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	Comentários sobre: Ouvidos treinados	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 11:18:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irênico, Fernando cometeu eureka: o título de meu comentário é uma referência quase explícita à ótima coletânea, homônima e também nostálgica, do JB.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irênico, Fernando cometeu eureka: o título de meu comentário é uma referência quase explícita à ótima coletânea, homônima e também nostálgica, do JB.</p>
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		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151533/#comment-922699</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 18:22:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ulisses, tu escreveu &quot;ERA UM MUNDO...&quot;, então lembrei que &quot;Era um mundo / libertar-se do mundo morto&quot;, é o título de uma coletânea de textos escritos por João Bernardo e publicados entre 1975 e 2009, que a Vosstanie os reuniu e publicou em 2019 (www.vosstanie.org). Repare, se possível, na capa criada para a coletânea, com a fotografia intitulada &quot;Desenho&quot; (1999), de Helena Almeida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ulisses, tu escreveu &#8220;ERA UM MUNDO&#8230;&#8221;, então lembrei que &#8220;Era um mundo / libertar-se do mundo morto&#8221;, é o título de uma coletânea de textos escritos por João Bernardo e publicados entre 1975 e 2009, que a Vosstanie os reuniu e publicou em 2019 (www.vosstanie.org). Repare, se possível, na capa criada para a coletânea, com a fotografia intitulada &#8220;Desenho&#8221; (1999), de Helena Almeida.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151533/#comment-922674</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 15:40:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ERA UM MUNDO
JB caminha, de mãos dadas, com Orfeu.
Então, sua nostalgia mimetiza Eurídice...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ERA UM MUNDO<br />
JB caminha, de mãos dadas, com Orfeu.<br />
Então, sua nostalgia mimetiza Eurídice&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151533/#comment-922532</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2024 22:28:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A música dessa canção de Edith Piaf, &lt;em&gt;Non, je ne regrette rien&lt;/em&gt; (Não, não me arrependo de nada), talvez a que mais se celebrizou por todo o mundo, foi composta por Charles Dumont. Neste vídeo é ele quem, no piano, acompanha Edith Piaf:

https://www.youtube.com/watch?v=dyoQHewCWGw 

Eles foram amantes episódicos e transversais, como tantos outros ao longo da vida daquela mulher franzina e pequena (&lt;em&gt;piaf&lt;/em&gt; é uma gíria para &lt;em&gt;pardal&lt;/em&gt;), e há dois momentos nesse vídeo que me impressionam, quando Charles Dumont lhe lança um olhar que não sei se é de rancor ou de amor, talvez ambas as coisas. Na assistência é destacado um casal que não sei quem fosse, mas certamente eram mundanos conhecidos porque os encontro noutros vídeos, por exemplo neste, que de todos é o que mais me emociona, num espectáculo de Georges Brassens no Bobino, penso que no seu último encontro com o público, exausto e já roído pelo cancro (câncer) que em breve havia de o matar. A câmara foca também figuras literárias conhecidas, nomeadamente Marguerite Duras, e Brassens canta aquela que foi a mais famosa de tantas canções famosas, &lt;em&gt;Les copains d’abord&lt;/em&gt; (Os amigos acima de tudo), uma apologia da amizade, que era o valor que ele mais enaltecia, além da liberdade:

https://www.youtube.com/watch?v=mTleytrWqlY 

No Flagrante Delito faltaram dois nomes fundamentais, Boris Vian e Mouloudji, notáveis pela maneira como cantaram, por aquilo que cantaram e pela vida que viveram, demasiado breve no caso de Boris Vian. Não hesito e escolho &lt;em&gt;Le déserteur&lt;/em&gt; (O desertor), que Boris Vian escreveu e compôs e cantou e que Mouloudji cantou também numa versão ainda mais radical, e que tão importante foi para a minha geração durante as guerras coloniais, nos deu ânimo e nos situou no fio da História, aqui na voz e na expressão de Mouloudji:

https://www.youtube.com/watch?v=EA5gZJzQWqU 

Haveria ainda ocasião para falar de Juliette Gréco, que deu voz a tantas canções, esta por exemplo, &lt;em&gt;Les feuilles mortes&lt;/em&gt; (As folhas caídas), que ela e Yves Montand popularizaram:

https://www.youtube.com/watch?v=2ZdJnyOw73k 

Yves Montand dá aqui outra versão, num programa de televisão, cantando praticamente &lt;em&gt;a cappella&lt;/em&gt;, e fascina-me o olhar com que o segue a moça sentada por detrás dele:

https://www.youtube.com/watch?v=28RrxMemkRA 

O poema é de Jacques Prévert, que tantos outros poemas escreveu e que Robert Doisneau fotografou, e muitos que vêem hoje o retrato do senhor e do cão não sabem quem é. 

https://i.pinimg.com/736x/4b/23/a3/4b23a3015c008874531ccf9710500ebd--jacques-pr%C3%A9vert-solitude.jpg 

Foi um mundo que morreu e só se mantém vivo na arte e no registo dos artistas — vivo, excepto para os imbecis que não têm olhos nem ouvidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A música dessa canção de Edith Piaf, <em>Non, je ne regrette rien</em> (Não, não me arrependo de nada), talvez a que mais se celebrizou por todo o mundo, foi composta por Charles Dumont. Neste vídeo é ele quem, no piano, acompanha Edith Piaf:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dyoQHewCWGw" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=dyoQHewCWGw</a> </p>
<p>Eles foram amantes episódicos e transversais, como tantos outros ao longo da vida daquela mulher franzina e pequena (<em>piaf</em> é uma gíria para <em>pardal</em>), e há dois momentos nesse vídeo que me impressionam, quando Charles Dumont lhe lança um olhar que não sei se é de rancor ou de amor, talvez ambas as coisas. Na assistência é destacado um casal que não sei quem fosse, mas certamente eram mundanos conhecidos porque os encontro noutros vídeos, por exemplo neste, que de todos é o que mais me emociona, num espectáculo de Georges Brassens no Bobino, penso que no seu último encontro com o público, exausto e já roído pelo cancro (câncer) que em breve havia de o matar. A câmara foca também figuras literárias conhecidas, nomeadamente Marguerite Duras, e Brassens canta aquela que foi a mais famosa de tantas canções famosas, <em>Les copains d’abord</em> (Os amigos acima de tudo), uma apologia da amizade, que era o valor que ele mais enaltecia, além da liberdade:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mTleytrWqlY" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=mTleytrWqlY</a> </p>
<p>No Flagrante Delito faltaram dois nomes fundamentais, Boris Vian e Mouloudji, notáveis pela maneira como cantaram, por aquilo que cantaram e pela vida que viveram, demasiado breve no caso de Boris Vian. Não hesito e escolho <em>Le déserteur</em> (O desertor), que Boris Vian escreveu e compôs e cantou e que Mouloudji cantou também numa versão ainda mais radical, e que tão importante foi para a minha geração durante as guerras coloniais, nos deu ânimo e nos situou no fio da História, aqui na voz e na expressão de Mouloudji:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EA5gZJzQWqU" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=EA5gZJzQWqU</a> </p>
<p>Haveria ainda ocasião para falar de Juliette Gréco, que deu voz a tantas canções, esta por exemplo, <em>Les feuilles mortes</em> (As folhas caídas), que ela e Yves Montand popularizaram:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ZdJnyOw73k" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=2ZdJnyOw73k</a> </p>
<p>Yves Montand dá aqui outra versão, num programa de televisão, cantando praticamente <em>a cappella</em>, e fascina-me o olhar com que o segue a moça sentada por detrás dele:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=28RrxMemkRA" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=28RrxMemkRA</a> </p>
<p>O poema é de Jacques Prévert, que tantos outros poemas escreveu e que Robert Doisneau fotografou, e muitos que vêem hoje o retrato do senhor e do cão não sabem quem é. </p>
<p><a href="https://i.pinimg.com/736x/4b/23/a3/4b23a3015c008874531ccf9710500ebd--jacques-pr%C3%A9vert-solitude.jpg" rel="nofollow ugc">https://i.pinimg.com/736x/4b/23/a3/4b23a3015c008874531ccf9710500ebd&#8211;jacques-pr%C3%A9vert-solitude.jpg</a> </p>
<p>Foi um mundo que morreu e só se mantém vivo na arte e no registo dos artistas — vivo, excepto para os imbecis que não têm olhos nem ouvidos.</p>
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		<title>
		Por: Felipe		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2024 15:41:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Adoro as &quot;músicas velhas&quot; da Edith Piaf.

https://www.youtube.com/watch?v=4Hqc-NWlNJQ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adoro as &#8220;músicas velhas&#8221; da Edith Piaf.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4Hqc-NWlNJQ" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=4Hqc-NWlNJQ</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2024/01/151533/#comment-922465</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2024 14:03:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[não confie em ninguém com mais de trinta, ânus]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>não confie em ninguém com mais de trinta, ânus</p>
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