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	Comentários sobre: O leitor clandestino	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Jan Cenek		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-924863</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jan Cenek]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Feb 2024 14:28:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo um interessante manual de editoração intitulado “Além da revisão: critérios para revisão textual”, de Aristides Coelho Neto, encontrei o trecho de um conto da Clarice Lispector intitulado “Felicidade clandestina”: 

“Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo um interessante manual de editoração intitulado “Além da revisão: critérios para revisão textual”, de Aristides Coelho Neto, encontrei o trecho de um conto da Clarice Lispector intitulado “Felicidade clandestina”: </p>
<p>“Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.</p>
<p>Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.”</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-923467</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 12:04:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um amigo me contou que em sua recente visita a Paris, no metrô, viu a maioria das pessoas enfiadas na leitura. Certamente, uma herança da revolução. 
Por aqui, Castro Alves incitava aos conterrâneos semear livros. Infelizmente a orientação do poeta não foi seguida. Enquanto na França temos o leitor/leitora mergulhados nos livros, por aqui, temos intrusos para nos salvar da leitura (sic), puxando conversa desnecessária.
Apesar do dito acima, a leitura contribui, mas não muda o mundo. Fosse assim, os analfabetos russo e chineses não teriam feito suas revoluções. Porém, não tenhamos dúvidas, a leitura possibilitaria transformações mais sadias que as que vimos no século XX. Mas isso só é possível na memdia em que a leitura esteja em consonância com o mundo, onde as persoangens saiam dos livros para ganahr às ruas. Do contrário, poderemos ter bons leitores, como na França. Ou ignaros assumidos, como temos no Brasil marcado por sua hist´roia escravocrata e analfabeta. País com ojeriza à leitura, entra em pé de igualdade com a França &quot;esclarecida&quot; que hoje em dia não vai além do deleite pela escrita. Ambos, leitores e avressos aos livros, impotentes frente a um mundo que exige saltar das páginas para transformá-lo. E soemnte assim que o leitor deixrá de ser &quot;clandestino&quot;, como temos por aqui. Ou mero leitor que contempla o mundo em decomposição, como faz o francês de nossos dias. valeu ´pelo texto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo me contou que em sua recente visita a Paris, no metrô, viu a maioria das pessoas enfiadas na leitura. Certamente, uma herança da revolução.<br />
Por aqui, Castro Alves incitava aos conterrâneos semear livros. Infelizmente a orientação do poeta não foi seguida. Enquanto na França temos o leitor/leitora mergulhados nos livros, por aqui, temos intrusos para nos salvar da leitura (sic), puxando conversa desnecessária.<br />
Apesar do dito acima, a leitura contribui, mas não muda o mundo. Fosse assim, os analfabetos russo e chineses não teriam feito suas revoluções. Porém, não tenhamos dúvidas, a leitura possibilitaria transformações mais sadias que as que vimos no século XX. Mas isso só é possível na memdia em que a leitura esteja em consonância com o mundo, onde as persoangens saiam dos livros para ganahr às ruas. Do contrário, poderemos ter bons leitores, como na França. Ou ignaros assumidos, como temos no Brasil marcado por sua hist´roia escravocrata e analfabeta. País com ojeriza à leitura, entra em pé de igualdade com a França &#8220;esclarecida&#8221; que hoje em dia não vai além do deleite pela escrita. Ambos, leitores e avressos aos livros, impotentes frente a um mundo que exige saltar das páginas para transformá-lo. E soemnte assim que o leitor deixrá de ser &#8220;clandestino&#8221;, como temos por aqui. Ou mero leitor que contempla o mundo em decomposição, como faz o francês de nossos dias. valeu ´pelo texto</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-922850</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 15:06:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[SHEOL
Num ménage à trois, VH e Panzerfaust, abraçados ao Rancor, cantam um tango para descer...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SHEOL<br />
Num ménage à trois, VH e Panzerfaust, abraçados ao Rancor, cantam um tango para descer&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Virginia Hemingway		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-922844</link>

		<dc:creator><![CDATA[Virginia Hemingway]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 14:28:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Diz a sabedoria, popular ou não: Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
&quot;quem lê para matar o tempo deveria considerar seriamente a possibilidade de se matar&quot;.
Considerações feitas, passo da possibilidade à efetividade... Virginia Hemingway.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz a sabedoria, popular ou não: Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.<br />
&#8220;quem lê para matar o tempo deveria considerar seriamente a possibilidade de se matar&#8221;.<br />
Considerações feitas, passo da possibilidade à efetividade&#8230; Virginia Hemingway.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jan Cenek		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-922651</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jan Cenek]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 11:35:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agradeço os retornos recebidos por aqui e por outros meios. No geral as pessoas se identificaram com o leitor clandestino. Interessante. Aproveito para compartilhar mais três notas e uma impressão sobre a relação escritor/leitor:

- O leitor clandestino teme morrer antes de ler alguns livros. Exemplo: o leitor clandestino sente certa tranquilidade depois de ler e reler o Quixote, o que não quer dizer que não voltará ao romance.

- O leitor clandestino fica angustiado e deprimido quando é vencido e não consegue concluir a leitura de um livro. 

- O leitor clandestino retoma a leitura dos livros que o venceram sempre do começo, nunca do ponto em que parou.

- Não há grande escritor que não tenha ao menos um leitor clandestino. Contar com um leitor clandestino da própria obra vale mais que qualquer prêmio literário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço os retornos recebidos por aqui e por outros meios. No geral as pessoas se identificaram com o leitor clandestino. Interessante. Aproveito para compartilhar mais três notas e uma impressão sobre a relação escritor/leitor:</p>
<p>&#8211; O leitor clandestino teme morrer antes de ler alguns livros. Exemplo: o leitor clandestino sente certa tranquilidade depois de ler e reler o Quixote, o que não quer dizer que não voltará ao romance.</p>
<p>&#8211; O leitor clandestino fica angustiado e deprimido quando é vencido e não consegue concluir a leitura de um livro. </p>
<p>&#8211; O leitor clandestino retoma a leitura dos livros que o venceram sempre do começo, nunca do ponto em que parou.</p>
<p>&#8211; Não há grande escritor que não tenha ao menos um leitor clandestino. Contar com um leitor clandestino da própria obra vale mais que qualquer prêmio literário.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: A incrível dama dos livros		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-922579</link>

		<dc:creator><![CDATA[A incrível dama dos livros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 05:08:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A leitura sempre foi para mim o escape mágico para diferentes mundos mágicos: meu 1o livro foram os gibis q meu pai trazia do Paraguai com as aventuras de Topo Gigio, o que me forçou aprender a ler com 5 anos de idade em espanhol, até hoje trago em mim a lembrança da magia das cores do arco-íris formado com as gotas da chuva nos nossos olhos mais o brilho do sol, tudo muito cheio de magia...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A leitura sempre foi para mim o escape mágico para diferentes mundos mágicos: meu 1o livro foram os gibis q meu pai trazia do Paraguai com as aventuras de Topo Gigio, o que me forçou aprender a ler com 5 anos de idade em espanhol, até hoje trago em mim a lembrança da magia das cores do arco-íris formado com as gotas da chuva nos nossos olhos mais o brilho do sol, tudo muito cheio de magia&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vini esporádico		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-922498</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vini esporádico]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2024 17:51:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sou muito de ler, mas agora deu vontade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou muito de ler, mas agora deu vontade</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danimar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-922308</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danimar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 16:29:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro leitor clandestino ,gostei muito do texto. Realmente me pegou de jeito.

Sou professora de adolescentes, algo muito tranquilo (ironia). O retorno das aulas se aproxima e eu estava, em meus planejamentos, pensando formas de a leitura ser mais atrativa. A juventude está tão castrada de imaginação, de criatividade. E é perceptível como isso afeta a visão de mundo deles, que é extremamente superficial.

Lembro do meu orgulho, quando, aos 8 anos, li meu primeiro &quot;livro grande&quot;. &quot;O estranho vizinho&quot; de Juvenil Sampaio (descobri agora o nome do autor, nunca quis pesquisar, mas nunca me saiu da memória a história e o título do livro). Um livro de umas 100 páginas se não me engano.

Antes de gostava de decorar poesias e verbetes de dicionários para trocar as palavras pelos seus significados na hora de falar.

A leitura possibilita tanta coisa. A leitura me salvou de me perder quando meu pai morreu.

Possibilitou que o mundo fosse maior e menor ao mesmo tempo. 

Gostei do texto porque ele traz uma série de questões que tocam o leitor e a leitora. 

Não sei se sou uma leitora clandestina, mas confesso que me identifiquei com o leitor clandestino e com certeza dei boas risadas com suas características. 

Obrigada por propiciar esse momento de leitura &quot;não clandestina&quot;, pois leio deitada, aquecida, com meu cachorro enquanto a chuva cai lá fora. Talvez o mundo precise de mais leitores clandestinos, assim, talvez, esses deixem de ser clandestinos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro leitor clandestino ,gostei muito do texto. Realmente me pegou de jeito.</p>
<p>Sou professora de adolescentes, algo muito tranquilo (ironia). O retorno das aulas se aproxima e eu estava, em meus planejamentos, pensando formas de a leitura ser mais atrativa. A juventude está tão castrada de imaginação, de criatividade. E é perceptível como isso afeta a visão de mundo deles, que é extremamente superficial.</p>
<p>Lembro do meu orgulho, quando, aos 8 anos, li meu primeiro &#8220;livro grande&#8221;. &#8220;O estranho vizinho&#8221; de Juvenil Sampaio (descobri agora o nome do autor, nunca quis pesquisar, mas nunca me saiu da memória a história e o título do livro). Um livro de umas 100 páginas se não me engano.</p>
<p>Antes de gostava de decorar poesias e verbetes de dicionários para trocar as palavras pelos seus significados na hora de falar.</p>
<p>A leitura possibilita tanta coisa. A leitura me salvou de me perder quando meu pai morreu.</p>
<p>Possibilitou que o mundo fosse maior e menor ao mesmo tempo. </p>
<p>Gostei do texto porque ele traz uma série de questões que tocam o leitor e a leitora. </p>
<p>Não sei se sou uma leitora clandestina, mas confesso que me identifiquei com o leitor clandestino e com certeza dei boas risadas com suas características. </p>
<p>Obrigada por propiciar esse momento de leitura &#8220;não clandestina&#8221;, pois leio deitada, aquecida, com meu cachorro enquanto a chuva cai lá fora. Talvez o mundo precise de mais leitores clandestinos, assim, talvez, esses deixem de ser clandestinos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ler ou não ler		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151426/#comment-922302</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ler ou não ler]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jan 2024 15:45:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Notas a mais sobre o leitor clandestino: 

O leitor clandestino lê nas placas de ruas e comércio, embalagens e bulas de remédio todos os nomes aleatórios que compõem a rede de importância, de uso, serventia, aplicação, emprego, benefício, vantagens, oportunidade e interesses alheios ao leitor clandestino.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Notas a mais sobre o leitor clandestino: </p>
<p>O leitor clandestino lê nas placas de ruas e comércio, embalagens e bulas de remédio todos os nomes aleatórios que compõem a rede de importância, de uso, serventia, aplicação, emprego, benefício, vantagens, oportunidade e interesses alheios ao leitor clandestino.</p>
]]></content:encoded>
		
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