<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Sacrificam-se os peões, salva-se o tabuleiro	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2024/01/151321/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2024/01/151321/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 Feb 2024 18:06:26 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151321/#comment-923815</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Feb 2024 18:06:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=151321#comment-923815</guid>

					<description><![CDATA[FRACASSANDO MELHOR
    quidam pensava: é a luz no fim do túnel
    fulano percebeu: é só um trem que vem
    beltrano supôs: enfim, o fundo do poço
    sicrano constatou: tem gente cavando lá]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FRACASSANDO MELHOR<br />
    quidam pensava: é a luz no fim do túnel<br />
    fulano percebeu: é só um trem que vem<br />
    beltrano supôs: enfim, o fundo do poço<br />
    sicrano constatou: tem gente cavando lá</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anônimo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151321/#comment-923663</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2024 13:21:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=151321#comment-923663</guid>

					<description><![CDATA[Houve uma época, durou 18 meses, em que eu aguentei militar numa organização, quase que completamente composta por jovens universitários, da qual boa parte dos militantes, da direção à base, fazia tratamento - terapia e remédios controlados - com psicóloga; alguns já há três, quatro e até cinco anos em tratamento. Alguns anos se passaram e um militante daquela geração, que ainda continuava na organização, se matou. 
Não pude não recordar da psicóloga, dos camaradas que viviam medicados, de como aquela direção exortava a abnegação e condenava as ações tidas como de irresponsabilidade diante da construção da revolução mundial, e de quantas vezes eu vi a direção elogiando aquele militante, tomando-o como um exemplo a ser seguido pelos demais.
Recordei, também, o quanto vários daqueles jovens fugiam de um futuro de trabalho e assalariamento permanecendo por mais e mais anos na universidade, o quanto desconheciam a própria realidade que buscavam transformar, o quanto desconheciam a história, o quanto idealizavam não só a própria realidade na qual viviam como, também, a revolução brasileira e a enxergavam em toda esquina, a espera deles, daquela organização, e de umas outras poucas iguais a ela para a dirigir, o quanto eram diferentes dos camaradas trabalhadores que mal ficavam poucos meses na organização e a abandonavam, o quanto se esforçavam para ser da direção da organização ou ter cargos em entidades estudantis e sindicais, buscando reconhecimento, prestígio, dinheiro para pagar as contas, poder, e tudo o mais que vem no pacote, como as viagens, as festas, os eventos, ou seja, aquilo que é diferente da vida normal dos trabalhadores e que sem dinheiro, ou sem uma família rica por trás, é praticamente impossível ter.
Eu lembrava daquela direção, lembrava daquela base, e encontrava uma montanha de elementos capazes de estourar a cabeça de qualquer pessoa.
Depois do suicídio a organização publicou uma carta falando que aquela vida não tinha sido em vão, que o falecido havia sido um exemplo de revolucionário, que a luta continua até a vitória final e que o culpado daquela morte era o capitalismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Houve uma época, durou 18 meses, em que eu aguentei militar numa organização, quase que completamente composta por jovens universitários, da qual boa parte dos militantes, da direção à base, fazia tratamento &#8211; terapia e remédios controlados &#8211; com psicóloga; alguns já há três, quatro e até cinco anos em tratamento. Alguns anos se passaram e um militante daquela geração, que ainda continuava na organização, se matou.<br />
Não pude não recordar da psicóloga, dos camaradas que viviam medicados, de como aquela direção exortava a abnegação e condenava as ações tidas como de irresponsabilidade diante da construção da revolução mundial, e de quantas vezes eu vi a direção elogiando aquele militante, tomando-o como um exemplo a ser seguido pelos demais.<br />
Recordei, também, o quanto vários daqueles jovens fugiam de um futuro de trabalho e assalariamento permanecendo por mais e mais anos na universidade, o quanto desconheciam a própria realidade que buscavam transformar, o quanto desconheciam a história, o quanto idealizavam não só a própria realidade na qual viviam como, também, a revolução brasileira e a enxergavam em toda esquina, a espera deles, daquela organização, e de umas outras poucas iguais a ela para a dirigir, o quanto eram diferentes dos camaradas trabalhadores que mal ficavam poucos meses na organização e a abandonavam, o quanto se esforçavam para ser da direção da organização ou ter cargos em entidades estudantis e sindicais, buscando reconhecimento, prestígio, dinheiro para pagar as contas, poder, e tudo o mais que vem no pacote, como as viagens, as festas, os eventos, ou seja, aquilo que é diferente da vida normal dos trabalhadores e que sem dinheiro, ou sem uma família rica por trás, é praticamente impossível ter.<br />
Eu lembrava daquela direção, lembrava daquela base, e encontrava uma montanha de elementos capazes de estourar a cabeça de qualquer pessoa.<br />
Depois do suicídio a organização publicou uma carta falando que aquela vida não tinha sido em vão, que o falecido havia sido um exemplo de revolucionário, que a luta continua até a vitória final e que o culpado daquela morte era o capitalismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151321/#comment-923645</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2024 09:54:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://passapalavra.info/?p=151321#comment-923645</guid>

					<description><![CDATA[Invariavelmente este texto remete à militância da esquerda anticapitalista (ou termo que o valha). Comentava estes dias com um amigo que como eu é ex-militante o quanto é insalubre o ambiente e as relações sociais deste meio. Durante anos de trabalho foi sempre desalentador encontrar sempre entre os mais dispostos e mais aguerridos a completa falta de conexão com a realidade, gerando uma série de dificuldades em ter uma ação minimamente pragmática e organizada do trabalho cotidiano. Quem trabalha e precisa levar uma vida comum, que passa dificuldade para ter recursos e cumprir com obrigações tem extrema dificuldade em atuar nesses espaços e não adoecer. Acredito ser necessário uma discussão que paute a militância anti capitalista e sua forma de organização pensando-a mais como um trabalho organizado e menos como arroubos de heroísmo e autoimolação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Invariavelmente este texto remete à militância da esquerda anticapitalista (ou termo que o valha). Comentava estes dias com um amigo que como eu é ex-militante o quanto é insalubre o ambiente e as relações sociais deste meio. Durante anos de trabalho foi sempre desalentador encontrar sempre entre os mais dispostos e mais aguerridos a completa falta de conexão com a realidade, gerando uma série de dificuldades em ter uma ação minimamente pragmática e organizada do trabalho cotidiano. Quem trabalha e precisa levar uma vida comum, que passa dificuldade para ter recursos e cumprir com obrigações tem extrema dificuldade em atuar nesses espaços e não adoecer. Acredito ser necessário uma discussão que paute a militância anti capitalista e sua forma de organização pensando-a mais como um trabalho organizado e menos como arroubos de heroísmo e autoimolação.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
