecho, com o que aconteceu aos tchecos Záviš Kalandra e Milada Horáková, entre outros, cujo trágico destino preencheu os pensamentos e a obra de Milan Kundera. Mas um livro capaz de nos desvelar a vida nos últimos suspiros deve ser lido. Valeu, JB!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2023/12/151059/#comment-919295</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jan 2024 13:59:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=151059#comment-919295</guid>

					<description><![CDATA[JB concrescentou Anna a karenin. Depois, cortou rente e finalizou pegando pesado. 
A navalha de Okham ficou cega, frente à peixeira do JB.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JB concrescentou Anna a karenin. Depois, cortou rente e finalizou pegando pesado.<br />
A navalha de Okham ficou cega, frente à peixeira do JB.</p>
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